Em manutenção!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Senhor, dai-me força para continuar otimista



Por Zezinho de Caetés

Hoje, já estou meio saudoso da Comissão Especial de Impeachment (CEI). Era diversão garantida, como ainda foi ontem, quando vi a Gleisi Hoffmann ainda dar seu show de mau humor e irritação, que lhe são peculiares. Isto até receber a notícia de que seu marido, o Paulo Bernardo havia sido solto, e sem devolver-me o meu dinheirinho do Crédito Consignado.

Aliás, o Toffoli, depois de um longo tempo, voltou a ser aquele do mensalão, quando tentou salvar o Zé Dirceu até o último momento. Mandou soltar o maridão da Gleisi dizendo que a prisão preventiva só se aplicaria a crimes violentos. Como a violência dos ricos no Brasil, vem sempre com o colarinho branco ou guardanapos na cabeça, sobra apenas para os pobres. Coitados dos pobres, que ganharam um aumento do Bolsa Família, dado pelo Temer e criticado, pasmem, pela ex-presidenta.

É como dizia a cantiga: “Tá tudo errado, cumpadre! Tá tudo errado! O sujo não se acanha de criticar o mal lavado!”. Como disse alguém, vivemos num país surreal, digno de pintura do Salvador Dali. Com a decisão do Toffoli, temos meio caminho andado para que todos os presos da Lava Jato sejam soltos. Parece até brincadeira, e é para se esperar se o STF vai manter esta decisão dele, para dizermos: “Até tu, STF?!”. Quando até o Joaquim Barbosa critica a decisão do ex-colega, é para se esperar tudo, e foi o que ele fez ao ser citado em sua decisão.

No entanto, eu talvez seja, o que a Helena Chagas chama do “otimista dos otimistas” no texto abaixo transcrito, que ela chama de “Ao vencendor, as batatas. A Temer, o Brasil da intolerância”, onde mostra algums dos cenários que poderão se apresentar no futuro próximo deste país que parece não ser mais o “país do futuro”. Continuo otimista, talvez por índole e tendo me apegar a alguns poucos fatos que me dão uma pequena esperança.

Por exemplo, depois de serem ouvidas 40 testemunhas da defesa de Dilma na CEI, que disseram a mesma coisa todo o tempo, não houve um só senador que tivesse mudado de opinião, a não ser para ser a favor do impeachment, na esperança de que o “Quinteto Abilolado”, não cante mais e porque sabem agora que o grande crime da Dilma foi não ter renunciado quando eu previ que faria. Por este ela não escapa.

Agora fiquem com a Helena, que eu vou tentar começar este novo semestre, tentando sustentar meu otimismo. Vai ser duro!

“A proposta de convocação de um plebiscito sobre novas eleições caiu no vazio. Por alguns dias, chegou a representar chance de virar votos no Senado na reta final do impeachment e trazer Dilma Rousseff de volta. Mas foi recebida com frieza pelo PT, má-vontade pelos movimentos sociais e enigmático silêncio por parte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não colou. E, se não colou até agora, dificilmente haverá condições, até por falta de tempo, para que se viabilize junto àqueles que, em última instância, podem mudar o rumo das coisas: as ruas.

Se Dilma não recebeu o apoio nem dos seus a essa articulação, como ficou claro no encontro que teve nesta terça com a executiva do PT, o que dirá da negociação com os senadores, que passaram a ser paparicados dia e noite pelo novo Planalto? Chega a ser melancólico o saldo divulgado dessa conversa: um anúncio de que a presidente afastada deve viajar mais pelo país - grande novidade! - e sua foto ao lado de petistas que pareciam um bando de alegres turistas em visita ao Alvorada. E mais nada.

No ritmo em que as coisas vão, e sem a tal bala-de-prata da Lava Jato que poderia hipoteticamente fulminar Michel Temer, caminha-se para o desfecho previsível: lá pelo final de agosto, ou nos primeiros dias de setembro, ele passa de interino a efetivo. E aí? Isso é tudo com o que sonham hoje o Planalto e seus aliados, que trabalham 24 horas por dia com esse propósito. Mas não há indicações de que o laço vai afrouxar, ou seja, de que as coisas vão ficar menos difíceis.

Afinal, o Temer interino não desperta paixões, como bem mostram as pesquisas de popularidade que o colocam em patamares semelhantes aos de Dilma, mas conta com a boa vontade da maioria do Congresso, do grosso do PIB e de amplas fatias da mídia - todos apavorados com a ideia da volta da presidente afastada. É uma forte aliança, mas tende a se enfraquecer no embate do dia-a-dia e no rastro das divergências e contradições inevitáveis entre essas forças, que vão estourar nas mãos do Temer efetivo. Aliás, a aliança política já tem data marcada para derreter: as eleições de outubro, poucas semanas depois do provável afastamento definitivo.

Sem a ameaça da volta de Dilma ao cenário, também vai ficar mais difícil responsabilizar a herança maldita por todos os infortúnios, como hoje. É provável que, antes mesmo do Natal, o brasileiro já esteja cobrando do governo Temer sinais de melhora na economia, sobretudo em relação ao emprego - o que, na visão de economistas, será quase impossível apresentar. Ainda que a economia tenha parado de piorar, a retomada ainda não ocorreu, muito menos sua percepção concreta por parte da maioria das pessoas, que é o mais demorado. Na visão do mais otimista dos otimistas, ainda que tudo dê certo, com as reformas estruturais aprovadas e o retorno da confiança e do investimento, o eventual clima de alto astral só se fará sentir depois de 2018 - quando haverá eleições e ninguém tem a menor ideia do que acontecerá.

Ainda como interino, e com pressa para se efetivar, Michel começa a perceber que não será  fácil aprovar reformas como a da Previdência, por exemplo, já adiada para o fim do ano. Até a aparentemente incontestável lei das Estatais, aprovada no Congresso, passou de panacéia a abacaxi na hora da sanção, contestada pela base inconformada em reduzir suas indicações políticas. Sem falar na Lava Jato, na bala-de-prata que sempre pode aparecer e nas surpresas que qualquer investigação pode trazer para um governo do PMDB.


Ao vencedor, as batatas. Ao vencedor do processo de impeachment, que, ao que tudo indica, será Michel Temer, restará governar esse Brasil do início do século XXI em que o velho e o novo, o preto e o vermelho, o Fla e o Flu travam, com as armas da intolerância e do atraso, suas lutas de vida e morte em torno de tudo e de nadas.”

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O "Brexit" e o "Dilmexit". A estupidez de cada um




Por Zezinho de Caetés

É, o mundo político está muito louco mesmo. Seria o final dos tempos, pelo menos para a Democracia? Será que as ditaduras prevalecerão, como a vontade das maiorias. Sei não!

Mas, quando vejo a Dilma ser eleita, depois de mentir descaradamente aos eleitores, enganando-os com pirulitos chupados, e o Reino Unido saindo da Europa, no chamado “Brexit”, uma abreviatura para “Grã-Betanha sai da Europa”, no maior retrocesso do mundo político que se tem notícia, eu fico um pouco pessimista.

No entanto, internamente, parece que o nosso “Dilmexit”, ou saída da ex-presidenta renitenta, vai de vento em popa, mesmo que tenha aparecido uma perícia que politicamente não quer dizer coisa nenhuma, mas seguindo a renitência do PT ela tenha declarado em Porto Alegre, de onde não deve voltar: “Hoje ficou caracterizado que os motivos pelos quais eles me acusam não caracterizam crime. Nós viemos dizendo isso há muito tempo, mas agora a própria perícia constatou isso”.

Para quem leu a tal perícia com outros olhos, o que ela mostra é apenas que a sua defesa deu um tiro de canhão no pé, em pedi-la. Tudo se passa como um acusado de ter matado o pai, o irmão e a mãe, além de ter morto um cachorrinho, a perícia tenha dito que na morte do cachorrinho ela não teve culpa. Ou seja, a ex-presidenta, dizem, é inocente no crime do cachorrinho.

Então, enquanto os defensores da Dilma dizem que não se pode impichar uma presidente de 54 milhões de votos porque ela matou um simples cachorro, os que são favoráveis, dizem que ela ainda matou pai, mãe e irmão. Quem teria razão?

E por aí vamos na nossa ensandecida saga política, quando comparamos a vitória de Dilma com a vitória do “Brexit”, em termos da diferença de votos. Em ambos os casos, deveria haver um mecanismo para, quando a diferença fosse tão pequena, se voltar atrás, quando descoberto o desastre da decisão.

O que espero é que o Reino Unido e Europa encontrem uma solução para evitar o desastre, dentro da lei e da ordem, como nós estamos encontrando aqui, com o impeachment. E que Deus me ouça!

Ontem li um texto do Arnaldo Jabor, no O Globo, que transcrevo abaixo (“O triunfo da estupidez”), onde ele faz um paralelo não tão explícito, como o que fiz acima, embora com muito mais detalhes sobre a estupidez política do nosso tempo, nos dois casos. Vade retro!

“”Como podem 60 milhões de pessoas serem tão estúpidas?” Essa foi a manchete de capa do jornal inglês “The Guardian”, quando Bush foi reeleito. E hoje? 52 milhões de imbecis jogaram fora a Grã-Bretanha por ignorância e velhice (a maioria era de velhos burros). Como sentenciou a “The Economist”, “foi um gesto de automutilação”, impensado, preconceituoso.

Vocês viram aquele sósia do Trump, o Boris Johnson, ex-prefeito de Londres? Pois é; na última hora ele traiu o babaca do Cameron, que convocou aquele plebiscito desnecessário e imprudente, e liderou o “leave”. Esse Boris é um rato igual ao Trump: o mesmo cabelinho louro, mesmas fuças boçais, mesmas frases agressivas e populistas para o povo entender, ou melhor, “não entender” a complexa situação econômica e política de hoje. O Reino Unido tem uma eterna saudade do império que se estendeu ao mundo todo. Ainda se sentem donos de um passado glorioso. Usando essa estupidez, Boris arrasou o Reino Unido.

O triunfo da barbárie, da estupidez está no mundo todo. A Síria agoniza nas mãos daquele assassino Assad, que destrói o próprio país, envia milhões de desgraçados para a Europa e não pode ser destruído porque o outro assassino Putin não deixa. Esse outro canalha tem bomba atômica e se vale disso. Pode?

O Oriente Médio se estraçalhou, a “primavera” virou inferno e todo o horror dessa zona geral migra para o Ocidente, aumentando a bagunça institucional da crise agora acirrada por aquele Trump inglês.

E, por outro lado, já imaginaram aquele Trump americano, um doente mental sem escrúpulos, com os dedos nos botões de guerra nuclear? Espero que não seja eleito, mas sua presença já mostra que a democracia pode ser um perigo quando cai nas mãos da ditadura da chamada “maioria silenciosa” (Tocqueville). A única coisa boa dessa repulsiva figura é mostrar a verdadeira cara do partido Republicano, aquele antro de fundamentalistas, o EI da América.

Esse plebiscito inglês foi o primeiro sinal. Com o mundo tão incompreensível, a tendência das pessoas mais burras é se isolar, ter a nostalgia de um passado que pensam que era bom, com ódio e rancor contra a “lenta” democracia. A imediata atitude é o nacionalismo como o envoltório de um narcisismo boçal, a recusa à convivência com contrários. Os estúpidos amam o autoritarismo. Por isso, hoje pululam ditadores, desde o ratinho atômico da Coreia do Norte até os Maduros e aquela fascista Le Pen.

Como é o “design” da estupidez? A estupidez, antes de tudo, é uma couraça. A estupidez é um mecanismo de defesa. É o bloqueio de qualquer dúvida de fora para dentro, é o ódio a qualquer luz que possa clarear as deliciosas trevas onde vivem. Bush se orgulhava de sua burrice. Uma vez ele disse em Yale: “Eu sou a prova de que os maus estudantes podem ser presidentes dos USA”. E aí, invadiu o Iraque e escangalhou o Ocidente.

Mesmo inconscientemente, aqui e lá fora, sociedades estão famintas por tiranias rápidas. A democracia decepciona as massas porque é muito complexa para ser entendida. O homem comum de hoje não entende mais nada. Assim, adotam apelos populistas, invenção de “inimigos” do povo, divisão entre “bons” e “maus”

E aqui, como se comporta a estupidez?

Bem, estamos saindo, se Deus quiser, da maior onda de estupidez justificada teoricamente, desde Cabral. A pretensa “esquerda” que se apossou do país há doze anos fez tudo ao contrário do que deveria. Por quê? Porque são incompetentes? Sim, claro que são; mas a razão é mais estúpida ainda. Fizeram tudo ao contrário, pois acham que o certo está no oposto. Já disse e repito (gostei da frase) que, para o comuna típico, o óbvio é “de direita”.

Os estúpidos são militantes, têm fé em si mesmos e têm a ousadia que os inteligentes não têm. Mas, o sujeito também pode ser culto e burro. Quantos filósofos sabem tudo de Hegel ou Espinoza e são bestas quadradas? Seu mundo tem três ou quatro verdades que eles chupam como picolés. Nosso futuro era determinado pelos burros da elite intelectual numa fervorosa aliança com os analfabetos.

Esses gênios, em seus latifúndios teóricos, trouxeram-nos a suprema estupidez regressista, um desejo de voltar para a taba, para o casebre com farinha, paçoca e violinha. Assim, teríamos um país solidário, simplesinho — um doce rebanho político que deteria a marcha das coisas do mundo, do mercado voraz, das pestes e, claro, dos “canalhas” neoliberais.

Aqui, também assistimos à vitória da testa curta, o triunfo das toupeiras. Inteligência é chata; traz angústia, com seus labirintos. Inteligência nos desorganiza; burrice consola. A burrice é a ignorância com fome de sentido, é a utopia de cabeça para baixo, o culto populista da marcha a ré.

Em nossa cultura, achamos que há algo de sagrado na ignorância dos pobres, uma “sabedoria” que pode desmascarar a mentira “inteligente” do mundo. Só os pobres de espírito verão a Deus, reza nossa tradição. Existe na base do populismo brasileiro uma crença lusitana, contrarreformista, de que a pobreza é a moradia da verdade.

Aqui e no planeta, o que está rolando hoje é um irracionalismo automutilador, uma estupidez desorientada, a ilógica como lógica. Crescem em toda parte ideologias nacionalistas, sempre pautadas pela exclusão do outro, sejam imigrantes famintos, sejam muçulmanos pacíficos, sejam os inimigos do PT.


A burrice tem a “vantagem” de “explicar” o mundo. Não querem frescuras complexas, sutis, situações políticas democráticas. Preferem a estupidez como solução. O diabo é que a estupidez no poder chama-se “fascismo”.”

terça-feira, 28 de junho de 2016

A Gleisi Consignada e o meu pobre dinheirinho




Por Zezinho de Caetés    

Amigos, voltei! O São João, exceto para aquelas cidades onde o poder público se dispôs a pagar por um Safadão da vida, até o número de bombas entrou em crise. Ou seja, nem São João aguentou a herança maldita do PT.

E, hoje, mesmo já tarde, não poderia deixar de transcrever um texto do Ricardo Noblat onde ele clama no título “Não chore pelo PT”. E eu não choro, a não ser de raiva, depois que descobri ter feito doações ao partido e à Gleisi Hoffmann, quando estava mais precisado.

Estou procurando os advogados de aposentados que se endividaram no Crédito Consignado para ver se recupero  pelo menos parte do que doei de forma espúria ao PT e seus asseclas. Quando vir a “Narizinho Arrebitado”, na Comissão de Impeachment, não sei se desligarei ou chorarei, quando sei que seu marido levou R$ 7 milhões, onde estão uma parte do meu contado dinheirinho.

Hoje, estava lendo nas redes sociais o que alguém perguntou à Gleisi Consignada: “E aí senadora, vai à Comissão do Impeachment hoje ou vai à cadeia levar cigarro para o maridão?”. Eu não sei qual foi a resposta, mas, eu gostaria de ter feito a mesma pergunta. Pensei que ela iria levar o cigarro, porque, o que ela iria dizer na Comissão? Que vai restituir meu dinheirinho? Ou que o culpado de tudo é o Michel Temer? Ledo engano. Ela compareceu à comissão e ao Senado e não disse onde devo cobrar meu dinheirinho

No entanto, pensei que a Comissão ontem seria imperdível, porque a Gleisi Consignada, devido à Dilma ainda não ter se manifestado a favor do seu marido, iria dizer que metade da minha grana foi para Dilma fazer os cabelos e comprar uma bicicleta nova para andar em Porto Alegre. Não o fez. Quem sabe hoje? 

Mas, agora fiquem com o Noblat que eu vou ver se retiro o cheiro de fumaça para acompanhar a louca política nacional e internacional (lembram do que fez o Reino Unido?).                  

“Para Hiroo Onoda, a 2ª Guerra Mundial só terminou no dia 9 de março de 1974 quando ele emergiu da selva da ilha Lubang, nas Filipinas, e se rendeu ao seu superior, o major Yoshimi Taniguch, que lhe ordenara 30 anos antes resistir até à morte.

Depôs a espada e o rifle ferrolho Arisaka, em perfeito estado de revista. Vestia um gasto uniforme de soldado. De volta ao Japão, foi recebido como herói.

Onoda alistou-se com 20 anos para servir ao exército imperial japonês em guerra contra os Estados Unidos, a União Soviética, a Inglaterra e demais países aliados. Foi enviado a Lubanga para evitar que a ilha caísse em mãos inimigas.

Como ela caiu, ele e mais três soldados se refugiaram nas montanhas para resistir. Dois morreram. Onoda não acreditava que o Japão fora derrotado.

Talvez fosse o caso de Lula procurar Dilma para informá-la que a guerra contra o impeachment acabou, e que ela, ele e o PT foram derrotados. Ao contrário de Onoda, Dilma não recebeu ordem do seu superior para resistir até à morte.

Resiste por teimosia. Lula está em outra, negociando a salvação da própria pele.  O PT estima suas perdas que podem ser maiores do que supõe.

O que menos interessa ao PT é o que Dilma promete caso sobreviva ao julgamento do Senado e retorne ao cargo: um plebiscito para que o brasileiro decida se quer antecipar a eleição presidencial de 2018.

Plebiscito ou referendo nem sempre é a melhor solução. Milhões de ingleses arrependeram-se do referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia.

Em seu pior momento desde que foi fundado, o PT está condenado a perder as eleições municipais de outubro próximo. Como poderia ganhar uma eleição presidencial?

De resto, por que o Senado devolverá o poder a Dilma se ela acena com a possibilidade de não governar até o fim do mandato? Não devolverá. O melhor seria que Dilma se rendesse sem provocar mais danos ao país.

Bastam os danos que provocou legando ao presidente interino a herança maldita de mais de 11 milhões de desempregados. Bastam os que o PT também provocou – entre eles, a corrupção que contaminou todo o aparelho do Estado e suas relações com sócios e fornecedores privados.

O que a Lava-Jato já descobriu empurrou o Brasil para o cume dos países mais corruptos. O que começa a ser descoberto poderá catapultar o PT para a galeria dos partidos mais cruéis com o povo.

Que tal um partido capaz de roubar parte do salário de funcionários públicos, pensionistas e aposentados endividados que para manter suas famílias recorriam a empréstimos consignados cujas prestações são descontadas automaticamente em folha de pagamento?

Na semana passada, Paulo Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministro do Planejamento do governo Lula, ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, foi preso sob a suspeita de ter sido um dos chefes da organização criminosa que arrecadou entre 2009 e 2015 algo como R$ 100 milhões em propina para financiar o PT e enriquecer seus caciques.

De cada um real pago mensalmente por um servidor público como taxa de gerenciamento do seu empréstimo, setenta centavos iam parar nos cofres do PT.

Roubar dinheiro de quem trabalha para ganhá-lo? Um partido, aqui, nunca ousou tanto.


“Chorei por mim e por meus amigos. Tem várias maneiras de ser assaltada”, comentou a servidora pública Ana Gori, de Brasília, endividada há 16 anos.”

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A semana - O Reino Unido separado, os aposentados financiando o PT e Viva São João




Por Zé Carlos

Ufa!!! Conseguimos ficar mais uma semana sem uma parte do  Brasil desaparecer do mapa. O mesmo não ocorreu com a Europa. Esta semana a população do Reino Unido resolveu se separar da Comunidade Europeia. E por que começo com isso, já que nosso país nos dar todo o humor de necessário para escrever esta coluna semanal? Porque morei na Inglaterra o suficiente para ver que o humor inglês é diferente do nosso. Ambos fazem rir, no entanto, para fazer um inglês rir, tem que ser piada para inglês ver. E com a piada do resultado do referendo que procurava saber se o Reino Unido deveria continuar unido ao continente europeu, como era em minha época, resolveu sair. Ou seja, eu antes poderia dizer que morei na Europa, agora só posso dizer que morei na Inglaterra. E ainda mais, quando se pensa o que será feito do enorme contingente de portugueses que lá habitam, ficamos chocados. Certamente, tem mais português lá do que no Brasil. E todos contando piada de brasileiro. Eu imagino o que eles não estão contando sobre o que anda se passando pelo Brasil, com as últimas notícias da operação Lava Jato, que é de matar de rir até português.

Aqui no Brasil, a semana passada começou com as notícias sobre um acordo que o Temer fez com os Estados brasileiros, numa tentativa de se manter no cargo até 2018. Reuniu-se com os governadores e disse: Se todos concordarem que sou um melhor humorista do que a Dilma, estou disposto a ser mais caridoso com vocês do que ela. Ora, como todos sabem que os governadores e prefeitos deste país, já viviam a esmolar por Brasília mesmo antes de saber que o governo federal já falira, e que apenas a nossa musa, a Dilma e o Lula não sabiam, fizeram ar de riso, e disseram: “Caro presidente, de hoje em diante, mesmo que o Vossa Excelência abrir a boca para falar em latim, nós já estaremos rindo. Dilma? Quem é Dilma? Não sabemos desta mulher já faz algum tempo.” O Temer fez um risinho chocho, daqueles  que só ele sabe fazer, e arrematou: “Então, meus diletos correligionários, não terás que me pagar nem um real até o final do ano. Vão com Deus!”.

A imprensa não mostrou, mas, eu fico imaginando que houve até alguns que se mijaram de alegria. E agora eu pergunto, com a maioria que o Temer já tem no Congresso e agora com o apoio dos governadores, quando será que a nossa musa do humor, a Dilma, estará aqui, em nossa coluna em tempo integral? Se for pela Escolinha do Professor Raimundo, como é chamada a Comissão Especial de Impeachment (CEI), não passará de agosto. Ou seja, quando entrar agosto, não tem dia nem hora, como se dizia lá em Bom Conselho. Então aguardem mais humor por aí.

E já que falei na CEI, não poderia deixar de falar no grande fato da semana política no Brasil, que foi a ausência de Gleisi Hoffmann durante toda a semana. Eu confesso que o nível de humor caiu muito. Sei que o Lindberg, a Fátima Bezerra e a Vanessa Graidiotin, são dos melhores cômicos que já tivemos, mas, a chamada “Narizinho Arrebitado”, era só comparável a Dilma em matéria de produzir humor. E por que ela não compareceu, para tristeza de seus colegas de bancada que se habituaram com suas tiradas de grande potencial humorístico? E tenho que mudar de parágrafo para contar, até por que o fato poderia ter me atingido em cheio.

O Paulo Bernardo, aquele que foi ministro do Planejamento e das Comunicações dos governos Lula e Dilma, foi preso. Não haveria problema nenhum dele ter sido preso, porque todos os dias são presos muitos e muitos brasileiros. No entanto, há fatos que, para efeito de nossa coluna, são importantíssimos. Este senhor que hoje se encontra sob a guarda da Lava Jato de Brasília é o esposa da Gleisi Hoffman, além de ser petista. Vejam que inusitado. Eu já havia me habituado em contar piadas aqui de presos do PMDB. Recentemente, e até esperava, e ele também, que um deles poderia ser até o Temer. Todavia, esta turma do Sérgio Moro, que não brinca nem rir em serviço, pouco importa que morramos de rir. E agora já há até outro Moro, o Moro II, que é um juiz de São Paulo responsável pela prisão do Paulo Bernardo, e pasmem, mandou passar o pente fino no apartamento do casal em Brasília. Foi o maior alarido, e não foi porque eles tivessem surrupiado peças íntimas do casal, como soe acontecer em um país onde os locais de guardar dinheiro mais populares são cuecas e calcinhas. O grande babado, como se diz, foi que o Senado ficou possesso com a invasão de habitação de uma senadora. E quem mais se doeu, como não poderia deixar de ser, foi a maior atração do chamado “Quinteto Abilolado”, a Gleisi. Ela declarou:

“Conheço o pai dos meus filhos. Sei das suas qualidades e do que não faria, por isso sei da injustiça que sofreu nesta manhã. Mais de dez pessoas estranhas entraram em minha casa com ordem de busca e apreensão ..... Trouxeram também uma ordem de prisão preventiva contra o Paulo. Vieram coercitivamente buscá-lo em casa, na presença de nossos filhos menores. Um desrespeito humano sem tamanho, desnecessário. Não havia nada em nossa casa que podia ser levado. Mesmo assim levaram o computador do meu filho adolescente. Fiquei olhando meu menino e pensei sobre a dor que sentia com aquela situação.”

Eu também imagino, e nem riria da lorota se não soubesse do potencial humorístico da Senadora. Sabem aquela piada com que Dilma ainda tenta fazer as plateias rirem, “Impeachment é golpe!”? Dizem que foi ela que criou. Alguns dizem que foi a Vanessa Graidiotin, mas, sei que não foi. Esta senadora criou outra que fez toda CEI sorrir junto com todo o Brasil, quando disse que o que os defensores do impeachment querem fazer é “botar chifre em cabeça de vaca”. Quando tentaram lhe dizer que normalmente a vaca já vem com chifre, ela estranhou porque não tinha chifres. E a declaração acima, da Gleisi, se tornou mais hilária quando a PF contou o que o marido dela fez, que até quase que me atingia, na qualidade de aposentado, como é a maioria dos meus, agora, 12 leitores. Vejamos.

Pois o Paulo Bernardo, não teve o que fazer, e perguntou: Qual o pessoal mais idiota no mundo? E ele mesmo respondeu, só pode ser o aposentado que pensa que pode gastar mais do que ganha, e tentou facilitar a ele crédito bancário. E criou uma empresa para facilitar o tal de Crédito Consignado que é o paraíso para os aposentados e banqueiros. Isto porque o aposentado pensa que tem aumentada a capacidade de gastar e o banqueiro tem certeza que aumenta sua capacidade de lucrar, porque amarra seu pagamento à mísera quantia que os primeiros recebem mensalmente. Ora, para uma empresa administrar este tipo de éden financeiro, deve cobrar algo daqueles que dele se beneficiam. Aí, entra Paulo Bernardo e seus planejadores de fortuna com o pulo do gato e diz: Vamos cobrar R$ 1,00 por cada idiota, digo, incauto, que obtiver o crédito consignado para pagar esta empresa. Ora, mas o que tem de graça nisto? Nada, até que se descobre que havia empresas que poderiam fazer o mesmo serviço por R$ 0,30. No entanto, não havia empresa como a do Paulo Bernardo que, além de receber mais de R$ 0,30, deixava o resto para ele e para o PT. E se multiplicarmos R$ 1,00 pelo número de idiotas, digo, incautos, que entraram na transação, isto dá muitos milhões de reais que iam para o marido da Gleisi ou para o PT. O que mais eu senti foi, quando eu poderia ter financiado o PT sem saber, se tivesse embarcado no crédito consignado. Poderia até ser processado, pois no final das contas quem paga o pato é sempre o necessitado.

Os sisudos, que não riram até aqui, não perdem por esperar. Como todos já sabem o Cunha, nosso estimado Cunhão, foi defenestrado no Conselho de Ética por ter mentido publicamente. A vontade de rir já é grande quando se pensa que o mal não é mentir e sim ser pego na mentira. E foi o próprio Cunhão, já se vendo quase em estado prisional que deu uma entrevista coletiva para explicar porque 1 mais 1 é igual a 3, e só o mundo não entende. O que teve de importância na entrevista foi ele ter dito que foi a Dilma, que vive sempre fazendo graça, só para aparecer aqui na coluna, que mandou o Jaques Wagner, o ministro que deu o lugar ao Lula, quando foi convidado pelo Bessias para assumir a Casa Civil, dizer ao Cunha que se ele não soltasse o pedido de impeachment, ela garantiria que o PT votaria a favor dele no Conselho de Ética. Segundo o Cunhão, pela sua honestidade e firmeza de caráter, e aí está a piada que nos leva aos píncaros do riso, não aceitou e enviou o processo de impeachment que é o motivo de todos shows da Dilma. E durma-se ou fique-se sisudo com uma piada destas.

E o que eu já observei foi que o número de delações, igual ao cordão dos puxa sacos, cada vez aumenta mais. Alguns já pensam que as delações da Odebrecht e da OAS vão proporcionar tantos investigados que o Temer já está pensando em fazer um concurso para a Polícia Federal e ampliar no número de presídios. E se descobrem que os aposentados faziam doações para o PT embutidos dentro do R$ 1,00 que eles pagavam, eu temo que o Japonês da Federal vá até à residência do meu amigo e grande colaborador deste Blog, o Zezinho de Caetés. Te cuida, amigo!

E agora, não é só um problema de número de delatores e indiciados. Os próprios Procuradores da República, aqueles que andam com uma mangueira na mão lavando a jato a sujeira deste país, pela própria característica do instituto da colaboração premiada, que só pode ser aceita se houver algum crime novo na delação, já está em dúvida quem escolhe para delatar, se a OAS ou a Odebrecht. A única coisa de que eles tem certeza é que, qualquer das duas que seja escolhida, poderão levar a Dilma e o Lula para o xilindró, o que para nós desta coluna é uma alegria por poder contar com eles em tempo integral. Não sei se é verdade que eles podem escolher a empresa na porrinha ou no “palitinho”, mas, não importa. Qualquer uma delas poderá atingir o objetivo.

Danou-se, agora voltei à vista para o início deste texto e ele já está muito grande, sem que eu falasse nem do São João, que pelo jeito que as coisas andam poderá ser o próximo pego na operação Lava Jato, porque seu dia pode ser um incentivo aos incendiários, da mesma forma que dizem que o Jair Bolsonaro incentivou o estupro quando disse que só não estuprava uma deputada do PT porque ela não merecia. As mulheres dos outros partidos devem ter ficado muito receosas dele achar que quem merece são elas. Cito este fato apenas para mostrar que a capacidade de fazer humor não escolhe ideologia nem credo. Curto até as piadas do Papa Francisco, mesmo sendo argentino.

E se estivermos vivos, até à próxima semana, que, como todas recentes, promete. Um feliz dia de São Pedro, que mentiu, mas não tinha contas na Suíça e por isso foi perdoado. E para quem chegou até aqui, morra de rir com a Vanessa Graidiotin.


sexta-feira, 24 de junho de 2016

A Beleza Cruel das Fogueiras Juninas




Por Jameson Pinheiro

A origem das fogueiras de São João remete à tradição cristã de haver Isabel, mãe de João Batista, ter prometido a Maria, mãe de Jesus Cristo, acender uma fogueira no cume de um monte, para avisar quando João nascesse. Ela também prometeu que ergueria um mastro próximo à fogueira, colocando nela uma boneca, dando origem a outra tradição, a da bandeira do santo.

Minha infância e adolescência foram cercadas de fogueiras no mês de junho. E até hoje a tradição se mantém. Durante a infância eu as curti. Onde morava, não havia calçamento. Era rua de barro, própria para as brincadeiras que eram o terror de quem lavava nossas roupas e muito apropriadas para a existência de fogueiras, neste mês. Lembro minha tia partindo para roça e voltando com uns feixes de lenhas próprias para cozinhar o feijão e queimar nas fogueiras. Nesta época as idas e vindas eram mais acentuadas.

Eu nunca tive recursos para a compra de fogos sofisticados, como vulcões e chuvinhas coloridas, que via de passagem pelas casas do centro ou perto dele. Mas, uns “traques de massa”, um “beijo de moça” ou um “estalo de bebê”, minha avó me dava. O que ela não me dava era uma “roqueira” mas, nunca deixei de ter uma. Era muito fácil de fazer. Explicarei para os ignorantes de hoje. O material era um prego, um arame, uma peça de torneira velha (aquele que fica dentro da torneira e que tem um buraquinho onde entra a carrapeta) e muita engenhosidade. Não minha, porque a tecnologia para sua produção era conhecida de qualquer menino, naquela época. Havia inclusive outras “roqueiras”, feitas de ferro, dizem, por Pai Tomás, mas destas eu não usava. Ligava-se o arame ao prego e a peça de uma forma que podíamos pegar no arame e ao colocar o prego no buraco da peça podíamos balançá-los e bater numa pedra ou no meio fio, quando na rua havia. Dentro do buraquinho colocávamos pólvora e o atrigo entre o prego e a peça da torneira gerava um som de explosão que variava, principalmente com a quantidade de pólvora utilizada. Espero tenham entendido, se não, vejam o que aconteceu num dia destes de junho.

Encontrei com o Oswaldo (penso era este o seu nome) enquanto ele preparava sua “roqueira” para a ação. Estava na fase de tirar a pólvora de um “beijo de moça” para colocar na "roqueira". Cheguei perto e perguntei: Oswaldo, tu não achas que esta pólvora está demais, não? Ao que ele respondeu em silêncio, com um não, continuando o que vinha fazendo.

Colocou toda o pó preto dentro da “roqueira” e não se conteve, começando a calcar a pólvora com o prego, dizendo que era para o estrondo ser maior. A sensação que tive na época foi aquilo que hoje sinto quando o Irã ameaça o mundo construindo bombas atômicas, ou quando, naqueles filmes da TV alguém começa a fazer algo muito perigoso, e eu digo mentalmente: Isto não vai dar certo. O que vi minutos depois, ainda hoje, não gosto de lembrar. No entanto, nem só de coisas bonitas vive o São João. Simplesmente, depois de um estrondo, vi o dedo polegar do meu amigo pela metade e o sangue cair no chão como uma torneira pigando. A partir deste dia botei minha “roqueira” no saco e nunca mais a vi.

Outra vez, vi o Joaquim. Era marido de uma tia minha, e morava em Recife ou em Paulista, não lembro bem, só sei que era prás bandas do litoral. Neste São João ele estava em Bom Conselho. Uma pessoa alegre e brincalhona, contador de lorotas e bravatas além de uma exímio jogador de dominó. Pelo menos, penso que foi ele que me introduziu no vocabulário do “lai-lou”, que é a situação onde se ganha no dominó combinando as duas cabeças. A partir de Joaquim, bater “lai-lou” era uma glória. Numa noite, já tarde, quando a fogueira já estava em brasas, ele inventou que poderia andar sobre estas brasas sem se queimar. A fogueira dos santos tinha algo mágico, ele dizia, que a concentração e mais umas rezas que ele sabia, fazia com que a dor sumisse quando do contacto com o fogo. Óbvio que todos o incentivaram a fazer a proeza, tirando as espigas de milho das brasas, já com um tom de dourado, quase prontas para comilança.

O Joaquim chegou perto da fogueira, baixou a cabeça, fechou os olhos, balbuciou alguns palavras enquanto mexia de leve nas brasas, ora com um pé ora com o outro. Alguns minutos depois começava ele a caminhada pela fogueira. Primeiro passo, segundo passo, terceiro passo e cada um maior e mais rápido do que o outro. Aqui quebro a narrativa para dizer que me lembrei do nosso conterrâneo Carlos Sena atravessando o açude de seu Liro, quando ele diz que ao chegar ao meio do açude deu um certo medo mas pensou, para voltar vai levar o mesmo tempo que continuar em frente, foi em frente e teve a glória da travessia. O mesmo deve ter ocorrido com o Joaquim naquele dia, os pés estavam queimando mas, ao chegar ao meio ele, a la Carlos Sena, decidiu ir até o fim da fogueira. Ganhou assim os gritos e aplausos que abafaram o seu grito de dor e talvez compensaram as bolhas que vi no dia seguinte nos seus pés.

E as belezas das festas juninas continuam com outra cena por mim presenciada, ainda quando criança, e se deu quase de frente da casa de seu Abelardo, marido de dona Gilda, ou, parece até que foi defronte da Alfaitaria de Antonio da Tupi. Um menino, mais ou menos da minha idade, nunca soube o seu nome, soltava “cobrinhas”, aquele troço pequeninho que encosta no fogo, você sacode e ele sai correndo com um rabo de fogo. Já adulto, vi que em algumas cidades fazem umas “cobrinhas” bem grandes e as chamam de “espadas”. A brincadeira é não correr daquelas coisas perigosas. No entanto, como não existe fogos de São João sem risco, naquele dia o menino ao jogar uma “cobrinha”, propositalmente ou não, ela foi direto no tornozelo de uma garota que também brincava com fogos. Sei que a menina, que não morava por ali, se contorcia em dor, enquanto o menino sumia. Chegou uma senhora, não sei se sua mãe, pediu água na casa de seu Leopoldo, que consertava relógio, e que, por muito tempo depois passei defronte a sua casa, quando ia trabalhar. Uma de suas filhas trouxe algo e aliviou a dor da garota. Enquanto isto, Dona Iramir, esposa de seu Leopoldo, aparecia na porta e perguntava: Cadê o menino? Será que foi o Teofinho de seu Marçal? Não sei se o menino era o Teofinho ou se foi punido. Não deveria, São João sim.


Termino dizendo que enveredei pelas coisas cruéis que podem acontecer neste período de fogueiras e fogos. Isto não quer dizer que não haja coisas boas como aquelas que descreveu o Gildo, no seu casamento matuto (http://www.citltda.com/2009/06/memorias-de-um-casamento-matutuo.html ) aqui mesmo neste blog e no site de Bom Conselho, apesar do castigo que ele ganhou por comprar fiado. O nosso colega Cleómenes ainda pediu para falar da influência das fogueiras no aquecimento global, comparando-as com as queimadas da Amazônia. Assim também já era crueldade demais com o São João. Que ele mesmo escreva sobre isto. No entanto, seria prudente pensar mais na tradição dos mastros e das bandeiras.