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terça-feira, 25 de outubro de 2011

60.000 acessos. A festa dos 50.000 nem terminou ainda...




Por Zé Carlos

Dizíamos na data em que escrevemos sobre nosso relógio, quando ele chegou a 50.000 acessos (dia 10.09.2011 aqui): “O reloginho que conta nossos acessos chegou a 50.000. Nunca tivemos a pretensão de atingir tal número em tão pouco tempo. Não temos ainda 10 meses de vida e tantos já gostam ou desgostam de nós, mas, nos acessam. Não somos um blog de massas nem um blog comercial. Nos parecemos mais com um servidor público, que não recebe um ceitil do setor público, mas tenta, com todas as forças servir ao público.”

 Este parágrafo poderia agora, um mês e pouco depois, ser repetido somente mudando o número para 60.000. Só temos a agradecer a todos a audiência e continuar nossa tarefa de informar Bom Conselho, não só por informar, mas, transformá-lo um pouco com nossa informação. Se esta transformação não agrada a todos, isto já era esperado. O importante é que nos leiam e tenham seu livre arbítrio preservado.

Ontem apenas colocamos um recadinho em nosso Mural, hoje escrevemos um pouco mais sobre a efeméride, pois isto merece ser feito. E repetiremos sempre que, grande parte destes nossos acessos devem-se aos nossos coloboradores, entre os quais gostaríamos de citar especialmente o Zetinho e o Carlos Sena, como mais antigos e o Renato Curvelo e a Patrícia Miranda mais recentemente. Quanto ao nosso colega e amigo o Zezinho de Caetés, este é merecedor de todas as honras. Com suas análises políticas só engrandece nosso Blog. Penso que não esqueci ninguém que saiba realmente escrever e que nos ajudam como articulistas.

Nos bastidores temos a Eliúde Villela, que diz ter atrapalhado sua carreira literária, tão promissora, para se dedicar à esta nossa aventura bloguística. Esperamos e a incentivamos para que retome sua carreira o mais breve possível e nos dê o prazer que tínhamos quando líamos no Blog da CIT suas crônicas quase vivas e maravilhosas.

Não podemos esquecer nunca, jamais, em tempo algum, o trabalho do Jameson Pinheiro, que apesar de só ter saído dos bastidores com seu impagável Cantinho do Jameson, é o nosso braço direito, esquerdo e mais, se os tivéssemos, socorrendo-nos sempre que precisamos naquilo que ele mais sabe fazer que é mexer com estas máquinas malucas que atualmente nos dão vida. Sem eles, podemos dizer, sem seus conhecimentos digitais, dificilmente poderíamos estar tendo a audiência que temos.

Além destes temos os que participam de forma intermitente, como nosso conterrâneo José Póvoas com seus textos alegres, e o Valfrido Curvelo com suas impagáveis piadas,  e outros de quem não nos lembramos agora e por isso nos perdoem.

Sempre esperamos não ter esquecido de ninguém, mas quase sempre ocorre. Nem mesmo aqueles que nos criticam, mas nos lêem sofregamente todos os dias. Talvez deles venha uma boa parte de nossa melhoria, o que temos que fazer a cada momento.

Finalmente, agradecemos a alguém a quem poderíamos chamar nossa “muralista-mor”, pelas suas sempre bem-vindas manifestações no nosso espaço de recados e pelo seu incentivo nas horas mais difíceis para o nosso blog, até hoje superadas: Lucinha Peixoto. Sabemos de suas lutas políticas, e mesmo não concordando com ela em tudo, sempre a acompanhamos com atenção seus escritos, pois são feitos com grande amor a nossa terra e a nossa gente, disso temos certeza.

Enfim, agradecemos a todos de coração, e vamos em frente, que atrás vem gente!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O BRASIL APURA A CORRUPÇÃO




Por Carlos Sena (*)

Apurar corrupção neste país é um fato. Ninguém pode dizer que não se apura falcatruas, principalmente no serviço público. Nossos ministérios, ultimamente têm dado aulas de como os poderes públicos são frágeis em seus controles. Controle não é burocracia. Há muita burocracia nos serviços de controladoria que até se misturam com os próprios mecanismos de controladoria, em que pese uma coisa ter a ver com a outra. O burocratismo está muito presente nas repartições públicas e serve, de alguma maneira, para que se estabeleçam apurações rigorosas quando a corrupção se instala como tem acontecido mais nitidamente nos nossos ministérios.

A Presidente manda apurar. Certíssimo. Apura-se, apura-se e pronto: APURADO FOI. E daí? Daí é que os passos seguintes são de ordem jurídica, legal, propriamente dita. Então, ufa! Haja recurso, haja apelação, haja instâncias, jurisprudências. Enquanto isto, os ladrões do colarinho branco ficam esgravatando os dentes, rindo da nossa cara. Enquanto a justiça não conclui uma leva de processos de corrupção, logo outra leva é mostrada pela imprensa e, novamente, tudo recomeça envolvendo novos ladrões, novos larápios, novas quadrilhas... Nós, contribuintes, só temos mesmo a imprensa a nosso favor. Se observarmos mais atentamente, noventa por cento dos escândalos de corrupção foram descobertos pela imprensa. A rede Globo para quem temos algumas reservas, neste ínterim é de primeira linha. Ela tem uma expertise que poucas dispõem e isto nos deixa meio que confiantes porque pelos menos alguns nomes de medalhões até então incorruptíveis são postos na imprensa. Então mais uma apuração começa, mais CPI, mais e mais ações, etc.

Para nós contribuintes, fica restando apenas a certeza de que APURAR não resolve, pois tudo é apurado. Apurado até demais ao ponto de açucarar e cristalizar, endurecer e... Pimba. Cai tudo no limbo do esquecimento. Talvez quem mais pague pela corrupção neste país seja os inocentes. Fico pensando como deve ser um inferno a vida dos filhos de corruptos em idade escolar; também de alguns familiares sérios que por ventura tenham. Afinal, para um filho em idade escolar, ficar ouvindo chacota dos coleguinhas em função do pai ou da mãe ter suas fotos divulgadas na Globo como ladrão, deve mesmo doer. Melhor que seja nos filhos deles do que nos nossos que são de todo inocentes.

Concluindo, acho que esse país teria que ser governado pela Rede Globo. Como ela descobre coisas. Como investiga com competência! Como se imiscui no cerne dessas mazelas que tantos males fazem a nação. O perigo é que, mesmo ela, a Globo, num exercício de ficção política, se presidente fosse, talvez nada fizesse, pois com sua competência talvez se utilizasse dela para esconder ainda mais a corrupção, até que outra globo surgisse para ficar em seu lugar na imprensa. Diante disto o que fazer? Acho que nossa esperança estaria em cima de coisas simples mas bem na lógica de cortar na carne, tipo:

a . Reformar o judiciário adequando-o a nossa realidade;

b.  Definir que todo parlamentar tivesse por obrigação usar o SUS, colocar os filhos em escola pública, e, quando presos, serem trancafiados em celas comuns.

c. Definir algumas carreiras públicas como sendo de estado: educação, saúde e controladorias públicas.

Esse tripé poderia até nem ser o apanágio para resolver todos os nossos seculares problemas, mas que daria um bom choque de gestão daria. A nosso pergunta: há mistério nisto? – Não! Mas por que não se fez até agora? Respondo com outra pergunta: será que haveria candidato a alguma cargo eletivo nesse país? Se não fosse tão rentável ser parlamentar, será que eles gastariam fortunas pra se eleger? De que forma eles recuperam as fortunas gastas em campanhas?

Não tenho respostas. Mas tenho a certeza de que PERGUNTAR NÃO OFENDE.
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 (*) Publicado no Recanto de letras em 17/10/2011

domingo, 23 de outubro de 2011

A semana do "apedrejamento moral" do B




Por Zé Carlos

Não poderia ser outro o tema do filme da UOL para resumir esta semana, daquilo a presidenta chamou de “apedrejamento moral”. Já disse em outro texto que no Brasil o “Quarto Setor”  que é aquele que vem depois do “Terceiro Setor”, graças a esperteza de nossa gente, criou as ONGdoB, que são entidades beneficentes sem fins lucrativos para a sociedade, mas que geram grandes lucros para aqueles que delas se locupletam do dinheiro público.

Mas, não é só disso que o vídeo trata. Ele mostra também a Dilma aprendendo a falar algum dialeto africano, a que promete escolas para ensinar português e ainda temos o vereador, que num acesso de sinceridade mostra sua vida de nababo, legal diga-se de passagem, dos edis brasileiros.

Veja em seguida o resumo da equipe de produção da UOL e em seguida vejam o filme da semana. E que venham as revistas:

Orlando Silva foi para a berlinda depois de denúncias de corrupção na pasta do Esporte. Ele repetiu a mesma argumentação de Guadalajara, onde estava para a abertura do Pan-2011, até as passagens pela Câmara, pelo Senado e em coletivas. Já Dilma Rousseff se esforçou em seu tour africano e até falou em uma língua local. A edição conta ainda com os protestos contra os banqueiros em Wall Strett e o vereador de Taubaté (SP) que acha que é um príncipe.”

sábado, 22 de outubro de 2011

Uma verdade contundente não cabe numa caixa de sapato




Por Zezinho de Caetés

Esta semana até que eu tentei escrever qualquer coisa de minha lavra. Não pude e fico até com vergonha de está produzindo este nariz de cera para introduzir outro texto, que li no Blog do Augusto Nunes, mas foi escrito por Mauro Pereira, como o título “É só uma questão de tempo”.

Para quem, como eu está antenado nas coisas do PT, desde que ele era pequenininho e tão bonzinho, consegue ler o escrito sem respirar. Ou seja de um fôlego só. Cada palavra parece até ser estuda milimetricamente para ao se juntar com outras formar sentenças que revelam a mais pura verdade da política brasileira nos últimos tempo.

Para nós que praticamos a arte da escrita tão precariamente e ainda mais dos blogs que devem ser céleres e não meditativos, só nos resta sentar e apreciar.

Mas, só para não dizer que não falei de lixo, eu vi o programa político do PCdoB na quinta-feira. Igual a Lucinha Peixoto, não me contive e ri às bandeiras despregadas. Quando o Orlando Silva, o ministro, não o cantor, adentrou o programa para repetir pela milésima vez o que tinha dito no Senado e na Câmera, enquanto o soldado que o acusa de receber dinheiro em caixa de sapato, contava outra história em outra sala eu além de rir quase cantava o Orlando Silva, o cantor, não o ministro.

Como diz o texto abaixo, que deixo com vocês, e não volto pois vou verificar e estudar quanto cabe de dinheiro numa caixa de sapato, “É uma questão de tempo!”.

O acúmulo de idade inevitavelmente nos leva à presunção de que já vimos de tudo, principalmente em se tratando de política e de políticos. Ledo engano. Jamais imaginei, por exemplo, que teria a oportunidade de testemunhar a uma das mais degradantes etapas de nossa história política. Mas os quase nove anos da desastrada administração petista provam diariamente que o malfeito de ontem se renova a cada amanhecer e renasce mais forte, mais corrompido, mais bem feito.

Paralisado pela incompetência crônica que não poupa nenhum dos quase quarenta ministérios e sufocado por um rosário interminável de denúncias de corrupção, o governo federal e sua base alugada empregam mais tempo na tentativa de minimizar os estragos da bandalheira institucionalizada do que no dedicado à solução dos graves problemas conjunturais e estruturais que se acumulam e cobrem de incertezas o futuro do país. Acuados, refugiam-se covardemente nas maravilhas de um país de araque que existe apenas no imaginário deturpado desse bando que, liderado por um dos maiores blefes políticos que já se teve notícia, utiliza-se da mais indecente campanha publicitária para mentir à Nação.

Nesse país de faz de conta, a poupança interna se sustenta nos depósitos de brasileiros que ganham em média 400 reais por mês, serão construídas milhões de creches, todo brasileiro terá direito a um aeroporto pessoal, a universidade será a extensão do lar de cada estudante, todo recém-nascido terá um canguru como babá e a Petrobras irá realizar investimentos de tamanha magnitude que garantirá a extinção definitiva do desemprego. No Brasil de verdade, entretanto, nos deparamos com um cotidiano cruel e devastador que nos obriga a conviver com a falência das instituições, o flagelo da saúde, o caos da educação e o desastre da segurança pública.

Dissimulados, procuram desesperadamente esconder a dura realidade retratada no suplício de milhões de pessoas que têm como única fonte de renda, e de sobrevivência, uns trocados advindos de programas sociais direcionados mais para a preservação de algum dividendo eleitoral do que para o resgate da dignidade dos seus beneficiários. Os dados imorais que desnudam a vergonha nacional publicados pelo IBGE dando conta da existência de estados brasileiros que praticamente não têm rede de tratamento de esgoto implantada dá a dimensão exata do desmoralizante atraso social ao qual estamos atrelados. Frios e imunes à manipulação, esses dados usam como padrão de medida a régua da verdade que se mostra insuficiente para medir a mais ínfima diferença capaz de distinguir a oitava economia mais desenvolvida do planeta das mais atrasadas republiquetas terceiromundistas. O fundo do poço já nos envolve pelo pescoço!

Os números do IBGE escancaram a fragilidade de um governo cuja incompetência só é superada pela desonestidade e joga a derradeira pá de cal sobre o Brasil Maravilha que Lula registrou em cartório.

O que me consola é a certeza de que mais dia menos dia a sociedade irá perceber o engodo espetacular ao qual estava submetida e reagirá impondo o merecido revés aos seus algozes e aí, então, subjugados pelo inexorável, serão remetidos à vala comum da criminalidade e verão chegar a hora de prestarem contas à justiça. É só uma questão de tempo.”

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A Imprensa, o Quarto Setor e as ONGdoB




Por Zé Carlos


Esta semana eu li tanto a respeito de ONGs que resolvi me estender sobre ao assunto com o tempinho que me resta, das tarefas de avô e blogueiro, para vasculhar (não uso termo pesquisar pois fiz isto tanto em minha vida que hoje o termo me dá urticária) os meios digitais e analógicos (que ainda possuo) para verificar o que significam.

ONG é um sigla que significa Organização Não Governamental. A primeira pergunta é por que, num país que preza tanto a atividade do setor público, algo que não é governamental tem tanta importância? Atualmente, eu penso que só quem não tem uma ONG sou eu, mas, com a profusão delas já estou pensando em transformar a AGD em uma.

Normalmente, elas significam um grupo social organizado que se caracteriza pela solidariedade social e política (sua origem remonta à Roma antiga), no sentido que elas agem, certas vezes, como instrumento de pressão social para a consecução de objetivos importantes para determinados segmentos da população, quase sempre, os mais carentes.

Elas, no Brasil, são o cerne do chamado Terceiro Setor, que é uma terminologia criada para indicar um setor social que não se caracteriza nem com o Primeiro, que seriam as atividades puramente privadas e com fins lucrativos, nem com o Segundo que seriam as atividades do Setor Públicos normalmente ligadas a aparelho do Estado. O Terceiro setor seria um facilitador para obter as metas e alcançar objetivos sociais, que apesar de importantes, o Primeiro e o Segundo não são adequados ou eficientes para realizar.

Encontrei uma definição de ONG na internet, em minha vasculhação, atribuída ao Betinho, sociólogo, já falecido que foi um grande ongueiro, que diz o seguinte:

"Uma ONG define-se por sua vocação política, por sua positividade política: uma entidade sem fins de lucro cujo objetivo fundamental é desenvolver uma sociedade democrática, isto é, uma sociedade fundada nos valores da democracia – liberdade, igualdade, diversidade, participação e solidariedade. (...) As ONGs são comitês da cidadania e surgiram para ajudar a construir a sociedade democrática com que todos sonham".

Alguém pode imaginar algo mais meritório, do ponto de vista de um país ou mesmo da humanidade do que uma organização que se enquadre nesta definição? Eu não imagino. É como se diz na gíria dos garotos a ONG é um TDB (Tudo De Bom). E por isso no Brasil, onde não falta carências e problemas elas se multiplicaram de uma forma incrível. Sem tempo para vasculhar dados recentes, mas que só cresceram desde então, vejam o que o IBGE já constatava em 2005.

Neste ano já estavam “registradas 338 mil Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos, que empregavam 1,7 milhão de pessoas em todo o País, com salários médios mensais de R$ 1.094,44. O tempo médio de existência dessas instituições era de 12,3 anos e o Sudeste abrigava 42,4% delas. Essas instituições são, em geral, de pequeno porte, e 79,5% (268,9 mil) delas não possuem sequer um empregado formalizado.” E elas abordam os mais diversificados setores de atividade como, por exemplo, educação, saúde, criança, adolescente, aidéticos, negros, índios, meio ambiente, cultura, cidadania, arte, cultura e até comunicação. Por isso minha ideia de transformar a AGD numa ONG, mais isto fica para depois.

Vejam como tinha e tem espaço para esta atividade no Brasil. Entretanto, os brasileiros, cujo herói mais conhecido é o Macunaíma, sim, aquele mesmo que não tinha nenhum caráter, e a partir da importância destas organizações e de sua inventividade, acharam pouco e criaram o Quarto Setor.

O que vem a ser isto? Ora, todos sabem que o Terceiro Setor, do qual as ONGs são um grande instrumento, visa suprir as lacunas deixadas pelo Setor Privado e Pelo Setor Público para resolver os problemas sociais. E assim sendo podem fazer isto sendo financiados tanto pelo dinheiro público quanto pelo dinheiro privado. No passado, as ONGs sempre foram uma alternativa benigna e eficiente para melhorar a qualidade nos gastos com dinheiro do contribuinte e também tornar mais eficientes os gastos privados, e muitas delas, ainda hoje existindo como organizações sérias serviram muito ao país. Mas, para alguns isto era pouco e eles criaram o Quarto Setor, no qual se usa o Terceiro através das ONGs, para enriquecer seus dirigentes e participar da vida política brasileira, perpetuando-se no poder ou, se por um acidente saírem dele, saírem “numa boa”.

O Quarto Setor já funciona há algum tempo no país e já deixou muitos políticos ricos e pançudos com o dinheiro do contribuinte. Nos últimos tempo, com “os cinco escândalos já ocorridos em pouco menos de dez meses de governo Dilma — quase um a cada 60 dias —, em dois, no Ministério do Turismo de Pedro Novais, e, agora, no do Esporte de Orlando Silva, surgem organizações não governamentais denunciadas como instrumento de assalto aos cofres públicos.” Os jornais ainda tem o hábito de chamarem estas organizações de ONGs, por falta da nomenclatura mais moderna do Quarto Setor que agora as chama de ONGdoB. Estas são as protagonistas de tudo que está acontecendo no Terceiro Setor que agora é o Quarto Setor.

A importância da ONGdoB como organização foi enfatizada agora pela proximidade de eventos da Copa do Mundo. Os ministérios que mais adotaram o modelo (Transportes, Turismo e Esporte) estão vinculados de perto ao Campeonato Mundial de Futebol que se promete será realizado no Brasil em 2014. Não havia melhor oportunidade de desenvolver estas organizações, que no fundo, visam roubar o dinheiro público tendo como biombo eficiente a verdadeira adoração que o brasileiro tem pelo futebol e pelos esportes em geral.

Quem iria prestar atenção num desvio de R$ 3 milhões de um dono de uma ONGdoB, quando parte deste dinheiro foi para partidos políticos, para o bolso do dirigente, mas, os restantes centavos bem aplicados, formaram um corredor de 100 metros livres para ficar em 12º lugar nos jogos Pan Americanos? Quem iria reclamar que um ministro aqui e outro acolá comprasse sua mansão básica ou fizesse sua viagem de lazer ao sul da França, quando alguns centavos foram empregados numa creche para crianças carentes.? Ninguém, é claro.

Mas, o Quarto Setor está mostrando, no caso específico do Ministério do Esporte, que é um dos grandes usuários de ONGdoB, que pode haver brigas internas que podem dificultar a consecução dos seu objetivos. De um lado, Orlando Silva, ministro acusado de utilizar esquemas das ONGdoB para bombear dinheiro público ao caixa dois de seu partido, o PCdoB, e, de outro, o personagem exótico de um PM, João Dias Ferreira, dono de ONGdoB escolhidas para receber recursos do programa Segundo Tempo, da Pasta de Orlando Silva, voltado a crianças carentes, se desentenderam, e todo um esforço para fazer a melhor Copa do Mundo do mundo, parece que pode ir para o brejo, pelo menos naquilo que é típico do Quarto Setor, que é seus dirigentes ficarem ricos e continuarem soltos, pois o próprio João Dias, ex-filiado do PCdoB, já chegou a ser preso, acusado de desviar R$ 3,2 milhões deste dinheiro.  Agora, indignado, o ministro pede que o acusador apresente provas.

E ainda não sabemos qual é o final deste história do Quarto Setor e da ONGdoB. A única conclusão que tiramos dela é que uma imprensa livre é o maior inimigo do Quarto Setor. Pois é, esta imprensa sempre a atrapalhar o nosso progresso.