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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Não há pirulito grátis. Vamos às ruas no dia 26/3...




Por Zezinho de Caetés

Está chegando o Carnaval e nada mais justo do que transcrever o texto do Hubert Alquéres (Blog do Noblat) que ele intitula de “Rasgaram a fantasia”. Leiam-no lá embaixo. Aqui, vamos só com um nariz de cera, tocando apenas um dos seus tópicos.

Ontem falamos neste espaço da importância da Operação Lava Jato para o Brasil. E não há dúvidas sobre isto, ao ponto de estarmos sendo convidados pelos bons movimentos sociais para irmos às ruas, no dia 26/03/2017, e dizemos: Abaixo quem não lava a jato!.

Não podemos ficar em casa, embora saibamos que serão tantas as reivindicações que não caberão em nossas mãos tantos os cartazes que deveríamos levar. Fim do Foro Privilegiado, Refoma da Previdência, Reforma Trabalhista, Reforma Tributária e tantas outras que são absolutamente necessárias para que o Brasil continue vivo, ou, pelo menos, continue fazendo parte do mundo civilizado.

Sabemos que mesmo sobre estes assuntos não há consenso, o que é razoável e salutar numa Democracia, mas, devemos ir às ruas sim, para mostrar que a sociedade brasileira ainda está viva. Tomemos o exemplo das Reformas. Ora, reformas são reformas e nada mais do que reformas, como diria a Dilma se pudesse aparecer na avenida.

Todos querem ficar com sua aposentadoria (e eu sou um deles), todos querem emprego (eu não sou mais um deles), todos querem que paguemos justos impostos. Tudo isto não seria motivo de comoção social se vivêssemos ainda no Paraíso, onde para ter tudo bastaria estirar a mão em direção à Divindade que nos deu. Caímos em desgraça e o que nos regula hoje é escassez e esta lúgubre ciência que é a Economia.

Sempre repito aqui que não há almoço grátis, apesar do Bolsa Família. Hoje não podemos mais nem falar que o ar que respiramos é grátis, e a água nem se fala. Os professores de Economia tem dificuldades de dar exemplos do que sejam bem livres. E alguns políticos até podem perguntar, e o erário? Pois parece para eles que lá é tudo livre, ou seja são viciados em dinheiro público.

No entanto, devemos ver que devemos escolher entre uma coisa e outra desde nossa infância. A resposta para qual o pirulito? não pode ser, os dois pirulitos, mas, aquele com que podemos arcar. O que podemos fazer é apenas encontrar pessoas que possam nos governar e nos ajudar a escolher o pirulito, mantendo nossa liberdade de escolha. Como vimos, o PT nos prometeu os dois, e passamos anos os lambendo para descobrir que só tínhamos direito a um, porque o outro era fruto de dívidas e enganação.

Só nos resta agora lutar para que possamos comer de forma mais eficiente o nosso pirulito, que foi mordido por muitos nos últimos anos, e exigirmos que a Lava Jato continue para termos de volta pelo menos uma parte do que foi comido com a corrupção.

E para isto, ir às ruas é fundamental. Estaremos lá no dei 26 de março com uma ideia na cabeça e um pirulito na mão, tendo muito cuidado com o Lobão.

Fiquem com o Hubert para outros assuntos que urgem no Brasil de hoje.

“A crise, por si só já suficientemente grave, está a um passo de se transformar em crise de autoridade.

Policiais militares em alguns estados do Brasil cruzam os braços, escondem-se sob as saias de suas mulheres, oficiais e soldados são revistados por paisanas para verificar se estão saindo dos quarteis com a farda escondida.

Nessa quebra de hierarquia e disciplina, alguns pulam o muro da guarnição ou são transportados de helicóptero para burlar os piquetes.

No mundo real, 140 pessoas foram assassinadas no Espírito Santo, piquetes se espalharam para os quarteis do Pará e do Rio de Janeiro. Indefesa, a população vive dias de terror e sofre as consequências da incúria governamental.

Como se não tivesse nada com isso e vivesse em universo paralelo, o mundo da política rasgou a fantasia.  Entrou em ritmo carnavalesco frenético, com nítido propósito de auto blindagem e de abafar a Lava-jato.

Enquanto a nação, horrorizada, tomava ciência dos assassinatos por atacado no Espírito Santo, parlamentares tramavam a aprovação em regime de urgência de uma lei de anistia para os partidos que subtrairia poderes de punição da Justiça Eleitoral.

Dois dias depois, a sabatina training numa chalana gourmet foi mais uma clara evidência de que Brasília perdeu inteiramente o senso de medida e a compostura nesses dias pré-carnavalescos.

Tanto assim que o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, confessou sem a menor cerimônia que o “notável” Ricardo Barros foi nomeado ministro da Saúde depois do Partido Popular garantir que “todos os votos do partido” ficarim a favor do governo, num toma lá dá cá explícito.

A marchinha “A criminalização da política” cantada pelo senador Edison Lobão, novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça é de deixar pasmo qualquer folião.

Na sua letra há protestos contra a “tirania” da lava-jato que “se transformou num inquérito universal”, contra a “perseguição aos políticos”, contra a delação premiada, e a favor da defesa da anistia a caixa dois e da lei do abuso de autoridade.

Lobão não é do bloco “do eu sozinho”, ao contrário.

No mesmo compasso vai o nome dos sonhos do PMDB para o Ministério da Justiça, o deputado Rodrigo Pacheco, um crítico radical ao poder investigativo do Ministério Público.
Capitaneado pelo PMDB, o cordão Unidos pelo Patrimonialismo é suprapartidário, vai do PT ao PSDB, da base governista à oposição.

Face a aversão da sociedade ao ritmo atravessado dessa bateria, o presidente Michel Temer procurou se distanciar do bloco dos sujos e malvados, afirmando solenemente que no seu governo não haverá blindagem.

Na leitura cor de rosa, sua decisão de afastar temporariamente ministros formalmente denunciados e transformar o afastamento em definitivo quando eles virarem réus, é um sinal positivo.

Na leitura mais realista, aprofunda a blindagem, pois aposta na morosidade da justiça que tende a ser soterrada pelo ritmo dos acontecimentos. Como dizia Ulysses Guimarães, sua excelência o fato, costuma falar mais alto. E ele tem nome e RG: delações da Odebrecht.

O presidente é prisioneiro das próprias contradições do seu mundo, daí o seu comportamento pendular.

De um lado, dá passos que alimentam às desconfianças da sociedade, como no episódio Moreira Franco e na própria escolha de Alexandre de Moraes para o Supremo. De outro, tem tido a sensibilidade de recuar quando a pressão da sociedade se faz mais forte.  Foi assim nas demissões de Romero Jucá e Geddel Viera Lima.

Como o mundo da política vem exagerando na farra, Michel Temer deve fazer novo movimento para refrear sua voracidade. Dificilmente a pretensão do deputado Rodrigo Pacheco vai dar samba.

O presidente tem fortes vínculos com o cordão dos patrimonialistas, a quem deve solidariedade, mas é, antes de tudo, um político pragmático.


Está de olho no dia 26 de março. Teme a força das multidões, prontas para botar o bloco na rua.”

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Lula à frente nas pesquisas. O que um velório não faz...




Por Zezinho de Caetés

Nós, que gostamos de política e fazemos comentários sobre, não podemos nos queixar por falta de assunto, hoje. Se eles são relevantes ou não é outra coisa. Mas, o que pode ser relevante num governo que durará um ano e meio?

Se o Temer tivesse sido eleito em eleições normais (como presidente, pois como vice, ele o foi e esta história de “golpe” nem o PT acredita mais, a não ser Senadora Fátima Bezerra porque não aprendeu ainda outra palavra), com, pelo menos 4 anos pela frente, ele ainda estaria naquela coisa dos 100 dias, nos quais não faz outra coisa do que se escolher ministros igual ao Trump (cada povo tem a tragédia que merece).

Felizmente, o Temer só tem pouco mais de um ano. E por que dizemos isto? Simples, pois se não fosse assim quem teria este tempo seria a incompetenta Dilma. Por falar nela, a última vez que a vi estava no velório da Marisa Letícia, aplaudindo o showmício de Lula. Mas, felizmente também, porque temos um tempo de reflexão para saber o que é que temos para enfrentar 2018.

Já lemos ontem que, numa pesquisa de intenção de votos, o Lula ganha de todos os candidatos se a eleição fosse no dia de realização da pesquisa. E quem seriam os remanescentes na tal pesquisa? Os mesmos de sempre, com a inclusão do Bolsonaro, que, apesar não sabemos quem disse a ele quem tem capacidade para ser presidente. Talvez, tenha sido os mesmos que orientaram o Collor. O discurso de ambos era a caça a bandidos. Um saiu como bandido e ainda está enrolado. O Bolsonaro é uma pura vestal. Acreditem se quiser.

Temos a Marina. Meu Deus do céu. Será que alguém, em sã consciência poderia pensar que a Marina teria o mínimo de condições de assumir a presidência, sem o risco de sair alguns meses depois? Primeiro pelo seu ranço petista enrustido e segundo porque não tem estofo para cargo. Ela seria melhor como guru de consulta lá na Granja do Torto ou mesmo como representante da Natura.

Aí vem o Ciro “Boca Suja” Gomes, que continua o mesmo. Agora, a única diferença é que é ele ou Lula, e já começou a meter chumbo grosso no meu conterrâneo. Sabemos que até lá um dos dois cai fora. Todavia, é mais certo o Lula sair levado pelo Sérgio Moro, Curitiba abaixo. Talvez o Ciro não resista ao comando do Lupi, sim, aquele que dizia amar a Dilma e agora ama o Ciro, na promiscuidade política deste país.

E, pasmem, o Aécio Neves ainda aparece como cotado embora numa posição indecente para quem quase foi o presidente, não o sendo apenas pelo estelionato eleitoral da chapa Dilma/Temer, que está sendo julgado pelos tribunais. Coitado do herdeiro do Tancredo, que deve estar se contorcendo no túmulo com os achados da Lava Jato.

Aliás, de vez em quando pensamos se houvesse uma Lava Jato na época de Tancredo, se seria maior ou menor do que a operação atual. Talvez fosse até maior, mas, talvez tivéssemos nos livrado do Maluf, que ainda sobrevive, e pode até aparecer em alguma pesquisa por aí. Como dizia minha amiga Lucinha Peixoto: Cruzes!

E na referida pesquisa aparecem até um bando de loucos num total de 3,7% que votariam no Michel Temer. Para vocês verem como anda o eleitor brasileiro. Não que o Temer seja dos piores, pelo menos até aqui, mas poderia manter o PT vivo com a lenga-lenga do “golpe”, por mais alguns anos.

Entretanto, o que mais nos alarmou foi que o Lula teve um percentual de 30,5%. Para nós uma tragédia, palatável e crível apenas por isto vale apenas para o período de realização das pesquisas, que coincide com o da doença, funerais e comício fúnebre de Lula de Dona Marisa Letícia.

Ora, dirão os céticos e petistas, mas, vai parar o tempo para fazer uma pesquisa? Claro que não, mas, em seus resultados devem ser enfatizados todos os fatores que podem comprometer a veracidade e importância dos seus resultados. O que esperamos é que não morra ninguém da família de Lula lá por setembro de 2018, se ele conseguir ser candidato. A tragédia poderia ser pior ainda.

Eu, agora falando na egoísta primeira pessoa, não tenho ainda candidato para o próximo ano, pois acredito naquela história das “nuvens” do Magalhães Pinto, se não me falha a memória. Lá elas podem estar totalmente diferentes, ou haja até mesmo um céu de brigadeiro. Tudo pode acontecer, menos uma coisa, pelo que se vê hoje: O PT ganhar outra vez! E digo isto apenas pensando que no Brasil há seres vivos além de jumentos (que me perdoe o tão criticado animal).


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

PATRIMÔNIO DE UMA CIDADE


Bom Conselho - PE


Por José Antônio Taveira Belo / Zetinho


Toda cidade tem uma história e suas estórias, aquela transmitindo seus feitos, suas datas, seu passado cheio daquele vigor cívico que enobrece, orgulha e glorifica o presente; essas inebriando, entusiasmando, sensibilizando no presente o passado, vinda através das tradições e das lendas. Ali é uma praça, um monumento, uma ruina, uma igreja, uma casa, uma rua. Aqui uma figura, um folguedo, um canto, uma dança, um uso de costume, tudo isso, porém forma um conjunto de conhecimentos e de saudades em uma cidade. Há pairando sobre tudo isso o tempo. Ele é responsável pela história. E ele sua medida no contexto vivencial. A cidade é feita de sonhos e desejos. Sonhos e desejos que, um dia, se tornarão recordações, se incorporarão aos inúmeros labirintos da memória das pessoas. É assim a cidade a moradia dos homens. E Bom Conselho não fica atrás. A cada dia a cidade vem sofrendo a delapidação do seu patrimônio, rasgando um passado que cresceu e poderia ser conservado para as gerações que advir, mas sofremos a cada dia um desprezo pelo patrimônio cultural que guarda a valioso sentimento dos seus antepassados. Leio com tristeza e lamentação na edição da À GAZETA nº 425 de 16 a 31/01/2017 página 07, e vejo a foto da destruição do Bangalô de Luisinha Correntão, que já fora delapidado com a construção de um prédio horrível vermelho, já destoando o lugar. Aquele bangalô na minha infância brinquei muito nos seus terraços, corredores e salas mal iluminadas trazendo medo para as crianças correndo de um lado para outro se esquivando dos espinhos dos “bem casados” florzinha vermelhinhas. Em 1950 aquele lugar foi de expectativa para nós crianças, pois a minha querida mãe Nedi estava para “dar a luz” e nos mandou para o bangalô de Luisinha para esperarmos a cegonha passar por cima do telhado até a nossa casa na Rua do Caborje e ali ficamos até ao meio dia, quando fomos avisados da chegada da nossa irmã Ana. Olhamos um para outro e ficamos sem ver a “cegonha” passar pelo lindo céu azul e um sol abrasador naquele dia 09 de o outubro. Ali, também à tarde no terraço, sob o sol se pondo, o Tenente Caçula sentado com o chapéu cinza, paletó, guarda chuva preto e de óculos de grau “fundo de garrafa” com Luisinha, observando as pessoas que circulava na Praça Lívio Machado, com a sua estátua que retirassem para fazer uma rodoviária, infelizmente ainda hoje é falada e rejeitada pelos moradores.  Naquele terraço costumava Luizinha receber as suas amigas para o bate papo e o chá da tarde e recordar os bons momentos vividos e avivar os pensamentos, encerrando muitas das vezes com a hora do Ângelus tocado no auto falante na Praça Pedro II.  Os patrimônios da cidade vão desaparecendo em cada governo municipal, que não atenta para esta cena. Quantos prédios e residências não foram destruídos nestas últimas décadas? Eu enumerarei alguns da minha infância que por sorte ainda alcancei, se não somente veria através de fotografias cinza como o nosso povo o vê hoje. O Cinema Rex, edifício antigo que embelezava a todos quem ia até o Corredor, com os seus cartazes cinematográfico, para aqueles sentir a programação da semana; derrubado para fazer um mercado público de carne, que hoje não representa nada de acordo com alguns anuncio na nossa querida A GAZETA; o Correto brincava muito quando descia pela Rua das Aguas Belas, para visitar as casas de minha Tia Maria, mãe de Geraldo e Hélio Belo, e das Tias Joana e Maria Eugenia, destruíram. A Bomba de Querosene Jacaré instalada em frente da casa de Tenorinho, destruído, não sei existe alguma fotografia; a Praça Pedro II, bonita como era no meu tempo com os seus canteiros coloridos e rosas vermelhas e amarelas e margaridas branquinhas e com as suas palmeiras imperiais, destruíram para fazer uma nova praça que de nada é bonita como a que existia; No Alto do Colégio um posto de gasolina tomou a ali um monumento. Tantas e tantas outras casas no “quadro” que deveriam permanecer na sua originalidade, como existe em outros lugares que preservam a beleza do passado da cidade. Cidades como Ouro Preto, Mariana, São João Del-Rei no Estado das Minas Gerais; Paraty e Petrópolis no Rio de Janeiro, Olinda o seu sitio histórico, Pelourinho em Salvador e tantas outras que conservam o seu patrimônio histórico que encontra os turistas que ali se alojam e se encontram em passeios pela paisagem existente. Onde se encontra a Secretaria de Patrimônio Histórico da Prefeitura de Bom Conselho, se existe, para conter estas aberrações, ainda tardia. Existe ainda em nossa cidade patrimônio que devem ser preservados e que se não tomar providencias breve cairão, como está acontecendo com o Bangalô de Luisinha Correntão, um patrimônio que deveria ser preservado. Vejamos alguns que poderão ser atingidos por esta ganancia de modernidade. O bangalô do Coronel José Abílio, este eu acredito que ninguém mexerá, pois o Coronel é capaz de ressuscitará e lutar para que se preserve o seu lugar donde dali velava a nossa cidade; A casa de Doutor Raul Camboim, na Rua Aguas Belas.  Outra bela casa que ostenta a beleza arquitetônica de tempos idos. O Ginásio São Geraldo quase foi destruído, pois houve movimento para isto; O Grupo Mestre Laurindo Seabra, onde muitos aprenderam as primeiras letras e hoje dão testemunho do aprendizado em vários lugares do nosso Brasil; A antiga cadeia pública, onde pode ser instalado um centro de artesanato para os nossos artesões. O casarão onde funcionava a GAZETA, outro imóvel antigo. Vamos guardar a memória do antepassado em nossa cidade e não tentar destruir o que ainda existe. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A volta do Bolsa Família e o "mecanismo"




Por Zezinho de Caetés

Acordamos nestes dias já esperando notícias piores do que as do dia anterior. E na política, fora o pronunciamento bisonho do Temer de que com ele vai ser “dureza”, e se a Lava Jato colocar qualquer ministro na rota da corrupção, primeiro, não acontece nada se for apenas uma citação, segundo, vai descansar em casa, e sem tornozeleira eletrônica se for indiciado, e terceira se o cara se tornar réu, será demitido, não houve nada.

Lembremos que se a Dilma tivesse feito esta “regra de corte” o Bessias não teria nem sido acionado no caso de Lula. Aliás, seria ótimo que o Temer com a base política que o Sérgio Moro deu a ele, transformasse isto em Lei, em relação à presidência da república, pois nos livraria de ver o Lula com esta estória idiota de se candidatar em 2018. Esta conversa, dizem, que quando ele começa a contar, os bois do Brasil inteiro caem no sono.

E saio da política para entrar na história que acabei de ler na imprensa. Li a manchete: “Brasil terá pelo menos 2,5 milhões de ‘novos pobres’”. A curiosidade pode matar ou esclarecer e fomos observar o que seriam os “novos pobres”. E o texto tenta esclarecer que foi o Banco Mundial, sim, aquele banco que nunca entra em crise porque não é banco, que disse serem eles, os “novos pobres” no Brasil, aqueles que deixaram de ser pobres até 2015 e que agora voltaram a sê-los.

E o grande problema é que eles vão agora correr atrás do Bolsa Família, que elegeu o PT por muitas vezes e que serviu como massa de manobra de todos os governantes (tem as exceções, é claro) neste país abençoado por Deus e, agora, feio pelo que restou dos governos ditos progressistas.

Pois é, agora temos os novos pobres para o Temer lidar com eles, e já se pensa em aumentar o orçamento do Bolsa Família, para gáudio dos atravessadores de votos na interiorização deste país. Será que além de termos perdido mais de 12 milhões de postos de trabalho com o PT, também perdemos a criatividade? Parece que sim.

Bater na tecla do Bolsa Família é uma solução que só leva à manutenção do “mecanismo” de que fala o cineasta José Padilha em texto publicado no último domingo no O Globo (“Operação Lava Jato”), e que transcrevemos lá embaixo.

Nós não advogamos aqui a supressão total do programa Bolsa Famíia, de repente, pois, como previmos eu e o Luis Gonzaga há muito tempo, ele já viciou um monte de nossos cidadãos. E, pelo que está se vendo, não foram só os pobres que foram viciados, e sim, grande parte dos políticos que não podem se eleger sem ele.

Quando vejo o Lula, falando para as nações amigas, lá no estrangeiro, dizer que a solução do Brasil é tentar trazer de volta o pobre para o mercado de trabalho através de crédito fácil e “esmolas” governamentais, depois do resultado que estamos colhendo de quando ele fez isto, junto com a ex-presidenta incompetenta Dilma, temos vontade de chorar.

Para nós não há solução para a pobreza seja ela nova ou velha, a não ser, fazendo todos crescerem juntos com base na produtividade de todos. E isto só pode ser alcançado quando o Estado inchado que temos, começar a tomar anti-inflamatório com um bom programa de privatização e abertura ao capital estrangeiro. E isto, já digo era e é um programa de longo prazo, como os economistas dizem.

Se no longo prazo estivermos todos mortos como profetizava o Keynes, não foi por causa da diminuição do Estado e sim por causa de nossa incompetência em eleger pessoas que pensem nos seus filhos e netos e não só no que comer amanhã.

Dizem que hoje existem mais de 12 milhões de pessoas desempregadas, nossa indústria voltou aos níveis do século passado, a agricultura ainda faz procissão para chover, e o comércio fecha as portas até no Natal. Mas, não temos mais pobres como antigamente, a mendigar pelas ruas. Quem sabe, agora voltarão os novos pobres a fazer o mesmo de forma mais sofisticada? Espero que não seja entrando nas lojas, quando a polícia estiver em greve.

O que precisamos mesmo é um choque de capitalismo, mesmo que seja selvagem, na Economia e liberalismo na política, para mostrar que o brasileiro, como indivíduo tem o seu valor. Basta não o iludir com promessas de saídas coletivistas que já botou tantos países para baixo. Se isto só for possível a longo prazo, mesmo assim será melhor do que o nunca do Bolsa Família e Estado patrão.

Fiquem agora com o texto do José Padilha que mostra, talvez, a causa primeira, de ainda estar se falando em Bolsa Família no país que, segundo o Lula, havia acabado com o miséria: “O Mecanismo”.  Vamos desarmá-lo em 2018? (sou otimista e acho que ainda chegaremos lá).


“1)Na base do sistema político brasileiro opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do estado e grandes partidos políticos. (Em meu ultimo artigo, intitulado Desobediência Civil, descrevi como este mecanismo exploratório opera. Adiante me refiro a ele apenas como “o mecanismo”.)

2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no legislativo, no executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.

3) No executivo ele opera via o superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e as empresas estatais.

4) No legislativo ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.

5) O mecanismo existe a revelia da ideologia.

6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.

7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

8) No sistema político brasileiro a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar politicas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.

9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele tem poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.

10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que tem valores incompatíveis com a corrupção tendem a serem eliminados do sistema politico brasileiro pelo mecanismo.

11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.

12) A maioria dos políticos brasileiros tem baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)

13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.

14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em cheque o funcionamento do mecanismo.

15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.

16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.

17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.

18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.

19) Embora o mecanismo não possa conviver com um estado eficiente, ele também não pode deixar o estado falir. Se o estado falir o mecanismo morre.

20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal...

21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção. (Pense no foro privilegiado. Pense no fato de que apesar de mais de 500 parlamentares terem sido investigados pelo STF desde 1998, a primeira condenação só tenha ocorrido em 2010.)

22) A operação Lava-Jato só foi possível por causa de uma conjunção improvável de fatores: um governo extremamente incompetente e fragilizado diante da derrocada econômica que causou, uma bobeada do parlamento que não percebeu que a legislação que operacionalizou a delação premiada era incompatível com o mecanismo, e o fato de que uma investigação potencialmente explosiva caiu nas mãos de uma equipe de investigadores, procuradores e de juízes rígida, competente e com bastante sorte.

23) Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças politicas e jurídicas contrárias são significativas.

24) O Brasil atual esta sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantêlo funcionando.

25) O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.

26) Sem forte mobilização popular é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.


27) Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo.”

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A semana - A revolta dos "carros sujos", a mangueira da Lava Jato e a revolta das mulheres...




Por Zé Carlos

O Brasil está se tornando tão engraçado que ninguém tem que se esforçar mais para criar piadas, e para quem tenta fazê-lo, a realidade é uma grande concorrente. Senão vejamos.

Começando pelo começo, como faria o Conselheiro Acácio, logo no início da semana, o Senado juntou-se para escolher os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). É uma comissão tão importante que tudo que se faz de importante por lá, pelo Senado, passa por ela. E o que se viu? Foi nomeado um Lobão para sua presidência. E dizem as melhores fontes, ele é um Lobo Mau, e que os porquinhos morrem de medo dele. E eu o vi declarando em entrevista que não se incomodava de ser chamado de Lobo Mau, pois tinha a consciência tranquila que não fez nada de errado. Ou seja, só comeu os porquinhos certos. E a própria Justiça, de horror, tirou a venda dos olhos quando descobriu que haviam nomeado um lobo para tomar conta do chiqueiro.

Até aí tudo bem, mas, como se sabe lá em Bom Conselho, que uma andorinha não é suficiente para impedir o sino de bater, pois caga pouco, nomearam para compor a CCJ, 10 senadores que estão enroscado com a Lava Jato, ou seja, são “carros sujos”, e alguns sujíssimos como o Renan, que dizem que tem tanta sujeira no carburador que nem mais pode ser ligado. O problema dos “carros sujos” é que odeiam água e vivem se escondendo da mangueira do lava jato do sisudo Sérgio Moro. Noticia-se que entre seus 27 membros titulares estão os seguintes senadores: Jader Barbalho (PMDB-PA), Valdir Raupp (PMDB-RO), Benedito de Lira (PP-AL) e Lindbergh Farias (PT-RJ). E entre os suplentes: Fernando Collor (PTC-AL), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Humberto Costa (PT-PE). Alguém já ouviu falar de algum destes? Pelo que me informam, se o Moro conseguisse segurá-los na Lava Jato, iria precisar mais do que uma mangueira, para limpá-los todos.

Eu não acredito que, a estas alturas, ainda tenha algum dos meus 17 leitores (soube esta semana que entrou mais um de Garanhuns no time) vivo. Todavia, eu sou mais otimista do que o Zezinho de Caetés (agora meu concorrente no humor) e conto algumas coisas que a turma do “carro sujo” diz do lavador de carros, o sisudo Moro:

 “Sérgio Moro foi treinado nos Estados Unidos pelo FBI” (Marilena Chauí)

A Marilena Chauí, como se sabe é fanzoca da série televisiva House of Cards, sua maior fonte de informação, igual ao autor da seguinte pérola:

Ambos [Moro e Janot] atuaram e atuam com órgãos dos Estados Unidos, abertamente, contra as empresas brasileiras, atacando a indústria bélica nacional.” (Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira)

Além disto há aqueles como o advogado do nosso colaborador maior, o Lula, que pediu descanso desta coluna esta semana devido às exéquias de sua esposa que diz:

 “O inquérito não tem como intenção esclarecer os fatos e sim condenar o ex-presidente Lula.” (Cristiano Zanin Martins)

Sérgio Moro dorme e acorda pensando em prender o Lula” (Guilherme Boulos)

Lembram dele? É aquele que se sentindo entediado na classe média, depois do que disse dela a Marilena Chauí, resolver aderir ao proletariado. E outra:
Há uma perseguição sem precedentes ao ex-presidente Lula.” (Gleisi Hoffmann)

E por lembrar desta figura, a Gleisi agora é a Líder do PT no Senado. Ficou mais difícil ainda a mangueira do Moro atingi-la. Quem sabe a mangueira do Fachin não funcione rápido? Sonhar é livre, pelo menos até agora. E só para completar:

Vaidade, que merda é a vaidade. O que pode fazer com um homem até então sério!” (Roberto Requião)

Ou seja, só porque um homem resolve trabalhar num lava jato com seriedade, já começaram as discriminações. Vão comer alfafa!

Aliás, outro fato importante da semana, é que o Moro negou a saída de Eduardo Cunha, nosso ex-Cunhão e agora Cuinha, da cadeia, quando este pediu para diminuir o jato da mangueira pois estava sofrendo da mesma doença da esposa do Lula, Dona Marisa Letícia, que Deus a tenha. Moro, que é sisudo, porém, manuseia a mangueira de forma magistral, simplesmente disse:

"O aneurisma, embora lamentável, não impede a continuidade da prisão, sendo de se lembrar que o acusado se encontra recolhido exatamente no Complexo Médico Penal, no qual tem condições de receber os cuidados necessários a sua condição".

Vejam como é o Brasil, um preso quer ser solto para se tratar quando está preso num Complexo Médico. Se eu fosse o Moro o deixaria sair, mas somente se ele fosse para o SUS e não para o Sírio-Libanês.

Prosseguindo, as nomeações para CCJ, dizem, é tudo culpa do Temer. Apesar de dizerem que mesmo sendo um “carro sujo”, não pode entrar agora na Lava Jato, porque lava jato de presidente é na Granja do Torto, ele teme que alguns que o cercam sejam atingidos pela mangueira do Moro. Dizem que ele tem um “gatinho angorá” que a turma da Lava Jato está doida para pegar e dar um banho daqueles, todavia, tanto a Marcela quanto o Michelzinho o adoram e não querem ver o gato molhado. O que fez? Nomeou o gato ministro, repetindo o gesto tragicômico da nossa musa Janete, vulgo, Dilma, tempos atrás com o Lula. Lembram?

E agora, dizem também, que o Temer e sua turma de carros enferrujados não estão perdoando mais o Moro, com sua mangueira certeira, e querem porque querem destruir até o prédio onde funciona a Lava Jato. Então, o que tem surgido de “teorias da conspiração” fazem deste nosso país um verdadeiro picadeiro. Eu já ouvi até dizer que o Alexandre Moraes, que era Ministro da Justiça, e ainda se estar esperando alguma “justiça” feita por ele, o Temer vai colocar no lugar dele o Renan. Meu Deus, se isto acontecer eu passo a escrever esta coluna diariamente. Vai ser riso para levar o leitor a óbito.

No entanto, outros fatos aconteceram esta semana. Uns tristes e outros alegres, mas, no fundo, no fundo, todos com um grande potencial de humor. Vejam a situação do Espírito Santo, não, não a terceira pessoa da Santíssima Trindade que não tem nada a ver com isto, e sim o Estado da Federação, que se jactava de não ter tido nenhum motim nos seus presídios, para não ficar atrás em termos de humor, lá, quem fez motim foi a polícia. Com esta atitude morreram mais de 100 pessoas, mostrando que a ocasião faz o ladrão, e com a ausência de polícia nas ruas, não ficou um aparelho de TV nas lojas. Saíram mais do que no Natal. Este é o lado do humor negro, negríssimo. O humor mais verde amarelo veio quando se constatou que os PM não foram às ruas porque foram impedidos pelas esposas e familiares. Elas se postaram nos portões dos quartéis e ninguém passava. Podem rir, é verdade. Isto aconteceu, e o pior de tudo é que as mulheres de outros estados já estão fazendo o mesmo. Isto seria já motivo de riso mesmo num país do qual o  De Gualle não tivesse dito: “Este país não é um país sério!”. Ele deve ter dito isto no Carnaval, porém, tem outra coisa que dizem que ele disse: “Os homens só serão grandes, se estiverem realmente decididos a sê-lo”. E quando eu vi um Ministro da Defesa acuado pelas mulheres dos soldados, eu apenas descobri que aqui os homens e mulheres ainda não decidiram ser grandes. E que venha o bom riso apaziguador.

Esta semana foi publicado aqui no Blog um texto sobre filmes de faroeste. Eu achei tão bom que prometi a mim mesmo escrever algo, não com o mesmo brilhantismo, sobre este gênero, mas com a minha experiência cinematográfica, lá do Cine Rex, em Bom Conselho. Se fosse associar faroeste com o que se passa hoje no Brasil, o filme a comentar seria, talvez, “O homem que matou o facínora!”. Entretanto, e pegando leve, eu cito aqui apenas um filme que tem muito a ver com o Renan, hoje líder do PMDB no Senado, e que está “assim” com o Temer: “Investigação sobre um cidadão acima de qualquer suspeita”, com o (fui pegar na internet, para não pensarem que minha memória continua intacta) Gean Maria Volanté e Florinda Bolkan. Não é um filme de humor nem de faroeste, mas, sobre política, campo no qual, humor e brigas abundam. O protagonista da história consegue defender sua amante de um crime, se incriminando. E ninguém acredita nele. Quem iria suspeitar de um ex Ministro da Justiça? Vamos rir todos, pois já estou me estendendo demais e tem leitor que não gosta.

E para não passar em brancas nuvens, menos de um ano atrás eu escrevi um texto neste blog, intitulado “MEIO MILHÃO” de acessos, obrigado...” (aqui), onde ficava feliz por ter este blog ter alcançado 500 acessos. Hoje, fui lá no reloginho que marca estas coisas e em menos de um ano tivemos mais 100.000 acessos. Só tenho que agradecer outra vez, pois não sei se estarei vivo para comemorar o “MILHÃO”, ou a espiga inteira: Obrigado a todos e principalmente aos meus colaboradores fixos ou eventuais.


The End.