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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A última (ou penúltima?) do Lula





Por Zezinho de Caetés (*)

Estou me recuperando de uma bruta gripe que peguei, provavelmente, nas ladeiras de Olinda. Ainda estou meio tonto pelo montante de expectorante que venho tomando, para que pulmão expila o que tem nele de ruim gerado pelo maldito vírus. E fiquei mais tonto ainda quando ouvi o discurso do Lula, meu conterrâneo, na ABI do Rio de Janeiro, ontem (estou escrevendo no dia 25 e não sei quando o Zé Carlos irá publicar-me, ou, se vai publicar-me, pelo sucesso que os “memes” de Jameson fizeram) declarando guerra a “eles”. Não me contive, e mesmo zonzo, venho teclar sobre o triste episódio protagonizado pelo meu ex-ídolo.

Eu não sei realmente se direi que o Lula é o que meu pulmão está produzindo ou é o vírus que produz esta substância mole e pegajosa. Ou mesmo não sei se é pior do que os dois juntos. Para proceder desta maneira, não há outra alternativa: O Lula está desesperado.

Lembram da época do mensalão? Sim, aquele mesmo que ele negou existir, depois passou a crer em sua existência e depois tentar sabotar o julgamento dos companheiros. Ao ver que ele não ia ser envolvido (este foi o grande erro da justiça brasileira), passou a se jactar de suas façanhas em benefício da pobreza, o que todos sabemos eram mais falsas do que a inteligência e competência da Dilma. E agora, com o Petrolão no seu encalço, e já chegando cada vez mais perto de sua culpa, ele faz o que sempre fez: Tenta usar os pobres como massa de manobra.

Só que a partir da descoberta, pelo povão, que não está mais dando para sobreviver com os preços subindo e perdendo o emprego, a vaca tossiu e se dirige ao brejo, e aonde a vaca vai o boi vai atrás. O discurso do Lula, que coloco abaixo, para que todos ouçam, é uma peça de ficção ou um filme de terror em que um monstro aparece para levar outros monstros a defendê-lo porque está se borrando de medo que “eles” descubram toda a verdade. Todos aqueles que não são monstros, veem a farsa em suas palavras, mas, os que são monstros acreditam piamente. Se é assim então, para que mudar o discurso? O grande suspense do filme é que ninguém, até hoje, sabe quem é monstro e quem não é. Espero que no final do filme, que irá concorrer ao Oscar, certamente, os verdadeiros monstros sejam revelados.

Tudo não passa da mesma lenga-lenga dos tempos do sindicato. Ele fala até da mãe, D. Lindu, uma doce criatura, que virou parque aqui no Recife, quase repetindo o que disse um dia, que “ela nasceu analfabeta”, e que isto justifica ele continuar sem estudar nada. Agora disse:

“Sou filho de uma mulher analfabeta e de um pai analfabeto. E o mais importante legado que minha mãe deixou foi o direito de eu andar de cabeça erguida e ninguém vai me fazer baixar a cabeça neste país. Honestidade não é mérito, é obrigação. Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também.”

Ele, agora, coloca até o pai no meio, além da mãe. E eles devem estar se revirando no túmulo com as mentiras do filho. O que ele quer dizer é que andava com a cabeça tão erguida que não via os ladrões da Petrobrás, agirem debaixo do seu nariz empinado. Enquanto ele olhava para o céu, o “Paulinho” corrompia os políticos com o nosso dinheiro e levando quase à falência a nossa ex-maior empresa. Tudo isto para ele manter a cabeça erguida, como a mamãe ensinou, isto é, às nossas custas.

E, enquanto o pessoal cantava o Lula lá, e gritava “Lula guerreiro, do povo brasileiro”, já que o outro guerreio o Zé Dirceu ainda curte sua “cana”, embora no conforto do lar, uma agência de classificação de risco, a Moody,s  rebaixava a nota da Petrobrás para o grau especulativo. Isto é, hoje no mundo todo, quando se pergunta se deve-se investir alguma coisa na Petrobrás, alguém honesto só pode responder: “Não invista, porque pode ser uma fria”. E é esta empresa que o Lula e a Dilma nos legaram, que, em seu ato na ABI ele diz está defendendo. Defendendo de quem, cara pálida? Da Dilma, do Paulinho, do Youssef, todos por ele nomeados, ou dos empresários amigos e políticos eleitos com o dinheiro de contratos superfaturados? Me engana que eu gosto.

E ele vai mais longe e diz que “honestidade não é mérito, é obrigação”. Então eu peço aos pais que evitem que seus filhos ouçam o discurso abaixo, porque eles podem ser influenciados, com frases como essas, e pensarem que “honestidade” é andar de cabeça erguida para evitar ver os outros roubarem, até quando o roubo os beneficia.

A última sentença do parágrafo deveria ser assim dita: “Eu quero enganação e demagogia, mas se eles querem mais alguma coisa, eu sei roubar também”. E para não falar mais mal de Lula, falem vocês mesmos depois de ouvirem o discurso do “guerreiro do povo brasileiro”, que, se houver justiça estará na Papuda brevemente.

Se vocês tiverem bofe suficiente vejam o discurso a mostra a seguir em vídeo do YouTube. Eu tive vontade de não ouvir mais quando o Lula começou a falar de quando perdeu o dedo e quando acabou de dizer que só o câncer o fez ler alguma coisa, tais como a biografia do Padre Cícero. Continuei por dever de ofício. Se o guerreiro do povo brasileiro agora é este, estamos mal.


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(*) A ilustração da postagem é do Jameson Pinheiro, que volta a colaborar conosco. (ZC)

Um comentário:

  1. É para mim uma honra acessar ao seu blog e poder ver e ler o que está a escrever é um blog simpático e aqui aprendemos, feito com carinhos e muito interesse em divulgar as suas ideias, é um blog que nos convida a ficar mais um pouco e que dá gosto vir aqui mais vezes.
    Posso afirmar que gostei do que vi e li,decerto não deixarei de visitá-lo mais vezes.
    Sou António Batalha.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se ainda não segue pode fazê-lo agora, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.
    Que a Paz de Jesus esteja no seu coração e no seu lar.
    http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/

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