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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Não vai ter golpe!




Por Zezinho de Caetés

Bem, senhores! Pelo andar da carruagem, domingo não será dia de pescaria, mas, de impeachment. A luta contra a saída da presidenta agora transformou o Palácio do Planalto num lugar de comícios diários onde o que mais se repete é: “Não vai ter golpe!”. E cada dia mais a presidenta se torna mais briguenta.

E depois que se soube do vazamento do discurso de posse do Temer, a presidenta está possessa ou tomando doses não recomendadas de “tarja preta”. Ela ontem só faltou chamar o Temer de “mestre de açúcar”, como se dizia lá no interior. O Cunha, nem se fala. De canalha para baixo no linguajar presidencial, vem de tudo. Ao Temer ela agora chama de conspirador-mor da República.

E a cada palavra e a cada gesto, a companheirada responde que não vai ter golpe. E, pelo que leio hoje na mídia, esta sangria desatada de “não vai ter golpe”, está tomando feições de, ou loucura completa ou esperteza demais, que, como dizia alguém, se realmente for demais, termina comendo o esperto.

E é o Reinaldo Azevedo, em seu blog, que discute o assunto com mais detalhes e conhecimentos do que eu. Por isso transcrevo o seu texto intitulado: “Acreditem! Planalto disccute hipótese de decretar Estado de Defesa!” Eu diria, pasmem! E fico me perguntando, será que alguém acredita ainda nesta baboseira de golpe, a não ser os apaniguados e que estão mamando nas tetas do governo, pelo menos naquelas em que há ainda algum leite, depois da roubalheira generalizada?

Eu não sei qual a posição política de nossas Forças Armadas, e, agradeço a Deus por não saber, devido ao comportamento correto que estão mantendo de cumprir suas missões constitucionais, mantendo a disciplina, e longe dos problemas políticos, embora, tenho certeza, conscientes deles.

E é por estarem conscientes do que está se passando no Brasil que o Reinaldo levanta a hipótese de não obediência aos mandos dos governos de plantão, e não ao que manda a Constituição. Seria um descalabro ver nossas tropas calando brasileiros pacíficos, outra vez, porque, tenho certeza, o seu pensamento político evoluiu muito em direção a uma Democracia e a um Estado de Direito.

E uma intervenção intempestiva é que seria um verdadeiro golpe em nossas instituições. Portanto, permitam-me terminar usando o bordão da presidenta inocenta, como o faz o articulista citado, agora de forma correta: “Não vai ter golpe!”

“Prestes a perder a Presidência da República, parece que Dilma Rousseff pode também perder o juízo. E está com um problema grave: cerca-se de assessores que são piores do que ela própria, receita certa para o desastre, especialmente quando não se é, assim, um Schopenhauer da política, e as ideias são mais curtas do que o cabelo. O Palácio do Planalto — Dilma e seu entorno — passou a debater a ideia de decretar, pasmem!, Estado de Defesa contra o que chama “golpe”. A hipótese — que tanto eu como Demétrio Magnoli tratamos com ironia —, acreditem!, passou a ser debatida com a seriedade possível pelos “companheiros”.

E isso não é um falso alarme! Os feiticeiros estão operando!

É coisa de celerados. Mas atenção! Até esse “Estado de Defesa” seria um truque. Explicarei tudo. Antes, vamos ver em que ele consiste.

A medida, que é executada pelas Forças Armadas, está prevista no Artigo 136 da Constituição. Transcrevo trechos:

Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.”

Contam-se entre as medidas do Estado de Defesa:
restrições aos direitos de:

a) reunião, ainda que exercida no seio das associações;
b) sigilo de correspondência;
c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;

E, ora vejam, podem se realizar prisões por crimes contra o Estado, respeitadas algumas disposições.

Cumpre lembrar que, decretado o Estado de Defesa, o presidente tem 24 horas para submeter o ato, com a devida justificativa, ao Congresso, que deve examiná-lo em até 10 dias. Se o decreto for recusado, fim de papo. Não há Estado de Defesa.

Então vamos ver

Hoje, enquanto escrevo, o governo avalia que vai perder a batalha do impeachment. Os petistas sabem que não será o Senado a segurar Dilma.

A presidente, seus assessores e o comando do PT querem dar verossimilhança à farsa que inventaram, segundo a qual está em curso um golpe no Brasil. Para tanto, é preciso fabricar o “fator militar”, que inexiste.

Fator Militar

Falemos dele. As Forças Armadas já fizeram saber a quantos interlocutores buscaram a sua opinião que se manterão no estrito cumprimento da Constituição. Segundo o Artigo 142, elas se destinam “à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

Mas, para tanto, é preciso que a lei e a ordem — as da Constituição, não aquelas emanadas da vontade ou do chilique do governo de turno — estejam sob ameaça. E, obviamente, não é o caso.

Não será obedecida

Se Dilma chamasse hoje os militares para ir às ruas para reprimir brasileiros pacíficos, creio que eles não a obedeceriam, não é mesmo? Caso obedecessem, seria o Congresso a recusar o decreto. Em qualquer das duas hipóteses, a presidente ficaria falando sozinha.

E aí está o busílis. O PT decidiu que não vai apear do poder segundo, vamos dizer, a normalidade burocrática para o caso. É preciso criar um ritual traumático que caracterize, então, o golpe que nunca existiu. Se, para tanto, for preciso criar agitação nos quarteis, por que não?

E notem que essa perspectiva não se dá apenas na possibilidade de Dilma decretar o Estado de Defesa, mas de, eventualmente, o próprio Temer, na Presidência, precisar recorrer a tal instrumento se as esquerdas cumprirem a ameaça: ou não estão dizendo por aí que, se Dilma for deposta por impeachment, seu sucessor não governa?

O próprio advogado geral da União, José Eduardo Cardozo, chamou o eventual governo Temer de “ilegítimo”. Afrontando a Constituição e a Lei da Improbidade Administrativa (8.429), Dilma chama o vice abertamente de golpista, dentro do Palácio do Planalto, cercada por seus acólitos.

Os que se alinham com a defesa da Constituição, do Estado de Direito e da democracia têm de repudiar de pronto essas armações.

Os petistas perderam completamente o juízo e agora investem no confronto para criar a mímica de um golpe que não existe nem existirá. E isso, sim, é golpismo escancarado.

Chegou a nossa vez de dizer aos petistas: “Não vai ter golpe”.”

terça-feira, 12 de abril de 2016

Tomaram o dinheiro da mortadela no "Dia do Saia"




Por Zezinho de Caetés

Ontem foi um dia histórico. Mais um, como todos ultimamente, desde quando o povo brasileiro resolveu reagir ao descalabro dos governos petistas, com seu objetivo de nos  tornar uma grande Venezuela.

Houve de tudo um pouco. E quem viu a reunião da Comissão do Impeachment, que foi o começo de tudo, e que lembrava mais uma reunião de torcidas organizadas do Palmeiras e do Corínthians, com bandeiras e tudo, me dará logo razão.

Os historiadores do futuro devem lembrar este dia, já que existiu o Dia do Fico, para o bem do povo e felicidade geral da nação, como o Dia do Saia, também com o mesmo objetivo. Durante a reunião o que se viu representa realmente o povo brasileiro. Desde um boquirroto Silvio Costa até um moderado Medonça Filho, pelo menos em seu discurso.

No seu final foi uma festa cívica das mais bonitas. No entanto, nem só esta parte constará dos livros de história, porque, o meu conterrâneo, o Lula, o quase ministro, estava, na mesma hora, junto com o Chico Buarque no Rio, a preparar sua campanha para assumir a presidência em 2018, sucedendo o Michel Temer.

Aliás, o Temer também fará parte do dia histórico, por ter “vazado” um discurso pelo Whatsapp, instrumento de comunicação que, não se adapta bem a pessoas das terceira idade, como eu e ele, pois, sem o vigor cerebral dos jovens, terminamos enviando mensagens para Dilma quando queríamos enviá-las para Marilena Chauí, no qual falava do seu plano de governo.

Praticamente, ele deve ter feito a gravação já com o terno de posse junto da Marcela que o aplaudia. E não é que deu certo? E hoje, eu já leio que até medalhões do PMDB, como o Picciani, aquele que ganhou o Ministério da Saúde, já pretende debandar das hostes dilmo/lulescas.

E, parece que, o esforço de Lula, lá no hotel em Brasília, de comprar apoio, não está dando certo. Já se dá como certo que, na votação do impeachment no domingo, já há deputados suficientes para mandar a Dilma para casa, por, pelo menos, uns 6 meses de férias, o que eu espero, o Senado, as estenda por muito mais tempo.

Sobre isto, e sobre as atividades de Lula, ontem, você podem ler o texto abaixo transcrito, do Josias de Souza, com o título de: “Bala de prata de Dilma falha na primeira batalha”. Entretanto, o que mais deve acelerar o impeachment foi o que li na mídia:

“A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu na noite desta segunda-feira um militante do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) com 55 mil reais em notas numa mochila. José Carlos dos Santos foi preso ao chegar ao acampamento do MST próximo ao Teatro Nacional, na Esplanada dos Ministérios. Ele não soube explicar a origem do dinheiro.”

Ou seja, levaram o dinheiro da mortadela. E, enquanto nós vamos às ruas no dia 17 para mostrar que o Brasil inteiro quer ver Dilma e Lula pelas costas, não vai ter uma bandeira vermelha na rua. Afinal de contas, já é difícil gritar sem saber porque: “Não vai ter golpe!”, mas, sem mortadela, jamais.

Fiquem com o Josias que eu vou continuar vivendo a história.

“Ninguém esperava ver Lula cabalando votos na entrada da comissão que derrotou Dilma na primeira batalha da guerra do impeachment. Seria muito teatro. Mas pouca gente entendeu o que fazia o criador no Rio de Janeiro, numa manifestação ornamentada com artistas e intelectuais, na hora em que sua criatura tanto precisava dele em Brasília.

Ficou no ar a incômoda impressão de que Lula começa a virar a página. Empatado com Marina Silva na liderança do último Datafolha presidencial, Lula parece mais preocupado com a publicidade do aplauso de plateias companheias do que com o esforço oculto para manter unido um rebanho congressual que salta o alambrado.

Devolvido à cena brasiliense como “bala de prata” de Dilma, Lula revelou-se um traque no primeiro embate. De nada adiantaram as prome$$as feitas no escurinho do quarto de hotel. Num colégio de 65 votos, o impeachment prevaleceu por 38 a 27. Nada que permita concluir que a oposição já garantiu os 342 votos de que precisa no plenário da Câmara. Mas foi constrangedor para o governo ter de “comemorar” a derrota pouco elástica, inferior a dois terços.


O jogo não acabou. Porém, o governo dispõe de pouco tempo para esboçar uma reação. A batalha do plenário está marcada para domingo. Por ora, a coreografia favorece os partidários do impeachment, já que a bancada dinheirista admite tudo, menos ficar do lado perdedor. Às voltas com dificuldades para confirmar sua própria nomeação para o ministério, Lula já não é o mesmo sedutor de outrora. E tende a tornar-se irrelevante se não se der conta de que Chico Buarque não têm direito a voto no plenário da Câmara.”

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A semana - JECa defende a Dilma e o impeachment continua...




Por Zé Carlos

Esta seria uma semana onde qualquer coluna com as metas desta que escrevo, teria que dobrar as metas para fazer alguém que ouviu e viu as notícias conseguissem pelo menos dar um ar de riso. Afinal de contas, qualquer notícia no mundo político, hoje, vira uma piada. Mas, como bom brasileiro, eu não desisto nunca,  e, ainda mais, faço uma promessa aos nossos leitores, de rirem muito, se chegarem até o final deste texto.

Tudo começou com a ansiedade sobre o resultado da reunião da Comissão de Impeachment para aceitar ou não o parecer do relator, que viria no meio da semana. No entanto, bastou se aproximar o dia, para que, quem assistiu a algumas das sessões, verificar que não há nada mais parecido com uma aula do primeiro grau do que uma reunião de umas dezenas de deputados. Foi uma verdadeira diversão aos olhos de todos os brasileiros e brasileiras, como diz nossa musa a Dilma, que gostam de humor.

E foi neste clima que terminou o prazo da defesa para que a Dilma apresentasse a sua tentando mostrar que não havia “pedalado” e não fora este o motivo do seu emagrecimento. E entrou na rinha do humor o José Eduardo Cardoso, mais conhecido, nas rodas humorísticas, como JECa, com o seu show impagável, embora não original em termos de hialariância. Ele tentou provar juridicamente que se a Dilma for impichada, tudo não passará de um golpe. Todos que acompanham a política e o humor sabem muito bem que esta fala é a piada mais importante nos shows da Dilma. No entanto, dito com a ênfase e trejeitos que são peculiares ao JECa, parecia até uma nova peça. E houve risos e muitos risos.

E não era para menos, pois vejam alguns exemplos do que ele falou:

“O impeachment no presidencialismo é uma situação de absoluta excepcionalidade institucional, justamente por forças de garantia que marcam esse sistema de governo. Portanto, no presidencialismo jamais se poderá falar que qualquer governo possa ser afastado por decisão meramente política, por uma situação episódica de impopularidade, por algum tipo de decisão natural do mundo da politica que não seja absolutamente extraordinária e de gravidade afrontosa aos princípios basilares do sistema. Portanto, um crime de responsabilidade exige que o ato praticado pelo presidente da República seja por ele diretamente praticado. Que seja um ato doloso, que seja um atentado à Constituição, uma violência, excepcional, capaz de abalar os alicerces do Estado. Exige a tipificação legal. Portanto, todo um conjunto de ingredientes necessários para configuração de um processo de impeachment. Fora destes pressupostos, qualquer processo de impeachment é inconstitucional, é ilegal.”

Quando os deputados lembraram que no Brasil, já houve 132 pedidos de impeachment, sendo 29 para Collor, 4 para Itamar, 34 pedidos para Lula, 17 para FHC e 48 para Dilma, todos começam a sorrir pensando que estamos em estado permanente de excepcionalidade. Se constatarmos que desta centena, apenas 2 foram aceitos pelos presidentes da Câmara, um de Collor e outro de Dilma, talvez nos tire a sensação de exceção. O que incomoda aos defensores da Dilma é apenas sua similaridade com o Collor, pois este foi o único defenestrado por este ato, depois da redemocratização do país. E o que mais deixa os shows do PT empolgantes é que parece, nos dois casos, os tesoureiros das campanhas estão envolvidos. Ou seja, neste caso, o culpado não é o mordomo, pelo menos até esta semana.

Digo até esta semana, porque foi nela que o Marco Aurélio, Ministro do STF, contumaz leitor das histórias policiais, e, portanto, sabendo que o mordomo é sempre o culpado, aprovou uma liminar que força o presidente da Câmara a aceitar o pedido de impeachment para Temer, o vice-presidente. Por mais que se tenha reclamado de que o Temer só tem aquela aparência de mordomo de casa mortuária, por ter ficado muito perto do Cunha, certas horas, o ministro não se deu por satisfeito, e tudo agora está nas mãos do Cunha. Então vejam que engraçado: Hoje o Brasil não está bem servido, pelo menos, com os mordomos que tem.

Mesmo sentindo um sorriso no rosto de cada deputado presente, e uma gargalhada enorme de quem o assistia pelos meios de comunicação, o Advogado Geral da União, ou o Advogado Geral da Dilma, porque a União, em termos de seus serviços, está às moscas, continuou:

 “É fato que o impeachment está na Constituição e, se todos esses pressupostos forem atendidos e a lei for atendida, pois bem, o impeachment não será golpe. Será uma situação extraordinária e excepcionalíssima. Mas se esses pressupostos não forem atendidos, se não houver um atentado contra a Constituição Federal, se não houver ato imputável à presidente, se não for uma ação dolosa, se ela não for tipificada, a tentativa de impeachment é golpe de Estado, sim. Golpe é a ruptura da constitucionalidade, golpe é o rompimento de uma Constituição, golpe é a negação de um Estado de direito, não importa se ele é feito por armas, não importa se ele é feito com canhões, ou com baionetas caladas, se ele é feito com um simples rasgar da Constituição. Sem base fática, ele é golpe.”

Ou seja, tudo se passa como se o tão falado golpe, constante de todos os discursos dos governistas atualmente, é uma realidade, porque não há “base fática”. Isto é motivo de riso porque lembra aquele personagem da Escolinha do Professor Raimundo, que, ao ouvir o mestre dizer que Jesus Cristo fora crucificado, perguntava: “Onde está a cruz em que isto aconteceu? Mostre, um dos pregos em que ele foi pregado da cruz,” etc, etc, levantando dúvidas inúmeras sobre a “base fática”. Quando, o professor respondia que não tinha, ele dizia: “Então não me venham com churumelas!”. No caso da Dilma, o JECa encarnou o personagem acima, que se chamava de Pedro Pedreira, que sempre responde as acusações a Dilma, dizendo que “há controvérsias” quando se diz que a Dilma “pedalou” feio. E repete, como na escolinha: “Aro da bicicleta onde a presidenta deu a pedalada, tem? Cor do capacete com ela pedalou, sabe?” e por aí vai, enquanto a plateia se diverte. É isto aí mesmo: “JECa noventa, só enfrenta quem aguenta!”

E já houve tanta explicação do que significa “pedalada”, que me sinto no dever de explicar aos meus parcos e pacientes leitores. O Ministro já deu o exemplo da empregada que vai ao supermercado, outros já deram o exemplo da casa própria e as prestações vencidas e tantas outras mais, mas, nunca vão ponto.

Ora, existem pedaladas e pedaladas. No caso do impeachment elas se referem às pedaladas de Dilma, e de ninguém mais. Então não tem como não mostrá-la como uma pessoa com todas as boas intenções, e que pretende colocá-las em prática, mas, ao tentar fazer isto, verifica que não tem recursos para fazê-los, a não ser pegando dinheiro emprestado. Nada demais em fazê-lo, se isto não fosse considerado um crime. E há uma Lei, sempre ela, que diz ser. Mas, como a Dilma nossa musa, acha que “não há pecado no lado abaixo do equador”, resolveu tomar emprestado assim mesmo. Quando a pegaram com a mão na botija, ela se defendeu dizendo que já pagara aquilo que tomara emprestado. Porém, seus algozes, adeptos em manter a Constituição e as Leis da República, não ficaram nada satisfeitos com o pecado dela. Resolveram tirá-la do emprego. Então ela, no meio do show de humor que comanda agora todos os dias da semana, lá onde era o Palácio do Planalto, agora transformado em supermercado pelo Lula, diz, coisas como: “Eu tomei dinheiro emprestado, ou pedalei,  para pagar o Bolsa Família!” Seus algozes cruéis, dizem que mesmo se este fosse o caso, ainda seria crime. E descobriram que o empréstimo também serviu para outras coisas envolvendo “famílias mais abastadas”. Diz também, pedalei sim, mas, todos na história deste país pedalaram, então se eu for julgada culpada pelo crime os outros também devem ser. Os algozes, chamados de “elite” pelo Lula, que não sabe que a ela pertence, voltam e dizem que mesmo que outros tenham feito, as pedaladas da Dilma foram tão fortes que nem se comparam com as dos outros. E por aí vai, dizendo uma coisa é a “elite” insensível, outra, mostrando que, se pedalada é crime, e ela confessa que pedalou, ela tem que ser julgada pelo crime. Simples assim.

E toda esta semana nervosa girou em tornou deste julgamento, que deve começar na próxima semana, com ares shakespearianos de “pedalou ou não pedalou, eis a questão!”, isto se o relatório, que diz ser a Dilma culpada, for aprovado. O que esta coluna espera é a condenação da Dilma, e todos logo pensarão que quero isso por pertencer à elite insensível. Nada mais longe da verdade. O que quero apenas é que ela deixe a presidência e venha trabalhar em tempo integral aqui na coluna, nos fazendo rir. Eu sei que, mesmo que ela vá criar galinhas depois da presidência, cada um dos seus gestos, cada um dos seus atos, será algo em benefício do riso.

E, perguntarão os céticos leitores:  “Quer dizer que, agora, depois que não sabe mais quando vai ser ministro, o Lula parou de fazer graça?” Que nada! Agora, quase todos os dias ele reúne um grupo de companheiros e companheiros e desanda a falar. Sua mais recente piada é que ele quer que o Temer pare de lutar pelo cargo da Dilma, que ele ganhará se o impeachment vier, porque ele não teve votos. A pergunta é: “E isto é humor?”. Eu respondo, claro que não é! É somente idiotice mesmo. Mas, quem disse que não se pode de rir de idiotices? E vindas da boca do Lula, depois que ele foi chamado do Ministro Porcina, aquele que foi sem nunca ter sido, é um deleite.

Aliás, tudo hoje é uma gargalhada só. Vejam, em homenagem a esta onda humor que assola o país o vídeo abaixo editado pelo Felipe Moura Brasil. É longo, mas, eu prometo que o riso abundará na sua vida.


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Não é nada meu...




Por Zezinho de Caetés

Hoje havia prometido não escrever nada aqui. Nada que se escreva pode ser lido, neste país, sem pelo menos um ar de riso. Havia resolvido colocar apenas os vídeos abaixo e deixar as pessoas rirem, como tenta fazer o Zé Carlos em sua coluna semanal.

Veja-os, então, e, entrem no final de semana com o espírito alegre, porque na próxima, terá muito mais coisas ruins para o governo Dilma e, portanto, boas para as pessoas que não estão penduradas nas tetas deste governo, e querem sua saída “espontânea”

Eu, o que farei? Talvez vá ao interior, procurar um pedaço de terra para me inscrever na Reforma Agrária. Ora, se até os mortos podem por que eu não, que só estou quase morto, com minha aposentadoria, ser beneficiado por este programa? Vade Retro!




quinta-feira, 7 de abril de 2016

"Em cima de queda, coice!"




Por Zezinho de Caetés

Eu sempre cito os ditados de minha terra porque meus valores culturais e morais foram quase todos formados com base neles. O de hoje é: “Em cima de queda, coice!”, que se dizia quando alguém ou alguma situação chegava ao pior dos mundos. E isto se aplica ao governo da nossa presidenta incompetenta e birrenta, a Dilma.

Leia abaixo o texto do Ricardo Noblat apenas para ter uma ideia de como, num único dia, os coices foram tantos, que o título do artigo é “Dies horribilis” que no bom português significa “dia terrível”, onde ele mostra a derrocada fatal do governo petista, para alegria de todo povo brasileiro.

Penso eu, não existir ninguém no Brasil, exceto aqueles que estão em cargos comissionados ou comem sanduíche de mortadela para carregar uma bandeira vermelha de vez em quando, que acredite que a Dilma chegue ao final do seu mandato. Isto eu digo, por um motivo muito simples: O Brasil não suportaria, a Europa não está mais aceitando refugiados, e na América Latina, em quase todos os países, o pessoal já quer é sair. Portanto, a solução é tirar a Dilma.

Vi agora na TV que hoje é o Dia Mundial da Saúde. Quando me preparo agora para sofrer com as dores causadas pelo mosquito Aedes Egypti infectado com os vírus, que são tantos que nem o sistema de saúde tem condições de saber quem é quem, fico desesperado, e começo a arrumar minhas coisas para ser um refugiado em algum país.

Não escolheria a Venezuela ou a Bolívia por motivos óbvios. No entanto, a Argentina talvez já tenha condições de me receber, porque, até que enfim se livrou da presidenta incompetenta de lá, a Kirchner, e parece que a coisa está andando.

No entanto, meu otimismo ainda não acabou, e ontem, este otimismo só cresceu, quando vi a Comissão Especial de Impeachment botar para frente o processo contra a Dilma. O que posso dizer, é que, pelo conjunto da obra petista, para o Brasil, quanto mais cedo ela voltar para casa e o Lula para Caetés, de onde nunca deveria ter saído, melhor.

Fiquem com o Noblat, e concluam, como eu o fiz, se tivermos uns 5 dias iguais a este, até a presidenta poderá se tornar complacenta e renunciar. Que Deus me ouça!

“Deixemos de lado as más notícias econômicas colhidas, ontem, pelo governo. Do tipo:

*  As negociações salariais entre patrões e trabalhadores resultaram em um reajuste médio de 0,23%, em termos reais, em 2015. É o menor desde 2004, quando o reajuste médio havia ficado em 0,61%;

* A caderneta de poupança completou o terceiro mês consecutivo de saques. Isso se deve à inflação elevada, aumento do desemprego, menor crescimento da renda do trabalhador e maiores gastos com tarifas e combustíveis;

* O movimento dos consumidores nas lojas de varejo do país caiu 8,5% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2015;

* A produção total de veículos no Brasil no primeiro trimestre do ano chegou a 482,29 mil unidades, uma contração de 27,8% em relação a igual período de 2015.

O de ontem foi particularmente um dia horrível de notícias políticas para o governo. Do tipo:

* O deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator da Comissão Especial da Câmara, deu seu voto favorável ao pedido de impeachment da presidente Dilma;

* A Frente Parlamentar Evangélica da Câmara, que reúne 90 deputados, declarou seu apoio ao impeachment;

* Fechou com o impeachment o Partido Verde, que conta com sete deputados e um senador;

* A  Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), de forte influência entre deputados e senadores, divulgou nota criticando o governo e recomendando o voto pela saída de Dilma.

À falta do que comemorar, o governo escalou o Ministro-chefe do gabinete da Presidência, Jaques Wagner (PT), para dizer que “as propostas vindas do Congresso de convocação de novas eleições gerais mostram que a proposta de impeachment começa a cair por terra".

As tais propostas de novas eleições, por enquanto, não passam de ideias lançadas ao vento pelo minúsculo partido de Marina Silva (REDE) e parlamentares avulsos. Mesmo que ganhem mais adeptos, em nada influenciarão o resultado da votação do impeachment na Câmara.

Wagner festejou o anúncio feito pelo senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, de que seu partido continuará apoiando o governo. Ocorre que Nogueira se preparara para anunciar que o PP votaria contra o impeachment. Não o fez porque 22 dos seus deputados votarão a favor do impeachment, e mais alguns ainda poderão votar.

O governo não admite de público, mas sabe que a maioria dos 65 deputados da Comissão Especial aprovará o relatório de Arantes até o início da próxima semana. Em seguida, ele será votado em plenário. Para derrotar o impeachment, o governo só precisa do apoio de 172 deputados de um total de 513. Para aprovar, a oposição precisa do apoio de 342.

Se a votação em plenário fosse hoje, o impeachment não passaria. Haveria mais votos favoráveis a ele do que contrários, mas menos do que os 342 necessários. Dá-se que o impeachment, se aprovado pela Comissão Especial, só será votado em plenário a partir do próximo dia 15. Cada deputado será chamado a declarar seu voto ao microfone.

Com toda certeza, o país vai parar para assistir à votação que será transmitida ao vivo pelo rádio, televisão e redes sociais. O prédio do Congresso deverá estar cercado por cerca de 300 mil pessoas, segundo estimativa conservadora da Polícia Militar do Distrito Federal. Tudo isso conspira contra o que interessa ao governo.


A sorte de Dilma, de fato, será decidida somente nesse dia – o domingo 17 ou a segunda-feira 18. O dia 21 é carregado de simbolismo: celebra-se a Inconfidência Mineira. Foi em 21 de abril de 1985 que morreu sem tomar posse o primeiro presidente civil depois de 21 anos de ditadura militar, o mineiro Tancredo Neves.”