Em manutenção!!!

sábado, 19 de janeiro de 2013

A FESTA DA AMIZADE





Por Zé Carlos

Mais um ano e não pudemos estar presentes ao Encontro de Papacaceiros. Ou seria Encontro de Bom-conselhenses? Bem, não vamos discutir a dúvida e vamos ficar com A FESTA DA AMIZADE, que é o que se encontra na imagem divulgadora que publicamos aqui há muito tempo atrás na nossa página AVISOS E COMUNICAÇÕES.

Vendo um pouco a programação e o que realmente foi executado não dá para discordar de nossa amiga Lucinha Peixoto, mesmo que não compactuemos com seu radicalismo, de que houve uma diferença. Pelos meus padrões de conduta esta diferença foi para melhor. Menos gente, menos bandas, menos barulho, mais aconchego, mais recato, mais abraços, mais beijos, e mais encontros.

Ficamos também com as fotos, e já um tempo depois do caso passado, pois tivemos nossa “festa da saúde” com exames mil, sem podermos compartilhar dos momentos no dia e na hora. E agora podemos repassar as fotos publicadas pelo Site de Bom Conselho. Não sentimos que faltou muita gente em relação aos anos anteriores. Como também, até hoje só fomos ao Encontro pelas fotos, não é possível avaliar o grau de emoção.

Se tirarmos pela nossa emoção em vermos alguns dos festeiros, a festa valeu a pena, e procuraremos, como sempre o fizemos, comparecer no próximo ano. E quando os anos vão passando, os que passaram o fizeram ligeiro, mas, os que vêm demoram bastante. Talvez, seja uma defesa natural para o fato de que não podemos chegar à próxima festa. Porém, como bons brasileiros não devemos desistir nunca.

Estivemos em Bom Conselho no final de ano. Estávamos “livres” dos netos que nos mantêm numa prisão de segurança máxima, em que pagamos nossa pena por ter filhos, e só podemos dizer: podem nos prender, nós não merecemos ficar soltos, pois avô é uma ameaça à sociedade, pela deseducação que proporcionam aos netos. No fim do ano tivemos nosso indulto de final de ano e fomos à nossa terra e até comentamos aqui algumas coisas que lá vivemos, e que continuaremos depois.

Por enquanto pulamos nossas narrativas para publicarmos algumas fotos que vimos na mídia eletrônica e que nos chamaram a atenção de alguma forma. Não haverá comentários sobre elas, a não ser aqueles que cada um que as vejam, façam, como nós fizemos. Esta é a nossa FESTA DA AMIZADE.






























Bem, paremos por aqui. Cada uma destas fotos daria um texto longo se puxássemos pela memória. E não esgotamos as fotos que deveriam estar aqui. São muitas emoções. No próximo Encontro, não faltaremos.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

GALO PRETO





Por José Antonio Taveira Belo / Zetinho

Ninguém de sã consciência gosta de ser apelidado. O seu nome verdadeiro deve ser usado que é o nome do Batismo, dado pelos seus pais no inicio da vida. Mas isto, comumente não acontece. Os apelidos são ditos a toda hora, uns carinhosos e outros degradantes. As pessoas que recebem apelidos são cognominadas em casa, na escola, no clube e assim as pessoas carregam por toda vida, tornando-se suplicio para muitos e para outros carinhosos. Os apelidos quando incomoda a pessoa passam a ser frequentemente chamado a fim de irritar são os mais ouvidos, pois muitos destes apelidos trazem consequências danosas às pessoas, e muitas vezes levam as agressões e até morte pode acontecer, como muitos fatos já divulgados. Os palavrões, gestos obscenos é observado pelas ruas quando acontece o xingamento, principalmente a pobre das nossas mãezinhas é penalizada por desaforos e desacatos aos gritos. Quantas mortes já não houve neste mundão do meu Deus. Muitos levam a sério, outros na brincadeira outros revidem com ironias, outros agridem. Na minha vida mundana, nas peladas de futebol, pelos bares, nas esquinas, na escola e faculdade e nos pensionatos do Bairro da Boa Vista que vivi bastante tempo lembro-me de vários apelidos que ocorria, no dia a dia.  Vejamos alguns – Papa-figo, Vaquinha Mococa, Urso Branco, Da Mula, Preguinho, Sarara, Pé Grande, Vaca Loura, Gogo da Ema, Mosca Morta, Galo Preto, Pinguço, Rato Branco, Baleia, Caça Níquel, Papagaio, Pinóquio, Visconde de Sabugosa, Pé na Cova, Negão, Crioulo Doido, Maguary, Serra Velho, Oio de Vidro, Pinóquio, Pena Branca, Caçaco, Ratinho, Muriçoca, Papa Rato, Rato Branco, Muçurungo, Mentirinha, Ternurinha, Lagartixa, Calango, Maria Mole, Ratazana, Boca Mole, Barrigudo, Dentuço, Zarolho, Pé de Chinelo, Mangangá, Bem-te-vi, Chica Louca, Maria Mole, Pau Mole, Catapora, Satanás, Seboso, Dorme Sujo, Sagui, Bunda Mole, Maisena, Caroço, Fraldinha, Bruguelo, Baixinha, Tarzan, Fininho, Batatinha, Azeitona, Boneco, Cagão, Pé de Chinelo, Burrinho, Buchudinha, Caipora, Abusado, Perereca, Sapo Boi, Zarolho, Vaquinha Mococa assim por diante. Os apelidos carinhosos têm efeitos ao contrario, traz carinho e amor daqueles que se expressam no chamamento e que existem designando pelo nome próprio – Zetinho, Dodora, Marquinhos, Rafa, Neném, Socorrinho, Mariinha, Zefinha, Manezinho, Lourdinha, Mariquinha, Dorinha, Carminha, Lucinha, Glorinha, Zezé, Toinho, Totonho, Miguelzinho, Manezinho, Rafinha, Juninho, Zequinha Zito, Chiquinho, Chico, Carlinhos, Pedrinho, Paulinho, Arnaldinho, Tanzinho, Zezito, Mané, Luizinho.  

GALO PRETO é o apelido de um colega morador do nosso bairro Jardim Atlântico, pele de cor morena escura. Cabeleira totalmente branca. Todo instante rindo e soltando piadas. Não se incomoda que lhe chame somente ele dizia “é a mãe”, rindo. Somente bastava olhar para ele e, “É a mãe”. E assim se passava para uma brincadeira sem molesta-lo na sua identidade. Ao contrário, conheci um elemento no bairro da Boa Vista, onde morei por vários anos, em pensões, apelidado de GALO BRANCO. Este era enfezado. Não gostava que alguém lhe chamasse por este nome. Brigava se possível fosse com quem quer que seja. Todos nos evitarmos a falar com ele, nas mesas de bares, pois sabíamos que lhe aborrecia e se retirava do local. Certa vez, um intruso lhe chamou de GALO BRANCO, recebeu uma bofetada caindo no chão estatelado. Foi levado para a Delegacia da Rua do Aragão por aquela agressão. Foi solto após de duas horas de conversa com o Delegado. No dia seguinte lá esta ele comentando o fato que aconteceu na Delegacia, disse ele – O Senhor é metido a valentão não é? Vive agredindo todos, pois nós já sabemos que de vez em quando o Senhor faz peripécia? Claro que não Doutor! Eu sou um homem sereno afeito a brigas e desordens. O Senhor sabe que eu não gosto de apelido. Não gosto mesmo! Vou ao bar tomar meu aperitivo sossegado. Sento lá no meu canto quieto. E ai vem qualquer um me chamar de GALO BRANCO. Como eu não gosto reajo. O sangue sobe na cabeça e eu não me dou conta da atitude que tomo. Arrependo-me, mas já tem acontecido o fato. Se eu fosse o Senhor não ligava para este apelido de GALO BRANCO, disse o Delegado. Até o Senhor Delegado está me chamando de GALO BRANCO. Não é possível, exclamei. Sai direto para o Bar Santa Cruz e tomei uma cerveja bem geladinha para esfriar os córneos. Na saída indo para a pensão, passando pela Rua Santa Cruz, em frente ao Mercado da Boa Vista, ouvi – GALO BRANCO, GALO BRANCO. Fiquei fulo da vida. Voltei quebrei os copos da mesa e ai foi uma confusão com o Zequinha, um moreno forte que me derrubou no calçamento dentro do Mercado. Machuquei o braço esquerdo. Fui para o quarto sentindo dores. No outro dia, GALO BRANCO! Fiquei roxo de raiva, mas me contive, apenas disse – È A MÃE.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Hugo Chavez. Por quem devemos rezar?





Por Zezinho de Caetes

Recebi de um amigo um imeio que parece de humor negro mas quando se trata dos comandantes do Idiotas Latino Americanos, como o Hugo Chavez, nossa sensibilidade humana diminui muito, e resolvemos transcrever aqui a piada, mesmo sem sabermos, como todo o povo venezuelano, se estaríamos rezando para um vivo o para um morto.

A mensagem começa pedindo para rezemos com fé e seu assunto é: Corrente de orações para Hugo Chaves. Diz ainda que repassa esta corrente a pedido de um amigo venezuelano. Eu o repassei pelos amigos brasileiros que, como eu, acham que o flerte acintoso do nosso governo com o comandante do “bolivarianismo” (que até agora ninguém entendeu bem o que é a não ser a diplomacia petista) é um mais um deboche com o povo brasileiro. Vejam o imeio:

Orar com fervor!!!!!

A TODOS:

EL COMANDANTE HUGO CHÁVEZ SE ENCUENTRA EN CUBA EN GRAVE ESTADO DE SALUD POR CULPA DE UNA BACTERIA. LOS INVITAMOS A  TODOS A ORAR POR LA SALUD DE LA BACTERIA, QUE RESISTA LOS ANTIBIÓTICOS Y QUE SEA FUERTE PARA QUE PUEDA CULMINAR CON ÉXITO SU  MISIÓN...

Eu não costumo rir da desgraça dos outros, e quando da doença do meu conterrâneo Lula, até rezei a sério pela sua recuperação, porque ele não escondeu sua doença e, nisto não pode ser dito nada dele, a não ser, que usou a divulgação da doença para comover o povo. No caso do Chaves é mesmo para enganar o povo venezuelano e minha risada com a piada não me causou problema algum de consciência.

Dentro do tema, mas, fora da piada, reproduzo o texto do Sandro Vaia, publicado no Blog do Noblat em 11/01/2013, para vocês tentarem entender o que se passa na Venezuela hoje. O título do texto é: “O Itamarati bolivariano”. Fiquem com ele, que eu vou rezar pela bactéria.

“O movimento bolivariano, seja lá o que isso signifique, teve neste dia 10 de janeiro o seu ápice de surrealismo, com a oficialização do mandato de um presidente que já governa há 14 anos e tomou – mas não tomou - posse, de corpo ausente, de um cargo conquistado em eleições recentes.

Como se sabe, a Constituiçao venezuelana, que se presta a assumir as mais diversas formas, como uma bala puxa-puxa com que as crianças gostam de brincar, institucionalizou a reeeleição perene, fazendo da alternância de poder um intrincado quebra-cabeças difícil de montar ou uma montanha difícil de escalar.

Formalmente, a Venezuela não é uma ditadura, mas também seria um exagero chamá-la de democracia. Um lugar onde o presidente ocupa a rede nacional de televisão para falar de 3 a 4 horas por dia durante cerca de 260 dias por ano não chega a ser um exemplo de oportunidades iguais para todos.

Reza a Constituiçao chavista do país, elaborada pelo partido de Hugo Chavez e interpretada por uma Suprema Corte expurgada de juízes independentes, que o presidente da República deve tomar posse no dia 10 de janeiro diante da Assembléia Nacional, ou se isso nao for possível, diante do Tribunal Supremo de Justiça.

Como Hugo Chavez está em Havana convalescendo ( seria essa a palavra certa?) de sua quarta operação contra um misterioso câncer na região pélvica, deu-se um daqueles fenômenos que uma escola de escritores latino-americanos chama de “realismo fantástico”: o mandato do presidente começou sem a presença do presidente.

Com a transparência que caracteriza os regimes autoritários e populistas não só da América Latina mas de qualquer parte do mundo, o governo venezuelano nao informa com a devida clareza qual é o verdadeiro estado de saúde do presidente operado e quais são as verdadeiras chances de que venha a tomar posse dentro do tempo hábil previsto pela própria Constituiçao, antes que se comece a contar o tempo previsto para a marcação de novas eleições.

Uma confusão e tanto. Maduro, o vice nao eleito e nomeado pelo próprio Chavez como seu sucessor, governará por tempo indeterminado até que se saiba se o próprio chefe terá condições de assumir e quando.

Como aconteceu antes em Honduras e no Paraguai, a diplomacia brasileira nao hesitou em tomar a posição mais duvidosa possível, desde que o rigor técnico histórico do Itamaraty foi substituído pelo ativismo partidário do governo petista.

Em vez da cautela da diplomacia, o Itamaraty optou mais uma vez por aplicar o ativismo da ideologia com todos os riscos que isso traz para a reputação do País.”

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A SOLIDÃO, O LIMÃO E O NATAL.





Por Carlos Sena (*)

A solidão que já se coloca como um dos piores males do século adora o Natal. Se perguntarmos a ela qual é seu período de “safra” certamente nos dirá “O NATAL”. Vejo esse tipo de solidão, como observo os meninos de rua se “amorcegando” nos ônibus nas grandes cidades. Como nos diz Alceu em uma das suas canções: “A solidão é fera, a solidão devora”. Completo que ela mais devora do que fere, mas quando fere também nos dizima porque resvala na alma.

Conta-se que um poeta atrevido, na tentativa de desmistificar a solidão teria escrito: “tão doce passageiramente doce é a solidão/Mas, deem-me um amigo em seu retiro a quem eu possa sussurrar: a solidão é doce”... De fato a solidão é acre, qual um limão. Com uma diferença a favor do limão: a gente pode fazer uma limonada dele, da solidão não. Elas, a Dona Solidão parece ser construída com a fuga dos conceitos; parece ser mantida com a retirada da autoestima; parece ser nutrida pelo silêncio das sombras que acompanham os solitários no alto das suas solidões.

Contudo, a solidão, melhor que o limão, tem jeito. Mesmo que falte jeito, ao ser humano é dada a capacidade de se repaginar, de se refazer, de se sentir parte do todo, tendo dentro de si o todo e as partes. O limão, não. O Natal é neutro. Ele entra nessa prosa como Pilatos entrou no credo. Credo em cruz Ave Maria mãe de Deus e Nossa Senhora. Um credo bem rezado dizem fazer a diferença no trajeto do rompimento da solidão, principalmente nas épocas natalinas. Na verdade, a solidão é ela independente de tempo ou de festa. O Natal é “prato cheio” hospedeiro dela pela sensibilidade que aflora nos humanos. De fato, solidão é um estado de espírito como sempre foi. Há quem se sinta sozinho na multidão e acompanhado estando apenas consigo mesmo.

Solidão é conceito. Diferente de conceito de bom ou ruim. Porque a solidão de um é diferente da do outro e, muitas vezes uma coisa ruim o é pra todos. Por isto, no natal é bom exercitar, por exemplo, que tudo passa inclusive nós. Até a uva passa, passa. Que diremos nós. Fico pensando na cidade de SOLIDÃO em Pernambuco, criado em meados do século XIX e com um pouco mais de cinco mil habitantes. Imagino a solidão por lá, mas dizem que o nome não se prende ao sentimento em si que a solidão provoca, mas por conta do isolamento geográfico em que se encontrava quando foi “construída”... Independente, solidão é um estado de espírito que pode se transformar até em patologias. Afinal, há quem se acostume sozinho. Afinal, há quem goste dos olhos e quem goste da ramela. É isso. Nada de solidão nesse natal. Isso pode representar falta de amor próprio e sem ela a gente não sobreviverá nessa sociedade tão marcada pelo individualismo.

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(*)Publicado no Recanto de Letras em 14/12/2012

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

MIUDINHO





Por José Antonio Taveira Belo / Zetinho

Jovem de 25 anos. Magro e baixinho com os seus 1m60, Frio e calculista. Sua lei é matar ou morrer. Não dispensava covardia dos companheiros e nem tampouco reação das vítimas.  Mata antes. Não titubeava em apertar o gatilho da sua arma nas suas investidas para concretizar o seu intento por mais difícil e perigosa que ela seja. Tudo era planejado minuciosamente, com antecedência a fim de ter sucesso no empreendimento. Dias e mais dias era dedicada a vigília dos movimentos do banco que seria assaltado. Sua especialidade – Assalto a Banco – fora esta atividade nunca assaltou pessoas e nem outros estabelecimento não dava lucro, o que arrecadaria era valores mixurucas não valia a pena arriscar a vida.  Banco sim era arriscado mais o lucro era certo. Na sua mente já tinha o banco que iria assaltar. Convocou os seus colegas, Calunga, um sarara de olhos verdes cujo trabalho era estudar toda a área, desenhando as ruas de menos movimento; Biu, um moreno forte e ágil para verificar a presença dos policiais nas ruas, nos turno e o horário; Zequinha, um baixinho de olhar duro, olhos pretos e cabelos encarrapichados para observar quantos vigilantes tinha o banco. Todos eles sabiam manejar a pistola com maestria e tinha coragem de enfrentar qualquer adversidade, mesmo com a própria morte. A noite na sala Miudinho dava as ordens e procurava saber detalhes, como a residência do gerente e do tesoureiro; horário da chegada do carro forte; quantos vigilantes a agencia dispunha; quantos caixas a agencia possuía; a localização do cofre e a sala da gerencia e do tesoureiro, tudo era detalhada para não falhar na empreitada. Somos quatro e não admito erro. Se “cair” na malha da policia, bico calado, caso contrário – morte. Nos dias que se seguia foram observados todos os passos da agencia. O dia que antecedia o assalto o Miudinho dava uma checada em todos os lugares, sem ser percebido. No dia do assalto chegaram logo cedo no local. Separados e já com a tarefa que cada um ia realizar. Na praça ficou um sentado lendo o jornal, observando toda a movimentação; outro estacionou o carro em lugar estratégico livre do transito; o outro passeou pela calçada observando a quantidade de vigilantes que agencia dispunha e Miudinho encostado no poste na calçada do banco fumando e se fazendo que estivesse procurando alguma coisa. Por volta das 7h30min, o carro forte estacionou. Quatro homens armados se puseram em posição estratégica com suas escopetas e revolveres enquanto dois saiam com quatro malotes verde entrando na agencia apressadamente. Dez minutos depois saíram entraram no carro forte e foram embora. Miudinho levantou a mão como sinal e dois chegaram à antessala. Chamaram o vigilante, e quando este chegou a poucos metros foram rendidos e colocados na parede de costa; o funcionário estava contando os pacotes do dinheiro chegado fora surpreendido por dois assaltantes de revolver em punho. Levaram os malotes, mas quando ia saindo da agencia deparam com dois policias na frente da agencia. Saíram atirando em plena rua em desabalada carreira, até o ponto onde estava o carro parado. Miudinho foi preso e levado para a Delegacia e depois do depoimento foi levado para penitenciaria. A noite na prisão, foi colocado em uma cela com oito detentos. Todos de alta periculosidade. Sansão, Cabeleira, Bicudo, Papa Figo, Negão, Bozó, Curió e Zabelê estes novos companheiro de cela. Arranjou-se no canto da cela, com um cobertor. Foi logo chamado pelo Sansão, para ditar as ordens ali dentro. Ficou sabendo da limpeza, da dormida que não tinha para todo mundo, revezavas e assim por diante. A noite um dos caras veio tirar “onda” dando “cantada” dizendo “carne nova no pedaço” e riam. Lá no recanto ele deitado em chão frio, ouvia as piadas. “quem vai primeiro”, “vai tu!” “eu não, primeiro o chefe” e assim por diante. No quarto dia o assedio ia se consumar. No passeio da tarde Miudinho disse para si mesmo - vou detonar este cara à noite. Foi à cantina comprou uma garrafa de coca cola. Bebeu o liquido e quebrou ficando somente com o gargalho pontiagudo. Guardou no bolso e colocou perto de si. À noite lá pelas 10 horas, Sansão chegou perto lhe alisando. Companheiro sou um homem me deixa em paz. Que nada rapaz é coisa rápida. Vai prá La, E ele insistia. Deitou-se ao seu lado. Ao deitar de papo prá cima começou alisar. Neste momento, Miudinho pegou o gargalho e enfiou com toda a força que tinha na garganta de Sansão. O sangue espirou  e ele começa a se debater como galinha levando a mão ao corte. Os olhos esbugalhados fitava Miudinho sentado ao seu lado rindo. O silencio da noite foi quebrado com o grito dilacerante. Os outros presos se levantam e Miudinho com o gargalho na mão ameaçou quem chegasse perto. Disse rindo,  “que sirva de lição para vocês”. Eu sou homem e para mim tanto faz matar como morrer, mas eu prefiro a primeira opção. Os agentes penitenciários chegaram e o levaram para outro pavilhão.

(Relato em mesa de Bar, por um desconhecido nos anos 90, tomando uma cerveja na mesa ao lado da nossa, por tras do Cinema São Luiz, numa sexta feira a tarde.)