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quinta-feira, 2 de março de 2017

PROFESSORA LUZINETE LAPORTE




Por José Antônio Taveira Belo / Zetinho


Em 1958 fui matriculado pelo meu pai no Colégio Diocesano de Garanhuns, numa tarde fria típica da cidade, para cursar o 1º ano ginasial. Subimos a escadaria olhando para São José nos dando boa vinda. Fomos atendidos pela secretaria Dona Almira, sorridente e dando boas vindas ao novo aluno. No primeiro dia de aula entramos pela Capela após a sineta tocar e lá em frente o altar o Padre Aldemar, ereto e sem mexer nenhuma parte do corpo. Senti um frio na barriga, pois já havia ouvido dos alunos antigos a seriedade e rigorosidade na disciplina do colégio, não admitindo brincadeiras e falta de respeito uns com os outros, principalmente se estas pessoas fossem professores. Foi neste começo que eu comecei a conhecer os nossos professores, e um deles a professora Luzinete Laporte. Professora de porte elegante, de beleza singular, olhos vivos e um sorriso delicado.  Tratava todos os alunos com igualdade, dentro de uma disciplina de autoridade dentro da classe. Não admitia brincadeiras, e nem conversação, apenas prestar atenção na aula de português. Mas os alunos sempre admiravam a sua beleza na sala de aula quando todos de pé rezavam o Pai Nosso e uma Ave Maria. As aulas eram rigorosamente apresentadas pela professora no silencio dos alunos, algumas vezes com a sua permissão alguém fazia perguntas. Os deveres escolares eram dados e revisados principalmente na gramática e redação, todos tinham que saber o conteúdo da aula anterior, às vezes pedidos pela querida professora. E, dentro deste prisma os alunos que passaram pela sua mão no ensinamento galgaram postos altos em nossa sociedade, engenheiros, médicos, pedagogos, políticos, magistrados e tantas outras profissões que glorifica o trabalho ensinado pela Professora Luzinete Laporte. Nada mudou nas suas atitudes nos tempos atuais, apenas a idade que não representa nada, pois, o seu exemplo de vida e tida e notada por todos que a conhece. A vida é assim, cheias de alegrias e tristezas. Qualquer brincadeira era logo repreendida e se chegasse aos ouvidos do Diretor Padre Aldemar a coisa ficava preta para aquele aluno impertinente. Fui seu aluno durante mais de oito anos, no curso ginasial e no curso técnico em contabilidade. Aprendi muito com as suas aulas. Com a sua conduta ímpar de honestidade e disciplina que ainda hoje recordo destes fatos com saudades. Aprendi, também, o respeito e a dignidade de ser gente no lema do colégio – Ciência e Fé - e foram lições memoráveis de civilidade inesquecíveis. Hoje ainda nos seus noventa aninhos demonstram competência e vida cheia de entusiasmo e alegria de ter cumprido a sua missão no dever de ter colocado muitos homens e mulheres na ética e na seriedade. Neste momento acompanho os seus escritos nas paginas do nosso jornal A GAZETA com os seus artigos que nos leva a saborear o escrito pelas suas mãos. Parabéns, querida professora. Sou-lhe grato pelos seus ensinamentos. Que Deus lhe abençoe, sempre. 

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