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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Quem de Bom Conselho, em sua adolescência assistia aos filmes de faroeste?




Por Altamir Pinheiro

No final da década de 1960 para o começo de 1970, em Palmeira dos Índios(AL), de férias, na casa de uma  tia,  sendo eu um  frangote de menino adolescente, assisti ao meu primeiro filme de WESTERN(faroeste) ou COWBOY(caubói), numa matinê no  período de final  da tarde.  Lembro-me até o nome do cinema: CINE SÃO LUIZ que ficava ao lado da LINHA DO TREM na avenida do AEROCLUBE daquela cidade(hoje, tanto o aeroclube quanto à linha férrea estão intactos, lá!!!).  Jamais  esquecerei, também,  o nome daquela  película cinematográfica que me encantou tanto.  Intitulava-se,  “O ÚLTIMO PÔR DO SOL”, com o ator norte-americano  Kirk Douglas. Depois daquela experiência deslumbrante que nunca mais saiu da minha cachola, lá se vão algumas décadas e com o continuar da vida cheguei a contrair uma paixão alucinada por filmes de BANG BANG, tendo assistido pelo menos,  cerca de  350 a 400  fitas desta especialidade...

 POIS BEM!!!  Qual o significado da palavra faroeste?!?!?! Segundo os bravos texanos nascidos e saídos  daqueles enormes  desfiladeiros de causar medo ou os brotados daqueles RANCHOS no seco e esturricado território do Arizona, como também os remanescentes dos arredores de Kansas City, a palavra FAROESTE é um substantivo masculino, que tem sua origem na junção dos termos ingleses “FAR”, que significa longe com “WEST”, que significa oeste, sendo assim, algumas interpretações apontam que reflete o limite entre a civilização e a área mais remota, que não é urbana. Na verdadeira acepção da palavra,  FAROESTE se refere a um conjunto de regiões geográficas no país de Donald Trump, a oeste do rio Mississipi, ou ainda um conjunto de  filmes ou à moda  antiga conhecida como  películas cinematográficas  que se passam no oeste das terras  do  ex-presidente Barack Obama(o negão NÃO deixará um pingo de saudades), que geralmente envolvem lutas e tiroteios, além da expressão bang bang, que se trata do gênero cinematográfico que aborda esse tipo de filme.

 Podemos elencar dezenas e mais dezenas de excelentes atores e atrizes que desfilaram nas telas dos cinemas de uma penca de cidadezinhas de interior no mundo inteiro, com EXCEÇÃO,  claro, dos países localizados daquele povo ligado NÃO ao faroeste, mas ao ISLAMISMO que são os barbudos terroristas /  muçulmanos / decapitadores(cortador de cabeça) que tem pavor aos grandes atores e atrizes norte-americanos e preferem se divertir dirigindo-se pros seus cinemas mais conhecidos como Templos Muçulmanos ou MESQUITAS, tendo como mania    ficar de cu pra cima, três vezes ao dia, para reverenciar o seu artista preferido chamado de MAOMÉ, mais conhecido como ALÁ, que nunca portou uma pistola cano duplo reforçada constituída por um  tambor com várias culatras o que permite tantos tiros quantos forem  necessários desde que tenha  bala na agulha. Até hoje, o TRABUCO predileto do bando de MAOMÉ continua sendo o ALCORÃO...

Voltando-se aos monstros sagrados dos intérpretes de primeira linhagem dos filmes de CAWBOYS, poderíamos citar dezenas e mais dezenas, porém, O contingente é de tal monta que seria humanamente impossível elencar neste pequeno espaço, pois, vamos nos ater aos mais conhecidos por essas bandas do Hemisfério Sul, ou seja, dos Trópicos. SENÃO VEJAMOS:  Kirk Douglas (dia 9 de dezembro passado completou 100 anos); - Sidney Poitier(o negão vai completar 90 anos); - George HILTON (o intérprete de Sartana, nasceu no Uruguai, está hoje com  82 anos); - Franco Nero(ator italiano, hoje está com 75 anos); - Sophia Loren(Nasceu em Roma e está hoje com 82 anos);  -  Claudia cardinale(nasceu na Tunísia filha de pais italianos, hoje está com 79 anos); - Rita Pavone(italiana de 71 anos); - Marylin Monroe(Tinha apenas 36 anos de idade quando morreu. Suspeita-se que foi assassinada com uma injeção letal numa ação orquestrada por Robert Kennedy, irmão do presidente John Fitzgerald Kennedy) -  Maureen O'Hara (irlandesa, era muito amiga de John Wayne,  morreu em 2015 aos 95 anos); - John Wayne(morreu em 1979 aos 72 anos); - Gregory Peck(morreu em 2003 aos 90 anos)  - James Stewart (morreu em 1997 aos 89 anos); -  Fernando Sancho(tinha todo um aspecto de mexicano quando na verdade era espanhol. Morreu de câncer generalizado em 1990, aos 74 anos) - Anthony Quinn( era mexicano, morreu em 2001 aos 86 anos) - Marlon Brando(morreu em 2004 aos 80 anos); - Giuliano Gemma( Italiano que morreu de acidente de carro em 2013 aos 75 anos); - Lee Van Cleef(morreu em 1989 aos 65 anos);  - Henry Fonda (Morreu em 1982 aos 77 anos); -  Paul Newman(morreu em 2008 aos 73 anos); - Charlton Heston(morreu em 2008 aos 75 anos); - Charles Bronson(morreu em 2003 aos 82 anos); - Steve McQueen(morreu em 1980 com apenas 50 anos de idade); Yul Brynner(ator Russo/Americano, era o carequinha que se vestia todo de preto. Morreu em 1985 aos 65 anos); - Burt Lancaster(morreu em 1994 com 81 anos de idade).

Um ótimo lazer para os ouvidos dos cinéfilos de filmes de bang bang fica por conta de suas   trilhas sonoras,   que sempre foram  uma das marcas registradas dos filmes de cawboys e, indubitavelmente, entre todas as sonoridades a que mais se destaca ou a “campeoníssima” é sem sombra de dúvida  a do filme DJANGO, interpretado pelo ator italiano Franco Nero, considerado um dos maiores heróis do WESTERN no cinema. Quem não conhece a introdução da  música do filme  Django, imortalizado na interpretação de Franco Nero, com uma bonita melodia, JANGÔÔÔ, JANGÔÔÔ... Django, have you always been alone? (TRADUÇAÕ: Django, você sempre esteve sozinho?!?!?!),   Refrão: JANGÔÔÔ... JANGÔÔÔ...

No quesito chapéu, os astros de Hollyood eram muito versáteis nesta peça de vestuário. O que dizer dos chapelões PANAMÁ em feltro de abas largas usados por John Wayne e Lee Van Cleef?!?!?! Quem não tem em sua retina o chapéu COCO de Charlie Chaplin ou mesmo o indefectível chapéu FEDORA marcado pelos filmes de Indiana Jones? E o chapéu CARTOLA que era sinônimo de requinte masculino, além de galanteador, que ficou imortalizado na cabeça do ator dançarino e sapateador Fred Astaire. Mas o que está mesmo memorizado é àquela aparência impecável de uma autoridade do Velho Oeste como um juiz ou promotor de justiça de corpo avantajado com uma cartola de formato cilíndrico e alto,  acompanhada pelo fraque ou pela casaca naqueles CONDADOS de antigas jurisdição nos territórios de Nevada, Montana, no Texas ou mesmo em Dakota do Norte ou do Sul.

Outra beleza encantadora dos filmes de faroeste vinha do seu modo dos artistas se trajarem. A moda country, vista em rodeios e  do velho oeste dos galãs daquelas modalidades de filmes. O faroeste americano foi uma época em que cabarés e saloons eram cenários de lindas danças, mulheres sensuais(pra época!!!), heroicos cowboys, perigosos bandidos procurados, bravos xerifes, bebidas, jogos de cartas ou pôquer, acerto de contas com grandes duelos e a introdução das desconhecidas, até então, roupas JEANS nas suas indumentárias artísticas

Como recordar é viver, em nossa adolescência o sonho de consumo para qualquer pobretão era uma calça LEE. Quem não suspirava em vestir-se, ou ser o introdutor da moda em sua rua, bairro ou nos parques de diversões de sua cidadezinha, para fazer inveja a rapaziada e abafar perante as garotas papo firme ao trajar-se  com o primeiro macacão, a primeira jaqueta, a primeira calça com fechecler (zíper)... Tudo isso invenção de uma única marca de roupas desbotadas de cor azulada, a norte-americana LEE, a inventora do jeans ou americanizando com o nome de   BLUE JEANS. Nós, pobretões, tínhamos que nos contentar com uma surrada calça TOPEKA e um sapato démodé(demodê) CONGA do bico branco...  Fazer o quê?!?!?! CALÇA LEE era privilégio da classe média alta e bastarda ou então,  o que  nos servia de consolo, na época,  era apreciar as capas de LP’s, que esbanjavam calças LEE dos componentes do conjunto de rock,  Renato e Seus Blue Caps...

Mas, por incrível que pareça, a   GRIFE JEANS, é uma moda que veio do povo. A LEE criou as calças de cowboy de rodeio nascidas não pelas mãos de um estilista, mas popularizada pelo uso e aceitação pelas pessoas rudes e dos ranchos estadunidenses. O jeans é um fenômeno singular e se tornou um clássico não só para homens como também para mulheres. E o que dizer das JAQUETAS que fez sucesso graças a sua gola felpuda com  forro de pele de carneiro tão usadas nos FILMES DE FAROESTES pelo ator galã de 1,92m  de altura, JOHN WAINE?!?!?! E por que tanto sucesso?!?!?!  Ora, porque ela saiu dos filmes de bang bang, das festas de rodeios, conhecidas aqui em nosso país  como festas de peão de boiadeiro ou vaquejada  e se tornou a preferência de várias estrelas de Hollywood, como Marylin Monroe, James Dean, os Beatles, Elvis Presley, Marlon Brando  e até o presidente dos EUA John F. Kennedy.


Eis uma pequena e singular visão que tenho desta centenária modalidade de lazer, predominantemente masculina. Acho que não conheço nenhuma mulher que diga "ADORO FAROESTE" ou que tenha o bom e velho western como seu estilo preferido, o que é uma pena. Considerado o cinema americano por excelência, o filme de cawboy tem uma importância para a história da sétima arte que muitas vezes passa despercebida. Um dos gêneros mais antigos do cinema americano, Como já escreveram alguns historiadores, o bang bang ainda hoje é rotulado como "FILME PARA HOMEM" mas, se prestarmos  bastante atenção, vemos que não se trata apenas de um rostinho bom, mau ou feio e sim de um gênero que, além de fundamental para o cinema, também é um registro da história de uma GRANDE  NÃÇÃO CAPITALISTA, DEMOCRÁTICA, ONDE AS INSTITUIÇÕES FUNCIONAM MUITO BEM E O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO É ASSEGURADO AO CIDADÃO que, nesses dias,  começou a ser governada por um Cachorro Louco de temperamento explosivo e declarações bombásticas...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Não há nem enterro grátis




Por Zezinho de Caetés

Semana passada escrevi um texto aqui cujo título começava assim: “É a política estúpido!” e terminava perguntando: “Será que vai dar macaco?” (aqui). Lembram? Não deu macaco, deu Fachin, e agora comentaremos: “É a economia, estúpido!”, voltando ao dito original.

Para isto nos aproveitamos de um artigo do Carlos Alberto Sardenberg em O Globo, abaixo transcrito (“Tanto pró e tanto contra”), onde ele mostra os prós e os contras para sairmos da enrascada em que o PT nos meteu, na Economia.

O problema que se coloca agora é: “Já chegamos ao fundo do poço, estamos nele, ou já começamos a sair?”. Isto, no linguajar dos economistas que estudam os ciclos econômicos, apenas quer dizer se o PIB, que é o que se produz de bens num determinado tempo, já parou de cair, como o fez nos últimos 2 anos, ou já começou a crescer.

É claro que o que vai mostrar isto é o IBGE, daqui a algum tempo. No entanto, nós que observamos o vizinho, podemos constatar que parece apenas estar começando a derrocada em que estamos. Pelo menos em termos de emprego, agora é que o indivíduo que o perdeu e começa suas agruras para que a crise não atinja sua família.

E não é por outro motivo que vemos o que está acontecendo no Espírito Santo, onde a polícia está fazendo “greve”, coisa que antigamente era motim, e as pessoas vão às lojas, não mais para comprar e sim para saquear. Chamar a todos de bandidos seria o correto, no entanto, o que dizer do poder público que se recusa a agir? Seriam anjos?

É, infelizmente, este tipo de comportamento do nosso Estado, por tanto tempo, onde se recebia bandidos com bandeira vermelhas no palácio e o presidente vestia seu boné. Seria que poderíamos esperar outra coisa?

E temos que aguentar ainda, vendo a sessão de ontem do Senado, a tentativa hercúlea de alguns petistas remanescentes, falarem em governo golpista, aproveitando-se dele. Não enxergam eles, lutando pela sobrevivência, que a única coisa moral a fazer seria pedir o chapéu e se mandarem todos de lá, deixando que a Democracia tivesse um descanso? Quais seriam as consequências de uma greve de políticos no PIB?

Deixo-os agora com o Sardenberg, que reflete com mais profundidade sobre o que nos espera em termos econômicos, e esperando, que, de ums vez por todos, aprendamos que: “Não há nem enterro grátis”, já que não entendem que cada almoço alguém tem que pagar.

“Quando o PIB parar de cair, teremos deixado a recessão para trás e iniciado o processo de recuperação

Há um intenso debate sobre se a economia brasileira já saiu da recessão ou, se não, quando isso pode acontecer. Recessão quer dizer queda do Produto Interno Bruto (PIB), quando um país produz em um determinado período menos do que em momentos anteriores. Isso aconteceu em 2015, quando o PIB caiu espantosos 3,8%, e em 2016, provável redução do mesmo tamanho. Portanto, quase 9% de perda de produto em dois anos.

O desastre estará superado apenas quando a economia recuperar essa perda. Quando, por exemplo, a taxa de desemprego voltar para a casa dos 6%. Vai levar tempo longo. Mas o caminho começa com uma zeragem: quando o PIB parar de cair, teremos deixado a recessão para trás e iniciado o processo de recuperação.

Isso já estaria acontecendo neste ano de 2017?

Listo aqui primeiro os fatores que puxam o Brasil para baixo e os que empurram para cima. Em seguida, abordo fatores já em andamento. E depois as perspectivas positivas e negativas.

O que puxa para baixo:

Desemprego — 12,5 milhões de pessoas sem trabalho é um enorme drama familiar e um efeito econômico grave: reduz o consumo das famílias, poderoso motor do PIB;

Endividamento das famílias e das empresas — há um excesso de dívidas formadas no período do crédito fácil, frequentemente subsidiado e sem critério e, no caso das empresas, apoiando os empresários amigos do governo petista. O momento é de reduzir dívidas, o que, de novo, reduz consumo e investimentos;

Crise fiscal dos estados — Rio, Minas e Rio Grande do Sul têm PIBs regionais fortes. A falta de dinheiro afeta todos os setores da economia local.

O que puxa o Brasil para cima:

Safra agrícola 2016/17 — excelente, acima dos padrões, deve ter um valor bruto de R$ 545 bilhões, renda espalhada por todo o interior brasileiro. Vai gerar preços de alimentos comportados e mais excedentes de exportação. Aliás, as exportações de carne já iniciaram janeiro detonando;

Liberação das contas inativas do FGTS — nada menos que R$ 43 bilhões, estimativa da Caixa, que chegarão aos bolsos de 30 milhões de trabalhadores. É dinheiro, algo em torno de 0,7% do PIB, que poderá ser usado para abatimento de dívidas e consumo novo;

Queda forte da inflação — IPCA de janeiro, divulgado ontem, foi recorde de baixa. Isso preserva a renda das famílias e dá ganho para quem obteve reajustes salariais acima de 5% no ano passado;

Queda acentuada dos juros — poderoso estímulo ao investimento.

Daqui para a frente, o que pode atrapalhar:

Crise política em Brasília, que bloqueie a atividade do governo e do Congresso, impedindo a votação das reformas.

E aqui cabe uma observação: essa crise pode surgir com as delações da Odebrecht e as investigações decorrentes dela. Vai daí, simplificando, se diz que a Lava-Jato pode atrapalhar — escorregada que nós mesmos demos em comentário no “Jornal da Globo”, na última terça. Mas logo corrigida com o seguinte ponto: a Lava-Jato é favorável ao Brasil, muda para melhor a política, o comportamento ético e a economia, neste caso, ao tornar evidente os malefícios do capitalismo dos amigos do governo. E abre espaço para uma política correta e um capitalismo de verdade, em que a eficiência e a competição valem mais que a propina paga ao governante de plantão.

Dito isto, é preciso notar que a Lava-Jato vai atingir autoridades que estão no comando do governo e do Congresso. Esses políticos apanhados podem simplesmente cair fora, por vontade ou forçados. Nesse caso, sem problemas. São substituídos, e segue a recuperação.

Provavelmente, porém, vão espernear, se agarrar ao cargo e tentar sabotar a Lava-Jato com a ajuda de amigos no Judiciário e no governo. Isso levará a atrasos na política econômica. Paciência: a responsabilidade será dos políticos corruptos e coniventes. O país não sai da crise se eles forem perdoados. Portanto, o caminho a seguir é apoiar a Lava-Jato na busca da punição nos tribunais e esperar que o povo mude nas eleições — o que, aliás, já fez em boa parte nas eleições municipais.

E o que pode empurrar para cima?

Reformas previdenciária, trabalhista e algo de tributária sendo votadas no Congresso neste ano. É boa a chance, dada a maioria de Temer.

Concessões de obras de infraestrutura, coisa que depende da agilidade do governo federal.

E novos investimentos em petróleo, o que também dá agilidade ao governo em montar os leilões. Isso depende de uma mudança importante na lei de conteúdo nacional, uma herança petista, que atrasa e encarece os investimentos.

Uma pela outra, o pessoal, na média, acha que o Brasil cresce um pouquinho neste ano (0,5%), saindo do zero neste primeiro trimestre e chegando ao final do ano com um ritmo de expansão mais forte. Isso preparando um PIB superior a 2% em 2018.


A ver.”

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ESPELHO! ESPELHO MEU!




Por  José Antônio Taveira Belo / Zetinho 

Diariamente pela manhã logo cedo ao acordar já com o sol entrando pela janela ela, se espreguiçava, passava as mãos pelos cabelos compridos enlaçando com as mãos fazendo um cocó. Olhava ao seu redor, a cama desfeita pela inquietação da noite, com sonhos audaciosos, abraçada ao travesseiro seu companheiro fiel de confidencias, enrolada num lençol cor de rosa. Calçava a chinela macia, a camisola branca aberta pelo meio, observando as suas pernas e seu colo branco. Andava pelo quarto de um lado para outro. Ia até a janela, o céu azul era convidativo para sair correndo pela relva ainda molhada pela madrugada, subindo na goiabeira cheia de frutos amarelinhos. Ria, sorria naquela manhã bela, e se perguntava o que fazer? Eram férias escolares, descansava.  Via o lenhador, cortando lacas de madeira, o leiteiro acariciando o focinho do seu jumento entregando leite na casa de Dona Zefa, seu Marcolino já sentado na calçada em um tamborete fumando o seu cigarro de palha apanhando o sol da manhã enquanto seu vizinho Josué vinha ao seu encontra para o papo corriqueiro. Saia para tomar o café matinal com a chamada de Dona Benedita.  Ela ali ouvia o sino da Igreja de São José já tinha dado a sua hora da missa matinal do Padre Joaquim. Eram assim todas as manhãs ao acordar na Vila São Miguel, interior baiano. Depois ia até o espelho grande instalado do lado e ali se despia devagarzinho gozando de sua beleza, se orgulhava do corpo belo e pele morena e perguntava: espelho, espelho meu existe mulher mais bonita do que eu? Contorcia sorrindo olhando languidamente pelo seu belo corpo ali somente apreciado por ela. E, repetia, levando os braços até em cima da cabeça e repetia rodopiando no assolho de cimento queimado, olhando sorrindo para o espelho, e perguntava: espelho, espelho meu existe mulher mais gostosa do que eu? Ficava ali alguns minutos, se olhando, se admirando e que gostaria de compartilhar aquela bela figura com o seu namorado. Refletia a todo instante este desejo. Não tinha coragem, mas quem sabe um dia eu farei isto. Mais ao mesmo tempo ficava indagando-se – como será a sua reação? Volúvel! Escandalosa! Sem vergonha! Sem caráter! Tudo lhe passava pela cabeça.  Mas és somente tu que me vês assim! Namorava Norberto, um homem já calejado na vida, mais velho do que ela, mas a idade não tem problema, pois o amor na escolhe idade e sim a pessoa que ali se apresenta. Assim ela pensava noite e dia. Já amanhecia pensando nele, indo para escola no tempo escolar, o que já sentia saudades deste momento caminhando para escola encontrando na volta o seu amado, ou mesmo quando encontrava a noitinha para o bate papo amoroso. Alguns beijinhos saia escondidos e alguns apertos na parede do terraço acontecia com a lua no céu azul claro como testemunha. Somente isso, e nada mais. Bem que queria algo mais. Mas, não sai da sua cabeça o intuito de mostrar ao namorado a sua bela imagem nuazinha, como nasceu. Aquele pensamento e vontade martelava sua cabeça, até que um dia resolveu presentear a sua imagem para o seu amado. Prostrou-se como fazia toda manhã de frente para o espelho e ali começou a se fotografar em pé do jeito que veio ao mundo. Cada pose, cada momento ali se fotografando já se via acariciada pelo amado. E, assim conclui o seu desejo. Se, pois a pensar como agir, se mandaria ou retinha consigo aquele desejo. Pensou, avaliou durante alguns dias a sua decisão. Mandava ou não mandava? Mandava, e assim o fez. Casaram-se depois, sem tocar neste assunto passado, mas as fotos ficaram guardadas e um belo dia foi descobertas pelas suas concunhadas que se horrorizaram com aquele gesto e ai começaram as fofocas que aborreceram Amelinha. Ignorou as conversas, pois, seu intento já foi realizado

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Alexandre de Moraes vestirá a toga suprema?




Por Zezinho de Caetés

Bem, hoje já me antecipo ao assunto do dia, como o fez o imortal Merval Pereira, no texto que transcrevo lá embaixo, onde ele diz que “A realidade supera a teoria”, no caso da escolha do Alexandre de Moraes, para Ministro do STF.

Eu não entendo quase nada de juridiquês, como sempre tenho dito aqui, e sempre peço a ajudo dos universitários quando falo do tema. Mas, penso eu, entendo mais da matéria do que o Alexandre Moraes entende de segurança pública. Como Ministro da Justiça, só falou, falou e falou, muitas vezes tendo que se calar por ordem de Temer, e tudo continuou na mesma, a não ser a proposta de planos mirabolantes.

O nosso Ministro Kojak, como o chamava o Zé Carlos em suas jocosidades semanais, disse tantas sandices que a indicação dele para o STF deve ter sido a solução do Temer para se ver livre dele, sem causar mais alvoroços. Todavia, pelo que li de sua biografia, ele tem estofo para ser ministro do STF, pelo menos mais do que o Dias Toffoli. Quem sabe o Temer, desta vez, acertou?

O problema que se apresenta é se um político de carreirinha pode ser um bom ministro da Suprema Corte, sem ferir a neutralidade quando tiver que julgar os políticos. E no Brasil, como todos sabemos, o país do Foro Privilegiado, os políticos deitam e rolam quando se encastelam em suas “instituições”.  E é no STF, que até agora todos se sentem protegidos das consequências das leis. 

Não que os ministros não queiram julgar, e sim porque o Foro Privilegiado, esta excrecência nacional, não permite que tantos sejam julgados em tão pouco tempo. E é por isso que todos fazem coro para que ele não acabe. E, se a coisa continuar apertando para o lado do Sarney que ontem começou a ser oficialmente perseguido pela Procuradoria Geral da República, não arranjar uma lei de Foro Privilegiado para quem usa “fardão” da Academia.

Se ele conseguir, eu voltarei a Caetés rapidinho e criarei a Academia Caeteense de Letras, e pedirei logo meu “fardão”. Seria uma forma de Lula voltar correndo para o local de nascimento, rindo do Sérgio Moro, assumindo a cadeira 13.

No entanto, acho que, até pela própria tradição, mesmo que um ministro tenha sido ligado a um partido político ou ter tido determinadas ideias no passado, não é motivo para pânico. Seria necessário para evitar isto, que o STF fosse o Olimpo e o os ministros deuses.

Pela experiência que tenho, todos mostram serviço para se apresentarem como independentes, mas, depois se tornam humanos e botam as unhas de fora. A coisa depende da sorte e da loteria da morte, e aqui no Brasil, onde as pessoas são consideradas inúteis aos 75 anos, da aposentadoria. Já pensou se a Dilma ainda lá continuasse? Na certa o novo ministro seria o advogado de Lula, ou o José Eduardo Cardoso. Eu, eu confesso, prefiro o “careca”.

No fundo, e põe fundo nisso, temos é que rezar para que o PT demore muito ou nunca mais volte ao poder, para reequilibrar o STF, quando o Lewandowski se aposentar.

Fiquem com o Merval, e vejam se há possibilidade da teoria vencer a realidade ou não.

A escolha do ministro da Justiça Alexandre de Moraes obedece aos critérios técnicos requeridos de um ministro do Supremo Tribunal Federal – é um constitucionalista reconhecidamente de valor, não é por acaso que tem o apoio de muitos de seus futuros colegas no STF. Foi o primeiro nome cogitado, e sempre esteve na lista pessoal de Temer. Como houve um impasse, tantos eram os nomes apresentados, e tamanhas as pressões, o presidente escolheu um nome seu.

As críticas que vem recebendo são da área política, onde sua atuação como Secretário de Justiça em São Paulo e ministro da Justiça é atacada como conservadora e excessivamente rigorosa. Suas ambições políticas – era potencial candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB – teoricamente neutralizam a isenção que se exige de um ministro do Supremo, mas não é o primeiro nem será o último ministro a ser nomeado para o STF pelo presidente a que serve.

Temos exemplos para todos os gostos: Nelson Jobim e Gilmar Mendes, ministros nomeados por Fernando Henrique; Dias Toffolli, nomeado por Lula; Francisco Rezek por Collor e Mauricio Correia por Itamar.

Desses, Nelson Jobim era o único que exercia a política, até com mandatos de deputado federal e membro da Constituinte, e acabou se destacando justamente por sua experiência nesse campo. Ficou muito ligado também ao ex-presidente Lula, e sua atuação no Supremo, até aposentar-se, não foi afetada por ligações políticas.

A realidade mais uma vez se impôs à teoria, deixando para Alexandre de Moraes a necessidade de uma explicação. Na sua dissertação de doutorado, em 2000, escreveu que um ministro não deveria ser nomeado pelo governo a que servia para que não houvesse dúvida sobre sua independência.


Aceitando a indicação, Alexandre de Moraes desmente parcialmente a própria tese. No exercício da função no Supremo, terá tempo para provar que uma vez investido no cargo, a toga traz consigo a independência.”

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A semana - Morre D. Marisa, Lula faz comício no velório e Temer adota um gatinho "angorá"...




Por Zé Carlos

Eu já disse que não faço, nesta coluna, discriminação de cor para o humor. Seja ele negro, branco ou vermelho, ele é sempre bem-vindo. E nesses tempos de crise, se não apelarmos para o humor negro, não tenho quase nada para escrever.

E já começo com o nosso grande humorista, talvez, hoje o maior deles, barrando até a nossa musa a Dilma, pelo seu retiro espiritual, o Lula, que resolveu fazer um show de humor em pleno velório de Dona Marisa Letícia. Eu nunca pensei que isto seria possível. Mas, uma vez pândego, sempre pândego. Se o Brizola, pisaria até no pescoço da mãe para ganhar uma eleição como ele mesmo disse, nesta situação pré-cadeia o Lula pisou no caixão da própria esposa para que o Sérgio Moro não o pegue.

Eu penso que todos os políticos brasileiros sonharam em ir ao velório de Dona Marisa, não por ela, mas para abraçar o Lula. No íntimo de cada um estaria a interrogação: Será que este cara volta? Até o Michel Temer esteve por lá e até ouviu os conselhos dele, que hoje não passam de piadas de mau gosto. O FHC foi também, para pagar a visita que o Lula fez no velório de Dona Ruth Cardoso, e outros tantos do PT e similares foram mesmo para ver o show de Lula. Nem o padre (no caso, hoje Bispo) se importava com a defunta quando atacava:

“A Marisa Letícia foi uma guerreira na luta a favor da classe trabalhadora. Atentem para as reformas trabalhistas que sejam contra os trabalhadores; a reforma da Previdência, contra pobres e assalariados. É preciso que estejamos atentos”.

Com uma piada destas as operações plásticas da ex-primeira dama devem ter apertado o seu rosto. Todos sabem que a Dona Marisa acompanhou o marido em tudo, e o Lula faz muito tempo que não é da classe trabalhadora, se algum dia o foi. Sua frase mais famosa ainda veio de um grampo da Lava Jato, onde ela mandava os vizinhos enfiarem as panelas em certo lugar. Então hoje,  quando se fala de sua luta em favor da classe trabalhadora, só nos resta sorrir. Classe trabalhadora com Triplex no Guarujá é difícil de encontrar, a não ser em situações de humor.

E todo o show de Lula vem de sua situação hoje, com tantos processos nas costas que só pode sobreviver aproveitando todas as brechas que lhe são dadas. Inclusive os velórios. Aliás, contam os livros que esta não foi a primeira vez que ele usou a mulher para tentar ganhar eleições. A história de sua primeira esposa, que morreu de parto, foi contada em outras campanhas e ele chorou mais do que ontem. O potencial humorístico do homem é insuperável.

Ela morreu triste!”, começou o show. Todos já riam, para dentro é claro, como se deve rir nos velórios, quando sabem que na situação do Brasil de hoje, que foi o legado de Lula e Dilma, quem não está triste é porque a Lava Jato ainda não pegou, e vai ser difícil encontrar algum político alegre depois de retirarem os sigilos das delações. E, então, diante do burburinho ele atacou:

“Ela está com uma estrelinha do PT no seu vestido, e eu tenho orgulho dessa mulher. Muitas vezes essa molecada do sindicato dormia no chão da praça da matriz aqui de São Bernardo e a Marisa e outras companheiras vendendo bandeira, vendendo camiseta para a gente construir um partido que a direita quer destruir”.

Até hoje, quando o Lula fala na direita ou na esquerda, é motivo de riso porque ele mesmo não sabe se é de direita ou de esquerda. No fundo, no fundo mesmo ele sempre foi da “marvada da cachaça”. E a imagem de Dona Marisa vendendo bandeiras, penso que nem mais ela lembraria. No entanto, “tudo vale a pena quando a ambição pelo poder” não é pequena”, diria o Fernando Pessoa se vivesse nestes tempos bicudos.

E seguindo a lógica do discurso conclui, altaneiro:

“Na verdade, Marisa morreu triste. Porque a canalhice que fizeram com ela… E a imbecilidade e a maldade que fizeram com ela… Eu vou dedicar… Eu tenho 71 anos, não sei quando Deus me levará, acho que vou viver muito porque eu quero provar que os facínoras que levantaram leviandade com a Marisa tenham, um dia, a humildade de pedir desculpas a ela”.

O engraçado é quando se pergunta quem fez a maldade,  a figura do Sérgio Moro vem à cabeça de todos. E quando todos pensam no sisudo Moro pedindo desculpas a Dona Marisa, não há outro jeito a não ser rir por dentro. E acabam bolando pelo chão quando o Lula quer se transformar em “O Homem que Matou o Facínora”, filme que assisti lá em Bom Conselho, ainda na época em que havia um cinema por lá. Se se pensar bem o culpado de tudo é o Lula, pelo conjunto da “obra” que deixou pelo mundo.

No entanto, nem só de velório viveu o humor da semana que passou. Muito pelo contrário. Desde a segunda-feira a semana foi muito movimentada para aqueles que querem rir.

Outro fato que chamou atenção na semana que passou foi o sorteio do STF, para a escolha do substituto do Teori Zavascki, que era o morto da vez na semana retrasada, sendo substituído por Dona Marisa nesta, como relator da Lava Jato. Foi estranho. Antes do sorteio todos desejavam e esperavam e parece até que sabiam, que o Edison Fachin saísse na bolinha vencedora. Pois pasmem, deu o Edson Fachin. E foi uma alegria geral. De um lado, aqueles que querem que a Lava Jato prenda aqueles que o PT quer que fiquem soltos, e vice-versa. Ambos tinham razões para ficarem alegres. Os primeiros porque acham que sendo o Fachin nomeado por Dilma e tendo participado de atos petistas, vai livrar a cara deles; e os segundos porque não saindo o Lewandowski ou o Toffoli já  seria um ganho enorme,  ou seja, ainda haveria chance do Lula se encontrar com o Renan no xadrez.

Eu não posso dizer que vi nenhum menino com um ímã debaixo da mesa parando a roleta no número desejado, como acontecia lá em Bom Conselho nas festas de final de ano, que soube, não existem mais. Todavia, quando todos se alegram com os resultados de uma rodada, o chefe do cassino tem que ficar com as barbas de molho, pois, outros sorteios virão. Mas, não é verdade que o Lewandowski tem se irritado com o resultado. Aliás, ele agora deixou crescer o bigode. Deve ter sido para não ser reconhecido na rua depois da lambança que fez no julgamento da nossa musa, a Dilma. Esta estava no velório de Dona Marisa e não deu nenhuma declaração, que eu saiba, para não empanar o brilho do show de Lula.

Ainda no plano interno, já que falei da Dilma, um novo episódio humorístico se passou durante a semana. Agora com o Temer. Lembram que a Dilma nomeou o Lula para chefe da Casa Civil do seu governo somente com medo que o Moro pusesse as mãos nele? Pois o Temer fez a mesma coisa com o Moreira Franco, mais conhecido na Odebrecht por “Angorá”, aquele gatinho fofinho e peludo, e que costuma roubar a geladeira e colocar a culpa no gato vira lata. E agora, o Moreira Franco está blindado contra a Lava Jato. Estou vendo que o Temer é um comediante de uma sutileza ímpar. Para rir com suas piadas é preciso, no mínimo ele contar, umas 5 delas, até entendermos o seu potencial humorístico.

Mas, o grande show de humor ainda continua no plano internacional com o nosso Donald Trump que, para satisfazer seus sobrinhos, o Huguinho, Luizinho e o Zezinho, determinou que cidadãos de 7 países não poderiam mais entrar nos Estados Unidos. Até o Pateta ficou chocado com a decisão e um juiz de lá já proibiu a proibição. Não sei o nome do juiz, mas bem poderia ser o Pluto Smith. E o Trump promete outros shows, agora que assinou com esta coluna para colaborar semanalmente. Mesmo que só seja um “tweet” por semana, mas, já enobrece o riso dos nossos leitores.

E há tantos assuntos hilários esta semana que ia me esquecendo do início do ano legislativo, com as respectivas eleições das respectivas casas. No Senado deu o Eunício, o “índio” e na Câmara deu o Rodrigo Maia, o “botafogo”, como são conhecidos na Odebrecht. Um promete ser fiel ao Brasil na alegria e na tristeza, e o outro na pobreza e na riqueza. Será que o Moro vai forçar o divórcio? Pelo jeito que a coisa está andando, se a Lava Jato continuar neste ritmo, o desenlace matrimonial será litigioso. No entanto, vamos torcer para que o riso prevaleça e Brasil, mesmo se sentindo traído, não apele para a violência, por ser o último a saber. Afinal de contas este sempre foi um país manso.


Bem, por hoje é só, pois o sol já está alto nesta nova semana que chega, que espero, sem defuntos.