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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O pessimismo do brasileiro e a dinheirama da Dilma




Por Zezinho de Caetés

Estou escrevendo no início da semana porque tenho que me ausentar durante o resto dela por motivos particulares. Então, seguindo minha missão de compartilhar aqui ideias que podem ser até diferentes da minha, embora sejam sempre melhores escritas, tive que escolher outro texto, para transcrever abaixo, com alguns dias de idade. Este é do economista Rogério Furquim Werneck, publicado no O Globo em 01/08/2014, sob o título: “Pessimismo inadmissível”.

Como vocês verão, ele trata do mote atual das falas da gerenta presidenta que passou a culpar o pessimismo das oposições e brasileiros em geral pelas mazelas por que passa a economia brasileira, já apelidadas no meio acadêmico de “efeito 7 x 1”, mostrando que quando se tem uma inflação de 7% ao ano e crescimento econômico de 1%, não se pode ser otimista. E a partir desta criação de sua equipe de marketing ela está tentando coibir todas as análises que chegam a uma verdade diferente da dela, tendo como principal exemplo recente, o pedido de demissão da funcionária do Banco Santander por ela dizer o seguinte:

“A economia brasileira continua apresentando baixo crescimento, inflação alta e déficit em conta-corrente. A quebra de confiança e o pessimismo crescente em relação ao Brasil em derrubar ainda mais a popularidade da presidente, que vem caindo nas últimas pesquisas e que tem contribuído para a subida do Ibovespa. Difícil saber até quando vai durar esse cenário e qual será o desdobramento final de uma queda ainda maior de Dilma Rousseff nas pesquisas. Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir. O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e o índice da Bovespa cairia, revertendo parte das altas recentes. Esse último cenário estaria mais de acordo com a deterioração de nossos fundamentos macroeconômicos. Diante desse cenário converse com o seu Gerente de Relacionamento Select para alocar os seus investimentos da maneira mais adequada ao seu perfil de investimento.”

Para mim a funcionária demitida, a pedido do chefe do Partido dos Trabalhadores (o Lula) até que foi otimista quando diz que é possível uma reversão das expectativas e a Dilma começar a subir nas pesquisas. A gerenta presidenta deveria ser grata à funcionária por ainda vislumbrar esta possibilidade, que eu mesmo não vislumbro. Qualquer aumentinho de popularidade da Dilma será como aquelas melhoras de doentes terminais antes de morrer. Todos pensam que ele vai levantar e ele apaga de vez.

Agora fugindo um pouco da matéria do texto, o que deixou muita gente otimista foi saber que a Dilma guarda uma fortuna de mais de cem mil reais em casa, e sem se incomodar com os ladrões que assaltam as residências procurando joias e dinheiro. Principalmente dólares, porque o real está cada dia mais se derretendo. Em que moeda será que ela guarda este dinheirão. Eu penso que seja em rublos que ela trocou na visita de Putin ao Brasil. Será?

Aliás, desde que eu li isto fiquei com vontade de saber o que a Dilma guarda mais nos cofres do Alvorada, e fui lá olhar o que é que a mineira tem. Tem brinco de ouros? Tem! Só em joias ela guarda um tesouro avaliado por ela mesma (declaração de bens ao TSE) de 72.000 reais, item que compõem um patrimônio de mais 1.750.000 reais. Ao constatar que além da quantia em espécie ela tem mais quase 150.000 na poupança, eu descobri por que ela, na explicação sobre a dinheirama que guarda debaixo do colchão disse que 10.000 reais não era nada. E, por ser dona de 6 imóveis, jamais ela poderia ser pessimista com a situação do Brasil, mostrando que diferentemente de Cuba, ser funcionário público compensa, já que dizem que a sua lojinha de 1,99 faliu há muito tempo.

Eu fiquei me perguntando de onde vem este dinheiro todo, aliás, como todo brasileiro informado pergunta. Os desinformados recebedores das “bolsas” que pululam neste governo não querem nem saber disto. Ah! Agora lembrei de algo que responde à minha pergunta: Ninguém sabe onde foi parar o dinheiro que estava no cofre de Adhemar de Barros que foi assaltado em São Paulo pela VAR - Palmares. Como todos sabem o Adhemar era conhecido pelo lema na política de “rouba mas faz”, já o PT de hoje, “... não faz”.

Mas fiquem com o texto do Rogério Furquim para saber de onde vem a onda de pessimismo que assola o país, pelo menos para aqueles que não pouparam tanto quanto a gerenta presidenta.

“Convencida de que “há no Brasil um jogo de pessimismo inadmissível”, a presidente Dilma, coadjuvada pela cúpula do PT, parece tentada a reverter o jogo na marra.

O ensejo para desencadear uma operação de intimidação dos “pessimistas” foi o texto, enviado a clientes, em que o Banco Santander repisa a constatação, amplamente discutida na mídia, de que o mercado financeiro tem reagido positivamente à queda de popularidade da presidente.

As primeiras reações couberam ao presidente do PT, Rui Falcão, que informou que o comitê da campanha estava avaliando se era o caso de entrar com medida judicial contra o banco, já que o que havia ocorrido era “proibido, porque você não pode fazer manifestações que, por qualquer razão, interfiram na decisão do voto”.

Com base nesse argumento, Falcão permitiu-se fazer admoestações: “Espero que daqui para a frente nem o Santander, nem nenhuma outra instituição incorra nesse tipo de atividade.” (“O Estado de S. Paulo”, 26 de julho).

A investida de Falcão foi logo reforçada pelo Planalto. Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, em 29 de julho, Dilma partiu para cima: “É inadmissível para qualquer país, principalmente um país que é a sétima economia do mundo, aceitar qualquer nível de interferência de qualquer integrante do sistema financeiro, de forma institucional, na atividade eleitoral e política.”

E acrescentou que não queria antecipar o que faria, mas que teria “uma atitude bastante clara em relação ao banco”.

São reações que revelam visão espantosamente autoritária do que deve ser o processo eleitoral numa sociedade democrática.

Na encruzilhada política em que o país se encontra, é natural que, entre muitas outras considerações, cada eleitor leve em conta como poderá ser afetado pela evolução da economia nos próximos quatro anos.

Para que possa tentar vislumbrar essa evolução, é bom que o eleitor seja exposto a amplo leque de visões prospectivas dos desdobramentos econômicos de diferentes desfechos do processo eleitoral.

Parte desse esforço prospectivo é desenvolvido em instituições acadêmicas e institutos de pesquisa. Mas, goste ou não o governo, grande parte desse esforço é também desenvolvido em departamentos de pesquisa de instituições financeiras, grandes empresas, firmas de consultoria, sindicatos de trabalhadores e órgãos de representação patronal.

Com base na repercussão desse leque variado de visões prospectivas na mídia e nas redes sociais, eleitores formam expectativas sobre a evolução da economia e, em alguma medida, conseguem relativizar o discurso econômico dos candidatos a presidente.

O que Dilma Rousseff e a cúpula do PT estão tentando fazer é interditar parte desse confronto de visões prospectivas. Querem ditar quais segmentos da sociedade civil podem participar desse debate e quais não podem.

O que lhes falta é uma Lei (Rui) Falcão que imponha um regime em que a CUT possa brandir à vontade o mantra de que a vitória da oposição é receita certa para arrocho salarial, mas instituições financeiras não possam nem mesmo afirmar que a vitória de Dilma seria deletéria para acionistas da Petrobras e de empresas do setor elétrico.

Melhor faria o Planalto se, refeito do surto de autoritarismo, tentasse entender o que vem alimentando a onda de pessimismo de que se queixa. Logo perceberia que o problema básico é o discurso escapista do governo.

Ainda não se tem a menor ideia do que Dilma faria em 2015 para enfrentar o grave quadro de estagflação que o país enfrenta. Para continuar fechada em copas sobre a definição da sua equipe econômica, a presidente vem alegando que, por ser supersticiosa, prefere não antecipar nomes antes de ser reeleita.

Mas esse suposto sigilo esconde um segredo de polichinelo. Quem quer que tenha acompanhado de perto a política econômica nos últimos anos bem sabe que, se reeleita, a presidente não abrirá mão de continuar a controlar pessoalmente a formulação e a condução da política econômica.


É dessa percepção de que nada vai mudar que advém boa parte da onda de pessimismo que tanto incomoda o governo.”

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Zona Franca e o Jardim.




Por Carlos Sena. (*)

Hotel Monteirão. Bucólico, no centro de uma cidade "grande" por nome ARCOVERDE. Boa noite, cumprimentei o porteiro - um senhor com aparência cansada, passos lentos e voz trôpega. Deveria estar beirando os 80 anos (perguntei-me e não me respondi). Mal ele me ouviu, mas me deu boa noite. Tem vaga? Ele se virou e pegou um caderno. - Qual seu nome? Falei meu nome. Ele anotou e pegou uma chave com uma tabuleta e nela a numeração 104. Pode subir, disse o senhor. Mas, quanto é a diária? - Com ar ou sem ar? - Com ar.  Disse-me ( voz cansada e cara de sono) que era R$ 60,00 com ar e sem ar R$ 45,00. Com permissão, isso me lembrou de um puteiro em Manaus: um colega de trabalho estava lá comigo e, movido pelo seu instinto de macho (ou machucado) paquerou uma quenguinha que estava por perto se oferecendo. Como não era minha praia, fui pro meu hotel e ele foi com a rameirinha para uma pensão de quinta. Na portaria da pensão escura estava um senhorzão cochilando sobre um birô não menos velho e escorado por dois tijolos. Levantou os olhos em direção aos "pombinhos" e foi logo perguntando: "com som ou sem som"?. Meu amigo ficou sem saber responder, mas foi perspicaz e perguntou quanto custava "com som e sem som". Com som é dez, sem som é cinco real, respondeu. Pelo sim, pelo não, e pelo preço que não era caro em nenhuma modalidade pediu "com som". O "senhorzão" abaixou a cabeça e cavoucou debaixo do birô e arrastou de lá um radio AM. Entregou nas mãos do meu amigo e recomendou: o pagamento é adiantado e quando vortá traga o radio e a chave do quarto... Boas gaitadas demos juntos ao ouvir essa história histérica e histriônica de um puteiro na zona franca. E como era franca essa zona, literalmente franca. Depois fiquei me lembrando de um livro lindo de Garcia Marques MEMÓRIAS DE MINHAS PUTAS TRISTES. A historia se repetiria no mesmo naipe de putaria? Sei não. Melhor voltar para o hotel  Cruzeiro que é simplinho, mas decente.  Peguei a chave e subi um lance de escada. Mas o senhorzão se lembrou de me avisar antes de eu subir completamente: no final do corredor, após o jardim. Subi e, surpresa: um belíssimo jardim se descortinava no centro do hotel, no formato de pracinha de interior. Lindo. Por que não dizer belo? Adentrei ao quarto. Simplório e com uma decoração de gosto duvidoso, como se diz na moda brega toda. Mas, pra passar uma noite estava bom demais, pois era limpo, roupa cheirosa e chuveiro quente. Antes que o sono me pegasse pelo pé, matutei com meus botões e com meus zíperes e com meus colchetes: custava nada o porteiro ter me dito "o quarto com jardim é R$ 60 e o sem jardim R$ 45"? Puta que pariu, nunca pensei ver um jardim tão lindo perdendo feio para um ar condicionado... Fazer o quê? Melhor mimi nessa cama cheirosinha.

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(*) Publicado no Recanto de Letras em 22/07/2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A semana - Os abutres caem na "marolinha" e nos aeroportos




Por Zé Carlos

Eu já fico esperando o filme do UOL para rir mais ainda do que o que faço durante toda a semana. E foi durante a semana, ainda sem ver o filme, que já comecei a mostrar meus dentes sozinho, na frente do computador, lendo um texto do Guilherme Fiúza, que saiu no O Globo (02.08.2014), onde ele resume com fino senso de humor e ironia alguns assuntos que se passaram durante este pequeno período de tempo. E eu confesso que, está difícil de aguentar as atitudes dos nossos governantes por um período maior sem o risco sério de morrer de tanto rir. Como meus dois ou três leitores gostam mesmo é de rir logo na segunda-feira, eu já os satisfaço, transcrevendo o texto do jornalista, que se chama  “ABUTRES DO BEM”.  Leiam-no e se ainda estiverem vivos lá embaixo, eu voltarei para apresentar o filme da semana, e matá-los de uma vez, igual a um abutre que, fingindo querer o bem dos leitores, tenta tirar suas vidas de tanto rir.

“Lula da Silva pediu a cabeça de uma funcionária do Santander. O banco entregou-lhe a cabeça dela. Era uma funcionária abutre, dessas que atacam os cordeirinhos socialistas, escrevendo coisas desagradáveis sobre o governo popular. Como ousa essa agente do capitalismo selvagem dizer que a queda de Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais anima o mercado?

É bem verdade que a queda de Dilma nas pesquisas anima o mercado, mas... precisava dizer isso para todo mundo? A analista do Santander não poderia ser mais discreta com seus clientes? Não dava pelo menos para falar mais baixo? Ou mudar de assunto?

Não dá para entender por que esses analistas de conjuntura insistem em falar de coisa triste. Em vez desses boletins sisudos e cinzentos, poderiam mandar mensagens coloridas e alegres, prevendo um PIB maravilhoso e garantindo que a inflação está quietinha no seu canto. Se o ministro da Fazenda faz isso, por que um banco não pode fazer? São mesmo uns pessimistas. Abutres!

Mas aqui no nosso terreiro, financista estrangeiro não vai cantar de galo, não. Como avisou Dilma na Copa do Mundo, o brasileiro já superou seu complexo de vira-latas. Os pastores alemães sentiram na carne o que significa isso. E os pitbulls do governo popular foram para cima do Santander: Dilma rosnou, Lula mordeu, e o banco teve que engolir suas palavras.

Onde quer que esteja agora, o companheiro Hugo Chávez deve estar explodindo de orgulho dos seus amigos petistas. Lula já dissera que a Venezuela chavista é um modelo de democracia, e agora mostra que não estava brincando.

A reação do filho do Brasil em defesa da reeleição de sua criatura foi um ato de estadista. O que fazer diante de uma análise desfavorável ao governo do PT? Elementar: fuzilar o analista. Com classe: “Não entende porra nenhuma de Brasil.” Quase é possível ouvir a reação eufórica do coronel Chávez: “Meu garoto!”

Aqui na Terra, a parceria chavista também é só alegria. Depois de destroçar a economia argentina com seu populismo cor-de-rosa, Cristina Kirchner deu o calote e recebeu o caloroso abraço do Brasil.

“Não podemos aceitar que a ação de alguns poucos especuladores coloquem em risco a estabilidade e o bem-estar de países inteiros”, declarou Dilma em Caracas, lugar ideal para esse tipo de ternura. Estão vendo como esses abutres são maus? Atacam uma viúva indefesa, que é leal ao falecido e mantém irretocável a reputação caloteira da família.

O abraço de Dilma em Cristina é pleno de simbolismo. A presidente brasileira deve muito à companheira argentina. Foi Cristina quem começou, corajosamente, a esconder os indicadores feiosos da economia, e a fabricar números novinhos em folha — tornando os índices de inflação, por exemplo, até simpáticos.

Dilma tomou coragem e foi atrás, implantando no governo brasileiro a contabilidade criativa — sem dúvida uma das realizações mais engenhosas do PT no poder. Numa triangulação mágica entre o Tesouro, o BNDES e estatais como a Petrobras e a Caixa, o governo popular aprendeu a esconder déficits e assim ampliar o orçamento do fisiologismo. Nem a seleção alemã pôs o Brasil na roda com tanta maestria.

Entre outras maravilhas da bravura bolivariana, os Kirchner arruinaram as empresas de energia — base do crescimento — para garantir a conta de luz baratinha, que o povo adora. Os abutres pensam que é fácil enganar o povo, mas enganados estão eles: custa caríssimo.

Propaganda populista, truques assistencialistas, engordar a máquina para enriquecer os aliados — isso tudo custa dinheiro. Como declarou Dilma, é um absurdo que esses urubus não tenham um mínimo de sensibilidade para com o bem-estar dos marajás da viúva.

E o governo brasileiro tem autoridade para defender a Argentina nesse momento difícil, porque segue a mesma escola de abutres do bem: além dos números amestrados, por aqui o setor elétrico também foi depredado em favor da bondade tarifária — que ajudou adicionalmente a sumir com metade do valor da Petrobras (fora o antro de negociatas, que ninguém é de ferro).

E, para provar que o Brasil faz questão de estar no mesmo barco da Argentina, o governo Dilma acaba de bater um novo recorde, depois de construir os estádios de futebol mais caros do mundo: o primeiro semestre de 2014 registrou o maior déficit nas contas públicas do século 21.

É bem verdade que o PT ainda não conseguiu torpedear a imprensa com a eficiência dos Kirchner. Mas tem suas listas negras, e continuará caçando essa gente que não entende porra nenhuma de Brasil.”

Ainda estão vivos? Voltei para terminar minha matança, apresentando e comentando o filme do UOL desta semana, que vem logo abaixo, depois do roteiro sem graça dos produtores do UOL. Se ainda estiverem bolando pelo chão sem saber de porra nenhuma (linguagem do Lula e da Elite Branca que voltou a mandar a Dilma comer chuchu, junto com ele, em Minas) o que fazer para aguentar, deem uma pausa, tomem uma caninha 51, como o Lula fazia, ou saboreiem um fino vinho, como a Dilma o faz quando viaja com sua comitiva, e não tenham medo dos abutres.

É óbvio que o maior motivo de riso em qualquer semana é a presidente Dilma. Nunca esperei uma pessoa que foi entregar o troféu da Copa aos alemães de forma tão carrancuda nos fizesse rir tanto. Principalmente agora que a querem transformar em “Dilminha, paz e amor!”. Se conseguirem fazer isto, os seus marqueteiros devem ser imediatamente contratados para “vender algodão por veludo, porque neste mundo tem bobo prá tudo”, como diz a canção. Mas, em política tudo é possível.

Vejam que, depois de dizer que o Lula errou ao declarar que a crise de 2008 não passava de uma “marolinha”, ela admitiu que guarda R$ 152.000,00 em espécie em casa. Não dizendo onde os coloca, abre a guarda para fazer qualquer tipo de especulação (sem trocadilho). Seria debaixo do colchão? Seria numa pilastra do Palácio do Alvorada? Seria num penico velho não mais utilizado? Apesar dela declarar que usa uma parte para dar a “mesada” de sua filha, ela apenas mostrou que não é uma boa avó. Deveria usar o dinheiro para abrir um poupança para ele financiar sua universidade. Oh! Desculpem, descobri que há o PROUNI e ele terá uma bolsa. Eu ainda acho que ela leva o dinheiro amarrado na cintura como fazem os mais recentes terroristas do Hamas. E vou mais além, este dinheiro ainda vai explodir sua candidatura, pois causou inveja mortal a quem recebe o Bolsa Família, principalmente, quando ela disse que R$ 10.000,00 não era nada para ela. Já ri tanto que estou mole.

E o Aécio confessou que usou o Aeroporto de Claúdio, e pediu desculpas por seu erro. Eu não entendi nada. Será que é proibido a governadores que serão um dia candidatos a presidente usarem aeroportos que foram feitos perto de suas propriedades? Se for assim será de se perguntar: Será que o Eduardo usou o aeroporto de Bom Conselho? Afinal, ele tem uma fazenda bem perto. Talvez seja por isso que ele ainda não foi asfaltado.

No entanto, do que ri mais no filme, foi da inauguração do Templo de Salomão pela Igreja Universal. As músicas além de serem hilárias, mostram o que o Salomão deve estar dizendo de onde estiver: “Show Satanás!”. Não pude me conter ao ver Alckmim pedindo chuva e Dilma pedindo perdão, por não saber o Pai Nosso. Só faltou o terço na mão e o véu na cabeça. Oh! Desculpem estes paramentos vão ser usados em Aparecida. Dizem que ela já aprendeu o Pai Nosso de cor e até salteado, e para todos os credos, inclusive em árabe e em hebraico. Afinal não se sabe quem ganhará a guerra no Oriente Médio. E para ganhar as eleições ela já disse que aprenderá até em japonês.

Lembrando do texto do Fiúza: Já não se faz mais abutres do bem como os urubus de Bom Conselho que comiam as carniças para o ajudar o trabalho de Raimundo Chato. Hoje os urubus viraram abutres e a carniça continua fedendo.

“Eleição é tempo de admitir erros, mesmo que às duras penas. Candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) admitiu que o governo do PT subestimou a crise financeira global. Já Aécio Neves (PSDB), enfim, admitiu que errou no episódio do aeroporto de Cláudio (MG). A presidente se juntou ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na inauguração do suntuoso Templo de Salomão, da Igreja Universal, no Brás, na capital paulista. Ele deve ter implorado a Jesus para que chova nos reservatórios paulistas.”


sábado, 2 de agosto de 2014

OH! BICHO CHATO!




Por José Antonio Taveira Belo / Zetinho

A pessoa persistente é cognominada sempre de “chato”. Vive a azucrinar a paciência dos outros com os seus argumentos, pedidos e lembranças. Não é pra menos! A coisa mais cabulosa que há é insistir em alguma coisa, que outras pessoas não querem escutar. Tampam os ouvidos e cala a boca e deixa a “coisa” rolar. Mas, o “chato” é aquele que não quer saber se alguém fique chateado, aborrecido e mande aquele “chato” para as profundezas do inferno, com os seus argumentos “chatos”. Mas existem pessoas “chatas” mesmo. Eu sou um deles! Não me conformo, por isso sou “chato” na insistência de que algo deve ser realizado para beneficiar uma comunidade, um município ou mesmo uma nação. Há anos venho com a mesma “chatice”, e chateando todos, batendo na mesma tecla, na mesma insistência que chateia os nossos e nossas conterrâneos (as), e por isso acredito piamente, que ao abrir o jornal a Gazeta, o A Gazeta Digital e ler como tem sido lido fazem caretas e ao mesmo tempo dizem - lá vem Zetinho com a sua chatice e cabulice. Não tem o que fazer, para viver azucrinando a nossa cabeça com uma coisa que não vai trazer nenhum beneficio para a nossa comunidade! Que chato! Que chato! Que chatice! Esse é o “cara”! Lá vem ele com Esta petica de ACADEMIA. Mas o que fazer? Esse é meu dever, meu compromisso. Esse negócio de ACADEMIA BOMCONSELHENSE DE LETRAS - ABCL não interessa a ninguém aqui da terra, podem dizer. Esta invenção é para outras plagas, dizem. Outros municípios, menos o nosso. Ninguém tem tempo para organizar a ficar a frente deste trabalho, que aos meus olhos seria maravilhoso. Os nossos trabalhos literários, musicais, poéticos, artesanais entre outros ficam restritos a nós mesmo. Para que divulgar? O que ganharíamos para leva-los ao conhecimento do público, estes rabiscos. É o que pensam todos. Mas, na minha “chatice” considero um ledo engano. O intercambio cultural nos leva a distancia. Seremos conhecidos em todo planeta, pois, hoje dispomos da internet. Mostrar estes belos trabalhos que são fabricados com amor e muita dedicação, com muitas noites de sonos perdidas em pensamentos engrandece a terra natal. Mas, nem tudo são flores, são espinhos e ninguém se machucar. O medo se torna realidade. A vida se torna monótona. Ficamos na mesmice. E somente somos lembrados quando dos Encontros de Papacaceiros, ou Bom-conselhense, que hoje temos sempre no mês de janeiro de cada ano. E, outros dias e meses? O que fazemos? Porque não realizar um encontro literário em nossa cidade, quando em outras cidades se desenvolvem com estes eventos? Garanhuns, Parati, Olinda entre outras cidades do nosso Brasil. Estamos adormecidos em berços esplendidos. Mas o sono termina e neste momento acordamos para o mundo da realidade cotidiana que nos leva a pensar e realizar os nossos desejos, se é que desejamos algo de bom para a comunidade. Mas o que fazer? Fico eu pensando na penumbra do meu pequeno quarto onde os sonhos são frequentes, principalmente no final da noite e no início de um novo dia. Ai vem novamente à chatice, ser chato no meu entender é uma virtude, quando se tem algo para realizar em favor da nossa terra, que amamos, veneramos, pois somos filhos amados dela. Não pensem que fico chateado se alguém criticar esta insistência, pelo contrario fico contente, pois sei que estou chateando alguém, não é verdade? Esta reivindicação para fundação da tal ACADEMIA não será esquecida, todo o verão outros comentários sobre este belo assunto para “chatear” ainda mais todos com a insistência salutar, e quem sabe se num futuro bem próximo eu não “chatearei” ninguém, e aplaudirei aqueles que tomarem a frente desta “chatice”, criar a ACADEMIA. Até breve!


Este rabisco foi feito no Rio de Janeiro, quando estive na Academia Brasileira de Letra – ABL, da morte do escritor JOÃO UBALDO RIBEIRO, sétimo ocupante da Cadeira nº 34, eleito em 07 de outubro de 1993, na sucessão da CARLOS CASTELLO BRANCO em 08 de junho de 1994 pelo Acadêmico EDUARDO PORTELA. O corpo foi velado no SALÃO DOS POETAS ROMANTICOS.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O "complexo de boi-de-carro" e a diplomacia de formiga




Por Zezinho de Caetés

O texto que hoje comento e apresento a você, abaixo, é ainda da semana passada (26/07/2014 – Blog do Noblat), no qual o jornalista Ruy Fabiano, de forma não muito diplomática, mas, justa, desanca a política externa do PT. O texto chama-se “Militância diplomática” e resume tudo o que ficou de nossas tradições diplomáticas, e que nos lembra sempre o Barão do Rio Branco.

Como sabemos, a Diplomacia entre as nações fica muito perto da diplomacia usada entre as pessoas para que consigamos nossos intentos, sem violência. Não podemos dizer que a Diplomacia é uma atividade para anjos ou para santos, embora alguns destes tenham tentado entrar no ramo. Nos dois aspectos ela é usada para defender nossos interesses, e neste ponto, não há ninguém mais diplomático do que nosso conterrâneo Lula.

Deste a época de líder sindical que ele se revela um autêntico embaixador para cooptar as pessoas para sua causa. Lembram-se que ele já era o Barba,  informante do governo militar, segundo o Romeu Tuma Jr.? Quem diria que um dia, o Sarney, o Collor, o Jader Barbalho, o Renan, e outros menos famosos inimigos de Lula no passado, pudessem estar hoje no mesmo palanque do meu conterrâneo, como se nada tivesse acontecido? O Lula sempre foi um Itamarati ambulante (sem querer ofender o antigo Itamarati). Mas, incentivado pela sua ignorância em relação ao que se passa no mundo, fora do PT e do sindicalismo, a política externa a que submeteu o país, entregue ao Marcos Aurélio Garcia, que ainda hoje deve, ao levantar, rezar na frente de um retrato do Hugo Chávez, a uma diplomacia não visando os interesses brasileiros, mas sim visando causar mal aos Estados Unidos e à Europa.

Ainda continuamos com o “complexo de boi-de-carro” de que vivemos na pior porque somos fortes mas o carreiro não nos deixa mostrar nossa força. Então abaixo o carreiro, mesmo que saibamos que o carreiro pode nos ser útil e até no futuro possamos trocar de lugar. Para sairmos da pior devemos nos unir a tudo que há de ruim para eliminar o carreiro, mesmo que dependamos dele para a comida. Boi magro, sim, mas com orgulho. Isto é diplomacia pessoal, como a do PT é diplomacia partidária.

E esta é a questão relevante mostrada no texto do Fabiano. Diplomacia e militância partidária faz desta arte útil entre as nações apenas um exercício de ideologia, no caso do Brasil, o bolivarianismo que deixou a Venezuela já no chão, e que o Marco Aurélio Garcia tenta empregar todo o tempo no Brasil.

No caso específico da guerra entre palestinos e israelenses, a pequenez deste tipo de diplomacia chega ao delírio. É muito menor do que qualquer “anão”, é uma diplomacia de formiga. Mas, quem é aliado das Farcs, como ser contra ao Hamas? E este é o PT. Afinal de contas, em nome do bolivarianismo deixamos o índio boliviano tomar as instalações da Petrobrás no país, e não dissemos nada. A reação de Lula ao fato foi muito “proporcional” à sua noção de diplomacia entre países, isto é, nenhuma. E vou mais longe, se algum dia as Farc começarem a mandar foguetes todos os dias, atingindo nosso povo, e o PT ainda estiver no poder, certamente, não se fará nada, porque eles estão lutando pela ideologia da coca.

A militância petista, se continua no poder, não se enganem, levará a todos a usar uma estrela vermelha na lapela, do mesmo tipo que o Lula usava, e que agora renega depois que ela é associada, com justiça, à corrupção.

Bem, para um fim de semana, chega de fazer diplomacia militante para que não reincidamos no erro e tiremos de vez a Dilma do poder. Aliás, esta só é diplomática nos estádios de futebol quando a torcida a orienta para onde ir. Esperamos que ela vá, e não volte. Fiquem com o Ruy Fabiano.

“Diplomacia, como se sabe, não é exatamente campo adequado para exercícios de militância.

O Itamaraty, desde os tempos do Barão do Rio Branco, cultivou o que veio a se chamar de pragmatismo responsável, o que o tornou considerado nos fóruns internacionais.

Sendo o Brasil um país ainda periférico, sem grandeza bélica, sempre evitou entrar em briga de cachorro grande.

Seu ingresso na Segunda Guerra Mundial foi precedido de amplas negociações com os Estados Unidos, que resultaram na Siderúrgica de Volta Redonda, na Eletrobras e no consequente up grade em sua infraestrutura industrial.

Mesmo assim, só o fez, já na etapa final do conflito, depois de ter navios em sua costa bombardeados pelos nazistas. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Mas esse era o Itamaraty pré-PT, cujas linhas-mestras sobreviveram aos mais variados governos, incluindo os da ditadura militar.

O PT introduziu na diplomacia brasileira o vírus da militância. O país deixou de lado seus interesses - comerciais, políticos, estratégicos -, perdendo mesmo a noção de sua desimportância relativa, e passou a orientar sua conduta pelo viés ideológico.

A adesão ao bolivarismo chavista – de cuja gênese o PT participou, via Foro de São Paulo – o distanciou de parceiros tradicionais, como Estados Unidos e União Europeia.

Em compensação, o país passou a apoiar – e financiar – ditaduras, como as de Cuba e do Sudão, que contabiliza assassinatos numa ordem de grandeza que supera a soma de diversas Faixas de Gaza. Seus aliados preferenciais, na geopolítica global, são países como Coréia do Norte e Irã.

Alia-se a forças criminosas como as Farc, que mantêm campos de concentração na selva e vivem do que apuram com sequestros e venda de drogas. O chanceler de fato, Marco Aurélio Garcia, recusou-se a admiti-las como grupo terrorista, optando pela expressão oblíqua de “forças insurgentes”.

É compreensível, já que suas lideranças sentavam-se lado a lado do PT no Foro de São Paulo. Grande parte dos assassinatos que ocorrem anualmente no Brasil – mais de 50 mil, a maioria pobres e jovens – decorre dessa aliança sinistra, que igualmente supera em muito os até aqui sacrificados da Faixa de Gaza.

Eis, porém, que, não satisfeito em protagonizar uma diplomacia pelo avesso no continente, o Itamaraty decide incursionar pelo Oriente Médio. Lula já havia aparecido por lá, quando presidente, sustentando que sua experiência de sindicalista, habituado a negociar, seria suficiente para clarear um conflito que há décadas desafia as maiores diplomacias do planeta.

Expôs-se (e nos expôs) ao ridículo, sobretudo porque, além de não negociar coisa alguma, optou claramente por uma das partes – no caso, os palestinos. Eis que agora o ridículo se repete. E, de certa forma, com maior gravidade, pois a militância diplomática se dá em pleno conflito.

Diplomacia não comporta amadorismo. O Brasil não integra o grupo de países com expressão geopolítica, que exercem influência na região e nos fóruns internacionais. O primeiro dever da diplomacia é o desconfiômetro, isto é, perceber o seu tamanho. Foi mais ou menos isso que, para nosso constrangimento, nos disse o porta-voz do governo israelense, ao nos qualificar de “anões”.

O conflito de Gaza tem complexidade bem maior que uma negociação sindical. Não começou hoje e nem se sabe quando, como e se terminará. Apelar ao cessar-fogo – gesto-clichê que as grandes potências fazem enquanto buscam uma saída - implica não julgar as partes em conflito.


O Itamaraty valeu-se do jargão, para, em seguida, condenar apenas uma das partes, exatamente a que não teve a iniciativa do presente embate. Militância e diplomacia são práticas que se repelem e, quando se insiste em misturá-las resulta no que se viu: vexame.”