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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O casamento de Hugo e Fernanda




Por Zé Carlos

Dias atrás, os leitores do nosso blog, não tiveram atualizadas as páginas de DEU NOS BLOGS e de NOTÍCIAS, que é o que podemos atualizar, pois o mural está sub judice. A desatualização temporária foi devida a uma viagem do administrador deste blog, que continua tentando informar Bom Conselho e fazendo com que seus habitantes leiam cada vez mais

Fomos à terra dos Marechais como chamam Maceió, a um casamento de uma sobrinha, a Fernanda, com o Hugo. Foi uma grande festa e os pais estão de parabéns pelo evento.

Não me considero mais em condições de dirigir numa cidade da qual não me lembrava de nada, pelo tempo em que lá fui. Mas, a corujice de avô, me fez ir com os pais dos meus netos, porque eles seriam pajens no  casamento. Só isto já daria coragem ao Vovô Zé de ir até para o outro lado do mundo, imaginem eu.

Depois de sofrermos pelo trânsito um pouco louco de Maceió, e chegando ao hotel, nos preparamos para encontrar a Igreja onde se realizaria o evento. Lá, no hotel, encontramos um amigo de infância, o Amauri Amorim, que é mais tio da noiva do que eu, pois é irmão do seu pai, o Zé Amorim. Não quisemos fazer o percurso de carro próprio e pedimos para o hotel chamar um taxi. Depois de quase meia hora, vi que poderíamos chegar ao casamento depois da noiva.

Apareceu uma van na frente do hotel e perguntamos se ele poderia nos levar na Igreja de Santa Terezinha. Ele disse que sim, acertamos o preço e partimos. Até que houve uma pergunta do motorista:

- A Igreja de Santa Terezinha é uma igreja católica?

Então eu vi que ele não tinha a menor noção de onde era. Foi uma quantidade enorme de telefonemas para pedir auxílio e chegar à Igreja a tempo. Rodamos para cima e para baixo, mas, enfim, chegamos à Igreja.

Muitos já estavam por lá, e tive a impressão que estava na Matriz de Bom Conselho, pelo número de pessoas que conhecia de lá. Era difícil escolher com qual velho falar primeiro. Mas, no final falamos com quase todos e foi uma alegria rever as pessoas da minha terra.

Então veio o grande evento: o casamento. E antes da noiva lá vem o Davi e o Miguel, meus netos, com as respectivas noivas. Lindos. Eu me lembrei de quando falaram a Davi pela primeira vez de que ele ia ser pajem num casamento, e ele disse que não sabia dançar casamento. Eu lhes digo, dançaram bem, mesmo que o Miguel (o menor) tenha abandonado a noiva no meio da igreja e partido numa carreira medonha atrás do irmão, mas, antes dando “tchau”, ao Vovô Zé todo orgulhoso.

E, quando eu já estava acreditando que estava numa igreja de Maceió, cheia de gente de Bom Conselho, vi que o celebrante da cerimônia era o Frei Hélio, que considero mais bom-conselhense do que muita gente que hoje se diz assim. Então imaginei que estava na Matriz da Sagrada Família e na Praça Pedro II. E fui apreciar a bela cerimônia.

E aí, veio a recepção, onde encontrei outras pessoas e se não fosse o sono que estava, teria aproveitado melhor. Não cheguei a dormir, mas foi como se o fizesse. E o motivo não é a recepção da Fernando e do Hugo, e sim a altura do som que a boa orquestra tocava para deleite dos dançarinos e mudos. Mudos, porque ao tentar conversar, vi que era impossível fazê-lo sem que no outro dia a garganta  ficasse em pandarecos pela roquidão.

Porém, a festa foi um sucesso. E desejamos aos noivos todas as felicidades.

Não voltamos no outro dia, e no sábado fomos, eu e meus netos que já se tinha despojado dos seu paletós de noivos e aí foi só praia e diversão na Terra dos Marechais. Enfim, foi uma boa viagem e uma boa festa. E não sei quem se divertiu mais, se o Vovô Zé ou eu.

Um pequeno vídeo do belo casamento de Hugo e Fernanda


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A PRESIDENTE COME OVO




Por Carlos Sena (*)

Gosto de quem fala simples. Gosto de quem, em sua fala, desmistifica certas coisas como, por exemplo, comer ovo. Pois é. A Presidente Dilma, falando em entrevista com Ratinho estava leve e solta, coisa que nem sempre ela consegue ser. No decorrer da conversa, falou que é igual a todo mundo e que sente falta de, por conta do cargo, não poder andar nas ruas, ir a um cinema. Perfeitamente compreensível, porque um Presidente de República não manda em si no quesito segurança, liturgia dos cargos. Gostei de tudo e da sua leveza, como já disse. Mas do que gostei mesmo foi quando ela disse que gosta de ovo. Por dentro, imaginei: mas, quem não gosta de um ovinho frito?  Ah, ela gosta também de uma cebolinha com tomate! Percebe-se, a despeito das ilusões que nós, pobres "mortais" construímos, que essas coisas mais simples da vida são ignoradas (digamos assim) por pessoas importantes, ricas, etc. Isso pode até acontecer, mas fato é que as comidas mais simples são as que a gente não pode ficar sem elas por muito tempo como um ovo, uma saladinha, um feijãozinho maravilha. O outro lado dessa história é igualmente verdadeiro: quem aguenta comer, por exemplo, estrogonofe todo dia? Mas o feijão zinho a gente come todo dia e não enjoa, qual o ovo frito com macaxeira, ou com cuscuz, mesmo só com farinha.

Pois bem. A Presidenta, agora "afeminizei" o termo para não contrariar as correntes que gostam do Presidente ou da Presidenta. Mesmo sabendo que há quem não goste de Dilma, por inveja, por despeito ou, simplesmente, porque não consegue sê-la, nem sabê-la em sua plenitude.

O melhor da entrevista foi sua desenvoltura e sua intimidade com as questões do Brasil, e isso deve ter levado alguns políticos a se rasgarem por dentro. Não bastava ser mulher? Não bastava ser durona? Não bastava ser... Ora direis: ainda tem que saber de tanta coisa acerca do país! Inclusive de ovo frito, cebola e tomate? Toma-te mais essa. 

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(*) Publicada no Recanto de Letras em 07/10/2013

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Os privilegiados




Por Zezinho de Caetés

Hoje me valho de outro texto do imortal Merval Pereira, publicado originalmente em o O Globo de 28/11/2013, que ele chama de “Luta por privilégios”, e é transcrito abaixo. Seria cômico se não fosse trágico o assunto do escrito. A luta renhida dos mensaleiros do PT para se diferenciarem na prisão como se nossa Constituição não previsse que todos são iguais perante a lei.

Está claro aos olhos de todos que a luta de José Genoíno para obter prisão domiciliar e se aposentar como deputado, é apenas uma forma de se safar da normalidade de uma prisão brasileira. E o que é um presídio no Brasil? Eu não tive experiência em nenhum deles, mas, sei ler e ouvir a respeito. São pessoas que são tratados com verdadeiros animais, e que se tornam mais ferozes ao final da pena. São presídios que abrigam o duplo ou o triplo de pessoas que deveriam estar lá para serem considerados seres humanos.

Eu não defendo mordomias para presos, mas, o que existe no Brasil é tortura, contra a qual, no passado remoto, os petistas lutaram contra. Se, no poder, tivessem visto a realidade, hoje o José Dirceu talvez não estivesse procurando um emprego num hotel para uma função que ele só conhecia para reclamar dos maus serviços: Gerente de Hotel.

É muita desfaçatez dos “presos políticos” petistas. Mas, pelo que sei, no momento que escrevo, nem o Genoino vai para casa, nem Dirceu vai para o hotel. Duas juntas médicas independentes e de poderes da república distintos, ao examinarem o Genoino tiveram conclusão semelhante de que “cana” não lhe matará. E vai ser difícil a Vara de Execuções Penais autorizar o trabalho no hotel por parte de Zé Dirceu. Para ele seria melhor uma fazenda, para que ele colocasse em prática o que aprendeu em Cuba, quando treinava para implantar um ditadura “a la Castro” no Brasil.

Agora fiquem com o texto do imortal, e pensem, na revolução que existirá nas cadeias com milhões de presos querendo ser gerente de hotel. Será que alguém se arriscará a se hospedar num em que o Zé Dirceu será gerente? Só se for do PT.

“Os “presos políticos” José Dirceu e José Genoíno continuam sua “luta política” na tentativa de se livrarem da parte mais dura da condenação, mesmo no regime semiaberto a que estão condenados.

O terceiro membro petista do que até agora é considerado “uma quadrilha” pelo STF, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, parece ter se aquietado depois de ter assinado manifesto político no primeiro dia de prisão.

Quanto mais se debatem dentro da prisão em busca de privilégios que já são evidentes no dia a dia da cadeia, Dirceu e Genoíno vão produzindo fatos que apenas aumentam a visibilidade de suas condenações e expõem à opinião pública a tentativa de desmoralizar a Justiça e fugir de suas responsabilidades penais.

O caso que parecia mais simples, e acabou se transformando em uma complicação para o próprio condenado e também para o ministro Joaquim Barbosa, é o de Genoíno, que alega doença grave para pedir prisão domiciliar.

O petista fez uma cirurgia em julho e colocou uma prótese na aorta, procedimento sem dúvida arriscado, mas que, ao que tudo indica, teve êxito absoluto.

Parentes e amigos chegaram a falar em “risco de morte” se ele permanecesse na Papuda, mas duas juntas médicas deram pareceres contrários à necessidade da prisão domiciliar. Primeiro, uma indicada pela Universidade de Brasília a pedido do presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, definiu que seu caso não era para prisão domiciliar.

Em seguida, outra junta médica, esta da Câmara dos Deputados, deu o mesmo diagnóstico. Os médicos da UnB concluíram que Genoíno apresenta “excelente condição clínica atual, sem expectativa em qualquer prazo futuro de eventual insucesso cirúrgico ou complicação”. O petista é “portador de cardiopatia que não se caracteriza como grave”, o que permite que ele seja tratado normalmente no sistema prisional.

Os blogs chapas-brancas, muitos financiados pelo governo petista, tentaram, como sempre fazem, desacreditar os médicos brasilienses, chegando ao cúmulo de atribuírem o laudo a tendências políticas antipetistas.

A nomeação de uma junta distinta pela Câmara chegou a entusiasmar os apoiadores do PT, que viam na sua escolha uma posição independente dos deputados em relação a Joaquim Barbosa.

Mas o laudo médico da junta designada pela Câmara também concluiu que o deputado licenciado José Genoíno não é portador de cardiopatia grave.

O petista queria antecipar sua aposentadoria por invalidez para escapar da abertura de um processo de cassação. Os médicos, porém, disseram que, até o momento, não é possível atestar a sua incapacidade definitiva.

Eles prorrogaram a licença médica por mais 90 dias e disseram que queriam evitar o pior. “Rotular uma pessoa como inválida. Nessa doença há grande chance de melhora”. O que para um cidadão comum seria um laudo bem-vindo, para Genoíno, é um empecilho.

O caso de José Dirceu é mais patético. Depois de tentar reviver na prisão os tempos heroicos de preso político, orientando os companheiros de cela nas discussões políticas e dando conselhos de como se comportar, foi contratado para trabalhar de gerente num hotel de Brasília.

O salário de R$ 20 mil, embora risível diante dos ganhos com sua consultoria, ainda assim coloca Dirceu em posição de elite, ainda mais se comparado com o salário em torno de R$ 2 mil dos companheiros de trabalho.

O proprietário do hotel, Paulo Masci de Abreu, é também dono de uma empresa de comunicação que possui várias rádios, em São Paulo, na rede CBS (Comunicações Brasil Sat).

Há informações de que a relação com Dirceu vem do tempo em que o ex-ministro trabalhava com consultoria e teria ajudado o empresário a negociar com o governo concessões de mídia, entre as quais a da ex-TV Excelsior, que dependeria de uma aprovação de Dilma.


Embora, como preso em regime semiaberto, Dirceu tivesse que trabalhar, segundo o artigo 35 do Código Penal, “durante o período diurno, em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar”, o “trabalho externo é admissível”. Um privilégio que poucos conseguem.”

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O CHORO QUE ABALA BOM CONSELHO




Por Carlos Sena (*)

Bom Conselho que sempre “abalou Bangu”, hoje se viu na imprensa às avessas: há bala solta na cidade. Abala o coração de todos e para o da professora. Já não basta a violência dos alunos contra os mestres, agora vem essa, de fora, contra uma professora indefesa.

Cadê as violas? Viraram violência?

Lembro-me do tempo em que lá eu vivia que mamãe não fechava as portas. Ela as encostava com um paninho no postigo, na portinhola, (só pra lembrar os termos) e pronto. Nada de mal acontecia, porque naquele tempo era o tempo onde havia “galos, noites, e quintais”...

Cadê as viloas? Viraram violência?

No ritmo do surdo do São Geraldo, ao som das cornetas do Estadual e dos taróis do N.S.do Bom conselho, toquem um réquiem. Um daqueles réquiens parecidos com o de Mozart tão bem posto no filme AMADEUS. Um som dolente, um tom fremente!

Repiquem o sino do Colégio e toquem SINAL de adulto no sino da Matriz. Matiz da vida que descerra seu pano sobre uma educadora como se tudo pudesse acontecer nessa cepa de profissional do saber e do conhecimento... Certamente nunca se sabe tudo no mundo de meu DEUS tão cheio de mistérios qual Santíssima Trindade acobertando os seus... Por que não puseste teus mantos contra esse pranto que na cidade rola?
Cadê as violas? Viraram Violência?

Toquem, pois o réquiem dos que se vão sem nunca ter ido, nem desejado isso pela precocidade dos sonhos! Mas, se dos sonhos somos apenas seus lenitivos, dá-nos ó
Deus motivos para acreditar nos homens! Lá fora o povo chora. Lá dentro os familiares descontrolam-se em prantos que nada modificam a saudade que ora toma corpo em função de uma alma que sai de cena para, quem sabe, ser professora no céu...

Cadê as violas? Viraram violência?

Cadê as rosas? Viraram rosários?

Rosário de lágrimas perdidas – vencidas pela bala que cala quem não consente, mas que consente ao país ser do mérito meretriz, enquanto os cidadãos sucumbem dentro de casa por medo da morte precoce dos seus sonhos...

Toquem um réquiem, toquem!

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(*) Publicado no Recanto de Letras em 03/10/2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A semana - Empregos, aposentadorias e cocaína




Por Zé Carlos

Eu só não ri mais com o filme do UOL esta semana, porque havia rido com os mesmos assuntos durante a semana inteira pelos noticiários. Dizem que o Brasil é o país da piada pronta. Basta ver o que se passa em volta de nós. E esta prisão dos mensaleiros, ainda vai ser matéria para muitas piadas e charges.

O José Dirceu, o chefe da quadrilha do mensalão, segundo o STF, condenado a regime semi-aberto, quando entrou na cadeia, já estava empregado, mas, nunca havia comparecido ao emprego. Não se surpreendam, mas, foi seu primeiro emprego com carteira assinada (para o PT é motivo de glória, porque o Brasil está deixando a informalidade no emprego). Vai ganhar R$ 20.000,00 para ser gerente de um hotel em Brasília.

Vi na TV que o seu superior hierárquico no hotel ganha apenas, se não me engano, R$ 2.800,00. Eu não entendi nada, se estivesse pensando em coisa séria. Mas, tudo é motivo de riso. O que diabo mesmo é este regime semiaberto? Não demorará, todos os cidadãos brasileiros estarão cometendo malfeitos, para arranjarem um emprego nesta faixa salarial, com o regime semiaberto. Agora não haverá apenas a revolta dos outros presos no presídio da Papuda, pelas mordomias obtidas com os mensaleiros, mas também no hotel onde o Dirceu vai trabalhar, os funcionários ficarão revoltados. Talvez, para justificar o salário, o dono do hotel, que não é besta nem nada, cobre dos hóspedes somente para vê-lo trabalhando. Será o novo ponto turístico de Brasília. Vai dar lucro?

Como diz um dos repórteres que aparecem no vídeo, aí está uma prova de que a economia do Brasil vai muito bem. Talvez, seja o único país do mundo em que um criminoso ganhará vinte mil reais. E pode até ser deputado. Imaginem a qualidade das leis que podem sair de um legislativo destes.

E agora, numa última tentativa de se dar bem na política, depois da derrapada do mensalão o José Genoino, no vídeo o Supermensaleiro, quer provar que está doente para, se aposentando por invalidez, ficar recebendo R$ 27.000,00. Duas equipes médicas o examinaram e disseram que ele pode trabalhar muito bem (talvez, não como camareira de hotel que é um serviço pesado). O que é de morrer de rir é ver a contestação dos laudos médicos por parte da filha do Genoino. Eu, de vez em quando assisto a uma série de TV chamada “A mulher do prefeito”, na qual um prefeito se finge de doente para fugir da prisão. O filme mostra uma parte da série. Eu penso que a TV poderia criar agora outra série: “A filha do deputado”. O roteiro seria o mesmo.

Como era esperado, o assunto dominante no filme é a prisão dos mensaleiros. No final há o caso de um helicóptero de um deputado, carregado com cocaína. Alguém já disse que ele não sabia de nada, então, o riso é por conta de que neste país ninguém sabe de nada mesmo.

Fiquem o resumo dos roteirista do UOL e comecem uma semana relaxadamente risonha.

“No Escuta Essa!, o novo trampo do ex-ministro José Dirceu deu o que falar. O ex-chefe da Casa Civil recebeu uma proposta de R$ 20 mil para trabalhar em um hotel de luxo na capital federal. O pedido ainda será analisado. Enquanto isso, o ex-presidente do PT José Genoino passou por uma bateria de exames para tentar a prisão domiciliar, mas o laudo médico já apontou que não há necessidade. O deputado, que está de licença médica, também corre para conseguir uma aposentadoria por invalidez na Câmara, o que lhe renderia um salário mensal de R$ 27 mil.”