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sexta-feira, 24 de abril de 2015

O PT encalacrado e a Dilma idem




Por Zezinho de Caetés

Vou interromper, hoje, minha série sobre as Teses do PT, mas, depois volto a elas, se o partido ainda existir até lá. Afinal de contas, “não se chuta cachorro morto!”. É por um bom motivo que mostro outra coisa, mesmo que relacionada com o PT, culpado por quase tudo de ruim que envolve este país. O resto a culpa é do FHC.

Abaixo, transcrevo um texto do imortal Merval Pereira, que ele intitulou de “Moro junta as pontas”, onde procura mostrar quanto o PT se encalacrou, em matéria de justiça, pois politicamente ele está em estado terminal. E ainda sobrou para Dilma.

O primeiro grande imbróglio é com a “famiglia” Vaccari, depois do depoimento da cunhada do tesoureiro à PF em Curitiba, em que o juiz Sérgio Moro, pela sua experiência com o caso da Operação Mãos Limpas na Itália e como assessor da ministra Rosa Weber, mostrou por A mais B, que uma grande parte dele era uma deslavada mentira e decidiu que ela continuasse no xilindró por mais 5 dias, com promessa de ficar por prazo indeterminada pelo conjunto da obra.

Imaginem que ela, a cunhada de Vaccari depositava na conta da irmã pequenas quantias, que somadas davam uma fortuna, para evitar que as autoridades financeiras pegassem a sua lavagem de dinheiro. Eu chega tenho pena desta moça. Pois, suponha que é verdade o que a imprensa diz que foram mais de 300 mil reais. Isto em quantias menores do que 10 mil reais, daria mais de 30 viagens ao banco. Só sendo uma atleta para aguentar tanto esforço, ou, o que é mais provável, tinha medo que descobrissem sua lavanderia.

E o pior de tudo é que ela disse que tem um documento que prova que o PT pagou a ela, num processo por danos morais, uma boa soma. É o sujo processando o mal lavado. Isto seria legal e ainda o será se o PT apresentar os motivos pelos quais pagou 200 mil reais à cunhada. Só falta o Lula alegar, como o Brizola, que cunhada não é parente. Bem, o PT está com a palavra e o Sérgio Moro no seu encalço.

No entanto, o pior mesmo é o caso das “pedaladas fiscais”, que nada mais são do que uma burla da Lei do Colarinho Branco e da Lei de Responsabilidade Fiscal, como vocês verão os detalhes no texto do Merval (Blog do Merval – 22/04/2015). Aqui faço apenas um resumo básico.

É que estas leis preveem uma cana dura para os dirigentes de instituições, ou seus responsáveis, que pegarem dinheiro do Tesouro, como o fizeram o BNDES e a CEF, em certos momentos. Tanto dar cadeia para os responsáveis pelo Tesouro, como para os dirigentes das instituições, o que vier primeiro na linha de responsabilidade. Como conclui o Merval:  “Para descaracterizar a responsabilidade direta da presidente Dilma, os presidentes dos bancos estatais e do Banco Central na ocasião terão que ser punidos.”

Então, o cerco está se fechando e o PT se encalacrando, e junto com ele, a gerenta presidenta, que não sabia de nada. O impeachment vem a caminho, eu, e o Brasil, esperamos. Fiquem com o Merval, que volto agora a perder tempo lendo as Teses do PT.

“Uma das coincidências benéficas do processo que corre em Curitiba sobre as escândalos da Petrobras é que o juiz Sergio Moro, encarregado do caso, atuou no processo do mensalão como assessor da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber.

Convocado justamente por ser um especialista em combate à lavagem de dinheiro, Moro tem todas as informações para fazer as ligações entre o primeiro processo e o atual, que tem sua origem no mesmo esquema de manutenção de poder do PT e em seus principais organizadores figuras que já apareceram no mensalão, como o falecido ex-deputado José Janene.

Seus conhecimentos sobre o caso foram fundamentais, por exemplo, para manter a cunhada do tesoureiro do PT João Vaccari Neto presa por mais cinco dias. Sergio Moro argumentou que Marice Corrêa de Lima mentiu em depoimento à Polícia Federal sobre os depósitos que fez na conta da mulher de João Vaccari Neto, Giselda Rousie de Lima, ( uma série de pequenos depósitos, típicos de lavagem de dinheiro) e citou também "registros de envolvimento em práticas ilícitas de Marice já no escândalo do mensalão".

A cunhada de Vaccari disse em depoimento à PF que recebeu R$ 200 mil do PT a título de indenização por ter tido o seu nome envolvido no mensalão. É uma explicação sem dúvida criativa, mas que não resiste a uma análise superficial.

Qual a razão de o PT ter pago essa “indenização”? Acaso foi condenado pela justiça a fazê-lo? Parece que não, pois ela disse que apresentará cópia do “contrato” com o partido. Ou seja, ela celebrou com o PT um contrato de transação, que o criminalista Cosmo Ferreira registra estar tratado no capítulo XIX do Código Civil, cujo título é “Da Transação”, e conceituado em seu artigo 840: “É lícito aos interessados prevenirem ou terminarem o litígio mediante concessões mútuas”.

Seria o caso de perguntar: qual a responsabilidade do PT pelo fato de o nome da Marice ter sido envolvido no mensalão? Em que circunstâncias o nome dela foi envolvido? O juiz Sérgio Moro deve saber. O pagamento da indenização foi registrado pelo PT? Foi pago em espécie?

Na opinião de Cosmo Ferreira, eventual contrato juntado aos autos "será um tiro na cabeça, melhor, nas cabeças, do PT e dela, pois ficará configurado o crime de Falsidade ideológica, relatado no artigo 299 do Código Penal, cuja pena é de um a três anos de reclusão".

COLARINHO BRANCO

A leitura da Lei 7492, conhecida como Lei do Colarinho Branco, mostra que também nela estão enquadradas as "pedaladas financeiras" do governo Dilma detectadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

No artigo 17 está prevista justamente a situação em julgamento:

Art. 17. Tomar ou receber, qualquer das pessoas mencionadas no art. 25 desta lei, direta ou indiretamente, empréstimo ou adiantamento, ou deferi-lo a controlador, a administrador, a membro de conselho estatutário, aos respectivos cônjuges, aos ascendentes ou descendentes, a parentes na linha colateral até o 2º grau, consangüíneos ou afins, ou a sociedade cujo controle seja por ela exercido, direta ou indiretamente, ou por qualquer dessas pessoas.
Pena - Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

Portanto a lei veda adiantamentos a controlador, que foi o que aconteceu. Tanto que a Caixa Econômica Federal pediu ao Tesouro Nacional pagamento de juros (e não o BNDES, como saiu na coluna de ontem). E o BNDES cobrou todo mês o Tesouro pelo que lhe deve, e incluiu a operação no seu orçamento.

Se o governo não cometeu crime, como alega a Advocacia Geral da União (AGU), com certeza os administradores da CEF, BB e BNDES cometeram. E a fiscalização do Banco Central falhou ao não detectar a manobra contábil proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal e pela Lei do Colarinho Branco.


Para descaracterizar a responsabilidade direta da presidente Dilma, os presidentes dos bancos estatais e do Banco Central na ocasião terão que ser punidos.”

quinta-feira, 23 de abril de 2015

CARTEIRO




Por José Antonio Taveira Belo / Zetinho


Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou com a carta na mão, ante surpresa tão rude não sei como pude chegar ao portão. Marilene ouvia a musica no radio ligado na cozinha e som estridente. Varria a casa e olhava de vez em quando as panelas no fogo. De vez em quando também cantava a canção que ouvia no radio. Voz desafinada, mas cantava. Não se incomodava com as criticas da mãe, tu não sabes cantar Marilene. Cala esta boca. Morena, cor de canela, olhos claros e sedutores. Cabelos longos e castanhos dava a ela uma beleza que fazia inveja a muitas moças.  Morava com o irmão, Fidelis e sua mãe Naninha já idosa. Marilene baixe este radio! Quer me deixar mouca! Vai baixa este radio se não eu quebro este desgraçado que todo dia fica tocar. Vamos, vamos! Marilene afobada saiu e baixou o rádio, mamãe esta ficando esclerosada, não gosta mais desta musicas desde que meu pai o Abílio faleceu. Seu pensamento estava no namorado. Ela ficou sentida e qualquer musica ela fica nervosa, recordando o seu passado. Marilene namorava o seu vizinho há muito tempo. Já se considerava noiva. O namoro era duradouro e já pensavam em se casar no final do ano, dia 08 de dezembro uma data bonita onde todos devocionais de Nossa Senhora da Conceição, comemorava. Ficou desempregado, e resolveu ir para São Paulo, tentar a sorte. Muitos acharam que não deveria outros a favor e lá se foi o Betinho. Apanhou o ônibus na rodoviária, com todos na calçada em uma manhã fria e nuvens escuras acenando quando da partida do ônibus. Marilene quase morria de chorar, vestida em um casaco cor de rosa. Com lenço na mão enxugava as lagrimas que escorria pela face rosada.  A sua mãe enrolada em um chalé preto rezava pegando na mão de sua filha. Deus te leve, não se esqueça de nós. Aguardamos com ansiedade uma carta sua. O adeus quando o ônibus partiu, acenando gritando pela janela, não esquecerei vocês nunca, breve voltarei. Assim que eu chegar lá em São Paulo escrevo, dando as minha noticias. Ela balançou a cabeça aceitando aquela afirmação. Voltaram para casa, choramingando. Passou o primeiro mês, nenhuma noticia nenhuma carta, segundo e terceiro mês nada de carta ou mesmo um telegrama. Diariamente o carteiro passava na sua rua e ela na janela esperando por uma carta que não chegava. Todos os dias esta penitencia esta aflição e angustia às 16 horas. O carteiro já de longe balançava a mão informando que nada tinha para ela. O tempo passava e o Betinho não dava noticias. Todos estavam preocupados com o seu desaparecimento. Será que morreu? Se morreu alguém já teria falado, pois tinha os documentos em sua carteira.  E assim Marilene espera uma carta que nunca vinha, já fazia um ano e nada. Mas não desanimava. Algum dia ele se lembrara de que deixou uma noiva a sua espera. Era cotejada por outros rapazes, mas não dava bola, pois tinha um compromisso assumido com o seu noivo. Certo dia, o carteiro vinha depressa. Alegre e sorridente com uma carta na mão. A moça estava na janela e desceu apressadamente para ir até o portão de ferro que protegia a casa. Saiu correndo, deixando a porta aberta. Segurou a carta como segurava um tesouro. Lembrou-se da musica ouvida pela manhã - Porem não tive coragem de abrir a mensagem porque na incerteza eu meditava Dizia: será de alegria ou será de tristeza, cantarolava baixinho, pálida e suando frio. O envelope lacrado, aéreo com as bordas verde e amarelo. Beijou o envelope. Entrou contente. Sentou-se na poltrona e sua mãe perguntou por que tanta alegria. Mãe ele escreveu para mim. Agora vou matar as saudades e saber como ele vai ao trabalho em São Paulo. Ele não tinha tempo de escrever é o que penso. Abriu devagarinho cortando com uma tesoura, antes olhando contra a luz para ver se não cortava a carta. Puxou para si o papel que estava escrito assim – “Querida Marilene. Escrevo estas pequenas linhas para dizer-lhe que eu não escrevi antes com vergonha. Chegando a São Paulo me instalei numa hospedaria. Lá tinha uma moça Creuza, filha da dona e eu com fraqueza de homem me envolvemos com ela. Fizera-me casar, o seus irmãos me ameaçaram de morte e eu casei contra a vontade. Podia fugir, mas ele me encontrava dizia e quando me encontrasse me castrava. Fiquei apavorado com esta ameaça. Neste envolvimento apareceu uma criança linda e forte, Ângela, minha filha. Agarrei-me a ela, pois uma criança nada sabe da safadeza dos pais. Não gosto dela, mas é o jeito esta ao seu lado por causa da criança. Nunca me esqueci de ti, amava e ainda te amo, mas é um amor impossível de realizar, somente em sonho, como sonho todas as noites em você. Perdoa-me deste mal que te fiz. Não tenho coragem de voltar para minha terra, sou um fraco. Agora esta tudo resolvido e você já sabem por que não te escrevia - Betinho. Chorou e amassou a carta tão esperada jogou na lata do lixo. Quanta verdade tristonha Ou mentira risonha uma carta nos traz E assim pensando, rasguei sua carta e queimei para não sofrer mais.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

As TESES do PT - Parte 1




Por Zezinho de Caetés

Como todos, ou pelo menos aqueles que ainda perdem tempo com bobagens, sabem, o PT (Partido dos Trabalhadores, mais conhecido hoje, depois de tanta roubalheira, por Partido da Trambicagem), vai realizar o seu 5º Congresso Nacional.

Eu, aposentado, e já vendo meu ganho ir pelo ralo com os ajustes fiscais de Levy, o Risonho, uma consequência direta das “pedaladas fiscais” dadas pela gerenta presidenta para se reeleger, posso perder um tempinho para comentar algumas teses de algumas das correntes do PT (são tantas que há até aquelas que admiram Hitler, como o Lula admirava, antes de vestir ternos do Armani e andava a pé).

O texto chama-se: CADERNO DE TESES (UM PARTIDO PARA TEMPOS DE GUERRA). Título bem sugestivo, por sinal. Só faltou acrescentar uma palavra para ficar perfeito: SUJA. Pois nos últimos tempos este partido entrou numa guerra suja contra as instituições democráticas, a partir da tomada do poder pelas urnas, oportunidade, que, por exemplo, a Venezuela já não tem, pois lá está tudo dominado pelo chavismo.  Felizmente, encontraram o Joaquim Barbosa  pela frente, e, mais recentemente, o Sérgio Moro, para barrar seus devaneios ditatoriais.

Mas, chega de delongas e vamos às teses petistas, ou, pelo menos algumas delas, porque se formos comentar todas as correntes e todas as teses, chegaremos à conclusão que este Congresso, que será realizado em junho em Salvador, vai ser uma verdadeira guerra suja entre suas facções, para ver quem tem o maior potencial para roubar.

Vamos começar pela contribuição da Tendência Articulação de Esquerda, seguindo a mesma ordem do panfleto que se encontra na internet (aqui).

1. O Partido dos Trabalhadores está diante da maior crise de sua história. Ou mudamos a política do Partido e a política do governo Dilma; ou corremos o risco de sofrer uma derrota profunda, que afetará não apenas o PT, mas o conjunto da esquerda política e social, brasileira e latinoamericana.

2. A crise do PT decorre, simultaneamente, de nossas realizações e de nossas limitações.

3. Tivemos êxito em ampliar o bem-estar social -- por intermédio da geração de empregos e aumento da massa salarial e do poder aquisitivo da população, bem como da adoção exitosa de programas de moradia, saúde e outros -- e a soberania nacional, também através de uma política externa “altiva e soberana”. Fortalecemos o Estado, na contramão do Estado Mínimo neoliberal. Ampliamos certos direitos e conquistas democráticas. E são estes avanços que explicam nossas vitórias em quatro eleições presidenciais consecutivas.

4. Mas não fomos capazes de realizar transformações estruturais, que retirassem do grande capital o controle sobre as alavancas fundamentais da economia e da política brasileira.

5. Controlando estas alavancas, a oposição de direita, o oligopólio da mídia e o grande capital desencadearam uma ofensiva geral que inclui a desmoralização política e ideológica do petismo, o estímulo à sabotagem por parte de setores da base aliada, a pressão para que o governo aplique o programa dos que perderam a eleição, a mobilização de massas dos setores conservadores, a ameaça permanente de impeachment e a promessa de nos derrotar eleitoralmente em 2016 e 2018.

6. Frente a esta situação, o 5º Congresso do PT deve aprovar resoluções que permitam ao Partido, ao conjunto de sua militância, executar cinco tarefas principais.

Vamos ao trabalho, então, e por partes para não nos perdermos numa floresta de bobagens, embora ainda tenha quem acredite.  

O item 1 deve ter sido escrito pela Marta Suplicy, antes de deixar o partido. Que o PT é um partido em extinção já é reconhecido por todos que se beneficiam dos cargos públicos em seu governo, e por todos que entendem um pouco de política.

O item 2 é uma tautologia besta.

O item 4 é outra verdade histórica, se considerarmos que as alavancas históricas de eles falam, foram aqueles manejadas pelo Palloci no primeiro e parte do segundo governo Lula, ou seja, o que eles chamam, de políticas “neoliberais”, e que não passam de cuidados com a moeda, com a responsabilidade fiscal, e no reconhecimento de que vivemos numa comunidade internacional, onde outros países contam, e isto é refletido pelo câmbio entre moedas.

No item 5 eles apenas tentam explicar porque, graças a Deus, não conseguiram acabar com a liberdade de informação e expressão, e faz uma crítica direta à condução da política econômica pela a Dilma. Certamente, deve ter sido escrita, ou melhor, ditada pelo Lula.

O item 6 apenas menciona o que vem a seguir, mas, como vocês viram, faltou um item: o item 3. Foi de propósito, porque é a maior coleção de embustes por centímetro quadrado de papel.

Diz que tiveram êxito em aumentar o bem estar social devido a manutenção de uma taxa de desemprego baixo e aumento da renda. A taxa de desemprego, hoje já se sabe, era baixa menos porque os empregos aumentaram e mais pela diminuição da procura de emprego, pois a população aprendeu a viver com as “bolsas” que são uma espécie de peixe sem o trabalho da pescaria.

A adoção “exitosa” dos programas de moradia e saúde, parece até brincadeira, com a inadimplência dos programas do Minha Casa, Minha Vida, e de outros programas habitacionais, exclusivamente através de crédito subsidiado, o que quer dizer que, como foi praxe, o governo toma do rico para dar ao pobre, e o rico tira do pobre para lhe dar emprego e moradia. No final das contas vamos todos ter que pagar pelos erros de alguns no longo prazo. Lembram dos esqueletos do BNH do Sarney? E ainda temos as construções feitas mal e porcamente, onde só se encontram rachaduras.

E quanto a saúde? Este é o maior ardil. O setor realmente hoje está na lama, para não usar uma palavra mais forte, que é a consequência da diarreia.  A solução que foi adotada foi trazer milhares de cubanos para ajudar na revolução bolivariana, que é a meta final das esquerdas na América Latina. E os hospitais até parecem um pesadelo, para quem precisa do SUS, enquanto seus dirigentes vão para Sírio-Libanês.

No entanto, há outra coisa que parece até deboche mesmo. A política externa soberana. Será que alguém que leia jornal poderia dizer o que o Brasil hoje representa no mundo, a não ser um discípulo venezuelano e argentino? A política externa do PT foi um desastre tão grande como se tivéssemos declarado guerra aos Estados Unidos. E o pior dos mundos seria, como numa conhecida piada, que nós ganhássemos a guerra. Coitados dos americanos que teriam que aguentar o Marco Aurélio Top Top Garcia.

Vejam, que não estou tentando imitar o Zé Carlos em sua coluna humorística semanal aqui neste blog, mas, venhamos e convenhamos é de morrer de rir.

Diante, destes diagnósticos, depois eu seguirei comentando as teses do PT, na esperança de que, quando chegar em julho, lá na Bahia, só esteja no Congresso do PT o Jacques Wagner. Aquele que é Ministro da Defesa para se defender das delações premiadas.

terça-feira, 21 de abril de 2015

AZARENTO





Por José Antonio Taveira Belo / Zetinho


Designa-se uma pessoa como azarento quando é uma pessoa sem sorte, apenas no meu entender é uma superstição adquirida ao longo de tempo, principalmente no interior, mesmo assim vamos falar de um azarento, que conviveu conosco, e considerava que nada na sua vida dava certo e com isto ele ficava desesperado, e ansioso o nosso Juquinha. Alto e louro, olhos azuis. Uma cabeleira que dava inveja. Andava sempre alinhado e era mantido pelos seus pais, logo no início da sua vinda para a Capital. Morava no Recife, cidade de dos seus sonhos desde menino que agora estava se realizando, aonde veio para estudar, deixando o seu interior Aguazinha. Logo que aparecia na rua às pessoas apontavam para ele, lá vem o azarento, não fale nada com ele, pois pode trazer azar para nós. Isto criou um transtorno desmedido e fez com que deixasse a sua cidade natal. Mas, mesmo ele, o Juquinha se sentia azarado, tudo que fazia ou queria fazer ou realizar dava por água abaixo. Não tinha namorada, a que arranjou dispensou - azar; no vestibular fez por três vezes e não passou em nenhuma, a que tinha chance errou a ultima questão, não passou azar; no emprego o azar lhe perseguia, quando estava se dando bem acontecia algo errado, - azar; e assim foi se criando na mente de Juquinha que o azar que lhe perseguia. O padre da igreja Nossa Senhora de Lourdes, o aconselhava, não pense nisso isto de azar é folclórico.  Ficou pensativo. Esta lenda interiorana passou a fazer parte da sua vida. Morava em uma pensão na Rua Velha. Ainda ninguém sabia deste fato, que ele mesmo contou para todos, quando caiu do segundo degrau da escada – isto é um azar. A partir deste momento, os convivas do pensionato começaram a ironizar e levar tudo na brincadeira. Qualquer coisa que acontecia, é azar de Juquinha. Por menor que fosse o caso, todos voltavam a dizer Juquinha o azarento. Certa vez saímos em domingo à tarde para assistir um filme no Cine Moderno. A rua sem qualquer movimento. Tudo corria bem e já íamos pensando no que ia acontecer porque Juquinha nos acompanhava. Ao chegarmos à Rua da Aurora, para atravessar a Ponte da Boa Vista, tinha uma poça de agua lamacenta. Não notamos, e neste momento passou um carro em velocidade jogando aquela agua podre nos melando todos, calça e camisa e todos voltamos para o pensionato para trocar de roupa. Azar do Juquinha que estava conosco. Outra vez, íamos para o bar Mustang na Avenida Conde da Boa Vista, quando passávamos na Rua José de Alencar, Alcimar levou uma topada que soltou o solado do sapato, Azar do Juquinha, que nos acompanhava. Ele mesmo contou – indo para o trabalho numa certa manhã quando atravessava a Pracinha do Diário, um pombo sobrevoou e defecou em seu ombro manchando a camisa e, disse hoje o azar esta me perseguindo, tantas pessoas estão passando e este maldito pombo defeca em mim. É azar demais! Mas tudo isto era levado em brincadeira, nada a serio. Muitas das vezes o azarento não queria sair conosco para tomar uma cervejinha no pátio de Santa Cruz, pois assegurava que ia dar azar na noitada. Insistíamos e ele ia meio desconfiado. Passou-se o tempo e saiu da pensão. Há mais ou menos dois anos encontro com ele na Avenida Guararapes, já idoso escorado em uma bengala, lucido com os seus setenta e cinco anos. Aperta-me as mãos, hoje não é dia de azar e sim dia de sorte, pois te encontrei. Sorri. O azar é o meu te encontrar, rimos. Como vai? É meu amigo esta cisma do azar ainda me acompanha não me larga, não deixa me sossegado e eu convivendo com este maldito pensamento. Casei-me e a mulher morreu, deixando-me com dois filhos. Em seguida casei-me novamente, homem não pode viver sem uma mulher ao seu lado, a “quenga” amasiou-se com um serviçal que dava apoio na limpeza da casa, desgraçada. Mandei embora, não fiz nenhuma desgraça, pois não valia a pena me desgraçar. Tá ai penando pela rua do bairro, o cara a largou com uma mão na frente e outra atrás, Não é azar? É! E assim vou vivendo caindo ali e acola. Vamos  tomar uma cerveja, antes que o azar me chegue. Tens coragem de me acompanhar. Sentamo-nos à mesa o garçom colocou uma cerveja e dois copos, um caindo e se quebrando.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A semana - As "pedaladas" da Dilma e as "cabeçadas" do PT




Por Zé Carlos

A cada dia que se passa fica mais difícil escrever esta coluna semanal, que, pretensiosamente, tenta fazer seus leitores alegres e entrarem com o pé direito e o riso aberto na semana que se inicia. As notícias dos jornais já não precisam nem serem interpretadas para produzirem o riso necessário. Então, meus senhores e minhas senhoras, eu não os culparei se não a lerem e passarem a ver apenas os telejornais. Lá também o riso está garantido.

Querem um exemplo? Vi esta semana que o Maduro, sim, aquele que é presidente da Venezuela, e que de tão maduro, espera-se que caia o quanto antes, para despistar a imprensa, contratou um seu dublê, e, pasmem uma dublê de sua esposa. Isto se deu na Cúpula das Américas, no Panamá, que foi palco também de um encontro histórico entre o Raul Castro e o Barack Obama. Não, não estou brincando não. Cuba agora vai deixar se explorar pelo imperialismo americano. Já imagino o Che Guevara se retorcendo no túmulo e dizendo: “Até tu, oh Castro!?!”. Talvez, tenha sido por isso que o Galeano, sim, aquele que escreveu um clássico da literatura esquerdista latino-americana (“As veias abertas da América-Latina”). Suas veias devem ter se fechado.

Entretanto, este foi apenas um exemplo na área internacional. Aqui no Brasil é que toda imprensa virou revista de humor. Então passemos ao plano interno, nesta gloriosa semana, para o riso.

Começo então pelo nosso legislativo, em sua câmara alta, o senado, com o seu presidente dizendo que pedir cargos ao executivo apenas “apequena a política”. Coisa extremamente séria e verdadeira, até quando sabemos que o presidente de quem falamos é o Renan, sim, aquele mesmo, que controla tantos cargos com pessoas de sua confiança, que nem se lembra mais de quem sejam. Dizem que quando ele entra numa repartição pública vai logo perguntando ao primeiro funcionário que encontra: “Você é meu?”. Podem começar a rir, pois o caso é para isto mesmo.

Ingressemos agora no judiciário, sim, aquele mesmo poder ao qual o Joaquim Barbosa pertencia e que é responsável por ter feito o Delúbio ter ido contar piada de salão lá na Papuda. A Dilma nomeou um ministro para vaga do Joaquim, e só para compensar o fez indicando um admirador do PT, que até já fez campanha para ela. Agora temos ministros do PT e ministros do PSDB, lá no Supremo, e as votações serão feitas em urnas eletrônicas emprestadas pelo TRE. Como, vocês veem, a Dilma, nossa protagonista da coluna, pela sua capacidade de nos fazer rir, foi, uma vez mais, à luta. Podem bolar pelo chão com o riso solto, mas, guardem algum fôlego, pois a semana passada ainda está começando.

E quem ainda se aguenta na cadeira, leiam essa: O PT discute abrir mão das doações de empresas. Ou seja, depois que levou tudo, e o Sergio Moro descobriu, agora não tem sentido mais pegar recursos de empresas, mesmo porque, elas faliram de tanto propinar o partido. Afinal de contas, todos que o acompanham sabem que o PT não dá ponto sem nó, a não ser que o saco esteja abarrotado de grana.

Entretanto, o que movimentou a semana mesmo, foi a prisão do tesoureiro do PT, o João Vaccari Neto, sim, aquele que se apresentou na CPI da Petrobrás, ao som de ruídos de ratos uma semana antes, e de quem eu tive tanta pena (dos ratinhos, é claro). Foi um acontecimento importante para o Brasil e para esta coluna, do ponto de vista humorístico quando vocês lerem o seguinte trecho de uma nota do partido sobre o fato:

“A detenção de João Vaccari Neto é injustificada visto que, desde o início das investigações, ele sempre se colocou à disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento que lhe fosse solicitado.... Informamos ainda que, por questões de ordem práticas e legais, João Vaccari Neto solicitou seu afastamento da Secretaria de Finanças e Planejamento do PT.”

Se ninguém riu até agora é porque meus 9 leitores estão ficando muito exigentes. Ora, meus caros e minhas caras, basta apenas pensar no Delúbio, sim, aquele que orientou Lula a dizer em Paris que o PT só faz o que os outros fazem, ou seja, Caixa 2, e que o mensalão era uma piada de salão. O Vaccari não saiu porque lavava dinheiro das propinas que as empresas roubavam da Petrobrás para dar ao PT, e sim, porque o companheiro achou por bem, se entregar lá em Curitiba ao juiz Sérgio Moro. Aliás, vai haver um Congresso do PT, proximamente, e uma das proposições, para proteger o seu mais recente tesoureiro é colocar militantes do local onde o Moro trabalha para gritar: “Moro, guerreiro, do povo brasileiro!”. Afinal de contas, quem não tem para onde apelar, tem que tentar conquistar o inimigo com salamaleques. Mas, se eles decidirem isto, até eu me juntarei aos militontos do PT.

Para dar uma ideia a vocês da importância da prisão do Vaccari, esta coluna até encontrou um novo candidato para compor o time de humoristas da coluna: O Sibá Machado, que é o líder da bancada do PT na Câmara Federal. Ele, depois de dizer que a operação Lava Jato era uma criação da CIA, diz agora que a prisão do tesoureiro é política. Já decidi, vou contratar o Sibá, assim que ele deixar a deputação.

Se vocês pensam que agora podem descansar, que a semana terminou por aí, podem tirar o seu cavalinho da chuva. Os gringos sempre se metem em nossa história, desde Pedro Álvares Cabral. Continua tudo a mesma coisa. Agora, um tal de Jonathan Taylor, um holandês, sim, daquele mesmo povo que invadiu Pernambuco um dia e que até aqui fez palácios, disse que entregou ao CGU, em agosto do ano passado, um dossiê que comprova que a SBM pagou propina a funcionários da Petrobrás, e que a Controladoria Geral da União, esperou passarem as eleições para abrir o processo administrativo para investigar a empresa holandesa.

Então vejam, meus caros leitores, ainda vivos até aqui, se isto era motivo para a oposição querer o impeachment de nossa musa inspiradora, a Dilma? Só pode ser para atender meu pedido para que a Dilma saia mais cedo para integrar o quadro permanente desta coluna semanal, como já o é o Lula, que andou também aprontando das suas. Vejam o que ele disse:

“Se tem problema de corrupção na Petrobras, então prendam quem roubou. Prendam! É pra isso que tem Justiça, é pra isso que tem polícia. Mas não vamos confundir o que está acontecendo com algumas pessoas com o destino desse país.”

Como vocês veem o homem ainda não sabe de nada. Nunca falou com o Paulo Roberto Costa, nem com o Duque, nem com o Delúbio, nem com Vaccari, e muito menos com a Dilma. Seria trágico se não fosse tão cômico.

Já vejo os leitores ficarem inquietos e se perguntando, e a Dilma, não aprontou nada importante esta semana? Ora, senhores, vocês sabem que igual ao Pelé, como dizia o Romário, a Dilma calada é uma poeta. E ela assim permaneceu nesta semana, porque se ela jogou algum cabide em outra governanta, isto não fez parte de sua agenda oficial. Porém, o que ela fez no seu governo anterior, com sua contabilidade criativa foi um verdadeiro desbunde. O ministro Augusto Nardes, do TCU, disse que ela deve ser responsabilizada legalmente pelas pedaladas fiscais, e acrescentou:

 “Existem várias situações de ilegalidade em relação às pedaladas. Já no ano passado havíamos encontrado uma situação muito crítica pelo fato de o Ministério da Fazenda não ter contabilizado algumas operações. E agora constatamos que houve uma série de empréstimos feitos pela CEF e outras instituições que somam mais de 40 bilhões de reais sem uma sustentação legal”...

Eu tive vontade de me aprofundar sobre o significado das “pedaladas fiscais”, mas, não o faço porque esta coluna já está em tamanho suficiente para fazer com que meus leitores entrem nesta semana sorrindo e felizes. Prefiro só pensar nas “pedaladas” do Robinho, pois ainda tenho o filme do UOL para comentar.

Todos os temas do filme foram abordados na análise anterior, com uma exceção, os protestos contra a Lei da Terceirização. Chamo a atenção apenas para a declaração do nosso colaborador, o Lula, a respeito. Ele diz que a lei é contrária a tudo que os trabalhadores conquistaram nos últimos tempos, e só faltou criticar o seu exemplo de terceirização de Dilma, que entregou o governo a Michel Temer, a economia ao Levy, e foi descansar, porque ela não é de ferro.

Para ser preciso há ainda as manifestações que não comentamos na coluna passada porque nem era necessário. Todos viram que menos pessoas foram às ruas pedir o impeachment de Dilma. Quanto ao número de pessoas eu repito o que disse um colaborador deste blog, o Zezinho de Caetés, quando escreveu que “tamanho não é documento; já quanto a ênfase no impeachment, pelo andar da carruagem, não vai precisar ninguém pedir mais, e teremos, com sorte a Dilma nesta coluna, também em tempo integral.

Agora fiquem com o resumo do roteiro do vídeo do UOL, e com o filme. Bom início de semana.

“Da nova série de protestos contra o governo de Dilma Rousseff a mais protestos contra o projeto de lei da terceirização. Do ator de "Máquina Mortífera", Danny Glover, em evento ao lado de Lula à prisão do tesoureiro petista João Vaccari Neto, a semana tem para todos os gostos na charge política do UOL.”