Em manutenção!!!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

DIVERSOS



Por Expedito Guedes

ATÉ PARECE UM MISTÉRIO
A PESSOA PERDE O CRITÉRIO
SE ESTIVER FALANDO SÉRIO
NUM CONJUNTO DE AMIGO
AINDA CORRE O PERIGO
SOFRER UMA CRUELDADE
E PERDER TODA AMIZADE
ENTÃO PARA PROSSEGUIR
TEM QUE PASSAR A MENTIR
DESPREZANDO A VERDADE

TUDO QUANTO A NATUREZA
DO VERDE PRADO A BELEZA
COM SUA IMENSA GRANDEZA
INVESTINDO NA CRIAÇÃO
COM MUITA DEDICAÇÃO
SEMPRE, SEMPRE SE EXPANDINDO
MUITO PERFUME EXAURINDO
DESABROCHANDO DAS FLORES
SÃO ESTES GRANDES VALORES
QUE O HOMEM VAI DESTRUINDO

O MUNDO É MESMO ASSIM
TEM O BOM E O RUIM
MAS, O QUE PASSOU, PASSOU
VEJAMOS O QUE SOBROU
ALÉM DE MUITA AFRONTA
O BRASIL DE PONTA A PONTA
TRISTEMENTE ENDIVIDADO
O POVO SACRIFICADO
A FIM DE PAGAR A CONTA

17 DE DEZEMBRO DE 1993

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O MÉDICO E O SABONETE - MAIS UMA EM BABADÓPOLIS



Por Carlos Sena (*)

Corre a "boca miúda" em Babadópolis, uma situação vivenciada por um ex-prefeito da cidade, quando ainda era adolescente. Isto lá pelos meados da década de 1960/70. Naquela época, dominava o mercado de pasta de dente e sabonete, a Gessy Lever. A lojinha de Seu Joaquim era uma das mais procuradas, sendo também chamada de "VUCO" onde o nosso médico –  ex-prefeito, foi fazer uma compra de sabonete a mando de seus pais.

Conta-se como se fosse verdade, que a mãe, Dona Zilda, mandou seu filho Rafael comprar no VUCO  um sabonete LEVER. Seu Joaquim foi colocando vários sabonetes no balcão, mas nada agradava ao "cliente". Olhando de longe um vendedor chegou perto de Rafael e perguntou: -  não é este o sabonete que estava querendo? Permanecendo em silêncio, mas levantando e baixando os sabonetes, ele respondeu: - "minha mãe mandou comprar um sabonete LEVE, mas estes são todos pesados".

Com ar de riso discreto, a vendedora lhe explicou que Lever era a marca, não o peso do sabonete. Certamente ele deve ter levado o produto, pois sempre foi um bom rapaz cordato, de boa índole, com a ingenuidade própria das crianças daquela época. Hoje, Rafael  é médico conceituado em Babadópolis, onde fez uma excelente administração como prefeito da cidade. Dona Zilda e seu pai Sr. Francisco são falecidos, mas seu genitor emprestou o nome a uma das principais realizações de Rafael enquanto prefeito: um parque ecológico para caminhadas e esportes. Coisas de Babadópolis.
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(*) Publicado no Recanto das Letras em 30/04/2010.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Resultado da última enquete.



Por Zé Carlos

Nossa última enquete terminou. Confesso que ao ver um texto da Lucinha Peixoto no Blog da CIT (veja aqui), fiquei curioso sobre quem seria Bizunga e o que levou o público leitor do Blog Gustavo Pereira, a preferi-lo à Prefeita Judith, se as eleições fossem hoje. Fiquei acompanhando com inveja, como administrador de blog, os resultados daquela enquete.

A inveja não era proveniente da originalidade da ideia de contrapor o Bizunga à prefeita, o que é natural se o Bizunga for um candidato potencial ao cargo, e sim do número de votantes. Em seu encerramento haviam votado 156 computadores. O resultado é pouco importante, e pode ser visto no referido blog, mas o número de votantes me causa inveja, quando comparado com as nossas enquetes.

Fico imaginando, fazendo o meu papel, onde erramos para que tão poucos se interessem em votar, em nossas enquetes. Nossa audiência não justifica o baixo número, pois temos tido uma média de 55 visitas por dia, que é muito boa para as características do blog. Pensei, pensei e pensei e encontrei várias possíveis causas do fenômeno. 1) O assunto não é de interesse para aqueles que acessam o blog. 2) As alternativas estão mal formuladas. 3) Nosso público não gosta de participar em enquetes sejam elas quais forem. 4) As pessoas pensam que ao votarem, poderemos saber quem está votando e não querem se expor. 5) O medo que ao clicar numa das alternativas, o nosso blog possa roubar suas senhas e informações secretas, e “seguro morreu de velho”. 6) As pessoas decidiram não votar nas enquetes do blog, pois não gostam do administrador. 7) A enquete não é suficientemente ética.

Antes que a paranóia tome conta do meu texto, eu digo que uma conclusão definitiva eu não tenho, a não ser aquela que não conclui nada. Pode ser uma mistura de todas estas causas. Sendo assim tenho que continuar com a minha inveja e continuar também com nossas enquetes, esperando que um dia Bom Conselho passe a gostar de escolher.

Como vocês podem ver ao lado, de um total de 25 computadores, 40% optaram pelo nome de 12º Encontro de Papacaceiros, 32% pelo nome de Encontro de Bom-conselhenses, 16% por Encontro de Papacaceiros e apenas 12% pelo nome de 2º Encontro de Bom-conselhenses. Nós não recebemos nenhuma outra sugestão por e-mail.

Não gostei do pequeno número de pessoas que votaram, mas como se diz que, aquele que participa tem um valor maior do que aqueles que não o fazem, eu multiplico 25 por mil, e ai teremos a população votante do município. Principalmente, em nosso caso, dos Bom-conselhenses de fora, os quais, tenho certeza, são a maioria entre eles.

Gostei do resultado porque a maior parte concorda comigo em que não deveria haver mudanças no nome do Encontro, e que uma mudança poderá tirar o brilho da festa em alguns setores, como o turístico, para o qual a cidade tem vocação e seus habitantes ainda não despertaram para ela.

Com este número de pessoas, e com a tarefa impossível de verificar a representatividade da amostra, ou das pessoas votantes, fica difícil dizer se ela se diferencia ou não das outras alternativas. Óbvio, que eu gostaria que minha opção tivesse o percentual que o Bizunga teve na disputa com a prefeita, que foi de 91%. Mas, é muito difícil ter uma opção como o Bizunga.

Este resultado é apenas uma oferta aos organizadores do evento, sejam eles quem forem. Para termos um maior número de votantes teremos que criar um assunto do interesse de todos da cidade. O meu amigo, Diretor Presidente, disse uma vez que os únicos assuntos que interessam aos bom-conselhenses são: Política, Religião e Futebol. É por isso que a audiência do Blog da CIT ainda continua maior do que o da nossa AGD. Mas, um dia chegaremos lá...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A TERRA



Por Expedito Guedes (*)

É A TERRA
COM SUA GEOMETRIA
CHEIA DE ENCONTRO E BELEZA
QUE A NATUREZA CRIA

TEM O MAR E TEM OS RIOS
TEM LAGOS E PANTANAIS
TEM A CRIAÇÃO DE PEIXE
NESTAS ÁGUA NATURAIS
VIVENDO EM HARMONIA
CHEIA DE ENCANTO E BELEZA
QUE A NATUREZA CRIA

TEM PLANÍCIE E TEM LADEIRA
TEM PLANALTO E CORDILHEIRA
COBERTOS DE VEGETAIS
TEM AVES E ANIMAIS
TRANSMITINDO ALEGRIA
CHEIA DE ENCANTO E BELEZA
QUE A NATUREZA CRIA

TEM UM TAL DE "SER HUMANO"
QUE O NOME FOI POR ENGANO
QUE A TUDO VAI DEVORANDO
VAI DERRUBANDO E QUEIMANDO
COM SUA TIRANIA
ACABANDO COM A BELEZA
QUE NATUREZA CRIA

29 de março de 2009
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(*) Publicado no Recanto de Letras.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Em Caruaru, outra vez



Por Zé Carlos

Estou indo mais a Caruaru do que a Bom Conselho. Como eu gostaria que fosse ao contrário! No entanto, as limitações que a vida nos traça nem sempre são possíveis de ultrapassar. Esta coisa de “querer é poder”, é inspiradora, e eu via muito nas folhinhas de bloco. Na “vida real” há os custos de transformar um no outro. Distância, tempo, incentivo, e outros itens podem ser representados muito bem pela BR-232, que minimiza todos eles, em comparação com as outras rodovias.

O Barro no Parque


Os que tem medo de lobo mau, também tem medo da iniciativa privada como agente de desenvolvimento econômico. No caso da infraestrutura de transporte, como estradas, portos, aeroportos, etc. isto é um grave erro. Eu temo que se aquela rodovia continuar unicamente nas mãos do setor público, não a teremos, dentro de 5 ou 10 anos. Eu não me incomodaria de pagar pedágio para manter aquela rodovia sempre bem cuidada, e não é só pelo meu desejo egoísta de ver o meu neto, amiúde. Penso ser este o objetivo correto em termos de nossa infraestrutura, como um todo. Não sou a favor do “estado mínimo”, mas sou contra ao tamanho de estado que deixa ao léu a manutenção de seus investimentos.

A Vegetação  e Reciclagem no Parque


Quem sabe dentro em pouco, com uma manutenção adequada do que está sendo feito entre São Caetano e Bom Conselho, eu não comece a ter o prazer de visitar Bom Conselho com mais frequência. Este é o meu “querer”, estou lutando para transformá-lo em “poder”.

Luiz Gonzaga no Parque


Lá em Caruaru, fui fazer uma inversão dos costumes. Sempre quando fazemos aniversário, convidamos as pessoas para a festa. Não podendo meu neto e os pais virem para nossa festa de aniversário de casamento (estamos entre as Bodas de Pérola e as Bodas de Coral), eu e a mulher, fomos comemorar lá. Eles que nos ofereceram outra festa, além do meu neto, é claro. E àqueles que me criticam que estou só falando do meu neto, eu dou uma de Lucinha e digo, vão ser avós para reclamar!


Lampião no Parque

Fui a um parque da cidade. É novo e mais bem cuidado do que o nosso Parque José Feliciano, mesmo antes do estouro doa Açude da Nação. E também muito maior. Coloco junto a este texto algumas fotos, para demonstrar que Caruaru está mantendo sua personalidade como cidade do barro, do forró e da banda de pífanos mesmo com todo progresso desorganizado. Apesar do trânsito ainda ser um pouco caótico, a sinalização está melhorando e o tráfico é mais fluente. Embora saibamos, que nossas cidades não comportam mais os automóveis que chegam. Cheguei a encontrar na viagem mais de 10 carretas carregadas de carros novos, inclusive caminhões carregando caminhões. Onde colocá-los? Como dizem, “é melhor acender uma vela do que blasfemar contra a escuridão”.

Mestre Vitalino no Parque


A criação e manutenção dos parque urbanos é uma velinha ainda pequena, mas já ilumina bastante. Ao percorrer o parque de Caruaru, você faz ao mesmo tempo uma viagem pela sua arte e cultura. Vejam as esculturas mostradas nas fotos. Luis Gonzaga, Lampião e Vitalino. Só o Vitalino nasceu em Caruaru, mas os outros ganharam o título de cidadãos dado pelo povo e pelo poder público da cidade. É realmente agradável andar pelo Parque de Caruaru, e, “quando ele crescer”, isto é, quando as árvores recém plantadas estiverem maiores, espero que ele seja muito melhor.

As flores no Parque


Por que sou cético ao ponto de dizer, “espero”, e não, “vai ser”? Um dos motivos é a dúvida na sua adequada manutenção. E uma das soluções para isto foi adotada aqui em Recife e não me lembro em qual governo. A adoção de praças e outros equipamentos públicos pela iniciativa privada. Ou seja, sendo viável, o setor privado é mais eficiente na manutenção do que o setor público. Se a Brasil Food tivesse se comprometido a manter o Açude da Nação, ele já estaria refeito, e com suas “prais”, para as quais um dia, corri para ver (e o Diretor Presidente atrás), Marluze, Vanda e Salete, desfilar com seus maiôs, ainda não tão curtos quanto os de hoje, porém, mais atrentes. Ah! Que saudade!