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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A semana - A Dilma não fixa uma meta para o riso, mas, promete dobrá-la...




Por Zé Carlos

Esta semana foi tão engraçado que é bom começar por seu fim, para poupar o esforço feito pelos nossos 9 leitores, criando neles anticorpos contra o riso excessivo. FHC, com medo de ser esquecido, porque ninguém cogitou ainda dele estar envolvido com operação Lava Jato, andou declarando a uma revista alemã que seria demais o Lula ser preso e que a Dilma era uma mulher honrada. Não deu outro, já teve um momento de fama e glória, acompanhando a maré hilária do Brasil, ao dizer que um operário, como Lula, quando chega a presidente não pode ser preso e que quando alguém, como Dilma, quanto mais mente, honra tem. E foi além dizendo: “Isso dividiria o país. Lula é um líder popular. Não se deve quebrar esse símbolo, mesmo que isso fosse vantajoso para o meu próprio partido. É necessário sempre ter em mente o futuro do país.” Ou seja, a solução para não ser preso nunca neste país é se tornar um líder popular. Graças a Deus, parece que o Sergio Moro não pensa assim. E para continuar o mesmo, que quer entrar para história como FHC, o grande, já lançou uma nota desmentindo que tivesse dito aquilo e blá, blá, blá....blá, blá, blá.

E, nosso colaborador, o Lula, ao invés de mandar prender o FHC por dizer mentiras a seu respeito, processou uns repórteres da revista VEJA, por terem dito que um seu amigo, o Léo Pinheiro (como visto nesta coluna semana passada) contratara uma delação premiada contando algumas maracutaias que fizeram juntos, no tempo das vacas gordas. Ainda não se sabe em que dará o processo, em seu benefício, mas, em termos de malefício, já andaram soltando umas bombinhas de São João no Instituto Lula. Dizem que foi um atentado político, devido ao pequeno teor ofensivo do artefato, que matou três formigas que andavam passeando na calçada. Deverá ficar conhecido como o atentado do “traque de chumbo”. Antes que saiam do assunto: as formigas mortas não eram protegidas pelo IBAMA, pois não estavam enquadradas numa categoria em extinção. Então, podem sorrir a vontade.

Esquentaram os motores do riso? Então recomecemos a semana. Foi noticiado que vários advogados importantes deixaram de ir a um evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, que acontecerá este mês em São Paulo, devido à presença do Sérgio Moro. Eu, realmente, não sabia que por tentar reproduzir aqui a Operação Mãos Limpas, que limpou a Itália, o juiz fosse tão odiado. Mas, dizem as notícias, que pela sua presença, a lotação já está esgotada, faz tempo. Aqui as mãos sujas estão sendo lavadas no Lava Jato. E, enquanto isto, o eterno senador do PT, Eduardo Suplici, cantava, em um show, a velha canção do Geraldo Vandré: “Cantando e andando, e seguindo a canção....” e que nós completamos “e rindo de montão”.

Viram que, até agora, eu só toquei no nome de nossa musa inspiradora, a Dilma, en passant, e alguém pode ficar pensando até que ela tenha desistido da coluna. Que nada! Em termos de causar risos, vocês pensaram que ela terminou na saudação da mandioca? Lego engano. Vejam esta fala dela quando falava do Pronatec, sim, aquele programa que era a menina dos olhos do PT, e que hoje já está com a crise pelo meio da cintura: “Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”. Para algum incauto que pensa que a Dilma objetiva fazer alguma coisa além de provocar o riso, parece estranho, mas, eu, como sei que ela não diz duas palavras sem que tente matar alguém pelo hilarícidio, isto já é bastante comum, perfeitamente compreensível. Então vamos cumprir nossa meta aqui, que é matar vocês de riso, e se não conseguirmos vamos dobrar a meta.

E, como era de se esperar, dobrando a meta, ela disse que o PIB está caindo por causa da operação Lava Jato. Então nosso PIB estava mais sujo do que pau de galinheiro e não resistiu a um jato d’água. Além, disso, agora, os homens do Moro querem gastar nossa já pouca água com a Eletrobrás, no que já está se chamando  de “eletrolão”, para rimar com “mensalão” e “petrolão”. Então, se tudo for verdade, coitado do nosso PIB, vai terminar sumindo. Dizem ser a 16ª fase da operação Lava Jato, que foi chamada de Radioatividade, porque se refere à construção de Angra 3, que começou há tanto tempo que a eletricidade a ser por ela produzida não dará mais nem choque. A não ser no PT.

Entretanto, já começamos as negociações para trazer para o quadro fixo desta coluna o José Guimarães, líder do governo na câmara, pelo seu potencial hilariante. Quando todos os brasileiros se preocupam com a crise, ele e esta coluna tentam divertir o Brasil. Enquanto as agências de aferição de risco ficam dizendo que, se continuar assim, o Brasil vai ser taxado de caloteiro oficial, vejam o que diz o José Guimarães, sim, aquele que é irmão do cara que carregava dinheiro na cueca: “Essas agências não têm nada que se meterem no Brasil, deviam estar preocupadas com a vida delas, não com o Brasil. Essa crise, em certa medida é forjada. Enquanto a agência fica com essas firulas, a população está consumindo. Elas prestam um desserviço ao Brasil, não têm que ficar dando pitaco na vida interna do Brasil. Essas análises não deveriam nem ser levadas em conta, isso não tem a menor importância.”  O homem, tal qual o Lula, é um pândego.

E como não poderia deixar de ser a estrela principal do nosso filme é a Dilma, com suas tiradas fenomenais diante de um microfone. Vejam abaixo o resumo do roteiro pelos produtores do UOL e em seguida, vejam o filme, que mostra a competência, a espontaneidade, a destreza e talento para nos fazer rir de nossa musa maior. Tomara que breve ele deixe o emprego em que está e se engaje de vez nos quadros fixos de nossa coluna. Tenham um boa semana, se puderem.

P.S.: Para esta coluna não ficar totalmente defasada com os fatos hilariantes, escrevo este PS para dizer que o Zé Dirceu foi preso, hoje pela manhã. Mas, isto já é assunto desta semana. Então, continuem sorrindo.

“Na charge política do UOL desta semana, a presidente Dilma Rousseff soltou uma frase misteriosa sobre metas do Pronatec, uma história sobre um balde no hospital e explicou a importância do coração e do ouvido. Enquanto isso, a Operação Lava Jato entrou em uma fase realmente radioativa.”


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