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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Vícios e virtudes de nossa política econômica




Por Zezinho de Caetés

Em artigo, com a competência habitual, o jornalista econômico Carlos Alberto Sardenberg publicado no O Globo semana passada (pode ser visto aqui), com o título de “O vício pela virtude”, ele começa dizendo:

“Você está no peso ideal, colesterol abaixo de 100, pressão 12 por 8, boa alimentação, exercícios em dia – e quer saber? Você está em desvantagem. Não tem como melhorar. Suponha que fique doente. O que o médico poderia recomendar para aperfeiçoar sua qualidade de vida?
Bem diferente se você estivesse gordinho e meio paradão. Haveria ampla possibilidade de ação e melhoria.”

Quando pensamos que ele vai começar um artigo na área de medicina, ele começa a espinafrar a atual política econômica do governo Dilma, de uma forma médico/didática.

Eu, com meus cursos enviesados de economia, feitos no calor da noite para entender o lugar onde vivo, compreendi a mensagem do jornalista.

Hoje vivemos uma crise mundial do capitalismo. Mais uma, dizem os céticos, desde que o Marx colocou cientificamente as contradições deste sistema econômico, que, ironicamente foi o único que deu certo até agora. Se formos contar, desde 1929, quantas  vezes se esperou que o capitalismo desse o último suspiro, seria preciso uma máquina de calcular.

Tornou-se uma brincadeira de gato e rato entre capitalistas e socialista para ver quem pegava quem. Hoje não se tem mais dúvidas de que o gato é o capitalismo, e o rato morreu de inanição ou quase, apenas resistindo alguns dos seus rabinhos balançados pelo Fidel Castro e pelo ditador coreano. Mesmo, na China onde se pensava que o socialismo daria certo, só deu certo quando chegou o capitalismo.

Mas, voltando ao artigo do Sardenberg, o que ele quis dizer com a parábola médica foi mais ou menos o seguinte:

Estamos em crise e vários remédios são sugeridos para ela. Inclusive nossa presidenta foi receitar os seus à comunidade internacional, dizendo que em época de crise, devemos é baixar os impostos para ajudar a economia, o que lhe rendeu por parte de um jornal o epíteto de hipócrita por ela está querendo aumentar os impostos aqui dentro.

Todos sabem, desde o governo FHC e primeiro governo Lula que nossa política econômica gira em torno de um tripé formado por três  variáveis macroeconômicas que são: Câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário. Não parem de ler, pois eu tento explicar.

No mundo de hoje se vive como se estivéssemos na fazendo de seu Zuza lá em Caetés, onde eu brincava com o Lula, e que para sobreviver temos que vender e comprar de outros fazendeiros, usando a moeda de um fazendeiro grande que é o “dólar”. O que se chama de câmbio flutuante é não usar de nosso poder para influir no preço da moeda de nossa fazenda , o “real”, de moda a ajudar na venda dos nossos produtos ou interferir na compra do produto dos outros. A meta de inflação objetiva não deixar que nossa “moeda” se desvalorize permanentemente, para que não voltemos aos péssimos tempos que passamos, em que o preço de um almoço era um, quando entrávamos nos restaurantes e outro quando íamos pagar a conta. E o superávit primário, nos diz que se devemos alguma coisa, sempre é bom juntar dinheiro num canto para que quando precisemos, o tenhamos e ao mesmo tempo fazer com que, se quisermos tomar dinheiro emprestado, o possamos fazê-lo sem que nosso credores fiquem desconfiados.

A economia brasileira, depois do plano real, passou quase todo o tempo zelando por estas três coisas, e o Lula só foi eleito na primeira vez, porque na famoso “carta aos brasileiros” prometeu que iria seguir estes princípios que são chamados de princípios neoliberais. Quando alguns petistas ouvem estes termos chegam a se arrepiar e desconhecem que foram eles que elegeram o Lula e o permitiram algumas de suas realizações em seu primeiro mandato.

O grande problema foi no segundo mandato, principalmente, a partir da crise de 2008 e continua até hoje no governo Dilma. Os petistas descobriram que agora poderiam colocar em prática tudo que propunham antes de Lula, e agora como uma forma de salvar nossa economia da crise internacional, abandonando estes princípios que permitiram nosso equilíbrio macroeconômico por tanto tempo.

E começaram a pregar e praticar tudo quanto é de ações que ferem estes princípios básicos, como se eles fossem um vício que agora precisa ser combatido. Daí, para justificar isto, eles defendem, por exemplo, a baixa da taxa de juros, porque pensam que assim fazendo podem, mesmo com o risco de inflação, manter algumas outras variáveis, como a taxa de desemprego e o crescimento do PIB, sem ferir os princípios fundamentais. E vão mais além dizendo que agora, com nossa economia forte e de juros altíssimos, podemos fazer isto, enquanto os outros países não podem mais. Então o Brasil é o rei da cocada preta feita pela o Lulo/Petismo. Além disto vamos continuar aumentando o assistencialismo, pois isso será o a salvação do mercado interno, que nos outros países também já não pode aumentar.

Então o vício do juro alto, que só existe pela necessidade de mantermos o superávit primário, se transforma em virtude. E o pior de tudo, agora sua queda é a solução. Não se atenta para o fato que os juros altos são um vício nosso gerado pela fazenda do seu Zuca, que se endividou demais com seus habitantes e que tem de rolar a dívida porque não pode pagá-la, gasta demais para dizer que seu Zuca é um bom patrão e não tem capacidade de investir na melhoria de sua fazenda.

Voltando ao jornalista, e deixando a fazenda do seu Zuca de lado ele diz, entre outras coisas:

“E, na mesma linha de dar lições ao mundo, a presidente Dilma Rousseff disse aos europeus que ajustes fiscais (das contas públicas) são até prejudiciais quando muito rigorosos. Citando experiência brasileira, disse que era melhor estimular consumo e investimento, que teria o seguro anticrise.
Ora, é o a economia brasileira tornou-se mais resistente depois e graças ao pesado, rigoroso e longo ajuste fiscal feito no segundo mandato de Fernando Henrique e no primeiro de Lula. Com FHC, houve contenção de gastos públicos, aumento de impostos, privatizações e reformas estruturais, como a da Previdência, além da eliminação das dívidas dos governos estaduais. E Lula ampliou o superávit primário a nível recorde, conseguindo a redução do endividamento.”

Talvez, o Lula tenha deixado o Palocci no governo Dilma para ele fazer a mesma coisa que fez em seu governo, no primeiro mandato, mas aí ele exagerou na “malufagem” ou no “malfeito”. E agora estamos à mercê do Mantega e do Mercadante, que estudaram errado, e da Dilma que nunca estudou o suficiente para descobrir que seu cargo dependeu dos princípios neoliberais e não do seu oposto.

E agora, como uma professora igual ao seu mestre o Lula anda pelo mundo a dar conselhos de política econômica, quando aqui dentro poderemos ir para o brejo. Em relação a estes conselhos, será bom aqui transcrever um trecho do artigo do J. R. Guzzo, na Veja desta semana, que trouxe mais um pouquinho de corrupção, agora bem pertinho da sala da presidenta:

"Seria prudente, diante de nossa experiência, que autoridades ansiosas em aconselhar os outros pensassem um pouco mais antes de falar, para não cometendo o mesmo erro [ensinar errado]. Mais que tudo, na verdade, governantes de um país que tem os índices de criminalidade, analfabetismo e corrupção do Brasil, para mencionar apenas uma parte da calamidade nacional permanente, deveriam ficar em silêncio e trabalhar o tempo todo para resolver nossas desgraças, em vez de se meter a dar palpite em problemas alheios."

Tenho certeza que o capitalismo sobreviverá a mais esta crise, apesar de termos que passar mais alguns apertos. O que tenho medo é que saiamos da crise muito fraquinhos e ao invés de uma ilha de prosperidade, sejamos uma ilha de miséria, porque nesta os petistas não saem do poder. Ou seja, estaremos obesos ou muito magros, pressão a 4 por 6 ou 20 por 22, mas nunca em equilíbrio. Não haverá médico que dê jeito.

Um comentário:

  1. O PAGADOR DE IMPOSTO EXORBITANTE QUE NÃO TIVER EM CASA UM TENSIÔMETRO DIGITAL VAI SE DAR MUITO MAL!!! O DA BOMBINHA NÃO VAI AGUENTAR E TEM TUDO PARA ESTOURAR PELAS COSTAS FEITO CIGARRA!!!PARA QUEM NÃO SABE, O PETISMO É UMA DOENÇA MORAL QUE TENDE AO INCURÁVEL. SE DESCOBERTA A TEMPO, TALVEZ SE CONSIGA SALVAR A ALMA DO VIVENTE...

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