Mural de Recados da A GAZETA DIGITAL

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Uma Rosa Com Amor.




Por Carlos Sena (*)

Houve uma novela com este título Uma Rosa com Amor. Pelo que me lembro, a trama rodava, dentre outras, por uma moça que se achava feia e sem graça. Por conta disso, diante das amigas que contavam histórias de namorados, recebiam flores, etc., ela, coitada, buscou uma solução inusitada: mandava flores pra si mesma no trabalho. E em casa também. Com isso muitos a olhavam com mais respeito, pois afinal, ela não estava "sobrando" nem seria mais uma para a titia. Quem fazia essa personagem era Marília Pêra. E logo se criou o hábito ou a moda de mandar rosas, independente de ser sozinho ou não. E ali, certamente se queria induzir a uma fase romântica nas nossas telenovelas - diferente de hoje que é só maldade e sacanagem a perder de vista.

No rol dessa coisa escondida onde algumas pessoas não assumem o que são, como o caso da personagem citada, outros aspectos mais graves acontecem. Na vida real, conhecemos um rapaz que, igual a moça da novela, simulou uma situação idêntica. Ele se noivou a si mesmo! Isso mesmo. Como num passe de mágica, lá chega ele em sala de aula com uma tremenda aliança de noivo no dedo direito. Mas a noiva dele era como cabelo de freira ou pés de cobra: ninguém jamais viu. O babado era forte, pois todo mundo "mamava nas madeixas dele", ou seja, ele só poderia não "ser do babado" por preguiça. Mas que tinha tudo a ver tinha é, portanto, uma aliança no dedo servia para despistar os curiosos. Outro detalhe a favor dessa noiva de marré-marré-deci: ele dizia que sua noiva residia noutro município bem distante e, portanto, difícil de alguém vê-la com um "noivo" de araque.

É isso. Por isso é que sempre defendo que cada um toque o "apito que quiser" mas que, em tocando flauta não venha me dizer que toca piano e vice-versão. Porque nessas questões só quem sofre é quem mente a si mesmo. Pois, como toda mentira tem pernas curtas e como toda araruta tem seu dia de mingau... Cada um que cuide de si, porque amanhã ninguém irá ser feliz por você.

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(*) Publicado no Recanto de Letras em 23/08/2014

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O debate na casa do Bispo




Por Zezinho de Caetés

Hoje estou com um sono danado. É segunda-feira e ontem fui dormir mais tarde do que o normal. Tive uma obrigação cívica inadiável: Ver o debate entre os candidatos presidenciais na TV Record, que dizem ser do Bispo Macedo. Eu não sei se o local foi o Templo de Salomão, que eu penso não ser aquele da Bíblia e famoso pela sua sabedoria, e sim aquele que foi morto por Odete Roitman numa novela da Globo que eu via ainda quando tinha tempo de ver: O Salomão Ayala.

Naquela época a pergunta: “Quem matou Salomão Ayala?” virou uma febre que levou a audiência da emissora aos píncaros. Ontem (segunda-feira, pois não sei quando o Zé Carlos vai publicar isto) a pergunta na TV do Bispo era outra: “Quem levou o Brasil pro brejo?”. Sim, porque hoje, venhamos e convenhamos não há lugar mais aprazível de colocar nosso país do que um brejo pantanoso e cheio de sapos coachando: “Corrupto, corrupto, corrupto....” a noite inteira. E foi uma tentativa de responder a isto que me fez perder a hora do meu sono sagrado e ficar vendo como cada um dos candidatos responderia a tal pergunta. Tenho que confessar que não cheguei ao seu fim por culpa do Eduardo Jorge. Numa de suas falas eu simplesmente adormeci, e quando acordei o Templo do Salomão já estava vazio.

Entretanto, tenho que cumprir o meu dever de cidadão informado de comentar sobre o que vi naquela peça da campanha eleitoral. E como já deve ter ficado claro a todos, quem levou o Brasil pro brejo foi realmente o PT. É óbvio que ninguém conseguiria levar uma vaca do tamanho do Brasil pro brejo sozinho. Ouve, é claro a ajuda do PSDB, principalmente do FHC que em 2005, impediu que o Congresso votasse o impeachment de Lula, o que nos teria evitado toda a presente confusão e teríamos poupado o dinheiro desviado no mensalão. Mas, agora, o que fazer? A vaca está no brejo e quem vai tirá-la? Admitir que quem a meteu lá tem que tirar porque entende de como levar um animal pro brejo é uma bobagem que só a Dilma consegue dizer.

Mas vamos ao debate, ou do que dele vi entre um cochilo e outro, e não sei porque, cochilava sempre quando Pastor Everaldo estava falando. Parece que agora ele só está contando história para boi dormir. É uma pena pois gostava da proposta dele de privatizar a Petrobrás e agora ele não toca mais nem nisso. Mas, como os nanicos fizeram suas parcerias particulares, eu sempre acordava com a Luciano Genro a pregar nossa adesão irrestrita ao socialismo, desde é claro, que ela seja do Politburo (chega dar coceiras lembrar destes termos do tempo da Guerra Fria). Já o Levy Fidelis, que abandonou o Aerotrem, agora quer equipar nossas forças armadas, que hoje, são subordinadas ao Celso Amorim, e temerosas que ele resolva entregar o cargo ao Marco Aurélio Garcia, porque sabem que se isto acontecesse, o Brasil entraria logo no conflito do Oriente Médio ao lado Estado Islâmico.

Por falar em Aerotrem, o que fizeram com o Trem-Bala do PT? Só se foi na parte em que dormi, mas no debate de ontem não tocaram nisto. Alguém tem que perguntar a Dilma por onde anda ele. Ou ela está esperando passar as eleições para implantá-lo? Foram projetos como este que são a prova viva de que quem levou o Brasil pro brejo foi o PT. Começando pelo nosso Nordeste querido que está esperando a transposição do Rio São Francisco desde que o Ciro Gomes pensou em ser presidente e não conseguiu porque mostrou antes, às mulheres, do que era capaz se fosse eleito. Que o diga a Patrícia Pilar. Eu já começo a pensar na Petrobrás, mas vamos ver se conseguimos chegar ao debate.

Já começo dizendo que quem ganhou o debate foi o Aécio, que é de longe o único que conseguiu dizer três palavras sem mentir ou passar por vítima. Não que espere grande coisa, pois ele, ao invés de dizer que vai privatizar a Petrobrás disse que vai reestatizá-la. Este foi o mais contundente ataque à candidata gerenta presidenta, que rebateu trazendo de volta coisas do arco da velha, como aquela história de que PSDB queria privatizar a Petrobrás e chamá-la de Petrobrax. Talvez, com este nome ela não tivesse dado origem ao maior escândalo do século, no que se refere (como diria a Dilma) às Refinaria de Pasadena, Abreu e Lima e as propinas que corriam soltas por parte de seus diretores e do partido no governo.

A Dilma, para continuar no assunto, eu a chamaria de “coitada” se ela não tivesse gasto tanto do nosso dinheirinho para fazer aquele penteado e comprar aquele modelito que a torna igual a um pimentão vermelho bem gordinho. No entanto, vi o nervosismo e irritação estampados em sua cara todo o tempo. Talvez ela estivesse pensando: “Vejam onde o Lula me fez amarrar o meu jegue!”. E, para ser sincero não ouvi nenhuma resposta daquilo que foi a ela perguntado. O Lula, malandro velho, deve ter lhe passado o serviço todo: “Quando não tiver nada para dizer não hesite, diga que a culpa é do FHC. Sempre deu certo comigo e agora dará certo também. Se insistirem muito, invente coisas tais como, nunca na história deste país houve tantas investigações, pois não é o tempo do engavetador geral da república. E se ainda disseram que isto está ultrapassada, seja firme e diga que a Polícia Federal e o Ministério Público estão a seu comando nas investigações.”

Este negócio que a Polícia Federal é do governo é o mesmo que dizer que na Venezuela o STF de lá é do Maduro. Lá isto é verdade, aqui ainda não. Até quando? Só depende de nós e de nosso comportamento em outubro. Se em novembro vermos a Dilma colocando aquele vestido vermelho na mala para voltar ao Rio Grande do Sul, ainda teremos uma chance. Por enquanto estou esperando os outros debates, principalmente, o da Globo. Será que a Patrícia Poeta vai fazer perguntas?


Já sei, os meus leitores devem estar se perguntando: E a Marina? Pelo menos neste debate ela ficou tão na defensiva que praticamente sumiu. E aquela história da CPMF, se ela foi contra ou a favor, ainda vai dar muito pano prás mangas. Quando ela disse que se aliou, na época, a Suplicy, chega me deu um calafrio. Hoje, qualquer menção, mesmo que indireta, ao PT, causa náusea. Até aos próprios petistas, pois não vejo o nome do partido em lugar nenhum. Faliu, igual a lojinha da Dilma.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A semana - Dilma vai acabar com a corrupção e nós vamos continuar rindo, graças a Deus




Por Zé Carlos

Hoje estou alegre. Não era prá menos. Vi ontem na pesquisa do Datafolha que a candidata Dilma reagiu e já pode até ganhar no primeiro turno. Alegria por isso? Não. Alegria maior ainda por soube pelas análises que foi o Nordeste que proporcionou esta virada da candidata. Alegria por isso? Não. Alegria apenas pelos meus 6 leitores desta coluna semanal, que continuarão rindo.

Como vocês sabem a Dilma é a maior colaboradora desta coluna quase todas as semanas. Eu lembro até daquela personagem de uma novela que dizia lá na Praia de Ramos: “Cada mergulho é um flash!” . Em relação a Dilma podemos dizer que “cada fala é um riso!”. Talvez eu não pudesse mais escrever esta coluna e nem meus leitores rirem sem a sua colaboração diuturna. E saber que o Nordeste está contribuindo com este resumo semanal, eu só tenho a agradecer a este povo sofrido de minha região, que se embrenhou pelo Bolsa Família e eu não vejo perspectiva de saída, com o lema: “se Dilma está com nós, quem será contra nós?” Antes era o Lula, o Padre Cícero e até o Antônio Conselheiro, e, indo fundo na história, o primeiro foi o Dom Sebastião. Povo crente está ai.....

Para não dizer que estou inventando coisas, e que estou elogiando ou babando o ovo da candidata (meus queridos, como ela costuma dizer com aquele seu ar maternal, não estou dizendo que ela tem ovo nem o põe, isto é apenas uma figura de linguagem) vejam qual é sua reação quando ela diz (obrigado Zezinho pela sua colaboração em seu bom texto aqui):

“Retomamos o investimento em infraestrutura numa forte parceria com o setor privado.”

“A taxa de inflação anual tem se situado nos limites da banda de variação mínima e máxima fixada pelo sistema de metas.”

“Não descuramos da solidez fiscal e da estabilidade monetária.”

“Protegemos o Brasil frente à volatilidade externa. Soubemos dar respostas à grande crise econômica mundial, deflagrada em 2008.”

“Se em 2002, mais da metade dos brasileiros era pobre ou muito pobre, hoje 3 em cada 4 brasileiros integram a classe média e os extratos superiores.”

“Outro valor fundamental é o respeito à coisa pública e o combate sem tréguas à corrupção.”

Eu não sei vocês, mas eu só não bolo de rir porque estou sentado, escrevendo este texto. Se gostam mesmo de rir, voltem e releiam com atenção. Mesmo aquela dançarina do programa do Chacrinha, que não sorria nunca (seria a Rita Cadilac?), iria dar gargalhadas gerais se entendesse isto. E só quem não rir é aquele que não tem como se informar bem. No entanto, hoje com a quase generalização das comunicações (Dilma diria que foi mais uma obra do PT) até o nordestino pode rir com as falas dela pela televisão. E este povo pobre e ordeiro quer mesmo é sorrir, e não entender coisa alguma. E agora tenho a perspectiva de que esta coluna poderá subsistir por mais 4 anos, para que não falte riso a este país, nem aos meus parcos leitores.

E vejam se cada fala não é um riso! Eu confesso que quando as li, nesta ordem, ainda aguentei até a última. Mas, quando ela falou que seu “valor fundamental é o respeito à coisa pública e o combate sem tréguas à corrupção”, eu tive que parar de fazer o que estava fazendo e rolar pelo chão de tanto rir. Eu ficava imaginando o que Zé Dirceu, o Delúbio e o Genoíno estavam fazendo durante todo o tempo em que ela militou pelo governo. Imagino o que ela disse ao Paulo Roberto Costa, o Paulinho da Petrobrás, quando ele foi cumprimentá-la no casamento de sua filha. E ao Renan? Será que o Alberto Youssef foi convidado pela Dilma Roussef? Antes era uma rima e uma solução. Hoje, nunca se viram.  Não aguentava mais de rir ao ponto de ter que me voltar para outro assunto para ver se não morria.

Viro uma página da semana e lá vem a Dilma outra vez, e agora direto do auditório da ONU para o mundo, depois de fazer um imenso comício, que os presentes não entenderam nada porque ninguém, nestes cantos, sabe português com exceção do chanceler português que faltou propositalmente. Os outros, já precavidos, tiraram os fones de ouvido para não ouvirem a tradução. Desculpem se os forço outra vez a rir, pois ainda tem um filme para vocês assistirem. Porém não posso deixar de apresentar o que a Dilma disse sobre as ações do Estado Islâmico (EI), que vive assombrando o mundo lá pelo oriente médio, querendo tornar todo mundo um seguidor de Alá, e quem não quiser “vai pro pau”:

“Lamento enormemente isso [ataques aéreos na Síria contra o EI]. O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU. Eu não acho que nós podemos deixar de considerar uma questão. Nos últimos tempos, todos os últimos conflitos que se armaram tiveram uma consequência. Perda de vidas humanas dos dois lados, agressões sem sustentação aparentemente podem dar ganhos imediatos, mas depois causam prejuízos e turbulências.”

Mesmo se não fosse pela reação do mundo em relação aos bandidos do EI, da qual falar contra já é uma grande piada, a nossa governante faz um raciocínio tão profundo quando as o Açude da Nação, lá de Bom Conselho, em época de seca. Dizer que os conflitos envolvem baixas dos dois lados é algo tão inteligente quanto dizer a melhor forma para resolver conflito é o diálogo. Eu não sei de onde a candidata foi tirar algo tão profundo para servir aos objetivos de nossa coluna que é fazer rir.

Se eu fosse escrever sobre as peripécias da candidata na semana que passou, vocês não aguentariam nem ver o filme que está lá embaixo. Não farei isto, mas, recomendo que vejam a entrevista da Dilma ao Bom Dia Brasil, que foi quase uma “stand up comedy”, mesmo que ela passasse o tempo todo sentada, mas, falou sozinha o tempo todo. Foi muito mais hilária do que o Rafinha Bastos, o Fábio Porchart ou o Leandro Rassum. Ri mais do que quando ela disse, tempos atrás: “Ontem eu disse ao presidente Obama que era claro que ele sabia que depois que a pasta de dentes sai do dentifrício ela, dificilmente, volta pra dentro do dentifrício, então, que a gente tinha de levar isso em conta…”. Afinal de contas, não saber que dentifrício é o mesmo que pasta, não é um grande problema pois seu governo distribui muitas dentaduras aqui no Nordeste, e por isso ela é tão querida por aqui.

Santo Deus, e os outros candidatos não fizeram nada risível? Que discriminação é essa desta coluna absolutamente neutra em termos políticos. Só apenas poucas coisas para não perder o hábito.

O Aécio ainda acredita que vai para o segundo turno, quando vai perder até em Minas, e Marina acha ainda que vai governar com os bons. Dizem que ela já convidou o Papa Francisco, o Dalai Lama e o Pastor Edir Macedo para assessorá-la. É claro que ela também convidou o Lula, que infelizmente não pôde aceitar porque espera ser secretário do Alexandre Padilha em São Paulo.

Só nos resta citar um grande filósofo de Bom Conselho que dizia: “Quando se tem que ser safado para combater a safadeza é porque tudo virou uma safadeza só”.

Vamos ao filme então, que esta semana veio muito curtinho. Talvez porque os seus produtores não tenham lido a Veja desta semana nem a propaganda gratuita de Dilma de sábado. Bastava apenas estas duas notícias para que o filme despertasse mais humor do que o caso de “Lula e suas duas mulheres”. Não seriam três contando com a Rosemary, ou quatro se incluirmos a Marisa? De qualquer forma, ouvir que a Dilma agora, depois de 4 anos de governo resolveu combater a corrupção é impagável. Só faltou ela dizer que ao deixar o Paulinho dar dinheiro ao Palocci para ajudar em sua campanha em 2010, fazia tudo parte do seu plano, que será lançado agora se reeleita for. Estou quase acreditando no grande filósofo de Bom Conselho.

Mas não deixem de ver o filme, pois ver Lula dançar é uma alegria só. E ainda tem a discussão da Dilma e da Miriam Leitão para ver quem tem a barriga maior. O que é que vocês acham? “Pois é a vida é complicada”. Então riamos! Como pediria o Maluf no final do filme, logo após o Aécio pedir ajuda a Padre Cícero. Eita região querida este Nordeste. Em época de eleição ninguém esquece dele.

Agora leiam o resumo dos produtores do UOL, ou se não quiserem redundância vão direto para o filme. Não morram de rir. Ainda temos uma semana antes da eleição, com um segundo turno no meio, até janeiro. E se a Dilma for reeleita, esta coluna, que tenta ser engraçada, vai bombar.

“Existe um triângulo amoroso político nas eleições? Em comícios realizados na Grande São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior cabo eleitoral de Dilma Rousseff (PT), disse amar a candidata Marina Silva (PSB), ministra do Meio Ambiente durante seu governo.
Lula ponderou, no entanto, que eleição não é questão de amor, explicando a preferência por Dilma.

No começo de setembro, o petista fez críticas à candidata do PSB, que chegou a chorar e a se dizer injustiçada. Durante a semana, em entrevista à TV Globo, Marina comentou o assunto e afirmou que chora porque é sensível.

Em entrevista à mesma emissora, a presidente Dilma Rousseff divergiu da jornalista Miriam Leitão sobre os efeitos da crise econômica mundial no país. As duas entraram em uma discussão sobre o tamanho da “barriga” da economia brasileira. Quem tem a maior barriga do mundo?

Atrás de Dilma e Marina nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSDB, Aécio Neves, resolveu pedir ajuda ao Padre Cícero na eleição. Será que o padre gostaria do que a equipe tucano fez em São Paulo? Tratada como “coisa de elite”, a cachorrinha Duda, de uma simpatizante do senador mineiro, foi barrada em um evento do candidato.

E o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), barrado pela Justiça Eleitoral por causa da lei da Ficha Limpa, adotou o lema do palhaço Bozo e mandou sua equipe sorrir.”


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dilma no País das Maravilhas




Por Zezinho de Caetés

Outro dia um diplomata israelense disse, depois, das opiniões da Dilma sobre os ataques do seu país à Faixa de Gaza, que o Brasil “é um anão diplomático”. Naquela época, apesar de me condoer por ser brasileiro eu apenas disse, igualzinho ao Lula: “Eu já sabia”. Mesmo assim, descrente da possibilidade de que o PT levasse o país a ser um país respeitável externamente, coisa que não é desde que o Marcos Aurélio Garcia é o ministro do exterior de fato, eu não pensaria que se pudesse descer ainda mais. Ledo engano.

Depois de vivermos sob os pés do Maduro, da Cristina, Castro e outros, era de se esperar que chegamos ao fundo do poço em matéria de política externa. Mas, vejam o que disse ontem a Dilma, em plena ONU, diante do mundo todo, que agora vai achar que não somos só um “anão diplomático” (sendo até ofensivo com aos anões), mas, não somos mais nada para o mundo.

Leiam o que ela, representando o Brasil, disse  na ONU, cumprindo o privilégio ganho quando o país tinha uma diplomacia de reconhecida excelência, de ser o primeiro a discursar nas Assembleias deste órgão que reúne quase todos o países do mundo:

“Lamento enormemente isso (ataques aéreos na Síria contra o EI). O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU. Eu não acho que nós podemos deixar de considerar uma questão. Nos últimos tempos, todos os últimos conflitos que se armaram tiveram uma consequência. Perda de vidas humanas dos dois lados, agressões sem sustentação aparentemente podem dar ganhos imediatos, mas depois causam prejuízos e turbulências. É o caso do Iraque, está lá provadinho. Na Líbia, a consequência no Sahel. A mesma coisa na Faixa de Gaza [...] Nós repudiamos sempre o morticínio e a agressão dos dois lados. E, além disso, não acreditamos que seja eficaz. O Brasil é contra todas as agressões. E inclusive acha que o Conselho de Segurança da ONU tem que ter maior representatividade, para impedir esta paralisia do Conselho diante do aumento dos conflitos em todas as regiões do mundo.”

Isto ouvido para quem viu o horror das decapitações feitas pelos terroristas do Estado Islâmico (EI) e divulgadas mundialmente para mostrar de que eles são capazes, parece até nojento. Então, hoje, o Brasil é tão pacifista que tem que dialogar até com terroristas degoladores. É mais do que patético, é angustiante o ponto no qual chegamos com a gerenta presidenta que nunca deveria ter abandonado sua lojinha de 1,99.

Se não bastasse propor o diálogo com os terroristas do EI, ainda usou o palco mundial para fazer campanha política gerando filmes para seus marqueteiros aproveitarem para diminuir a surra eleitoral que a gerenta vai levar em outubro. Vejam algumas de suas pérolas:

“Retomamos o investimento em infraestrutura numa forte parceria com o setor privado.”

“A taxa de inflação anual tem se situado nos limites da banda de variação mínima e máxima fixada pelo sistema de metas.”

“Não descuramos da solidez fiscal e da estabilidade monetária.”

“Protegemos o Brasil frente à volatilidade externa. Soubemos dar respostas à grande crise econômica mundial, deflagrada em 2008.”

“Se em 2002, mais da metade dos brasileiros era pobre ou muito pobre, hoje 3 em cada 4 brasileiros integram a classe média e os extratos superiores.”

“Outro valor fundamental é o respeito à coisa pública e o combate sem tréguas à corrupção.”

Tudo isto veremos brevemente nos programas eleitorais, para preencher os mais de 10 minutos a que a Dilma tem direito de abusar da nossa paciência. Lembrei agora da famosa frase da história romana: “Até quando, ó Dilma, abusarás da nossa paciência?”, dita por  Marco Túlio Cícero ao senador Lúcio Sérgio Catilina, a 8 de novembro de 63 a.C., em Roma, parafraseando o grande orador romano. (Querem a paráfrase em Latim? Aí vai: Quosque tandem abutere, Dilma, patientia nostra?).

Há alguma verdade nas frase que coloquei acima e que saíram dos lábios de Dilma e da cabeça dos seu marqueteiros? Só para exemplificar, fiquemos com a última sobre a corrupção. Será que alguém que não tenha interesse nenhum em se locupletar do governo petista poderia acreditar que o governo do PT foi pautado pelo valor fundamental de respeito à coisa pública ou no combate à corrupção, com um monte de seus dirigentes presos, que nunca deu importância a isto,  na Papuda?

Meditem meus senhores  no que esta senhora, se continuar no governo poderá fazer contra nós. E, para não perder o hábito, fiquem com um texto sobre o assunto de Dilma na ONU, que é um editorial do jornal Estado de S. Paulo (25/09/2014), tendo como título: “O mundo encantado de Dilma”, que poderia se chamar também de “Dilma no País das Maravilhas”, que eu acho até mais adequado. É por isso que dizem que todo o Brasil quer morar na propaganda eleitoral do PT. E agora até o mundo.

“Um turista francês de 55 anos, chamado Hervé Goudel, foi decapitado na Argélia por um grupo extremista que disse estar sob as ordens do Estado Islâmico (EI), a organização terrorista que controla atualmente parte da Síria e do Iraque e lá estabeleceu o que chama de "califado". Um vídeo que mostra a decapitação de Goudel foi divulgado ontem, para servir como peça de propaganda do EI - cujos militantes já decapitaram em frente às câmeras dois jornalistas americanos e um agente humanitário britânico e estarreceram o mundo ao fazer circular as imagens de sua desumanidade.

Pois é com essa gente que a presidente Dilma Rousseff disse que é preciso "dialogar".

A petista deu essa inacreditável declaração a propósito da ofensiva militar deflagrada pelos Estados Unidos contra o EI na Síria. Numa entrevista coletiva em Nova York, na véspera de seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU, Dilma afirmou lamentar "enormemente" os ataques americanos contra os terroristas. "O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU", disse a presidente - partindo do princípio, absolutamente equivocado, de que o EI tem alguma legitimidade para que se lhe ofereça alguma forma de "acordo".

É urgente que algum dos assessores diplomáticos de Dilma a informe sobre o que é o EI, pois sua fala revela profunda ignorância a respeito do assunto, descredenciando-a como estadista capaz de portar a mensagem do Brasil sobre temas tão importantes quanto este.

O EI surgiu no Iraque em 2006 por iniciativa da Al-Qaeda, para defender a minoria sunita contra os xiitas que chegaram ao poder depois da invasão americana. Sua brutalidade inaudita fez com que até mesmo a Al-Qaeda renegasse o grupo, que acabou expulso do Iraque pelos sunitas. A partir de 2011, o EI passou a lutar na Síria contra o regime de Bashar al-Assad. Mas os jihadistas sírios que estão na órbita da Al-Qaeda também rejeitaram o grupo, dando início a um conflito que já matou mais de 6 mil pessoas.

Com grande velocidade, o EI ganhou territórios na Síria e, no início deste ano, ocupou parte do Iraque, ameaçando a própria integridade do país. No caminho dessas conquistas, o EI deixou um rastro de terror. Além de decapitar ocidentais para fins de propaganda, seus métodos incluem crucificações, estupros, flagelações e apedrejamento de mulheres.

"A brutalidade dos terroristas na Síria e no Iraque nos força a olhar para o coração das trevas", discursou o presidente americano, Barack Obama, na Assembleia-Geral da ONU, ao justificar a ação dos Estados Unidos contra o EI - tomada sem o aval do Conselho de Segurança da ONU. Em busca de apoio internacional mais amplo - na coalizão liderada por Washington se destacam cinco países árabes que se dispuseram a ajudar diretamente na operação -, Obama fez um apelo para que "o mundo se some a esse empenho", pois "a única linguagem que os assassinos entendem é a força".

Pode-se questionar se a estratégia de Obama vai ou não funcionar, ou então se a ação atual é uma forma de tentar remendar os erros do governo americano no Iraque e na Síria (ver o editorial A aventura de Obama, abaixo). Pode-se mesmo indagar se a operação militar, em si, carece de legitimidade. Mas o fato incontornável é que falar em "diálogo" com o EI, como sugeriu Dilma, é insultar a inteligência alheia - e, como tem sido habitual na gestão petista, fazer a diplomacia brasileira apequenar-se.


Em sua linguagem peculiar, Dilma caprichou nas platitudes ao declarar que "todos os grandes conflitos que se armaram (sic) tiveram uma consequência: perda de vidas humanas dos dois lados". E foi adiante, professoral: "Agressões sem sustentação, aparentemente, podem dar ganhos imediatos. Depois, causam enormes prejuízos e turbulências. É o caso, por exemplo, do Iraque. Tá lá, provadinho, no caso do Iraque". Por fim, Dilma disse que o Brasil "é contra todas as agressões" e, por essa razão, faz jus a uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU - para, num passe de mágica, "impedir essa paralisia do Conselho diante do aumento dos conflitos em todas as regiões do mundo".”

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Cu de Cotia




Por Carlos Sena (*)

Em Bom Conselho (PE) tinha um caba chamado cotia. Explico: ele se arretava quando lhe chamavam de cotia. Portanto, esse era um apelido que dava rolo, briga e outras coisas mais. Mesmo porque Cotia era bicho bruto e tinha a seu favor quase dois metros de altura. Fazia o típico homem bruto do campo que, aos sábados vinha pra cidade fazer feira e se divertir um pouco. Seu divertimento, pasmem, era uma mesa de sinuca. Passava as tardes de sábado jogando e sempre ganhava de todo mundo. Ganhar uma partida de Cotia era a coisa que deixava qualquer um feliz, posto que Cotia era considerado Campeão pelos seus colegas jogadores. Como "toda araruta tem seu dia de mingau" o dia de mingau de Cotia chegou. Foi num sábado chuvoso que apareceu no bar onde Cotia jogava um matutinho. Franzino, meio amarelo, com cara de subnutrido, desafiou Cotia. A primeira partida o matutinho ganhou. A segunda Cotia ganhou e aí teve a "negra". O matutinho ganhou bonito. Começara ali a revolta de Cotia, pois diante de uma platéia numerosa que torcia por ele, ele só perdia e logo para um desconhecido. Cotia começou a maltratar verbalmente o seu algoz. Gostava de ganhar no grito, mas nem isto tirava o matutinho do sério que continuava ganhando no taco todas as demais partidas. Certa feita, subiu um sangue na cabeça do matutinho que ele, já com Cotia pelos gurgumilhos, sem saber que se chamava Cotia, vociferou: "se você continuar me insultando você vai ver CU DE COTIA ASSOVIAR"! Aí não prestou. Cotia partiu para cima do matutinho e o pau cantou. Deu trabalho pra turma do "deixa disso" separar os dois. O matutinho foi embora e Cotia ficou no salão de sinuca com a cara de lolô. Liso, pois perdera todo dinheiro no jogo, pediu fiado uma dose de cachaça e saiu cabisbaixo pela rua Sete de Setembro. Bem feito,bem feito.

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(*) Publicado no Recanto de Letras em 21/08/2014