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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A semana - Humberto Costa afunda o PT, Dilma volta à política e o Temer procura um ministro...




Por Zé Carlos

Ontem, fui ao cinema. Era minha atividade de lazer favorita. Agora ainda é, mas, se não tiver que sair de casa. E como os bons filmes já vêm prontos na Netflix e quejandos, substitutos naturais do Cine Rex lá em Bom Conselho ou do Cine São Luiz aqui em Recife, alguns leitores poderão me perguntar: “Por que então fostes ao cinema?" A resposta é muito simples e quase banal: Meus netos levaram-me.

E, confesso, o inusitado não foi ir ao cinema, e sim o filme que fui ver. Sustentem-se na poltrona: “LEGO BATMAN”. Sim, meus caros e caras, como diria nossa musa, a Dilma, o protagonista já foi muito meu conhecido tanto nas revistas em quadrinhos quanto nos cinemas: Batman, o homem morcego. Quem da minha idade consegue esquecer? No entanto, o que isto tem a ver com uma coluna humorística que trata de política, ou uma coluna política que trata de humor? O enredo do filme. Ao assisti-lo remeti-me ao Brasil de hoje, vendo aquelas pecinha do LEGO (que meus netos adoram), transformarem o Batman na Operação Lava Jato. Explico.

O enredo básico é que a cidade do Batman, onde ele atuava e atua como super-herói, conseguiu prender todos os bandidos, e o filme gira durante a crise depressiva do homem morcego porque não tem nada mais para fazer. Juro que pensei logo do sisudo Sérgio Moro quando ele prender todos os políticos corruptos, e sua crise depressiva a la Batman. Agora entendo porque o Lula ainda não foi preso, já que poderia muito bem ser o principal vilão o Coringa, do filme. Acho que o Moro está tentando adiar as prisões para evitar tomar antidepressivos, quando os bandidos se acabarem. No entanto, pelo jeito, a corrupção é tanta aqui no Brasil, que isto só poderá ocorrer lá pelo ano 2100, quando o juiz sisudo já for o tataraneto do Moro.

E, o pior é o desfecho do filme que deixaram meus netos alegríssimos e eu meio cabreiro. Para sair da depressão o Batman se torna amigo do Coringa e todos terminam numa boa, como disseram meu neto, divertindo a todos. Já pensaram aqui o sisudo Moro e o Lula dando-se as mãos e dizendo: “Você o cara camarada!”. Não. Seria demais até para esta coluna, pois poderia levar a óbito todos os nossos leitores.

Agora volto diretamente para a semana que passou e sem efeitos cinematográficos. Como sempre quase tudo gira em torno de Brasília, mesmo que a propina saia de Belo Monte, sim, aquela usina que gerou um belo monte de propina para o PT e PMDB. Dizem que havia um percentual fixo para distribuição da bufunfa entre os membros destes partidos, que era de 1%. As pessoas pensam que 1% é uma mixaria, mas o empreendimento que ainda poderia produzir propina se não fosse Batman, digo, Sérgio Moro, terminará, lá por 2019 e custará quase 30 bilhões de reais. Imaginem, quantos políticos ficariam ricos, se não fosse a Lava Jato, com módicos 1%.

E agora, a maior piada deste nosso país, entre as tantas que ele produz semanalmente é  que o PT quer resurgir como  um partido que congregue apenas os “puros”, ou seja, aqueles que não foram citados nas várias relações de corrupção que todos os dias aparecem. Até o nosso Humberto Costa, sim aquele ministro da saúde que se encrencou tanto quando exercia o cargo que resolveram tirá-lo e colocá-lo como líder do PT no Senado, finalmente admitiu a uma revista semanal, que o PT tirou uma casquinha do roubo perpetrado através do processo eleitoral, e que serviu para o enriquecimento de tantos. Quando perguntado se no governo petista houve ou não corrupção ele declarou:

“Houve. Houve pessoas que podem ter se beneficiado pessoalmente? Claro. No nosso caso [o do PT], as coisas que até agora têm sido identificadas foram feitas dentro de uma linha de fortalecer a política do partido. Foram feitas com o propósito de manter o poder e de fortalecer o PT. Nesse processo, perdemos as referências.”

Ou seja, ele já avançou em relação a Lula, que nunca soube de nada, e da Dilma que não tinha mesmo condições de saber de nada, pois sua missão maior na presidência foi produzir humor para esta coluna. O PT roubou, mas, roubou por uma causa nobre, tal qual um Robin Hood, às avessas, que tira dos pobres para dar aos políticos ricos. Então riam e riam muito com uma piada do início do século passado: Tudo pela revolução! Só o sisudo do Sérgio Moro os fez perder as referências.

E pensam que terminou? Qual nada! O Tarso Genro que se considera um “puro” de coração petista já está esperando a aprovação do Partido Raiz da Luiza Erundina. Dizem que, para manter o nacionalismo tão característico das esquerdas no país, o nome seria Partido Raiz de Mandioca, mas, descobriram que já tinha havido um escândalo com este nome, e ficou só como Raiz. Mesmo assim não pode ser o PR porque esta sigla já tem dono entre os 820 partidos brasileiros (uns 35 existentes e os mais de 700 sendo criados). A proposta até a agora é chamá-lo de PARIZ,  que é a cidade para onde todos da esquerda querem ir em caso de fuga. Afinal de contas ninguém sabe para onde o jato d’água da Lava Jato correrá daqui para frente.

E uma grande notícia vinda esta semana foi a declaração de nossa Musa, a Dilma, de que vai se candidatar outra vez, agora para deputada ou senadora. Com sua verve humorística, que sustentou nossos leitores aqui por meses a fio, só temos a agradecer a ela a colaboração, que atualmente não tem sido muita porque ela só faz shows em espanhol e, infelizmente, de nossos 16 leitores, só um entende Dismanhol, sua nova língua. Atualmente, ela está lendo o Raduan Nassar, um escritor brasileiro que se tornou conhecido agora por ter dito que o governo Temer é golpista, e o Roberto Freira tenha contestado o que ele disse. Dizem que depois do affair entre os dois os livros dele aumentaram as vendas em 2 exemplares, um para Dilma e outro para o Lula, que agora, resolveu fazer o Art. 99, para entrar numa universidade das que ele criou, para evitar se encontrar com o Eike em Bangu. Então preparam-se caros leitores que a Dilma está voltando. Como senadora ou como deputada? Isto nem ela mesmo sabe, mas, o importante é que ela estará de volta a esta coluna. Vejam o que ela respondeu ao entrevistador que colheu esta notícia preciosa para o humor:

“Eu não serei candidata a presidente da República, se é essa a sua pergunta. Agora, atividade política nunca vou deixar de fazer (…) Eu não afasto a possibilidade de me candidatar para esse tipo de cargo: senadora, deputada, esses cargos”.

Viram, além de tudo é modesta. Não quer mais se candidatar a presidente da República. Esta é a nossa Dilma. Que venha como Senadora, de preferência no lugar da Gleisi Hoffman, ou se não tiver preconceito de gênero, substituindo nosso Humberto Costa, que lhe cederia a vaga com prazer. Afinal de contas, ele já estará no PARIZ (Partido Raiz) por aquelas datas.

Fiquei pasmo foi que o ditado que sempre era repetido lá em Bom Conselho de que “o que menos esperamos é o que vemos”, é que foi o STF o grande piadista da semana. Primeiro, decidiu, através de um dos seus ministros que o Moreira Franco poderia ficar tranquilo no posto de ministro porque sua situação foi muito diferente do que foi decidido antes por outro ministro de que o Lula não poderia ser ministro. Lembram deste último caso, que foram motivos de boas gargalhadas de nossos leitores, quando a Dilma, nossa musa, nomeou Lula ministro para fugir do sisudo Sérgio Moro, através do Bessias? Pois, o Lula agora quer seu ministério de volta pela contradição humorística de nossa Suprema Corte. Ele pergunta, se o Moreira pode, por que não eu? Eu penso que é por causa daquela brincadeira de gato e rato. O Moreira é o angorá e o Lula... Deixa prá lá. Todavia, que é hilário isto é. E não se contentando com o grau de hilariedade todos os ministros do STF decidiram que preso que se sentir mal devido ao aperto nas prisões pode pedir indenização ao governo. Eu quando li isto, já sabia que poderia perder alguns leitores por embolia hilariante. Alguns alegaram que os doentes do SUS poderiam entrar na justiça, além das vítimas dos assaltos, etc. Isto seria o caos. Já pensou se pudéssemos exigir que o governo funcione neste país? Só em pensar isto na situação em que vivemos, já é motivo de riso.

E a pergunta que não pode calar é: E o Temer, o que fez em favor do riso nesta semana? Suas aparições públicas têm sido para tentar salvar o seu ministério, que, dizem, deve igualar o número dos seus ministros demitidos do governo de Dilma pegos nas delações. O STF livrou o “angorá” que é o epíteto dado pelas planilhas corruptivas da Odebrecht ao Moreira Franco, mas, são tantos envolvidos que ele decidiu botar as barbas de molho. Sua preocupação na escolha de um Ministro da Justiça, mostra isto. São tantos os candidatos que ele parece ter decidido, igual ao STF, fazer um sorteio dos nomes. Dizem que mandou a Marcela segurar a sacolinha do bingo e o Michelzinho tirar a bolinha vencedora. Sabem quem saiu? O Sérgio Moro. Ele mandou a Marcela fechar a sacolinha e quase dá umas palmadas no Michelzinho. Seu candidato predileto deve ser o Jucá, sim, aquele que disse que a “sangria” tinha que ser estancada, e até hoje tenta explicar a origem do sangue. Ou seja, mesmo quando não faz nada o Temer nos faz rir. E como bastasse toda esta contribuição, reuniu a imprensa para um show intimista, no qual declarou que se alguém for só citada nas delações, não acontece nada, se for indiciado, ficará de molho, e se for denunciado será demitido. Justo, muito justo, justíssimo, se não soubéssemos que nossa Suprema Corte é mais lenta do que tartaruga no cio. É mais uma piada para honrar seu contrato com esta coluna. Está se tornando um pândego.


E termino por aqui, não por falta de notícias engraçadas e sim para manter os leitores vivos. Até a próxima semana.

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