Em manutenção!!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Dilma vai tentar parar o "golpe de Estado" no grito...




Por Zezinho de Caetés

“Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vana Rousseff, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto a instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhe são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo de oito anos?”

Será esta a pergunta que o Lewandowski fará aos Senadores, lá pelos fins de agosto, no final do julgamento da ex-presidenta que ainda se diz inocenta e “golpeada” por aqueles que o Lula chama de “eles” e que até agora ninguém sabe quem é.

E pasmem, a Dilma resolveu ir ao Senado, ao vivo e a cores, para tentar influenciar na resposta. Se ela não renunciar antes, será no dia 29. Eu não sabia, mas desconfiava, desde quando ela falava tanto em sua tortura, e continua falando até hoje, que o problema dela fosse um grau exacerbado de masoquismo. Que nos últimos dias se acentuou bastante, ao ponto de enviar aquela carta, que ontem aqui comentamos.

Ela achou pouco e vai se expor no Senado para mais sofrimento. Chega dá dó. E talvez seja isto o que ela queira passar para a população. Sim, eu sei que os Senadores são educados (com algumas exceções) e não vão partir para agressões gratuitas, e isto, é o que a decepcionará.

Verdadeiramente, não seria surpresa se ao dar razão ao Nelson Rodrigues que dizia que “Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais”, e queira se apresentar como mulher normal, para o Nelson, é claro. Neste caso, eu acho mais adequada a outra frase dele, que mostra uma ligeira contradição com a primeira: “Toda mulher gosta de apanhar, apenas as neuróticas reagem.” Pois, quem não sabe que o masoquismo tem um pouco de neurose?

Dizem que, quando admoestada sobre o perigo que estava correndo com sua resolução de ir para a toca dos lobos, ela falou: “Nunca tive medo disso, aguentei tensões bem maiores na minha vida. É um exercício de democracia.” O que confirma a minha tese do masoquismo como arma política. Só a Dilma mesmo!

Bem, mas, se ela quer ouvir o som do “sim” mais de sessenta vezes, o que se pode fazer? Vamos ajudá-la a partir para Porto Alegre, como se diz, “numa boa”. Afinal de contas, concordo com o Reinaldo Azevedo que escreveu a este respeito em seu blog uma postagem cujo título resume tudo: “Dilma vai ao Senado, mas evidencia o desprezo que tem pelos senadores. Ou: a melhor propaganda anti-Dilma é deixá-la falar”, que lá em baixo transcrevo.

Eu não perderei sua fala e arguição por nada neste mundo. Será a única vez que uma pessoa tentará parar um “golpe de Estado”, como ela mencionou na “carta”, no grito. Se conseguir, já prometeu que fará eleições gerais porque descobriu sua verdadeira vocação: Cantora de Ópera. Ninguém merece!

“Vai, Macunaíma, baixe aí: “Ai, que preguiça!”.

Dilma é arrogante até quando tenta ser humilde. É truculenta até quando pretende posar de vítima. Que coisa mais sem jeito! Que coisa mais sem solução!

Em conversa com Natuza Nery, do Painel da Folha, ela diz que vai, sim, ao Senado se defender. E, segundo entendi, não vai impor como condição o silêncio dos senadores.

Quanta bondade!

Indagada se não teme a reação dura dos senadores, a Afastada deu a seguinte resposta:

“Se eles quiserem que o Brasil veja um show do tipo de 17 de abril (data da votação do processo de impeachment na Câmara)…

O que ela quis dizer com a frase?

Naquele dia, parte considerável da Câmara votou a favor do envio da denúncia para o Senado em nome da família, do papagaio, do sua categoria profissional etc. Houve, sim, momentos constrangedores.

Dilma, assim, diz o que pensa do Senado da República. É esta senhora que pretende voltar à Presidência. Isso explica muita coisa.

Também está claro que a Afastada pretende levar para o Senado a figura da militante política, da ex-torturada, daquela que teria lutado pela democracia. Não custa lembrar: os grupos aos quais ela pertenceu matavam inocentes em nome da causa.

Os petistas citam como referência uma ida sua ao Senado, ainda ministra, quando teria “destruído” o senador José Agripino (DEM-RN). O democrata fez então uma referência realmente infeliz ao tempo em que Dilma foi prisioneira política, que deu a ela a chance de posar de heroína.

Os tempos são outros.

Tudo indica que Dilma pretende desempenhar o papel da mulher destemida e mártir, obrigada a enfrentar o suposto machismo do Senado.

Meu conselho aos senadores? Lembrar Paulo Francis sobre os comunistas: “A melhor propaganda anticomunista é deixar um comunista falar”.

Assim, a melhor propaganda anti-Dilma é deixar Dilma falar.


Sozinha!”

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A carta de Dilma: Burrice não tem limites...




Por Zezinho de Caetés

Quem escreve sobre política, hoje, só tem uma escolha: Escrever sobre a carta de Dilma, nossa ex-presidenta, que ainda se considera inocenta. Confesso que nunca tinha visto tanta bobagem junta em umas poucas folhas de papel.

Uma coisa é certa, ela não será julgada pelo conjunto da “obra”, pois se assim fosse feito o Brasil federia mais do que a Baía da Guanabara, com seus esgotos levando a “obra” de todos os cariocas para o mar. Por isso, talvez, decidiram julgá-la apenas por um pouco da “obra” que fez enquanto estava Brasília. E, mesmo assim, é “obra” que não acaba mais, como constatou o Senado até agora.

Hoje, com a abundância de textos sobre a carta, escolhi um para abaixo transcrever (Ricardo Noblat – O Globo), que é muito bom, mas, começa errando no título: “Uma estrela que se apaga”. Onde já se viu falar um dia que a Dilma foi uma estrela acesa? Que eu me lembre, o período em que ela foi mais “brilhante” foi quando geria a lojinha de 1,99, que depois faliu, e, certamente, não por erro dela mas das “pautas bombas” dos consumidores.

Para homenageá-la eu diria apenas que ela vai se acabar junto com a Olimpíada, sem nenhuma medalha e desclassificada por jogo sujo. Afinal de contas, foi com mentiras que ela se elegeu em 2014, e, os delatores marqueteiros estão dizendo, com propinas em 2010.

Uma coisa já parece certa, no texto do Noblat. Hoje, ela já foi esquecida até pelo PT e até pelo Lula. Este, tentando ainda, com muita dificuldade, não ir preso. A Dilma, mesmo sendo presa depois de abaixarem seu foro privilegiado, ninguém nem pensa mais nela. Talvez, o juiz Sérgio Moro.

Eu, às vezes, fico pensando como a ex-presidenta inocenta escreveu uma carta daquelas. Só pode ter sido o fogo amigo. Afinal de contas, que tem amigos como o Mercadante, não carece de inimigos. Talvez, tenha sido por isso que a indiciaram no mesmo dia que ela a leu. Dizem que foi porque ela queria obstruir a justiça, mas, isto deve ter sido só uma desculpa. O indiciamento deve ter sido por excesso de burrice.

Agora fiquem com o Noblat para alguns detalhes da carta “dilmesca”, que eu vou curtir os jogos olímpicos. Daqui a pouco estarão usando o adjetivo “dilmesco”, que significa, uma coisa bem ruim, no Senado. Vou patentear o termo.

“Quem ainda aguenta ouvir falar da presidente afastada Dilma Rousseff? Talvez somente ela mesma, e os 81 senadores que começarão a julgá-la por crime de responsabilidade a partir do próximo dia 25. Quanto a esses, só por obrigação. Contam os dias que faltam para mudar de assunto.

A carta que Dilma escreveu aos senadores, e que divulgou ontem, é a prova definitiva de que ela nada mais tem a dizer de novo aos seus juízes e aos brasileiros. Nem em defesa do seu mandato, prestes a ser cassado. Nem em defesa do que fez ou deixou de fazer no seu período presidencial de cinco anos. Vejamos:

"Na jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade e determinação para que possamos construir um novo caminho".

(A falsa humilde não cita um só erro que tenha cometido. Não apresenta uma só ideia capaz de iluminar o que ela chama de “novo caminho”.)

"Quem afasta o presidente pelo 'conjunto da obra' é o povo e, só o povo, nas eleições. Por isso, afirmamos que, se consumado o impeachment sem crime de responsabilidade, teríamos um golpe de Estado".

(Havia uma dezena de referências ao “golpe” no original da carta. Restaram duas referências apenas. Dilma só oferece uma opção aos senadores que a julgarão: absolvê-la. Do contrário merecerão ser chamados de “golpistas”. Por tabela, igualmente de “golpista” merecerá ser chamado o presidente do Supremo Tribunal Federal, que comanda a fase final do impeachment.)

"Os atos que pratiquei foram atos legais, atos necessários, atos de governo. Atos idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles, e também não é crime agora".

(Em pelo menos três ocasiões até aqui, os senadores reconheceram que os atos cometidos por Dilma, e pelos quais será julgada, configuram crime, sim senhor. Dilma perdeu todas as ações que impetrou na Justiça para abortar o processo de impeachment.)

"Jamais se encontrará na minha vida registro de desonestidade, covardia ou traição. Ao contrário dos que deram início a este processo injusto e ilegal, não tenho contas secretas no exterior, nunca desviei um único centavo do patrimônio público para meu enriquecimento pessoal ou de terceiros e não recebi propina de ninguém".

(Dilma não será julgada por desonestidade, covardia ou traição. Mas por ter gasto muito além do que o Congresso autorizara. Isso configura crime de responsabilidade, segundo a Constituição. No futuro, poderá ser julgada por ter tentado obstruir a Justiça e até por corrupção, a depender do que ainda está sendo investigado pela Lava-Jato.)

"A restauração plena da democracia requer que a população decida qual é o melhor caminho para ampliar a governabilidade e aperfeiçoar o sistema político eleitoral brasileiro".

(O parágrafo acima tem a ver com a proposta feita por Dilma de realização de um plebiscito para que os brasileiros decidam se querem antecipar a próxima eleição presidencial. Ela também propôs uma reforma política. A ideia da reforma é velha. Ela falou em reforma muitas vezes e nunca a levou adiante. Quanto a antecipação da eleição presidencial de 2018, nem o Congresso concorda nem mesmo o PT.)

"A vida me ensinou o sentido mais profundo da esperança. Resisti ao cárcere e à tortura. Gostaria de não ter que resistir à fraude e à mais infame injustiça”. (...) "Quem deve decidir o futuro do país é o nosso povo. A democracia deve vencer".


(Aí está o cerne da narrativa que Dilma tenta construir para passar à História: a guerrilheira urbana que lutou contra a ditadura, que foi presa e torturada, foi também eleita presidente duas vezes e acabou derrubada vítima de um golpe infame. Dilma acha que o país lhe deve os sofrimentos que passou no cárcere. Dilma será deposta pelos muitos erros que cometeu. O que ela chama de “golpe” tem o nome de impeachment na Constituição.)”

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A "presidenta inocenta" e o "presidento trouxo"




Por Zezinho de Caetés

Hoje, ao ler a coluna semanal do Zé Carlos, de ontem, vi que ele tenta imputar a mim a criação do adjetivo usado pela Vanessa Graidiotin no Senado, referindo-se à ex-presidenta: “inocenta”. Eu, como sou da área, sei que o termo é um adjetivo comum de dois gêneros, e portanto, é apenas fruto da criatividade ou jocosidade.

Realmente eu o usei com alguma frequência aqui no Blog, desde muito tempo, ou seja, desde que eu cheguei à conclusão de que a ex-presidenta é mesmo inocenta, significando que como a palavra não existe, o fato também não. No entanto, sei que “presidenta” foi sempre muito pouco usado, até a Dilma assumir, e obrigar seus asseclas a o usarem, durante alguns anos.

E até existe um uso para a palavra “presidenta” que agora o Michel Temer deveria até defender, que é para a mulher do presidente. Neste caso, agora a Marcela, recatadíssima e do lar, será a nossa presidenta, embora, até agora, esta seja, mesmo, inocente.

Devido a esta querela, que cheira a cultura inútil, eu resolvi, para, quem sabe, patentear o uso do termo, pesquisar algumas vezes que o usei. Não tive tempo de ver quando começou, mas, cito abaixo alguns frases em que o fiz, somente este ano. Se quiserem reler basta só clicar nas datas:

Ontem, fiquei feito um paspalhão na frente da TV para ouvir, do advogado de Dilma, o José Eduardo Cardoso, a defesa de nossa presidenta inocenta incompetenta. (05/04/2016)

E uma intervenção intempestiva é que seria um verdadeiro golpe em nossas instituições. Portanto, permitam-me terminar usando o bordão da presidenta inocenta, como o faz o articulista citado, agora de forma correta: “Não vai ter golpe!” (13/04/2016)

Estou aqui insone, mas, satisfeito com o baile do qual participei ontem à noite na Comissão de Impeachment do Senado. Confesso que não aguentei, igual ao Miguel Reale, um dos denunciantes do processo de impeachment a presidenta birrenta e que se diz inocenta, pelo adiantado da hora. (29/04/2016)

Ontem, foi um dia de cão na política nacional. Quando todos esperavam acordar para curtir a leitura do relatório da Comissão de Impeachment no Senado, o Brasil acorda com a decisão de Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara, que ficou no lugar do decaído Eduardo Cunha, de anular o processo de impedimento da presidenta que se diz inocenta. (10/05/2016)

E o Lula, meu conterrâneo, confesso, tive peninha dele. Primeiro se recusou a entrar no Palácio do Planalto, depois de chorar no ombro da ex-presidenta que se dizia inocenta. (13/05/2016)

A ex-presidenta, não tão inocenta, pode até ter atropelado um pedestre em suas “bicicletadas” diárias, mas, se isto ocorreu em 31 de dezembro de 2014, não entra no processo, porque só os crimes que ela cometeu em 2015 é que valem. (15/06/2016)

Porém, há coisa mais cínica do que, ainda hoje, a ex-presidenta dizer que é inocenta? Vivemos no país do cinismo desbragado. (13/07/2016)

Vejam que o PT, diante do naufrágio que o atingiu, resolveu até apelar para a OEA tentando suspender o “insuspendível” que é o processo de impeachment da ex-presidenta não inocenta. (11/08/2016)

A Vanessa Graidiotin, lá do Amazonas, imitando nosso colaborador Zezinho de Caetés, chamando a Dilma de “presidenta inocenta”. (15/08/2016) (Zé Carlos)

Minha ideia de patentear o “termo” veio quando li hoje no O Globo um texto do excelente jornalista José Casado, cujo título é: “O ‘trouxa’ e a ‘inocenta’”. Nele, ao invés de citar-me como autor do adjetivo jocoso, cita a Vanessa Graidiotin. Como dizia a Lucinha Peixoto, eu fiquei “possesso”.

Porém, vale à pena transcrever o texto, porque ele envolve outro adjetivo, este existente, “trouxa”, que talvez, em seu afã para ser presidente outra vez, como ontem demonstrou, em outra falação, meu conterrâneo, o Lula; se ele conseguir a façanha já vou dizendo que o adjetivarei como o “presidento trouxo”. Mesmo sabendo que isto é quase impossível, não custa nada patentear estes também.

Fiquem com o Casado que vou continuar olhando as Olimpíadas, para ver quando valerá cada medalha ganha por nossos atletas.

“Dilma e Bumlai, o amigo de Lula, culpam o PT por suas dores. Ela se acha traída. Ele se vê como o otário usado para pagar a conta de uma suposta chantagem contra Lula

Ela se considera vítima do próprio partido e da oposição, traída pelos aliados e até hoje perseguida pelos assassinos e torturadores da ditadura acabada 31 anos atrás. Ele se acha “trouxa”, otário, simplório, fácil de ser enganado.

Foi dessa forma que a ex-presidente Dilma Rousseff e o pecuarista José Carlos Bumlai se apresentaram nos últimos dias.

Dilma, em defesa prévia, culpou o PT por “responsabilidade” no pagamento ilícito de US$ 4,5 milhões aos publicitários João Santana e Mônica Moura para saldar dívidas da sua campanha presidencial de 2010.

O dinheiro teve origem em propinas cobradas pelo ex-secretário de Finanças do PT João Vaccari sobre os contratos da Petrobras com o um estaleiro de Cingapura, Keppel Fels — contou no tribunal o engenheiro Zwi Skornicki, intermediário de repasses mensais de US$ 500 mil para Santana, via Suíça, entre setembro de 2013 e outubro de 2014, quando Dilma foi reeleita.

Era um segredo das campanhas presidenciais de 2010 e 2014: “Achava que isso poderia prejudicar profundamente a presidente Dilma”, disse Santana, em juízo, ao explicar por que não contara antes. “Eu que ajudei, de certa maneira, a eleição dela, não seria a pessoa que iria destruir a presidente. Nessa época (da sua prisão, em fevereiro deste ano), já se iniciava um processo de impeachment”.

Há mais coisas ocultas. Envolvem o fluxo de dinheiro da Odebrecht para campanhas de Dilma, Lula e outros do PT. Ficaram reservadas à colaboração premiada cujo desfecho talvez coincida com o impeachment no Senado.

Nesse outro processo, a “presidenta inocenta” — segundo o golpismo gramatical da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) — apresentou sexta-feira uma defesa de 675 páginas. Nela se definiu como vítima de uma “farsa” marcada pelo “desvio de poder, pela traição, pela desonestidade e pela ilegalidade”. Amaldiçoou quem discorda: “Nunca poderão afastar das suas mentes a lembrança dos que morreram e foram torturados.”

Se confirmado o epílogo, Dilma estará fora do baralho, inelegível aos 68 anos de idade. E, sem imunidade, passa ao centro das investigações sobre corrupção na Petrobras. Isso porque os publicitários confirmaram seu aval para operações ilegais com fornecedores da estatal.

Como Dilma, o pecuarista Bumlai também culpa o PT por suas dores. Apresentou uma defesa em 70 páginas na sexta-feira. Delas emerge como o “amigo de Lula” que aos 72 anos coleciona doenças, carros (23) e imóveis (23) — entre eles, uma fazenda de R$ 90,4 milhões. Bumlai se define, literalmente, como “um trouxa usado pelo PT e pelo Banco Schahin” na lavagem de R$ 12 milhões.

Esse dinheiro teria sido usado, em parte, para pagamento de uma suposta chantagem sobre Lula, quando era presidente da República. O objetivo era evitar revelações sobre o sequestro, a tortura e o assassinato do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, no ano eleitoral de 2002. A vítima teria descoberto desvio dos cofres municipais para o caixa do PT.


O caso permaneceu à sombra por 14 anos. Ressurgiu no juízo de Curitiba pela voz de Bumlai, agora no improvável papel de “trouxa” — confissão que lhe abriu o caminho para um acordo de delação premiada.”

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A semana - Olimpíada, Política, Randolfe Rodrigues e Pedro de Lara





Por Zé Carlos

Nunca comecei um texto com tantas dúvidas na cabeça. Primeiro não sei o que abordar primeiro, se a Olimpíada ou a Política. Segundo, não sei se entro nas manifestações pelo “Fora Dilma” ou naqueles que gritam o “Fora Temer”. Pensando exclusivamente nesta coluna, onde o humor e a política abundam, deverei começar pela Política e pelo “Fora Dilma!”, por motivos, para mim, óbvios. Não podemos tirar os Jogos da Política, e adoraríamos ver a nossa musa, a Dilma, até o final do mês, ou, “o mais tardar”, no início de setembro, em tempo integral e dedicação exclusiva a esta coluna. E, para ser franco, depois da votação do Senado, tenham certeza, em setembro a ex-presidente escreverá direto de Porto Alegre, para ela.

E foi nesta sessão do Senado, que levou nossa colaboradora maior à defenestração, de onde surgiram os maiores shows de humor. Eu mesmo não sabia que havia tantos humoristas naquela casa parlamentar. Por quase 25 horas, os oradores se revezaram na tribuna, e se comportavam como concorrentes a uma medalha do humorismo. Óbvio que, a bancada petista, que se uniu em torno do “golpe”, para os seus shows individuais foram impagáveis. E desta vez eles não se comportaram como um conjunto que pudéssemos dar um nome sugestivo. O discurso do golpe nos fez quase morrer de rir. E esta sessão já está nos anais desta coluna.

Para vocês terem uma ideia, depois de ter sido acusado de ter batido na amante (ele diz que não bateu nem com uma flor) o humorista Telmário, disse que o impeachment era um atentado por atingir a uma mulher. Será que a amante dele foi impichada também? A Vanessa Graidiotin, lá do Amazonas, imitando nosso colaborador Zezinho de Caetés, chamando a Dilma de “presidenta inocenta”. A Gleisi Hoffman, cujo marido é acusado de botar no bolso a grana do crédito consignado, dizendo que tanto ele quanto a “presidenta” são honestos. O meio minuto de silêncio do Magno Malta em homenagem à defunta impichada, com pêsames ao PT. O Collor dizendo que era um santo homem. Lindberg, que chamam de “lindinho”, foi de humor descomunal, ao dizer a velha piada: “Vai ter luta!”. O senador Cristóvam saindo de cima do muro e votando a favor do impeachment, com aquele seu aspecto de Groucho Marx intelectual. O Lewandowski tomando o lugar do Renan Calheiros, quando deveriam atuar em dupla, para um maior nível de humor. Enfim, foi uma pândega.

E, no final das contas, veio o resultado que só surpreendeu mesmo ao nosso conterrâneo, o Randolfe Rodrigues, que saiu do PSOL para cair na REDE, e parece, pelo seu discurso, maluqueceu de vez. Dizem até que seu objetivo com o discurso foi matar o Lindberg, a Gleisi e a Vanessa de inveja. Ora, ele chegou a dizer que o problema era que a Dilma era inocente porque, ela pedalou, mas, pedalou para o bem. Disse que ela até mandou o dinheiro para o Ministério da Justiça para reforçar a Lava Jato. Eu realmente pensava que em Bom Conselho, nossa capacidade de fazer humor tinha sua figura maior em Pedro de Lara. Agora, depois da posição do nosso senador, vejo que precisamos urgentemente de uma estátua dele juntinho da do nosso grande Pedro. Eu só não sei se o Pedro irá se revolver no túmulo pela ideologia do Randolfe, que continuou mesmo deitado na rede. E ainda mais, sustentem o bucho, propõe eleições antecipadas. Será que ele vai assinar junto com Dilma sua carta de despedida? Esta ideia é a mesma dela.

Ainda para me manter na sessão que mandou a Dilma para nossa coluna, e ao mesmo tempo não perder os Jogos Olímpicos de vista, constatei que o Senado entrou de verdade no clima, quando bate recorde atrás de recorde em votos a favor do impeachment. Na fase de classificação o impeachment venceu por 55 votos, agora, já venceu com 59 votos, com a falta de Renan, que estava contundido. Na final, com a volta de Renan às urnas, já são esperados 63 votos. Quem sabe os políticos de Bom Conselho convençam o Randolfe a votar também contra? De qualquer forma, uma medalha já é certa ao atingir a marca que todos brasileiros esperam que levam a Dilma a ir para Porto Alegre, e se dedicar a esta coluna.

Bem, hoje escrevo na véspera do Dia dos Pais. Portanto, ainda teremos semana amanhã. Todavia, não espero maiores acontecimentos no campo político que desmereçam esta coluna. A não ser que, em pleno domingo a nossa musa, resolva renunciar. Eu não creio, a não ser que o Lula, que está em Brasília, tenha lhe aconselhado a deixar que ele comemore junto com a Suzane Von Richthofen, este dia. Eu soube que a Suzane, sim, aquela que matou os pais, vai sair da cadeia no domingo que vem. São as coincidências da vida que servem ao humor pelo excesso de tragédia. No entanto, se a Dilma renunciar também no Dia dos Pais, de uma forma de outra, pelo humor contido no ato, eu farei um adendo à coluna. Por falar nisto, será que o Lulinha e o Luleco vão estar com o Lula domingo? Se depender do Sisudo Sérgio Moro, isto é incerto.

Outra grande dúvida que fica é se a Dilma vai se defender pessoalmente no julgamento no Senado. Eu penso que ela não vai para não encontrar o Collor, e ele dizer: "Eu sou você amanhã!". Mas, se ela for, será um dos maiores shows de humor dos últimos tempos. Já pensaram, ela e a Gleisi Hoffman contando piada juntas? Seria para morrer de rir. Aliás em relação a ir ou não ir, o Lula proibiu que sua mulher e filho fossem depor ao Ministério Público sobre o sítio que ele diz não ser seu. Já pensaram se chega e ela diz que dela mesmo só o triplex do Guarujá?

Eu iria falar também do Temer, que está começando a ficar conhecido, ao ponto de que houve já manifestações até de estudantes e intelectuais cuja base é o “Fora Temer”, mas, não vou fazer isto porque quero deixá-lo em paz com o Michelzinho que, recentemente, ganhou um presente do Pokémon Go, e, dizem, sua vida é caçar os bichinhos junto com os pais lá no Jaburu. De qualquer forma, que todos os Pais, tenham um belo dia e com muito riso.

Como complemento vejam o discurso do senador de nossa terra Randolfe Rodrigues, e fiquem sérios se isto for possível. Eu, desde já o convido para caçar pokémons lá em Bom Conselho. Dizem que a sede da A Gazeta, o melhor jornal da cidade é um pokéstop.


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

E os jogos continuam....




Por Zezinho de Caetés

Hoje acordei tarde. Nem ainda fui à mídia para ver o que está acontecendo depois que vi o Brasil perder mais uma vez para os Estados Unidos no voleibol. Aliás, à tarde já havia tido este desprazer na ginástica artística ao ver, outra vez a Simone Biles dar piruetas magistrais e levar os americanos ao pódios. E nem continuo com o Michel Phelps para não ficar monótono e tristonho.

Porém, ao mesmo tempo que tenho desprazeres, tenho prazeres, por constatar que é o capitalismo que traz medalhas atualmente. Há anos atrás, quando existia a União Soviética e havia uma disputada acirrada entre os dois mundos, ditos socialista e capitalista, ainda se pensava outra coisa. Hoje não, o capitalismo venceu, até em número de medalhas.

E há gente no Brasil que ainda continua pensando que “socialismo” ainda é uma palavra útil. E talvez seja por isso que ainda amargamos apenas 3 medalhas, até ontem. Eu não sei quantas ganharemos, mas, se depender da ideologia que neste mês se encerra no Brasil, com o lulopetismo dizimado, tenho certeza que serão menos do que o da próxima olimpíada.

Aliás, um dos grandes erros do meu conterrâneo Lula foi ter trazido para cá a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Se no primeiro evento tomamos de 7 x 1, de quanto tomaremos agora, nesta crise da qual os próprios jogos fazem parte?

E para não dizer que não encontrei nada melhor sobre os esportes do que ficar falando de nossa dificuldades, para fechar esta postagem, vejam o que diz o Nelson Mota (“A era do esporte-show” – O Globo), onde ele mostra seu dia a dia esportivo no Rio de Janeiro e, tal qual eu, confessa que seu grande esporte agora é usar o controle remoto da TV.

Só para concluir, tenho desistido de ver esportes que exigem muito preparo físico. Na maratona, chego a ficar cansado. Quem ninguém siga meu exemplo, nem o do Nelson. Fiquem com ele.

“Depois dos rios de sujeira da Lava-Jato, é um alívio para os brasileiros poder mergulhar no mundo limpo da alta competitividade e da excelência profissional em que vencem o talento, o esforço e a vontade, e se orgulhar da nossa produção do evento e das oportunidades de vitória de nossos atletas.

Enquanto a paixão e o entusiasmo da torcida nas arenas e piscinas emocionam pelo volume e intensidade e, às vezes, atrapalham pela falta de educação esportiva, nas redes sociais a selvageria e a covardia contra atletas perdedores, ou vencedores, movidas a ódio, inveja e estupidez, até com ameaças de morte e de estupro, mostram que estamos longe do espírito esportivo.

Claro, os gringos reclamam da pressão do público local contra os adversários — como em todos os estádios e arenas do mundo —, mas é tudo do jogo e parte inseparável do esporte.

Fui ao Maracanãzinho ver as meninas do vôlei e assisti a uma noite de festa eletrônica, com show de luz e DJ tocando em volume demencial batidas empolgantes, preenchendo com música todos os espaços entre as bolas paradas e incendiando a torcida, transformando o jogo em parte de um espetáculo multimídia em que o público se diverte mais, e o esporte não perde nada em eficiência e beleza: a mistura americana esporte + entretenimento é um sucesso, para o bem e para o mal.

Mas era muito bom e emocionante assistir aos jogos só com os cantos, vaias e aplausos espontâneos da torcida, o som da bola batendo na quadra e os gritos das jogadoras ecoando no ginásio.

A Olimpíada lembra que a esportividade não está só no esporte. É jogar limpo na vida, é reconhecer seus erros e derrotas, o valor e os méritos dos adversários, é aceitar os mistérios do acaso e da sorte, conviver com as diferenças individuais nas forças e nas fragilidades da condição humana.

Ou, como dizem no Rio de Janeiro, diante de uma aposta, uma discussão ou uma namorada perdida: levar na esportiva. Ou como diz Rita Lee em São Paulo: brinque de ser sério, leve a sério a brincadeira.

Praticante de caminhadas, natação e ioga, minha principal atividade esportiva tem sido trocar de canal no controle remoto.”

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P.S.: A foto acima (dois atletas brasileiros da Olimpíadas), aparentemente não tem nada a ver com o texto, mas, seu eu o tivesse intitulado "Viva a diferença!", todos iriam entender. Por isso pedi ao blog para colocá-la. (Zezinho de Caetés)