Esperava-se para esta segunda-feira
que passou, a Lista de Janot, ou a relação de nomes envolvidos nas delações
para abertura de inquérito na justiça. Ou seja, estamos “esperando Janot”. É impossível ouvir isto e não lembrar da peça
teatral do Samuel Becktte “Esperando
Godot”, lembrando o teatro do absurdo.
O absurdo vem do não entendimento
de que quanto mais dura o mistério sobre os políticos metidos em corrupção,
que, sempre temos dedizer que não são todos, e de uma forma cada vez mais
inaudível, só alimenta o boato, a incerteza e as consequências disto no meio
social, principalmente da economia, é aprofundamento da crise deixada pelo
lulopetismo.
Por que não, então, partir da
hipótese mais provável, de que, do jeito que a coisa vai, todos serão atingidos.
Afinal de contas, qual o político neste nosso Brasil que não recebeu dinheiro
de empresas, mesmo que fossem suas, para lutarem por uma vaga no “almoço” do poder?
Então, sejamos sensatos e
admitamos, todos, mais cedo ou mais tarde todos estarão em alguma lista de
Janot, ou do seu substituto, inclusive o Janot. Por que não? Afinal de contas
há cargo mais político do que o de Procurador Geral da República? Como é que
ele foi eleito e recebeu o apoio de quem? Somente de Jesus de Nazaré?
Claro que não, e também o
judiciário deve ter também seus medos. E portanto, cá estamos todos, esperando,
e com medo da lista de Janot. Eles, que tem cargos públicos e nós porque nosso
sustento (pelo menos o meu, que sou aposentado) depende de suas atuações. Então
porque não acabar com este negócio de sigilo, que hoje é absolutamente inútil?
Já disse aqui mesmo que hoje,
quando se quer que alguém saiba das coisas, decreta-se sigilo de justiça, como
o juiz Sérgio Moro fez ontem com a oitiva do Emílio Odebrecht. Hoje, todos os
jornais estamparão o conteúdo da fala dos “ouvidos”,
e, ontem, deram um jeito até de vazar um vídeo. Nele só não se ouve que o Lula
tem o codinome “amigo” nas planilhas da Odebrecht, mas, não se preocupem, pois
a bola da vez era o Palloci, o “italiano”.
Chegará o dia do “amigo”
Sei que isto não é mais possível
nos moldes da idade média onde as audiências da justiça eram todas em praça
pública, menos as do Rei e seus súditos, coisa que a República acabou com a
ideia da igualdade perante a Lei, mas, deixou o sigilo e o foro privilegiado
para protege-los, pelo menos aqui no Brasil.
Mas, hoje, modernamente, as
oitivas deveriam ser transmitidas pelas redes sócias e pela mídia em geral ao vivo
e em cores, para dar “informação” ao
povo, que é a mercadoria mais em falta nos supermercados. E, não resistindo,
digo que a Marcela poderia verificar o preço deste precioso bem, para acabar
com os desajustes.
Vejam apenas um exemplo da
preciosidade do que é bem “informação”.
Não há nada mais importante hoje, do que a Reforma da Previdência. E não é de
agora, tanto o FHC quanto o Lula, tentaram fazê-la e não conseguiram. Vem o
Temer, presidente “tampão” (não
ilegítimo, porque esta história de “golpe”
é coisa de petista que perdeu todos os discursos), e quer fazer uma Reforma.
Para mim, é uma boa reforma,
embora não saibas todos os detalhes. No entanto, se eu não sei dos detalhes, e
sou um fuçador das coisas que o setor público pretende fazer neste país, como
informar às outras pessoas cuja única
relação com a previdência é trabalhar para pagá-la?
Então, tudo vira um jogo
político, no qual, os petistas sabem, que se o Temer tiver sucesso só poderemos
dizer ao Lula: Tchau, querido!. Mas, se ele não tiver, o Lula terá uma chance
de se candidatar em 2018, com o discurso enganador de “salvador dos pobres”,
vestido de “marajá”.
E para isto, a Reforma da
Previdência é um prato cheio. Ora, o que me afeta mais do que dizer que vou
perder minha aposentaria? Minha visão, se fosse um leigo completo, era a de me
tornar um indigente, receber o Bolsa Família e me tratar no SUS, o que é um
sinônimo de pobreza no Brasil. No entanto, se o caminho que temos é aquele que
o PT prega para trazer o Lula de volta e preservar o Sírio Libanês para eles, o
que deveria eu fazer?
É claro, gritar: “Fora Temer!” e
esperar o salvador da pátria. Que será, então?! O Lula, o pai dos pobres, que
agora está prometendo andar sobre as águas da transposição do Rio São
Francisco, que o Temer inaugurou.
São dias confusos e até absurdos,
e que continuaremos esperando Janot e também Godot. Vamos acompanhar e meditar,
se o Brasil, poderia eleger Lula outra vez. Eu penso que não há risco. Mas...
cada povo tem o governo que merece, pelo menos é o que promete a Democracia...
Se esta coluna já tivesse lançado o troféu “Pândego da Semana”, o presidente Temer
hoje devê-lo-ia estar recebendo. Então para abrir com chave de ouro esta semana
pós-carnaval (desculpem não resisto em escrever algo que tenha “pós”, porque está mais do que na
moda, e vai além, já encheu o saco),
comecemos com as pandeguices do
discurso dele no dia internacional de mulher. Vamos apresentar em etapas para
que os nossos leitores não sejam sufocados por uma embolia hilariante e não
consigam prosseguir na leitura.
“A mulher ainda é
tratada como figura de segundo grau, quando na verdade ela deve ocupar o primeiro
grau em todas as sociedades.”
Se tivesse parado por aí, o troféu seria, certamente, do
Lula por estar tentando se candidatar outra vez a presidente da república, que
é hoje sua maior piada. Mas, o Temer, em sua luta ferrenha pela láurea
continuou:
“Eu digo isso com a
maior tranquilidade porque eu tenho absoluta convicção, até por formação
familiar, e por estar ao lado da Marcela, quanto a mulher faz pela casa, o que
faz pelo lar, o que faz pelos filhos, e portanto, se a sociedade, de alguma
maneira vai bem, quando os filhos crescem é porque tiveram uma adequada
educação e formação em suas casas, e seguramente, quem faz não é o homem, quem
faz é a mulher.”!
Se o Temer fosse só um comediante, contasse a piada e fosse
embora, o riso não seria tanto como sendo ele Presidente da República. Eu fico
imaginando a Marcela ruborizada e envergonhada por ser o foco da piada do
marido. No entanto, ela não foi a mais atingida, e sim os homens que já trocam
até fraldas e levam os filhos na escola. Eu me senti ofendido. E, pasmem, tenho
quase a mesma idade do Temer. Declaro isto, porque são as mulheres que não
gostam de dizer a idade, e lembro de ter trocado a fralda de minhas filhas umas
2 vezes. É pouco? Mas, tem mais.
“Na economia também a
mulher tem uma grande participação.”
Quando se pensava que ele iria dizer dos avanços das
mulheres no mercado de trabalho, na ciência, nas artes, na cultura, nas novelas
da globo, no futebol, e até na política,
apesar de nossa musa a Dilma, (que não deu certo, mas, ainda é nossa grande
colaboradora e uma das melhores humoristas que apareceram aqui nesta coluna)
Temer o “pândego da semana” engata
esta:
“Ninguém mais é capaz
é capaz de indicar os desajustes, por exemplo, de preços em supermercados do
que a mulher. Ninguém é mais capaz de detectar as flutuações econômicas, do que
a mulher, pelo o orçamento doméstico maior ou menor.”
Se a Lucinha Peixoto
ainda estivesse participando da vida ativa no seu blog, estaria lembrando de
quanto ela lutou como “fiscala” do
Sarney em tempos idos. No entanto, falar isto na época das Marcelas, mesmo
sendo ela recatada e do lar, é uma heresia. Todos sabem que a importância da
mulher na economia são as compras de roupas da moda e de maquiagem. Isto pelo
menos na classe média, que a filósofa do PT, Marilena Chauí, disse que deveria
morrer e que a odiava. Aliás, ainda não vi as manifestações desta filósofa
sobre o discurso do Temer. Mas, é previsível sua reação: Queimará o sutiã em
praça pública, pois ela é da idade do Temer, e naquela época era assim mesmo:
sutiã na fogueira. E o Temer arrematou:
“Então, a queda da
inflação que estamos assistindo, a queda dos juros, o superávit recorde de
nossa balança comercial, o crescimento do investimento interno, tudo isso
significa empregos, e significa também que a mulher além de cuidar dos afazeres
domésticos, vai vendo um campo cada vez mais largo para o emprego.”
Pelo que entendi, ele deve ter falado diretamente a Marcela,
para que ela deixe de ser recatada e do lar e vá à luta, procure um emprego, ou
pelo menos abra um atelier de costura ou um loja de manicure lá no Palácio do
Jaburu, ou até mesmo uma lavagem de roupa suja, o que não falta lá no
Congresso. Eu só digo se ela fizer isto mande o ajudante de ordem tomar conta
do Michelzinho, para ele não deixar bolas pelo chão, para o seu pai não pisar
nelas como o fez no referido discurso.
E, esperando que ainda tenha algum leitor vivo, vamos a
outros assuntos da semana, menos, mas também com um bom potencial de
jocosidade.
O Lula, sim, a alma mais honesta do mundo, e nosso grande
colaborador nos últimos tempos, não fez grandes shows para o público em geral,
e agora se restringe, ou a plateias ditas “amestradas”
em aplaudir e não vaiar (dizem que são aquelas ainda que aplaudiam a Dilma,
nossa musa, e que o PT continua pagando paro uso do Lula, para não deixá-las
desempregadas), e nestes últimos tempos, nem ele mesmo aparece mais ao vivo.
Todo o humor é contado pelos seus advogados. Dizem que eles já tão bons nisso e
que até o sisudo juiz Sérgio Moro já ri deles, na audiência. Também pudera,
conta que numa delas, um deles disse que o “Lula
não sabia de nada!”. O Moro tentou se conter, mas, foi forçada a dar uma
risada de redes sociais: “kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk....”.
Por falar em shows de Lula, com a participação do Moro, há um marcado, com os
dois ao vivo, em Curitiba, no dia 3 de maio, onde o Lula contará piadas sobre o
tríplex do Guarujá. Imperdível.
E vejam porque o Lula ficou em segundo lugar para receber o
nosso troféu esta semana que passou. Lula processou o Sérgio Moro, dizendo que
ele e sua família foram vítimas de abuso de autoridade por parte do sisudo
juiz. Os advogados dele, municiados com o humor que é peculiar ao seu cliente
disseram ser um acinte a condução coercitiva de Lula, sim, aquela mesma, que
depois dela ele apresentou, pela primeira vez seu show “A Jararaca Ferida”, e ainda dizem que foi um absurdo não manter o
sigilo das conversas entre Lula e Dilma, sim, aquelas em que ela diz que já
está mandando pelo Bessias a nomeação dele como Ministro da Casa Civil, com
medo que ele fosse fazer companhia ao Zé Dirceu (tenho que abrir um parêntese
sobre este velho cômico, abandonado por seus pares, e que, pelo volume de anos
a que foi sentenciado, deverá morrer na prisão; realmente, não há solidariedade
neste mundo do humor). A defesa do Lula queria que o Moro fosse condenado a
pagar R$ 5 mil, por danos morais, além do juiz perder o cargo e outras coisas
mais. Eu ri sozinho, pois me senti o próprio Moro, pois, tempos atrás, um
vereador de Bom Conselho me processou e o juiz, que não era um Moro, me
condenou a pagar a mesma quantia por ter sido a favor da liberdade de expressão
neste Blog. Para vocês verem, em Bom Conselho também tem humoristas.
Entretanto, esta semana ainda tem mais Lula. E o culpado é o
Temer. O assunto das redes sociais foi a inauguração da transposição do Rio São
Francisco. Como todos sabem, desde D. Pedro II que se fala nisto, e, tem sido
falado a cada seca que assola a região. Nem uma obra elegeu mais políticos do
que essa. Eu até imagino que quando o imperador pensou em vender as joias da
coroa para fazê-lo foi porque sentiu que havia alguém querendo apeá-lo do
trono. Ou seja, a redenção do flagelo da seca no Nordeste foi o maior cabo
eleitoral do Região por muito tempo. Mas, foi o Lula que descobriu, para ser
justo, como sempre tento ser, que só falar não tinha mais efeito e deve ter
dito, vamos começar a fazer as obras e passaremos uns 16 anos fazendo, e
enquanto isto, o Nordeste vota em “nós”.
E assim foi feito. A promessa de Dilma era para concluir a obra em 2018, depois
das promessas anteriores. Caiu do cavalo, e o Temer veio e fez a maior traição
a Lula: Inaugurou a obra! Pelo alarde dos petistas nas redes sociais, sem a
transposição, pasmem, o Lula poderá perder até no Nordeste, o que era um
absurdo há algum tempo atrás. Eles reagiram e já marcaram um show para o dia 19
deste mês, no qual, além do Lula contar piadas, dizem, vai tomar um banho nas
águas transpostas do Rio da redenção nacional. Se o banho for vestido, vai ser
imperdível.
Vocês pensam que acabou com o Lula? Ledo engano. Isto
porque, eu irei falar das delações da Odebrecht, e do “bobo da corte”, o Marcelo Odebrecht, além do seu pai que hoje
estará frente à frente com o Sérgio Moro para contar algumas coisas. E sobre
quem? Ganhou um abraço da Dilma quem pensou no Lula. Ele mesmo. Foi descoberto
depois de muito tempo que o “amigo”,
um dos codinomes da planilha da propina da Odebrechet, não era o Erasmo Carlos,
e sim o Lula. E pelo que foi mostrado ele girava mais dinheiro do que o Palloci
, o “Itália” e o Mantega, o “pós-itália”, juntos. E, dizem, o pai do
Marcelo, o Emílio, é que foi o inspirador do codinome para Lula. Não, não é
verdade que o Emílio Odebrecht, quando criou o departamento da propina na
empresa, disse: “sobre esta propina
edificarei a minha empresa”, mas, deve ter pensado em algo assim. Então só
resta esperar se a oitiva vai gerar material para a próxima coluna.
Outro assunto que dominou a semana, e que gerou boas
risadas, foi a decisão do STF de denunciar o Waldir Raupp, sim, aquele que
apresentou todas as contas da campanha ao TSE, elas foram aprovadas, mas,
desconfiaram que o dinheiro que ele recebeu provinha de recursos não muito bem
explicados recebidos pelos doadores. Ora, o que fizeram foi cobrar dos
políticos mais cuidado no dinheiro que recebem. Penso que tudo se passa como se
um mendigo recebesse esmolas e tivesse que pesquisar se o dinheiro que entrou
na cuia seria lícito ou ilícito. Mas, político não é mendigo e nem tão bem
intencionado, pelo menos às vezes, dizem os ministros da Suprema Corte. Ao
contrário do mendigo eles podem fechar os olhos para a qualidade da ajuda,
porque querem ser eleitos e pronto, mesmo que este dinheiro tenha saído de
lugares poucos recomendados. Pelo menos foi isto que entendi, mas, como não
entendo muito de juridiquês, deixo a
dúvida. E o que tem isto de engraçado?
Nada, a não ser minha ignorância em saber qual o número da
Caixa que é crime. A presidente do Supremo disse uma vez que o Caixa 2 era
crime enquanto agora dizem que o Caixa 1 também pode ser. O Delúbio, sim,
aquele que foi tesoureiro do PT, o que já é uma marca no DNA para malfeitor,
dizia que o nome certo seria recursos não contabilizados. Enquanto o Lula já
disse que o Caixa 2 era apenas cultural, ou seja, todo mundo fazia, tal qual
cuspir em Igreja lá em Portugal. Pelo jeito o único Caixa que não é crime é o
Caixa 0, que é aquele que vem vazio, sem nenhum tostão. Teve dinheiro, qualquer
Caixa pode ser criminoso. Então, qual a solução? Só permitir, daqui para frente,
só o Caixa 0, e cada um se vire como pode. Sei que vão alegar que, se for
assim, até o Trump pode ser presidente. Eu diria, que a Democracia tem seus
altos e baixos.
E, já que falei nele, para não dizerem que sou muito
nacionalista e só dou espaço para os humoristas nacionais, eu devo comentar o
Donald Trump mais uma vez. Dizem que o cara é tão imprevisível em seus atos que
quando ele fala algo sério, como falou no Congresso dias atrás, já se espera
que ele comece a tirar a roupa e saia correndo nu pelas ruas de Washington. Eu,
que um dia conheci aquela bela cidade, adoraria se ele fizesse o que tive
vontade de fazer: andar por aquele espelho d’água, belíssimo, de frente do
Memorial Lincoln. Não nu, obviamente. E como seu [do Trump] grande desejo é
impedir que terroristas entre nos Estados Unidos, rle que tenha cuidado, pois,
pelo seus atos, vão terminar o deportando com base em seus próprios decretos.
Ainda teria, outros assuntos, mas, tenho um leitor que só
ler até aqui. Ele conta o número de toques para na hora certa, e não quero
perde-lo. Pelo contrário quero que até o final desta ano, completar 20
leitores. Se conseguir, haverá até festa com convidados especiais e muitos dos
colaboradores desta coluna. Tenho certeza que agora, depois do título, o Temer
virá, e já estou esperando confirmação do convite.
E, só para terminar, muitos reclamaram que nunca mais a
Dilma, nossa musa havia aparecido nesta coluna. O motivo é que depois dela se
transformar em Janete ficou um pouco reclusa em Porto Alegre. No entanto, ela
realmente não para de nos fazer rir. Jamais. E agora ela está fazendo shows na
Europa, com a peça, “Entrei pelo cano com
um golpe só”. No entanto, o mais hilário ainda é que ela agora está fazendo
shows em francês. Vejam o vídeo abaixo, e não se incomodem se morrerem de rir,
pois a coluna terminou. Até a próxima semana!
Desde esperar a Lista do Janot,
que é aquela lista prometida pelo procurador geral da República de políticos envolvidos
nas delações da Odebrecht até as acareações entre os delatores, eu fico hoje
com o Gilmar Mendes, para não entrar no clima de expectativa de curto prazo.
Pois não é que ele jogou água no
chopp do PT e dos “foratemistas”,
dizendo que se a chapa Dilma/Temer for cassada, a Dilma se explode por completo
como deveria já ter feito, se não fosse o Lewandowski com aquela sua mania de
pagar favor a Dona Marisa, que Deus a tenha, mas, o Temer poderá se candidatar
outra vez?!
Foi muita crueldade a do Gilmar.
O que é que os movimentos sociais vão gritar agora nas passeatas? Fora Gilmar?
Ou vão apoiar outro nome na eleição direta no Senado para eleger o presidente
tampão? É realmente, o Brasil não está para iniciantes em política, e,
portanto, não esperem aqui um presidente governando pelo “twitter”, como o
Donald Trump.
Aqui para presidir tem que
aplicar corretamente as mesóclises. E, confesso, que até agora, o Temer as usou
certo. O problema é que os políticos, e o povo em sua maioria não as entende. O
povo quer mesmo é aquela sensação que o Lula lhe dava de estar nadando de
braçada num mar de prosperidade, sem olhar o tubarão que o espreitava para
comer suas pernas e tomar o seu emprego, como aconteceu.
Eu me arrisco em dizer que se o
Temer conseguir fazer as reformas necessárias, cumprindo sua promessa de
preferir ser um “presidente impopular do
que populista”, poderá dar um novo começo ao Brasil. Vai ser fácil? Não!
Mas, é possível.
E dentro do meu perpétuo
otimismo, penso que o Temer terminará seu mandato (claro se não continuar
pisando na bola do Michelzinho como o fez no Dia Internacional da Mulheres), e,
o que o Gilmar Mendes disse, sobre a cassação da chapa em que ele foi eleito
for verdade, fico mais esperançoso ainda.
E para ver o que o Gilmar disse,
eu escolhi um texto do Josias de Souza, de ontem, no seu Blog, e o transcrevo
abaixo. Quem gostar de detalhes que o leia com mais atenção. Quem não tiver
tempo, como hoje estou sem, basta ler o título: “Gilmar Mendes: Temer pode retornar à Presidência se for cassado pelo
TSE”
Fiquem então com o Josias, e um
bom fim de semana.
“Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, o ministro Gilmar Mendes sustenta que Michel Temer pode retornar à
Presidência da República na hipótese de perder o mandato no julgamento sobre a
cassação da chapa vitoriosa na disputa presidencial de 2014. Segundo Gilmar,
Temer pode manter seus direitos políticos intactos. Assim, poderia
candidatar-se ao Planalto numa eleição indireta feita pelo Congresso Nacional,
onde dispõe de ampla maioria.
Gilmar Mendes, hoje um dos
principais conselheiros de Temer, falou sobre o tema à agência Reuters. Na sua
avaliação a comprovação do uso de caixa, potencializada pelos depoimentos de
delatores da Odebrecht à Justiça Eleitoral, afeta a chapa Dilma Rousseff—Michel
Temer como um todo.
“Evidente que o vice participa da
campanha”, disse o ministro. “Mas quem sustenta a chapa é o [candidato a]
presidente, o cabeça de chapa.” Por esse raciocínio, a caracterização do abuso
do poder econômico levaria à cassação dos dois integrantes da chapa. Mas apenas
Dilma, deposta pelo Senado há seis meses, ficaria inelegível. Seria dela, não
do seu vice, a responsabilidade pelo ingresso de verbas de má origem na caixa
registradora do comitê. Prevalecendo esse entendimento, Temer não seria
alcançado pela inelegibilidade.
Gilmar Mendes, que também é
ministro do Supremo Tribunal Federal, disse que não há dúvida quanto à forma de
preenchimento do cargo de presidente em caso de cassação da chapa. A Constituição
prevê que, durante a segunda metade do mandato, a eleição tem de ser indireta e
conduzida pelo Congresso Nacional.
A defesa de Temer vinha
sustentando a tese segundo a qual a contabilidade da campanha do vice deveria
ser apartada das contas da cabeça de chapa. Relator do processo, o ministro
Herman Benjamin torce o nariz para a tese. Que tornou-se dura de roer depois
que os delatores da Odebrecht deixaram claro que a construtura repassou milhões
por baixo da mesa ao comitê encabeçado por Dilma.
O Planalto passou a opera rem
favor da protelação do julgamento. Gilmar Mendes não exclui a hipótese de o
processo se estender até o ano eleitoral de 2018. Ele acredita que o relatório
de Herman Benjamin “dificilmente” ficará pronto “antes do final do semestre”.
Por quê? “Como ele abriu, pode ter pedidos de novos depoimentos por parte das
partes, e provas e perícias. Há possibilidade de delay (atraso)”.
Gilmar afirma, de resto, que os
ministros do TSE podem pedir vista do processo, o que contribuiria para retardar
o julgamento. “Não é de se excluir que (o processo) dure até o ano que vem”,
disse.”
Sobrevivi ao Dia Internacional da
Mulher. Não foi fácil. Não havia uma rede social nem uma mídia, onde não
houvesse uma flor. Uma justa homenagem, mas, também não precisava exagerar.
Afinal de contas, todos nós já exploramos pelo menos uma delas, desde que
nascemos.
E começo falando de novo das
mulheres e defendendo sua igualdade com os homens na Reforma da Previdência
Social e digo não a esta história de que
isto prejudicará a mulher. Muito pelo contrário, a fortalecerá, em sua eterna
luta de gênero.
O grande problema brasileiro é
que o Michel Temer ainda não leu o texto de sua Reforma e disse ontem em mais
uma solenidade no Palácio do Planalto:
“Na economia, também a mulher tem grande participação. Ninguém é mais
capaz de indicar os desajustes de preço no supermercado do que a mulher.
Ninguém é capaz de melhor detectar as flutuações econômicas do que a mulher,
pelo orçamento doméstico.”
Meu Deus do céu! Eu penso que a
Marcela deve ter ficado ruborizada com estas palavras. Porque se não ficou, é
contra a Reforma da Previdência naquilo que equipara mulheres a homens. Eu sei
que o Temer é das antigas e ainda obriga o filho a correr em cavalo de pau lá
no Jaburu, mas, venhamos e convenhamos, ele pisou na bola que o filho deixou
largada no Palácio da Alvorada.
Vejam, a grande participação que
a mulher, segundo Temer, tem na Economia. Ela é, além de uma “fiscala do Sarney” (penso que os jovens
não lembram nem disto), capaz de detectar as flutuações econômicas através do
orçamento doméstico. É pouco, não é?
Já pensou a imagem que passou
pela cabeça de todos os presentes? A Marcela de avental dizendo, “show galinha, sai prá fora menino que eu
estou conferindo os preços do supermercado”, e chamando o marido para reclamar da carestia. É pouco,
não é?
Eu já disse aqui que não concordo
com a Gleisi Hoffman por ter feito greve de sexo ontem, porque achei um
exagero, mas, venhamos e convenhamos, dizer que a mulher é importante na
economia por ser “prendas do lar”, tenham santa paciência.
Eu sei que devo relevar a idade
do Temer, mas, para ser um bom presidente tem que ter assessores bons até nessa
área. Ele esqueceu até da Zélia Cardoso e de sua própria ex-chefe, a Dilma
Roussef, além de outras mulheres, como a Maria Silvia Bastos que ele nomeou
para o BNDES, que já mostraram entender mais de economia, do que ficar fazendo
lista de supermercado.
É claro que algumas delas, como a
incompetente Dilma, só mentiam quanto a isto, mas, temos mulheres entendidas no
assunto, isto é fato. E agora, na luta que as mulheres estão travando para
serem iguais aos homens, como elas irão apoiar o Temer, e sua reforma da Previdência,
apesar de eu achar que ela é boa?
Só nos resta esperar que o Temer
se assessore melhor porque se não o fizer, não chegará a 2018, o que seria uma
pena para o Brasil. Não por ele, mas, porque o Brasil não aguenta tanta mudança
de presidente em tão pouco tempo. Iria criar a imagem do presidente descartável
a qualquer tempo, o que não é bom para nossa combalida República.
Por falar em chegar ou não a
2018, há tantas contradições e disse-me-disse nesta história da cassação da
chapa Dilma/Temer, que parece ser necessário uma acareação entre os dois para
ver quem levou mais dinheiro da Odebrecht. Pelo que eu li hoje na mídia ambos
estão com o nariz maior do que o de Pinóquio. E Gilmar Mendes, o velho Geppeto,
não está gostando nada disso.
E seguindo em mais detalhes com a
Reforma da Previdência, e não só em relação às mulheres leiam o texto do José
Anibal, publicado ontem no Blog do Noblat, onde ele coloca o problema de uma
forma bastante clara, com o título sugestivo de “A reforma da previdência e os mandarins da Belíndia”. Segue o
texto:
“A ideia do Brasil dual,
fraturado, é aceita quase unanimemente. Por maiores que sejam nossas
divergências políticas e ideológicas, não há corrente política - da esquerda à
direita, dos liberais ao estatistas, dos democratas aos autoritários - que
rechacem esse diagnóstico.
Essa nossa profunda divisão, interpretada
por Gilberto Freyre em “Casa Grande e Senzala” e “Sobrados e Mocambos”, nasceu
de nosso passado colonial e se perpetua. Edmar Bacha cunhou a expressão
Belíndia – Bélgica e Índia – para denotar a dualidade que caracteriza a nossa
distribuição de renda e de riqueza.
E é notável como essa fratura que
separa o Brasil é mais gritante exatamente no sistema que, em tese, deveria
corrigir a desigualdade e proteger os mais pobres: a previdência. Nossa
previdência é uma manifestação a mais da “Casa Grande e Senzala”, uma
reiteração da Belíndia.
O déficit da previdência na União
pode ser dividido em duas partes praticamente iguais: o déficit do INSS, que
atende 30 milhões de aposentados e pensionistas; e o déficit da previdência de
servidores públicos, que beneficia menos de 1 milhão de segurados.
Ora, essa simples estatística
demonstra que o nosso sistema previdenciário promove imensa e contínua
transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos, e, mais
especificamente, dos pobres da iniciativa privada e da informalidade para a
burocracia estatal.
Não é à toa que o grande foco de
resistência às reformas têm sido exatamente a elite do funcionalismo público,
embora esses setores, habilmente, queiram apresentar seus interesses
específicos como demandas universais.
Nessa tentativa de confundir para
continuar seus privilégios, os mandarins de nossa burocracia têm propagado
inverdades.
A primeira delas é que a reforma
da previdência vai prejudicar os trabalhadores de baixa renda, porque a idade
mínima exigida é muito elevada.
Alguns falam dramaticamente que
ninguém mais vai se aposentar. Ora, hoje, esse trabalhador praticamente só se
aposenta por idade, pois em geral tem muitos períodos de informalidade e
desemprego, o que o impede de contar tempo de serviço.
No caso do setor público, ao
contrário, não há interrupção da contagem de tempo – em razão da estabilidade.
Por essa razão, é exatamente no setor público onde há proporcionalmente mais
aposentadorias precoces, onde não é incomum haver aposentadorias antes dos 50
anos.
Países com sistema de bem-estar
invejáveis têm idade mínima igual ou superior a 65 anos. Na Noruega, por
exemplo, país rico e de renda bastante uniforme, a idade mínima para homens e
mulheres é de 67 anos.
Então, quando as corporações
falam em defender os mais pobres, estão mentindo. O que querem é manter um
sistema dual – manter a Belíndia – em que os mais pobres se aposentam mais
velhos e com um salário mínimo, enquanto os mandarins da burocracia se
aposentam mais cedo e com salários integrais, muito superiores ao teto da
previdência do INSS.
A segunda falácia é de que a
previdência tem superávit e que bastaria computar todas as contribuições
sociais como receita da seguridade que o déficit desapareceria.
Esse raciocínio é absurdo e lida
com a questão das finanças públicas como um problema meramente contábil.
Se, por hipótese, essa ideia
fosse levada a sério, de onde sairiam os recursos para bancar as despesas
essenciais não previdenciárias: educação, saúde, policiamento, justiça e
transporte?
Evidentemente, de um brutal
aumento de impostos equivalente ao déficit previdenciário.
É um disparate querer aumentar
ainda mais nossa já elevada carga tributária. Não há país de renda equivalente
com uma carga tributária tão pesada como o Brasil.
Finalmente, os opositores da
reforma não mencionam os aspectos demográficos da questão previdenciária.
Nossa população ainda é
relativamente jovem. Temos 13% da população com mais de 60 anos, enquanto a
Alemanha tem mais de 30% nessa faixa. Entretanto, nosso gasto previdenciário é
de aproximadamente 12% do PIB, como na Alemanha.
Além disso, passaremos por um
rápido processo de envelhecimento nos próximos anos. Em 1980, tínhamos 9
pessoas em idade ativa (de 15 a 59 anos) para cada idoso (maior de 60 anos); em
2010, essa relação caiu para 6; e, em 2050, teremos menos de 2 pessoas em idade
ativa para cada aposentado.
Sob as regras atuais, o sistema
só não quebraria se o país passasse a aumentar impostos continuamente.
Os mais jovens seriam duplamente
penalizados: teriam maior carga tributária e menos oferta de empregos, pois
maior carga tributária tende a reduzir o emprego o investimento.
E os mais velhos passariam a
correr risco iminente de não receber sua aposentadoria. Infelizmente, é o que
já está acontecendo em alguns estados.
A reforma da previdência caminha
no sentido da justiça social e da sustentabilidade dos benefícios futuros.
A reforma da previdência, no
fundo, é uma batalha a favor dos mais pobres.
Do outro lado da trincheira estão
os mandarins da Belíndia, defendendo seus absurdos privilégios. O que nos
obriga a outra batalha, a da comunicação. Para ser vencida, é urgente uma
comunicação objetiva, transparente, com a maioria que vai ser beneficiada pela
reforma.
Afinal, os aposentados e
pensionistas do Brasil, com a aprovação da reforma, vão ter garantida a
sustentabilidade, a manutenção dos seus benefícios ao longo do tempo.
Manter o padrão atual, mais cedo
que tarde, nos levará a situação que, infelizmente, vive o Rio de Janeiro.”
Definitivamente a política
voltou. Já acordo lendo que o meu conterrâneo, o Lula vai se candidatar à
presidência do PT. Isto já era esperado. O PT está em fase de extinção e o Lula
também. Será um abraço de afogados.
E agora, somente com algumas delações,
já se sabe que a contabilidade de propina da Odebrecht, a empresa mais
organizado do Brasil neste terreno, um dos delatores esclareceu o que já estava
claro para todos: O Lula é o “amigo”,
o Palloci é o “italiano” e o Mantega
é o “pós-itália”. Estes é que mandavam
pagar ao marqueteiro João Santana, o “feira”
no exterior, e assim por diante.
Agora pode-se dar nomes aos bois
e às vacas, já que a Dilma, a “Janete”, está também implicada, junto com a mulher do
“feira”, a Mônica Moura, sim aquela
que foi presa mascando chiclete e que agora quer delatar todo mundo. Aliás,
atualmente, dizem que vai ser necessária um força tarefa da Lava Jato para
organizar a fila de delatores em várias localidades onde grassam os “Sérgios Moros”, que são juízes sérios e
combatentes pela justiça.
No entanto, tenho que voltar ao
fato mais sério que ontem ocorreu em termos de influência, em nossa tão
desgastada política, e para o bem. Foi a decisão do STF de aceitar a denúncia
contra o Waldir Raupp, sim, aquele que diz ter sua campanha recebido só
dinheiro legal e que teve suas contas todas aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Este é o mote de todos os
partidos políticos: “Todos os recursos
recebidos foram declarados á Justiça Eleitoral, e todas as contas foram
aprovadas”. Todos eles já tinham mandado fazer uma gravação deste chavão
para responder a jornalistas e demais interessados quando se dizia que o
dinheiro vinha de Caixa 2, 3, 4, 5, até o infinito, e além.
Agora, pela decisão do STF, que
faz como a justiça divina que “tarda mais
não falta”, já pedindo desculpas pela comparação exagerada, não é necessário
apenas dizer que recebeu dinheiro “limpo”,
tem que mostrar que ele está limpo. E não vale dinheiro lavado nas lavanderias
usadas pela maioria dos políticos brasileiros, como por exemplo, o Eduardo
Cunha, que usava lavanderias no exterior.
Aliás, o exemplo de Cunha, não
faz justiça a muitos outros que faziam passear dinheiros por contas em paraísos
fiscais e que agora choram em cima das notas limpas na cadeia. Dizem que o
Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, lavou tanto dinheiro que acabou o sabão, e
hoje, usa notas limpíssimas para pagar outros presos para limpar sua cela lá em
Bangu 8, ou 9, não me recordo.
Agora, vamos ver qual vai ser a
defesa do PT para as idas e vindas do seu tesoureiro Vaccari pelos escritórios
deste país. O anterior, o Delúbio, que vai em cana outra vez, junto com o Lula,
já dizia que não era Caixa 2 e sim “dinheiro
não contabilizado”. O que se espera é que, a partir de agora, que a Justiça
levantou um pouco a venda para isto, todos tenham que dizer de onde provem seus
fundos (sem trocadilhos).
E para coroar o dia intensamente político,
o Temer reuniu o grupo palaciano para declarar que a economia está se
levantando aos poucos, depois de se saber que, nos últimos tempos petistas, ela
quase que foi a óbito. Queda de quase 10% em dois anos não é brincadeira. E
penso que em termos de condução econômica o Temer está agindo certíssimo.
Além disso deu posse a dois
ministros, o das Relações Exteriores, que substitui o Serra, que fez uma excelente
gestão antes de ser atacado pela própria hipocondria, e espero que o Aluísio
Nunes siga no mesmo rumo, ficando longe do bolivarianismo homicida, e dando
posse ao novo ministro da Justiça.
Penso que o Temer não está com
muita sorte com este ministério. O primeiro, o Alexandre de Moraes, falava
demais, e este, já começa falando errado, se estão certas as notícias de que
vai usar o cargo para se eleger ao Senado lá pelo Paraná.
Sei que um político é um
político, nada mais do que um político, mas, diante do quadro de crise do
Brasil, e o turbilhão de mazelas que envolve a classe política, temos que ser,
pelo menos mais recatados.
E, como dizem os ingleses, “last but not least”, ontem ouvi umas 3
ou 4 senadoras petistas ao tentarem louvar o hoje o Dia Internacional da
Mulheres, a quem dou os parabéns, pregarem uma greve geral das mulheres, propondo
inclusive que deixem de fazer até as mais comezinhas coisas que as mulheres
fazem, como sexo, por exemplo. Sinto saudade de minha amiga, a Lucinha Peixoto,
que diria: Cruzes!!!
E, aproveitaram o ensejo para
defender a mulher da Reforma da Previdência, só porque ela propõe igualdade
entre homens e mulheres para se aposentar. Eu, já escrevi um pouco sobre isto aqui
neste blog e transcrevi um texto da mulher Míriam Leitão sobre o tema, e que
acho muito pertinente.
Não se pode beneficiar a mulher
dizendo que ela mais fraca do que o homem. Isto é um problema cultural que se
arrasta milenarmente e que depende muito da mulher em sua luta por igualdade. E
isto não se obtém só procurando as benesses da igualdade e sim encarando também
seus deveres. Feliz dias das mulheres!