Em manutenção!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Chegando a Bom Conselho



Por Zé Carlos

Hoje estamos em Papacaça. Depois de enfrentarmos a BR-232 e os “pare-e-siga”, entre São Caetano e esta terra santa, pensamos que estaríamos livres dos buracos úteis e inúteis. Estávamos enganados. Para chegar ao hotel onde sempre nos hospedamos, o Raízes, tivemos que cortar caminho, o que nos tirou a necessidade de nos benzer de frente da Igreja de Santo Antônio. Interditada pelos buracos úteis. Estão fazendo uma reforma nos serviços que ficam debaixo da terra, e, prometem, se aguentarmos mais um pouco, firemos melhor.

Deixadas as malas partimos para o centro, começando nosso mini-périplo pela cidade em reforma. Foi um tal de cortar caminho outra vez e andarmos na contra-mão, não da história, mas das ruas abarrotadas de carros, que nos deu vontade de pegar as malas e voltar. Mas, como todos nós sabemos, um bom-conselhense não desiste nunca. Continuamos e conseguimos chegar, pela Avenida Nova, à ponte do corredor, embicando o carro em direção ao centro.

Notei logo, algo que nunca tinha visto antes daquele tamanho. A fila de automóveis que ia até em cima da ladeira de frente ao Cine Rex, a perder de vista. Foi um horror subir aquela íngreme passagem fazendo meia embreagem, que, com meu dotes de motorista, não consigo nem fazer um quarto. Com muito suor, mas ainda, sem sangue e sem lágrimas conseguimos a 2 km por hora, chegar ao topo.

Aí veio o pior. Quase lágrimas e quase sangue. Um parque de diversão onde antes existia a barraca do Neco e do Seu Belon. Uma visão do inferno. Aquele monstro de ferro retorcido, composto por carrinhos e uma barcaça enorme, a atrapalhar o trânsito. Eu já sabia, desde dos debates de Alexandre Vieira com a Lucinha Peixoto, e das observações do Carlos Sena, que o trânsito de Bom Conselho já era um verdadeiro caos. O que não sabia era que poderia ficar pior. Este negócio de pior não fica, só em São Paulo com o Tiririca.

Tentei chegar à casa do Mábio Tenório, e, a duras penas, cheguei. Filei o rango e tentei visitar outra pessoa, não consegui, desisti e voltei para o Hotel. Vinha triste e macambúzio, até saber que havia internet sem fio em meu quarto. Resolvi então me alegrar mais ainda e publicar o meu primeiro texto para a A Gazeta Digital, diretamente dos pés da Serra de Santa Terezinha.

Pena que não tenha trazido o cabo para passar as fotos que fiz, para o computador, mas teremos tempo para isto. Embora não sei se daqui. Agora vou para o cafezinho do Luis Clério, porque bem pertinho aqui do Hotel, não usarei o carro, e tentarei ficar alguns minutos calmos.

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