Mural de Recados da A GAZETA DIGITAL

sábado, 31 de janeiro de 2015

E AGORA DILMA?




Por José Antonio Taveira Belo / Zetinho


Há muitas pessoas que estão arrependidas por este Brasil afora de ter dado seu voto a Dilma. O que ela falou nos debates da televisão não está sendo realizados, estava menosprezando a consciência da população brasileira. Enganou a todos, menos os nordestinos que tanto ela despreza e que lhe deu mais um mandato. O Brasil continua de cabeça pra baixo, sem nenhuma solução e reação dos seus problemas criados por a Dilma no seu governo anterior, sem que haja nenhuma solução de imediato. O governo foi acometido de sem que houvesse uma ação digna e forte para conter a corrupção que tomou conta do País. As propinas recebidas pelos correligionários admitidos no Governo Federal afloraram de modo que todo o mundo repudiou, mas não houve punição exemplar. Ela quebrou as finanças do nosso País, os ministros agora nomeados para o segundo mandato e nem ela mesma estão sem saber o que fazer para minorar a situação de falência do Brasil. E o que estavam no poder do mandato anterior mentia a cada momento para o Brasil. A inflação vem subindo e o Ministro da Fazenda informando que tudo esta legal, que tudo estava sob controle. Ledo engano. Cada um diz o que quer e titubeando nas suas afirmações, quando na realidade os problemas são grandes e duradouros. Aumentos estão virando moda. Não é surpresa para ninguém. Os indicadores econômicos demonstram os aumentos em todo sentido. O aumento do custo de vida da população com a alimentação, o transporte público, a luz elétrica, acrescidos de impostos de toda qualidade, sejam eles municipais, estaduais e federais. A gasolina tem um impacto muito grande na economia brasileira com o aumento já previsto para o imediato. E ai Dilma? O que falaste foi somente para enganar o povão, principalmente o nordestino, que se troca pela contribuição da Bolsa Família? Claro que sim. O povo não sabe mudar não sabem escolher prefere o que já vinha ocorrendo no mandato anterior cheios de corruptos, de malandragem, de propinas dadas a todos os escalões do governo, mas mesmo assim o eleitorado aceitou estas indignações. O povo brasileiro, principalmente o nordestino se contenta com qualquer coisa, desde que lhe ofereça algo em dinheiro.  Agora estamos num beco sem saída. Uma sinuca de bico. Todo brasileiro vão sofrer nos próximos anos com tomadas de decisões que estão sendo anunciadas a cada momento. O bolso do trabalhador vai sofrer com estas consequências imposta pelo Governo Federal, tudo em nome de um “ajuste nas contas publicas” O salário mínimo é de fazer dó para aqueles que recebem, não dá para manter a família dignamente. Os idosos sofrem com os aumentos constantes de medicamentos, não tem lazer, muitos as duras penas enfrentam ainda o mercado de trabalho diário, pois os aumentos irrisórios dados a cada ano somente se dão para sobreviver precariamente, depois muitos anos trabalhando para o engrandecimento da Nação, deveria ter uma vida mais tranquila. Não são visto por este prisma e sim, um estorvo no caminho da sociedade. Os políticos são a classe privilegiada. Seus aumentos são dados por eles mesmos na calada da noite, ao amanhecer já estão de salario novo que envergonha o cidadão brasileiro. A classe jurídica leva o seu quinhão, aprovado pelo poder executivo, e ai se não aprovar, é bronca. E assim vão vivendo os brasileiros as duras penas, capengando pelas ruas em busca de uma consolação para os seus dias. Melhores não virão, com certeza. Os jornais, as revistas e a televisão cada dia dão noticias estarrecedoras sobre que está por vir. São noticias que devemos ficar alerta, pois o “bicho vai pegar” sem dó e sem piedade, cada um que se vire para se manter na penúria. Mas o brasileiro é compreensivo e “boa praça” se acomoda se ajeita, com o jeitinho brasileiro, e diz - Deus é brasileiro! 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Frei Betto e Fidel. Quem não tem vergonha, eles ou nós?




Por Zezinho de Caetés

Estou sem muito tempo para escrever, e, quando isto acontece, para manter o hábito de publicar na AGD, eu procuro os textos que, de alguma forma, são imperdíveis para que o leitor não seja enganado pela ideologização de nossa sociedade. Eu já sabia que o Frei Betto, sim, aquele mesmo, que não muda de opinião porque não vai ter como explicar aos fiéis porque o fez, sem incorrer no pecado mortal da mentira, tinha ido a Cuba. Para servir de pombo correio do Fidel eu não sabia e agora fiquei sabendo, ao ler o texto que reproduzo abaixo.

O “Frei” deu uma entrevista a uma jornalista onde (veja link na matéria abaixo) onde procura descrever sua satisfação porque o Fidel ainda está vivo. Isto apenas nos dar uma ideia de que ele precisa realmente morrer para que o povo cubano e latino-americano fique em paz e não seja motivo de tantas leviandades ditas por um homem religioso. Segundo ele, Fidel disse: “Para azar de meus inimigos, continuo vivo” e eu concordo com ele. De fato a América Latina continua com o mesmo azar de acreditar que o progresso passa por Havana e não por Washington, Paris ou Londres. De que o socialismo cubano, e agora o socialismo do século XXI, do Cháves, é o melhor para o seu povo. E o Fidel vivo contribuiu muito para isto, pois neste mundo tem bobo para tudo, inclusive acreditar nele.

Todos sabemos, e até mais do que o Lula sabe sobre o mensalão e Dilma sobre o petrolão, que o regime cubano não resistirá à morte de Fidel, e como sou seu inimigo pelo número de maldades que ele cometeu nos últimos 60 anos em Cuba, o azar é meu, mas, pelo menos tenho o direito de dizê-lo nesta nossa ainda incipiente democracia representativa.

Mas, se fosse alongar-me hoje ficaria sem jantar, e por isso, sobre o assunto, fiquem com o texto do Rodrigo Constantino, publicado em seu blog com o título de “O ditador comunista e o “frei” cristão: o que não foi dito”, no dia 29/01/2015. Ele termina fazendo a pergunta que deu origem ao meu título. Boa leitura.

““Frei” Betto foi uma vez mais visitar o “paraíso” comunista na ilha caribenha, e acabou convidado para uma conversa de uma hora e meia com o dono do pedaço, que transferiu a gestão da ilha para o irmão mais novo como quem deixa o caçula brincar com seus brinquedos (no caso, estamos falando da vida de 11 milhões de pessoas, mas deixa isso pra lá). O resultado foi esta breve entrevista divulgada no GLOBO, jornal que tem o “frei” como colunista.

Por meio dela, ficamos sabendo que Fidel Castro é um “entusiasta” de Obama, o presidente esquerdista americano, e que tece elogios ao Papa Francisco também. Betto, que já pegou em armas para ajudar na revolução comunista, é muito amigo do ditador cubano, e não parece ver nada de contraditório entre essa amizade e sua suposta mensagem de paz cristã.

Deus não tolera um Bolsonaro da vida, mas, pela ótica do “frei”, o ditador assassino deve ter um lugar garantido no céu – talvez um grande e privilegiado lugar, para continuar oprimindo e matando milhares de súditos. De lá, esses ingratos tentarão navegar em nuvens rumo ao inferno, como fazem hoje os “balseiros” desesperados para chegar a Flórida.

O “frei” vermelho disse que seu camarada é muito detalhista: “A cabeça está perfeita. O Fidel é muito detalhista, anota tudo. Quis saber onde estou hospedado, o que eu fiz, com quem falei, e sempre anotando. Ele é o homem do detalhe”. Sim, ele tem mesmo essa mania de querer saber de tudo, onde as pessoas ficam, o que pensam e falam, com quem conversam. E para garantir a precisão das informações, mantém um exército de fiscais e delatores informais. Muita curiosidade e mania de detalhes…

Ainda segundo nosso “frei”, Fidel quer mesmo mais “diálogo” com os “malditos ianques”, e eis como o comunista brasileiro coloca a coisa: “Comentei sobre a carta que ele mandou para a Federação dos Estudantes Universitários, em que aborda o reatamento das relações com os Estados Unidos. Eu disse que o diálogo é importante, é o encontro do caminhão consumista com o Lada (marca de veículos russos) da austeridade. Por enquanto, vai ser muito difícil a sintonia, porque um fala em FM e outro em AM. Ele concordou”.

O “caminhão consumista” é um dos países mais ricos e livres do mundo, com ampla e sólida classe média, e claro, com uma democracia que vem desde sua independência sem grandes choques, sob uma Constituição que sofreu poucas emendas e ainda é essencialmente a mesma. Já o “Lada da austeridade” é uma ilha miserável, com escravos em vez de cidadãos, e um regime totalitário que mantém o mesmo senhor feudal no poder há meio século. Mas é preciso “dialogar”, sabe?, como se cada um tivesse algo de bom para colocar na mesa…

Sobre o presidente esquerdista americano, eis o que Fidel pensa, segundo o “frei”: “Ele é um entusiasta do Obama e acha muito positivo o que o presidente americano vem fazendo. Mas, ao mesmo tempo, diz que o processo é muito longo. Os EUA tomaram uma série de medidas contra Cuba, que precisam ser canceladas”. E eu poderia jurar que quem tomou medidas contra o outro foi Cuba, ao encampar e expropriar empresas americanas e depois apontar mísseis soviéticos para a Flórida…

Perguntado se conversaram sobre as mudanças internas na ilha, “frei” Betto disse: “Não. Abordamos muito política a internacional. Falamos sobre o atentado na França e ele disse que gostou muito da reação do Papa Francisco. Concordou com Francisco e disse: “A liberdade de expressão tem limites. Você pode se expressar, mas não tem o direito de humilhar ou ofender”. Fidel elogiou a atitude do Papa, quando disse que se xingassem sua mãe, devolveria com um murro”.

De limitar a liberdade de expressão Fidel entende, e muito! Para o “frei”, Fidel e o Papa Francisco concordam nesse assunto, como se o Papa fosse endossar a opressão total existente em Cuba. Ninguém teria o direito de humilhar ou ofender, e isso, em Cuba, significa criticar o governo. Claro: Fidel tem o total direito de não se sentir ofendido. É por isso que 11 milhões de cubanos não podem dizer abertamente o que pensam dele. A liberdade de expressão deve ter limites…

O “garoto de recados” da ditadura cubana disse ainda: “Os cubanos, em geral, estão otimistas e ao mesmo tempo apreensivos. Sabem que será um grande choque cultural. Às vezes eu pergunto se estão preparados para a tsunami e recebo de volto uma pergunta: será que estamos preparados? A questão agora é saber como os valores da revolução serão preservados”.

Valores? Quais? Só falta dizer a “educação”, um mito ridículo num país em que todos são doutrinados ideologicamente e engenheiros dirigem táxis enquanto prostitutas possuem diplomas. Ou, quem sabe, a “saúde”, outra brincadeira de mau gosto num país em que falta o básico do básico. Que valores são esses que Cuba deveria preservar? Eu gostaria de saber…

Não sei com quem o “frei” conversou, mas parece ter sido com os membros da nomenklatura apenas, pois disse: “Eu noto que Cuba vive um momento de euforia, o prestígio de Raul é impressionante. Ouvi várias vezes frases do tipo: “A nossa sorte é que os dois estão vivos, pois sabem como conduzir esse momento”. O processo de abertura econômica é inicial, está começando. Mas sinto otimismo de que isso vai melhorar as condições de vida do país”.

Será que o “frei” acha que somos tão idiotas a ponto de acreditar que o “povo” cubano se considera sortudo por ter Fidel e Raúl no comando da nação? O povo cubano não vê a hora de ir ao enterro de ambos, isso sim! Mas o “frei” não foi “escalado” à toa, não é mesmo? Fui a Cuba com um propósito bem claro, e posso garantir que não tem nada a ver com espalhar a voz de Deus (a menos que Deus seja Fidel).


O que o “frei” Betto não perguntou ao camarada Fidel, e o que a jornalista do GLOBO, Sandra Cohen, também não perguntou ao intermediário, eu pergunto aqui, sabendo antecipadamente a resposta: o senhor não sente vergonha de defender por tanto tempo a mais longa e assassina ditadura do continente?”

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A vaca tossiu e engasgou. Será que vai para o brejo?




Por Zezinho de Caetés

Ontem tivemos a volta da gerenta presidenta, com toda pompa e circunstância, cercada pelos 39 ministros, formando com eles os “top” 40 do seu segundo governo. Só faltou o Lula, e por motivos óbvios, a PIG (Partido da Imprensa Golpista, como o PT chama quem diz que nele não tem mais inocentes)  iria logo dizer que ali estaria o bando de Ali Babá e os 40 ladrões. Eita turma maldosa esta. Não veem que para compará-los ao um bando de ladrões é necessário que se julgue o Petrolão.

Lembro bem que na época em que o Mensalão estourou nas paradas de sucessos da política, todos os envolvidos se diziam inocentes e o Lula disse que tudo não passava de caixa 2, o que todo mundo praticava. Hoje estão todos em Brasília, ansiosos para sair na Unidos da Papuda que desfilará garbosamente na Praça dos Três Poderes, todos ainda reclamando de um deles, que os levou para a prisão. Injustamente, é claro.

E na volta daquela que havia sumido desde o ano passado, a Dilma se esmerou num discurso que, ao final, quando já havia pelo menos 25 dos ministros dormindo, e o restante perguntando, o “que eu estou fazendo aqui?” Ela não disse nada de proveito. Ou seja, seguindo seu próprio linguajar de campanha, “a vaca tossiu, e se engasgou”, e desautorizou ela mesma a mexer com o seguro-desemprego e colocar um freio na gastança generalizada.

Não há como não pensar que se assim continuar, a vaca vai para o brejo engasgada, o que será morte certa. Vejam um trecho do seu discurso, que comento em seguida:

“As medidas que estamos tomando e que tomaremos, elas vão consolidar e ampliar um projeto vitorioso nas urnas por quatro eleições consecutivas e que estão, essas medidas, ajudando a transformar o Brasil. Como disse na cerimônia de posse, as mudanças que o país espera, que o país precisa para os próximos quatro anos, dependem muito da estabilidade e da credibilidade da economia. Nós precisamos garantir a solidez dos nossos indicadores econômicos.”

E por que a nossa gerenta presidenta não explicitou quais as medidas que tomaria, se eleita, e principalmente, por que disse que seu principal adversário era que as tomaria? Que nome devemos dar a este tipo de atitude? Ontem escrevemos aqui sobre a “moral petista” que tanto se assemelha a outros partidos com vocação ditatorial desde que o mundo é mundo. Para eles os fins justificam os meios e, neste caso, é sua manutenção no poder. Imagine o que a Dilma não dirá na próxima eleição, se chegar à quinta eleição vencedora, com Lula ou sem ele. Senhor tem piedade de nós, os que ainda acreditam na Democracia Representativa, se isto acontecer.

Agora está mais do que comprovado porque ela preferiu ir para a posse do Evo Morales e não para Davos, na Suíça. Simplesmente, porque não tinha nada para dizer, e poderia ficar aqui, com o porrete na mão para usar na cabeça do Levy, o Risonho, se ele mijasse fora do caco. Mesmo ele mijando dentro do caco, apenas repetindo a gerenta, ele caiu do galho, deu dois suspiro e voltou para casa com o rabo entre as pernas. Foi falar que o modelo de seguro desemprego era ruim. Então levou pau da Dilma. Isto já está virando uma rotina burocrática.

E teremos no início da próxima semana, a eleição para o cargo mais cobiçado do Brasil, (porque, o de presidente do conselho da Petrobrás, ninguém mais quer ser) o de presidente da Câmara de deputados. Por que? Leiam o que vem abaixo e eu lhes encontro depois:

“Quem ocupa o disputado cargo de presidente da Câmara dos Deputados tem direito a alguns benefícios — e não são poucos.

Além do salário de R$ 33,7 mil, o presidente da Câmara tem à disposição uma casa de 800 metros quadrados com todas as despesas pagas, carro oficial com dois motoristas, jatos para viagens a trabalho ou para voltar para casa e ainda R$ 4,2 milhões por ano para pagar até 47 funcionários.

A eleição para definição do novo presidente será no próximo dia 1º de fevereiro. Neste ano, a disputa está bastante acirrada entre Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Arlindo Chinaglia (PT-SP), Júlio Delgado (PSB-MG) e Chico Alencar (PSOL-RJ).

O posto de presidente da Câmara é considerado um dos mais poderosos da República. Além do gabinete como deputado federal, o presidente da Casa também tem direito a um gabinete exclusivo, com instalações mais amplas e com vista para a Praça dos Três Poderes, em Brasília.

O presidente também pode viajar em aviões da FAB por motivo de segurança e emergência médica, viagens a serviço e descolamento para o local de residência permanente. Caso opte por viajar em avião de carreira, a despesa será paga pela Câmara.

Além dos R$ 4,2 milhões disponíveis por ano para contratar até 47 funcionários, cabe lembrar que todos os deputados já têm direito a 25 funcionários e a uma verba de R$ 78 mil mensais. Isto significa que, na prática, o presidente da Câmara tem direito a um total de 72 funcionários, que custam aos cofres públicos R$ 5,2 milhões anuais.” (Fonte: UOL)

Os incautos ficam pensando que tudo o que foi apresentado de benesses é o que está levando à disputa acirrada, pelo cargo. Eu já imagino que o motivo é outro, principalmente, pelo candidato do PT, apoiado, assim espero, por Dilma. A guerra é simplesmente porque quem sentar na primeira cadeira da Câmara tem o poder de barrar um possível “impeachment” da presidente. Ou seja, se não for uma pessoa que se curve ao Planalto, além da “vaca” tossir e se engasgar, pode ir para o brejo mais cedo.


Eu, daqui do meu retiro recifense, já me aprontando para reinar em Olinda durante os festejos de Momo, sem esquecer o Galo da Madrugada, fico rezando para que a vaca, ao invés de ir para o brejo, vá brincar o carnaval na Papuda, talvez, quem sabe como rainha da bateria ou porta-bandeira, não a do Brasil, é claro.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Vamos sentir dó de Dilma ou de nós mesmos?




Por Zezinho de Caetés

Mudou o Brasil ou mudei eu? Leiam o texto abaixo, que saiu na Veja.online (25.01.2015) escrito por Gabriel Castro. O título é um resumo perfeito, como deveria ser, do texto, e se não quiserem lê-lo vejam o filme que está lá embaixo, que o justifica plenamente: “O desastroso recomeço de Dilma, a presidente consternada”.

Eu agora sei porque o Zé Carlos diz que a Dilma é a protagonista de sua coluna semanal, que ele diz, ser de humor. Ao ler o texto vocês verão, com lágrimas nos olhos (espero que de riso) o que Dilma está fazendo neste primeiro mês de re-desgoverno. No filme ela fala ainda quando o Brasil era um país sem pobreza. Hoje já estamos no Brasil, pátria educadora, e tudo não passa de uma grande enganação.

Hoje não vou me alongar, e deixo com vocês letras e filmes que mostram como o populismo está arrasando com este país, como já o fez na Venezuela, Argentina e Bolívia, entre outros, menos visíveis. Eu sinto até dó de nós mesmos enquanto os bolsistas familiares sentem dó da Dilma. De quem você sente dó?

“Era 0h31 do último domingo (15h31 de sábado em Brasília) em Jacarta quando o brasileiro Marco Archer foi executado com um tiro no peito. Criado em uma família de classe média alta, ele se tornou um traficante profissional e rodou o mundo até ser preso no país asiático com 13 quilos de cocaína, em 2004. Archer dizia se arrepender apenas de ter sido flagrado por um agente de segurança indonésio. O governo brasileiro tentou evitar a execução até a última hora por meio de cartas, ameaças de rompimento diplomático e um telefonema feito pela presidente Dilma Rousseff ao colega indonésio Joko Widodo na véspera da execução. Nada adiantou.

Um dia antes da morte de Archer, o policial militar Manoel Messias dos Santos havia sido assassinado friamente por traficantes em Penedo (AL) enquanto caminhava pela rua. Poucas horas depois de Marco Archer ter sido executado, a garota Larissa de Carvalho, de 4 anos, perdeu a vida após ser atingida por um tiro quando saía de um restaurante com a mãe, em Bangu (RJ). No dia seguinte, outra criança morreu em circunstâncias semelhantes: Asafe Willian Costa Ibrahim, de 9 anos, vítima de uma bala perdida enquanto brincava na piscina de um clube em Honório Gurgel, na capital fluminense – ele morreu três dias depois.

Na segunda-feira, o surfista profissional Ricardo dos Santos foi baleado em frente à casa de sua família, em Palhoça (SC), após uma discussão corriqueira com um policial fora de serviço. Morreu no dia seguinte. Se a média de 2013 tiver sido mantida, outras 153 pessoas foram assassinadas no Brasil no mesmo dia. Uma a cada dez minutos. Desde que o traficante foi executado na Indonésia, mais de mil vidas foram tiradas prematuramente no país presidido por Dilma. A chefe da nação não se pronunciou sobre nenhuma delas. Tampouco o fizeram seus ministros.

Embora o pedido de clemência em favor do traficante esteja alinhado à tradição da diplomacia brasileira, as expressões usadas por Dilma, que se disse "consternada" e "indignada" com a sentença de morte, fogem do padrão. Ela não afirmou "consternada" ou "indignada" por causa dos bilhões de reais da Petrobras desviados para abastecer partidos que apoiam seu governo, inclusive o PT. Nem demonstra preocupação ao financiar regimes em que o fuzilamento é política oficial – o caso de Cuba, que construiu o Porto de Mariel com recursos brasileiros, é o mais evidente. Dilma, que pediu "diálogo" com os decapitadores do Estado Islâmico, tampouco se pronunciou quando morreram Manoel, Larissa, Asafe e Ricardo. Para um país que registrou 56.153 assassinatos em 2013, é difícil compreender.

O dicionário Aurélio define a expressão "consternado" com o sentido de "prostrado, desalentado, de ânimo abatido". É uma boa expressão para definir o comportamento de Dilma Rousseff até aqui. A presidente consternada não deu uma entrevista sequer em 2015. Fora o discurso de posse, em 1º de janeiro, Dilma nem mesmo falou em público. A presidente encastelada deixa ainda mais explícita a falta de rumo do governo: janeiro nem mesmo se encerrou e as limitações e contradições de Dilma se tornaram evidentes.

Nas últimas promessas irreais de campanha deram espaço a decisões opostas, especialmente na economia: nomeação de um liberal para o Ministério da Fazenda, alta na conta de luz, aumento no preço da gasolina, elevação de impostos, redução em benefícios trabalhistas, subida na taxa de juros, corte profundo no Orçamento. Toda a cartilha econômica que ela atribuiu aos adversário Aécio Neves e Marina Silva foi cumprida imediatamente.

O silêncio de Dilma também não foi interrompido no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A presidente, que se especializou em passar sermões nos países desenvolvidos sempre que discursou diante de líderes globais, agora tem pouco o que apresentar ao planeta. Preferiu comparecer à posse do presidente Evo Morales em seu terceiro mandato à frente do governo boliviano, o que também é emblemático sobre as prioridades do governo.

Parte das escolhas que Dilma fez no início do segundo mandato eram necessárias para a economia, como o corte no Orçamento e a correção no preço dos combustíveis. Mas as medidas consistem exatamente no contrário do que ela afirmou que faria. A guinada veio sem uma explicação ou um pedido de desculpas ou pronunciamento à nação.

A ex-ministra de Minas e Energia de Lula, que desfruta da fama de especialista no setor elétrico, também deve se preocupar com a situação energética do país: o apagão da última segunda-feira devolveu às manchetes a situação de risco na geração de energia. Mesmo com o crescimento pequeno da economia nos últimos anos, a rede está perto do limite e o governo precisou importar energia da Argentina.

Nas escolhas políticas que fez, a presidente conseguiu desagradar a aliados e oposicionistas. Nomeou ministros criticados até mesmo pelo PT, escolheu leigos para áreas-chave e não se constrangeu de apontar figuras envolvidas em casos de corrupção, como George Hilton (Esporte) e Eliseu Padilha (Aviação Civil)

No horizonte próximo, há poucas esperanças para Dilma. A restrição orçamentária e as consequências da operação Lava Jato sobre as empreiteiras devem prejudicar o início de novos empreendimentos e programas durante o ano. Ao mesmo tempo, a sombra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a acompanha cada vez mais de perto. As críticas feitas pela ex-ministra Marta Suplicy, que atacou frontalmente o governo Dilma em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, são um recado claro do ex-presidente, que pretende voltar nas eleições de 2018 - e já notou que precisa desatrelar sua imagem da de Dilma para evitar danos à sua popularidade. A divisão entre dilmistas e lulistas é outra fonte de problemas para o governo.

As investigações sobre os desvios da Petrobras devem se aproximar do Palácio do Planalto após a confissão, vinda da empreiteira Engevix, de que os recursos desviados serviam para a compra de apoio político no Congresso. Mais uma razão para Dilma ter medo nos próximos 1.437 dias até o fim do mandato.”



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A crise e a moral petista




Por Zezinho de Caetés

Hoje faço um nariz de cera para uma aula de história. O Ruy Fabiano, no último sábado, a partir do Blog do Noblat, escreveu o texto: “O tamanho da crise”, e nele procura esmiuçar as crises políticas que se passaram em nossa república nos últimos tempos, desde a queda do general Figueiredo, de não saudosa memória.

Nele, vocês encontrarão a seguinte frase: “De mudança em mudança, chegou-se ao PT, que a prometeu em termos mais radicais que seus antecessores: seriam não apenas econômicas, sociais, mas, sobretudo, de ordem moral. O partido construíra sua reputação com um discurso moralista tão extremado que Brizola chegou a apelidá-lo de “UDN de tamancos”.”

Vejam bem como a política, que o Magalhães Pinto dizia que parecia uma nuvem, porque mudava de forma todo o tempo, e eu já digo que parece cocô de cachorro na calçada, pois a cada pessoa que passa e nela pisa, sai xingando, enquanto sua forma mudou, já houve um tempo em que o PT falava em moral. Alguém viu nos últimos 10 anos pelo menos, este partido pronunciar esta palavra? Claro que não, porque suas ações foram tão diferentes de sua pregação que a palavra foi esquecida. E quando falam, seu significado é diferente da Moral. Para os apreciadores da Unidos da Papuda, quem agora é a “UDN de grife” é o PSDB e a oposição em geral, que hoje critica sua derrocada moral.

Hoje, temos uma governante que se esconde nos piores momentos de crise que o país atravessa desde a redemocratização do país, que simplesmente sumiu e, como eu já disse aqui mesmo, só pode ser por vergonha. Pelo menos, meu conterrâneo Lula, não sumia quando a coisa apertava. Mentia, está certo, como para dizer que o mensalão era apenas caixa dois e depois que não existia, mas, pelo menos, não fugia da raia. O cara era mesmo sem vergonha, mas não sumia, até agora.

A Dilma está muda, e não sei se surda, mas, isto ela sempre foi porque só ouvia Lula, que falava muito alto, e agora, que estão brigados, não ouve mais ninguém. Agora também o Lula emudeceu ou não tem mesmo o que dizer, depois do que Marta Suplicy disse dele. Eu já penso que a mudez deles vem do rombo bilionário que o partido criou na Petrobrás. Ora, se isto agora é admitido mesmo pelo ex-presidente da empresa, o Gabrieli, além dos doleiros da vida, como eles irão explicar que não sabiam, e que agora o TCU descobriu que o Zé Dirceu ganhou tanto dinheiro das empresas que davam propina, que não quer mais saber deles?

Além disso, como explicar ao distinto público, sem uma Carta aos Brasileiros, que agora a economia voltou ao “neoliberalismo” (o que nunca usou a não ser o liberalismo do FHC, tolhido pelas circunstâncias) como promessa de levar o pobre para o seu lugar? O que a Dilma descobriu, e tem menos malícia e apego ao poder do que o Lula, foi que não se pode dar almoço grátis a todos, sob o perigo de todos ficarem sem almoço. O que eu não sei é se o Levy, o Risonho, é a pessoa certa para levar à frente este retorno à era FHC. Eu mesmo preferia o seu professor, o Armínio Fraga.

Mas, pensando bem, do jeito que a economia brasileira está, foi até melhor que a Dilma ganhasse as eleições, mesmo se valendo de um estelionato eleitoral, como o país jamais viu, porque temos a certeza de que, se ela não sair antes por impeachment ou por renúncia, sairá daqui a quatro anos. E se continuar com a vergonha que está hoje, pela porta dos fundos, como Figueiredo.

Mas fiquem com o texto do Ruy Fabiano e meditem sobre a história, para não repeti-la, pensando que o Lula é uma solução. Ele é o problema.

“O exercício continuado do poder é, historicamente, fator de desgaste e enfraquecimento, sobretudo quando sua longevidade é atropelada por crises conjunturais. Há numerosos exemplos – e  entre nós, o mais recente foi o próprio regime militar.

Durou 21 anos e não resistiu ao acúmulo de fatores adversos que o tempo impõe (e expõe), em especial quando entra em cena a economia. Quando o presidente Figueiredo viu-se desafiado pela frente oposicionista comandada por Tancredo Neves, em 1984, já iam longe os bons tempos de crescimento alto e inflação controlada, que tornavam os outros erros secundários.

O país começava a mergulhar na crise que, no governo seguinte, o levaria à hiperinflação. A crise, porém, começara ainda no governo Geisel, estendera-se pelo governo seguinte, levando às ruas o discurso da mudança. Não se acreditava mais na capacidade do regime de protagonizá-la.

O resto é história. Não houve eleição direta, mas houve notória participação popular nos acontecimentos que levaram a oposição a vencer no colégio eleitoral.

De mudança em mudança, chegou-se ao PT, que a prometeu em termos mais radicais que seus antecessores: seriam não apenas econômicas, sociais, mas, sobretudo, de ordem moral. O partido construíra sua reputação com um discurso moralista tão extremado que Brizola chegou a apelidá-lo de “UDN de tamancos”.

Nos dois períodos do governo FHC, em que a economia começou a se ajustar – não sendo, portanto, tão eficazes as críticas a esse tema -, o PT investiu duramente na estratégia das denúncias. Pedia CPI todo dia. Lula não hesitava em dizer: “Quanto mais CPI, melhor”. Foi com esse discurso, que assegurava que era possível “um mundo melhor”, que o partido chegou ao poder.

É bem verdade que contou com uma mãozinha do próprio FHC, que, antes das eleições, chegou a dizer que “agora é a vez do Lula”. Supunha que PSDB e PT, vertentes do que via como gradações de um mesmo programa esquerdista, estavam destinados a se alternar ad eternum no poder.

Mas essa é outra história, que a História desfez. O que importa é constatar que o moralismo petista era meramente estratégico. Sabia que a maioria das denúncias que fizera quando na oposição era de fachada. Não fosse, já as teria reaberto e dado consequência judicial desde o início. O partido assumiu conduta que ele próprio passou a chamar de pragmática (palavra que adquiriu significado para lá de ambíguo).

Aliou-se às lideranças que mais execrava e absorveu, com impressionante talento e rapidez, os métodos mais abomináveis do fisiologismo. Tudo isso, claro, provocou dissensões internas.

Os primeiros a desembarcar foram os intelectuais fundadores do partido. Prevaleceu a ala pragmática, que tem em Lula e José Dirceu, seus expoentes. E o partido começou a colecionar escândalos, chegando ao paroxismo do Petrolão, que o The New York Times considerou o maior do mundo moderno.

De escândalo em escândalo, rompeu-se parcialmente a impunidade. José Dirceu, ícone do partido, foi preso. Lula, embora poupado, ficou exposto. Ninguém crê no seu alheamento em relação ao que se denuncia – nem ele.

O resultado é o que está em curso: as maiores lideranças do partido tentam se descolar uns dos outros. Dilma distancia-se de Lula, que, via Martha Suplicy, manda recados ao Planalto. José Dirceu está magoado com ambos: Dilma e Lula.

Sente-se excluído do poder, o que sugere que não se deu conta ainda de sua condição de presidiário (ainda que em regime aberto). O PMDB, aliado do poder – não importa quem lá esteja – reclama de sua escassa fatia no loteamento de cargos.

Dilma, sem maiores aptidões para a negociação política, põe-se de costas para os partidos aliados, dos quais necessitará dramaticamente quando o novo Congresso, a partir de fevereiro, se empossar. O que ocorrerá? Ninguém sabe.

Sabe-se que a política é feita de paradoxos – e o que une, neste momento, os que estão no poder e em suas adjacências é exatamente o risco de se encontrarem no banco dos réus.

Isso impõe, ao menos em tese, uma aproximação estratégica (ou pragmática) dos que neste momento duelam e trocam adjetivos pouco cordiais. São inimigos íntimos, que dependem de uma boia comum para sobreviver.


O quadro é mais desafiador que o do fim do regime militar. Além da crise econômica, gerencial e política, há a crise moral, a mesma que o PT, quando na oposição, buscou imputar a seus adversários. Está enfim provando do próprio veneno – só que preparado e servido por ele mesmo.”