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segunda-feira, 2 de março de 2015

A semana - A Dilma tossiu, Lula fez "caca" e o Levy cantou "Sonhos" do Peninha




Por Zé Carlos (*)

E aqui lá vou eu. Não sei nem se, da semana passada para cá, ainda tenho leitores. Chegou a mim a informação que um está internado com um “choque de riso”, no Hospital de Bom Conselho, e outro foi levado direto para a Tamarineira, com aquele ar abilolado pelo ataque de riso, e que os médicos reputam com um caso grave. Então já aviso, que se não tiver bons bofes para aguentar o repuxo hilariante, não continue a ler.

Na semana que passou, o eco da culpa do FHC por tudo de ruim que se fez neste país ainda leva ao riso, episódio já superado pelo agora também contratado por esta coluna: O Lula. Sim, eu sei que este contrato poderá levar a mais brigas entre nossa estrela maior, a Dilma e o novo contratado, o seu criador o Lula. Mas, com o que ele aprontou esta semana, não foi possível deixá-lo de fora desta coluna, “nem que a vaca tussa!”.

Imaginem, que ele subiu ao palco da ABI para criticar a imprensa, menos o Luiz Nassif, é claro, porque este, todos sabem, recebe “propina legal”, e é fora de qualquer suspeita, e, como sempre, ele, o Lula, criticou “eles”. Enquanto a plateia delirava com os trejeitos semelhantes ao do Costinha, ele convocava o “exército do Stédile” para a luta contra “eles”. O único problema de Lula é dizer quem são “eles”. Seria quem só se hospeda no Copacabana Palace? Seria quem só anda de jatinho de empresários? Será que seria quem só veste ternos do Armani? Será quem só se trata no Sírio-Libanês? Ou será quem hoje se mata de trabalhar para pagar impostos e cujos ganhos não acompanham nunca a inflação, delirantemente, sobre o controle de Dilma? Sei lá. Primeiro o “exército de Stédile” , para não perder a guerra, precisa saber com quem vai lutar, o que o Lula não diz “nem que a mula manque!”.

Algum leitor cético desta coluna semanal, pode até dizer: “Não achei graça nenhuma na palestra”,  e eu pergunto, então por que os presentes riam tanto? Vejam a palestra, se puderem, e observem que eles riam até quando o Lula não dizia nada. Será que ele soltou algum pum e eu não ouvi? Só senti mesmo o cheiro da “obrada” como um todo. Nunca na história deste país alguém disse tanta besteira em tão curto espaço de tempo. E haja riso.

Mas, este não foi o tema central da semana. Teve outra estrela brilhando no firmamento do humor político, o Joaquim Levy, que o Zezinho chama de O Risonho. Nesta semana ele estava mais sisudo, e, talvez por isso tenha causado mais riso. Fui economista numa época onde quem não era da Escola de Chicago, ou um “Chicagão”, como chamavam os “contrários”, não sabia  nadica de nada de Economia. Passei por uma época a seguir na qual quem era um “Chigagão” era um cagão, e não sabia nada de Economia. Hoje, já não sei mais de nada, pois um “Chicagão” está no comando da economia do país para desfazer as cagadas que a Dilma fez nos últimos 4 anos. E o Levy ainda sorrir. Deve ser um leitor assíduo desta coluna e eu, nem sabia.

E Levy, o “Chicago boy” do PT, foi muito além de nossa compreensão, quando declarou ser “grosseira” uma coisa proposta na era Mantega (que Deus o tenha) de deixar dinheiro do governo com as empresas para que eles empregassem mais gente e a Dilma pudesse ser reeleita com o mito do desemprego zero. Segundo ele, tudo foi apenas uma “brincadeira”. Na minha idade, não tive com não lembrar de Sonhos, do Peninha.

Tudo era apenas uma brincadeira
E foi crescendo, crescendo, me absorvendo
E de repente eu me vi assim: completamente seu
Vi a minha força amarrada no seu passo
Vi que sem você não tem caminho, eu não me acho
Vi um grande amor gritar dentro de mim
Como eu sonhei um dia

Lembram? Pois não é que a Dilma lembrou e espinafrou o Levy dizendo que ele foi muito infeliz na escolha da canção? Eu gostei muito do Levy, o Peninha da Dilma.

E o colega do Levy, o Tombini, que ficou como presidente do Banco Central porque não encontraram ninguém que a aguentasse a Dilma, disse que a inflação neste ano vai ficar fora da meta. Quer dizer, não tem jeito. O Brasil não evoluiu nada desde o desastre da Alemanha. Poderia pelo menos acertar na meta. Aliás, com o ajuste fiscal proposto pela Dilma (quem diria que ela se tornaria “neoliberal” um dia?) nas próximas Olimpíadas, alguns esportes devem ser transferidos para o Ginásio São Geraldo, lá em Bom Conselho. Certamente, as obras no Rio de Janeiro não ficarão prontas. Eu sugiro o Açude da Nação para competição de Remo ou Natação. O Papacacinha seria ótimo para canoagem, isto se as muriçocas já foram extintas.

E se vocês continuam sisudos até agora, preparem-se para mudar de humor com a seguinte notícia. A CPI da Petrobrás foi instalada na última quinta-feira. Já estou ouvindo o alarido de pessoas bolando no chão de tanto rir, pensando que eu estou doido, pois todos sabem que já houve duas no ano passado e nada foi apurado. Eu, em minha defesa, digo que os congressistas estão dizendo que esta é para valer. Pararam de rir? É claro, pois o caso é sério. Mas, antes de deixarem de ler a coluna porque pensam que a CPI é séria vejam esta outra notícia: “O presidente será o jovem deputado paraibano Hugo Mota, 25, do PMDB de Eduardo Cunha. O relator, o ex-ministro fluminense Luiz Sérgio, do PT de Lula.” Não pensem que eu estou brincando não. Só porque eles receberam doações de campanha das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, não deveria ser um problema. Afinal de contas, a Dilma também recebeu, e até hoje não sabe de nada. Contenham este sorriso irônico.

Muita gente anda por aí criticando a Dilma, querendo seu “impichamento” e tudo mais. O que seria desta coluna sem ela? E até me arisco a dizer, o que seria do Brasil sem ela? Vejam se alguma outra pessoa poderia fazer pelo Brasil mais do que a Dilma faz, nesta crise horrorosa. Basta ouvir de sua boca que ela não tem nada a ver com isto. Risadaria geral. Mas, ela fez mais. Como veem, ela é imprescindível ao Brasil e a esta coluna. Bastaria contar o que ela está fazendo com os caminhoneiros.

Mas, isto eu deixo para vocês verem no filme do UOL que colocamos abaixo para quem ainda está vivo até aqui. Comento apenas o “engasgo” da Dilma num discurso, quando a plateia já se manifestava, embora não ouvi bem o que dizia, mas, poderia ser “a Dilma tossiu, a Dilma tossiu...”, ela atalhou logo, antes que esta associasse a tossida dela com a da “vaca” que ela disse que não tossia nunca, e bradou: “Gente, eu me esgaguei comigo mesma...”. Então não foi a vaca, gente. Graças a Deus. Eu pensei que era o Brasil que estava engasgado com ela. Mas, deixa prá lá.

Bem, fora o show do nosso novo contratado, o Lula, dizendo que alguém fez “caca” na Petrobrás, para o gáudio da patuleia, o que justifica sua contratação para esta coluna semanal, como o grande humorista que é, só nos resta dar um palavrinha sobre o juiz que tirou uma casquinha do Porche que pertencia a Eike Batista. Se a moda pega, o juiz Moro só vai andar de jatinho.

Agora, fiquem com o resumo do roteiro do filme e o vejam em seguida, enquanto eu desejo a todos uma semana risonha.

“O segundo mandato não está fácil para a presidente Dilma Rousseff (PT): aprofundamento das investigações na Petrobras, aperto econômico e até greve de caminhoneiros. Como seu próprio governo, a presidente engasgou nesta semana durante um discurso em Feira de Santana (BA). Preocupado com a situação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva correu para participar de um ato de defesa da Petrobras e afirmou que fizeram “caca” na estatal.

Enquanto isso, o juiz Flávio Roberto de Souza pisou na bola e foi afastado da condução dos processos contra o empresário Eike Batista. É que ele resolveu dar um rolê no Porsche Cayenne de Eike que havia sido apreendido.”




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(*) Imagem ilustrativa do Jameson Pinheiro (AGD)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Onde está a bufunfa roubada da Petrobrás?




Por Zezinho de Caetés

Hoje não amanheci bem, e nem iria enviar nada para publicação nessa distinta AGD. Entretanto, li o artigo, no Blog do Noblat, de Ruy Fabiano (“Lula, Lênin e a Petrobrás”), e não aguentei.

O cerne do texto é a pergunta que ele faz: “Onde foram se meter os 88,6 bilhões de reais que a Graça Foster admitiu oficialmente, que era uma medida por baixo da safadeza que se cometeu com na Petrobrás nos últimos anos.?”

Eu adoraria que ele tivesse sido doado pelo meu conterrâneo Lula para erguer nossa Academia Caeteense de Letras, e tomar posse logo na cadeira 13 que estaria esperando com ele, mesmo contra a vontade do Rafael Brasil. E agora, depois do câncer, que ele começou a ler muitas biografias, e que já consegue ditar pelo menos um livro (pois escrever, dizem que ele ainda não vai além do nome), isto seria de se esperar.

Então resolvi transcrever o texto do Ruy, para enfatizar e jurar que não recebi nada do montante roubado e, portanto, não me acusem de nada. Se o meu nome aparecer em alguma delação premiada, eu já antecipo que estou mais inocente do que o Lula e a Dilma, pois não sei de nada, e ponto final. Fiquem com o Ruy e meditem no fim de semana.

“Até aqui, quando se aborda o escândalo da Petrobras, pergunta-se quem a roubou, quanto e como o fez. A resposta é parcialmente conhecida: o achaque teve o PT no comando, coadjuvado por seus aliados PMDB e PP, e a quantia chegou à estratosférica casa das dezenas de bilhões.

Conhecem-se alguns operadores, empresários cúmplices e os nomes de agentes públicos (parlamentares, governadores, ministros etc.) citados nas delações premiadas. A lista oficial, a ser divulgada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está sendo aguardada para os próximos dias.

Não se sabe se virá como denúncia ou pedido de abertura de inquérito, o que fará toda a diferença. Se denúncia ao STF e STJ (para o caso de governadores), os citados viram réus; se inquérito, o rito pode ser longo e diluir-se no tempo.

O prejuízo, no balanço não auditado da empresa, tem cifras oficiais: R$ 88,6 bilhões. A ex-presidente Graça Foster disse que foi o que se pôde apurar, mas, aprofundando-se as investigações, “certamente é mais”. Alguns argumentam: mas nem tudo aí é roubo; há também o fator incompetência, incluso na mesma rubrica. Tudo bem. Digamos, então, num raciocínio pra lá de moderado, que o fator roubo seja um quarto daquele valor: R$ 22,1 bilhões. Ainda assim, é dinheiro demais, que excede enormemente ambições pessoais e necessidades partidárias.

E aí entra em cena a pergunta que ainda não se fez, mas que inevitavelmente se fará: para onde foi essa grana? Escondê-la é impossível; fragmentá-la de modo a diluir sua rota parece além do talento mesmo de doleiros experimentados.

Outra coisa: como recuperá-la? O ex-gerente Pedro Barusco se dispôs a devolver a parte que lhe coube: US$ 100 milhões (R$ 280,8 milhões ao câmbio de hoje). Considerando-se o seu grau hierárquico, é possível especular quanto coube aos de cima.

E quem são os de cima? Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento – que detalhou os percentuais que cada partido da base recebia -, disse que se situava no nível médio. E que respondia a gente bem mais graúda. Alberto Youssef garantiu que Lula e Dilma eram os graúdos maiores: sabiam de tudo.

Lula e Dilma negaram a acusação, mas, por ato falho, já a confirmaram. Dilma, ao comentar o rebaixamento da empresa pela consultoria Moody’s, considerou-a “desinformada”, o que sugere que ela, presidente – e ex-ministra das Minas e Energia, ex-presidente do Conselho Administrativo e ex-chefe da Casa Civil -, tem informações que aqueles consultores não têm. Lula, no espantoso ato de “defesa da Petrobras”, na sede da ABI, no Rio, na terça passada, se disse informadíssimo, o que ninguém duvida.

Palavras suas: “Fui o presidente que mais visitou a Petrobras; tenho mais camisas da Petrobras que o mais velho funcionário da empresa. Fui o presidente que mais inaugurou plataformas”. Ora, com tamanha intimidade com a estatal, e tendo nomeado toda a sua diretoria, seria surpreendente que não estivesse a par de tudo o que lá se passava. Tudo.

Não há como sumirem bilhões e bilhões sem que sejam percebidos, sem que uma rede ampla e sofisticada estivesse em ação. E como uma rede dessa, montada pelo presidente da República - e que incluía aquela que viria a sucedê-lo -, passaria despercebida a ambos? A resposta é desnecessária.

A metáfora do queijo, que ele evocou diante de uma militância entusiasmada (“se o rato está acostumado a roubar um pedaço de queijo, que fará diante de um queijo inteiro?”), equivale a uma confissão. E ainda: roubava-se menos porque havia menos dinheiro; como entrou mais dinheiro na Era PT, roubou-se mais.

Resta saber para onde foi esse dinheiro. Há especulações, que, de tão inusitadas, evocam a clássica teoria da conspiração. Mas a própria cifra envolvida, não constasse ela do próprio balanço da empresa, provocaria o mesmo ceticismo. Ocorre que tudo nesse escândalo é inusitado, embora real. Fala-se, por exemplo – e isso acabará tendo que ser apurado –, que parte dessa fortuna teria abastecido os aliados do Foro de São Paulo, coadjuvantes do projeto da Grande Pátria Socialista.

A Venezuela, por exemplo, sem dinheiro até para comprar papel higiênico, renovou a frota de sua Força Aérea; a mesma Venezuela que, no final do ano passado, por meio de seu ministro para Comunas e Movimentos sociais, Elias Jaua, firmou convênio para treinar a militância do MST – “o exército do Stédile”, que Lula quer ver nas ruas contra os “golpistas”.

Não se sabe se Lula conhece a palavra de ordem com que Lênin impulsionava sua militância: “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”. Como não é exatamente um estudioso de História – e acha que, por aqui, o PT a inaugurou – é possível que compense a ignorância com seu poderoso instinto político. O certo é que, no ato da ABI, seguiu fielmente a lição de Lênin.


Acusou seus opositores de ter feito com a Petrobras tudo o que de fato ele e o PT fizeram. E os xingou de golpistas. Nada menos. FHC comparou o truque à ação de um punguista que, após bater a carteira da vítima, sai gritando “pega ladrão!”. É por aí.”

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Se vier o IMPEACHMENT, tudo será culpa do FHC?




Por Zezinho de Caetés (*)

Ainda tossindo feito um porco engasgado, já começo a ler a mídia, que atualmente não sai do tom do impeachment da Dilma. Como se dizia lá no meu interior, e de Lula, se eu fosse ela “picava a mula” logo, como sugere a charge do Jameson em meu texto de ontem. Até a imprensa internacional já entrou no mesmo tom. O jornal inglês FINANCIAL TIMES mostra os 10 motivos para que a Dilma possa sofrer um impeachment.

Perda de apoio no Congresso
Escândalo da Petrobras
Queda na confiança do consumidor
Aumento da inflação
Aumento do desemprego
Queda na confiança do investidor
Déficit orçamentário
Problemas econômicos no geral
Falta d'água
Possíveis apagões elétricos

É óbvio que eles só listam 10, porque são estrangeiros e não estão por dentro da lambança que a gerenta presidenta fez com o Brasil. Se eles tivessem ouvido o discurso dela na entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida lá em Feira de Santana (quando eu e a vaca pararmos de tossir, eu devo voltar ao tema), já seriam 11 motivos. Mas, deixa para lá e nem comentaremos estes motivos porque eles são auto-evidentes.

Transcrevo abaixo o escrito do Hubert Alquéres que foi publicado em 25/02/2015, no Blog do Noblat, com o premonitório título de “Não vai dar certo”,  e vejam quantos motivos mais há para que a Dilma seja impichada (o verbo impichar já deverá constar das próximas edições dos dicionários brasileiros) o mais breve possível. Como diz o autor, depois de descrever algumas das porcarias feitas pela gerenta presidenta: “É de se arrepiar um governo de oposição a si próprio. Difícil crer que dê certo.” Eu diria, não difícil, e sim impossível se não vivêssemos num país onde a presidente é a grande piada nacional.

Antes de lerem o texto do Hubert, vejam, o que o povo criou em relação a FHC, desde quando a Dilma disse que a roubalheira da Petrobrás era culpa dele, e não dela e do Lula, que agora quer se juntar ao Stédeli para lutar contra “eles”. Esta relação é apenas uma parte das 47 arroladas pelo Blog do Augusto Nunes, para mostrar, de que mais o FHC é culpado. Senhores, por via das dúvidas, nunca mais votem nem em FHC nem em Lula. Eu nem digo que não votem em Dilma, porque sei que daqui em diante ela não se elege mais nem síndica de prédio.

… abriu uma loja de picaretas ao lado do Muro de Berlim em 1989

… ajudou Henrique Pizzolato a fugir para a Itália

… apresentou Rosemary Noronha a Lula

… arquitetou a chacina do Charlie Hebdo

… articulou o golpe militar de 1964

… causou o tsunami na Indonésia

… colocou fogo em Roma (e espalhou que foi Nero)

… convenceu Eva a comer a maçã

… dedurou Tiradentes

… deu a primeira punhalada em Júlio César

… é o chefão do “Estado Islâmico”

…  emprestou dinheiro para a construção do porto de Mariel, em Cuba

… encomendou à FIFA aqueles 7 a 1 da Alemanha contra o Brasil na Copa de 2014.

… escondeu o petróleo brasileiro debaixo do pré-sal

… financiou a compra do primeiro carrão de Eike Batista

… foi o responsável pela equipe médica que cuidou de Tancredo Neves

… foi o responsável pelo atentado ao Papa João Paulo II

… foi o responsável pelo fracasso da Missão Apolo 13

… foi o responsável pelo meteoro que eliminou os dinossauros

… foi professor de português e matemática de Dilma Rousseff

… fundou o Foro de São Paulo

… fundou o PT

… lançou a bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki

… liderou a greve dos caminhoneiros

… matou a mãe do Bambi

… matou Abel

… matou o prefeito Celso Daniel

… matou Getúlio Vargas

… matou John Kennedy

… matou John Lennon

… matou o Mar Morto

… matou Odete Roitman

… organizou os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001

… planejou a seca no Sudeste

… roubou o cofre do Ademar de Barros

… votou na Dilma

Realmente, o homem é um traste, já pensou, ter votado na Dilma, quando nem o Sarney votou? Leiam agora o texto, que eu vou cuidar de minha dor de cabeça, pois com o riso não passou.

“A cabeça da presidente deve estar azucrinada de tantos conselhos. O que não faltam nos círculos petistas são engenheiros de obras prontas, com soluções mágicas e contraditórias.

Wladimir Pomar, por exemplo, coordenador da primeira campanha presidencial de Lula, escreveu um alentado artigo sobre o “desafio da retirada estratégica”.

Sem papas nas línguas, o autor diz que os dirigentes envolvidos em caso de corrupção, deveriam pedir desculpas ao povo brasileiro e à militância, ”ao invés de viverem reiterando sua inocência, ou levantando o punho em sinal de luta”.

Dilma, claro, não deu atenção às palavras de Pomar ou não leu o seu artigo. Preferiu seguir o conselho de seu marqueteiro e jogou, com a maior desfaçatez, a responsabilidade da corrupção na Petrobrás para as costas do presidente Fernando Henrique Cardoso.

A tática do punguista que grita pega o ladrão denunciada por FHC não vai dar certo. Não resistirá à lógica implacável dos fatos.  Tanto que já virou motivo de piada.

Para manter sua versão o palácio do Planalto depende do mutismo dos diretores de construtoras presos na Polícia Federal. Um deles, Ricardo Pessoa, presidente da UTC, já sinalizou o tamanho do estrago que poderá causar.

O problema do governo Dilma não é de marketing, é de credibilidade.  É da falta de um discurso consistente com respostas para a crise ética, econômica e política.

Como pode dar certo um governo cuja base está dividida e se assemelha a uma Torre de Babel?

Ora, se o PT anuncia que vai torpedear o ajuste fiscal de Joaquim Levy, a troco de que os aliados vão carregar o caixão?

Nem mesmo Lula e Dilma falam a mesma língua. O caudilho queixa-se da caturrice da pupila, de sua inapetência para a política. Mas é o primeiro a puxar o tapete dela, ao autorizar seus seguidores a promover sua candidatura a presidente em 2018.

Como pode se sustentar um governo onde seu partido é o primeiro a discutir a sucessão com quatro anos de antecedência, estimulando assim, que o PMDB, seu maior aliado, faça o mesmo?

Já está escancarada a dualidade de poder entre o palácio do Planalto e o Instituto Lula. A quem os grandes empresários recorrem quando tem uma demanda não atendida pelo governo? E qual palavra vale mais: a de Aloizio Mercadante ou a de Paulo Okamoto?


É de se arrepiar um governo de oposição a si próprio. Difícil crer que dê certo.”

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(*) A charge ilustrativa é do Jameson Pinheiro, como imagem da internet. (AGD)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A última (ou penúltima?) do Lula





Por Zezinho de Caetés (*)

Estou me recuperando de uma bruta gripe que peguei, provavelmente, nas ladeiras de Olinda. Ainda estou meio tonto pelo montante de expectorante que venho tomando, para que pulmão expila o que tem nele de ruim gerado pelo maldito vírus. E fiquei mais tonto ainda quando ouvi o discurso do Lula, meu conterrâneo, na ABI do Rio de Janeiro, ontem (estou escrevendo no dia 25 e não sei quando o Zé Carlos irá publicar-me, ou, se vai publicar-me, pelo sucesso que os “memes” de Jameson fizeram) declarando guerra a “eles”. Não me contive, e mesmo zonzo, venho teclar sobre o triste episódio protagonizado pelo meu ex-ídolo.

Eu não sei realmente se direi que o Lula é o que meu pulmão está produzindo ou é o vírus que produz esta substância mole e pegajosa. Ou mesmo não sei se é pior do que os dois juntos. Para proceder desta maneira, não há outra alternativa: O Lula está desesperado.

Lembram da época do mensalão? Sim, aquele mesmo que ele negou existir, depois passou a crer em sua existência e depois tentar sabotar o julgamento dos companheiros. Ao ver que ele não ia ser envolvido (este foi o grande erro da justiça brasileira), passou a se jactar de suas façanhas em benefício da pobreza, o que todos sabemos eram mais falsas do que a inteligência e competência da Dilma. E agora, com o Petrolão no seu encalço, e já chegando cada vez mais perto de sua culpa, ele faz o que sempre fez: Tenta usar os pobres como massa de manobra.

Só que a partir da descoberta, pelo povão, que não está mais dando para sobreviver com os preços subindo e perdendo o emprego, a vaca tossiu e se dirige ao brejo, e aonde a vaca vai o boi vai atrás. O discurso do Lula, que coloco abaixo, para que todos ouçam, é uma peça de ficção ou um filme de terror em que um monstro aparece para levar outros monstros a defendê-lo porque está se borrando de medo que “eles” descubram toda a verdade. Todos aqueles que não são monstros, veem a farsa em suas palavras, mas, os que são monstros acreditam piamente. Se é assim então, para que mudar o discurso? O grande suspense do filme é que ninguém, até hoje, sabe quem é monstro e quem não é. Espero que no final do filme, que irá concorrer ao Oscar, certamente, os verdadeiros monstros sejam revelados.

Tudo não passa da mesma lenga-lenga dos tempos do sindicato. Ele fala até da mãe, D. Lindu, uma doce criatura, que virou parque aqui no Recife, quase repetindo o que disse um dia, que “ela nasceu analfabeta”, e que isto justifica ele continuar sem estudar nada. Agora disse:

“Sou filho de uma mulher analfabeta e de um pai analfabeto. E o mais importante legado que minha mãe deixou foi o direito de eu andar de cabeça erguida e ninguém vai me fazer baixar a cabeça neste país. Honestidade não é mérito, é obrigação. Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também.”

Ele, agora, coloca até o pai no meio, além da mãe. E eles devem estar se revirando no túmulo com as mentiras do filho. O que ele quer dizer é que andava com a cabeça tão erguida que não via os ladrões da Petrobrás, agirem debaixo do seu nariz empinado. Enquanto ele olhava para o céu, o “Paulinho” corrompia os políticos com o nosso dinheiro e levando quase à falência a nossa ex-maior empresa. Tudo isto para ele manter a cabeça erguida, como a mamãe ensinou, isto é, às nossas custas.

E, enquanto o pessoal cantava o Lula lá, e gritava “Lula guerreiro, do povo brasileiro”, já que o outro guerreio o Zé Dirceu ainda curte sua “cana”, embora no conforto do lar, uma agência de classificação de risco, a Moody,s  rebaixava a nota da Petrobrás para o grau especulativo. Isto é, hoje no mundo todo, quando se pergunta se deve-se investir alguma coisa na Petrobrás, alguém honesto só pode responder: “Não invista, porque pode ser uma fria”. E é esta empresa que o Lula e a Dilma nos legaram, que, em seu ato na ABI ele diz está defendendo. Defendendo de quem, cara pálida? Da Dilma, do Paulinho, do Youssef, todos por ele nomeados, ou dos empresários amigos e políticos eleitos com o dinheiro de contratos superfaturados? Me engana que eu gosto.

E ele vai mais longe e diz que “honestidade não é mérito, é obrigação”. Então eu peço aos pais que evitem que seus filhos ouçam o discurso abaixo, porque eles podem ser influenciados, com frases como essas, e pensarem que “honestidade” é andar de cabeça erguida para evitar ver os outros roubarem, até quando o roubo os beneficia.

A última sentença do parágrafo deveria ser assim dita: “Eu quero enganação e demagogia, mas se eles querem mais alguma coisa, eu sei roubar também”. E para não falar mais mal de Lula, falem vocês mesmos depois de ouvirem o discurso do “guerreiro do povo brasileiro”, que, se houver justiça estará na Papuda brevemente.

Se vocês tiverem bofe suficiente vejam o discurso a mostra a seguir em vídeo do YouTube. Eu tive vontade de não ouvir mais quando o Lula começou a falar de quando perdeu o dedo e quando acabou de dizer que só o câncer o fez ler alguma coisa, tais como a biografia do Padre Cícero. Continuei por dever de ofício. Se o guerreiro do povo brasileiro agora é este, estamos mal.


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(*) A ilustração da postagem é do Jameson Pinheiro, que volta a colaborar conosco. (ZC)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Oscar 2015




Por Zé Carlos (*)

Ontem recebi mensagem do Zezinho de Caetés, vejam-na:

“Caro Zé Carlos, infelizmente, estou no estaleiro e todo entupido. Eu não sabia que, além de ficar de porre nas ladeiras de Olinda, tivéssemos que pegar os vírus do mundo todo. Voltarei assim que puder, mesmo que, se o Jameson ficar mandando estes “memes” (sabe o que é meme? ) a audiência do blog até aumentará. Fico tomando meu mel com limão e dando meus espirros.”

Antes de começar, já digo que não sabia o que era “meme” apesar de sempre ler este nome por aí. Para saberem vão ao Google, como eu fui.

Estou aqui, na ausência do Zezinho para ir empurrando este carro alegórico enquanto ele não para de espirrar, e voltei a explorar o Jameson Pinheiro que nos enviou as imagens que se seguem dizendo que não poderia deixar de passar a oportunidade de mexer com o Oscar 2015, que é um grande evento mundial.







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(*) A imagem que ilustra a matéria não é do Jameson e sim as que estão no texto. (ZC)