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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sem Cunha e sem Dilma: O Brasil está melhorando




Por Zezinho de Caetés

Ontem, com sempre, acordei com o objetivo principal de acompanhar, pela TV, o restinho da Comissão de Impeachment no Senado, no dia em que falaria outra vez, para dizer as mesmas coisas o José Eduardo Cardoso ministro da AGU que foi agora, permanentemente, contratado como advogado da presidenta que se diz inocenta.

E o que vi lá? Um brilhante advogado com todos os trejeitos próprios da profissão, e para os leigos, como eu, parecia até que a presidenta inocenta seria mesmo inocente. Até que o relator começou a comentar as perorações dele. Foi um arraso tal que até o Lindberg se escafedeu.

E hoje, já se tem como certo que a Comissão votará a favor da admissibilidade do processo de impeachment, que quer dizer início do “bota fora” da presidenta, graças a Deus. No entanto, houve outro fato que me tirou um pouco do constrangimento de ficar ouvindo a voz da Gleisi Hoffman e vendo os trejeitos da Vanessa Graidiotin: O Teori Zavascki, o ministro do STF, resolveu defenestrar o Eduardo Cunha.

Isto já era esperado por todos aqueles que viam no Cunha um dos piores bandidos, e digo “um dos” porque o Maluf ainda não morreu e o Lula ainda não sabe de nada, embora hoje, quando ninguém está vendo, cochicham de sua importância para impichar a presidenta. Também, queriam o que? Neste mundo até os piores podem, pelo menos por um dia, fazer algo de bom. Por este caso específico, obrigado Eduardo Cunha. Pelo conjunto da obra, que vá para Curitiba e tenha uma longa permanência por lá.

E vejam que, de tanto a tropa de choque da Dilma dizer que há um “golpe parlamentar” em andamento, ontem também surgiu a história de “golpe judiciário”, que foi evitado pela ação do Teori. Dizem os adeptos das teorias conspiratórias que o Lewandowski e o Marco Aurélio, que só querem o bem de Dilma, urdiam um golpe para acabar com o impeachment da presidenta.

Explicando: Por um pedido da REDE de Marina, que balança, balança e pode cair, o STF poderia tomar uma decisão de mandar o Cunha embora e ainda mais anulando todos as suas ações. Eu não sei como isto seria feito, porque é difícil imaginar o deputado botando para fora o que comeu, a não ser pelas vias normais. Isto levaria à anulação do processo de impeachment, deixando a presidenta livre, leve e solta. Seria um golpe e tanto.

O Teori, viu o perigo e disse: “Cunha fora, sem impeachment da Dilma, é golpe!”. E resolveu botar ele para fora às 5 horas da manhã. E, como se viu, foi um sucesso. Mesmo com alguns constrangidos, todos os ministros votaram a favor do trucidamento do deputado. E hoje, amanhecemos com um deputado a menos na Câmara Federal.

Mas, não fiquem tão alegres. Quem assumirá a presidência da Câmara é o Waldir Maranhão, cujo maior feito até agora foi se meter na Operação Lava Jato. E, neste caso, o Temer, depois de assumir a presidência, não poderá viajar. Já pensou o Waldir Maranhão na presidência?! Eu, neste caso, preferiria o Renan. Vejam a que ponto chegamos.

No entanto, paro por aqui e vou outra vez para frente da TV, para ver a votação final da Comissão do Senado, já esperando ouvir muitos votos com o seguinte teor: “Pelo meu filho, pela minha mãe, pela minha cadela Baleia, pelo meu periquito Flu-Flu, pelo Seu Mané, o quitandeiro da esquina, pelo gato de minha filha, o Justin Bieber, SIM!, senhor presidente!”.

Fiquem então com um texto do Ricardo Noblat (“O futuro sem Cunha”), que detalha para onde vai o deputado. Eu só sei o “futuro sem Dilma”, que, tenho certeza, será melhor do que com ela.

“Eduardo Cunha já vai tarde. Referendada pelo Supremo Tribunal Federal, a decisão do ministro Teori Zavascki de suspender o mandato dele fez o que a Câmara, por fraqueza e corporativismo, se arrastava para fazer, e tudo indicava que não faria: extirpar um mal que envergonhava o país, embora não envergonhasse a maioria dos deputados.

Dilma comemorou a decisão de Zavascki. Ela não servirá ao seu desejo de escapar do impeachment, mas reforçará o discurso de que foi vítima de um golpe. O PT comemorou — quando nada, a suspensão do mandato de Cunha servirá como um prêmio de consolação diante do afastamento de Dilma do cargo de presidente.

O vice-presidente Michel Temer comemorou discretamente. Com tanto apetite pelo poder, imagine o que Cunha não cobraria por ter ajudado Temer a assumir a Presidência da República. Incomodava Temer a hipótese de, como presidente da Câmara, Cunha vir a substituí-lo em suas eventuais ausências.

Cunha tem muitos aliados na Câmara como já demonstrou à farta. Mas tudo se pode pedir a um político, tudo — menos que se suicide. Poucas horas depois de conhecer a decisão de Zavascki, e apesar de surpreendida por ela, uma parcela expressiva dos deputados já discutia nomes com chances de sucederem Cunha na presidência da Câmara. Cunha já era.

O sucessor completará o mandato de Cunha, que se encerraria no início de fevereiro do próximo ano. O segundo semestre de 2016 será tomado pela realização das eleições municipais. A Câmara ficará esvaziada, como de resto o Senado. Pouco importa, porém. Presidir a Câmara, mesmo que por pouco tempo, enriquece a biografia de qualquer deputado.

O pragmatismo dos políticos acabará por apressar na Câmara o julgamento de Cunha, acusado de quebra de decoro por ter mentido em CPI sobre dinheiro que mantinha escondido na Suíça. A decisão de Zavascki não interromperá o processo a que Cunha responde no Conselho de Ética. Parecer do Conselho será votado mais adiante pelos 512 deputados.


Nem por isso deve-se subestimar a capacidade de resistência de Cunha, e a liderança que exerce entre colegas. Uma coisa é certa: a escolha do novo presidente da Câmara passará por Cunha, o maior eleitor que existe ali.”

quinta-feira, 5 de maio de 2016

ESSE ANO NÃO DÁ!


Bom Conselho - PE



Por José Antonio Taveira Belo / Zetinho 


Esse ano não dá! É um ano conturbado cheio de problemas de toda espécie. É um ano de eleições para as Prefeituras e Câmara de Vereadores onde os candidatos desejam ardentemente mostrar a HONESTIDADE a ÉTICA e o COMPROMISSO aos eleitores desconfiados e não acreditando nas promessas e palavras dóceis e amenas proferidas ao povo sofrido e angustiado. Muitos candidatos irão às ruas prometer novo conceito de políticos, que serão honestos, bondosos, atenciosos, livre da corrupção e assim por diante. E povão vai acreditar?  E assim, a ACADEMIA BOM-CONSELHENSE DE LETRAS – ABCL posterga a sua criação, e somente Deus sabe quando isto vai acontecer, mas vai acontecer mais cedo ou mais tarde, pois uma cidade merece este espaço que represente uma comunidade nos mais diversos seguimentos da sociedade. Lá vem uma pergunta! Perguntam-se em que vai melhorar a situação do nosso Munícipio? O porquê de uma casa de cultura em uma cidade? Qual a motivação para a cidade ter esta casa que abrigara os grandes intelectuais da cidade? Eu digo! Muito e muito este espaço vai desenvolver a cultura imperada que existe em meu Bom Conselho, denominada CIDADE DAS ESCOLAS. Essa casa a ser constituída vai além-mar o seu trabalho cultural mostrando a todos o que realizamos na cultura em prol da população. Seremos conhecidos mundialmente através dos meios de comunicação ora existente. No meu entender e, tenho quase certeza que a dificuldade é à escolha das pessoas que irão compor as cadeiras, e isto dificulta a criação da Academia. São dezenas de pessoas que merecem ser lembradas e ter seu nome como patrono das cadeiras a serem criadas e outro tanto para ocupar e dar começo as atividades casa. Há bastante tempo, já quase no esquecimento, ou mesmo esquecido citamos nomes ilustres que bem poderiam compor este quadro basta voltar ao tempo desta informação já falada e escrita. Bom Conselho cria tudo menos uma ACADEMIA para abrigar homens e mulheres do nosso Município, nos seus mais diversos trabalhos. Sei que muito dos nossos conterrâneos acham uma ideia absurda, sem fundamento para que essa casa surja. A ACADEMIA DE LETRAS em qualquer cidade é um ponto fundamental para o desenvolvimento cultural de um povo, é um patrimônio da cidade. A ACADEMIA DE LETRAS reúne e acolhe os nossos escritores, aqueles que já fizeram e deixaram o seu trabalho para as gerações que estão ainda em andamento. As gerações que estão surgindo precisam saber quem é quem e o que realizou e idealizou no torrão natal. Para aqueles que assumirem dar sequencia aos trabalhos de memoria dos seus antepassados e colocando-se a disposição de todos. NÃO! Não deixemos este proposta ficar no esquecimento, engavetadas nos birôs de nossas residências e de nosso trabalho. Não deixemos morrer a memoria daqueles que já se foram para eternidade e deixaram trabalhos maravilhosos que devem ser lembrados por todos. Vamos amadurecer esta proposta, vamos estudar os prós e contras no desejo de criar a ACADEMIA BOM-CONSELHENSE DE LETRAS – ABCL que tanto bem trás para a comunidade o eco e vozes em nossas vidas. Sejamos, pois, otimistas na resolução desta casa de cultura que irá com certeza absoluta contribuir para o futuro, divulgando os nossos intelectuais, poetas, escritores de nossa cidade.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Lula morreu e esqueceu de deitar




Por Zezinho de Caetés

Hoje eu ia escrever ainda sobre a Comissão do Impeachment, que ontem foi um verdadeiro FEBEAPÁ, ou seja o velho e saudoso Festival da Besteira que Assola o País do Stanislaw Ponte Preta. Lá apenas tentou se mostrar o óbvio que Dilma não fez nada e não é culpada de nada. Beirou o ridículo! Não o faço devido a coisas mais importantes que estão acontecendo na política brasileira.

Ontem, soube com os olhos não marejados de lágrimas, mas com um sorriso sarcástico, da denúncia do meu conterrâneo Lula pela Procuradoria Geral da República (PGR). E também não vou comentar aqui todos os crimes de que ele está sendo acusado porque tomaria muito o tempo de quem me lê, e digo apenas, que foi pelo “conjunto da obra”. E como obrou o meu conterrâneo!

Também a PGR quer autorização do STF para investigar a Dilma. Esta sim, mais encrencada do que cadela quando cai de caminhão de mudança e quer voltar para casa. E como obrou a presidenta birrenta! Ou seja de obrada em obrada, chega-se à Papuda ou se viaja para a República de Curitiba na classe econômica.

Para mim é o triste fim do nosso Lula Policarpo Quaresma. Se alguém ainda tinha alguma esperança de que ele, tal qual D. Sebastião, voltaria com a bandeira dos “pobres” em 2018, pode tirar o pangaré da chuva. Como dizia o Galvão Bueno: Acabou! Acabou! Acabou!...

É como diz o Ricardo Noblat (que transcrevo abaixo) no texto intitulado de “À caça do poderoso chefão”, é o fim de um ciclo político, e que eu digo, é o fim de um ciclo de “caça aos pobres”, para enganá-los com migalhas enquanto a organização criminosa, como disseram no STF, nadava de braçada no leitinho ou petróleo de nossas empresas.

É óbvio que o Lula foi o mais inteligente dos meus colegas de infância, mas, seria preciso ser tão esperto assim? Agora, já é certo o que disse o Tancredo: “Quando a esperteza é demasiada, ela come o esperto”. E agora, não tem jeito, ele foi engolido.

Seria uma extrema sorte, para todos os caeteenses, se ele não fosse nem para a Papuda e nem para República de Curitiba, e que voltasse para nossa cadeia local, que, como faz tempo que não volto a minha terra, não sei como ela está para receber o seu “ilustre” filho. E quem sabe, pela amor fraternal entre os dois, a presidenta birrenta não o acompanhasse em solidariedade? Seria a glória. Rezemos ao Senhor!

“Quer sinais mais indesmentíveis do fim de um ciclo político?

*  O Procurador-Geral da República Rodrigo Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal pedido de abertura de inquérito para investigar a presidente Dilma, o ex-presidente Lula e o Advogado-Geral da União José Eduardo Cardozo por suspeita de obstrução da Lava-Jato;

*  No chamado inquérito-mãe da Lava-Jato que tramita no Supremo e apura a roubalheira na Petrobras, Janot escreveu: “Pelo panorama dos elementos probatórios colhidos até aqui e descritos ao longo dessa manifestação, essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Lula dela participasse”;

* Janot pediu ao Supremo que transforme Lula em réu sob a acusação de que tentou comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró;

* Na próxima sexta-feira, por 16 votos contra cinco, a Comissão Especial do Impeachment recomendará ao Senado que aceite julgar Dilma por crime de responsabilidade, o que poderá resultar na cassação do seu mandato e dos seus direitos políticos;

*   Na próxima quarta-feira, dia 11, possivelmente por 60 votos contra 21, o Senado aceitará a recomendação de julgar Dilma. Ela então se afastará do cargo automaticamente, e deverá ser julgada em um prazo máximo de 180 dias. O vice-presidente Michel Temer a substituirá, demitindo todos os atuais ministros e nomeando outros.

Desta forma, chegará ao fim o ciclo de 13 anos do PT no poder – o mais longo ciclo de um partido político desde a instauração da República no Brasil.

Até aqui, Lula tentou escapar dos efeitos desastrosos da Lava-Jato sobre sua imagem com o argumento de que o juiz Sérgio Moro o persegue.

Doravante terá de arranjar outra desculpa. Quem o denunciou como o eventual cabeça da organização criminosa que saqueou a Petrobras foi o Procurador-Geral da República, nomeado por Dilma.

É o procurador que quer investigá-lo por tentar comprar o silêncio de Cerveró e obstruir a Justiça se fazendo nomear por Dilma para chefiar a Casa Civil da presidência da República.

Lula já não poderá mais dizer que a Lava-Jato se limita a apurar crimes cometidos pelo PT e o governo. Janot denunciou parlamentares de vários partidos, inclusive do PMDB e do PSDB.

Os mensaleiros acabaram condenados pelo Supremo sem que fosse apontado na ocasião o líder da “sofisticada organização criminosa” que tentou controlar parte do aparelho do Estado.

Mas o mensalão e o petrolão foram uma coisa só, reconhece Janot. E, como tal, a chefia do esquema responsável pelo maior escândalo de corrupção da história do país deve ter sido exercida por uma única pessoa.

Quem?


O O futuro dirá.”

terça-feira, 3 de maio de 2016

As pedaladas da presidenta birrenta




Por Zezinho de Caetés

Como sói acontecer nos últimos dias, ontem eu fiquei prostrado em frente da TV vendo o impeachment passar. E a programação de ontem na Comissão Especial de Impeachment do Senado foi das melhores, pelo menos para aqueles que, como eu, são “impichistas” praticantes e juramentados, como diria o Odorico Paraguassu.

Foram convidados 3 experts falando o óbvio, para todos, mas, para o PT, não tão óbvio assim: Dilma pedalou mais do aquele ciclista americano, o Lance Armstrong, antes de ser pegado no exame anti-doping  e ser banido do esporte, como a Dilma o será brevemente.

Mas, o principal foi o procurador do Ministério Público junto ao TCU, o Júlio Marcelo de Oliveira, que, em sua preleção explicou para os leigos em juridiquês, com eu, o que eram as “pedaladas fiscais”. Agora eu, e todo o Brasil estamos sabendo que as pedaladas de Dilma não foram tão inofensivas quanto aqueles que ela hoje comete ao redor do Palácio da Alvorada.

Vou tentar resumir o que a Dilma fez pedalando em cima do Brasil. Se diz que ela pedalou quando pegou dinheiro emprestado aos órgãos da administração direta, a ela subordinados, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, para fazer peripécias eleitorais, tentando provar que o Brasil era um país rico e que ia para frente se nela votassem.

Ou seja, no caso, tacou a mão grande no dinheiro do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e outros bancos, e, em 2014, gastou este dinheiro com os vários programas sociais do governo, para justificar o estelionato eleitoral, ao dizer que acabou com os pobres, com os doentes, com os analfabetos, com os sem tetos, aumentando as variadas bolsas para pobres, mas, também, como se viu depois, as variadas bolsas dos ricos, via BNDES.

Eu não sei porque chamam isto de pedaladas fiscais, e nem também o sabe o procurador que as explicou. Segundo ele, é apenas um eufemismo para fraude fiscal, curta e grossa. A Dilma usou e abusou do dinheiro dos bancos públicos para se eleger de uma forma desavergonhada.

Porém, quando isto foi didaticamente explicado na sessão da Comissão, ouvia-se uma voz, que vinha sempre dos agora chamados Três Patetas (Lindberg Farias, Gleisi Hoffman e Vanessa Graidiotin) dizendo, mas isto se refere a 2014, e onde está 2015, que é o motivo da denúncia que estamos julgando?

Lógico que nestas horas o sangue me subia à cabeça e se eu estivesse lá teria feito como o Senador Caiado, que chamou o Lindberg para o tapa, lá fora. Isto porque, mesmo que tenha acontecido em 2014, as consequências das pedaladas ainda hoje a população brasileira está sentindo com 11 milhões de desempregados, inflação de 10% ao ano, taxa de crescimento negativa por quase 3 anos, e o estoque de bicicletas aumentando nas fábricas e no comércio. Ou seja, o brasileiro não pode pedalar porque Dilma pedalou, ou como queiram, foi autora da maior fraude fiscal da história deste país.

 Mas, aí vinha em meu auxílio um outro expositor (presidente do Instituto Internacional de Estudos de Direito do Estado, Fábio Medina) que dizia: “Um processo de impeachment, não pode ser apenas ser jurídico, e sim jurídico político”, e acalmava os meus nervos. E ele perguntava com toda a lógica possível, como se poderia votar numa casa política, como é Senado, algo do qual se tire todos os componentes políticos? Como não ampliar o escopo dos crimes cometidos por Dilma, dentro da cabeça dos “animais políticos” que lá habitam. E olhem que foram muitos.

Eu já não digo que se inclua também o roubo do cofre do Ademar de Barros, mas, pelo menos o prejuízo que a Petrobrás sofre no comando da presidenta incompetenta. Como se deixar de pensar ao votar, que temos a chance de colocar para fora a Dilma e com ela o Lula e o PT de uma tacada só, para alegria de 80% dos brasileiros e brasileiras?

Digo que o meu conterrâneo o Lula vai junto porque ele não consegue mais se desvincular de sua criatura, sobre a qual mentiu, mentiu e mentiu, e continua mentindo. Dizem que ele não foi às comemorações do dia do trabalho, dizendo que estava rouco. Mais uma mentira deslavada. Segundo conta hoje a mídia, ele não foi porque iria bater de frente com a presidenta birrenta que não quer sair do figurino da Coração Valenta, e não renúncia nem que a vaca tussa.

Em suma, foi um dia de cão para a corriola da Dilma, e um dia dos anjos para nós que sabemos ser um imperativo para o Brasil sair do buraco e que a Dilma saia do buraco do Palácio do Planalto. Afinal de contas, como diz o procurador, as pedaladas da Dilma fizeram o maior mal ao Brasil na história deste país. Sobre elas ele resumiu numa frase que mostra o resultado do conjunto da obra:

“Isso [as pedaladas e quejandos] destruiu a qualidade das contas públicas brasileiras, o que nos levou à perda do grau de investimento, a explosão da dívida, levando a um cenário em que investidores não investem e as pessoas não consomem.”

Ou seja, mesmo que não tenhamos certeza de que o Temer nos tire desta situação em que o PT nos colocou, já temos certeza que, se a Dilma continuar, nós iremos para o buraco com bicicleta e tudo. Vade retro!

Para aqueles que não me entenderam eu mostro o vídeo publicado pelo Felipe Moura Brasil com uma parte da atuação do procurador e sendo atrapalhado pelos Três Patetas, que estão desesperados:

segunda-feira, 2 de maio de 2016

A semana - O Temer está chegando, a Dilma está saindo, mas, o humor continua....




Por Zé Carlos

Como todos os meus parcos leitores já devem ter notado, as semanas se sucedem sucessivamente, e cada vez mais com um potencial hilariante de causar inveja a Os Trapalhões. E por lembrar em trapalhadas, já começo, para não dizerem que sou xenófobo, e que coloco aqui somente os comediantes nacionais, hoje começo com um estrangeiro.

Vejam vocês que o argentino, prêmio Nobel da Paz, não me lembro qual o ano, o Adolfo Peres Esquivel, apareceu Senado para declarar guerra ao Brasil. Quando eu vi aquele senhor subir as escadas em direção à mesa diretora, ondeo Senador Paulo Paim presidia a sessão, acompanhado pela tropa de choque da Dilma, entre os quais me lembro que lá estavam o Humberto Costa e a Gleisi Hoffman, eu, fiquei logo pensando: “Isto não vai dar certo!”. E infelizmente não deu. A cena era digna de passar nas “Vídeos Cassetadas” do programa do Faustão. E a apoteose daquela cena cômica foi o Prêmio Nobel da Paz, repetir, com outras palavras, a piada, de nossa musa, a Dilma: “Não vai ter golpe!”. Quando todo o Brasil já ria com o esquete, o prêmio Nobel da Paz, com medo da guerra que viria, fugiu feito um coelho assustado no meio de senadores atônitos, já formando um corredor polonês. Foi, sem dúvida um dos pontos altos do humor, nesta semana, que, como verão, quase nos matou de rir.

É certo que um dos nossos colaboradores, o Lula, depois de ser derrotado para Ministro, nesta semana, está fazendo shows de humor privados, num hotel de Brasília, onde recebe convidados, e logo de cara pede uma contribuição para pagar a conta, que, dizem está chegando a quase 1 milhão de reais. Como sabemos que o pobrezinho tem menos dinheiro do que quando saiu da terra de nosso amigo, o Zezinho de Caetés, “puxando uma cachorra”, como se dizia lá em Bom Conselho, isto é mais do que justo, é justíssimo. Afinal de contas se o Brasil hoje é um grande palco de humor, devemos, em parte, isto a ele. Aqueles que se encontram privadamente com ele dizem que seu nível de humor continua ferino e que grande parte dos esquetes da Dilma são escritos por ele. Por exemplo, dizem que foi dele a ideia de colocar o Henrique Meirelles como Ministro da Fazenda e Dilma não aceitou porque o banqueiro não ria quando ela contava uma piada. O Temer, sim, aquele que já é o novo presidente, e finge não saber, que não é bobo nem nada, aceitou a sugestão.

Aliás, a maior piada do Brasil hoje, é a formação do ministério do novo presidente, o Temer. E já digo que se ele continuar com este senso de humor, esta coluna já preparará o seu contrato para gáudio de nossos leitores. Vejam que o José Serra já passou pela Fazenda, pela Saúde, pela a Educação e agora está nas Relações Exteriores. Ele é o coringa das cartas de Temer. Penso que vai terminar com o Ministério da Pesca, apesar de sua capacidade. Mas, tudo vale a pena quando a alma não e pequena, pois, como se sabe, a intenção do Serra é ser presidente em 2018, para balançar a pança e comandar a festa. E o Jucá? Sim, aquele que a Lava Jato parou de usar água porque não tem jeito de limpar. Para competir com ele em termos de processos só o mago Renan que agora está com tantos processos que, dizem, se os enfileirassem de um em um a partir de Maceió eles chegariam em Bom Conselho, onde os políticos de nossa amada terra os estariam esperando para entrar na fila.

E já que falamos em Bom Conselho, nossa sacrossanta terra, na qual, se vivo, até o Coronel Zé Abílio estaria rindo da situação política do Brasil, e o Padre Alfredo já teria proibido de comungar na Igreja muitos dos nossos políticos, voltemos a ela. O político bom-conselhense com o cargo mais alto entre nossos valorosos políticos, o Senador Randolfe Rodrigues, que mudou do PSOL para se deitar na REDE de Marina, está propondo que a Dilma e Temer renunciem para que haja novas eleições. Não é de morrer de rir?! Realmente parece piada, e é mesmo, pois desde quando soube disto estou rindo, e o riso, cada vez que me lembro, aumenta mais. Ele só pode estar querendo competir com o nosso saudoso Pedro de Lara, talvez, porque achou muito bela a estátua deste nosso artista, como eu achei. Dilma e Temer renunciarem!? Só apelando para o riso nas redes sociais: kkkkkk.... kkkkkkkk. Menos Senador! Mas, eu sei o que o está levando a entrar para o humor, e poderá ser convidado para colaborar conosco, nesta coluna semanal: É a influência de Marina Silva, esta sim, de uma veia cômica com o perfil de Zezé Macedo, sem ser a Dona Bela. Também é uma pândega e até poderia ser uma grande substituta para Dilma, se ela desistir desta coluna. Por enquanto ela está na moita.

No entanto, já devo ir dizendo que, se pensam que a Dilma, só porque vai ser impichada na semana que vem, vai deixar de colaborar conosco, estão muito enganados. Vocês, meus caros leitores estarão ainda à mercê de morrer de rir, por, pelo menos mais seis meses. Vejam que ela decidiu ficar no Palácio do Alvorada dando shows tanto quanto no Palácio do Planalto, e pasmem, exigiu até avião, o AeroLula, para se deslocar por este país, fazendo sorrir o seu povo. Não é uma graça!? E enquanto o impeachment não vem ela continua nos brindando com sua verve humorística que beira à genialidade. A última, é que no Dia do Trabalho, ontem, que não pode ser comemorado por 11 milhões de trabalhadores que estão desempregados, ela disse que vai reajustar o Bolsa Família em 9% quando seu secretário do Tesouro diz que não tem dinheiro para tanto. No show, quando todos ficam espantados, com o aumento de nossa dívida, ela dá de ombros, como qualquer comediante, e diz, “mas quem vai pagar é o Temer!”, e a risadaria na plateia é geral. Não há como esquecer outra mulher, que mesmo sem o senso de humor da nossa Dilma, que dizia: “O socialismo acaba quando acaba o dinheiro dos outros” (Margareth Thatcher). Eu, mais modesto, já diria que o petismo acaba quando acaba o Bolsa Família. E tome riso!

E já que falamos em dívida, aproveito para falar de Bom Conselho, e nem peço desculpas pois sei que 70% dos meus leitores, quer dizer 7 ou 8 deles são de minha Papacaça querida. Eu não sei se era na Cartilha do Povo ou na Carta de ABC, livros dos mais importantes em que estudei, com o auxílio de Dona Lourdes Cardoso, havia uma sessão que era só de ditados populares, que hoje, poderia se dizer de “auto ajuda”. E lembro de um deles: “É melhor anoitecer sem ceia, do que adormecer com dívida”. Descobri então que, parece, estes grandes livros não foram adotados pelos políticos que apoiam os governos petistas. Pois nos últimos tempos, o ditado adotado é o inverso: “Se podemos fazer dívidas amanhã, porque não cearmos hoje?” E isto tem sido feito, desde Lula e se agravou com Dilma, ao ponto de nossos credores estarem querendo tirar a nossa ceia. E pensam que são só os credores externos? Não! Hoje, o Tesouro deve mais a nós, credores internos, do que aos externos. Pois o lema de Lula sempre foi, “se podemos usar o nosso dinheirinho, por que usar o do FMI?”. Mas, agora, vejam bem, o grau de humor a que isto nos leva: Querem se endividar mais ainda para que o Temer pague a conta. Já pensou quando descobrirem que estes cômicos não tem dinheiro nenhum, e que nós é que teremos que pagar a farra, quanto vai ser o riso? O Brasil se tornará o maior espetáculo da terra, com era o Circo Nerino.

Penso que já fui cruel demais com meus leitores até aqui, pois sei que tem gente já embolando pelo chão e podendo até morrer de embolia hilariante, mas, vale mencionar que o grande palco de humor da semana foi a Comissão Especial de Impeachment do Senado. Só para começar a crueldade basta dizer que se levou 7 horas para escolher um relator que já estava escolhido antes da reunião começar. A senadora Gleisi Hoffman  e a Vanessa Graidiotin propuseram tantas “questões de ordem” que a cabeça do presidente entrou em desordem. Mas, o grande cômico da sessão, como já se mostrara nas sessões do Senado, foi o Senador Lindberg Farias. Chega ao ponto de quando ouço sua voz, nos poucos momentos que tenho em caso de necessidade, eu corro para ouvi-lo. E até penso que ele não está com esta bola toda em termos de humor, porque, pelas suas piadas, nota-se que todas elas tem o dedo de Lula. Original mesmo é o Magno Malta, porque conta piadas verdadeiras, como o voto que apresentou o voto do Jacques Wagner, sim aquele que foi Ministro da Casa Civil que cedeu o lugar para o Lula e agora não tem mais tempo para reassumir, no impeachment Collor. Ele votou, como tantos deputados, pelo seus filhos, e agora critica os deputados. Segundo as boas línguas, ele vai ser secretário do governo baiano, para o Sérgio Moro não pegá-lo.  Aliás, isto está se tornando uma rotina. O que mais me fez rir foi o riso do Advogado Geral da União, o JECa, que é como chamam o ex-ministro da Justiça que também caiu fora para que outro tentasse enquadrar a PF. Foi um verdadeiro desbunde.

Já estou me alongando demais, porém, como tenho alguns leitores muito resistentes, tenho que dizer, mesmo para futuras colunas, a Dilma continua, pelo menos por mais uma semana, na presidência, e contando sua principal piada no Palácio do Planalto, até para jornalistas estrangeiros, que agora a repetem mundo a fora: “Não vai ter golpe!”. E como os jornalistas estrangeiros não entendem a piada, pois, perguntam logo, o que ela está fazendo no Planalto que não toma uma providência para evitar o golpe, ela diz: eu estou tomando todas as providências fechando as janelas do Palácio para não sofrer um “golpe de ar” que venha com o vírus da gripe H1N1 ou mesmo com mosquitos. Já pensou, se, como eu, depois do golpe, a Dilma pegasse a Febre Chicungunya? Deus a livre, pois esta coluna sentiria muito sua falta, para divertir nossos leitores semanalmente.


Agora termino, porque, tenho certeza, ninguém chegou até aqui. Talvez um leitor muito renitente como agora é o Temer.