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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

TCU - Tribunal ou Hotel de Luxo?




Por Zezinho de Caetés

Hoje, eu poderia começar este introito apenas escrevendo: “Sem comentários!”. Isto porque, o texto transcrito abaixo é tão contundente que qualquer palavra, a mais, poderá ferir suas suscetibilidades. Ele foi escrito por Sérgio Fernando Moro, sim, aquele juiz de lá do Sul que está tentando passar o Brasil a limpo, no O Globo, no último dia 5.

No entanto, tenho que escrever para colocar um P.S. (agora meu) no texto de ontem, pois ele tem tudo a ver com o do Moro. Tratam, ambos, de corrupção. E ontem eu falava da renitência a favor da corrupção por parte do PT, quando em pleno domingo, se juntam 3 ministros do governo Dilma para tentar tapar o sol com uma peneira, e melar o julgamento do TCU, sobre as “pedaladas” e demais falcatruas da Dilma.

Devo esclarecer que venceu a razão e o julgamento foi marcado para hoje, pelo menos até o momento em que escrevo. Ontem li na mídia que o TCU tinha duas opções diante da sanha persecutória do governo da gerenta: Ou mantinha o julgamento das contas, ou seu prédio, muito bonito, por sinal, deveria ser vendido para instalação de um hotel 5 estrelas, para beneficiários da corrupção. Espero que a primeira opção seja a seguida.

Agora fiquem com o Sérgio Moro, acompanhem, e até participem do julgamento do TCU, para que aquele lindo edifício não se transforme em hotel de trânsito da corrupção.

“A corrupção faz parte da condição humana. Isso não é um álibi, mas uma constatação. Sempre haverá quem, independentemente das circunstâncias, ceda à tentação do crime.

Outro fenômeno é a corrupção sistêmica, na qual o pagamento de propina torna-se regra nas transações entre o público e o privado. Isso não significa que todos são corruptos ou que todas as interações entre agentes privados e públicos envolvam sempre propina.

Mas, na corrupção sistêmica, o pagamento da propina, embora não um imperativo absoluto, torna-se um compromisso endêmico, a regra do jogo, uma obrigação consentida entre os participantes, normalmente refletida no pagamento de percentuais fixos de comissões sobre contratos públicos.

A economia perde eficiência. Além dos custos óbvios da propina, normalmente inseridos nos contratos públicos, perde-se a racionalidade na gestão pública, pois a apropriação dos valores passa a guiar as decisões do administrador público, não mais tendo apenas por objetivo a ótima alocação dos recursos públicos.

Talvez seja ela a real motivação para investimentos públicos que parecem fazer pouco sentido à luz da racionalidade econômica ou para a extraordinária elevação do tempo e dos custos necessários para ultimação de qualquer obra pública.

Mais do que isso, gera a progressiva perda de confiança da população no estado do direito, na aplicação geral e imparcial da lei e na própria democracia. A ideia básica da democracia em um estado de direito é a de que todos são iguais e livres perante a lei e que, como consequência, as regras legais serão aplicadas a todos, governantes e governados, independentemente de renda ou estrato social.

Se as regras não valem para todos, se há aqueles acima das regras ou aqueles que podem trapacear para obter vantagens no domínio econômico ou político, mina-se a crença de que vivemos em um governo de leis e não de homens. O desprezo disseminado à lei é ainda um convite à desobediência, pois, se parte não segue as regras e obtém vantagens, não há motivação para os demais segui-las.

Pior de tudo, a corrupção sistêmica impacta o sentimento de autoestima de um povo. Um povo inteiro que paga propina é um povo sem dignidade.

Pode-se perquirir quando o problema começou, mas a questão mais relevante é indagar como sair desse quadro.

Há uma tendência de responsabilização exclusiva do poder público, como se a corrupção envolvesse apenas quem recebe e não quem paga. A iniciativa privada tem um papel relevante no combate à corrupção. Cite-se o empresário italiano Libero Grassi. Em ato heroico, no começo da década de 90 na Sicília, denunciou publicamente a extorsão mafiosa, recusando-se a pagar propina.

Ficou isolado e pagou com a vida, mas seu exemplo fez florescer associações como o Addiopizzo, que reúne atualmente centenas de empresários palermitanos que se recusam a ceder à extorsão. Não se pretende que empresários daqui paguem tão alto preço para tornarem-se exemplos, mas, por vezes, poderão se surpreender como a negativa e a comunicação às autoridades de prevenção, que podem mostrar-se eficazes.

Mas o poder público tem igualmente um papel relevante. As regras de prevenção e repressão à corrupção já existem. É preciso vontade para torná-las efetivas. Se a Justiça criminal tratasse a corrupção com um terço da severidade com que lida com o tráfico de drogas, já haveria uma grande diferença.

Em parte, a inefetividade geral da lei contra a corrupção e contra figuras poderosas é um problema de interpretação e não de falta de regras. O exemplo do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Penal 470 deve ser um farol a ser considerado por todos os juízes.

Dizer que as regras existem não significa que não é preciso melhorá-las.

O que mais assusta, em um quadro de naturalização da propina, é a inércia de iniciativas para a alteração das regras legais que geram as brechas para a impunidade. O processo penal deve servir para absolver o inocente, mas também para condenar o culpado e, quando isso ocorrer, para efetivamente puni-lo, independentemente do quanto seja poderoso.

Não é o que ocorre, em regra, nos processos judiciais brasileiros. Reclama-se, é certo, de um excesso de punição diante de uma população carcerária significativa, mas os números não devem iludir, pois não estão lá os criminosos poderosos.

Para estes, o sistema de Justiça criminal é extremamente ineficiente. A investigação é difícil, é certo, para estes crimes, mas o mais grave são os labirintos arcanos de um processo judicial que, a pretexto de neutralidade, gera morosidade, prescrição e impunidade.

Um processo sem fim não garante Justiça. Modestamente, a Associação dos Juízes Federais do Brasil apresentou sugestão ao Congresso Nacional, o projeto de lei do Senado 402/2015, que visa eliminar uma dessas grandes brechas, propiciando que, após uma condenação criminal, em segunda instância, por um Tribunal de Apelação, possa operar de pronto a prisão para crimes graves e independentemente de novos recursos.

Críticos do projeto apressaram-se em afirmar que ele viola a presunção de inocência, que exigiria o julgamento do último recurso, ainda que infinito ou protelatório. Realisticamente, porém, a presunção de inocência exige que a culpa seja provada acima de qualquer dúvida razoável, e o projeto em nada altera esse quadro.

Não exige, como exemplificam os Estados Unidos e a França, países nos quais a prisão se opera como regra a partir de um primeiro julgamento e que constituem os berços históricos da presunção de inocência recursos infinitos ou processos sem fim. O projeto não retira poderes dos Tribunais Superiores que, diante de recursos plausíveis, ainda poderão suspender a condenação. Os únicos prejudicados são os poderes da inércia, da omissão e da impunidade.

Mas há alternativas. Em sentido similar, existe a proposta de emenda constitucional 15/2011, originária de sugestão do ministro Cezar Peluso, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal apresentou dez propostas contra a corrupção que deveriam ser avaliadas pelo governo e pelo Congresso, assim como os projetos citados, com a seriedade que a hora requer.

O fato é que a corrupção sistêmica não vai ceder facilmente. Deve ser encarada da forma apropriada, não como um fato da natureza, mas como um mal a ser combatido por todos.

Os tempos atuais oferecem uma oportunidade de mudança, o que exige a adoção, pela iniciativa privada e pela sociedade civil organizada, de uma posição de repúdio à propina, e, pelo Poder Público, de iniciativas concretas e reais, algum ativismo é bem-vindo, para a reforma e o fortalecimento de nossas instituições contra a corrupção.


Milhões já foram às ruas protestar contra a corrupção, mas não surgiram respostas institucionais relevantes. O tempo está passando e o momento, em parte, está sendo perdido.”

terça-feira, 6 de outubro de 2015

"Tudo vale a pena, quando a propina não é pequena!"




Por Zezinho de Caetés

Começo a segunda-feira lendo a coluna do Zé Carlos, que, se a Lucinha Peixoto estivesse na ativa, diria que desceu definitivamente do muro. Eu já não chegaria a tanto, porque, atualmente, quem não é contra o PT no governo, está no governo e é do PT, olhem lá, porque hoje eles só são aprovados por menos de 10%. No entanto, reconheço que ele, o Zé Carlos, melhorou muito em sua trajetória para a direita.

E foi no seu escrito que vi um P.S. (Post Scriptum) por onde começo estas minhas simples palavras sobre o momento político do país. Ele trata de uma entrevista coletiva dada por três figurões do governo da presidenta gerenta incompetenta, a Dilma, sobre o imbróglio em que ela se meteu, ao tentar “abarcar o mundo com as pernas”, querendo pagar Bolsa Família com dinheiro da Caixa e do Banco do Brasil, como se ele pertencesse ao tesouro. Todos dizem e é verdade, isto é ilegal, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que, não sei quando será morta.

A imprensa relatou a entrevista como uma reunião dos 3 Patetas, mas, eu preferia dizer que foi do Os Trapalhões, porque não podemos esquecer o dedo do Lula, no evento. Já sabemos como ele age politicamente. Ele não joga para perder, a não ser, a moral e os bons costumes que ele nunca teve. E, talvez dê certo sua jogada em tentar adiar o julgamento das contas da Dilma, pelo TCU, segundo eles, porque o ministro relator, teria lido seu voto antes do julgamento.

Ora, senhores e senhoras, o que tem a ver as nádegas com as calças? Se a Dilma pedalou, por acaso, vão acabar com o fato, apenas porque o ministro contou antes do julgamento? É claro que não. Até hoje ela continua pedalando, e se a tese dos Trapalhões surtir efeito, continuará pedalando, mesmo que o Lula já tenha assumido a presidência. Sabemos que a única coisa que a Dilma controla neste governo, é sua bicicleta, e assim mesmo porque prometeu ao meu conterrâneo que só pedalaria por onde ele quisesse.

Tudo isto não passa, nada mais nada menos, do que o emprego da velha moral petista, de que o poder justifica qualquer coisa. Ou seja, parafraseando o grande poeta português, o Fernando Pessoa: “tudo vale a pena quando a propina não é pequena”. O que eles não querem é soltar o osso para outro grupo que defenda a Democracia e o contraditório de ideias, somente, por um motivo. Se saírem do poder, todos irão para a cadeia. Vide o Zé Dirceu.

O que o Lula sentiu foi que, se a Dilma se esborrachar, ele vai junto, sendo o cabeça de uma longa fila. O que não podemos fazer é deixar que nossa situação fique como a da Venezuela, onde se espera que o Maduro seja preso há muito tempo, mas, ele continua “controlando a massa e balançando a pança”, como o nossa Chacrinha. Ainda estamos longe de sermos bolivarianos, apesar do desejo do PT. Pelo menos nisso o PMDB pode ajudar, honrando a memória de Ulisses Guimarães, e  se mostrar o caminho da roça ao Eduardo Cunha. Esta possibilidade já foi o grande legado da crise econômica, misturada com a Operação Lava Jato.

Quando chegamos a louvar uma crise econômica, é porque a coisa está realmente ruim. Não chegamos ao caso do quanto pior melhor, mas, sabendo agora do que o PT é capaz, só podemos dizer: “dos males, o menor!”. E que Deus nos proteja.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A semana - Dilma na ONU, Lula na presidência e um comunista como Ministro da Defesa. Querem mais?


Dilma nas "pedaladas"


Por Zé Carlos

Sem dúvida nenhuma, depois desta semana que passou, eu tenho esperança de que muitas semanas virão pela frente. Juro que não tenho mais medo, e sei que esta coluna continuará por, pelo menos, mais uns 3 anos e meio. A que se deve este otimismo, bom-conselhense ingênuo? Perguntarão alguns dos meus 11 leitores, dos quais uns 5 são de Papacaça. Eu respondo, com o peito rasgado de alegria: Conseguimos, conseguimos.... Foi através desta coluna que a nossa musa, a Dilma, se lançou no mundo do humor. E foi ela que nos deu sustentação, durante este tempo em que a escrevo, tomando remédio para não me viciar no riso.

Explico melhor. Foi nesta semana que a Dilma deixou a presidência de lado, para se dedicar ao que ela mais gosta de fazer, que é, além de pedalar por Brasília, fazer humor para ser reproduzido aqui. Nunca na história deste país se produziu tanto humor em uma semana só. E, desculpem, mas, não há espaço para introduzir mais ninguém na coluna, a não ser nossos colaboradores importantes e habituais, o Lula e a Dilma. É claro que, sempre aparece um humorista aqui outro ali, como o Cunha, querendo roubar a cena, contando que não tinha contas no exterior, e que não sabia de nada sobre os US$ 5 milhões que descobriram lá na Suíça. Foi uma mera tentativa de imitar o Lula e a Dilma, pois estes, como se sabe, não sabem nada mesmo.  Estava certo o velho Tancredo quando dizia que quando o cara quer ser esperto demais, a esperteza o come. Mas, como dizia o Zé Bebinho, lá na minha terra, comecemos do início do copo para que a cachaça desça toda.

Logo na segunda-feira tivemos um stand-up de Dilma na ONU. Foi impecável do ponto de vista humorístico. Ela levou ao riso todos os habitantes do planeta, através dos seus representantes, os conselheiros daquela entidade, que devia se chamar a OND (Organização da Nações Desunidas). Se um ou outro não riu, foi devido à ignorância a respeito dos nossos problemas internos. Porque, quem a conhece e a veem dizer que o Sérgio Moro é bem-vindo e deve ser respeitado, mesmo depois que tentaram fatiar a operação com a qual ele está tentando lavar o país, deve ter dado belas risadas.

Vejam o que ela lá disse, para o mundo ouvir:

“O Governo e a sociedade brasileiros não toleram a corrupção.

A democracia brasileira se fortalece quando a autoridade assume o limite da lei como o seu próprio limite.

Nós, os brasileiros, queremos um país em que a lei seja o limite. Muitos de nós lutamos por isso, justamente quando as leis e os direitos foram vilipendiados durante a ditadura.

Queremos um país em que os governantes se comportem rigorosamente segundo suas atribuições, sem ceder a excessos.

Em que os juízes julguem com liberdade e imparcialidade, sem pressões de qualquer natureza e desligados de paixões político-partidárias, jamais transigindo com a presunção da inocência de quaisquer cidadãos.”

Viram? Ela, além de falar no Moro, também enalteceu todos os outros Moros que nascerão com o fatiamento da Lava a Jato. Durma-se com esta capacidade de nossa musa de fazer blagues. E, pasmem, quem não lembra do discurso na ONU no ano passado em que ela diz que deveria haver um bom diálogo com o Estado Islâmico, já que violência não resolve nada? E vejam o que disse no discurso deste ano:

“Não se pode ter complacência com tais atos de barbárie, como aqueles perpetrados pelo chamado Estado Islâmico e por outros grupos associados.”

Quem não conhece a Dilma pensa que ela se contradisse, teve um surto mentiroso, ou coisa pior. Mas, para quem a conhece, está vendo que ela está, nada mais nada menos, tentando tirar uma bela gargalhada do mundo. Portanto, não se preocupem que, ao contrário do que ela prometeu, vocês não terão refugiados sírios em sua casa, ela vai hospedá-los todos no Palácio do Planalto.

E logo nos dias seguintes, para ser justo, temos que incluir mais um que deve ser também contatado pela coluna, para participar mais dela. É o senador bom-conselhense, Randolfe Rodrigues (e nem vou repetir aqui que ele não é de Garanhuns, pois seu nascimento lá foi um mero acidente da infraestrutura da saúde) que era do PSOL e agora se filiou a REDE, de Marina Silva. Agora, além do timbre de voz da Vanessa Graziottin, ele descobriu que este timbre é o mesmo de Marina, e tentará se passar por presidente da REDE, deitando nela e dormindo o sono dos justos. Espero que brevemente ele volte a Bom Conselho, onde terá uma rede armada lá na Serra de Santa Terezinha para ele dormir. Seja bem-vindo à coluna.

Pronto, depois deste parêntese patriótico, voltemos ao grande humor nacional. E, acreditem, durante quase toda a semana, depois de chegar da ONU, a nossa musa, a Dilma, se dedicou ao seu show a que chamou de “Reforma Administrativa contra o meu impeachment”, que apresentou na sexta-feira com pompas, circunstâncias e muitas risadas da plateia e de todo público brasileiro, porque foi transmitido em rede nacional de rádio, televisão e redes sociais, sendo um dos seus maiores shows já produzidos. Para mim, que faço esta coluna, nem se fala. Foi nele que ela anunciou, oficialmente, sua saída do governo, para se dedicar em tempo integral a ela. Então, duvido que reste um apenas dos meus leitores vivos até final do ano.

Já durante toda a semana, ela ensaiava o show, internamente, lá no Planalto ou no Alvorada. E, sabem quem a ouvia e dava conselhos? O Lula. Que assumiu definitivamente o governo a partir desta semana, deixando o Temer possesso, inicialmente, mas, bem risonho depois da divisão dos ministérios que ele fez, contemplando o PMDB com 7 deles, e já dizendo que eram 7, porque este número é o da mentira. Lula, além de ser um pândego é um sádico.

Dizem que durante o encontro com a Dilma, onde acertou as bases para reassumir a presidência, em caráter oficial, a nossa musa perguntou a ele, se fora verdade que até vendeu uma MP para a Odebrecht. Ele respondeu na lata como é do seu feitio:

- Dilminha, não mudou nada. Tudo que fiz foi para o bem do Brasil, afinal de contas eu sou um brasileiro ou não sou?

E, já pararam de rir? Descansem um pouco para continuar. Lula saiu do encontro ungido como presidente, o Temer continuou como vice, o Cunha continua na presidência da Câmara e o Renan na do Senado, e afinal todos ganhamos, pois teremos riso certo e garantido por muito tempo.

E alguns pobres de espírito inventaram que toda a reforma ministerial, ou reforma administrativa, seria só para que a Dilma não fosse impedida. Quanta ingenuidade. Não reconhecem a capacidade de fazer humor de nossa musa, e sua relação com esta coluna. Ela me telefonou para ver se eu concordava que fosse criado o Ministério do Humor. Eu achei a ideia interessantíssima. No entanto, ela declinou da ideia, depois que soube que quem ela queria colocar como ministro, foi designado pelo PMDB para o Ministério da Saúde, e quando ela me ofereceu o cargo eu agradeci, pois morar em Brasília, jamais!

Mas, a ideia dela de colocar o Marcelo Castro, lá do Piauí, no Ministério do Humor, se viu logo era genial. Basta ver o que ele disse depois de nomeado para Ministério da Saúde:

“A CPMF é o melhor imposto que existe. Porque ele tem uma baixa alíquota, ele é ‘insonegável”. Ele não gasta nada para ser arrecadado. E tem um custo zero para ser arrecadado e arrecada um volume grande sem onerar ninguém”.

Depois que eu fiquei pensando, ora, se não vai onerar ninguém, de onde virar o dinheiro? Aí eu descobri que a Dilma, como sempre, em matéria de humor, estava certa. Era ainda o homem certo para este novo ministério, que continuaremos lutando para sua criação. Quem sabe o Lula se dispõe a assumi-lo, para enganar os incautos que pensam que ele ainda não é o presidente de fato, ou que realmente não sabe de nada?

Alôooooooooooo?!!! Ainda tem alguém vivo? Então siga-me, que morrerá em breve. Não me lembro o dia certo da semana, nem estou com paciência de ir olhar nos sites de busca, mas houve um dia em que o Senado e a Câmara, quiseram ir às armas. Alguns dias antes o Renan, presidente do Senado e do Congresso, isto é, quando eles se unem ou para legislar ou conspirar contra tudo e contra todos, disse que iria fazer uma sessão do Congresso para votar os vetos da Dilma, ao reajuste milionário do Judiciário, e outros penduricalhos propostos pelos legisladores, que, se passarem (os vetos), o tesouro abre falência. O Cunha, o presidente da Câmara, que gosta tanto de nossa musa, que quer criar jacarés no espelho d’água do Congresso, na esperança de um dia empurrá-la lá dentro, resolveu só deixar o Congresso usar o prédio da Câmara, se um veto especial fosse votado (o que trata do financiamento privado de campanha, cuja história, em si, já é um show de humor). Resultado? Os senadores tiveram que ficar em seu recinto, e os deputados no deles. Vocês já pensaram no que aconteceu? Mais humor e humor. O senadores aprovaram um projeto, para evitar futuros entreveros, o Meu Congresso, Minha Vida, que vai construir uma casa só para o Congresso se reunir, deixando o Cunha de fora.

E, até que enfim, na sexta-feira, a Dilma apresentou o seu show de humor, ao mostrar seu novo ministério. E todos ficaram esperando que era algo sério, isto é, importante. Porque quem ler esta coluna sabe que sério é o humor, e isto nossa musa tem para dar e vender. Ela “extinguiu” 8 ministérios, e prometeu acabar com 3.000 cargos comissionados (que provavelmente, vai escolher ainda, no tempo que lhe resta de governo, depois de completar as metas do PAC), e, sustentem a barriga, resolveu cortar os salários dela e dos ministros em 10%. Ora, com uma economia destas, ela não vai poder sustentar o seu cachorro. Coitado do “nêgo”. Porém, não duvidem de sua capacidade em fazer humor. Os 8 ministérios foram extintos, mas, continuam lá em Brasília do mesmo jeito, como os zumbis do “thriller” do Michel Jackson. Ou seja, eles continuam vagando por Brasília, provocando despesas.

E na reforma ministerial, o de que eu mais ri, além das declarações do Ministro da Saúde, levando em conta, meu passado, pois fui do tempo que se achava que comunista comia criancinha com feijão de corda, e que militar, quando via um deles, puxava a arma,foi a nomeação de um comunista para ser Ministro da Defesa, ao qual os comandantes militares devem fazer continência todos os dias. Até que enfim eles chegaram lá! E vamos que vamos porque rir é evoluir, e vice-versa.

E, agora vamos ao nosso filme do UOL, que, diante da tanto material, deve estar bombando. E está mesmo. Vejam o Cunha em direção ao penta campeonato de denúncias na operação Lava Jato e vejam que as demissões do pacote do riso da Dilma demitiu, como já vimos, o Ministro da Saúde, para o que ela usou o telefone, e também demitiu a Dilma Bolada, por falta de pagamento. Não deixem de conferir, se houver algum leitor vivo até aqui.

Agora fiquem como o resumo dos roteiristas do UOL e nos aguardem na próxima semana, com mais humor de Dilma, porque agora ela tem o tempo todo, como presidente em não exercício, entre uma pedalada e outra por Brasília. Aliás, esta semana é esperado o julgamento das "pedaladas fiscais de nossa musa. Não perca na próxima semana. Uma boa presente semana para todos.

“A charge política do UOL desta semana relembra as denúncias que fizeram do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pentacampeão, a reforma ministerial e o rompimento de relações entre Dilma Bolada e a presidente Dilma Rousseff.”



P.S: Só soube hoje, que ontem, em Brasília, foi realizado um show de humor, protagonizado pelo Eduardo Cardoso (Ministro da Justiça), Nelson Barbosa (Ministro do Planejamento) e o Luís Adams (Chefe da AGU), cujo roteiro, foi o pedido de afastamento do juiz do TCU que cisma em dizer que a nossa muda pedalou o ano passado para vencer as eleições. Não dá nem tempo de fazer um resumo deste show, que foi ser um verdadeiro desbunde. Fica para a próxima semana (Zé Carlos)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

OPERAÇÃO ALVORADA




Por Jose Antonio Taveira Belo


Todos brasileiros foram dormir e acordaram réus. A operação se deu em noite escura e calorenta, com baixa umidade no ar no Palácio da Alvorada onde se reuniram os grandes defensores dos brasileiros e decidiram que todos nós pagássemos uma divida que não contraímos. Ficamos como uma barata  tonta, com esta noticia imoral, mas, o que fazer e para quem apelar esta imposição democrática?  Não fomos ouvidos e nem consultado sobre este assunto absurdo, apenas a imposição dos pseudo  democratas do país. A democracia é ultrajada por este ato desta natureza por pessoas, que impõe que os brasileiros de classe alta, média e principalmente a classe pobre que vivem em sacrifícios para o sustento da família sejam pagadores de uma divida que foram contraídas por pessoas inescrupulosas e pela uma administração federal ineficiente que hoje assola e demonstrada a Nação brasileira e ao mundo que já tomou serias providencias taxando o Brasil para um estado de descrença com a sua dividas. Nenhum investidor quer ariscar as suas economias num pais que a cada dia se afunda na lama. Estamos num terreno de areia movediça.  Que culpa tem o povo brasileiro neste infortúnio caso? Porque pagar por ato que não realizamos. Os impostos são retidos pelo poder publico para ser empregada na saúde, educação e em moradia e no bem estar da população e são desviados para o bolso de pessoas inescrupulosas que tomaram conta do Governo Federal. Estamos vivendo uma corrupção estendida em todos os setores brasileiros descoberta pela Policia Federal que vem cumprindo o seu dever, mesmo a contragosto de muitos beneficiados por recebimentos ilícitos vindos da Petrobras e de empreiteiras acoalhadas com o Governo. As contribuições para a sustentação do governo para cumprir seus compromissos, são retidos em nos seus dias sem pena e sem compaixão. O roubo que as pessoas se apropriou do dinheiro público estes sim, tem que ser restituído dos bens adquiridos ilicitamente e os partidos políticos, que agiram assim devem ser banidos da sociedade, como o tal PT – Partido dos Trabalhadores que foi o precursor desse desastre que a nação sofre e vive com a população sofrendo com o custo de vida, que para a classe politica não passa de um breve tempo. A fome e a miséria não esperam pelo tempo. A saúde precisa de receita para voltar ao bom tempo; a moradia cada dia se escassa e os morros são ocupados sem nenhuma garantia, pois as famílias não têm onde morar; o trabalho cada dia escasso. A população procura se virar de qualquer forma, basta somente percorrer as ruas das grandes capitais para ver o sofrimento de pessoas que tentam sobreviver vendendo quinquilharia pelas calçadas e ruas das cidades, sendo perseguidos pelos poderes públicos, tomando os seus pertences comprados as duras penas. Um destes brasileiros/pernambucano, disse – Meu amigo como vou viver se não tenho onde trabalhar, antes e agora pior. Tenho dois filhos, moro num morro, casa com dois cômodos, sala e quarto e ainda querem tomar o que meu não meu senhor. Vou brigar, pois o governo não dar comida e nem sustento a minha família - . O governo desgovernado é o que vivemos sentindo há muito tempo nesta pátria que tem como lema – Ordem e Progresso – em nossa bela bandeira que representa o nossa Brasil. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Quando será o enterro da Dilma?




Por Zezinho de Caetés

Hoje estou correndo e não posso escrever tanto quanto desejaria. Preciso ir comemorar o Dia do Idoso, e fazer um check-up lá no IMIP, antes que este hospital se acabe com a crise de fundos que a assola, assim com a todo o país, devido as lambanças do modelo econômico do PT.

Eu quase que colocava o texto do Ricardo Noblat, publicado hoje em seu blog (“A terceira morte de Dilma”), e pronto. Mas, para não perder o hábito, permitam-me umas poucas palavras.

O problema não é que a nossa gerenta incompententa presidenta tenha morrido uma, duas ou mais vezes. E sim quando será que a vão enterrar para que ela não morra outra vez. Ou talvez fosse melhor cremar logo para não restar vestígios de sua passagem por Brasília, que fatalmente, ficará mal-assombrada.

Vejam bem, que mesmo depois das 3 mortes tão bem descritas pelo articulista, abaixo, agora ela já quer voltar, com a ajuda do meu conterrâneo Lula e Michel Temer, trazendo o PMDB para o seu lado, a custa da saúde do brasileiro. Com o Ministério da Saúde caindo aos pedaços, ela o entrega ao partido do Eduardo Cunha, que, da mesma forma que ela, que tudo faz para não ser impichada, faz tudo para não ser pego pelos miasmas da operação Lava Jato.

E, entre um cadáver insepulto e outro, temos que conviver com a catinga dos seus restos mortais no planalto central. É a herança maldita do PT. Só me resta perguntar: Quando será o enterro?

“Dilma morreu três vezes.

A primeira depois de proceder durante um ano como “a faxineira ética”. Foi no começo do seu primeiro governo.

No total, Dilma abateu seis ministros de Estado – pelo menos cinco deles enlameados por suspeitas de corrupção.

Que não contassem com ela para contemporizar com desvios de conduta. Dilma, o gatilho mais rápido do cerrado, não discutia,  atirava para matar.

A “faxineira ética” acabou sepultada depois que alguns dos ministros varridos por ela voltaram a ser influentes dentro do governo.

Dilma morreu pela segunda vez depois de reeleita. Só então ficou claro para a maioria apertada responsável por sua vitória que o país fora empurrado para o buraco que hoje se encontra.

Então a “gestora exemplar”, superior a Lula segundo Lula, não passara de uma invenção dele e do marketing do PT?

Ela mentiu ao jurar que o país ia bem, obrigado? E reelegeu-se vendendo algo que deixara de existir?

Amaldiçoada seja, portanto! Pela crise que o governo maquiou o quando pôde. Mas acima de tudo, pelas mentiras.

A terceira morte de Dilma ocorreu, anteontem, depois de ela ter expirado nos braços de Lula.

Deixou de existir a presidente da República ciosa dos seus poderes. A dona do pedaço. A chefona impiedosa.

O corpo dela, ainda quente, está sendo velado no Palácio da Alvorada.

Ao suceder Lula, Dilma planejara livrar-se da sombra malévola do PMDB. Deu vários passos nesse sentido. Um deles, ao convocar para seu lado o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Kassab montara um partido, o PSD, para acolher políticos do PMDB e de outros partidos dispostos a apoiar Dilma.

E com esse mesmo objetivo, ocupava-se com a montagem de outro – o Partido Liberal. O PSD decolou, mas não tanto. O PL, nem isso.

Em fevereiro último, Dilma apostou na derrota de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a presidente da Câmara dos Deputados. Perdeu feio.

À crise econômica somou-se a crise política. A Operação Lava Jato tocou barata voa dentro do PT e em suas imediações.

Diante do risco do impeachment, Dilma rendeu-se à pressão de Lula e do PMDB, entregando-se a eles sem condições.

Havia anunciado uma reforma ministerial para extinguir e fundir ministérios, economizando algum.

No curto prazo, a reforma poderá servir à única coisa que, a essa altura, interessa a Dilma: barrar qualquer tentativa de impeachment contra ela.

Porque, no mais, para melhorar o governo, não servirá.

Para reunir ministros competentes, também não.

Para resgatar parte da popularidade perdida por Dilma, nem pensar.

O segundo governo Dilma terminou sem ter sequer começado. Resta um projeto de poder, não mais do que isso, ao qual se agarram o PMDB, Lula e seus aloprados.


A turma de Lula não é todo o PT. Há um pedaço dele acamado, febril, que procura para aonde ir com a ajuda de uma lupa.”