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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana - Até que enfim alguém leu o livro...




Por Zezinho de Caetés

Ontem eu já havia lido  uma nota oficial da Verônica Serra (filha do José Serra) explicando, com bastante poder de convencimento, as mentiras do livro lançado como a grande verdade sobre as privatizações, FHC, e principalmente José Serra. Vejam aqui se se interessarem.

Hoje, no O Globo, o Marco Antonio Villa, publica um artigo muito mais contundente, pelo menos dando mostras de que alguém leu o livro do Amaury Ribeiro Jr. neste país, e o coloca no seu devido lugar. Eu confesso ainda não li. Mas, em casos como estes, minha experiência com o PT fala mais alto.

Os métodos fascistas usados por este partido, e que os mais chegados chamam de stalinistas, são públicos e notórios. O governo do partido único é a única democracia possível para esta turma e que aqui é usado, cooptantdo uma base alugada tentando legitimá-la com a apelo da “governabilidade”. Foi assim que eles trouxeram toda a escória da política brasileira de volta ao poder.

Mas, nesta semana entre o Natal e o Ano Novo, não há nada de novo que eu possa acrescentar a este tema. Fiquem com o artigo do jornalista para pensarem e fazerem seus pedidos de ano novo.

“Não é novidade a forma de agir dos donos do poder. Nas três últimas eleições presidenciais, o PT e seus comparsas produziram dossiês, violaram sigilos fiscais e bancários, espalharam boatos, caluniaram seus opositores, montaram farsas. Não tiveram receio de transgredir a Constituição e todo aparato legal. Para ganhar, praticaram a estratégia do vale-tudo. Transformaram seus militantes, incrustados na máquina do Estado, em informantes, em difamadores dos cidadãos. A máquina petista virou uma Stasi tropical, tão truculenta como aquela que oprimiu os alemães-orientais durante 40 anos.

A truculência é uma forma fascista de evitar o confronto de ideias. Para os fascistas, o debate é nocivo à sua forma de domínio, de controle absoluto da sociedade, pois pressupõe a existência do opositor. Para o PT, que segue esta linha, a política não é o espaço da cidadania. Na verdade, os petistas odeiam a política. Fizeram nos últimos anos um trabalho de despolitizar os confrontos ideológicos e infantilizaram as divergências (basta recordar a denominação "mãe do PAC").

A pluralidade ideológica e a alternância do poder foram somente suportadas. Na verdade, os petistas odeiam ter de conviver com a democracia. No passado adjetivavam o regime como "burguês"; hoje, como detém o poder, demonizam todos aqueles que se colocam contra o seu projeto autoritário. Enxergam na Venezuela, no Equador e, mais recentemente, na Argentina exemplos para serem seguidos. Querem, como nestes três países, amordaçar os meios de comunicação e impor a ferro e fogo seu domínio sobre a sociedade. Mesmo com todo o poder de Estado, nunca conseguiram vencer, no primeiro turno, uma eleição presidencial. Encontraram resistência por parte de milhões de eleitores. Mas não desistiram de seus propósitos. Querem controlar a imprensa de qualquer forma. Para isso contam com o poder financeiro do governo e de seus asseclas. Compram consciências sem nenhum recato. E não faltam vendedores sequiosos para mamar nas tetas do Estado.

O panfleto de Amaury Ribeiro Junior ("A privataria tucana") é apenas um produto da máquina petista de triturar reputações. Foi produzido nos esgotos do Palácio do Planalto. E foi publicado, neste momento, justamente com a intenção de desviar a atenção nacional dos sucessivos escândalos de corrupção do governo federal. A marca oficialista é tão evidente que, na quarta capa, o editor usa a expressão "malfeito", popularizada recentemente pela presidente Dilma Rousseff quando defendeu seus ministros corruptos.
Sob o pretexto de criticar as privatizações, focou exclusivamente o seu panfleto em José Serra. O autor chegou a pagar a um despachante para violar os sigilos fiscais de vários cidadãos, tudo isso sob a proteção de uma funcionária (petista, claro) da agência da Receita Federal, em Mauá, região metropolitana de São Paulo. Ribeiro - que está sendo processado - não tem vergonha de confessar o crime. Disse que não sabia como o despachante obtinha as informações sigilosas. Usou 130 páginas para transcrever documentos sem nenhuma relação com o texto, como uma tentativa de apresentar seriedade, pesquisa, na elaboração das calúnias. Na verdade, não tinha como ocupar as páginas do panfleto com outras reportagens requentadas (a maioria publicada na revista "IstoÉ").

Demonstrando absoluto desconhecimento do processo das privatizações, o autor construiu um texto desconexo. Começa contando que sofreu um atentado quando investigava o tráfico de drogas em uma cidade-satélite do Distrito Federal. Depois apresenta uma enorme barafunda de nomes e informações. Fala até de um diamante cor-de-rosa que teria saído clandestinamente do país. Passa por Fernandinho Beira-Mar, o juiz Nicolau e por Ricardo Teixeira. Chega até a desenvolver uma tese que as lan houses, na periferia, facilitam a ação dos traficantes. Termina o longo arrazoado dizendo que foi obrigado a fugir de Brasília (sem explicar algum motivo razoável).

O panfleto não tem o mínimo sentido. Poderia servir - pela prática petista - como um dossiê, destes que o partido usa habitualmente para coagir e tentar desmoralizar seus adversários nas eleições (vale recordar que Ribeiro trabalhou na campanha presidencial de Dilma). O autor faz afirmações megalomaníacas, sem nenhuma comprovação. A edição foi tão malfeita que não tomaram nem o cuidado de atualizar as reportagens requentadas, como na página 170, quando é dito que "o primo do hoje candidato tucano à Presidência da República..." A eleição foi em 2010 e o livro foi publicado em novembro de 2011 (e, segundo o autor, concluído em junho deste ano).

O panfleto deveria ser ignorado. Porém, o Ministério da Verdade petista, digno de George Orwell, construiu um verdadeiro rolo compressor. Criou a farsa do livro invisível, isto quando recebeu ampla cobertura televisiva da rede onde o jornalista dá expediente. Junto às centenas de vozes de aluguel, Ribeiro quis transformar o texto difamatório em denúncia. Fracassou. O panfleto não para em pé e logo cairá no esquecimento. Mas deixa uma lição: o PT não vai deixar o poder tão facilmente, como alguns ingênuos imaginam. Usará de todos os instrumentos de intimidação contra seus adversários, mesmo aqueles que hoje silenciam, acreditando que estão "pela covardia" protegidos da fúria fascista. O PT não terá dúvida em rasgar a Constituição, se for necessário ao seu plano de perpetuação no poder. O panfleto é somente uma pequena peça da estrutura fascista do petismo.”

4 comentários:

  1. O PT DO LULA, DIRCEU E GENOÍNO NÃO TINHA PROGRAMA, TINHA UM SONHO, QUE VIROU PESADELO; O PT, NO PODER, SE TRANSFORMOU NA MAIOR FARSA PARTIDÁRIA DO PAÍS; O PT QUER CONSTRUIR UM PAÍS DA MENTIRA, REGISTRADO EM CARTÓRIO; POR ISSO É SÓ ESPERAR: O PT AINDA VAI TRANSFORMAR O BRASIL EM UMA VENEZUELA CUBANIZADA; ESSA QUADRILHA TRANSGREDIU TODAS AS LEIS FORMAIS. SE PUDESSE, TERIA VIOLADO AS LEIS DA FÍSICA; PORTANTO, NÃO ME CANSO DE DIZER QUE, A MELHOR FORMA DO BRASIL DAR CERTO É O PT DAR ERRADO, COMO ESTÁ DANDO. PRINCIPALMENTE NO CAMPO MORAL...

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  2. O autor do livro, Amaury Ribeiro Jr., é jornalista premiadíssimo, ganhador de 3 Prêmios Esso de jornalismo e quatro Prêmios Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

    O Marco Antonio Villa, além de estar na folha de pagamento da Globo - cujo silêncio sobre o livro e a CPI relacionada mostram bem qual posicionamento adota - é um historiador que defende a ditadura militar, essa sim fascista.

    Adivinha em qual deles eu confio.

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  3. O LADO MAIS RASTEIRO DO LULISMO CONTAMINOU O RESTO DA SOCIEDADE, CONSAGRANDO A BURRICE E O DESCARAMENTO. QUEM SABE ESSE ALMOFADINHA DO AMAURY RIBEIRO JÚNIOR NÃO ESTEJA CONTAMINADO COM ESSA PRAGA CHAMADA PT QUE SE ALASTROU POR TODOS OS CANTÕES DESSE BRASILSÃO DE MY GOD. NO PT, O MAIS SADIO TÁ COM SARNA...

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  4. A Altamir
    Se o PT quis transformar o Brasil em uma Venezuela, os seus simpáticos e eficientes demotucanos quiseram transformar nosso país em quê? Numa colônia norte-americana? Num país subalterno aos ditames estrangeiros? Ou o país transformar em um São Paulo, sem nenhum demérito aos brasileiros desse rico estado? Por fim, acredito que não, mas vc é daqueles que acha que ascensão da nova classe média foi ruim para o país, porque trouxe transtornos aos aeroportos, às filas dos cinemas...?

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