Em manutenção!!!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

MORRAM OS APOSENTADOS!!!




Por José Antonio Taveira Belo / Zetinho

A cada ano que passa, o Governo Federal vem demonstrando o desinteresse pela classe dos trabalhadores/aposentados. Estes trabalhadores, que suaram a “camisa” que se dedicaram ao trabalho durante anos para engrandecimento do Brasil, hoje, vêm sendo submetidos e tratados como párias na sociedade tendo como recompensa irrisórios aumentos na sua pensão. O pensamento do Governo é - “Não trabalha, não tem direito um valor digno para sua sobrevivência”. O tempo que era para usufruir de um descanso reparador pela luta diária que levou na vida, em contribuir com o desenvolvimento do nosso Brasil, tolhe o direito a um lazer na velhice, tornando-se neste tempo uma vida de sofrimento e preocupações, e não há saída, morra, portanto!

A velhice chega, o corpo pede descanso, a preocupação com a saúde existe, mas não tem uma assistência porque o serviço de saúde pública no território brasileiro é horrível e precária não condicionando um atendimento digno para a pessoa humana e por outro lado, o trabalhador não pode ter um plano de saúde, pois, não pode pagar. Pode?

É uma tristeza! Quantos idosos andam pelas nossas ruas e avenidas das grandes cidades, sob o forte sol e chuva trabalhando para aumentar o seu rendimento? São milhares! Muitos contribuíram para ter uma vida de menor sofrimento sob o teto de dez salários mínimos junto ao INSS e hoje recebem menos de três salários, pois a cada ano o Governo Federal vem tirando uma boa parcela.

A intenção do Governo quer e vai conseguir que nos próximos anos, todos trabalhadores/aposentados ganhem um salário mínimo, menos para aqueles aposentados do Governo Federal, Estadual e Municipal; da Câmara Federal, do Senado e das Assembléias Legislativas e Câmara Municipal, que legitimam a sua aposentaria concedendo aumentos exorbitantes e anuais acima dos sessenta por cento do que ganham, enquanto os “velhotes” têm um vergonhoso aumento de 6,08%.

Os tubarões alegam a falta de recursos para um aumento maior, mas eles são os primeiros surrupiar verbas em benefício próprio. A imprensa escrita e televisiva, todos os dias estampam escândalos de verbas que são destinadas para um serviço e é desviado para outro, o que temos nós com isso? O bem da verdade tem sim, porque todo este pessoal se encontra no poder é por que eu e você os colocamos naquele pedestal que não mereciam.

Hoje vemos diante dos olhos a mendicância instalada no seio dos trabalhadores/aposentados que devia merecer uma atenção digna por parte do Governo Federal. Em conversas e bate papo nas praças, ruas, bares, igrejas e outros locais com vários trabalhador-aposentados, demonstram, sentem e denotam indignação com este ato. Mas como reverter esta situação? Greve? Não temos este direito. E qual a solução?

Nenhuma!

Nenhuma! Tem que agüentar calado esperando a morte chegar.

As outras classes trabalhadoras têm “panos para mangas”, isto é, o DIREITO DE GREVE que pode pressionar o Governo pelas suas melhorias de vida, enquanto o POBRE do TABALHADOR/APOSENTADO tem que “engolir seco” as manobras e artimanhas dos poderosos palacianos. Os aposentados fazer greve qual é o efeito deste ato? Nenhum, pelo contrario é um avanço nas intenções dos governantes, pois, retém a pensão e ai? Ficamos a ver navios “sem lenço e sem documento” como diz a musica do baiano Caetano Veloso. Temos que conviver com esta anomalia desastrosa para classe dos aposentados.

Não é fácil, mas o que fazer?

Morrer!!!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

II ENCONTRO DOS BOM-CONSELHENSES - O FEIJÃO MARAVILHA


Feijoada - Clube do 30


Por Zé Carlos

Embora não seja verdade que eu assista a todas e que sou um especialista no gênero, eu sempre gostei de novelas de TV, desde que elas eram produzidas pela TV Tupi e que passavam em Recife com a defasagem de uma semana da exibição no sul do país. Parece que comecei com a O Direito de Nascer.

Quando vi a feijoada do Encontro, pelo quanto gosto do prato e sentindo por não estar lá com os amigos, logo uma música me veio a cabeça. Segundo os meios modernos de comunicação ela é do Gonzaguinho e serviu como abertura de uma novela que se chamou Feijão Maravilha, sendo cantada pelas As Frenéticas. Fui à internet correndo para tapar as lacunas da letra que me vinha à mente na tentativa de cantá-la, enquanto escolhia as fotos gentilmente retiradas do SBC, que mostram a festa maravilha no Clube do 30.

Eis a letra:

“Dez entre dez brasileiros preferem feijão
Esse sabor bem Brasil
Verdadeiro fator de união da família
Esse sabor de aventura
Famoso Pretão Maravilha
Faz mais feliz a mamãe, o papai
O filhinho e a filha
Dez entre dez brasileiros elegem feijão
Puro, com pão, com arroz
Com farinha ou com macarrão
Macarrão, macarrão !
E nessas horas esquecem dos seus preconceitos
Gritam que esse crioulo
É um velho amigo do peito
Feijão tem gosto de festa
É melhor e mal não faz
Ontem, hoje, sempre
Feijão, feijão, feijão
O preto que satisfaz”

Apesar de não haver nenhuma foto mostrando a hora exata em que alguém levasse um pedaço de paio, uma orelha ou um pé de porco à boca, eu imaginei, e salivei pela minha vontade de repetir o gesto. Embora que hoje, já tendo o privilégio de pagar meia entrada nos cinemas, a minha mulher já inventou uma tal de feijoada “light”, que segundo ela, só devemos usar a meia entrada que nos está reservada para o céu, daqui a muito tempo. Eu sigo sua sensatez para continuar escrevendo na AGD e vendo meus netos crescerem.

De qualquer forma lembrei um livro que li, que dizia não ser feijoada um prato brasileiro, e que segundo o autor, o Câmara Cascudo, nem os índios nem os negros tinham o hábito de misturar feijão com carnes. Vai além e diz que o cassoulet, que é da França, criado no século 14, é parecidíssimo com a feijoada, só que é feito com feijão branco, linguiça, salsicha e carne de porco. Segundo contam, com a ajuda do feijão preto, que é nativo da América, o prato virou atração entre os brasileiros endinheirados.

Eu fiquei em dúvida pelas histórias que contam sobre a feijoada, sobre escravos e senhores, sobre os escravos sendo compelidos a usar os restos dos porcos dentro do feijão, etc. Mas, é como eu sempre digo, morrendo e aprendendo. O Leandro Narloch,  em seu livro Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, que comprei influenciado por algumas postagens do Blog da CIT, nos informa que a citação mais antiga sobre a feijoada, vem do Diário de Pernambuco de 7 de agosto de 1883, num cardápio de um elegante e caro hotel recifense, onde informava sua nova atração das quintas-feiras: “Feijoada à brasileira”. Ele não diz se era com feijão branco, mulato ou preto.

Mesmo assim, a feijoada é considerada um prato nacional do Brasil, embora, eu a tenha comido, quase toda minha vida, a que minha mãe fazia com o nome de “feijão temperado”, que a única diferença da feijoada era que ela usava feijão mulatinho. Eu só vim conhecer a feijoada com feijão preto, no Rio de Janeiro, quando lá morei.

Então, da feijoada do Encontro poderia ser dito que tem origem carioca, com algumas pitadas de costumes de outros estados e países inclusive do exterior. Espero que no próximo encontro haja tanto animação quanto houve neste e que seja servida um “galinha ao molho pardo”, iguaria que minha fazia sem igual, e hoje, apenas minha irmã, Lourdinha, consegue repetir. Se tiver bolo de rolo de sobremesa, a festa será completa.

 Vejam-se no filme e curtam o Feijão Maravilha.



(*) São muitas fotos. O critério para seleção foi quase o oposto do que adotei no outro filme que a AGD produziu. Ou seja, não conheço quase ninguém nelas. Muito prazer em conhecer a todos.

ZC

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A semana - Chove, e como chove...




Por Zé Carlos


No sábado publicamos a postagem com o título FELIZ ANO VELHO para apresentar o filme que semanalmente é produzido pela UOL, no qual são colocados fatos do Brasil e do mundo de uma forma humorística, e portanto, muito séria. Eles fizeram a retrospectiva de 2011.

Já, neste fim de semana eles começaram a mexer com a semana anterior, e para que nossos leitores que gostam de rir fiquem satisfeito já os apresentamos hoje.

Foi uma semana de chuvas torrenciais e que envolveram Pernambuco, onde não caiu uma gota d’água. O envolvimento foi político ao colocar o Fernando Bezerra Coelho, petrolinense da gema, no olho do furacão, ao ponto dele pedir para ir ao Congresso para tentar sair dele.

Um político aristotélico como eu não entende muito bem destas coisas, pois só somos políticos das coisas miúdas e importantes para o ser humano. A questão de poder e menos poder é uma coisa para profissionais.

Aventurando-me a uma modéstia opinião sobre o caso da chuva e os efeitos que, no passado, atribuíamos e entregávamos de volta a Deus, algo me chamou a atenção. A equipe formada para enfrentar Deus nos próximos anos, já substituindo àquela nomeada no ano passado, e que não teve sucesso em enfrentá-lo, nos discursos, parecia que tudo no Brasil começará em 2012. O resto é passado e ninguém é responsável aqui na terra. Todos culpam Deus. Vamos ver se eles agora o vencem nas cheias de 2013.

Enquanto não se sabe o resultado deste embate, vejam abaixo o resumo feito pela equipe produtora e em seguida o filme. Eu adorei a dupla Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chaves em uma perfeita sintonia coreográfica.

“As enchentes que derrubaram os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro são assunto do Escuta Essa! desta semana, assim como o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e suas explicações sobre denúncias de corrupção e favorecimento de parentes. Direto da Venezuela, o presidente Hugo Chávez se une ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, para ironizar os Estados Unidos. Em resposta, Barack Obama canta e dança ao som de Lady Gaga.”



P. S.: Encontramos um filme no YouTube que complementa bem o filme acima, embora sem o mesmo senso de o humor. No entanto, ele ilustra um pouco o que eu disse acima a respeito da briga entre Deus e os homens do governo, na palavra de um apresentadora do SBT - Brasília, a Neila Medeiros, que tocou muito até um político aristotélico como eu. Pelo jeitão, em 2013 Deus vencerá de novo, e a culpa será da imprensa:



E que Deus tenha piedade de nós!

ZC

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Um encontro quase completo...


Maestro Zé de Puluca


Por Zé Carlos

Ontem já publiquei algumas fotos das muitas que o Saulo publicou no SBC, tiradas por vários fotógrafos de Bom Conselho cujos créditos estão lá no site. Aqui, nossa missão é roubá-las e mostrar a comunidade, que com certeza protegerá este blog dos processos, pois permissão explícita não temos de nenhum deles.

Na impossibilidade de publicar todas as fotos, ampliei seu número, usando o mesmo critério de seleção, pois até agora não me chegaram reclamações por revelar as idades de alguns participantes, e a coloquei em forma de filme, que colocamos no fim deste texto. E aqui eu já agradeço ao amigo e colega Jameson Pinheiro pela tarefa de fazê-lo e entubá-lo, isto é, colocá-lo no YouTube.

A novidade não está nas fotos mas na trilha sonora que resgatei de um filme antigo, ainda feito na CIT Ltda, e que ainda continua rodando e sendo visto na internet e que pode ser visto aqui. É um solo de saxofone executado pelo nosso maestro Zé de Puluca, que se vivo estivesse, também estaria no Encontro.

Eu conheci muito Seu Zé como o chamávamos, e com ele fui muito próximo, numa relação estranha e bonita. Fomos musicalmente vizinhos, e isto não significa que eu tivesse qualquer pendor musical. Muito pelo contrário, desde criança eu fui desenganado por ele de ter qualquer talento em sua bela arte. Fomos vizinhos fisicamente, pois minha casa foi durante quase toda minha infância e adolescência vizinha da sede da música onde ele viveu muito e até parece que morou também por lá.

Além disto, ele foi meu professor de inglês no Ginásio São Geraldo, apesar de ser o Seu Clívio quem me ensinou o que significa “The book is on the table”. Esta frase eu ainda lembro, mas, não me lembrou a Ave Maria na língua de Shakespeare que me foi feita decorar pelo Maestro. Lembro apenas que a minha colega Sônia Padilha aprendeu além da Ave Maria, também o Pai Nosso, como era do seu estilo sempre como primeira da classe.

Tem mais, no entanto. O Seu Zé também foi meu colega de turma e concluímos o curso ginasial na mesma turma, que  incluía um dos fotógrafos da festa, o Alfredo Camboim, mais alguns outros que vi nas fotos do Encontro, como a Maristela Lira. Há até um vídeo no YouTube que mostra nossa gloriosa turma e que pode ser visto aqui. Até hoje, quando o vejo me dá uma saudade danada. Quem for lá verá que a música usada no filme era também tocada pelo Maestro Zé de Puluca, mostrando apenas que a CIT Ltda era feita também por bom-conselhenses e para bom-conselhenses, igual ao Encontro. É muito saudade.

Enfim, quero parabenizar Bom Conselho por mais uma vez receber seus filhos, e mesmo de longe faço o que posso para não me afastar daí. Vejam o filme e revejam seus amigos ao som do maestro, e aí o Encontro estará quase completo.

E a "reforma" o que é?... É ladrão de mulher?




Por Zezinho de Caetés

Parece que, passado o susto do ministro Fernando Bezerra Coelho, em torno do qual armou-se a maior blindagem que eu já vi no Congresso Nacional, agora só nos resta esperar o desfecho do caso Pimentel, para que a tão prometida reforma ministerial do governo da Dilma, possa terminar de ser feito.

Digo terminar porque ela já foi começada desde quase o início do seu governo, pela imprensa, com a única exceção de Nelson Jobim que saiu pela sua própria boca, e que agora deveria terminar.

Dizem que ela já foi a São Paulo consultar o Lula sobre algumas “mudançazinhas” que a presidenta quer fazer por ela mesma, talvez, para treinar um pouco em caso de necessidade, de ter que peitar o “Pai dos Pobre”, como o seu novo epíteto de “Mãe da Classe Média”, que, segundo ela soa melhor do que “Mãe do PAC”, já que este não funciona muito bem.

Tudo isto passa já pela sucessão em 2014, e tudo vai depender da saúde do Lula, tanto física quanto política. Se for física, nada se há de fazer, mas, pode ser política, pois não vejo como o povo brasileiro vai engolir tudo que se passou com o governo Dilma, sabendo quanto o Lula o vem atrapalhando pelas suas heranças ministeriais malditas. E ainda poderemos ter um exacerbação da crise econômico e dos seus reflexos aqui no Brasil.

Temos ainda um fato novo que pode envolver o estado de Pernambuco, que é a ambição política do neto de Arraes, talvez até imposta pela convivência com o avô, onde um exemplo recente ainda está em andamento que foi a crise do FBC. Para mim, o FBC, não teve força nem para causar uma crise no futebol pernambucano, quando deixou o Santa Cruz, muito pelo contrário, os tricolores só tiveram a ganhar com isso, quanto mais causar uma crise de governo a nível federal. Mas, as rusgas entre PT e PSB continuam, e mesmos os considerando farinha do mesmo saco, eu considero o PSB menos mofado do que o PT, para uma boa degustação do nosso país.

Entretanto, o fato é que estamos esperando uma reforma ministerial. Eu apenas não sei com a Dilma irá fazer isto, nem mesmo consultando seu oráculo Lula. Lembrem-se que quase todos os ministros que se escafederam eram cria do meu conterrâneo, o que prova que num governo sério, dificilmente poderá ter o dedo dele. O que resta é a Dilma, fingir que ouve o seu carregador, agora honorário, e partir para outra reforma, se quiser, que este regime de “colisões”, não chamem o Temer, e vislumbre até, lá longe, o Peluzzo.

Para completar o texto eu transcrevo a Dora Kramer, que fala da pretensa reforma ministerial da Dilma, em um artigo do Estado de São Paulo, que teve o título de “Tudo como dantes”. Eu não volto mas digo com o repórter da TV: “Durma-se com uma bronca dessa!”

“Nada até agora transpirou sobre a reforma do ministério esperada para janeiro. Por um motivo básico: não haverá reforma alguma na equipe da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista no fim do ano, perguntada sobre o tema, ela disse que haveria surpresa.

Pois recolham os cavalos da chuva os que interpretaram a fala como sinal de mudanças substanciais à vista. A surpresa deve ser justamente a ausência delas.

Não haverá redução de pastas - até fusões de ministérios podem ser revistas -, não serão reformulados os critérios para o preenchimento de cargos, os partidos aliados não perderão nem ganharão espaços e gente que estava cotada para sair já começa a ser considerada para ficar.

Por exemplo, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Auxiliares de Dilma não têm percebido a "presidenta particularmente interessada em tirá-la do ministério".

Outro exemplo, o ministro das Cidades, Mário Negromonte. Envolvido em denúncias de alteração de pareceres técnicos em obras para a Copa do Mundo e acusado por gente do próprio partido (PP) de patrocinar um "mensalinho" na bancada em troca de apoio político, já é visto como sobrevivente. "Passou o vendaval", argumenta-se.

A reforma, então, estaria resumida a três nomeações e uma complicação. Seriam substituídos os dois ministros candidatos a eleições municipais - Fernando Haddad, da Educação, e Iriny Lopes, da Secretaria de Política para Mulheres - e Paulo Roberto Pinto que ocupa a pasta do Trabalho desde a saída de Carlos Lupi.

A complicação está na substituição de Haddad, razão pela qual a presidente pediu que ficasse mais um pouco no cargo. Pelo seguinte: como o substituto é Aloizio Mercadante, falta resolver quem ficará no lugar dele no Ministério da Ciência e Tecnologia.

O lugar é reivindicado pelo PSB (ocupante da pasta durante os dois governos Lula) e pelo PT, que não pretende abrir mão. A ideia é entregar o ministério para o deputado Newton Lima, a fim de abrir vaga para o suplente José Genoino, ou para Marta Suplicy, com o objetivo de incentivá-la a se empenhar na campanha de Haddad a prefeito de São Paulo.

Nesse momento em que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, do PSB, está na berlinda, é tão complicado premiar o partido quanto ignorar um pleito do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, promessa eleitoral cortejada por partidos e governo e de oposição.

Daí a demora no anúncio.

A reforma tal como era esperada virou pó. Argumenta-se no Planalto que imprensa e partidos superestimaram a amplitude das mudanças. Ocorre que nem imprensa nem partidos trabalham no vazio. O governo durante algum tempo alimentou a versão da remodelação do governo à feição de Dilma Rousseff.

As circunstâncias é que mudaram. A principal, a troca de sete ministros nos últimos sete meses de 2011, impossibilitando substituições em tão pouco tempo. Alterou-se também a visão de que seria possível mudar o conceito da coalizão, reduzindo o número de ministérios e profissionalizando as regras de funcionamento.

Por duas razões. Uma evidente, a avaliação de que um governo político não poderia se arriscar a comprar uma briga desse tamanho com os políticos.

Outra subjacente: diz respeito ao compromisso de Dilma com Lula. Mudar muito equivaleria a dizer que durante oito anos ele fez tudo errado. E por mais diferente que seja seu estilo em relação ao antecessor, Dilma seria a última a renegar a herança de Lula, o dono do projeto político que a fez presidente.”