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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A semana - A "nova política" deu chabu! A "velha" vai para o segundo turno. Vamos rir assim mesmo?




Por Zé Carlos

Nesta minha coluna semanal, semana passada, meus 6 leitores encontraram o seguinte parágrafo, onde falava, por força do ofício, dos candidatos quase perdidos na eleição presidencial:

O Aécio ainda acredita que vai para o segundo turno, quando vai perder até em Minas, e Marina acha ainda que vai governar com os bons. Dizem que ela já convidou o Papa Francisco, o Dalai Lama e o Pastor Edir Macedo para assessorá-la. É claro que ela também convidou o Lula, que infelizmente não pôde aceitar porque espera ser secretário do Alexandre Padilha em São Paulo.

Hoje eu já sei e meus leitores sabem que eu não posso mais fazer rir dizendo o que disse do Aécio. Mesmo perdendo em Minas, ele passou para o segundo turno, para tentar de vez tirar do páreo a grande colaboradora desta coluna, a candidata e presidente Dilma. Realmente, não sei se ele conseguir tal feito o que será deste escrito semanal, a partir daí. É claro que teremos a Dilma até janeiro, mas, quem garante que ela fará tantas hilárias ações, como quando ainda não sabia que iria perder. Vai ser um baque para esta coluna, mas, o que fazer? Como dizem da natureza, espero que o humor tome seu próprio curso. Afinal de contas, o PT ainda existe, e pode nos oferecer muito material para atingirmos a nossa meta que é de 100% de riso.

Lá embaixo vocês tem o filme da semana, feito pelo UOL e que é comentado sempre nessa coluna. Ele tem um gostinho de “jornal de ontem”, porque só ontem tivemos a eleição, o que deixou para trás os debates entre candidatos, como aquele retratado no filme, apresentado pela Rede Globo. O filme passou, mas, as cenas de humor que nele apareceram são imorredouras. Por isso, mesmo sabendo que tudo passou para a maioria dos candidatos eles merecem ser revistos. Segurem-se em suas cadeiras para que o riso não os leve.

A cena de quase de pugilato entre a Dilma e a Marina só me lembrou aquele filme do Carlitos onde ele enfrenta um adversário muito mais pesado do que ele, numa luta de boxe, e as cenas nos levam às gargalhadas. Eu diria que a luta entre elas não seria possível porque a Dilma é peso pesado e a Marina é peso pena. Eu comecei a rir quando vi pela primeira vez a Dilma para cima e para baixo com um calhamaço de papel que mais parecia a Enciclopédia Delta Larousse, do tempo em que se usava papel para este tipo de literatura. E ela aguentou até o fim do debate, embora com a dificuldade enorme de achar aquilo que seu marqueteiro escreveu no livro. Só em ver este horror, o humor negro estaria garantido.

Já o Aécio, não sei se por cansaço ou porque estivesse um ponto eletrônico, não carregava nenhum papel a não ser numa hora em que teve de ler uma ata de uma reunião da Petrobrás, na qual se agradecia ao Paulo Roberto Costa pelos bons serviços prestados à instituição. Ele teve que a ler porque a Dilma não lembrava e disse que havia demitido o Paulinho, como o Lula chama, ou chamava, o assessor da ex-grande empresa brasileira. Com o conhecimento que hoje temos dos seus bons serviços, o que levou a Petrobrás a ser a empresa mais roubada do país, desde a Companhia da Índias Ocidentais, temos que rir às bandeiras despregadas. O que eu queria mesmo era que fosse divulgado, ou vazasse, como se diz hoje, o conteúdo daquele “big” manual da Dilma, para eu contar quantas mentiras ainda havia lá dentro e que poderão muito bem serem usadas no segundo turno contra o Aécio Neves, como foram usadas no primeiro com a Marinha, coitadinha.

Digna de nota foi a reação de outros candidatos com a frase do Levy Fidélis no debate anterior, querendo com isto atingir os homossexuais: “Aparelho excretor não reproduz”. E parece que conseguiu, pela reação nos dias seguintes, vindas de todos os cantos do país. No debate que agora comento agora, foi a vez dele ser cobrado pela atitude tida como homofóbica. Eu penso que toda a reação não foi só pelo que ele queria dizer com a frase, mas com as palavras “aparelho excretor”. Eu mesmo cheguei a rir porque nunca mais as havia ouvido com o significado de “fiofó”, muito mais comum na obra do Ariano Suassuna, e até muito mais sonora. Já pensaram o Ariano dizendo que “João Grillo enfiou uma moeda no aparelho excretor do gato”? Seria horrível. Mas ouve uma reação imensa nas redes sociais, chegando ao ponto destas palavras serem “trending topics” nas redes sociais, e o Procurador Geral da República abrir um investigação para saber o que elas significariam.

Já o meu amigo e colaborador deste humilde blog, o Zezinho de Caetés, ao encontrar-me esta semana, estranhou tanta reação negativa à frase do Levy, quando ela pode servir para ser utilizada em uma forma politicamente correta para tratar os homossexuais. Afinal de contas, diz ele, já temos “afrodescendente” para negro; um novo texto para a canção que cantávamos na infância: “Não atire o pau no gato to tô, porque isso so sô não se faz”, quando metemos o pau no gato a vida toda; chamar político de corrupto ao invés de ladrão para não compará-lo com aqueles que morreram ao lado do Cristo. Depois do Levy Fidelix, pergunta o Zezinho, por que não chamarmos os homessexuais de “usuários do aparelho excretor no sentido inverso”? Isto seria muito mais polido do que os milhares de nomes que existem para se chamar os “gays”, inclusive eliminando o anglicismo. Eu ri bastante, mas, não vou adotar as palavras do Levy, para este fim, esperando que ele faça um bom uso do seu “aparelho excretor”, e nunca vá ao urologista.

E a Luciana Genro? Tu pensas que ela é engraçada, maquiavélica ou leviana, como a chamou o Aécio, tchê? Eu não gostei dela apenas pelo sotaque. Senti uma saudade danada do sotaque do Eduardo Campos, visse? Agora restou apenas o sotaque mineiro, uai! O que será de nós?!

Agora com o resultado das eleições já prontos com as exceções de praxe porque, dizem, em determinados locais ainda hoje estão votando, porque estão ainda esperando o material de campanha, já temos certo que teremos mais um vez um embate entre PT e PSDB no próximo dia 26. O que a coluna espera é que os próximos debates gerem o maior volume de riso possível. Pelo menos a presença da Dilma garante uma parte disto. Se ela tentar repetir tudo o que o Lula e ela mesma diziam em campanhas anteriores, meus leitores poderão até passar de 6 para 7, porque o brasileiro gosta de rir mesmo.

Imaginem se ele repetir que o objetivo do Aécio é privatizar a Petrobrás. Vai ser uma risada geral. E se o Aécio responder que vai estatizá-la, o riso só aumentará. Agora se o Aécio pedir para ela repetir, em algum debate, o nome de seus 39 ministros, e ela responder sem consultar o caderno, ganhará o debate. Se ele pedir os nomes completos e ela responder corretamente, descobriremos que todas as gafes e asneiras que ela disse até agora, foram propositais e pertenciam ao seu plano para conquistar as massas, teremos que tirar o chapéu para sua grande inteligência, e se riso houver, será de alegria.

Bem, por hoje é só, pois vocês ainda têm um filme para ver, apesar dele ser mais uma comédia pastelão desatualizada, mas, com grande probabilidade de repetir-se na próxima etapa da campanha. Então aguardem o filme da próxima semana, pois a Dilma participará nele com o mesmo tempo que o Aécio, e, mesmo que este possa não dizer nada engraçado, metade do que o nosso ingresso promete, está garantido.  Apenas para não deixar de fora algo que me fez rir muito no filme, espero que, pelo menos para nos fazer rir também, o Aécio “taque-lhe o pau”, “taque-lhe o pau”, como diz a criança da fita.

“O último debate antes das eleições de domingo (5), realizado pela TV Globo, entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (Psol), Levy Fidelix (PRTB) e Eduardo Jorge (PV), mais pareceu uma edição especial do programa 'Casos de família', do SBT, conhecido pelas cenas de bate-boca e até agressões entre os participantes. No debate anterior, promovido pela TV Record, Levy Fidelix deu o que falar com seus comentários sobre a população LGBT.”


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O debate da Globo - Aécio acordou, Dilma mentiu e Marina morgou




Por Zezinho de Caetés

Ontem, contrariando meus princípios biológicos, fiquei acordado até quase uma hora da manhã para cumprir meu dever cívico, ao procurar informações sobre os candidatos. Vi o debate da Rede Globo e já digo, que pelo formato, apesar de não mostrar ainda quem realmente são os candidatos, eu não dormi. Continuei firme mesmo quando o Aécio chamou a Luciana de leviana. Também pudera, ela se adequou a este adjetivo em todos os seus significados. Desde que diz que leviano é o que ou aquele que julga ou procede irrefletida e precipitadamente, ou o que age sem seriedade, passando pelo outro que demonstra inconstância e inconsistência, menos aquele que encontro no HOUAISS, como um regionalismo que significa o que possui pouco peso ou pouca carga, leve ou que requer pouco esforço. Na realidade ela pegou muito pesado sendo outra vez “um braço auxiliar do PT”.

Bem, mas, comecemos do princípio, como diria o Conselheiro Acácio, que se assistisse o debate também diria que “foi um debate de debatedores”, e talvez acrescentasse ter sido ele “mais do mesmo”. No entanto, sem me ater aos detalhes do que foi falado, julgando pelo conjunto da obra, eu diria que depois dele, para mim, não há mais dúvida quanto ao meu voto, neste primeiro turno. Será no Aécio. É o único que tem condições de, possivelmente, ser um presidente da república, sem repetir o desastre que foi o governo de Dilma, que ela tanto tenta esconder.

Antes do debate ainda pensei no Pastor Everaldo, pelo seu início de campanha promissor, defendendo o capital privado na solução dos nossos problemas. Depois vi que tudo era fogo de palha e ele não teria a mínima condição de exercer o cargo com alguma vantagem sobre os outros, a não ser talvez para substituir a atual presidente que já se revelou a mais incompetente governante que o Brasil já teve, incluindo até o Tomé de Souza. A Marina, pelo debate, não vai a lugar nenhum. Penso até que ela tenha tomado algum remédio calmante um pouco além da dose, pela sua apatia, que nos levava ao sono. A história da nova política deu o que tinha de dar. E se ela passar ao segundo turno e continuar neste diapasão, Inês é morta. Tanto que eu digo, Marina me faça um favor, você já é bonita com o que Deus lhe deu e não precisa mais este negócio de “nova política”. Deixe disso e a Dilma irá para onde a vaca foi e se atolou, seja com você ou com o Aécio.

No entanto, o que eu espero agora é que o Aécio vá ao segundo turno, mesmo reeditando a polarização entre PT e PSDB, porque o PSB já fez tudo que podia em homenagem ao Eduardo, pelo menos em Pernambuco. E nesta situação, onde acabou o discurso petista (ontem, a Dilma voltou com a história da privatização da Petrobrás, da privataria tucana, do engavetador da república e outras asneiras, que Aécio já tira de letra), temos uma maior possibilidade de tirar a Dilma com o Aécio do que com a Marina, desde que, esta não queira cometer suicídio político fazendo como fez em 2010, que ficou neutra. Mesmo assim, os seus eleitores ainda devem ter consciência de que na falta da Madre Teresa de Calcutá não devemos eleger a Vanessa Popozuda, e votarem no Aécio.

E me perguntarão, ou Zezinho, e o Lula ficará como? Ele vai brigar até o fim para colocar a Dilma lá, dirão os mal informados. Eu responderia na lata, dizendo que o Lula está se lixando para o que aconteça com a Dilma. Ele quer mesmo voltar é em 2018, e com ela, a economia brasileira vai estar tão bagunçada que não vai ter dinheiro nem para pagar o Bolsa Família. E ainda mais, ele não terá mais nenhum discurso para subir nos palanques, pois a ideia do “nós contra eles” vai se tornar “no nós contra nós mesmos”. Sua principal missão agora é eleger o Padilha que chegou na última pesquisa a 11%, e se ele conseguir este feito, nem o Padim Ciço ganhará dele porque ele já será um santo.

E tem mais, já antevendo uma disputa entre Aécio e Dilma no segundo turno, que agora tem tudo para acontecer, eu gostaria de ver um debate onde os candidatos tivesse tempo para se expressar até responder as perguntas de forma completa, pois adoraria ver Dilma explicar qual o seu papel na corrupção da Petrobrás. Se ela conseguir esconder de todo mundo sua participação, como Lula escondeu a dele no mensalão, será uma grande concorrente dele para o Oscar da Mentira. Ou seria o Quiquito de Ouro da Mentira, já que ela vive lá por Gramado?

O que eu me pergunto é porque, nestes debates, ainda se cisma de incluir  apenas tem apenas 1% das intenções de votos, para acontecer o que aconteceu em todos que vi. Os nanicos não tem nem vontade de entrar no G3 (grupo de candidatos que ultrapassa o 1%), eles querem mesmo é aparecer. E Eduardo Jorge quer tornar o Brasil verde levantando a Bola para a Dilma enquanto a Luciana faz o mesmo fingindo que atira a bola para o outro lado, enquanto o Levy Fidélix, que baterá o record de candidaturas à presidência no próximo pleito e o Pastor Everaldo, que agora não tem mais nem o apoio dos evangélicos da Assembléia de Deus, levantam a bola para o Aécio. Eu gostei porque quem fez o gol foi o Aécio e a Dilma se enrolou toda, caindo na área e cavando um pênalti que não existiu, como acontece com todo jogador ruim. E que venha o segundo turno.


Bem, eu não sei quando este texto sairá na AGD, porque acordei tarde pelo cansaço “debatedor” e não sei se o Zé Carlos vai publicá-lo hoje ou amanhã. Espero que seja hoje porque amanhã vai sair a VEJA e já posso escrever sobre o novo escândalo do PT. É melhor prevenir do que remediar.

TANTO RISO.




Por José Antonio Taveira Belo / Zetinho

Estamos no tempo do riso. Por onde você anda na cidade, somente risos. Na televisão risos. E nós rimos também com tanto riso pelas ruas. É tempo de eleição. Todos os candidatos sorriem para o povo, um sorriso maroto que nos leva ao riso, rizadas mesmo. Nos cartazes, nos folders, nas faixas, nas bandeirolas, nos cavaletes você não vê um candidato sisudo, serio e compenetrado, isto você não vê, “nem que a vaca tussa” Naquele sorriso está a nossa desconfiança, pois em outros tempos ninguém sorrir e se sorrir são debochando das pessoas que os colocaram em lugar de destaque. Você meu caro eleitor já viu algum politico no seu bairro, na sua rua, na sua casa a não ser no tempo da eleição? Onde você já viu algum candidato almoçar ou jantar em mercado publico comer o que o pobre come, você já viu? Tomar pinga e cerveja em copos “americanos”? No prato de tira gosto onde todos usam um só garfo ou os dedos depois levar a boca, chupando-os como se fosse pirulito? Pegar menino sujo no colo? Abraçar velhos nas ruas esburacadas e entrar em casa humildes de um só cômodo, você já viu? Subir escadarias com 365 degraus e sorrindo para os moradores, você já viu? Abraços em todas as pessoas em seu caminho?  Se você já viu tudo isto você é um felizardo. E as promessas mirabolantes que enfatizam em seus pronunciamentos e que não vão conseguir realizar? Vocês vão ter moradias dignas! Agua abundante! Posto de saúde com médicos especializados para atendimento de imediato! Educação para todos, incluindo as crianças que frequentarão creches com toda infraestrutura de lazer, merenda! Saneamento básico para todos a fim de evitar contaminação e consequentemente doenças! Transporte de qualidade sem a superlotação constante e com veículos atendendo a população, novos!  Na televisão que somos obrigados, durante cinquenta minutos, ver e ouvir as promessas que fazem. Acusam-se. Se se encontrarem pode haver até atritos, talvez não dos candidatos, porque depois da eleição, todos se dão as mais mãos e confraternizam enquanto os militantes se digladiam em agressões, palavras chulas e tantas outras aberrações.  Tudo visto e ouvido nas promessas e o povo ainda acredita. Somos realmente um povo que não olha para trás e levamos o esquecimento dos acontecimentos em nosso cérebro. Somos esquecidos. Somos um povo sem memoria. Apagamos. Até outubro tudo são flores. A amabilidade abunda. Os apertos de mãos se encontram. Isto ate outubro, depois a seriedade e sisudez aparecem, sem exposição nas ruas, praças e avenidas. Todos ocupam o seu espaço, no Palácio, no Senado e na Câmara Federal descansando dos risos que distribuíram ao longo de dois meses, nos seus confortáveis gabinetes, com ar condicionado, cafezinho, e boas lorotas, talvez rindo de todos nós. E diz um para o outro, daqui a quatro anos estaremos refazendo a nossa peregrinação pelos mesmos locais a fim de garantir mais uma temporada na boa vida. Existem sim, políticos competentes e sérios que podem trabalhar pelo povo, mas não aparece para não destoar às armadilhas que há, ficam no ostracismo, na escuridão e fora dos holofotes da televisão e das letras nos jornais quanto ao seu trabalho. Com esta alegria toda, me lembrei do carnaval de 1965 nos salões da Associação Garanhuense de Atletismo – AGA, na cidade de Garanhuns quando todos os sorrisos se abriam com a musica de Zé Keti e Dalva de Oliveira e a alegria contagiava a todos os foliões – Tantos risos, ó tanta alegria, mais de mil palhaços no salão (nas ruas) Arlequim (políticos/candidatos) esta chorando pela Colombina (eleitores) no meio da multidão. É isso mesmo camarada. Ver para crê daqui a quatro anos estaremos no encontrando.

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O clipe abaixo não faz parte do texto do Zetinho. Como ele citou a letra, por que não ouvirmos bela  música do Zé Keti na voz de Dalva de Oliveira? (Administração da AGD)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Não vamos deixar o medo vencer a esperança




Por Zezinho de Caetés

Ontem escrevi um texto solitário. Isto é, não citei ninguém a não ser, indiretamente, os debatedores do Templo de Salomão. Nesta quinta-feira teremos o debate da TV Globo e nem sei se terei tempo de escrever sobre ele, mas, tentarei. Por enquanto tenho que arranjar companhia para lutar para que o Brasil se livre no próximo mês da nossa gerenta presidenta, aquela que foi sem nunca ter sido, como uma Presidente Porcina.

Transcrevo abaixo, um texto que é um bom resumo para o que acontecerá se a Dilma for reeleita. É do Arnaldo Jabor, de quem discordo, às vezes, mas, dai a César o que é de César, desta vez ele está muito certo. Saiu no O Globo (30/09/2014) com o título resumo: “O que acontecerá se Dilma for reeleita”. Tudo que é previsto no texto pode acontecer, e certamente acontecerá, mas ele não diz tudo o que pode acontecer.

Para mim o grande problema do Brasil do PT é que ele tenta resolver o problema da pobreza aumentando o número de pobres, para não deixarem o poder. Ou seja, a partir de 2002 descobriu-se que, no Brasil, a pobreza pode ser extinta por decreto. A Dilma chegou ao auge desta façanha. Se for se acreditar nas propagandas do PT, e tem gente que acredita, porque o cordão de pobres alistados nas diversas “bolsas” cada vez aumenta mais, já vivemos no paraíso, e a promessa é que ele continuará para sempre. Leiam o Jabor e vejam o que nos aguarda.

Tenho certeza que num discurso de posse (caso o Brasil não acorde), na solenidade em que ela passará a faixa para ela mesma, Dilma vai parafrasear o Lula dizendo: “O medo, até que enfim, venceu a esperança.” E depois, aquela que se diz que é a última que morre, a esperança, já morreu desde outubro. Eu só posso dizer: Não vamos deixar a esperança morrer!

“O que acontecerá com o Brasil se a Dilma for eleita? Aqui vai a lista: A catástrofe anunciada vai chegar pelo desejo teimoso de governar um país capitalista com métodos “socialistas”. Os “meios” errados nos levarão a “fins” errados. Como não haverá outra “reeleição”, o PT no governo vai adotar medidas bolivarianas tropicais, na “linha justa” de Venezuela, Argentina e outros.

Dilma já diz que vai controlar a mídia, economicamente, como faz a Cristina na Argentina. Quando o programa do PT diz: “Combater o monopólio dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento”, leia-se, como um velho petista deixou escapar: “Eliminar o esterco da cultura internacional e a “irresponsabilidade “da mídia conservadora”. Poderão enfim pôr em prática a velha frase de Stalin: “As ideias são mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que nossos inimigos tenham armas, por que deveríamos permitir que tenham ideias?”

As agências reguladoras serão mais esvaziadas do que já foram para o governo PT ter mais controle sobre a vida do país. Também para “controlar”, serão criados os “conselhos” de consulta direta à população, disfarce de “sovietes” como na Rússia de Stalin.

O inútil Mercosul continuará dominado pela ideologia bolivariana e “cristiniana”. Continuaremos a evitar acordos bilaterais, a não ser com países irrelevantes (do “terceiro mundo”) como tarefa para o emasculado Itamaraty, hoje controlado pelo assessor internacional de Dilma, Marco Aurélio Garcia. Ou seja, continuaremos a ser um “anão diplomático” irrelevante, como muito acertadamente nos apelidou o Ministério do Exterior de Israel.

Continuaremos a “defender” o Estado Islâmico e outros terroristas do “terceiro mundo”, porque afinal eles são contra os Estados Unidos, “inimigo principal” dos bolcheviques que amavam o Bush e tratam o grande Obama como um “neguinho pernóstico”.
Os governos estaduais de oposição serão boicotados sistematicamente, receberão poucas verbas, como aconteceu em São Paulo.

Junto ao “patrimonialismo de Estado”, os velhos caciques do “patrimonialismo privado” ficarão babando de felicidade, como Sarney, Renan “et caterva” voltarão de mãos dadas com Dilma e sua turminha de brizolistas e bolcheviques.

Os gastos públicos jamais serão cortados, e aumentarão muito, como já formulou a presidenta.

O Banco Central vai virar um tamborete usado pela Dilma, como ela também já declarou: “Como deixar independente o BC?”

A inflação vai continuar crescendo, pois eles não ligam para a “inflação neoliberal”.
Quanto aos crimes de corrupção e até a morte de Celso Daniel serão ignorados, pois, como afirma o PT, são “meias verdades e mentiras, sobre supostos crimes sem comprovação...”.

Em vez de necessárias privatizações ou “concessões”, a tendência é de reestatização do que puderem. A sociedade e os empresários que constroem o país continuarão a ser olhados como suspeitos.

Manipularão as contas públicas com o descaro de “revolucionários” — em 2015 as contas vão explodir. Mas ela vai nomear outro “pau-mandado” como o Mantega. Aguardem.

Nenhuma reforma será feita no Estado infestado de petistas, que criarão normas e macetes para continuar nas boquinhas para sempre.

A reforma da Previdência não existirá pois, segundo o PT, “ela não é necessária”, pois “exageram muito sobre sua crise”, não havendo nenhum “rombo” no orçamento. Só de R$ 52 bilhões.

A Lei de Responsabilidade Fiscal será desmoralizada por medidas atenuantes — prefeitos e governadores têm direito de gastar mais do que arrecadam, porque a corrupção não pode ficar à mercê de regras da época “neoliberal”. Da reforma política e tributária ninguém cogita.

Nossa maior doença — o Estado canceroso — será ignorada e terá uma recaída talvez fatal; mas, se voltar a inflação, tudo bem, pois, segundo eles, isso não é um grande problema na política de “desenvolvimento”.

Certas leis “chatas” serão ignoradas, como a lei que proíbe reforma agrária em terras invadidas ilegalmente, que já foi esquecida de propósito.

Aliás, a evidente tolerância com os ataques do MST (o Stédile ja declarou que se Dilma não vencer, “vamos fazer uma guerra”) mostra que, além de financiá-los, este governo quer mantê-los unidos e fiéis, como uma espécie de “guarda pretoriana”, como a guarda revolucionária dos “aiatolás “do Irã.

A arrogância e cobiça do PT aumentarão. As trinta mil boquinhas de “militantes” dentro do Estado vão crescer, pois consideram a vitória uma “tomada de poder.” Se Dilma for eleita, teremos um governo de vingança contra a oposição, que ousou contestá-la. Haverá o triunfo “existencial” dos comunas livres para agir e, como eles não sabem fazer nada, tudo farão para avacalhar o sistema capitalista no país, em nome de uma revolução imaginária. As bestas ficarão inteligentes, os incompetentes ficarão mais autoconfiantes na fabricação de desastres. Os corruptos da Petrobras, do próprio TCU, das inúmeras ONGs falsas vão comemorar. Ninguém será punido — Joaquim Barbosa foi uma nuvem passageira.

Nesta eleição, não se trata apenas de substituir um nome por outro. Não é Fla x Flu. Não. O grave é que tramam uma mutação dentro do Estado democrático. Para isso, topam tudo: calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica.

E, claro, eles têm seus exércitos de eleitores: os homens e mulheres pobres do país que não puderam estudar, que não leem jornais, que não sabem nada. Parafraseando alguém (Stalin ou Hitler?) — “que sorte para os ditadores (ou populistas) que os homens não pensem”.

Toda sua propaganda até agora acomodouse à compreensão dos menos inteligentes: “Quanto maior a mentira, maior é a chance de ela ser acreditada” — esta é do velho nazista.

O programa do PT é um plano de guerra. Essa gente não larga o osso. Eles odeiam a democracia e se consideram os “sujeitos”, os agentes heroicos da História. Nós somos, como eles falam, a “massa atrasada”.


É isso aí. Tenho vontade de registrar este texto em cartório, para depois mostrar aos eleitores da Dilma. Se ela for eleita.”

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Uma Rosa Com Amor.




Por Carlos Sena (*)

Houve uma novela com este título Uma Rosa com Amor. Pelo que me lembro, a trama rodava, dentre outras, por uma moça que se achava feia e sem graça. Por conta disso, diante das amigas que contavam histórias de namorados, recebiam flores, etc., ela, coitada, buscou uma solução inusitada: mandava flores pra si mesma no trabalho. E em casa também. Com isso muitos a olhavam com mais respeito, pois afinal, ela não estava "sobrando" nem seria mais uma para a titia. Quem fazia essa personagem era Marília Pêra. E logo se criou o hábito ou a moda de mandar rosas, independente de ser sozinho ou não. E ali, certamente se queria induzir a uma fase romântica nas nossas telenovelas - diferente de hoje que é só maldade e sacanagem a perder de vista.

No rol dessa coisa escondida onde algumas pessoas não assumem o que são, como o caso da personagem citada, outros aspectos mais graves acontecem. Na vida real, conhecemos um rapaz que, igual a moça da novela, simulou uma situação idêntica. Ele se noivou a si mesmo! Isso mesmo. Como num passe de mágica, lá chega ele em sala de aula com uma tremenda aliança de noivo no dedo direito. Mas a noiva dele era como cabelo de freira ou pés de cobra: ninguém jamais viu. O babado era forte, pois todo mundo "mamava nas madeixas dele", ou seja, ele só poderia não "ser do babado" por preguiça. Mas que tinha tudo a ver tinha é, portanto, uma aliança no dedo servia para despistar os curiosos. Outro detalhe a favor dessa noiva de marré-marré-deci: ele dizia que sua noiva residia noutro município bem distante e, portanto, difícil de alguém vê-la com um "noivo" de araque.

É isso. Por isso é que sempre defendo que cada um toque o "apito que quiser" mas que, em tocando flauta não venha me dizer que toca piano e vice-versão. Porque nessas questões só quem sofre é quem mente a si mesmo. Pois, como toda mentira tem pernas curtas e como toda araruta tem seu dia de mingau... Cada um que cuide de si, porque amanhã ninguém irá ser feliz por você.

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(*) Publicado no Recanto de Letras em 23/08/2014