Mural de Recados da A GAZETA DIGITAL

terça-feira, 7 de julho de 2015

Dilma cai ou não cai?




Por Zezinho de Caetés

Este final de semana foi um horror. Não sei se esta é a palavra adequada para descrever a quantidade de notícias que davam como certa a queda da Dilma, a qualquer momento. E eu, como sou um fã incondicional de sua renúncia, não desliguei os olhos e ouvidos, e mesmo o nariz, do noticiário. Digo nariz, porque a coisa está fedendo.

Todos sabem que a Dilma está tentando governar o Brasil, mesmo sabendo que é incompetente para fazê-lo. No fundo, no fundo, ela estava apenas procurando cumprir o papel que o Lula lhe deu, de forrar sua cama para que ele voltasse a governar o país. Eu digo estava, porque parece que, com a entrevista que ela deu ontem a alguns jornalistas, bem resumida pelo texto do Ricardo Noblat que abaixo transcrevo,  agora quer tentar governar sozinha, pois descobriu que o Lula é um atraso de vida.

Eu não quero dizer que ela vai conseguir. Pelo contrário, acho que, com as lambanças feitas pelos dois, Lula e Dilma, dificilmente ela escapa do impeachment ou da cassação. Mas, pelo que ela disse, se verdadeiro, a renúncia fica mais difícil. Eu, acredito que ela está dizendo a verdade, e fará tudo que for possível para não cair, pois, se cair, como ela poderia continuar a “dieta Ravena”, que a transformou de uma gorda numa magra, cuja silhueta até foi elogiada pelo Obama, sob os olhares ciumentos da Michele?

No entanto, o que ela disse na entrevista (que pode ser vista completa aqui), pelo menos as oposições vão pensar duas vezes antes de dizer que o impeachment será um trauma, acreditando que a renúncia seria uma questão de horas ou dias. Agora, mais do que nunca, a luta pelo Fora Dilma deve continuar, antes que ela se faça de vítima das instituições, com a velha história de “torturada”.

Fiquem com o Noblat, por enquanto, que eu vou ler com cuidado a entrevista completa por ele resumida abaixo, para responder com segurança à grande dúvida nacional: A Dilma cai, ou não cai?

“Impeachment? Bobagem! “Eu não vou cair, isso aí é moleza”', afirma Dilma. A oposição? “É um tanto golpista”. Menos o PMDB que é “ótimo”.

Não, ela não se sente no volume morto, como observou Lula outro dia. Lula pode dizer o que quiser sobre o que quiser, que Dilma não se incomoda. Reconhece-lhe o direito.

Dilma concedeu entrevista exclusiva a Maria Cristina Frias, Valdo Cruz e Natuza Nery publicada, hoje, na Folha de S. Paulo. Seguem trechos da entrevista:

- Respeito muito o presidente Lula. Ele tem todo o direito de dizer onde ele está e onde acha que eu estou. Mas não me sinto no volume morto não. Estou lutando incansavelmente para superar um momento bastante difícil na vida do país.

- Outro dia postaram que eu tinha tentado o suicídio, que estava traumatizadíssima. Não aposta nisso, gente. Foi cem mil vezes pior ser presa e torturada.

- [Dilma descartou a renúncia] Eu não sou culpada. Se tivesse culpa no cartório, me sentiria muito mal. Eu não tenho nenhuma. Nem do ponto de vista moral, nem do ponto de vista político.

- Falam coisas do arco da velha de mim. Óbvio que não [tenho nada a ver com o petrolão]. Mas não estou falando que paguei conta nenhuma também. O Brasil merece que a gente apure coisas irregulares. Não vejo isso como pagar conta. É outro approach. Muda o país para melhor. Ponto.

Os jornalistas perguntaram a Dilma o que ela achou da prisão dos presidentes das empreiteiras Odebrecht e Andre Gutierrez. Resposta:

- Olha, não costumo analisar ação do Judiciário. Agora, acho estranho. Eu gostaria de maior fundamento para a prisão preventiva de pessoas conhecidas. Acho estranho só.

- Eu não vou terminar [o mandato dela] por quê? Para tirar um presidente da República, tem que explicar por que vai tirar. Confundiram seus desejos com a realidade, ou tem uma base real? Não acredito que tenha uma base real.

As duas últimas perguntas da entrevista:

- Parece que está todo mundo querendo derrubar a sra.

- O que você quer que eu faça? Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza, isso é luta política. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso. Não conte que eu vou ficar nervosa, com medo. Não me aterrorizam.

- E se mexerem na sua biografia?

- Ô, querida, e vão mexer como? Vão reescrever? Vão provar que algum dia peguei um tostão? Vão? Quero ver algum deles provar. Todo mundo neste país sabe que não. Quando eles corrompem, eles sabem quem é corrompido.

                                                                             -------

Comento: o ponto forte da entrevista é a disposição revelada por Dilma de lutar pelo próprio mandato. Lutar com todas as forças. Desafiando, inclusive, adversários para que tentem derrubá-la.

Ela não dá pistas sobre como reagiria. E tudo o que diz pode ser mais retórica do que qualquer outra coisa.

Um processo de impeachment só vai adiante quando se ampara em provas de ilícitos. Por enquanto faltam provas. Mas isso não quer dizer que elas não possam aparecer.


Dilma manda com a entrevista um duro recado para Lula: o petrolão não foi obra dela. Portanto, só pode ter sido obra dele. E ela não se mexerá para atrapalhar investigações e possíveis julgamentos.”

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A semana - Lula não sabe de nada e a cortesia de Obama




Por Zé Carlos

No último sábado foi comemorado mais um dia da Independência Americana, o 4 de julho. Pode-se dizer que é uma data memorável para toda a humanidade, porque foi mais uma afirmação de uma nação que prima pelo legado de nossa civilização ocidental. E, talvez não tenha sido coincidência que nossa musa inspiradora, a Dilma, tenha andado tanto naquela terra, tão perto desta data. Como lá, as comemorações começam mais cedo, quem sabe ela, na próxima entrevista hilária, não declare que sua saída foi saudada com muitos fogos de artifícios.

Ora, para quem é habituada a saudar até mandioca, poderia até pensar isto. No entanto, o que se viu na visita dela a Obama foram novas peças de humor, que nada ficam devendo a Dercy Gonçalves. No filme do UOL, que reproduzimos abaixo, há ainda uma parte importante da visita de Dilma, e, pasmem, nesta ocasião a piada ficou por conta de Obama. Ele, respondendo uma pergunta feita a Dilma, disse que os Estados Unidos não consideram o Brasil, uma potência regional, mas, sim um poder mundial. Estão ainda em estado de choque? Foi verdade. Vejam o filme. Bem, não se mostrou a reação dos jornalistas presentes e sim a do povo, rindo do nosso novo colaborador o Obama. Hoje, com esta crise que nos assola o Brasil não tem mais nem poder regional, a não ser como uma província da Venezuela. Podem rir a vontade, o Obama é bom humorista.

No entanto, não foi a Dilma a protagonista do nosso show semanal de humor, nesta semana, e sim, nosso outro colaborador, o Lula. Imaginem, que ele se aproveitou da ausência de Dilma em Brasília, e tentou invadir o Palácio do Planalto, porque não aguentou mais as saudades da presidência. O homem só pensa naquilo. Impedido de entrar, pelos poucos guardas ainda fiéis a Dilma, ele se aboletou em alguma salinha, junto com senadores e deputados do PT, para passar instruções, de como tirar a Dilma do governo antes que a Lava Jato pegue os dois. E ali ele cometeu o maior show de humorismo da história deste país. Depois de todos terem que deixar os celulares num saco, fora da sala, que disseram ser para evitar vazamentos do que se passou lá dentro, quando todos sabem que é porque, do PT, nem celular escapa, para transformar em propina, vejam um resumo do que aconteceu. Tomem um pouco d’água para aguentar até o final.

E como todos sabem, Lula é um humorista completo. Ele faz piada de tudo e já houve casos de mortes na plateia por não suportar as piadas. Ele começou pela Economia, que é a matéria que ele e a Dilma mais conhecem, e por isso deixaram o país do jeito que está. Se vocês acham que a situação está ruim, tudo isto é uma “marolinha” que não atingirá ninguém do PT. Afinal de contas eles ainda tem a Petrobrás. Quando disseram a ele que a nossa ex-maior empresa teve que vender uma porção de coisas e diminuir seu investimento, para não quebrar, ele apenas disse que isto deveria ser página virada, pois ainda tem suficiente petróleo para todos, pelo menos para aqueles envolvidos no petrolão, que segundo ele, é uma criação do juiz Sérgio Moro, mancomunado com o Joaquim Barbosa e com o Obama que agora só pensa na Dilma.

Quando as pessoas presentes ainda se recuperavam do ataque de riso violento ele começou outra vez, dizendo que agora o PT, deixasse um pouco de roubar, e partisse para cima da oposição. Como fazer isto se um companheiro, o Milton Pascowitch agora é um delator premiado, e está dizendo que deu propina a todo mundo da estrela vermelha solitária, perguntou um companheiro. “Ora, digam que o Aécio também recebeu!!”, respondeu Lula, ou deveria ter respondido para manter sua linha de defesa. E aí veio o golpe final, quando um companheiro deve ter perguntado: “Mas, chefe, estão dizendo que o Sérgio Moro vai colocar o seu na reta!” Então ele retrucou: “Vocês não aprendem nada. Aqui no Brasil, é só dizer que não sabia!”

Será que ainda há algum leitor vivo? Não vão aguentar quando souberem que neste show de humor ele estava vestindo uma roupa de general, que ele tomou emprestado do Stédile, para a encenação do ato. Não se tem certeza do que realmente ele disse, nos mínimos detalhes, porque, os celulares foram surrupiados no início do show, pois aqueles anúncios de que é proibido colocar os pés nas cadeiras da frente, não fumar e não filmar, não são obedecidos pelos companheiros, mas, ele deverá ter dito, com aquela voz de taquara rachada, para o gáudio dos presentes:

- “Companheiros, como vocês sabem, eu não tenho nada como estas coisas que estão acontecendo no Brasil. Tudo isto é culpa da Dilma e do Aécio. Eu não sabia de nada sobre o financiamento propinado do PT, não sabia que, de gerente a Dilma só tinha as penas, não sabia de que o delator Ricardo Pessoa disse ter entreguei ao companheiro ao Vaccari, que como o Delúbio, é um santo homem, e só faz aquilo que todo mundo faz. Isto é tudo intriga da oposição, do Aécio, aquele playboyzinho mimado, que anda inventando coisas. Quem sabe mesmo do que se passa na minha vida é o marqueteiro João Santana. Aquilo sim, um verdadeiro filósofo, e posso dizer, até santo, porque convencer este povo que Dilma tinha condições de governar nosso país, só sendo um santo milagreiro. Então eu aconselho a vocês se cercarem de homens como ele.”

E vendo que a plateia já bolava pelo chão,  de tanto rir, arrematou:

- “Agora vou conversar com o Renan! O Sarney está por aí?”

E saiu de fininho, tendo o cuidado de pegar o seu celular no saco, e para não perder a viagem levou outro também. Dizem que era o do Sibá Machado. Sim, aquele que hoje é o maior intelectual do PT.

Mas, para alguns poucos, embora resistentes, dos meus 9 leitores, o cara que mais traduziu o espírito a visita de Lula ao seus ex-pastos foi o líder do governo na Câmera, aquele que vai entrar na história como irmão de um homem que guardava dinheiro na cueca, para justificar algumas críticas do chefe à subordinada Dilma:

-  “Isso é página virada. Ele falou da necessidade de a bancada atuar como um coletivo na defesa do governo e do PT, de enfrentar a oposição com o mesmo radicalismo que eles nos enfrentam”.

E aqui eu deveria parar por falta de leitores vivos. Mas, como sei que alguns se fingem de morto, igual ao Sarney, atualmente, eu ainda tenho que comentar o filme do UOL, que hoje vem muito bom, além de mostrar Obama e Dilma, se auto-elogiando.

O grande personagem é o Eduardo Cunha, ou Cunhão para os íntimos. Com aquela história de colocar para votar a PEC da redução da maioridade penal na base do cascudo, ele foi comparado ao Fluminense que só ganha campeonato no “tapetão”, ou seja recorrendo à justiça. Um dia a Câmara reprovou a redução da maioridade penal, e no dia seguinte aprovou. Só isto já daria riso, mesmo para os menores que praticam crimes e seus defensores. Mas, eu ainda estou com o Mário Covas, que entrou no filme, depois de morto, mostrando que também tinha uma verve humorística quando diz, com outras palavras: “Um país que, para diminuir a criminalidade tem que reduzir a maioridade penal, passa uma imagem horrível”. Eu apenas acrescentaria que hoje, considero adulto, maiores de 7 anos. Era a idade que me diziam que era a “idade da razão”, ou seja aquela em que o pai dava umas lapadas e sem nem saber porque estava dando, mas, a gente sabia muito bem porque estava apanhando.

E ainda relacionado às votações no Congresso, temos que rir da desgraça alheia. A este pecado venial hoje se dar o nome de humor negro. Eu não pude deixar de rir do deputado Heráclito Fortes se estatelando no chão durante um protesto. Mas, quem manda ele dizer que lembrou dos seu tempos de atleta? Pelo seu corpinho, ele foi atleta na época de D. Pedro II.

E assim, terminamos mais uma semana de humor. E não se enganem, esta que se inicia promete, pois a Dilma voltou, e, certamente, teremos mais boladas e mandiocadas, para nos divertir.

Vejam o roteiro dos produtores do filme do UOL, e em seguida vejam o filme. Muito riso para todos.

“Na edição desta semana, a importância econômica do Brasil no mundo é defendida por ninguém menos que Barack Obama, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ganha uma comparação futebolística que deu o que falar na votação pela redução da maioridade penal no país.”


sexta-feira, 3 de julho de 2015

DILMA, RENUNCIE! PELO BEM DO BRASIL E DA GRÉCIA!




Por Zezinho de Caetés


Ontem estava lendo sobre a crise grega e fazendo um paralelo com a crise brasileira, com meus parcos conhecimentos de Economia. Ao ler O Globo, encontrei um texto do Carlos Alberto Sardenberg, que pelo título, já me deixou encafifado: “Enganaram Tsipras”. Este nome estranho é, de nada mais nada menos, do Primeiro Ministro grego, o Alexis Tsipras.

Isto eu sabia. O que eu não sabia era quem o havia enganado. Só descobri lendo o referido texto. Vocês imaginam quem foi? Não poderia ser ninguém mais do que o Lula e a Dilma. Os detalhes, leiam vocês mesmos. Eu apenas digo que em matéria de enganação, ninguém na história deste país, e agora do mundo, ganha do Lula. E, pelo jeito ele ensinou quase tudo que sabe à sua criatura, nossa gerenta presidenta, a Dilma.

Hoje, com o resultado da última pesquisa do IBOPE, já se sabe que quase 90% do brasileiros assim pensam, e os outros 10%, são os petistas que ainda continuam empregados. E não se iludam, porque nas próximas pesquisas a coisa ficará muito pior. Os conselhos para que a Dilma renuncie e evite o processo desgastante do impeachment, já começam a ecoar até em suas próprias hostes. Ninguém aguenta mais as besteiras ditas por ela aqui e no exterior. Nem o Fidel, seu dileto camarada, aguentaria, quanto mais o Obama.

E, como dizem os bons economistas deste país, a crise está apenas no começo, e não haverá nenhuma chance de acabar enquanto a Dilma estiver fingindo que governa e Michel Temer fingindo que é o presidente. Portanto, eu faço eco aos brasileiros e imploro: DILMA, RENUNCIE! PARA O BEM DO BRASIL.

“Não é piada porque o povo grego não está achando graça nenhuma. Mas é uma ironia pronta. Há dois anos e meio, Alexis Tsipras, então um jovem aspirante a líder europeu, esteve no Brasil para ouvir o conselho de Dilma e Lula. Ouviu que políticas de austeridade só levam ao desastre e que era preciso, ao contrário, aumentar o gasto público e o consumo. E não é que ele, eleito primeiro-ministro, seguiu o conselho quando o governo Dilma estava fazendo justo o contrário, uma severa política de aumento de impostos, corte de gastos e alta de juros? A mesma que os credores europeus estão exigindo da Grécia.

Tsipras está muito ocupado com a confusão que armou. Mas ainda assim poderia tomar um tempinho para telefonar ao mentor e à mentora brasileira: e o que eu faço agora, hein?

Seria só para manifestar sua bronca porque Lula e Dilma não teriam o que responder. Depois de três anos de política anti-austeridade, a economia brasileira chegou ao desastre. Logo, o conselho de dezembro de 2012, quando Tsipras teve longos papos com Dilma e Lula, está superado pelos fatos.

Austeridade, então? Dá para imaginar Tsipras reclamando com razão: mas só agora vocês me avisam? Seria melhor, então, que os conselheiros não dissessem nada. Simplesmente não atenderiam o telefone, celulares... e, talvez, poderiam mandar uma mensagem tipo “desculpaí, foi mal". Sabem como é, o primeiro-ministro grego é bem jovem, nem usa gravata.

Mesmo porque, seguem as ironias, Dilma não poderia recomendar austeridade no momento em que sua popularidade é um desastre tão grande quanto a economia.

E querem mais uma? Pois a Grécia, do ano passado para cá, estava em processo de recuperação do crescimento, junto com a Europa. Podem checar os diversos cenários que vinham sendo feitos por instituições internacionais. Ou pela revista “Economist”: a previsão de crescimento para este ano é (era) de 1,4%, depois de uma expansão de 0,8% em 2014.

É pouco, claro, nem de longe repõe as perdas da recessão e o desemprego continua na casa dos 25%. Mas era um desempenho melhor que a anti-austeridade brasileira. Nada de crescimento em 2014 e uma recessão em 2015. Alguns dirão: a recessão deste ano é culpa da austeridade. Não é. Nenhuma política conseguiria produzir maldades tão rapidamente.

Desastres econômicos são cuidadosamente construídos ao longo de muitos equívocos. E tanto maior o tempo de recuperação quanto maior e mais longo o desastre.

Tudo considerado, a população brasileira sabe que ainda passará por tempos difíceis: inflação elevada, juros altos, desemprego em alta e só a renda em queda. A população grega vai passar por tempos piores, ficando ou não na Zona do Euro, fazendo ou não um novo acordo com os credores. A incerteza trazida pelo governo de esquerda de Tsipras levará tempo para se dissipar.

Por exemplo: se o governo reabrir os bancos e permitir a livre movimentação do dinheiro, não sobrará um centavo na Grécia. Toda pessoa de bom senso transferirá sua poupança para, digamos, a Alemanha.

Mas o país estará certamente pior se deixar o Euro, sem novo acordo de financiamento. Além dos problemas atuais, haverá desvalorização e alta inflação na nova moeda (contra inflação zero do euro) e, pois, a perda do valor de poupanças e rendas.

Neste caso, entrará em operação o Plano B, explicado em entrevista a O GLOBO por Theodoros Paraskevopoulos, assessor econômico do Syriza, o partido de Tsipras:

“Suspender completamente o pagamento da nossa dívida, em outras palavras, dar o calote. Pela primeira vez, os bancos alemães e franceses vão sofrer com essa crise. Eu sei que, nesse caso, a Grécia não teria mais acesso ao mercado de capitais".

Não é verdade que aqueles bancos vão sofrer pela primeira vez. Lá atrás, no primeiro acordo de resgate da Grécia, já foram obrigados a aceitar um desconto nos seus créditos e a refinanciá-los com juros menores. Hoje, é bem pequena a exposição de bancos privados alemães e franceses à dívida grega. Aprenderam. Esta dívida está hoje, na maior parte, com os governos e instituições europeias. A Grécia de Tsipras, portanto, vai dar um calote nos colegas, vai passar a conta para contribuintes de outros países.

De todo modo, ficará isolada da Europa na política, estará fora dos mercados de capitais, sem financiamento, portanto, e afastada da economia global. Tudo bem, disse Paraskevopoulos: “Temos a chance de procurar novas alianças, com o Brasil, com a Venezuela, com a Rússia".


Estão lascados. Vão cair na esparrela outra vez.”

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Dilma perdeu a memória, a razão e o chão




Por Zezinho de Caetés

Bem, ontem falei sobre a “Mandioca Woman”, que é o epíteto adequado à nossa gerenta presidenta Dilma, que está mais perdida do cego em tiroteio, como dizíamos lá no nosso interior, meu e do Lula. Este, o Lula, foi a Brasília, aproveitar a ausência de sua criatura, para tacar-lhe a mandioca, o que é o novo esporte nacional. E hoje estou muito atarefado para escrever muito e principalmente, porque tem tanta gente dizendo o que queremos dizer que é impossível não nos tornarmos redundante, neste Brasil redundante.

Então, o que fiz eu para contemplar os meus leitores? Hoje trancrevo dois textos. O primeiro, curtinho e grossinho, é do Ricardo Noblat, e tem como título: “Tome jeito, presidente! Ainda não perdemos a memória”. O segundo que vem logo em seguida é do José Aníbal, também publicado ontem, com o título de: “Dilma perde o chão” (Os dois no Blog do Noblat).

Aos lê-los vocês descobrirão, se já não o fizeram, que a Dilma não perdeu só o chão. Ela perdeu foi a razão, e só espero que isto faça-lhe perder o cargo, desejo maior de 90% dos brasileiros. Alguns dos motivos são dados pelos textos abaixo. Leiam, enquanto eu vou procurar uma madeira para bater, ou um pai de santo para me dar uns passes. A coisa está preta.

“Nada pior para a imagem da presidente Dilma Rousseff do que comparar o que ela anda dizendo com o que ela disse. Por sinal, poucos políticos, ou gerentes como ela, resistem a esse teste.

Dilma anda baixando o pau no que chama de “vazamento seletivo”. Refere-se a trechos da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, publicados pela VEJA.

Ela alega que nem mesmo o governo teve acesso à integra das delação. E que só vazaram trechos que deixam mal o governo, ministros, o PT, Lula e ela mesma.

Ocorre que em 16 de outubro de 2014, durante um debate presidencial, Dilma foi informada por assessores de que o delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, informara que havia repassado propinas de R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra.

A notícia acabara de ser divulgada pelo portal UOL. Dilma não se preocupou com “vazamento seletivo”. Foi logo cobrando explicações do seu adversário Aécio Neves (PSDB).

Vazamento a favor dela, vale. Contra, não. É isso?

Dilma comparou delação premiada com deduragem na época da ditadura militar de 64. A maioria dos presos políticos que dedurou alguém foi mediante tortura. Nenhum preso da Lava Jato foi torturado.

Delação premiada é um método legítimo de se obter informações. No passado, Dilma se ufanou de ter sancionado a lei que introduziu a delação premiada entre nós. Disse que ela ajudaria no combate à corrupção.

Ora, ora, ora...

Será que Dilma esqueceu que foi ela que sancionou a lei? Quando o fez, a delação seria uma coisa positiva, e agora deixou de ser?

Delação só serve a favor? Contra não?”


********************


“A reação da presidente Dilma Rousseff ao conteúdo da delação premiada de Ricardo Pessoa, homologada pelo ministro Teori Zavascki, mostra que o governo, se já não tinha rumo, perdeu também o chão. O que se viu nos EUA foi uma Dilma disparatada. Traída pelas próprias palavras, mostrou-se mais fragilizada do que se supunha.

Ao fustigar o empreiteiro e compará-lo a Joaquim Silvério dos Reis, delator da Inconfidência Mineira, Dilma Rousseff, de certa forma, admitiu a comparsaria. Afinal, só está apto a trair quem goza de confiança e intimidade. Ficou subentendido que ambos, até o silêncio rompido pela delação, estavam no mesmo barco.

Agora a presidente tenta desqualificar a Lava Jato como se as delações não fossem amparadas em documentação probatória. Como lembrou o ex-ministro Joaquim Barbosa, delação premiada “é um instituto penal-processual previsto em lei no Brasil” e uma presidente não deve “investir politicamente contra as leis vigentes”.

Aliás, aos poucos, Sérgio Moro e Joaquim Barbosa vão se tornando a mesma pessoa. Pela indiferença aos rugidos do poder, ambos, para o PT, viraram a encarnação do arbítrio e do desmando. Sentindo o cheiro de Papuda no ar, resta ao governo partidarizar tudo. A fórmula é velha: turva-se a água para nada mais parecer cristalino. Se todos são sujos, não há o que punir.

Mas o poder de enganar tem limite. O povo não é bobo. Manipular dados econômicos, administrar por meio de déficits e fraudar eleições nada têm a ver com ideologia ou luta de classes. São atentados contra o jogo democrático – aliás, não à toa tipificados como crimes. Os governos perdem a autoridade se não são legítimos. E esse aí não é mais.

Vendo o escândalo se aconchegar ao seu gabinete, Dilma alertou que não admitirá que se insinue contra o governo ou sua campanha. E que “seus” ministros tomarão providências caso isso ocorra. Quer dizer que é papel do governo defender malfeitos do partido na campanha? Essa é a reação de Estado que a companheira tem a oferecer?

Ao contrário da ditadura, quando o Estado de Direito estava em suspenso, as instituições têm dado provas de grande vigor. Funcionam como órgãos de Estado, não de governo. O Procurador-geral referiu-se ao esquema de corrupção como descomunal. O STF homologou a delação. A PF faz suas diligências. Onde está a arbitrariedade?


Revelador e incomum é que uma presidente em exercício, com o governo atolado numa crise institucional, terceirize sua autoridade política, até porque não pode mais sustentá-la. As decisões importantes do país não podem entrar em recesso porque Dilma Rousseff não sabe o que fazer. Pior: deixar Lula tomando conta da crise em seu lugar constrange mesmo os 10% que ainda lhe permanecem fiéis.”

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Dilma - A "Mandioca Woman"




Por Zezinho de Caetés

Hoje é o primeiro dia do segundo semestre de 2015. Data sem muito apelo histórico, a não ser pelo fato de que ainda temos três anos e meio pela frente, do governo Dilma, e, se os brasileiros não forem tão burros quanto foram nas eleições do ano passado,  a tirarem o PT do poder, antes disto. Será que esperaremos mais este tempo todo com a “mandioca” espetada em nossa garganta?

A situação política é muito difícil, e, o que é pior, leva a situação econômica a piorar, num ciclo vicioso difícil para o Brasil. Enquanto aqui as casas do parlamento se digladiam para ver quem é mais irresponsável com o aumento de despesas no futuro (ontem o Senado aprovou aumento do funcionalismo e câmara aprovou a quebra do fator previdenciário) que vai ser difícil de encontrar alguém para sanar tal buraco, a Dilma diz fala besteiras em Washington. Seremos uma nova Grécia? Porque uma tragédia grega, nós já temos.

Eu penso que a Dilma não comemorará o quinto ano de governo. Aliás, pelo que ela anda dizendo de besteiras pelo mundo afora, o fim está próximo. E o texto que transcrevo abaixo dar mais explicações do porquê de nossas dificuldades (“Sem saída” – Hubert Alquéres – Blog do Noblat – 01/07/2015).

Ontem, na frente de Obama, bicho esperto e sabido da política, ela disse que só demitiria algum ministro, premiadamente delatado, quando se mostrassem as provas. Ou seja, assumiu o Lula que há dentro dela, ainda, já que ela já saiu de dentro do Lula faz tempo. Ora, minha cara gerenta presidenta, do jeito que a Justiça é lenta no Brasil, estas provas, na melhor das hipóteses (caso do mensalão) aparecerão daqui a cinco anos. Se a coisa continuar como estar, quando elas chegarem, o Mercadante e o Edinho já estarão vendendo picolé na Avenida Paulista.

No entanto, as besteiras da Dilma soam como música aos meus ouvidos, por saber que ela agora está se tornando cada dia mais popular e conhecida como a “Mandioca Woman”, louvada até pelo Obama. E, é um fato que o brasileiro não aguenta mais viver com uma mandioca espetada.

Fiquem com o Hubert, que eu irei pesquisar na internet a última da Dilma.

“Não é a primeira vez que o Brasil passa por momentos extremamente difíceis, no período pós 1964. Já vivemos outras crises, mas, ao contrário da atual, vislumbrou-se uma saída e conseguimos atravessar as tempestades.

Assim foi na transição democrática, onde José Sarney assumiu o governo respaldado pelo sentimento dos brasileiros, por quase todos os partidos e por um Parlamento que tinha credibilidade.

No governo Collor, a crise brava tinha certa similaridade com a atual. Era também de natureza ética, econômica e política. Mas ali surgiram ingredientes positivos para a sua superação. As ruas explodiram em descontentamento e o movimento dos caras-pintadas despertou esperanças e orgulho de ser brasileiro, de onde brotou a certeza de que era possível atravessar a tormenta pelo caminho institucional e constitucional.

O Legislativo entendeu os sentimentos das ruas. Cumpriu seu papel através de uma CPI e do impeachment de Collor. Adotada a saída constitucional, todos os partidos responsáveis respaldaram o governo de Itamar Franco.  O país pode voltar, assim, à normalidade.

O particular da tragédia atual é que não há um movimento aglutinador em torno de uma saída. Temos um governo extremamente enfraquecido, a três anos e meio do fim do seu segundo mandato. E uma presidente que marcha aceleradamente para a beira do precipício, cercada de crises e pressões por todos os lados.

Nesse mar tormentoso, são grandes os riscos de Dilma Rousseff ceder às pressões de Lula e do PT para tentar emparedar a operação Lava-jato, leia-se o Judiciário, enquadrar a Polícia Federal e rifar o ajuste fiscal de Joaquim Levy.

Para sobreviver, Dilma pode ter uma recaída populista que só espantará mais ainda os investidores externos e os poucos que restam internamente. Puxada para o centro do furacão da Lava-jato, Dilma tende a assumir o discurso belicoso, o que explica suas palavras desvairadas, nos Estados Unidos.

O estado de nervos à flor da pele vivida pela presidente tem suas explicações.  Os tribunais de Contas da União e Superior Eleitoral fazem um movimento de “retificação de rumos” que, na prática, significa o fim do jogo de mentirinha tanto na aprovação das contas eleitorais, como das contas da União.

Vai ficando para trás o tempo da aprovação com ressalvas. Os pareceres dessas duas instâncias podem complicar, seriamente, a vida da presidente. E enfraquece-la ainda mais.

Para onde Dilma olhar, só verá coisas ruins. Os dados econômicos deterioram-se rapidamente. Inflação, desemprego, queda do PIB e da renda dos brasileiros, inadimplência, paralização dos negócios.

Não sabemos, sequer, se já chegamos ao fundo do poço. Provavelmente não.

Qual seria o fórum apropriado para se estabelecer uma saída institucional, a exemplo do que aconteceu nas crises passadas?

O Parlamento, claro. Mas este não está à altura do momento histórico. A Câmara dos Deputados, que o diga.  Vem operando na contramão ao aprovar medidas populistas sem sustentabilidade, que comprometem a saúde do sistema previdenciário. Registre-se, por uma questão de justiça, que isto tem acontecido com uma mãozinha da oposição, incluindo os tucanos, com raras e honrosas exceções.

Como se fosse pouco, a Câmara adota uma postura jihadista e uma pauta absolutamente extemporânea. E seu presidente resolve tirar da cachola a proposta de parlamentarismo, numa evidente manobra diversionista.

A equação governo cambaleante, errático-Parlamento oportunista, populista e autoritário é o que há de mais particular na crise atual.

Sem quebrar e superar esse binômio continuaremos mergulhados no pântano.


Os brasileiros não merecem isso.”