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terça-feira, 3 de maio de 2016

As pedaladas da presidenta birrenta




Por Zezinho de Caetés

Como sói acontecer nos últimos dias, ontem eu fiquei prostrado em frente da TV vendo o impeachment passar. E a programação de ontem na Comissão Especial de Impeachment do Senado foi das melhores, pelo menos para aqueles que, como eu, são “impichistas” praticantes e juramentados, como diria o Odorico Paraguassu.

Foram convidados 3 experts falando o óbvio, para todos, mas, para o PT, não tão óbvio assim: Dilma pedalou mais do aquele ciclista americano, o Lance Armstrong, antes de ser pegado no exame anti-doping  e ser banido do esporte, como a Dilma o será brevemente.

Mas, o principal foi o procurador do Ministério Público junto ao TCU, o Júlio Marcelo de Oliveira, que, em sua preleção explicou para os leigos em juridiquês, com eu, o que eram as “pedaladas fiscais”. Agora eu, e todo o Brasil estamos sabendo que as pedaladas de Dilma não foram tão inofensivas quanto aqueles que ela hoje comete ao redor do Palácio da Alvorada.

Vou tentar resumir o que a Dilma fez pedalando em cima do Brasil. Se diz que ela pedalou quando pegou dinheiro emprestado aos órgãos da administração direta, a ela subordinados, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, para fazer peripécias eleitorais, tentando provar que o Brasil era um país rico e que ia para frente se nela votassem.

Ou seja, no caso, tacou a mão grande no dinheiro do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e outros bancos, e, em 2014, gastou este dinheiro com os vários programas sociais do governo, para justificar o estelionato eleitoral, ao dizer que acabou com os pobres, com os doentes, com os analfabetos, com os sem tetos, aumentando as variadas bolsas para pobres, mas, também, como se viu depois, as variadas bolsas dos ricos, via BNDES.

Eu não sei porque chamam isto de pedaladas fiscais, e nem também o sabe o procurador que as explicou. Segundo ele, é apenas um eufemismo para fraude fiscal, curta e grossa. A Dilma usou e abusou do dinheiro dos bancos públicos para se eleger de uma forma desavergonhada.

Porém, quando isto foi didaticamente explicado na sessão da Comissão, ouvia-se uma voz, que vinha sempre dos agora chamados Três Patetas (Lindberg Farias, Gleisi Hoffman e Vanessa Graidiotin) dizendo, mas isto se refere a 2014, e onde está 2015, que é o motivo da denúncia que estamos julgando?

Lógico que nestas horas o sangue me subia à cabeça e se eu estivesse lá teria feito como o Senador Caiado, que chamou o Lindberg para o tapa, lá fora. Isto porque, mesmo que tenha acontecido em 2014, as consequências das pedaladas ainda hoje a população brasileira está sentindo com 11 milhões de desempregados, inflação de 10% ao ano, taxa de crescimento negativa por quase 3 anos, e o estoque de bicicletas aumentando nas fábricas e no comércio. Ou seja, o brasileiro não pode pedalar porque Dilma pedalou, ou como queiram, foi autora da maior fraude fiscal da história deste país.

 Mas, aí vinha em meu auxílio um outro expositor (presidente do Instituto Internacional de Estudos de Direito do Estado, Fábio Medina) que dizia: “Um processo de impeachment, não pode ser apenas ser jurídico, e sim jurídico político”, e acalmava os meus nervos. E ele perguntava com toda a lógica possível, como se poderia votar numa casa política, como é Senado, algo do qual se tire todos os componentes políticos? Como não ampliar o escopo dos crimes cometidos por Dilma, dentro da cabeça dos “animais políticos” que lá habitam. E olhem que foram muitos.

Eu já não digo que se inclua também o roubo do cofre do Ademar de Barros, mas, pelo menos o prejuízo que a Petrobrás sofre no comando da presidenta incompetenta. Como se deixar de pensar ao votar, que temos a chance de colocar para fora a Dilma e com ela o Lula e o PT de uma tacada só, para alegria de 80% dos brasileiros e brasileiras?

Digo que o meu conterrâneo o Lula vai junto porque ele não consegue mais se desvincular de sua criatura, sobre a qual mentiu, mentiu e mentiu, e continua mentindo. Dizem que ele não foi às comemorações do dia do trabalho, dizendo que estava rouco. Mais uma mentira deslavada. Segundo conta hoje a mídia, ele não foi porque iria bater de frente com a presidenta birrenta que não quer sair do figurino da Coração Valenta, e não renúncia nem que a vaca tussa.

Em suma, foi um dia de cão para a corriola da Dilma, e um dia dos anjos para nós que sabemos ser um imperativo para o Brasil sair do buraco e que a Dilma saia do buraco do Palácio do Planalto. Afinal de contas, como diz o procurador, as pedaladas da Dilma fizeram o maior mal ao Brasil na história deste país. Sobre elas ele resumiu numa frase que mostra o resultado do conjunto da obra:

“Isso [as pedaladas e quejandos] destruiu a qualidade das contas públicas brasileiras, o que nos levou à perda do grau de investimento, a explosão da dívida, levando a um cenário em que investidores não investem e as pessoas não consomem.”

Ou seja, mesmo que não tenhamos certeza de que o Temer nos tire desta situação em que o PT nos colocou, já temos certeza que, se a Dilma continuar, nós iremos para o buraco com bicicleta e tudo. Vade retro!

Para aqueles que não me entenderam eu mostro o vídeo publicado pelo Felipe Moura Brasil com uma parte da atuação do procurador e sendo atrapalhado pelos Três Patetas, que estão desesperados:

segunda-feira, 2 de maio de 2016

A semana - O Temer está chegando, a Dilma está saindo, mas, o humor continua....




Por Zé Carlos

Como todos os meus parcos leitores já devem ter notado, as semanas se sucedem sucessivamente, e cada vez mais com um potencial hilariante de causar inveja a Os Trapalhões. E por lembrar em trapalhadas, já começo, para não dizerem que sou xenófobo, e que coloco aqui somente os comediantes nacionais, hoje começo com um estrangeiro.

Vejam vocês que o argentino, prêmio Nobel da Paz, não me lembro qual o ano, o Adolfo Peres Esquivel, apareceu Senado para declarar guerra ao Brasil. Quando eu vi aquele senhor subir as escadas em direção à mesa diretora, ondeo Senador Paulo Paim presidia a sessão, acompanhado pela tropa de choque da Dilma, entre os quais me lembro que lá estavam o Humberto Costa e a Gleisi Hoffman, eu, fiquei logo pensando: “Isto não vai dar certo!”. E infelizmente não deu. A cena era digna de passar nas “Vídeos Cassetadas” do programa do Faustão. E a apoteose daquela cena cômica foi o Prêmio Nobel da Paz, repetir, com outras palavras, a piada, de nossa musa, a Dilma: “Não vai ter golpe!”. Quando todo o Brasil já ria com o esquete, o prêmio Nobel da Paz, com medo da guerra que viria, fugiu feito um coelho assustado no meio de senadores atônitos, já formando um corredor polonês. Foi, sem dúvida um dos pontos altos do humor, nesta semana, que, como verão, quase nos matou de rir.

É certo que um dos nossos colaboradores, o Lula, depois de ser derrotado para Ministro, nesta semana, está fazendo shows de humor privados, num hotel de Brasília, onde recebe convidados, e logo de cara pede uma contribuição para pagar a conta, que, dizem está chegando a quase 1 milhão de reais. Como sabemos que o pobrezinho tem menos dinheiro do que quando saiu da terra de nosso amigo, o Zezinho de Caetés, “puxando uma cachorra”, como se dizia lá em Bom Conselho, isto é mais do que justo, é justíssimo. Afinal de contas se o Brasil hoje é um grande palco de humor, devemos, em parte, isto a ele. Aqueles que se encontram privadamente com ele dizem que seu nível de humor continua ferino e que grande parte dos esquetes da Dilma são escritos por ele. Por exemplo, dizem que foi dele a ideia de colocar o Henrique Meirelles como Ministro da Fazenda e Dilma não aceitou porque o banqueiro não ria quando ela contava uma piada. O Temer, sim, aquele que já é o novo presidente, e finge não saber, que não é bobo nem nada, aceitou a sugestão.

Aliás, a maior piada do Brasil hoje, é a formação do ministério do novo presidente, o Temer. E já digo que se ele continuar com este senso de humor, esta coluna já preparará o seu contrato para gáudio de nossos leitores. Vejam que o José Serra já passou pela Fazenda, pela Saúde, pela a Educação e agora está nas Relações Exteriores. Ele é o coringa das cartas de Temer. Penso que vai terminar com o Ministério da Pesca, apesar de sua capacidade. Mas, tudo vale a pena quando a alma não e pequena, pois, como se sabe, a intenção do Serra é ser presidente em 2018, para balançar a pança e comandar a festa. E o Jucá? Sim, aquele que a Lava Jato parou de usar água porque não tem jeito de limpar. Para competir com ele em termos de processos só o mago Renan que agora está com tantos processos que, dizem, se os enfileirassem de um em um a partir de Maceió eles chegariam em Bom Conselho, onde os políticos de nossa amada terra os estariam esperando para entrar na fila.

E já que falamos em Bom Conselho, nossa sacrossanta terra, na qual, se vivo, até o Coronel Zé Abílio estaria rindo da situação política do Brasil, e o Padre Alfredo já teria proibido de comungar na Igreja muitos dos nossos políticos, voltemos a ela. O político bom-conselhense com o cargo mais alto entre nossos valorosos políticos, o Senador Randolfe Rodrigues, que mudou do PSOL para se deitar na REDE de Marina, está propondo que a Dilma e Temer renunciem para que haja novas eleições. Não é de morrer de rir?! Realmente parece piada, e é mesmo, pois desde quando soube disto estou rindo, e o riso, cada vez que me lembro, aumenta mais. Ele só pode estar querendo competir com o nosso saudoso Pedro de Lara, talvez, porque achou muito bela a estátua deste nosso artista, como eu achei. Dilma e Temer renunciarem!? Só apelando para o riso nas redes sociais: kkkkkk.... kkkkkkkk. Menos Senador! Mas, eu sei o que o está levando a entrar para o humor, e poderá ser convidado para colaborar conosco, nesta coluna semanal: É a influência de Marina Silva, esta sim, de uma veia cômica com o perfil de Zezé Macedo, sem ser a Dona Bela. Também é uma pândega e até poderia ser uma grande substituta para Dilma, se ela desistir desta coluna. Por enquanto ela está na moita.

No entanto, já devo ir dizendo que, se pensam que a Dilma, só porque vai ser impichada na semana que vem, vai deixar de colaborar conosco, estão muito enganados. Vocês, meus caros leitores estarão ainda à mercê de morrer de rir, por, pelo menos mais seis meses. Vejam que ela decidiu ficar no Palácio do Alvorada dando shows tanto quanto no Palácio do Planalto, e pasmem, exigiu até avião, o AeroLula, para se deslocar por este país, fazendo sorrir o seu povo. Não é uma graça!? E enquanto o impeachment não vem ela continua nos brindando com sua verve humorística que beira à genialidade. A última, é que no Dia do Trabalho, ontem, que não pode ser comemorado por 11 milhões de trabalhadores que estão desempregados, ela disse que vai reajustar o Bolsa Família em 9% quando seu secretário do Tesouro diz que não tem dinheiro para tanto. No show, quando todos ficam espantados, com o aumento de nossa dívida, ela dá de ombros, como qualquer comediante, e diz, “mas quem vai pagar é o Temer!”, e a risadaria na plateia é geral. Não há como esquecer outra mulher, que mesmo sem o senso de humor da nossa Dilma, que dizia: “O socialismo acaba quando acaba o dinheiro dos outros” (Margareth Thatcher). Eu, mais modesto, já diria que o petismo acaba quando acaba o Bolsa Família. E tome riso!

E já que falamos em dívida, aproveito para falar de Bom Conselho, e nem peço desculpas pois sei que 70% dos meus leitores, quer dizer 7 ou 8 deles são de minha Papacaça querida. Eu não sei se era na Cartilha do Povo ou na Carta de ABC, livros dos mais importantes em que estudei, com o auxílio de Dona Lourdes Cardoso, havia uma sessão que era só de ditados populares, que hoje, poderia se dizer de “auto ajuda”. E lembro de um deles: “É melhor anoitecer sem ceia, do que adormecer com dívida”. Descobri então que, parece, estes grandes livros não foram adotados pelos políticos que apoiam os governos petistas. Pois nos últimos tempos, o ditado adotado é o inverso: “Se podemos fazer dívidas amanhã, porque não cearmos hoje?” E isto tem sido feito, desde Lula e se agravou com Dilma, ao ponto de nossos credores estarem querendo tirar a nossa ceia. E pensam que são só os credores externos? Não! Hoje, o Tesouro deve mais a nós, credores internos, do que aos externos. Pois o lema de Lula sempre foi, “se podemos usar o nosso dinheirinho, por que usar o do FMI?”. Mas, agora, vejam bem, o grau de humor a que isto nos leva: Querem se endividar mais ainda para que o Temer pague a conta. Já pensou quando descobrirem que estes cômicos não tem dinheiro nenhum, e que nós é que teremos que pagar a farra, quanto vai ser o riso? O Brasil se tornará o maior espetáculo da terra, com era o Circo Nerino.

Penso que já fui cruel demais com meus leitores até aqui, pois sei que tem gente já embolando pelo chão e podendo até morrer de embolia hilariante, mas, vale mencionar que o grande palco de humor da semana foi a Comissão Especial de Impeachment do Senado. Só para começar a crueldade basta dizer que se levou 7 horas para escolher um relator que já estava escolhido antes da reunião começar. A senadora Gleisi Hoffman  e a Vanessa Graidiotin propuseram tantas “questões de ordem” que a cabeça do presidente entrou em desordem. Mas, o grande cômico da sessão, como já se mostrara nas sessões do Senado, foi o Senador Lindberg Farias. Chega ao ponto de quando ouço sua voz, nos poucos momentos que tenho em caso de necessidade, eu corro para ouvi-lo. E até penso que ele não está com esta bola toda em termos de humor, porque, pelas suas piadas, nota-se que todas elas tem o dedo de Lula. Original mesmo é o Magno Malta, porque conta piadas verdadeiras, como o voto que apresentou o voto do Jacques Wagner, sim aquele que foi Ministro da Casa Civil que cedeu o lugar para o Lula e agora não tem mais tempo para reassumir, no impeachment Collor. Ele votou, como tantos deputados, pelo seus filhos, e agora critica os deputados. Segundo as boas línguas, ele vai ser secretário do governo baiano, para o Sérgio Moro não pegá-lo.  Aliás, isto está se tornando uma rotina. O que mais me fez rir foi o riso do Advogado Geral da União, o JECa, que é como chamam o ex-ministro da Justiça que também caiu fora para que outro tentasse enquadrar a PF. Foi um verdadeiro desbunde.

Já estou me alongando demais, porém, como tenho alguns leitores muito resistentes, tenho que dizer, mesmo para futuras colunas, a Dilma continua, pelo menos por mais uma semana, na presidência, e contando sua principal piada no Palácio do Planalto, até para jornalistas estrangeiros, que agora a repetem mundo a fora: “Não vai ter golpe!”. E como os jornalistas estrangeiros não entendem a piada, pois, perguntam logo, o que ela está fazendo no Planalto que não toma uma providência para evitar o golpe, ela diz: eu estou tomando todas as providências fechando as janelas do Palácio para não sofrer um “golpe de ar” que venha com o vírus da gripe H1N1 ou mesmo com mosquitos. Já pensou, se, como eu, depois do golpe, a Dilma pegasse a Febre Chicungunya? Deus a livre, pois esta coluna sentiria muito sua falta, para divertir nossos leitores semanalmente.


Agora termino, porque, tenho certeza, ninguém chegou até aqui. Talvez um leitor muito renitente como agora é o Temer.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O PT é igual à saúva. Ou o Brasil acaba com a saúva, ou....




Por Zezinho de Caetés

Estou aqui insone, mas, satisfeito com o baile do qual participei ontem à noite na Comissão de Impeachment do Senado. Confesso que não aguentei, igual ao Miguel Reale, um dos denunciantes do processo de impeachment a presidenta birrenta e que se diz inocenta, pelo adiantado da hora.

Mas, como nossa imprensa ainda é livre, hoje, vi um vídeo que foi editado pelo Felipe Moura Brasil, que mostra o depoimento do Senador Magno Malta, altas horas, que merece ser visto, como uma espécie de resumo da “traulitada” que o PT levou ontem na Comissão.

Não dar para ver se o Grupo dos 5, que são os petistas que votam contra o impeachment, se naquele momento algum deles ainda estava presente. Eu acho que não, porque esta turma dorme cedo, como eu, pois estão doentes, embora com uma doença não igual a minha, que é o passar dos anos. Estão doentes pelo desespero. E acho isto porque não vi o Lindberg Farias, o Lindinho, ser mais uma vez mal educado e ficar cortando a palavra do Senador, que falou até dos dribles do Romário, numa analogia perfeita para mostrar ao povo, num linguajar simples, o que está acontecendo.

Aliás, eu não sei o que ainda faz o Lindinho ir a estas comissões para falar a mesma coisa que fala por mais de um mês. Eu até já decorei, como disse, todo o seu discurso. Mas, ontem ele levou um “cacetada” tão violenta do Miguel Reale, quando mostrou que “nunca viu tantas impressões digitais” na cena de um crime, quanto as da presidenta, que deve ter saído de fininho, não com a cara pintada, mas, com a cara lavada de vergonha.

O que mais me entristeceu foi o que tentaram fazer com a Janaína Pascoal, a outra denunciante quando tentaram se imiscuir em sua vida profissional de forma delituosa. Só podia ser a Vanessa Graidiotin mesmo, que pareceu simplesmente, como os outros petistas, desesperada e à beira de um colapso nervoso.

O vídeo é longo, mas, merece ser visto. Vejam-no e meditem, porque, como disse o Senador Ronaldo Caiado, com outras palavras, “ou Brasil acaba com o PT, ou o PT acaba com o Brasil”, se já não acabou. O partido é o maior concorrente da saúva. Fiquem com o vídeo, que eu vou correndo assistir a outra sessão da Comissão, para fazer parte da História, mesmo como espectador.


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Ninguém merece o "jus sperniandi" do PT




Por Zezinho de Caetés

Nestes tempos bicudos, a diversão de aposentado que gosta de política e se interessa pelo futuro do Brasil é ver a TV Senado. Digo diversão para ser genérico. No fundo no fundo, muitas vezes, a diversão é o tédio, e às vezes, o despertar dos seus instintos mais primitivos.

Há quem ainda aguente, por exemplo, o Lindberg Farias, mostrar aqueles dois dedos, que antes eram usados para comemorar o impeachment do Collor, em forma de V de vitória, para dizer que o Senado só deve julgar dois itens se quiser impichar a Dilma? O “cara pintada” virou o “cara chato”, e tenho certeza, com aquele discurso já arranjou alguns votos contra a Dilma, entre os seus colegas.

Outro exemplo é a Gleise Hoffman, atrapalhando os outros, baseando-se talvez em seu gênero e no seu nariz arrebitado, para não ouvir uns bons desaforos, pelo menos dos colegas do gênero masculino, pois, ontem a Marta Suplicy, que tenta mostrar que passou de perua para gaivota, mudando de partido, numa “questão de ordem”, que causou desordem na cabeça de sua colega, hoje perua e não mais gaivota.

E assim vão os nossos dias de cidadãos interessados, pelo menos quando falam que a situação é tão ruim que vai faltar o dinheirinho até para os aposentados, como no Rio de Janeiro. A que ponto nos levou o PT e o PMDB, que não pode tirar o corpo fora, só porque mudou de lado.

No meio disso tudo há os depoimentos sensatos e sérios como o que ouvi ontem do Fernando Bezerra Coelho, mostrando por A mais B e até mais C, porque o impeachment é um julgamento político e não jurídico, e nem mesmo jurídico/político. E outros, como o Cristovão Buarque, que não desce totalmente do muro, mas, quando bota pelo menos um pé no chão, é bastante coerente. Aliás, neste processo, Pernambuco só não está melhor representado porque temos que ouvir a voz do Humberto Costa gritando: “Não vai ter golpe!”. Como diria a imprensa internacional: Disgusting!

Porém, o que mais impressiona é o “conjunto da obra” do PT para tapar o sol com uma peneira, o que é tratado pelo Murillo Aragão, no texto intitulado “A corda e o relógio”, publicado hoje no Blog do Noblat, com a sapiência jurídica que eu não tenho, abaixo transcrito.

Ele mostra com a sapiência jurídica, da qual eu sou desprovido, as estratégias do partido para continuar no poder, o que, pelo seu viés ditatorial e seguindo o mestre Fidel: “Uma vez no poder, poder ou morte!”. Embora eu saiba que está longe de passar pela cabeça do meu conterrâneo Lula ou Dilma tomar uma atitude getuliana, se pensarmos em morte política, tenho certeza, com o impeachment da Dilma, o meu conterrâneo não se elege mais nem vereador em Garanhuns, mesmo que tenha o voto do Roberto Almeida.

E para deixá-los com o Murillo e ir me postar na frente da TV e acompanhar em detalhes os lances do impeachment, eu apenas digo que, se o PT continuar no poder, depois de tudo que fez, é porque o Brasil merece. No entanto, meu otimismo me leva a uma meia volta eu digo: “Ninguém merece!”.

“A estratégia de José Eduardo Cardozo, ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), que defende a presidente Dilma Rousseff contra o impeachment, é esticar a corda o máximo possível e criar uma guerrilha contra o processo. O primeiro passo foi questionar a votação da admissibilidade na Câmara dos Deputados, alegando que as declarações de voto dos parlamentares não condiziam com a natureza do pedido em discussão.

Provavelmente, o pedido vai ser negado pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Aliados podem tentar recurso na Comissão de Justiça, mas o objetivo é outro: recorrer da decisão de Cunha e levar a discussão, de novo, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa feita, questionando a validade da votação. Coisa do velho e bom PT, conhecido de todos por causa de sua vocação para defender disparates.

Mesmo que não obtenha sucesso, Cardozo deseja que a discussão atrapalhe ou, quem sabe, paralise o andamento do processo no Senado. Ele conta com a possibilidade de seus recursos caírem em “mãos amigas” e conseguir alguma liminar que provoque debates que, eventualmente, travem o processo.

Outra iniciativa é tentar obter do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), mais tempo na tramitação do processo na Casa. Para tal, Cardozo conta com a discreta simpatia do ministro Ricardo Lewandowski, que presidirá o julgamento, e um irregular apoio do Renan.

Por que ganhar tempo? A presidente Dilma e o ex-presidente Lula esperam criar um clamor internacional (improvável) contra o que chamam de “golpe” contra a democracia. Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, atua intensamente junto aos países bolivarianos do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para forçar uma condenação expressa ao processo no Brasil.

Até agora, obteve duas declarações de relativo peso: do secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, e do deputado kirchnerista Jorge Taiano (Parlasul). No entanto, nenhuma das instituições aprovou ou irá aprovar moções condenando o Brasil. Até mesmo pelo fato de não existir maioria para tal. As escaramuças são dos “executivos” que as gerenciam.

A grita internacional, se ocorresse de forma intensa, poderia alimentar o debate (improvável) sobre a realização de novas eleições gerais no país. Fato que representaria uma grave ruptura e só poderia se concretizar se o Tribunal Superior Eleitoral anulasse a chapa Dilma-Temer (PT).

O governo espera (deseja) também que a Operação Lava-Jato venha a atingir o PMDB e, até mesmo, o vice-presidente, Michel Temer. Para o Planalto, essa hipótese poderia “zerar o jogo” no Senado e reabrir as chances de permanência de Dilma no poder. Espera (deseja) ainda que algum fato novo possa reverter a tendência de aprovação em definitivo do impeachment, daqui a dois ou três meses.

Mesmo que não seja uma grande estratégia – já que depende de um STF majoritariamente a favor do andamento do impeachment, das surpresas da Lava-Jato e do acaso –, esta é a que resta a Dilma. Porém – e sempre existe um porém —, essa estratégia pode ficar ainda mais fragilizada se Lula e Dilma continuarem atacando a Câmara dos Deputados e demonstrando desprezo pela instituição.


Afinal, caso Dilma se salve, dependerá, para governar, daqueles a quem Lula hoje chama de “quadrilha”. A corda do governo está se rompendo. O tempo está acabando.”

quarta-feira, 27 de abril de 2016

MORADORA DO INTERIOR




Por Jose Antonio Taveira Belo / Zetinho


Aguardando o ônibus na Rodoviária de Garanhuns para ir ao Recife. A brisa e o céu azul da manhã eram convidativo para o passeio no Parque Euclides Dourado para saborear o ar puro vinda das folhas dos pés de eucaliptos.  Os caminhantes andavam e corria pela pista dentro do parque com as suas roupas coloridas. Olhei para o relógio dez horas. Alguns passageiros chegavam uns ainda agasalhados outros de camisetas ignorando a frieza da manhã.. Um carro de som estridente anunciava uma casa de com construção alardeando os preços baixos e promoções. Um homem anunciava a cada instante a saídas de ônibus para Arapiraca, Palmeiras dos Índios, Bom Conselho e os passageiros acorria para o local onde ônibus acabara de chegar.  Folheava a paginas do Diário de Pernambuco, já sabendo das noticias que todos os dias se repetem.  Ninguém mais aguenta as noticias repetitiva sobre a política corrupta que se instalou no país.  O país vive um clima de instabilidade, sem rumo, sem documento. Sentou-se ao meu lado uma senhora que esperava o ônibus para a cidade de Caetés. Tinha mais  ou menos seus 60 anos, branca, olhos castanhos e a pela já um pouco enrugada pelo sol no trabalho do campo. Meu Senhor como é que vamos viver? A carestia esta muito grande e ninguém dá jeito! O pobre se torna mais pobre, vive de migalhas e de sofrimento. Ninguém tem mais confiança no governo. Não tem controle e não sabemos para onde vamos. Os homens que deveria cuidar do bem comum, são os primeiros a surrupiar o nosso dinheirinho, enriquecimento ilícito, dinheiro vindo à calada da noite para os seus bolsos. Todos nós brasileiros e estrangeiros estão perplexos com esta situação alarmante que se encontra nosso Brasil. Sabe, tenho um pequeno sitio. Planto macaxeira, feijão e milho. Sou analfabeta de pai e mãe. Nunca me deixaram estudar. O que falo é porque ouço os outros falarem, mas vejo as noticias numa pequena televisão que tenho minha casinha. Olhe meu Senhor a coisa está braba. Há dois dias que venho me receitar aqui em Garanhuns. Chego cedo e nunca encontro vaga. Hoje, tive sorte, O doutor passou uma receita, veja o remédio não tem, agora diga meu Senhor onde vou arranjar dinheiro para comprar este remédio que é caro? Onde? Onde? O que mais me entristece é que o nosso conterrâneo saiu da daqui puxando uma cachorrinha. Conheci toda a sua família, o pai, a mãe e seus irmãos todos pobrezinhos, pessoas de bem. O Luiz, ou Lula apelido dado por seus familiares foi para São Paulo tentar a vida e não é que deu certo? Trabalhou ganhou a vida como operário, falou para todos, candidatou-se e venceu mais no fim nos envergonha, pois a riqueza e falta de vergonha nos enlameou, principalmente nós os nordestino e ai o Senhor veja como está às coisas. A Dona Dilma é que mais pena, pois foi na “onda” do Lula. Ele manda e ela obedece, disse meu compadre Afrânio, meu vizinho de terra. Ele, o Lula, sabe e todos dizem recebeu muito propina para o Partido dos Trabalhadores. Queria e quer ainda que o PT fique indefinidamente no poder, uma ditadura civil, ele o Lula ser a pessoa que diz o que quer, assim disse Dona Manoela uma nossa vizinha. Eu sou analfabeta, como já disse, mais tenho ouvido para ouvir o que dizem as pessoas mais letradas do que eu. Ajeitou o lenço na cabeça e casaco rosa, puxou a sobrinha que estava encostada para junto da pequena sacola para não esquecer. Cruzou as pernas e disse, olhando para mim. O Senhor que tem mais letras do que eu acredita neste pessoal? Pois eu não acredito! É um bocado de ladrão é que dizem por ai. Eu não sei não! As coisas vão piorar para os mais pobres que terão que se virar enquanto eles não estão nem ai. Que a população pobre que se lasque, esta é que a verdade. Desculpe o Senhor que tirei a sua vista do jornal, mais eu tenho o costume de conversar para o tempo passar. Olhe eu não eu não lhe disse o ônibus que vai para Arcoverde chegou e vou me achegar para chegar cedo à casa que tenho alguns cabritos para ajuntar. Que Deus abençoe o Senhor que me ouviu. Levantou-se  apressada e eu fiquei com os meus pensamentos na fala desta modesta mulher trabalhadora que mesmo sendo semianalfabeta demonstra sabedoria e conhecimento do que vem acontecendo no Brasil. Enrolei o Jornal e apanhei o ônibus para o Recife.