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Morre Nobel da Literatura Gabriel García Márquez, aos 87 anos

17 de abril, 2014

O romancista colombiano Gabriel García Márquez, um dos gigantes da literatura do século 20, morreu nesta quinta-feira, 18, em sua casa na Cidade do México. Ele tinha 87 anos.

As causas da morte ainda não foram divulgadas. O escritor chegou a ser internado no dia 31 de março para tratamento de infecções. Na última segunda-feira, 14, sua mulher, Mercedes Barcha, divulgou um comunicado onde informava o estado “muito frágil” de saúde do artista.

Prêmio Nobel de Literatura em 1982, García Márquez escrevia obras de ficção enraizadas em uma paisagem latino-americana mítica, embora seu apelo fosse universal. Seus livros foram traduzidos para dezenas de idiomas. Ele faz parte de um grupo seleto de escritores canônicos, como Dickens, Tolstoi, Hemingway, etc. que foram abraçados tanto pela crítica como pelo público de massa.

“Cada novo trabalho seu é recebido por críticos e leitores ansiosos como um evento de importância mundial”, disse a Academia Sueca de Letras ao conceder-lhe o Nobel.

Realismo mágico

García Márquez é considerado o expoente máximo  — se não o criador — do gênero literário conhecido como realismo mágico, onde o fantástico e o real se misturam. Em seus romances e contos, tempestades caem por anos, flores despencam dos céus , tiranos sobrevivem por séculos, sacerdotes levitam e cadáveres não se decompõem. E, mais plausivelmente, amantes reacendem suas paixões depois de meio século de intervalo.

Realismo mágico , segundo ele, surgiu a partir da história da América Latina, de ditadores cruéis e revolucionários românticos, de longos anos de fome, doenças e violência.

Como muitos intelectuais e artistas latino-americanos, García Márquez se sentiu impelido a falar sobre as questões políticas de sua época.  Ele via o mundo de uma perspectiva de esquerda e se opunha ao general Augusto Pinochet, o ditador chileno de direita, enquanto apoiava Fidel Castro em Cuba. Castro se tornou um amigo tão próximo que García Márquez chegou a mostrar-lhe rascunhos de seus livros inéditos.

Nenhuma de suas obras teve mais impacto do que “Cem Anos de Solidão”, publicado em 1967. O romance tornou García Márquez um nome conhecido em todo o mundo e vendeu mais de 20 milhões de cópias. O poeta chileno Pablo Neruda descreveu o livro como “a maior revelação na língua espanhola desde ‘ Dom Quixote’”.

Quase todos os seus outros 15 romances e coleções de contos foram elogiados pela crítica e devorados pelos leitores, entre eles  ”Ninguém escreve ao coronel”, “O veneno da madrugada”, ”A incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada”, “O outono do patriarca”, “Crônica de uma morte anunciada”, “O amor nos tempos do cólera”, “Do amor e outros demônios” e “Memórias de minhas putas tristes”.


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Veja quais são os países mais perigosos para jornalistas

17 de abril, 2014

De acordo com o “Índice de Impunidade”, publicado anualmente pelo Comitê de Proteção a Jornalistas, o Iraque é o país mais perigoso do mundo para se exercer o jornalismo, com um total de 164 mortes de profissionais entre 1994 e 2014.

Em seguida aparecem Filipinas, com 76 mortes, e Síria, com 63 mortes. O Brasil é considerado o 11º país mais mortal para jornalistas, com 29 mortes neste mesmo período.

A maioria dos jornalistas mortos no país trabalhava para veículos impressos (48%) e cobria casos de corrupção (59%). As mortes ocorreram por ações de represália aos seus trabalhos ou em situações de combate ou conflito.

Há ainda nove casos de mortes de jornalistas no Brasil entre 1994 e 2014 cujos motivos não foram determinados, e, portanto, não entraram no ranking.

Ainda de acordo com o Comitê de Proteção a Jornalistas, “esse índice mede como os países lidam com a violência contra a imprensa [...] No Iraque, uma centena de jornalistas foi morta na última década e ninguém foi punido”.

No caso do Brasil, o comitê apurou que 70% das mortes continuam impunes, e ainda que em 93% das mortes registradas, os jornalistas foram assassinados.

Confira abaixo as dez primeiras posições do ranking:

1 – Iraque: 164 mortes
2 – Filipinas: 76 mortes
3 – Síria: 63 mortes
4 – Algéria: 60 mortes
5 – Rússia: 56 mortes
6 – Paquistão: 54 mortes
7 – Somália: 52 mortes
8 – Colômbia: 45 mortes
9 – Índia: 32 mortes
10 – México: 30 mortes


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GRITA BRASIL

Tudo Passadena, tudo passará!

por Claudio Schamis em 17 de abril, 2014

Já dizia Nelson Ned que tudo passa, tudo passará. E que tudo fica, tudo ficará.

Bem, se até a uva-passa, a crise da Petrobras vai passar. Ficará alguma lição depois disso tudo? Pode ser que fique, mas se ela será assimilada, isso são outros quinhentos (milhões de dólares). Abafa o caso. Tarde demais.

Sei que foi triste esse trocadilho da uva-passa, mas pior foi o negócio que a Petrobras fez, vamos combinar. Se até a presidente da Petrobras agora, enfim, admitiu que não fez um bom negócio, mas que a presidente Dilma está isenta de qualquer culpa — apesar de na época ser quem comandava o Conselho de Administração da estatal –, não temos mais o que fazer. A perda desses milhões nunca mais será recuperada. O bom negócio é agora entubar isso tudo e seguir. A vida tem que seguir para abrir caminho para mais um escândalo. Afinal, o governo petista é craque nisso. Imagina na Copa.

Segundo Graça – isso não é uma graça? – o conselho desconhecia cláusulas que elevaram o valor da refinaria. Isso é um ponto. O outro ponto é realmente levantar se isso realmente aconteceu. Por que aconteceu. Como aconteceu. E por que foram tomadas certas medidas absurdas que cito abaixo.

Teria sido mais fácil se tivesse sido obra de um estagiário, que na hora se esqueceu de copiar justo a página onde estavam essas cláusulas, o que levou a esse desastre. Mas não foi um estagiário. Foi obra do diretor Nestor Cerveró que foi o autor do tal relatório “tecnicamente falho” que levou o Conselho da Petrobras, presidido pela então ministra Dilma Rousseff e composto por empresários do porte de Jorge Gerdau e Fabio Barbosa a tomar a decisão errada. Cerveró foi demitido. Nada mais Justus (perceberam o trocadilho?), só que demorou um pouco, né? Oito anos! Mais um tempinho e até caducava o erro e ele nem poderia ser demitido, nem por injusta, nem por justa, ou qualquer outra causa. Só que – aí vem o mais intrigante e absurdo da história.

Segunda a presidente Graça Foster informou – ela é realmente uma graça –, depois que se descobriu, dois anos depois (!), a cláusula que o conselho não viu sobre a obrigatoriedade da compra da outra metade da refinaria, a punição de Cerveró foi ele ser transferido para a Diretoria Financeira da Petrobras Distribuidora. Um diretor que faz uma lambança dessas vai como prêmio para a Diretoria Financeira? Isso é prêmio ou punição?

E aí, dona Graça cheia de graça, explica isso que não estou entendendo!

Esse esconde-esconde de cláusulas deixou uma mancha na história da Petrobras. E por que Cerveró fez isso? Será que alguém pagou pela sabotagem? Ou vai dizer que foi sem querer? Só se foi, como dizia o Chaves, que não é Hugo, “sem querer querendo”. A quem interessaria ver os cofres da Petrobras sangrarem? Quem foi beneficiado por essa “transfusão”? Alguém bebeu desse sangue. Tem vampiro na área. É a Petrobras caindo no Crepúsculo. Chamem o Edward. Chamem o síndico.

Mas, pelo visto, essa história de chamar o síndico através da instalação de uma CPI vai demorar ainda um pouco. Antes disso, já existe no ar uma batalha entre governo e oposição para saber que tipo de CPI será instalada. O governo quer uma junta e misturada com os casos Alstom e Suape, já a oposição prefere uma restrita à Petrobras.

Para o presidente do Senado, Renan Calheiros, não há pressa. Para tumultuar mesmo ele criou duas comissões separadas e mandou que o Supremo decidisse sobre qual CPI será efetivamente instalada. Ou seja, somente depois do feriado é que a relatora dos mandados de segurança impetrados por oposição e governo, ministra Rosa Weber, vai dar o seu parecer.

Dizem as más línguas que nada será decidido antes de maio. E maio é colado com junho, e junho é “ano” de Copa do Mundo, sabe como é, e o logo depois ficará colado com o começo das campanhas das eleições. Ou seja, que seja!

Mas se tudo isso se resumir à fala do ex-presidente Lula, tá tudo em casa, tudo tranquilo: “Quem não deve não teme. E quem deve tem que ser preso e algemado.” Mas nem sempre quem deve teme, ainda mais se tratando de Justiça aqui no Brasil. A pessoa pode até dever, mas temer jamais. E o fato de ser preso pode até ser contornado, inventando que se é debilitado, que precisa cumprir a pena no conforto do lar (o que deixa de ser uma prisão, né?), no ar condicionado, lençol 1000000 fios, micro-ondas, TV de Led, camarão. Ou você acha realmente que mandam a quentinha da Papuda para a casa dele?

E só para registrar, Lula, nem todos que devem estão presos e algemados. Não é mesmo, L U L A?

Planos de Saúde: Dilma, você decide!

O Congresso Nacional marcou um golaço em prol das operadoras de planos de saúde que vem tratando seus clientes quase que com o mesmo descaso que o governo trata a questão da saúde de quem não pode pagar por um plano.

Foi incluída na medida provisória 627 uma emenda que estabelece um teto para a aplicação de multas às operadoras de planos de saúde, que logicamente beneficiaria todas elas.

O plenário do Senado  também aprovou o texto, vindo da Câmara, que trata da questão da tributação do lucro das empresas, com este e outros aditivos, como forma de evitar que a MP perdesse a validade.

O relator desse descalabro é o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que disse contar com o aval da presidente. Só que, pressionado pela repercussão negativa, ele arregou e agora reza para que a presidente vete o dispositivo que lhe foi enviado pelo Congresso.

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o governo é contrário, mas caso isso não seja vetado, poderia representar um perdão de R$ 2 bilhões para as operadoras.

É engraçado, o deputado faz o “malfeito” e depois só porque foi pressionado quer voltar atrás. Quer dizer que se ninguém falasse nada, ninguém o pressionasse, ele ia adiante com sua ideia de tirar R$ 2 bilhões de multa, que poderiam ser convertidos a priori para melhorar justamente a Saúde de quem não tem condições de ter um plano? Mas isso é a priori, pois infelizmente não sabemos para onde realmente vai essa grana das multas. Já imaginaram quanta coisa poderia ser feita com essa dinheirama? Por outro lado, já pensou quantas cuecas e meias esses milhões em multas poderiam encher?

De qualquer maneira a caneta é da presidente. A cabeça é da presidente. Se bem que a presidente tem plano de saúde!

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.

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Nova classe média brasileira corre risco de ter expectativas frustradas

17 de abril, 2014

Na última década mais de 35 milhões de brasileiros, e outros 20 milhões nos demais países latino-americanos, saíram da pobreza e entraram para a classe média.

Graças a duas décadas de estabilidade macroeconômica, criação de empregos e aumento de renda, o Brasil iniciou uma nova fase de consumo intenso estimulado pelo fácil acesso ao crédito.

Contudo, esse novo modelo econômico chegou ao limite. Somente na última década, o crédito brasileiro dobrou e hoje representa 56% do PIB, uma marca impressionante. Não é à toa que, a partir de 2011, a economia do país começou a desacelerar, enquanto a preferência por pagamentos em débito cresceu 23% entre os consumidores.

O governo, que tinha a política de concessão de crédito como uma de suas maiores bandeiras, luta para tornar realidade as expectativas geradas durante os anos de crescimento econômico.

“Existe um mal-estar no país. O salário e o consumo de massa aumentaram, mas serviços públicos, como transporte, saúde e educação, continuam terríveis. As pessoas não têm acesso ao que precisam para sentir que fazem parte dessa nova economia”, diz Lena Lavinas, professora de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Apesar da desaceleração da economia, alguns setores da sociedade ainda sentem os efeitos benéficos do crescimento experimentado nos últimos anos. Esse será o grande trunfo da presidente Dilma Rousseff durante sua campanha de reeleição. Resta saber se o otimismo da população vai resistir até outubro deste ano.

“Os latino-americanos tendem a ser otimistas. O otimismo é bom, mas cria grandes expectativas e pode levar ao desapontamento”, diz Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

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COLUNA ESPLANADA

É só o começo

por Leandro Mazzini em 17 de abril, 2014

Quem conhece os meandros da Operação Lava Jato e já teve acesso aos documentos aponta que os problemas criminais de empresários e políticos estão só começando, e vão atingir em cheio também o PSDB. É que Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras preso pela Polícia Federal, atuou muito para os tucanos no mercado. A Lava Jato surgiu na esteira da Miquéias, que pegou o doleiro Fayed Trabousli, mas a intenção era chegar a outro doleiro, com conexões em Brasília e políticos: Alberto Youssef.

Pegou geral

Ao ‘puxar o fio’ dos documentos de Youssef, a PF chegou a revelações de que ele operou para políticos, partidos e empreiteiras muito mais do que o divulgado.

Vem mais

Grandes empresários e parlamentares de Brasília estão desesperados. Já conhecido de delegados, Youssef é conhecido por delatar seus clientes para se salvar.

Os investidores

Um ex-governador e um senador do Centro-Oeste têm investido em empreendimentos imobiliários em cidades turísticas, na esteira do PAC das Cidades Turísticas.

Chamamento público

Sem saber seu endereço, a Câmara Municipal de Londrina publicou no seu D.O. chamamento público para que o ex-prefeito Nedson Micheletti compareça para explicar as contas da gestão em 2008, conforme Acórdão do TCE do Processo 11.7772 de 2009. Micheletti é assessor especial da direção da Caixa, e mora em Brasília.

Memória

Foi padrinho de André Vargas (a quem já empregou na Câmara Federal) e na sua gestão de prefeito empregou o casal Gleisi Hoffmann (Secretária de Gestão Pública) e Paulo Bernardo (Secretário de Finanças).

Batalha cristã

Ao saber que os evangélicos lançam frente de candidatos ao Congresso, os católicos se agilizaram. Vão lançar dez candidatos a deputado distrital, de vários partidos, e provavelmente dois a federal: o atual Izalci e o estreante Paulo Fernando, do ProVida.

Sumiu

Após publicação da Coluna, sumiram da sede da Infraero as mulheres seguranças que trabalhavam sem arma, de empresa terceirizada. Os machos têm o coldre cheio.

Cadê a ronda?

É um serviço para a PM de Brasília, cujas patrulhas somem à noite. Alguém mal humorado destruiu vários jardins nos canteiros da via W3 Norte por dez quadras.

A verdade…

O presidente da Comissão da Verdade do Rio, Wadih Damous — cuja equipe tem revelado muita coisa — soltou o verbo sobre a discussão da revogação de parte da Lei da Anistia, de 1979, que permite julgamento de crimes cometidos por agentes militares.

…doa a quem doer

Diz Wadih: “Tortura, estupro, assassinato de presos e desaparecimento forçado não podem ser considerados crimes políticos. São crimes de lesa humanidade, imprescritíveis. Os perpetradores têm que sentar no banco dos réus”.

Só com foto

A Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) apertou o cerco e mudou as regras. A Resolução 4.308, publicada no D.O., regulamenta as viagens de passageiros adultos e crianças em ônibus e trens. Agora, só viaja quem tiver documentos de identidades ou de registro profissional com fotos. Nada de título de eleitor mais.

Blindagem

Para quem vai viajar neste feriadão: a criança até 12 anos incompletos não pode mais viajar sem identificação sob responsabilidade de outro passageiro identificado. Tem que ter a certidão de nascimento, além da já pedida autorização dos pais de juizado caso não estejam presentes. Eram duas portas abertas para os criminosos fugirem.

Tem que subir

Lembram o satélite sino-brasileiro Cbers-3, sem seguro, que mandou para o espaço R$ 300 milhões e não atingiu a órbita? O Cbers-4 foi confirmado para lançamento no fim de dezembro deste ano, na China, confirma a Agência Espacial Brasileira.

Queda geral

À ocasião do fracasso do último lançamento, sem alarde, autoridades brasileiras, entre elas Paulo Bernardo (Comunicações) foram à China para festejar. Voltaram mudos.

Ponto final

Pela cara, quem bota mais medo no investidor na Petrobras: Graças Foster ou Nestor Cerveró?

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Produtividade no Brasil oscila entre a estagnação e a queda há 50 anos

17 de abril, 2014

Poucos países do mundo dão lição de como aproveitar a vida como o Brasil. Mas, por conta desse estilo de vida, a noção de custo de oportunidade acaba passando despercebida pela maioria dos brasileiros.

Perder tempo no Brasil faz parte da rotina diária. Filas, engarrafamentos e prazos perdidos são tão frequentes que os brasileiros acabaram se acostumando à lentidão. Mesmo compromissos internacionais, como a preparação para a Copa do Mundo, são afetados pelos atrasos sem causar espanto nem mesmo aos membros do governo.

Essa cultura de morosidade afeta intensamente a produtividade do país. Nos últimos 50 anos, a produtividade brasileira oscilou entre a estagnação e a queda, comparada às demais economias emergentes.

A produtividade total dos fatores, que mede a relação entre a produção e o capital investido, é menor atualmente do que era na década de 1960. No Brasil, entre 1990 e 2012, a produtividade foi responsável por 40% do crescimento do PIB do país. Segundo dados da empresa de consultoria McKinsey, nesse mesmo período, esse percentual foi de 91% na China e 67% na Índia. Se o Brasil quiser que sua economia cresça mais do que a atual média de 2% ao ano, os brasileiros terão de se tornar mais produtivos.

Economistas apontam alguns fatores causadores desse gargalo na produtiviadade. O Brasil investe apenas 2,2% do PIB em infraestrutura, muito abaixo da média mundial de 5,1%. Das 278 mil patentes registradas pelos EUA no ano passado, apenas 254 eram de origem brasileira. Nos últimos anos, o gasto com educação no Brasil se elevou ao nível dos países desenvolvidos, mas a qualidade permaneceu ruim e o desempenho dos estudantes brasileiros está abaixo da média em relação a outros países.

Se o Brasil quiser aumentar o ritmo de crescimento até 2020, quando a atual força de trabalho entrar em declínio, os brasileiros terão de deixar a apatia de lado e enfrentar seu problema em relação à produtividade. Do contrário, o país corre o risco de cair em um sono profundo.


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O PAC 3 e as eleições

por Gil Castello Branco em 16 de abril, 2014

Há dez dias, quando a presidente-candidata anunciou que lançará em agosto — dois meses antes das próximas eleições — a terceira versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3), lembrei-me dos filmes da série “Rambo”, que agradavam aos cinéfilos menos exigentes, especialmente pela pirotecnia. Na verdade, Lula e Dilma não inovaram ao “batizar” e associar um conjunto de ações aos seus mandatos. Assim foi em governos anteriores com o “Avança Brasil”, o “Brasil em Ação”, o “Programa de Metas”, o “Plano Salte”, entre outros. Estrategicamente, são “títulos fantasia” para Planos Plurianuais (PPAs), previstos na Constituição federal, que os governantes têm por obrigação realizar.

Às vésperas da divulgação do PAC 3, a Associação Contas Abertas reuniu dados oficiais sobre a execução do PAC 2, que abrange o período de 2011 a 2014. Essa etapa do programa foi anunciada com pompa e cerimônia em 29 de março de 2010, na presença de 30 ministros do governo Lula, prefeitos de várias capitais, empresários e líderes de movimentos sociais.

Em síntese, até dezembro de 2013 mais da metade do PAC 2 sequer saiu do papel. Decorridos três anos, dentre os 49.095 empreendimentos, 26.154 (53%) estão nos estágios de “ação preparatória”, “em contratação”, “em licitação de obra” e “em licitação de projeto”. De cada dez iniciativas, menos de quatro estão “em obra” ou “em execução”. Apenas 12% dos empreendimentos estão “concluídos”.

Na Saúde, das 24.006 obras tocadas pelo ministério e pela Funasa, só 2.547 (11%) foram colocadas à disposição da sociedade. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) ilustram essa realidade: das 15.652 previstas, irrisórias 1.404 (9%) foram concluídas. Quanto às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), 503 estavam previstas, mas somente 14 ficaram prontas. Nas ações de saneamento e recursos hídricos, das 7.911 iniciativas, apenas 1.129 (14%) foram finalizadas. Pelo visto, para reduzir os problemas da saúde no Brasil, serão necessárias, além dos médicos cubanos, mais infraestrutura e melhor gestão.

Em outras áreas, várias propostas ainda são promessas. No começo do ano passado, durante o programa “Café com a presidenta”, Dilma prometeu entregar até o fim do seu mandato seis mil creches, número que poderia chegar a nove mil. Para a profecia não virar “mico”, as obras terão que ser aceleradas. Das 5.257 creches e pré-escolas constantes do PAC 2 apenas 223 estavam em funcionamento até o fim do ano passado. No esporte, os estádios padrão Fifa estão quase prontos; no entanto, das 9.158 quadras esportivas que seriam construídas em escolas, apenas 481 (5%) foram inauguradas. Nenhum dos 285 centros de iniciação ao esporte ficou pronto.

Os resultados também são pífios nos Transportes. Dos 106 empreendimentos em aeroportos, quase 70% ainda estão em fases burocráticas. De cada três obras em rodovias, apenas uma foi concluída. Das 48 intervenções em ferrovias, apenas 12 chegaram ao fim. Nos chamados PACs do “turismo”, das “cidades históricas” e das “cidades digitais” nenhum dos 733 empreendimentos foi finalizado.

Como quantitativamente os projetos evoluem lentamente, o governo prefere enfatizar que as “ações concluídas” somam R$ 583 bilhões. Deste valor, 44%, isto é, R$ 253,8 bilhões são “empréstimos habitacionais à pessoa física”. Assim, caro leitor, se você for à Caixa Econômica Federal e solicitar empréstimo para a compra de imóvel novo, usado ou para reformas, o financiamento, tão logo liberado, será incluído como “ação concluída” do PAC. Por incrível que possa parecer, o dinheiro que a CEF lhe emprestou — em parte vindo do FGTS, que já era seu e sobre o qual você irá pagar juros — é a principal realização do PAC 2, tal como já acontecera no PAC 1. A soma dos “empréstimos habitacionais à pessoa física” é tão relevante que supera o montante de todas as obras concluídas dos eixos de transporte e energia.

Em agosto, após as comemorações ou a ressaca da Copa, estaremos a dois meses das eleições e os marqueteiros entrarão em campo. O governo associará o PAC 3 à “mãe do programa”, destacando a importância da sua reeleição para a continuidade da saga. A oposição, certamente, irá procurar demonstrar a extensão do canteiro de obras inacabadas. Diante desse panorama, antes de anunciar o PAC 3, seria conveniente o governo acelerar o PAC 2. Afinal, a estratégia política de fazer promessas mirabolantes às vésperas das eleições é mais velha do que os filmes de Sylvester Stallone, o heroico personagem da série “Rambo”.


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Para manter o clima são necessárias atitudes radicais

por Claudio Carneiro em 16 de abril, 2014

Não será por falta de aviso. O painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC, na sigla em inglês) alerta que se o planeta quiser manter o aumento da temperatura abaixo dos 2° Celsius até o ano 2.100, impedindo um aumento de 5,9° Celsius, precisa tomar uma atitude radical e imediata, revertendo a atual tendência de aumento das emissões de gases do efeito estufa e evitando desastres maiores.

Relatórios do painel apontam para algumas certezas. A primeira delas é de que o aquecimento climático é inequívoco. A segunda: a temperatura mundial poderá aumentar entre 1,1°C e 6,4°C durante o século em que vivemos. E mais: O nível do mar provavelmente se elevará entre 18 cm e 59 cm diante da certeza do derretimento glacial, das ondas de calor e chuvas torrenciais.

Entre as tantas certezas diante deste cenário de dúvidas está a confiança de um aumento na ocorrência de ciclones tropicais, secas e marés altas elevadas. O que vai determinar a dramaticidade do cenário será a disposição dos países em diminuir ou aumentar as emissões de dióxido de carbono que sai das nossas indústrias, meios de transporte e matrizes de geração de energia, entre outros.

É responsabilidade de todos os países reduzirem o gás carbônico proveniente da combustão de petróleo e seus derivados e a queima de carvão como fonte de energia, além da necessidade urgente de mudança imediata das matrizes para energias renováveis e a promoção do reflorestamento.

Que fique claro que essas iniciativas não têm o objetivo de salvar o planeta ou a mãe natureza. Estes se adaptam e se recuperam ao longo de décadas, séculos ou milênios. O que está em jogo é a permanência de certa espécie animal com mais de sete bilhões de exemplares sobre a face do planeta. Só isso.

O Brasil parece caminhar na contramão da nova ordem mundial que se faz necessária. Nos próximos vinte anos, o investimento em tecnologia de geração de energia no planeta deverá cair em torno de US$ 30 bilhões. Enquanto isso, mantemos o pré-sal gigantesco manancial de combustível fóssil ? Como reserva estratégica para o futuro.

O ouro pode virar areia.

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Como conciliar crença religiosa e ambiente de trabalho

16 de abril, 2014

Chefes em todo o mundo foram alertados. A não ser que façam concessões às crenças religiosas de sua força de trabalho, cada vez mais diversa, enfrentarão processos, reprimendas oficiais e protestos da equipe. Os empregados esperam cada vez mais ter o direito de, por exemplo, se vestir no trabalho de acordo com sua fé e ter o direito e o espaço apropriado para realizar suas preces.

A última advertência veio no mês passado na forma de novas diretrizes estabelecidas pela Comissão Americana por Oportunidades de Emprego Igualitárias, ressaltando o aumento constante em casos de discriminação religiosa (3.271 no ano passado, uma alta em relação aos 1.709 casos registrados em 1997) e contextualizando o seu significado. Por exemplo, as empresas têm que respeitar os estilos pessoais de penteados dos seus funcionários – dreadlocks dos rastafáris, por exemplo – caso essas estejam vinculados à fé.

E funcionários vestidos com trajes religiosos não devem ser ocultados com a intenção de evitar que clientes de outras religiões fiquem contrariados. As empresas europeias ainda estão absorvendo o impacto da vitória no ano passado por uma funcionária da British Airways que ganhou um processo no Tribunal Europeu de Direitos Humanos após lhe ter sido temporariamente negado o direito de usar uma cruz com seu uniforme.

Entre outros casos que geraram atenção no ano passado, a Abercrombie & Fitch, uma varejista de roupas americana, pagou US$ 71.000 para ressarcir mulheres muçulmanas (uma ex-funcionária e uma candidata a uma vaga) que afirmaram terem sido vítima de preconceito por usarem um lenço cobrindo a cabeça. E a Tesco, uma rede de supermercados britânica, foi advertida por um tribunal do trabalho após dois funcionários muçulmanos reclamarem de que o acesso à sala de reza lhes ter sido restrito.

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COLUNA ESPLANADA

Cardápio apimentado

por Leandro Mazzini em 16 de abril, 2014

Reverberam nos gabinetes de Brasília as críticas apimentadas extraídas do jantar que o empresário João Dória Jr. promoveu para petit comitê do PIB brasileiro em sua casa em São Paulo, dia 1º de abril. O encontro foi homenagem a Aécio Neves, pré-candidato a presidente pelo PSDB. Entre um brinde e uma garfada, o empresário Jorge Gerdau, conselheiro da presidente Dilma Rousseff no Planalto, se queixou muito ‘da chefa’. E não foi só ele. No grupo estavam os maiores financiadores de campanha do Brasil.

Termômetro

Pode-se esperar mais para maio. O LIDE, grupo de João Dória, reúne os maiores empresários na ilha de Comandatuba (BA), e também ministros do governo.

Termômetro 2

Não vai bem a situação da senadora Kátia Abreu à frente da Confederação Nacional da Agricultura. Ela já foi mais benquista e poderosa.

Puxadinho de luxo

Muitos voos lotados a partir de quinta não apenas para as bases eleitorais, mas principalmente para Miami, onde hoje já descansam alguns senadores e deputados.

A volta de PP

Conhecido por PP na Era Collor (em referência ao PC), Pedro Paulo Leoni Ramos caiu na mira da PF. Segundo o Estadão, a Investminas, de PP, transferiu R$ 4,3 milhões para empresa do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato. PP foi Secretário de Assuntos Estratégicos no governo de Fernando Collor.

Laços

Mas o que pouquíssimos sabem é que, embora não oficial, PP tem como suposto sócio Ivan Guimarães, ex-presidente do extinto e famigerado Banco Popular — uma das supostas molas propulsoras do Mensalão do PT. Guimarães é ligado ao apenado Delúbio Soares. Procurado, Pedro Paulo informou que não se pronunciará.

Memória

Guimarães sumiu do mapa, mas atua forte entre carteira de investidores em SP, dizem amigos. Ele comandava o Banco Popular (BP), braço do BB, quando estourou o Mensalão. No primeiro ano, o BP já tinha ‘investido’ R$ 20 milhões em ‘publicidade’.

Tá difícil

A senadora licenciada Ideli Salvatti disputa a outra vaga do TCU reservada ao Congresso, a do ex-senador José Jorge — mas que é da cota da oposição.

Na mira

Do Banco Nacional de Mandados de Prisão, até ontem: 351.446 podem ser presas a qualquer momento; há 254.254 cumprindo prisão e outros 35.338 mandados expiraram.

Promissória$

Parlamentares estão desesperados com o futuro endosso do STF contra o financiamento de campanha por empresas. Não valerá para este ano, mas o modus operandi já enquadra muitos políticos que têm promissórias para esta e futuras eleições…

Tapa de luva

A passagem da primeira-dama americana, Michele Obama, por Pequim no final de março foi simbólica, ao citar a liberdade de expressão e outros direitos, e um troco de um bastidor ocorrido há dois anos, contado a este repórter por professor de Harvard.

Segue

Uma alta emissária do governo comunista visitou Harvard, e foi recebida pelo diretor, que agradeceu o envio de estudantes chineses, com bolsas pagas pela China. Ressaltou que Harvard é vanguarda na educação de líderes. E a chinesa, fria: ‘Por enquanto’.

Delegados x corrupção

Os 250 delegados federais reunidos semana passada no VI Congresso Nacional dos Delegados de PF decidiram, em carta compromisso, intensificar combate à corrupção. Alertaram, porém, que a PF precisa de ‘aprimoramentos institucionais’, como investimentos em inovação tecnológica para obtenção de provas e melhor capacitação.

Tamanho da encrenca

Aliás, foi revelação do presidente da ADPF, Marcos Leôncio, ao Diário do Povo do Piauí, há dois meses: a PF tem 100 mil inquéritos abertos contra corrupção.

Fala, Dona Cármen

Dia 29, o Ibmec Barra, no Rio, promove o Seminário Comunicação & Mercado no Brasil: Desafios e Oportunidades e recebe a ministra do STF Cármen Lúcia.

Ponto Final

A Operação Lava Jato vai ‘lavar geral’ o esquema de partidos, não só do PT.

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Deputado André Vargas desiste de renunciar ao mandato

16 de abril, 2014

Após anunciar no início desta semana que apresentaria nesta terça-feira, 15, uma carta de renúncia à Mesa Diretora da Câmara, o deputado federal André Vargas (PT-PR) desistiu de renunciar ao mandato parlamentar.

Em nota, André Vargas afirmou que, diante do que prevê a Constituição, a renúncia ao mandato seria inócua, pois não surtiria qualquer efeito.

A assessoria do deputado ressaltou que ele foi “surpreendido com o disparate da posição do Conselho de Ética”, que considera que a sua renúncia não interrompe o processo de cassação aberto no órgão.

Vargas está licenciado do mandato de deputado desde o último dia 7, quando pediu afastamento por 60 dias. Ele é acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), disse nesta terça-feira, 15, que a renúncia de André Vargas não impede que o processo prossiga no conselho. “A renúncia do deputado não cessa o processo no Conselho de Ética. Mesmo que ele renuncie, o processo vai prosseguir até o final”, afirmou.


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Graça Foster reitera justificativa de Dilma, mas reconhece que Pasadena foi ‘mau negócio’

15 de abril, 2014

Em uma audiência pública no Senado nesta terça-feira, 15, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, esforçou-se para minimizar os prejuízos sofridos pela petrolífera na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006, um investimento desastrado que custou à maior estatal do país US$1,5 bilhão.

A executiva tentou relativizar o prejuízo, comparando o rombo ao valor pago pela Astra Oil pela aquisição do investimento de sua antiga dona, a empresa Crown, e ao valor de outros ativos adquiridos pela Petrobras no exterior na mesma época.

Segundo Graça, a Astra Oil desembolsou um total de pelo menos US$ 360 milhões ao fim do processo de compra de Pasadena, muito mais do que os US$ 42,5 milhões apontados pelos jornais.

“Pagamos pela refinaria US$ 885 milhões e a Astra pagou US$ 360 milhões. Fora isso, houve juros, honorários, que pagamos por conta desse processo (arbitral e judicial) que caminhou até 2012”, disse. Graça reconheceu que o valor total investido na refinaria foi de US$ 1,5 bilhão, o que transformou Pasadena em “um empreendimento de baixo retorno sobre o capital investido”.

‘Não foi um bom negócio. Isso é inquestionável do ponto de vista contábil’, disse.

Aparentemente à vontade no Senado e bem articulada, a executiva também defendeu a posição da presidente Dilma Rousseff, que atribuiu sua aprovação da compra da refinaria em 2006, quando presidia o conselho de administração da Petrobras, a um “relatório falho” apresentado pela diretoria da empresa. Ecoando a fala da presidente, Graça Foster disse que duas cláusulas do acordo que colaboraram com o aumento do valor pago pela estatal não constavam no relatório apresentado ao conselho de administração.

“Em nenhum momento do resumo executivo entregue ou a apresentação em powerpoint feita pela diretoria executiva ao conselho de administração foram apontadas duas questões muito importantes. Não se falou da cláusula “put option”, nem da cláusula de Marlim. O conselho de administração aprovou a compra de 50% da refinaria sem que tivesse sido citada a intenção ou obrigação de compra de 50% remanescentes da refinaria”, disse Graça.

A presidente da Petrobras, porém, disse que as cláusulas foram incluídas no contrato porque a estatal pretendia renovar o parque de refino de Pasadena para que pudesse processar o petróleo brasileiro, e que na época (antes da descoberta do pré-sal) isso parecia um bom negócio.

Governo quer esvaziar CPI

A ida de Graça Foster ao Senado nesta terça é uma tentativa do governo de conter a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar a compra da refinaria e outras irregularidades na Petrobras.

Ainda nesta terça, o plenário do Senado deverá decidir entre criar uma CPI para investigar apenas os negócios da Petrobras ou outra que amplia o foco de investigação para os metrôs em São Paulo e Distrito Federal e o porto de Suape, em Pernambuco.

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Vem pra Papuda você também

por Guilherme Fiuza em 15 de abril, 2014

Delúbio Soares não pôde comemorar com a tradicional feijoada de sábado na prisão a decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF) – livrando a quadrilha do crime de formação de quadrilha. O juiz Bruno Silva Ribeiro, da Vara de Execuções Penais, advertiu o detento e cortou a feijoada. Espera-se que o juiz Bruno tenha outro emprego em vista, porque todos sabem o que acontece com quem mexe com alguém da ex-quadrilha. O vice-diretor do Centro de Progressão Penitenciária, que mandou Delúbio cumprir as regras e tirar a barba, foi encostado num depósito de veículos. Só não se sabe quem é que enquadrará o dublê de governador do Distrito Federal e pombo-correio de prisioneiros.

Inicialmente, Agnelo Queiroz até que tentou ser discreto. Disse que estava numa inauguração próxima da Papuda e resolveu dar uma esticada até o presídio, onde acabou esbarrando com José Dirceu – que, por coincidência, residia lá. Questionado, disse que era governador e visitava quem quisesse. Com o aumento dos questionamentos a esse encontro, por assim dizer, exótico, o governador Agnelo rasgou a fantasia e declarou: “Vou continuar indo à Papuda visitá-los. Vou, sim”.

Essa turma acha que o Brasil é trouxa. E está coberta de razão. A questão central no julgamento do mensalão (que o Brasil evidentemente não viu) era a ligação entre réus e governantes. Não era um filme de época sobre um caso terrível de corrupção julgado em outro tempo. Quando saiu a ordem de prisão de Dirceu, Lula disse a ele: “Estamos juntos”. Dirceu até poderia ter respondido: “Então, vem pra Papuda você também”. Mas, como Lula não sabia, talvez não entendesse a piada.

Até as grades da Papuda sabem que Dirceu continua dando as cartas no PT

Em plena reta final do julgamento do STF, Dilma Rousseff foi a um congresso do PT e participou, de braço erguido, de um ato em apoio aos mensaleiros. Para quem perdeu o fio da meada: a presidente da República foi se manifestar, em público, a favor de criminosos que roubaram o país e já estavam condenados pela corte máxima por isso.

O Brasil, que achou sua dignidade no lixo, nem ligou. Até as grades da Papuda sabem que Dirceu continua dando as cartas no PT. Em outras palavras: a ex-quadrilha está no comando da política brasileira. É por isso que um governador de Estado se presta, qual um vassalo, ao papel de plantonista de presídio. Se não for por isso, Agnelo tem de se explicar. Ou melhor: teria, se o Brasil ainda tivesse alguma instituição com um resto daquilo que antigamente se chamava vergonha na cara.

Onde está a heroica e pirotécnica OAB? Há um governador de Estado agindo com prepotência, por sobre instituições que guarnecem o estado de direito, indo visitar companheiros de partido presos por corrupção e flagrados com privilégios em área de jurisdição desse mesmo governador. Delúbio, o tesoureiro mais famoso do Brasil, mesmo preso, mostrou ser capaz de arrecadar milhões de reais em questão de dias. Chegou a ter reunião na cadeia com ninguém menos que o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, pré-candidato a deputado. Se fosse piada do Porta dos Fundos, diriam que o roteirista exagerou.

Quem enquadrará Agnelo, o amigo de fé dos mensaleiros? Onde estão as ONGs legalistas, que só servem para proteger black blocs assassinos? Onde estão a banda boa do Congresso Nacional e os procuradores intrépidos do Ministério Público? Ninguém interrogará formalmente o governador do Distrito Federal sobre o motivo de suas visitas aos correligionários criminosos? Ninguém suspeitará que esteja aí o flagrante da relação entre os crimes do passado e a desastrosa administração atual do país – repleta do mesmo parasitismo que originou o mensalão?

Ou já estariam todos devidamente domesticados, como a UNE, o MST e pencas de associações de classe agraciadas com belos convênios? Onde estará o respeitável senador Cristovam Buarque? Estará achando normalíssima essa conexão palácio-presídio? Ou terá sido mais um a capitular ante a cara de pau dos profissionais?

O Brasil resolveu achar que o julgamento do mensalão foi uma revolução. Afinal, os chefes da ex-quadrilha passaram Natal, Ano-Novo e Carnaval na cadeia. É a primeira vez na história que políticos são punidos exemplarmente sem deixar o poder. Cada país tem a revolução que merece.


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Acredite: seu candidato vai invadir seu Facebook

por Claudio Carneiro em 15 de abril, 2014

Na era das redes sociais, as propagandas políticas se tornarão cada vez mais compartilhadas na busca pelos eleitores

Prepare-se. Seu Facebook e seu Twitter vão ser invadidos por políticos em busca de votos assim que for dada a largada para a corrida eleitoral deste ano. As redes sociais serão uma das arenas da batalha por práticas mais eficazes de campanha.

Especialistas – e outros nem tanto – vão ganhar rios de dinheiro (e alguns calotes também, claro) para orientar estratégias pela busca de eleitores nesta mídia que ainda é misteriosa para muito profissionais de marketing político.

O próprio Facebook enxerga este evento como uma oportunidade de impulsionar o faturamento e as adesões – são 83 milhões de contas somente no Brasil – neste mercado que considera prioritário e estratégico.

Considerando que uma lei federal norte-americana impede que menores de treze anos tenham perfis no “face” – prática adotada pela empresa em todo mundo – é certo que as campanhas políticas acertarão em cheio seu público alvo, com um pequeno índice de pulverização e desperdício. Nenhuma outra mídia seria tão eficaz neste aspecto.

Os estrategistas vão adotar “recortes” e ferramentas de refinamento de público para evitar, por exemplo, que a campanha de um candidato a deputado estadual no Amapá atinja um eleitor do Rio Grande do Sul. Até porque a expressão “do Oiapoque ao Chuí” tem seus limites.

Muita gente pode achar que isso deverá “poluir” a rede social, criando uma promiscuidade invasiva entre os perfis e desvirtuando os objetivos da mídia virtual. Mas os executivos do Facebook apostam que a efervescência política tornará os acessos mais empolgantes e as discussões mais acaloradas, transformando os perfis em verdadeiros painéis de debates

Quem viver verá.

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Banqueiros se disfarçam para pegar os cyber criminosos

15 de abril, 2014

Os bancos estão cada vez mais criando armadilhas para pegar cyber-fraudadores. Um banco americano de médio porte se inspirou em livros de espionagem para elaborar um projeto, conhecido internamente como “Honey Banker”, para identificar pagamentos fraudulentos. Os técnicos criaram uma série de correntistas inexistentes, com falsos e-mails e biografias, cujos detalhes aparecem em páginas falsas não ligadas ao resto do site do banco. Caso um pedido de transferência chegue a um desses nomes falsos, é provável que isso seja uma tentativa de fraude. O banco bloqueia o endereço de internet do emissário e inicia um processo investigativo.

Embora ainda não esteja disseminado, esse tipo de tática de contra inteligência está se tornando mais comum à medida que os bancos procuram por maneiras criativas de atrair golpistas on-line, afirma Aaron Glober, especialista em fraudes do Sun Trust, outro banco americano. Alguns bancos contrataram espiões profissionais, assim como fez o HSBC ao contratar um ex-chefe do MI5.

Os bancos também estão utilizando estratégias para se infiltrar nos becos escuros da internet nos quais criminosos compram e vendem dados financeiros roubados. Os bancos se tornaram participantes mais ativos em “fóruns de carders”, nos quais números de cartões de crédito são vendidos por entre US$ 20 e US$ 100 cada, em geral em pacotes de um milhão de unidades ou mais.

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COLUNA ESPLANADA

O tribunal e o corretor

por Leandro Mazzini em 15 de abril, 2014

Engana-se quem pensa ser um poço de lágrimas o senador Gim Argello (PTB-DF), após sucumbir sua candidatura a ministro do TCU, mesmo avalizada pelo Planalto. Corretor, Gim é considerado um dos maiores investidores de imóveis do País e, apesar da derrota na política, vai bem nos negócios. Há seis anos, segundo amigos, investe em um resort 5 estrelas em Pirenópolis, cidade histórica a 150 km de Brasília. O hotel se expandiu como condomínio premium, e terrenos foram vendidos para milionários de São Paulo, Brasília e Goiânia. Gim entrou em período sabático e volta a Brasília após o feriado.

Ajudinha oficial

O resort terá nova expansão e heliponto, exigência dos clientes. Haverá boom de preços: a Câmara de Vereadores analisa plano diretor para transformar a área rural em urbana.

Memória

Gim tornou-se senador após ter herdado a vaga de Joaquim Roriz, que renunciou em 2007. Se não tentar a reeleição, pode se viabilizar como empreendedor imobiliário.

Reviravolta

Gim Argello tentaria a vaga do ministro Valmir Campello, potencial candidato ao Senado no DF apoiado pelo atual senador, mas agora o cenário pode mudar.

Os Aecistas…

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio de Lacerda (PSB), não foi ao lançamento da chapa Eduardo Campos & Marina em Brasília ontem. E não deixou ninguém do secretariado ir. Lacerda se recusou a disputar o governo de Minas e dar palanque a Eduardo. Apesar de socialista, ele é Aécio Neves de carteirinha.

… das montanhas

Até o presidente do diretório do PSB mineiro, deputado federal Júlio Delgado (também próximo de Aécio), recusou candidatura. Mas vai coordenar a campanha de Campos em Minas. O pré-candidato do PSB pode ser Apolo Eringer Lisboa, um aliado de Marina.

Companheirismo aéreo

Um blogueiro da Venezuela denunciou que, apesar da crise econômica, o governo Nicolás Maduro empresta por tempo indeterminado três jatinhos para Cuba, para uso de Raúl Castro e de seus ministros. São três modelos Falcon, avaliados em US$ 110 milhões. As matrículas são YV-2053, YV-1128 e YV-1129.

Brasiiilll

A oposição estranhou o tucano Pimenta da Veiga chorar porque foi indiciado pela PF no caso Valerioduto. ‘Imagine a gritaria se for julgado e condenado’, ironiza observador.

Tragédia

Morreu a filha do ex-prefeito de Juiz de Fora Alberto Bejani (que já foi alvo da PF). Ela fora presa em janeiro por anunciar na internet casas inexistentes. Suspeita de suicídio.

País sem memória

Uma prova do bordão de que o Brasil é um país sem memória — e que não preserva a que tem. Está à venda na ilha de Paquetá, na Baía da Guanabara no Rio, a casa de praia de José Bonifácio, o Patriarca da Independência. Foi lá que ficou exilado em 1834, e foi nela que redigiu as principais ideias republicanas.

Pechincha histórica

É tombada pelo Patrimônio Histórico. Os herdeiros pedem R$ 1,5 milhão, pela sede e 4 mil m². Ah, e de brinde o novo dono leva toda a mobília original e quadros da época. Esta e outras exclusivas na Coluna na revista VOTO deste mês, na rede Cultura.

Atrás da receita

Atrás de caixa, o governo estuda investir no Departamento de Recuperação de Ativos da Justiça. O dinheiro rastreado por lavagem e oriundo de corrupção enche o cofre: em 2007 eram US$ 300 milhões. Hoje, são R$ 3,5 bilhões bloqueados em paraísos fiscais.

Não é mentira

O cineasta Silvio Tendler lançou 1º de abril o documentário Militares Da Democracia: Os Militares Que Disseram Não. Entre os protagonistas Ivan Proença, hoje professor de jornalismo no Rio, que foi Capitão dos Dragões da Independência à época.

Crueldade, não!

Proença já contou a alunos: quando capitão, recusou ordens superiores de prender alunos da UERJ rebelados. Proença foi perseguido pelo Exército e deu baixa na Força.

Som no caixa

Outra proposta aprovada na comissão de Ciência e Tecnologia é a de autorizar rádios comunitárias a usar 20% da programação para captar anúncios.

Recado

Diz o senador Romero Jucá (PMDB-RR) que não é sócio oculto da Faculdade Roraimense, e que apenas ajudou nos trâmites em Brasília para a fundação.

Ponto Final

Com aliados assim o Eduardo Campos não precisa de adversário na campanha

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Como explicar a ‘generosidade’ da China na América Latina

15 de abril, 2014

A ascensão da China provocou mudanças em todas as regiões do mundo, mas também reforçou padrões que já existiam. A demanda chinesa por commodities reforçou a posição da América Latina de fornecedora de matérias primas. A potência asiática compra muito petróleo da Venezuela e Equador, cobre do Chile, soja da Argentina e minério de ferro do Brasil – com o qual assinou um tratado de importação de milho em 8 de abril.

Os empréstimos chineses à região também têm um forte sabor de recursos naturais. Os dados são esparsos, mas de acordo com novas informações da Base de Dados Financeiros China-América Latina, um esforço conjunto do Inter-American Dialogue, um centro de estudos, e da Boston University, a China deu quase US$ 100 bilhões em empréstimos para a América Latina entre 2005 e 2013. Os de maior porte sem dúvida alguma vieram do Banco de Desenvolvimento da China (BDC). Esse volume é considerável. Os credores chineses emprestaram cerca de US$ 15 bilhões no ano passado; o Banco Mundial emprestou o total de US$ 5,2 bilhões no ano fiscal de 2013; e estima-se que bancos comerciais estrangeiros tenha feito um total de empréstimos de US$ 17 bilhões.

Mais da metade dos empréstimos chineses para a América Latina foi engolida pela Venezuela, que por sua vez paga os empréstimos com fundos oriundos das vendas de longo prazo de petróleo para a China. O Equador firmou acordos similares, assim como a Petrobras, que negociou uma linha de crédito de US$ 10 bilhões com o BDC em 2009.


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Governos restringem o estilo de vida gay na Ásia Central

14 de abril, 2014

As repúblicas da Ásia central não são bastiões da tolerância, mas agora até mesmo os mais liberais dos países da região estão tomando medidas para restringir o estilo de vida gay. Governantes nesses ex-estados soviéticos parecem estar se inspirando no crescente antiocidentalismo russo. Com a mídia estatal russa dominando o conteúdo das telas de televisão da Ásia central, os direitos dos gays, bissexuais e transgêneros se tornaram sinônimo de um Ocidente decadente.

O Quirguistão é considerado o país mais aberto e democrático da região, apesar da enorme pobreza e da experiência recente de revoluções e pogroms. No entanto, um projeto de lei proposto em 26 de março propõe prender qualquer um que dissemine informações sobre direitos dos homossexuais. O projeto de lei é uma versão mais dura da recente proibição russa do “propagandeamento” de questões gays.

A homofobia está profundamente entrincheirada na Ásia Central islâmica. No Turcomenistão o sexo gay pode gerar uma pena de cinco anos em um campo de trabalho (que pode chegar a até 20 anos para infratores reincidentes). No Uzbesquistão a pena é de prisão de três anos em cadeias repletas de casos de tuberculose. Em todas as repúblicas da Ásia Central, ataques contra gays não são punidos.

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Empresas alemãs na China

14 de abril, 2014

Um estudo publicado em janeiro pela EY, uma consultoria, verificou que empresas da China ou Hong Kong haviam comprado 25 empresas alemãs em 2013, número três vezes maior que o de alguns anos antes. Apenas a Grã-Bretanha era tão popular, mas se a tendência continuar, empresas alemãs em breve ocuparão o lugar principal da estima chinesa.

Depois dos EUA, a China é o país não europeu que mais investe na Alemanha. Outro estudo, da Prognos, uma empresa de pesquisa, espera que o investimento chinês no país quadruplique entre 2011 e 2020, atingindo US$ 2 bilhões.

Diferentemente de compras de empresas americanas, o surto de compras na Alemanha não gera muita preocupação. Os alemães têm orgulho do fato de que “Made in Germany” é uma marca de qualidade não apenas de produtos, mas também de empresas. O ministro da economia alemão afirma que o país tem mais de 1.300 “campeões ocultos”, líderes mundiais em produtos especializados, quantidade muito maior que em qualquer outro país.

Alguns executivos alemães, naturalmente, se preocuparam que os compradores chineses pudessem estar interessados apenas em extrair conhecimento técnico, enquanto que os trabalhadores ficaram preocupados com seus empregos. Mas, para a agradável surpresa das empresas compradas, os compradores chineses em geral permitiram que as empresas fossem administradas do mesmo jeito que o eram anteriormente.

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Incêndio no Chile já causou pelo menos 12 mortes

14 de abril, 2014

Pelo menos 12 pessoas morreram, mais de duas mil casas foram destruídas e cerca de dez mil pessoas já tiveram que deixar suas residências em Valparaíso, no Chile, em decorrência de um incêndio de grandes proporções.

O fogo, que começou na noite do último sábado, 12, em uma zona florestal nas imediações de Valparaíso, agora ameaça toda a cidade e já é considerado um dos maiores incêndios na história do Chile.

O ministro chileno da Defesa, Jorge Burgos, disse que se trata de “uma situação de urgência permanente”.

Inúmeras pessoas já tiveram que ser atendidas pelos serviços de emergência médica por causa da inalação de fumaça.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, decretou estado de emergência. Ela está em Valparaíso para avaliar a dimensão do incêndio.

Cerca de 1.200 bombeiros estão trabalhando no combate às chamas. Milhares de casas estão sem energia elétrica.


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Quantas características humanos e pássaros compartilham?

14 de abril, 2014

As pessoas caminham sobre duas pernas, assim como a maioria das espécies de aves. Elas também são majoritariamente diurnas e dependem da visão como seu sentido primário. Tudo isso, aliás, diverge da maioria dos mamíferos. Na verdade, quantas características humanos e pássaros compartilham?

Mais do que as pessoas admitem, afirma Noah Strycker, biólogo americano, em um novo livro, “The Thing with Feather: The Surprising Lives of Birds and What They Reveal About Being Human”. O autor quer que as pessoas apreciem os pássaros “uma pena de cada vez”. Ele recorre a um volume impressionante de pesquisas de campo e apresenta alguns fatos estarrecedores aos leitores.

Revela-se que os humanos e os beija-flores, apesar das diferenças de escala e estilo, gozam de uma duração de vida de um bilhão de batimentos cardíacos, regra que se aplica a muitos animais de sangue quente, de ratos a elefantes. Mas os beija-flores estão “aprisionados”, do ponto de vista evolutivo, nas margens da existência de sangue quente, mantidos em sua busca inclemente por comidas altamente calóricas em um ciclo de agressão, isolamento e da ameaça constante de fome.

Nada disso seria importante se não fosse o fato de que as vidas humanas também funcionam do mesmo jeito. O ritmo da vida está se acelerando nos países mais ricos. Ao todo, as pessoas andam mais rapidamente nas maiores cidades do mundo. Strycker acha que as pessoas deveriam prestar atenção nos beija-flores — criaturas que são escravas da velocidade”.

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Tratamento hormonal pode estimular mentiras para beneficiar amigos

13 de abril, 2014

A mentira em si é estimulada por processos químicos complexos — nem todos motivados por malícia, de acordo com um novo estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences sobre o efeito da oxitocina, uma molécula sinalizadora do cérebro que por vezes é chamada de “hormônio do amor”.

O ato de se apaixonar libera oxitocina a partir do hipotálamo, o que encoraja a união de românticos apaixonados. O último estudo sobre suas ações, no entanto, sugerem que há efeitos obscuros também. Shaul Shalvi, da Universidade Bem-Gurion de Negev, Israel, e Carten De Dreu, da Universidade de Amsterdã, descobriram que a molécula encoraja as pessoas a mentirem — não para tirar vantagem para si mesmas, mas sim para beneficiar o grupo do qual fazem parte.

Tal altruísmo emergiu a partir de um experimento no qual os Drs. Shalvi e De Dreu aleatoriamente alocaram 120 voluntários homens em dois grupos. Os membros de um dos grupos receberiam uma dose de oxitocina em um spray nasal; os membros do outro inalariam um placebo. Metade dos voluntários, em seguida, foi dividida em grupos de três.

Trinta minutos após inalar seis jatos de spray, cada participante tinha que assistir uma moeda virtual ser lançada 30 vezes, antecipar o resultado dos lances, lembrar do resultado de fato e avaliar a precisão de sua previsão. Para dez dos lançamentos (os voluntários sabiam quais eram esses dez lançamentos), registrar uma predição correta gerava um ganho de 30 centavos para um membro do grupo, os quais seriam divididos entre os três integrantes, enquanto os não-membros do grupo recebiam dez centavos. Para outros dez lançamentos uma predição correta acarretava a perda do mesmo valor.

Como poderia ser esperado, as pessoas tenderam a mentir nos casos em que vantagens pudessem ser extraídas. Houve, no entanto, uma anomalia intrigante. Os membros dos grupos de três, e apenas membros dos grupos, mentiram muito mais quando se encontravam sob a influência da oxitocina do que quando registravam os resultados de seus lançamentos que geravam lucros.


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COLUNA ESPLANADA

PT e PCdoB preparam lei para quebra de monopólio da mídia

por Leandro Mazzini em 13 de abril, 2014

Num consórcio contra o que chamam de mídia golpista, no bordão entre gabinetes, o PT e PCdoB preparam sem chamar a atenção projeto de lei para a quebra do monopólio de grandes grupos de mídia no Brasil, a exemplo do que fez a presidente argentina, Cristina Kirchner. A decisão passa pela regulamentação do Parágrafo 5º do Artigo 220 da Constituição, do Capítulo V que trata da Comunicação Social. Para comunistas e petistas que defendem a regulação da mídia, os grupos devem se desfazer de redes de rádio e jornais. ‘A Constituição terá de ser seguida’, diz a vice-presidente do PCdoB, deputada federal Luciana Santos (PE), uma das coordenadoras da ideia.

A brecha

O Parágrafo 5º cita que ‘os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio’. Falta detalhar, aí está a brecha.

Robin Hood

Acaba de sair da comissão especial e será protocolado projeto que tira dinheiro dos grupos e distribui verba publicitária do governo equitativa para mídias regionais.

Hum…

Para os caciques dos dois partidos, é preciso no País uma mídia mais independente e sem controle de grupos com interesses, segundo relatam, nem sempre claros.

Andou…

De repente, com a campanha na porta, o MP e a Justiça dão celeridade a processos que se arrastavam contra poderosos políticos de Brasília. O MP do DF denunciou só agora o ex-governador José Roberto Arruda sobre os malfeitos de 2010, que lhe renderam prisão. O TJ do DF, aliás, só na sexta acolheu a denúncia do MP Federal. Arruda (PR) ainda é Ficha Limpa e pode disputar o Palácio Buriti, como pretende. Já montou equipe.

… para todos

Andou também repentinamente na Justiça Federal ação contra o ex-senador Luiz Estêvão (inelegível até 2022), após procrastinações seguidas da defesa, e ele pode ser preso a qualquer momento, como protagonista do superfaturamento da sede do TRT-SP.

Vigília cibernética

A Polícia Federal requereu, mas a burocracia não ajudou, e não poderá adquirir um software de R$ 2 milhões específico para combate a crimes cibernéticos para operação durante a Copa da FIFA. O dinheiro saiu, mas não há tempo de licitação…

QG online

A PF montará um QG contra ataques cibernéticos em parceria com o Exército, na sede do Centro de Guerra Cibernética da Força em Sobradinho (DF).

Êpa, Êpa

É maldade de políticos dizerem que há vazamento seletivo da PF da operação Lava Jato. Delegados não vazam nada. Já a defesa dos acusados que tem acesso aos inquéritos…

Que maldade…

Um leitor lembra que milhares de famílias fugidas da Europa que aqui chegaram na 1ª guerra tiveram nomes grafados com erro, nos portos, por falta de cuidado (ou paciência). Chuta que há grande possibilidade de a presidente Dilma ser Youssef, parente do doleiro preso pela PF, e não Rousseff, como registraram seus antecedentes.

Sobrenome de origem

Avança na Câmara Projeto de Lei de três deputados do PT que autoriza maiores de idade afrodescendentes a trocarem sobrenomes para os originais dos continentes africanos. Dizem que muitos perderam os verdadeiros sobrenomes ascendentes.

Demorou, mas saiu

Depois de um ano foi designado na CCJ o deputado Sergio Zveiter (PSD-RJ) como relator do PL 478/07, o Estatuto do Nascituro, de Bassuma (PEN-BA) e Martini (PHS-MG), falecido. É o carro-chefe do Movimento católico Pró-Vida na luta contra aborto.

Fomento à vista

Emenda do deputado Kaefer (PSDB-PR) na MP 628 autoriza a União a participar do capital do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) com 1%, para operar recursos. O BRDE é importante fomentador para PR, SC, RS e MS.

Sheherazade voltou

A âncora do SBT Rachel Sheherazade passou férias na Paraíba e voltou a São Paulo. Na folga, em entrevista a rádio, revelou que sofre preconceito da imprensa e até perseguição de Lula e da presidente Dilma. Foi recebida como heroína na terra natal.

Tão perto, tão longe

Dia 28, 500 representantes dos 29 países do Tratado Antártico, mais ONGs, se reúnem em Brasília para discutirem o futuro do continente. Em 2048 será revisado o Tratado.

Ponto final

Depois da FIFA, o jeitinho brasileiro de tocar obras entra na mira do COI. Para o alemão presidente da entidade, é o caso mais atrasado em 20 anos, e prevê intervenção.

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP


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Descoberto mar coberto de gelo em lua de Saturno

12 de abril, 2014

A Terra não é o único planeta com oceanos. Em 2005, a Cassini, um veículo espacial americano, observou jatos de água sendo arremessados no espaço a partir de rachaduras em uma superfície coberta de gelo de Enceladus, uma das luas de Saturno.

Tais jatos sugerem que Enceladus também tem um oceano, embora ele seja completamente coberto por uma camada de gelo. Segundo cientistas, debaixo do gelo, a água presente neste oceano seria mantida em estado líquido pelo movimento de suas marés, o qual cria uma fricção interna e, com isso, calor.

Em 3 de abril, uma equipe liderada por Luciano Iess, da Universidade de Roma, confirmou que o oceano existe e também mostrou que, assim como o da Terra, o da Lua não cobre todo o corpo celeste. Less descreve, em um artigo publicado no periódico Science, como a sua equipe mapeou a gravidade de Enceladus monitorando a órbita de Cassini. O hemisfério sul da lua contém menos massa do que se não houvesse oceano algum, mas o mesmo não se aplica ao seu hemisfério norte. De modo que o oceano cobre apenas a face sul da Lua.

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A lebre que mia

por Percival Puggina em 12 de abril, 2014

A compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, tanto na transação em si, quanto no que aconteceu após se tornar de conhecimento público, é dos atos mais constrangedores de nossa história administrativa. Nem encomendando se conseguiria produzir semelhante sucessão de ações e reações que primam pela falta de decoro e pela hipocrisia. Atenção, jornalismo nacional! Hora de acordar, rapaziada! O rolo é conhecido desde 2012! É difícil entender as razões pelas quais a pauta dormiu nas gavetas durante todo o ano de 2013.

Seja como for, o melhor ficou para o fim. Aconteceu no Congresso Nacional, com a disputa entre governo e oposição sobre a proposta de criar CPI para investigar a operação. Como a medida se revelou inevitável, o PT partiu para o contra-ataque, e quis investigar, também, o metrô de São Paulo e o porto de Suape em Pernambuco. Foi uma antecipada confissão. Foi reconhecimento pelo réu de que comprometedoras digitais estavam na cena do crime. O que espera a sociedade de um partido político que respeite a própria imagem diante de fato com tal magnitude? Que participe das investigações, que controle o trabalho da oposição, que busque a verdade e, naturalmente, que evite maiores explorações políticas dos fatos apurados. Em vez disso, o PT quis tumultuar, embrulhar e inviabilizar a CPI, acrescentando-lhe outros objetivos que, supostamente, poderiam causar dano ao seus principais opositores na corrida presidencial em curso: PSDB e PSB. Tudo num grande esforço para “blindar a Petrobras”. A Petrobras? Me poupem.

A Constituição Federal não deixa margem para interpretações quando afirma que as CPIs devem tratar “de fato determinado” e não de fatos indeterminados. Se o PT tem conhecimento de determinados fatos a merecer investigação no metrô de São Paulo e no porto de Suape, envolvendo recursos federais, por que não pediu oportunamente as respectivas CPIs? Por que fazê-lo como contraponto à CPI sobre a refinaria de Pasadena?  Ao agirem como estão agindo no caso, o PT e seus associados no Congresso Nacional tornam inequívoco perante a opinião pública que, de fato, houve rolo no negócio. Caso contrário, fosse a operação sábia e proba, economicamente interessante, como chegaram a afirmar alguns agentes partidários na frente de batalha das redes sociais, nada melhor do que uma CPI para comprová-lo e retocar a imagem da presidente. Afinal, ela foi vendida a seu eleitorado como gestora competente. Mas autorizou a Petrobras a pagar mais de um bilhão de dólares por uma lebre que mia.

Todo esse imbróglio serve para mostrar o quanto é maléfica a confusão que fazemos no Brasil entre Estado, governo e administração pública, como se fosse tudo a mesma coisa. Não contentes, embrulhamos o pacote para presente e entregamos a um partido político. Só pode dar nisso! Que raios tem um partido político a fazer na Petrobras? E não só aí, mas também no Banco do Brasil, no BNDES, em dezenas de estatais e em todo o aparelho administrativo federal, ocupando dezenas de milhares de postos que deveriam ser providos por servidores de carreira com a formação adequada?

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COLUNA ESPLANADA

MEC autoriza curso a distância até em faculdade de posto de gasolina

por Leandro Mazzini em 12 de abril, 2014

A Portaria nº 225 de quinta-feira do Ministério da Educação regulamentou dezenas de cursos a distância em instituições privadas no País, entre elas o de Pedagogia de uma pequena instituição de quatro cursos chamada FARES — Faculdade Roraimense, em Boa Vista. Mais uma autorização corriqueira não fosse a curiosidade de a FARES ter com mantenedor um posto de gasolina — a Distribuidora de Derivados de Petróleo Pinheiro. Não bastasse a faceta pitoresca brasiliana, o episódio tem um ingrediente político: o suposto sócio oculto da faculdade é o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Curriculum…

O proprietário e reitor da FARES é José Mozart Pinheiro. Anos atrás, num depoimento, o lobista Geraldo Rocha indicou o senador Jucá como sócio-oculto da faculdade.

… Politicum

Ex-tucano como Jucá, seu amigo, o reitor Mozart Pinheiro tentou em vão se eleger deputado federal pelo PT em 2010. Jucá não foi encontrado até o fechamento da coluna.

Ah , bom

Segundo o secretário-geral Nilvan Santos, a FARES oferece administração, agronomia, enfermagem e pedagogia, e.. precisava do posto como mantenedor para funcionar.

Gatilhos

O Curso não-presencial nº 1-200809300 já funcionava com gambiarras do MEC desde 2005. Para facilitar a fiscalização, a faculdade e o posto são em endereços distintos.

Defesa…

Numa boa jogada da Apex — Agência Brasileira de Promoção a Exportações e Investimentos, braço do Ministério do Desenvolvimento econômico, grandes e pequenos empresários saíram de bolso cheio da FIDAE — Feira da Indústria Aeronáutica, ocorrida no Chile. O megaestande contou com 62 empresas brasileiras.

… e Dinheiro

A Apex investiu R$ 2,2 milhões para reunir as brasileiras do setor de defesa (90% de micro e pequenas) — com exceção da Embraer, que preferiu estande próprio. Empresário citou que, de cada Real investido pela Apex, o retorno será de R$ 10. Numa iniciativa inédita, o estande contou com representantes do Ministério da Defesa e do BNDES.

Páscoa pra peixe

O Ministério da Pesca aferiu preços nos principais mercados e descobriu que o pescado está até três vezes mais barato, para algumas espécies, em relação a 2013.

Iceberg

A oposição está intrigada com a reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz, no Polo Sul, destruída por incêndio em 2012. O projeto original previa R$ 72 milhões. Pulou para R$ 110 milhões em 2013 e agora chegou a… R$ 145 milhões. Valor dobrou.

Cartão vermelho

O federal Alceu Moreira (PMDB-RS) apresentou projeto de lei para proibir por 5 anos de frequentar estádios o torcedor punido por racismo. Foi instigado pelos episódios do árbitro Márcio Chagas e de Tinga (Cruzeiro), Paulão (Inter) e Arouca (Santos).

Sem bicadas

Após esbravejar que não seria mais candidato por ter sido preterido por Aécio, que escolheu Pitiman para concorrer ao governo do DF pelo PSDB, o deputado Izalci voltou calmo à tribuna e não tocou mais no assunto. Antes, conversou a sós com Pitiman.

Custo de ser VIP

Badalada a inauguração da sala vip do aeroporto de Brasília na quinta. Apareceram por lá autoridades, entre elas o presidente do STF, Joaquim Barbosa, com séquito invejável. Os passageiros que optarem pela sala terão vários ambientes à disposição, café, lounge, sala de reunião e área de descanso a R$ 100 por tempo indeterminado.

Demorou, dançou

O grupo americano Edison Chouest, que promete porto de R$ 950 milhões em Itapemirim, sul do ES, fechou a construção de outro no Porto de Açu, no Norte do Rio, porque o Instituto de Meio Ambiente capixaba demorou a liberar a licença.

Tão perto, tão longe

O Açu fica em São João da Barra (RJ), a poucos quilômetros de Itapemirim, era de Eike Batista. Os americanos juram que manterão o projeto no ES… mas não assinaram nada.

Errata

Ao contrário do publicado ontem, o deputado federal Alfredo Kaefer não é relator da MP 628-A. Apenas apresentou emenda, e boa, de fomento à industrialização regional.

Ponto Final

Pelo novo layout, o aeroporto de Brasília pode se tornar o mais eficiente do País. Só faltava: os argentinos da Inframérica mostrarem à Infraero como se faz um aeroporto.

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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O problema do ensino domiciliar

12 de abril, 2014

Em Morristown, Tennessee, uma cidade conservadora de quase 30 mil habitantes próxima ao pé das Great Smoky Mountains, os moradores de cidade — liderados pelo prefeito, por um membro eleito do poder legislativo estadual e pelo líder da maior igreja local — não correm mais o risco de encarceramento em massa, o qual corriam ao resolver dar abrigo e esconder uma família de evangélicos praticantes do ensino domiciliar em busca de asilo ao invés de deportá-los para a Alemanha. As autoridades da cidade haviam prometido defender Uwe Romeike, sua esposa Hannelore e seus sete filhos dos agentes federais que traziam ordens para expulsá-los de Morristown, onde a família tem morado desde que fugiu de Baden-Würrtemberg, em 2008. Um confronto parecia provável quando, em 3 de março, a Suprema Corte se recusou a avaliar um último apelo contra a expulsão dos Romeikes, dando a vitória da causa ao governo americano, que sempre rejeitou o pleito de asilo por razões religiosas e sociais. No entanto, um dia depois agentes federais colocaram a deportação em suspenso permanentemente — permitindo assim que eles permaneçam no país sem que um precedente legal tenha sido estabelecido (e sem insultar a Alemanha, um aliado próximo).

A lei alemã proíbe que pais eduquem seus filhos em casa em quase todos os casos, citando o interesse da sociedade em evitar a criação de “sociedades paralelas” fechadas em si. Os Romeikes acreditam que se voltarem para a Alemanha os seus filhos terão que frequentar a escola à força, ou, o que seria ainda pior, podem perder a guarda deles — o maior medo da família, e o que motivou a sua fuga. Quando os Romeikes procuraram opções pelo mundo, a Associação de Defesa Legal do Ensino Domiciliar, grupo baseado na Virgínia, os estimulou a entrar com um pedido de asilo nos EUA. A esperança era gerar matérias na imprensa, afirma um advogado da ADLED, Michael Donnelly, e “alimentar a chama da liberdade da Alemanha”.

Nos EUA o ensino domiciliar é legal em todos os 50 estados há mais de uma geração. Cerca de 2 milhões de crianças são educadas em casa. Em sua raiz, o pleito dos Romeikes está relacionado a uma história de confiança no indivíduo e ao papel do estado que revela diferenças transatlânticas. Os americanos presumem que a maior parte dos pais tenta fazer o que é melhor para seus filhos. Este pode ser um princípio desconfortável, mas a alternativa — a presunção de que o estado sabe o que é melhor para o indivíduo — é pior.


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Dilma culpa clima pela alta da inflação

11 de abril, 2014

A presidente Dilma Rousseff adotou uma postura mais ousada ao falar sobre a economia do país nesta sexta-feira, 11. Para a presidente, a alta da inflação é passageira e a culpa é dos fatores climáticos.

 “Nós mantemos, sistematicamente, um olho e um controle na inflação, mesmo quando, devido à seca que ocorre no Sudeste e à chuva torrencial no Norte, tivemos impactos em alguns produtos alimentares”, afirmou a presidente durante um discurso de inauguração de uma estação de tratamento de esgoto em Porto Alegre.

O tom mais enfático adotado pela presidente vem à tona na mesma semana em que os dados econômicos do IPCA, indicador usado como referência para o Banco Central, foram divulgados. No relatório consta que em março o índice atingiu a marca de 0,92%. Além de ser a mais alta em 11 anos, esse número é maior do que as previsões anteriores, que já eram pessimistas. Com isso, o acumulado em um ano ficou mais próximo do teto estabelecido pelo governo de 6,5%, e fechou março em 6,15%.

Outro fator considerado por Dilma como preponderante à alta do índice foram os preços dos alimentos. Sem chover regularmente nas regiões produtoras, essa categoria da economia teve um aumento de 1,92%, o maior desde janeiro de 2013, e mais elevado do que a metade da alta calculada para o mês.

No fim do discurso, a presidente defendeu as medidas impostas no seu governo diante da retração da economia mundial. “Reduzimos impostos sim, principalmente sobre a folha de pagamento. Era uma forma de melhorar a produtividade do trabalho”, afirmou Dilma.


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Reintegração de posse termina em confronto no Rio

11 de abril, 2014

Uma operação de reintegração de posse de um conjunto de edifícios da empresa de telefonia Oi terminou em confronto entre a polícia e os invasores na manhã desta sexta-feira, 11, no Engenho Novo, zona norte do Rio de Janeiro.

A área é conhecida como Favela da Telerj, em referência à antiga empresa que funcionava no local. No dia 31 de março ela foi invadida por cerca de 5 mil pessoas, que reivindicavam o direito à moradia. Na semana passada, a Justiça concedeu liminar para a reintegração de posse, iniciada na manhã desta sexta-feira.

A operação começou por volta das 6h da manhã, quando cerca de 1.650 policiais entraram no conjunto de edifícios, acompanhados de retroescavadeiras para derrubar barracos erguidos no local.

Os invasores reagiram à retirada, incendiando partes do complexo para dificultar a entrada dos agentes. Dois ônibus que passavam pelo local e um carro da polícia também foram incendiados. O fogo se alastrou para outras partes além do conjunto de edifícios. O Corpo de Bombeiros foi chamado para controlar as chamas. As ruas da região estão interditadas, causando um grande engarrafamento na zona norte da cidade.

Violência policial?

A polícia é acusada de truculência durante a ação. Segundo os invasores, houve o uso excessivo de balas de borracha, gás de pimenta e bombas de efeito moral. Duas crianças e três policiais ficaram feridos. Segundo os moradores, três crianças morreram baleadas, mas nenhuma informação foi confirmada.

Um repórter do Globo foi preso e acusado de incitar a violência. Bruno Amorim filmava uma briga entre policiais e manifestantes, quando recebeu uma chave de braço de um policial que não usava identificação na farda. O policial filmou o repórter e o acusou de jogar pedras na polícia. Jornalistas que fazem a cobertura da operação afirmam que desde o início da reintegração estão sendo ameaçados de prisão pela polícia. Segundo repórteres e cinegrafistas presentes no local, policiais estão impedindo a imprensa de registrar a confusão.

Para especialistas em habitação, a ocupação do complexo é um reflexo da falta de políticas habitacionais. “Os governos, de maneira geral, vêm atendendo a isso, mas de maneira falha. O Minha Casa Minha Vida está sendo viabilizado na periferia, muito distante dos centros das cidades, onde há emprego. Isso representa a sobrevivência de famílias. Não tenho detalhes sobre a ocupação do edifício da Telerj, mas ele está próximo da mancha urbana e próximo, portanto, de oportunidades de emprego”, avalia Pedro da Luz Moreira, presidente regional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ).

Já o prefeito Eduardo Paes defendeu a operação de reintegração de posse. “Eu não conheço favela nenhuma da Telerj e, sim, uma invasão com todas as características que uma invasão profissional pode ter. É um movimento organizado, com pessoas que estão ali loteando, demarcando. Pobre que é pobre, que precisa de casa, não fica demarcando, não aparece com madeirites marcando número. Tem que fazer a reintegração de posse”, disse.

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O efeito Dilma e o fantasma de Lula

por Rubem de Freitas Novaes em 11 de abril, 2014

No momento mesmo em que as pesquisas de opinião mostraram certo enfraquecimento da candidatura Dilma Rousseff à presidência da República, os diversos mercados, notadamente ações do setor de energia e cotações do real em relação ao dólar, exibiram sinais de euforia ao conferir maior probabilidade à vitória dos candidatos de oposição e/ou à substituição de Dilma por Lula na candidatura situacionista.

É certo que a atual equipe econômica, talvez a mais fraca de que se tenha notícia em décadas recentes, goza de mau conceito perante os agentes econômicos e que estes querem ver uma mudança de rumo. Mas, será cabível tanto otimismo quando crescem as chances de um retorno de Lula ao Planalto?

Ora, muitos costumam referir-se ao período Lula como se tivesse sido linear e sempre correto em termos de política econômica. Não foi. É fato que a dobradinha Palocci, na Economia, e Meirelles, no Banco Central, comportou-se em linha com os melhores preceitos de política econômica, surpreendendo os que temiam, pelo histórico de posições extremadas do PT, uma administração heterodoxa e desastrosa.

Mas, já no segundo mandato de Lula e sob o comando de Guido Mantega, com o apoio de Dilma, inicia-se o desmanche da política com viés liberal de Palocci. Reformas econômicas são abandonadas, reduz-se a preocupação com a austeridade fiscal, anunciam-se planos mirabolantes de investimento e impõe-se um ativismo tendente a estimular o consumo da população, já com olhos voltados para a eleição de Dilma.

Grande parte do êxito econômico atribuído a Lula ocorreu porque a economia brasileira foi favorecida por dois fatores externos poderosos e determinantes: os bancos centrais dos países desenvolvidos baixaram os juros injetando muita liquidez no sistema bancário e os preços das nossas commodities de exportação dispararam, melhorando em muito nossos termos de troca com o exterior. Na medida em que os ventos externos deixaram de soprar tão fortemente a nosso favor, tudo ficou bem mais difícil para nossos governantes e cabe indagar se um terceiro mandato de Lula não teria os mesmos resultados medíocres alcançados pelo governo Dilma.

Tratamos até agora de economia, sem entrar na questão ética. Mas, o que falar da sucessão de escândalos que se inicia com o caso Waldomiro, nos Correios, passa pelo caso mensalão e atinge agora proporções até então inimagináveis quando são investigados grandes negócios da Petrobras, aqui e no exterior? Será que Lula poderá passar incólume por todas as investigações tendo sido sua a responsabilidade pela indicação de tantos companheiros enredados em trapalhadas? Será que o povo e a classe empresarial estão tão encantados com regalos públicos que perderam a capacidade de indignar-se com problemas morais? Queremos mesmo um partido eternizado no poder com todas as consequências que isto traz sobre o destino das instituições democráticas? Em suma, faz sentido tanta reverência a Lula pelos mercados?


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Como fazer valer o voto de quem não sabe ler

11 de abril, 2014

Os analfabetos perfazem grande parte do eleitorado em vários países que irão às urnas este ano, entre os quais o Brasil. Comparado aos seus compatriotas que sabem ler, os analfabetos têm uma probabilidade menor de votar e uma maior chance de desperdiçar o seu voto caso decidam participar das eleições. Os analfabetos também têm uma probabilidade maior de serem convencidos a vender seus votos ou enganados e intimidados a votar em candidatos farsantes e truculentos.

Taxas de analfabetismo são mais altas entre minorias étnicas marginalizadas e pobres: de 5% a 35% para ciganos em países europeus, por exemplo. Além disso, muito mais mulheres que homens são analfabetos na África e em grande parte da Ásia e do Oriente Médio.

Simplificar os procedimentos da votação é o primeiro passo para garantir que os analfabetos possam efetuar votos válidos e informados. A Índia foi pioneira no uso de símbolos de votação em 1952 (hoje em dia novos partidos têm de escolher um símbolo em uma lista pouco atraente, que inclui ícones de uma escova de dente e de um cortador de unhas). Muitos países africanos põem fotos além de nomes nas cédulas de votação. Os gambianos votam arremessando bolas de gude em tambores com os rostos dos candidatos impressos. A bola atinge um sino no interior do tambor para garantir que apenas um voto é registrado. Para evitar confusão, bicicletas são proibidas de circular próximas a estações de votação no dia da eleição.

Urnas eletrônicas podem ajudar, mas apenas o Brasil, Butão, França, Índia e Venezuela as utilizam em nível nacional. Até o fim dos anos 90 os eleitores brasileiros tinham que escrever o nome de seus candidatos ou o seu número eleitoral em cédulas. Hoje em dia eles só precisam digitar o número em uma urna eletrônica do tamanho de uma caixa registradora e confirmar sua escolha após ver a fotografia do candidato selecionado. A introdução da máquina reduziu a taxa de votos anulados de 23% para 11%.

Thomas Fujiwara, da Universidade de Princeton, usou a introdução gradual das urnas eletrônicas no Brasil para estudar os seus efeitos sobre os gastos de saúde. Regiões nas quais elas foram usadas dedicaram mais recursos à pasta que aquelas que ainda não tinham feito a mudança. Ele concluiu que ao aumentar a probabilidade de se levar em conta os votos de eleitores pobres e analfabetos, as urnas eletrônicas encorajaram políticos a se importarem com as preocupações desse eleitorado.

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Um casamento planejado nos céus

11 de abril, 2014

Grelhar a carne dá muito sabor a ela. Esse gosto, no entanto, tem um custo, já que o processo cria moléculas chamadas hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs), as quais danificam o DNA da carne, aumentando a chance daqueles que as ingerem de desenvolver câncer de cólon. Mas um grupo de pesquisadores liderado por Isabel Ferreira, da Universidade do Porto, em Portugal, acha que encontrou uma maneira de contornar o problema. Ao grelhar a carne, sugerem, deve-se adicionar cerveja.

O agradável conselho foi resultado de alguns experimentos sérios, conforme Ferreira explica em um estudo publicado no periódico Journal of Agricultural and Food Chemistry. Os HAPs criados ao grelhar a carne se formam a partir de moléculas chamadas radicais livres, as quais, por sua vez, se formam a partir de gordura e proteínas expostas ao intenso calor gerado por esse tipo de cozimento. Uma maneira de impedir a formação de HAPs, portanto, pode envolver a aplicação de antioxidantes, os quais repelem os radicais livres. E a cerveja é rica nesse tipo de substância, na forma de melanoidinas, as quais se formam na torração da cevada. Para testar sua teoria, Ferreira e sua equipe preparam algumas marinadas de cerveja, compraram alguns bifes de carne de porco e se puseram a grelhá-los.

Uma das marinadas se baseava na Pilsner, uma cerveja pilsen clara. Outra tinha como base uma cerveja preta de marca não revelada. Já que as cervejas pretas têm mais melanoidinas que cervejas claras, a hipótese da equipe foi a de que as peças de carne banhadas na marinada de cerveja preta formariam menos HAPs que aquelas banhadas na marinada de cerveja clara, as quais, por sua vez, formariam menos que os bifes de controle que não foram marinados.

E então a hipótese foi provada. Ao serem cozidos, os bifes não marinados continham uma média de 21 nanogramas (um bilionésimo de grama) de HAPs por grama de carne grelhada. Aqueles marinados em Pilsner continham em média 18 nanogramas. Já os marinados em cerveja preta continham em média apenas 10 nanogramas.

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COLUNA ESPLANADA

Alô, São Paulo!

por Leandro Mazzini em 11 de abril, 2014

Enquanto o estado de São Paulo corre risco de desabastecimento de água, o governo federal avança na tecnologia de transformar água do mar em potável, uma tecnologia desenvolvida pela Universidade da Paraíba. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, desembarca em Alagoas na terça para entregar 24 sistemas de dessalinização a 24 comunidades rurais de 12 cidades. O programa, em parceria com o governo de Alagoas, investiu R$ 2,2 milhões para levar água a cerca de 8 mil moradores. A tecnologia já beneficia 100 mil pessoas no semiárido brasileiro.

Cartão vermelho

‘Dilmistas’ comemoram. O deputado licenciado André Vargas é defensor escancarado do ‘Volta, Lula!’, no lugar da candidatura de Dilma. Foi para o chuveiro mais cedo.

Ensaio

Aécio Neves dá mostras de que pode ter a federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) como sua vice na chapa. Prestigiou com ela ontem feira de produtos para deficientes físicos.

Mistério

Há quem jura que viu, mas não deu provas. O doleiro Alberto Youssef estaria na comitiva de Dilma para Cuba, na inauguração do porto de Mariel. O Planalto nega.

Patrulha-intimidação

Numa reunião, um Superintendente de Fiscalização da ANTT, homem de confiança de Bernardo Figueiredo, propôs que pedissem à Polícia Rodoviária Federal viaturas fora de uso para estacioná-las nos postos da agência a fim de intimidar motoristas infratores e proteger os fiscais. Mas a proposta não colou.

E tome porrada!

É que os fiscais da ANTT, sem escolta policial na maioria das fiscalizações, apanham — e muito — dos motoristas multados. Casos se repetem nos registros da agência. O diretor também propôs que os fiscais polissem com cera as viaturas para não estragarem ao sol…

Por um

Pouca gente notou a ausência do senador Collor, aliado de Gim Argello (ambos do PTB), na sessão que barrou urgência na indicação do senador de Brasília para o TCU. Por um voto, Gim viu sucumbir a candidatura e desistiu.

Então…

O aliado Fernando Collor poderia — ou não — levar ao empate em 26 votos e deixar o presidente Renan Calheiros em situação delicada para decidir o futuro de Gim.

Terra de ninguém

Na Cidade do México, com alto índice de violência contra a imprensa, o presidente François Hollande foi alertado para cobrar segurança aos jornalistas da comitiva.

Bicadas

Ao saber na quarta que foi preterido pelo colega Pitiman para disputar o governo do DF pelo PSDB, o deputado federal Izalci tirou o botom, saiu do plenário e soltou: ‘Não vou usar mais esta merda!’. Ameaça agora nem tentar se reeleger.

Agora vai

Os deputados Chalita (PMDB-SP) e Eros Biondini (PTB-MG) agora são assíduos na Comissão que analisa o relatório do Programa Nacional de Educação, onde andaram faltando. Representantes dos católicos, foram cobrados pelos grupo ProVida-DF.

Pito

A diversidade e a democracia batem ponto na comissão do PNE. Estavam lado a lado na quarta a psicóloga evangélica Marisa Lobo (PSC), uma das que defende a tese da cura gay, e o líder LGBT Tony Reis (PCdoB). Ambos pré-candidatos a deputados federais.

Preliminar

Faltava uma assinatura ontem para que a Assembleia de Minas chegasse a 26 signatários e protocolasse a CPI do Mineirão, para apurar supostos superfaturamentos na obra da arena. Apenas o custo do projeto arquitetônico chegou a… R$ 15 milhões.

Alívio

O BNDES anda tão generoso que chegou a este ponto: solicitou crédito de R$ 24 bilhões ao Tesouro Nacional, com juros, para aporte no bancão. Está na MP 628-A, de relatoria do deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), que chega ao Senado.

Destino certo

Os R$ 24 bilhões, aliás, serão para fomento, claro, mas 35% dos recursos deverão ser destinados a investimentos nos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Ponto Final

Com o indiciamento da PF no caso do Mensalão Mineiro, o candidato tucano ao governo de Minas ganhou apelido pré-eleitoral: Pimenta na Veia.

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Quão dependente é a Europa do gás russo?

11 de abril, 2014

A crise na Ucrânia alarmou o resto da Europa – não apenas graças à perspectiva de guerra, ou ao caos em suas fronteiras, mas também porque um conflito com a Rússia pela conta de gás não paga da Ucrânia ameaça a segurança energética do resto do continente. A Europa poderia sobreviver a uma curta interrupção dos gasodutos que passam pela Ucrânia por algumas semanas, contanto que outras fontes do gás russo continuassem a fluir.

A União Europeia ficou mais resistente desde a última crise da Ucrânia, em 2009, e agora está se apressando para reduzir ainda mais a sua dependência. Mas medidas como um melhor armazenamento, mais inter conectores e a diversificação da oferta levarão vários anos. No longo prazo a Europa poderia importar mais gás natural liquefeito à medida que novas fontes se tornem viáveis, sobretudo aquelas dos EUA. A Europa também pode tirar proveito do abundante potencial hidrelétrico da Noruega. Por ora, no entanto, a Europa não pode ficar sem o gás russo, mas, por outro lado, o Kremlin também não pode ficar sem os seus clientes europeus.


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Mosquito da dengue pode transmitir uma terceira doença no país

10 de abril, 2014

O vetor causador da dengue e da febre amarela pode difundir uma nova doença no Brasil. Segundo a pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz publicada no Journal of Virology, os insetos que circulam no país têm grande potencial para disseminar a febre chikungunya, provocada por vírus de mesmo nome. O estudo realizado em parceria com o Instituto Pasteur revelou que além do Aedes aegypti, o Aedes albopictus tem alta capacidade de transmitir a doença. De acordo com a publicação, o parasita circula por 40 países e já foi identificado no Caribe.

Às vésperas do Mundial do Brasil, a descoberta preocupa os pesquisadores pelo grande volume de turistas que irá circular no país. “Estamos muito assustados de o vírus se espalhar pelo Brasil. Além de termos os mosquitos transmissores, temos uma população suscetível, que nunca teve contato com esses anticorpos”, alerta Ricardo Lourenço, pesquisador do laboratório de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz.

Com sintomas similares aos da dengue (febre alta, dores de cabeça e musculares), a febre chikungunya se manifesta também causando fortes dores nas articulações. A forma hemorrágica da doença foi descartada, já que o chikungunya não provoca alterações sanguíneas.

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Evangelho que cita mulher de Jesus não é farsa moderna, dizem cientistas

10 de abril, 2014

Testes feitos em um fragmento de papiro antigo conhecido como “O evangelho da mulher de Jesus” comprovaram que o manuscrito não é uma falsificação, mas sim um documento legítimo.

O papiro foi descoberto em 2012 por historiadores da Harvard Divinity School, EUA, e causou polêmica na comunidade religiosa.

Nesta quinta-feira, 10, uma equipe composta por professores de Engenharia Elétrica, Química e Biologia da Universidade de Columbia, da Harvard University e do Massachusetts Institute of Technology (MIT) anunciaram que a tinta do papiro data de quatro a oito séculos atrás.

Para especialistas, a descoberta não comprova que Jesus tinha uma esposa, ou discípulas, mas apenas que o papiro realmente data de séculos atrás, ou seja, que os primeiros cristãos já discutiam abertamente questões como celibato, sexo, casamento e o discipulado.

Contudo, a nova informação não mudará a opinião daqueles que acreditam que o papiro foi produzido por um farsante moderno para incitar o debate, entre eles Leo Depuydt, professor de Egiptologia da Brown University, EUA.

Segundo Depuydt, o manuscrito tem erros gramaticais grosseiros que apontam para uma farsa. “Qualquer aluno de ensino superior que tenha cursado um semestre de gramática egípcia poderia ter forjado o manuscrito”, disse Depuydt.

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Brasil perdeu 112 estudos de novos remédios no ano passado

10 de abril, 2014

A demora na aprovação de pesquisas clínicas pelas autoridades federais deixou o país fora de 112 estudos de novos medicamentos em 2013, de acordo com dados anunciados durante evento de lançamento da Aliança Pesquisa Clínica Brasil, entidade que reúne profissionais, pacientes e a indústria do setor para debater e aprimorar os processos de pesquisa no Brasil.

Segundo a entidade, o tempo médio para aprovação do estudo de uma nova droga por aqui é de aproximadamente um ano, contra 60 dias, em média, em países como Austrália, Estados Unidos e nações europeias. Para ser aprovado no país o estudo precisa passar pelo crivo da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Membro do comitê, Vitor Harada explica que pelo volume da população e da economia, o Brasil costuma ser convidado a participar de grandes pesquisas, porém, como estas ocorrem simultaneamente em diversos países “nós acabamos perdendo o prazo e a nossa participação é cancelada”, conta.

Para Sérgio Nishioka, coordenador de pesquisa clínica do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, entre as razões da lentidão está o reduzido contingente de técnicos nas áreas competentes. “Na Anvisa, são seis ou sete técnicos para avaliar todos os pedidos. Na Conep, são 26 membros, mas todos são voluntários”, explica.


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GRITA BRASIL

Sem beijinho no ombro!

por Claudio Schamis em 10 de abril, 2014

Não precisa ser popozudo, nem filósofo contemporâneo para entender que para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o negócio é o PT partir para a porrada ou, em suas próprias palavras, “o PT tem que ir para cima”.

Lula resolveu assumir a defesa do governo, mas não assume que há uma chance de ele voltar a ser o candidato do PT para disputar as próximas eleições e salvaguardar o PT em mais quatro anos no poder. Ele quer que se lute com todas as forças para evitar que a oposição consiga abrir uma investigação em ano eleitoral.

O engraçado é que isso, em minha opinião, abre um precedente de que há realmente algo de podre no reino Dinamarca brasileira, que fica logo ali no Distrito Federal, mas que para o Lula e o PT isso pode ficar para depois.

Será que o medo do PT é que se a CPI for instalada e a investigação andar isso pode matar de vez a chance do PT ganhar as eleições, ainda mais depois dos desdobramentos do mensalão? Será que um partido, mesmo como o PT, resistiria a mais essa tsunami? Ou será que, caso o pior aconteça, entrará em campo o reserva de luxo, como o ministro Gilberto Carvalho definiu Lula?

Só que de reserva o Lula não tem nada. Ele é o presidente “oficial” mais “não oficial” que o país já teve. Ele manda, desmanda, aconselha, demite, nomeia, continua com suas regalias, é recebido no mundo todo com honras de chefe de Estado, mas quem aparece na foto é a pobre coitada da Dilma que vem desgastando sua imagem a todo instante.

Só que Lula, sempre que pode, desmente, dizendo que não é candidato e se pudesse iria até um cartório registrar que realmente não é candidato. Mas mesmo que ele o fizesse eu não acreditaria – teria que ter a certeza de que não haveria nenhum “salvo” no texto – e que a candidata dele é a Dilma que é competente, e disparadamente a melhor pessoa para ganhar essa eleição, além de ter todas as condições políticas e técnicas para fazer o Brasil avançar. Ele só não entrou em detalhes para onde seria esse avanço e em que áreas.  Mas disse que ele já fez o que tinha que fazer e que se dá por satisfeito. Tá legal, então acredito em você. Mas para acreditar mesmo, vai pescar e para de presidir a Presidência. Chega de pitacos. Chega de tudo.

Lula ainda está com a mania de achar que todas as denúncias contra o governo do PT são mentiras produzidas por uma máquina oposicionista, que daqui a pouco será culpada do aumento de consumo de energia do país. E que cabe ao PT lutar para desmentir todas elas para manter a imagem de um partido idôneo, honesto, trabalhador e que só tem olhos para o seu povo prevaleça acima de todo o mal. Mal este que o próprio PT está fazendo, mas que eles parecem não perceber. Pior, que eles não acham que seja mal. No máximo um malfeito aqui outro acolá, mas na sua totalidade é algo maravilhoso.

Para Lula, se houver um enfrentamento agora por parte do governo poderá se evitar um novo mensalão, ou o nome que forem dar ao próximo escândalo. Pois o mensalão surgiu depois do governo não saber enfrentar uma simples CPI, que começava a investigar R$ 3 mil numa empresa pública que era dirigida pelo PMDB e que investigava um cara do PTB e acabou arrastando o PT de Lula & Cia sem arrastar o cacique da quadrilha.

E, infelizmente, parece que Lula ajudou o governo a ganhar o primeiro round dessa briga, pois o Palácio do Planalto conseguiu uma manobra que vai atrasar a criação da CPI que seria criada para investigar exclusivamente a Petrobras. O governo quer uma CPI ampla e a oposição uma restrita. E com a briga instalada, o tempo passa, o tempo voa e o governo fica numa boa.

Um doleiro no meio do caminho do PT!

O deputado petista licenciado, André Vargas, que é vice-presidente na Câmera dos Deputados, terá de decidir por renunciar – o que todos eles acabam fazendo – ou enfrentar as acusações – que são sempre infundadas no caso de todos eles, sejam senadores, deputados e etc… – das quais é acusado.

Ele acha que pode se defender, mas existe todo um contexto por trás e, principalmente, o interesse do partido do qual ele faz parte, no caso o PT, que não quer ter de pagar o pato como disse Lula. Ainda mais por esse deslize de ele ter viajado num avião fretado pelo então doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal por suspeita de movimentar cerca de R$ 10 bilhões por meio de lavagem de dinheiro. Para Lula, basta o André se explicar para a sociedade e que ele (Lula) reza para que tenha sido só uma viagem mesmo que estará tudo bem. Mas no fundo é melhor para todos que não haja uma cassação, pois isso pode afetar as campanhas de Dilma, Padilha e Gleisi Hoffmann. Seria como ele fosse a ovelha a ser sacrificada por um bem maior, o partido, e para depois poder voltar à Casa como se nada tivesse acontecido. E como muitos deles voltam. Infelizmente.

Eu tenho certeza que a decisão dele será pelo partido, pelo PT, por Dilma, por Lula.

E eu tenho certeza também de que se ele optar por se defender mantendo o seu cargo e passando por um processo de votação pela sua cassação, muitos dos que o defendem hoje, quando forem dar a sua cara a tapa na votação, que agora é aberta, irão todos votar pelo PT, por Dilma, por Lula e por suas alianças futuras.

A única lição que fica é a de que se o eleitor se deixar levar por essas renúncias e nunca tentar entender ou lembrar o que levou aquele político a renunciar nada vai mudar no cenário. A única coisa que pode mudar é o cargo ao qual ele irá concorrer nas próximas eleições. Ou você já viu cachorro largar o osso? Se bem que a pergunta mais apropriada é se você alguma viu um rato largar o seu pedaço de queijo?

Com beijinho no ombro!

E tudo acontece em Brasília…

E, como diria Valesca Popozua, ungida a categoria de pensadora contemporânea pelo professor de Filosofia do ensino médio de Brasília, Antonio Kubitschek, por uma letra de música que nem é de sua autoria:

“Beijinho no ombro pro recalque passar longe, Beijinho no ombro só para as invejosas de plantão, Beijinho no ombro só pra quem fecha com o bonde, Beijinho no ombro só quem tem disposição…”

Mas como o funk transcende um pouco o meu gosto musical e a filosofia da qual eu acredito e conheço, vou ali ler o meu Sócrates que já dizia: “Só sei que nada sei”.

Vai que essa filosofia que o Antonio Sem Acento ensina é tão moderna quanto a nova pensadora?

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.

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Uma economia sem dinheiro vivo gera uma sociedade mais segura

10 de abril, 2014

 “O dinheiro vivo”, afirmou Marcus Felson, um eminente criminologista americano, “é o leite materno do crime”. A necessidade de dinheiro vivo dos criminosos motiva os crimes predatórios de rua. Um novo estudo do National Bureau of Economic Research, um centro de pesquisas nos EUA, questiona se essa lógica poderia ser aplicada no sentido contrário: se o dinheiro vivo motiva o crime, a sua ausência reduziria a incidência de crimes? As respostas dizem que sim.

O estudo observa dados de crimes no nível municipal para o estado de Missouri, de 1990 a 2011, período quando a taxa de criminalidade caiu sensivelmente em todos os países ricos. Durante esse tempo, o Missouri, como o resto dos EUA, mudou o modo de fornecimento de seus benefícios sociais e de vales alimentação. Em vez de cheques, os estados passaram a usar um sistema de cartões de débito conhecido como Transferência de Benefícios Eletrônica (TBE).

Os pesquisadores verificaram que pagamentos eletrônicos geraram uma queda de 9,8% nas taxas de criminalidade geral, de 7,9% nos assaltos a residências, de 12,5% nas agressões e 9,6% nos furtos. A introdução da TBE também foi associada a um número menor de prisões, o que indica que a queda da taxa de criminalidade não ocorreu devido a um policiamento mais agressivo. Os efeitos da TBE sobre crimes não relacionados à propriedade, tais como delitos envolvendo drogas, estupro e prostituição foram estatisticamente insignificantes.

As descobertas sugerem, de acordo com Volkan Topalli, um dos autores do estudo, que “para pessoas em vizinhanças urbanas densamente povoadas, quando menos dinheiro vivo elas portam e quanto mais suas transações forem digitalizadas, menos atraentes elas se tornam como alvos de crime”.

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COLUNA ESPLANADA

Deputada cassada acusa diplomata brasileiro de liderar censura

por Leandro Mazzini em 10 de abril, 2014

No jantar em sua homenagem em Brasília, a deputada cassada na Venezuela María Corina Machado revelou que o diplomata brasileiro Breno Dias da Costa foi o principal articulador, nos bastidores, para barrar seu discurso na Assembleia da OEA em Washington dia 21 de março, que acarretou em sua cassação. Com aval do Itamaraty, o diplomata atuou para excluir dos discursos o tema da crise na Venezuela. Conseguiu apoio de 22 nações, contra votos de Canadá, Panamá e EUA a favor do depoimento.

Fantoche

Em nota, o Itamaraty informou que o Encarregado de Negócios Breno Dias, da Delegação Permanente junto à OEA, agiu sob orientação do governo brasileiro.

Hum…

Segundo o Itamaraty, não houve ‘qualquer forma de manobra, mas procedimento oficial e transparente (..), o que constitui o procedimento de praxe em reuniões do Conselho’.

Na canetada!

O presidente da Assembleia Nacional alegou que ela não poderia representar a Venezuela na OEA e a cassou. Mas Corina discursou na vaga cedida pelo Panamá…

Rebelião no Tesouro

Por pouco a Força Nacional de Segurança não foi chamada ao Tesouro, na reunião entre o secretário gaúcho Arno Augustin e o deputado paranaense Luiz Carlos Hauly (PSDB), sobre o ProInveste de R$ 817 milhões que a União segurou para o governo Beto Richa. Hauly levantou-se no meio e foi embora. Disse que não ficaria para ouvir mentiras.

Encrenca

Para justificar o bloqueio do empréstimo, o Tesouro informou que o Paraná não cumpre o índice de investimento na saúde. Mas Hauly no contraponto lembrou que sobra em educação. Arno chegou a pedir que a imprensa se retirasse da reunião.

Ringue sulista

O governo do Paraná alegou que gasta em educação mais que o Rio Grande do Sul, no que Arno soltou: gastasse menos em educação e mais em saúde, e tudo ficaria certo com a contabilidade. Resultado: o caso foi parar no STF, que mandou liberar o dinheiro.

Mulher desarmada…

Seguranças mulheres que trabalham na sede da Infraero, em Brasília, estão sem armas — ao contrário de colegas homens. Qualquer problema, corra, senhora, corra muito.

…que se vire

A empresa terceirizada, segundo relatam, economiza no aluguel de revólveres. A assessoria da Infraero nega, e informa que é praxe mulher sem arma ali…

Prêmio sem mordida

Relator do projeto de lei do Programa de Fortalecimento dos Esportes Olímpicos, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) propõe a criação da raspadinha Lotex, com uso de imagens dos clubes de futebol, mas sem a mordida do IR como nos outros prêmios.

Araguaia redivivo

Nestes tempos de Comissão da Verdade e embate entre civis e militares, ganha pauta o caso do massacre da guerilha do Araguaia nos anos 70. Irmãs do desaparecido Antônio Castro, o ‘Raul do Araguaia’, Eliana e Mercês Castro lançaram manifesto nas redes.

Memória

As irmãs pedem apoio para que os lugares identificados como pontos de tortura e luta sejam tombados pelo patrimônio histórico. Na Casa Azul (Marabá-PA) e as bases militares de Xambioá e São Domingos do Araguaia (Bacaba) podem ter sido torturados mais de 5 mil, com centenas de mortes, relatam.

Medo e revolta

A ONG Repórteres sem Fronteiras denunciou que a editora de Correspondentes da TV Globovisión, em Caracas, Nairobi Pinto, foi sequestrada por dois homens encapuzados domingo. Não há notícias. Jornalistas têm sido alvos de milícias, polícia e de chaviztas.

JB eterno

O JB completaria ontem 123 anos. Um livro do ex-secretário de redação Alfredo Herkenhoff tem sido a bíblia de jornalistas e ex-leitores. ‘Jornal do Brasil – Pautas e Fontes’ pode ser adquirido pelo email alfredoherkenhoff@gmail.com

Carro novo

Na esteira do incentivo ao consumo promovido por Dilma, a Caixa promove de hoje a sábado o feirão de automóveis em concessionárias de 363 cidades, a juros baixíssimos.

Ponto Final

E viva a imprensa livre e a democracia!

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Os embargos americanos a Cuba

10 de abril, 2014

Os Estados Unidos impuseram um embargo a Cuba pela primeira vez em 1960, um ano após Fidel Castro ter tomado o poder e antes do nascimento de Barack Obama. Desde então,ele se tornou parte da mobília da política externa americana. Cinco décadas de uso desgasta qualquer coisa, e a lógica por trás do embargo parece ainda mais rala hoje em dia.

Por que os EUA persistiram com ele? Política. Por décadas,os exilados cubanos  no estado indefinido (nem democrata nem republicano) da Flórida,o apoiaram e se certificaram de que os políticos que os representavam (sobretudo republicanos) o fiscalizassem com rigor. Mas qualquer lógica que pode ter havido nisso está sendo debilitada de quatro maneiras. Primeiro, os Castros estão ficando cada vez menos comunistas. O processo de liberalização econômica sob Raúl foi avançado nesta semana com a aprovação de uma nova lei sobre investimento estrangeiro direto, o que confirma a trajetória geral de Cuba em direção à livre iniciativa.

A boa vontade de Cuba em relação ao investimento estrangeiro está relacionada à segunda razão para reavaliar o embargo. O destino do regime está atado ao da Venezuela, mas a economia do país está se despedaçando e o governo esquerdista está em apuros, de modo que Cuba precisa de um plano B. O congresso realmente preferiria que os Castros escolhessem alguém como Vladimir Putin ao invés da livre iniciativa? A terceira mudança está ocorrendo dentro da Flórida. Cubanos-americanos mais jovens não rejeitam tanto Fidel quanto seus avós. E, finalmente, há a questão dos negócios. Fluxos de remessas mais intensos mostram que americanos hoje em dia estão financiando empresas cubanas sem deter o controle delas.

Esperar pela morte dos Castros não faz sentido em um momento em que a crise da Venezuela apresenta uma oportunidade para cimentar o processo deliberalização em Cuba. Se o congresso não ceder, Obama pode usar sua autoridade executiva para degelar ainda mais as relações – afrouxando restrições de viagens, tirando Cuba da lista de estados apoiadores do terrorismo, e tentando negociar uma troca de prisioneiros.


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André Vargas diz que não vai abrir mão do mandato

9 de abril, 2014

O vice-presidente da Câmara, André Vargas (PR), tem até a tarde desta quarta-feira, 09, para renunciar ao cargo se quiser evitar o processo no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar, que pode cassar seu mandato.

Acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff, Vargas pediu licença da Câmara por 60 dias, sem especificar o motivo. O doleiro foi preso pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, acusado de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões no exterior.

Apesar da expectativa da base aliada do governo pela renúncia, fontes próximas a Vargas dizem que o vice-presidente da Câmara não pretende abandonar o cargo e vai se defender do processo. “Vargas está convencido de sua inocência. Está em compasso de espera e devemos respeitar. É uma decisão pessoal”, disse o líder do PT, o deputado federal Vicentinho.

Nesta quarta-feira, diálogos divulgados pela polícia mostram que Vargas negociou com Yousseff um pagamento para seu irmão, Milton Vargas, que teria prestado serviços à empresa Labogen. Segundo um laudo da polícia, a empresa foi usada pelo doleiro para enviar R$ 37 milhões ilegalmente para o exterior. Vargas afirma que o pagamento é referente a serviços tecnológicos prestados à empresa em setembro do ano passado.

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Pelo menos 110 bolsistas devem deixar o exterior por erro do MEC

9 de abril, 2014

Seis meses após o embarque, pelo menos 110 universitários beneficiados pelo programa Ciências Sem Fronteiras foram notificados que deverão retornar ao Brasil por não terem atingido a proficiência em inglês exigida para obtenção da bolsa. A princípio, a determinação do governo federal afeta 80 jovens atualmente instalados no Canadá e 30 na Austrália, mas este número pode aumentar, porque os exames de língua ainda estão sendo administrados.

Conforme publicado nesta quarta-feira, 9, no Estadão, os alunos “nem sequer começaram a exercer atividade na universidade estrangeira” e terão de retornar sem iniciar o estágio.  Além de decepcionar os estudantes, a medida gera um impacto aos cofres públicos superior a US$ 12 mil por aluno, valor referente ao custeio da bolsa, gastos com passagens aéreas e seguro saúde.

Os alunos que receberam o ultimato haviam se candidatado a universidades portuguesas no edital de 2012. Porém, o governo excluiu o país do edital devido ao grande contingente de alunos que já haviam sido enviados para o país. Outro argumento para a exclusão da nação lusa diz respeito ao idioma; para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes),  tais estudantes não teriam a oportunidade de dominar um segundo idioma. Por esse motivo, 3.445 inscritos tiveram de  eleger outro país e viajaram sem proficiência na língua.

De acordo com as regras do programa, os inscritos foram enviados  meses antes do início do curso para estudar inglês. Em nota, a Capes – órgão ligado ao Ministério da Educação – informou que os prazos foram cumpridos e que as avaliações de proficiência no idioma ocorreriam “a partir de fevereiro de 2014”. Entretanto, alguns alunos afirmam que o exame de certificação foi antecipado.


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A precariedade dos aeroportos norte-americanos

9 de abril, 2014

Pizzas velhas, seguranças grosseiros e filas intermináveis: os aeroportos americanos oferecem saudações de boas-vindas de péssima categoria ao país mais importante do mundo. Em 26 de março a Skytrax, uma consultoria, divulgou sua lista dos 100 melhores aeroportos do mundo. O norte-americano com a melhor colocação foi o pequenino aeroporto de Cincinnati, em 27º lugar.

A Economist analisou os dados sobre mais de 1 milhão de voos de 2013. Para as rotas mais populares partindo dos EUA, os aviões quase sempre pousam em um aeroporto melhor colocado que aquele do qual a aeronave partiu. Estimamos que ao todo 67% das pessoas que viajam de avião a partir dos EUA cheguem em um aeroporto com estruturas superiores. As massas merecem estruturas mais compatíveis com o poderio norte-americano.

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AI-I dá legitimidade ao regime militar

9 de abril, 2014

O Ato Institucional Número Um, ou AI-1, publicado em 9 de abril de 1964, poucos dias após o golpe militar do dia 31/3, teve como objetivo o de fortalecer e legitimar o regime militar, evitando que os políticos depostos e a oposição se reorganizassem para combater a nova ordem. O ato foi assinado por uma junta militar formada pelo general do exército Artur da Costa e Silva,o tenente-brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo e o vice-almirante Augusto Hamann  Rademaker Grünewald.

O projeto dos militares era reorganizar o Brasil e afastar o fantasma do comunismo. Eles acreditavam que um governo com tendências esquerdistas poderia gerar conflitos agrários e urbanos muito mais violentos do que se os militares permanecessem no poder. Por isso, ao invés de entregar o governo ao presidente da Câmara dos Deputados para que ele convocasse novas eleições, os militares decidiram formar uma junta militar para assumir o poder até que estivesse tudo devidamente equilibrado e as ameaças comunistas banidas do Brasil. Para isso, era preciso afastar qualquer possibilidade de reação da oposição que desestabilizasse o regime.

O AI-1 continha 11 artigos, mas seu ponto chave era o de estabelecer eleições indiretas para presidente, o qual passou a ser nomeado por um Colégio Eleitoral composto por congressistas, dando uma aparência de democracia ao processo. O primeiro a ser alçado ao cargo pelo Colégio Eleitoral foi o general Humberto de Alencar Castelo Branco.

O Ato Institucional suspendeu a Constituição e todas as garantias constitucionais por seis meses, uma manobra para impedir qualquer ação dos opositores do novo governo. O decreto militar também suspendeu por dez anos todos os direitos políticos daqueles que eram considerados uma ameaça ao regime, dando início a ações de repressão, cassações e expulsões do país. Uma lista com 102 nomes de pessoas que poderiam desestabilizar o regime e que teriam seus direitos políticos cassados foi apresentada ainda no mês de abril, incluindo figuras como João Goulart, Jânio Quadros, Luís Carlos Prestes, Leonel Brizola e Darcy Ribeiro.

O Ato Institucional Um, que a princípio chamava-se apenas Ato Institucional, — pois acreditava-se que não haveriam outros –, foi seguido de outros 16 atos semelhantes.

Em 1964 o AI-I formaliza e legitima o regime militar.

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COLUNA ESPLANADA

Com medo de morrer, ex-deputada da Venezuela apela ao Brasil

por Leandro Mazzini em 9 de abril, 2014

Em jantar com parlamentares brasileiros há poucos dias em Brasília, a deputada cassada na Venezuela María Corina Machado revelou que só não foi presa ainda a mando do presidente Nicolás Maduro porque ele teme o Brasil e pela pressão internacional sobre seu caso. Membros da Comissão de Relações Exteriores da Câmara preparam viagem a Caracas, a fim de cobrar uma explicação do presidente da Assembleia Nacional, que a cassou numa canetada, e agora quer retirar-lhe a cidadania venezuelana.

Toca dos refugiados

O jantar ocorreu na casa do advogado Fernando Tibúrcio, que já ajuda no Brasil o senador boliviano Roger Molina, que tenta refúgio no Ministério da Justiça.

Tirania é isso aí

Corina foi cassada porque discursou em assembleia da OEA em Washington mês passado, na vaga de um embaixador do Panamá, e criticou a situação de seu país.

Desculpa esfarrapada

Diosdado Cabello, presidente da Assembleia e Chavizta, alegou que Corina não poderia ter representado a Assembleia na reunião da OEA e a cassou. Mas ela não representou.

Battisti & Pizzolatto

Advogados das partes acompanham atentos os casos: há uma ação do MP Federal no Rio que pede a anulação do refúgio concedido pelo então presidente Lula ao italiano Cesare Battisti. Se avançar e o STF acolher, ela abre caminho para que o mensaleiro Henrique Pizzolatto seja deportado e preso no Brasil, em troca do envio de Battisti.

Aliás

O caso de Pizzolatto na Justiça italiana será demorado, por causa do generoso código de processo penal italiano — alguma semelhança com o daqui? — por ser pego com passaporte falso. Enquanto isso, a PF rastreia o dinheiro que o petista lavou no exterior.

Longe das tietes

Sem bases aéreas militares em todas as 12 cidades sedes, algumas seleções da Copa vão desembarcar nos aeroportos, mas com slots programados e fingers exclusivos, com saída especial e escolta policial. Longe, portanto, dos fãs.

Lembrete

Para quem reclama do SUS: a ONG Médicos Sem Fronteiras atende a 6 mil pessoas acampadas no entorno de um hospital em Goré, no Senegal, refugiados de guerras civis.

Poder as água$

O BNDES vai financiar US$ 1,1 bilhão para construção da hidrelétrica Tumarín, promessa de… Daniel Ortega, na Nicarágua. A obra é da Queiroz Galvão.

Vistas grossas

Deve-se repetir com autoridades aeronáuticas da Malásia a punição que houve com militares no caso do acidente com o Boeing da Gol e o Legacy em 2006. O porta-voz das Forças Armadas de lá admitiu que foi detectado no radar objeto não reconhecido se movendo em direção ao Oceano Índico, fora da rota, mas nada fizeram.

Festa no cofre…

O governador Beto Richa, do Paraná, comemora a liberação de R$ 817 milhões do ProInveste para o estado, por decisão do STF. Alega perseguição, porque o caso passou pelo Palácio do Planalto e pela então ministra Gleisi Hoffmann, sua futura adversária…

…e puxão de orelhas

Segundo o Tesouro Nacional, o órgão cumpre ‘rigorosamente a liminar’ expedida pelo STF, mas afirma que o empréstimo não foi concedido porque o Paraná ‘descumpre o limite mínimo de pagamento com saúde’. Com a palavra, o governo. E a briga segue.

Surreal capixaba

Vitória nem será sede da Copa, mas abusa nos preços porque receberá as seleções da Austrália e Camarões na preparação. Uma suíte single no hotel Sheraton, que hospedará os africanos, custa US$ 600 a diária. Uma latinha de RedBull, R$ 25.

Dor de barriga

A 40km da capital capixaba, o balneário de Guarapari faz feio se os turistas quiserem passear. A moqueca para duas pessoas sai por R$ 180. O táxi entre praias a R$ 25.

Michelle & Dilma

A presidente chilena, Michelle Bachelet, virá a Brasília na primeira viagem, de volta ao cargo. Pediu ao ex-embaixador no Brasil Heraldo Muñoz que organize a agenda.

Ponto Final

O Nicolás Maduro precisa… amadurecer seu governo.

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Aviões-robô roubam a cena. Literalmente

9 de abril, 2014

O vídeo do telejornal é impressionante: chamas nas ruas de Kiev; faixas rasgadas tremulam em janelas de prédios; multidões ensandecidas avançam por entre o caos. As imagens também são estranhas: embora registradas a partir do ar, elas não parecem ter sido filmadas de um helicóptero. A câmera se aproxima bastante de prédios em chamas; as pessoas no chão aparecem tão próximas a ponto de ser possível identificar a cor de suas roupas. As imagens, com efeito, foram filmadas por uma máquina pequena e controlada por controle remoto equipada com uma câmera e um emissor de sinal. Embora a palavra traga a mente um equipamento militar não tripulado do tipo usado por americanos para matar seus inimigos no Afeganistão, os aviões-robô também têm propósitos civis. Sua capacidade de ir onde nenhuma câmera significa que o registro de imagens com fins noticiosos é cada vez mais um desses propósitos.

Nos últimos meses os aviões-robôs registraram as imagens mais reveladoras dos protestos que derrubaram Viktor Yanukovych, o corrupto presidente da Ucrânia. Eles também ofereceram uma visão aérea do conflito civil na Tailândia, Venezuela e outros lugares. Eles permitem que os jornalistas capturem cenas que anteriormente teriam posto suas vidas em perigo, e fizeram com que os governos tenham mais dificuldade em contar mentiras. Jornalistas usaram aviões-robô para cobrir protestos em Bangkok em dezembro, filmando conflitos sem ter que lidar com o gás lacrimogênio, canhões de água ou paralelepípedos atirados por manifestantes. Imagens feitas por aviões-robôs postadas online para burlar o controle que o governo venezuelano exerce sobre a mídia tradicional contradisseram as estimativas oficiais de pouca participação em manifestações antigoverno.

Os aviões-robô também estão ajudando jornalistas a contornarem obstáculos logísticos. Eles recentemente foram usados para registrar imagens de incêndios no interior da Austrália e enchentes no sul da Inglaterra. O seu relativo baixo custo (modelos básicos custam algumas centenas de dólares; outros mais sofisticados saem por alguns milhares) significam que imagens que anteriormente exigiam um helicóptero ou um complicado sistema de gruas e cabos agora podem ser feitos com um orçamento menor. E a sua utilidade só aumentará à medida que as filmadoras evoluam e as baterias durem mais tempo.


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Cursos de alfabetização de adultos têm até 70% de evasão

8 de abril, 2014

O índice de evasão nos cursos de alfabetização de adultos no Brasil chega a 70%. O alto índice se deve, entre outras coisas, a uma metodologia ruim e também a uma preparação fraca dos professores.

A metodologia utilizada geralmente se limita a reproduzir a fórmula usada nos ensinos fundamental e médio. Os cursos normalmente acabam depois das 22h e falta disposição para os alunos encararem a jornada.

Estimativas revelam que a cada dez alunos com mais de 18 anos que se matriculam em uma escola apenas três aprenderão a ler uma palavra.

Em entrevista à Veja, Roberto Catelli Jr., coordenador da Unidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Ong Ação Educativa, ressalta que “não há uma campanha do governo estimulando aqueles com mais de 18 anos a voltarem a estudar”.

A educação no Brasil vive tempos difíceis. Apesar de a Constituição garantir que a educação é um direito de todos, o ensino é obrigatório somente para aqueles com idades entre 4 e 17 anos. O fato, segundo organizações não-governamentais, é que a educação de crianças e jovens também está à beira do colapso.

O Censo 2010 revelou que 54,5 milhões de brasileiros com mais de 25 anos não têm o ensino fundamental completo. Já uma pesquisa desenvolvida em 2012 pela Ong Ação Educativa constatou que 38% dos universitários brasileiros são analfabetos funcionais.

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Brasil é o país mais perigoso para jornalistas nas Américas

8 de abril, 2014

Um informe divulgado nesta segunda-feira, 7, no final da Reunião de Meio de Ano da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em Barbados, no Caribe, revelou que o Brasil é atualmente o país mais perigoso do continente americano para jornalistas.

Ainda de acordo com o informe, foram registradas no Brasil quatro de um total de nove mortes em toda a região nos últimos seis meses.

As outras cinco mortes aconteceram no México (duas), Honduras (duas) e Colômbia (uma), de acordo com os relatórios de 25 países.

A SIP “condena os nove assassinatos e pede às autoridades desses países maior vontade política e rigorosa aplicação da justiça”.

O informe da Sociedade Interamericana de Imprensa também fala em “violência galopante” e “claros retrocessos” para a liberdade de informação na América Latina. Houve também, segundo a SIP, “um aumento no nível de autocensura” principalmente na Argentina, Peru, México e Honduras.

A “angustiante situação” da Venezuela também foi ressaltada no final do encontro. De acordo com a SIP, pelo menos 20 jornais estão ameaçados de parar de circular no país, cujo governo vem dificultando a compra de papel. A imprensa venezuelana “vive seu momento mais dramático”, com 105 jornalistas detidos desde outubro “e ameaças sem precedentes”.


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Paro: o robô empático

8 de abril, 2014

Shibata começou a trabalhar com robôs no início da década de 90. Ele tinha em mente algo prático, talvez ajudar os idosos com suas tarefas diárias, mas logo se deu conta de que os robôs não conseguiam fazer nada de realmente útil, de modo que decidiu criar um robô que oferecesse benefícios reais.

O resultado de seu esforço, Paro, vem sendo desenvolvido desde 1998. Ele tem 57 cm de comprimento e se parece com uma foca-da-groelândia bebê. Graças a uma série de sensores subcutâneos, ele responde amigavelmente ao ser alisado; e embora não possa andar, pode girar a cabeça em resposta à voz humana e diferenciá-las entre si. Ele é uma presença agradável e reconfortante nos braços, no colo ou em cima da mesa, a partir de onde dá a impressão de estar acompanhando a conversa. A melhor coisa do robô é que ele parece estar ajudando no cuidado de pessoas com demência ou outros problemas de saúde.

É possível encarar Paro como um animal de estimação muito bem projetado, ao custo de US$ 5.000, que nunca atacará a pessoa que o está segurando, e também não ficará machucado caso o seu mestre fique irritado e o ataque. Ele fica feliz em qualquer colo, não precisa ser treinado, pode ser lavado com facilidade e não morre. Isso faz com que ele seja uma opção muito mais prática para um hospital ou um asilo que um animal de estimação de verdade. Ele é usado em tais estabelecimentos no Japão, partes da Europa e nos EUA.

Tomar conta de idosos em asilos pode se tornar mais fácil com robôs, sejam eles animadores como o Paro ou algo mais prático que possa ajudar os enfermeiros a carregas e manejar pacientes (Kitashima afirma que 70% dos enfermeiros sentem dos nas costas). Yoshiyuki Sankai, possivelmente o empreendedor robótico mais conhecido do Japão, criou uma empresa chamada Cyberdyne para fabricar sistemas que podem ser usados como acessórios e que podem ajudar pessoas a andar e carregar coisas ao acrescentar força artificial a seus membros.

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Mão de obra feminina na berlinda do mercado de trabalho japonês

8 de abril, 2014

O nível de educação que o Japão confere às suas mulheres é maior do que quase todos os outros países: suas garotas ficam próximas do primeiro lugar nos rankings de educação compilados pela OECD. Mas quando elas acabam a universidade o seu potencial frequentemente é desperdiçado, pelo menos em termos econômicos. A participação feminina na força de trabalho é de 63%, muito mais baixa que em outros países ricos. Quando as mulheres têm os seus primeiros filhos, 70% delas param de trabalhar por uma década ou mais, comparado a apenas 30% nos EUA. Boa parte desses 70% abandona a força de trabalho para sempre.

Shinzo Abe, o primeiro-ministro, afirma estar determinado a mudar esse cenário. Em abril de 2013 anunciou que permitir que as mulheres “brilhassem” na economia era o componente mais importante do seu plano estratégico de crescimento. Elevar a participação das mulheres no mercado de trabalho ao nível dos homens acrescentaria 8 milhões de pessoas à minguante força de trabalho, potencialmente elevando o PIB em até 15%, de acordo com o Goldman Sachs, um banco de investimento. Mais mulheres trabalhando e recebendo salários mais altos também aumentaria a demanda. Donde os discursos de Abe atribuindo uma recém-descoberta importância a assuntos como o horário de funcionamento de jardins de infância e os desafios de amamentar fora de casa.

Para o primeiro-ministro, que faz parte do conservador Partido Democrático Liberal (PDL) trata-se de uma reviravolta. Em 2005, quando o governo anterior estava tomando medidas em prol de uma maior igualdade, Abe e seus companheiros conservadores alertaram para os danos que poderiam ser impostos aos valores familiares e à família japonesa caso homens e mulheres passassem a ser tratados igualmente. A preocupação deles não se baseava apenas na tradição; os conservadores achavam que manter as mulheres afastadas da força de trabalho fazia sentido econômico também. Se as “máquinas de fazer bebês”, conforme descreveu um ex-ministro da saúde do PDL, ficassem em casa elas dariam à luz mais bebês, e portanto gerariam mais trabalhadores.

Esse insight acabou se revelando falso. Enquanto o PDL encorajava as mulheres a fica em casa, a taxa de natalidade, que já era baixa, despencou mais ainda, chegando a 1,26 crianças por mulher em 2005, antes de subir um pouco, para 1,41, em 2012. A consequente escassez de jovens significa que a população economicamente ativa do Japão deve cair para 40% em 2050, exercendo uma pressão poderosa sobre a economia. Como solução para isso, a medida direta de colocar mais pessoas na força de trabalho teria grandes vantagens em relação à tática indireta de encorajá-las a ficar em casa com base na esperança pouco razoável de que elas, dotadas do tempo livre, gerariam mais filhos.

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COLUNA ESPLANADA

Os rasantes de André Vargas

por Leandro Mazzini em 8 de abril, 2014

Não foi só o doleiro preso Alberto Youssef quem cedeu aos caprichos do parlamentar. O vice-presidente da Câmara, agora licenciado deputado André Vargas (PT-PR), adora um jatinho e virou habitué dos aviões da FAB. Quando substitui o titular Henrique Alves (PMDB-RN), solicita uma aeronave pela prerrogativa do cargo para viajar a Londrina, sua terra natal. Vargas também usou jatinho da FAB para afagar políticos e desembargadores num roteiro por três capitais que reivindicavam as novas sedes dos Tribunais Regionais Federais, revelou a Coluna dia 4 de agosto de 2013.

Ida…

À ocasião, Vargas viajou no jatinho para Curitiba, Belo Horizonte e Salvador — três das futuras sedes de TRFs — para garantir aos governadores os tribunais recursais.

…e volta

Foi Vargas quem peitou o presidente do STF e o presidente do Senado, e promulgou a criação dos quatro TRFs numa ausência de Renan Calheiros e Henrique Alves.

Sois rei

Uma foto publicada em blogs do Paraná flagrou uma dessas comitivas de Vargas: eram três assessores, entre eles um maleiro e um ‘assessor-cabideiro’ só para levar seu paletó.

Sangria

O PT na Câmara pressiona o deputado Vargas a renunciar ao mandato. Há suspeita de que a PF tem um vídeo comprometedor dele com o doleiro Alberto Youssef.

PF e a Copa

A Polícia Federal vai atuar forte no esquema de segurança para a Copa do Mundo. Serão 5 mil servidores envolvidos diretamente e já foram assinados 780 protocolos de parcerias com forças policiais e órgãos dos estados, destacou o delegado Andrei Augusto Passos, diretor da Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos.

Relatório federal

Andrei e outros 200 delegados participaram do VI Congresso Nacional de Delegados da PF em Vila Velha e Vitória. A ADPF entregará a autoridades do governo documento com propostas de melhorias para as atividades da corporação no País.

Perfil

O ex-senador boliviano Andress Guzman, assassinado pelo motorista de Olacyr de Morais, era amigo de José Dirceu e anos atrás recebeu o ex-ministro do PT em sua casa em La Paz. Tinha várias fotos com Lula, e representava petroleiras no Brasil.

Destruição imediata

Desde sexta, a Lei 12.961 sancionada determina aos delegados que qualquer plantação ou droga flagrada deve ser destruída de imediato. Antes, o prazo era de 30 dias.

Campanha…

A PEC da Responsabilidade Eleitoral, do deputado Luiz Fernando Machado (PSDB-SP), vai a plenário amanhã. Por ela, todos os candidatos ao Executivo (prefeito, governador e presidente) deverão cumprir metas com base nas propostas da campanha.

…sem lábia!

Ah, sim. A prevalecer o texto original da PEC da Responsabilidade Eleitoral, quem descumprir as promessas e metas ‘sem justa causa’ — e existem muitos na praça — fica inelegível por oito anos.

PetroReais

A Petrobras informou que os conselheiros ‘recebem o equivalente a 10% da média mensal do que recebem os membros da Diretoria Executiva, excluídos os valores relativos a férias, participação nos lucros e resultados, 13º salário etc’; Que não divulga a remuneração individual e que a presidente da estatal não é remunerada no conselho.

Expediente Padrão Fifa

O governo federal entrou no padrão FIFA de governar. A Portaria 113 da ministra Miriam Belchior (Planejamento), de quinta-feira, autoriza fim do expediente às 12h30 em todos os órgãos federais em dias de jogos da Seleção do Brasil.

Mas…

Obviamente, sem prejudicar os serviços essenciais aos cidadãos como segurança e saúde, além, claro, ‘dos necessários à realização da Copa’.

Vazante

Não é só o sistema Cantareira que sofre com a seca. Baixou e muito o nível de água da represa da Usina Três Marias em Minas. O prefeito de Pirapora fez alerta.

Ponto Final

O ‘Rolezinho’ fez sua primeira vítima. Morreu espancado numa festa funk em Itaquera, em SP, um dos pioneiros do gênero, o jovem Lucas Lima, 18.

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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A nova Favela da Telerj e a PACdérmica gestão pública

por Claudio Carneiro em 8 de abril, 2014

O Brasil inteiro assistiu às imagens do nascimento de uma favela dentro da propriedade de uma empresa de telefonia na zona norte do Rio de Janeiro e vislumbrou, de quebra, a inoperância do poder público para evitar a demarcação irregular do terreno bem como a proliferação acelerada de barracos. Como se diz na gíria, a favela da Telerj “já é”. Tudo em menos de uma semana.

O antigo nome da operadora – por si só – é o ponto de partida para contar um pouco a evolução desse lucrativo filão da economia do país. A Telerj mudou de nome para Telemar e, em seguida, para Oi. Dentro dessa evolução de nomes, coincidindo com o avanço e as mudanças das telecomunicações do país, os telefones deixaram de ser patrimônio e investimento seguro das famílias até os anos 90 – que colecionavam linhas para obter lucro – para se transformar num mero serviço, mais eficiente (apesar dos pesares) e moderno. Empresas espanholas e portuguesas atravessaram o oceano para brigar por um mercado com uma enorme demanda reprimida.

Hoje, os telefones residenciais são objetos comuns e até caindo em desuso – uma vez que são fixos. Mais práticos e dotados de alta tecnologia, os celulares são tantos que suas linhas já superam com folga o total da população brasileira. Como isso acontece? Basta ver quantos de nós têm mais de um aparelho e a resposta se completa. A telefonia, de fato, avançou.

Já o problema da habitação no país não recebeu do Governo o mesmo incentivo. Talvez por falta de vontade política ou por não gerar lucro, não se vê um programa sequer de habitação popular que encha os olhos. O déficit habitacional avança na mesma proporção dos telefones – mas no sentido contrário, do atraso.

Batizada por Lula de “a mãe do PAC”, Dilma Rousseff arrasta um “pacdérmico” programa de aceleração do crescimento que se move sem destino: não recupera estradas, não revitaliza ferrovias, estacionou o trem-bala, empurra com a barriga os metrôs e não move uma palha para um projeto de casas populares ou conjuntos habitacionais que se mantenham minimamente de pé, sem o risco de ruir, como os que a televisão tem nos mostrado recentemente.

A única coisa que mudou em relação às moradias populares é que agora o termo “favela” caiu em desuso por imposição e ganhou o nome politicamente correto de “comunidade”. Se esse era o plano para acabar com as favelas – convenhamos – é muito pouco.

E. como vimos na nova favela da Telerj, o termo PAC se transformou no Programa de Aceleração das Comunidades.


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Grupos pró-Rússia pedem intervenção em três cidades do leste da Ucrânia

7 de abril, 2014

Centenas de manifestantes pró-Rússia invadiram dois prédios do governo nas cidades de Donetsk, Lugansk e Kharkiv, no leste da Ucrânia, na manhã desta segunda-feira, 07. Eles pedem a intervenção da Rússia na região, como aconteceu com a Crimeia em março deste ano.

Efeito dominó

Em Donetsk, cerca de 50 pessoas invadiram a sede do governo, içaram bandeiras da Rússia e exibiram cartazes com os dizeres “Donetsk, cidade russa”. Os manifestantes defendem a realização de um referendo sobre a separação da Ucrânia e sua anexação à Rússia. Do lado de fora do edifício, cerca de 2 mil manifestantes pediam a intervenção russa na região.

Em Lugansk, os manifestantes atiraram ovos, granadas de fumaça e coquetéis molotov na sede do governo local. Eles também pedem a separação da Ucrânia e a intervenção russa no território.

Ainda nesta segunda-feira, na Crimeia, um oficial da Marinha ucraniana foi morto a tiros por um soldado russo. É a segunda morte desde o início da intervenção russa e eleva ainda mais a tensão na região.

Na Alemanha, o porta-voz da chanceler Angela Merkel, Steffen Seibert, disse que o governo acompanha com preocupação os recentes episódios na Ucrânia. “Precisamos renovar nosso apelo a todos aqueles que têm a responsabilidade de estabilizar a região para evitar outras ações do tipo”, disse o porta-voz.

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Alckmin lança versão tucana do Mais Médicos

7 de abril, 2014

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vai sancionar nesta segunda-feira, 07, uma lei complementar à lei da carreira médica, sancionada pelo governo do estado em 2012.

A nova lei pagará um bônus de 30% sobre o salário inicial da categoria (cerca de R$ 1.900) a profissionais que aceitarem trabalhar em zonas periféricas do estado. O texto da lei foi aprovado na semana passada pela Assembleia Legislativa de São Paulo.

O bônus será de acordo com formação do profissional. Mestrado, doutorado e pós-doutorado receberão um bônus de 5%, 10% e 15%, respectivamente.

A lista oficial dos bairros que serão beneficiados pela lei ainda não foi divulgada, mas os bairros de São Mateus, Guaianases e Taipas já estão entres os escolhidos.

Conhecida como o “Mais Médicos tucano”, a lei está sendo sancionada às pressas, para rivalizar com o Mais Médicos, vitrine eleitoral de Alexandre Padilha (PT), ex-ministro da Saúde e principal rival de Alckmin nas eleições pra governador deste ano.

“É a primeira lei de cargos e salários para médicos que contempla o serviço público. Também premia aqueles que trabalham em locais de maiores dificuldades”, disse David Uip, secretário estadual da Saúde.

Para ficar dentro do prazo do calendário eleitoral para alterações de salários dos servidores, a lei precisa ser aprovada até a próxima terça-feira, 08.


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O bullying que se pratica ‘inocentemente’ em nossas escolas

por Claudio Carneiro em
7 de abril, 2014

Um fabricante de chocolates teve seus produtos de páscoa recolhidos no estado do Rio de Janeiro por estimular o pequeno consumidor a praticar assédio contra seus amiguinhos. O parecer do Procon, aborda que “em épocas quando as questões relativas ao bullying estão sendo discutidas é inadmissível que um produto direcionado a crianças e adolescentes incite qualquer tipo de violência (como no caso, a verbal) entre eles”. A embalagem do chocolate trazia adesivos com as expressões ‘morto de fome’, ‘nerd’ e ‘nervosinho’ que deveriam ser coladas nos colegas de turma – seja de colégio, de rua ou condomínio.

Antes de mais nada, o anglicismo bullying bem que poderia ser definitivamente substituído pela expressão “bulir’ que, segundo o Aurélio, significa “caçoar”, “mexer” com alguém ou em alguma coisa. Em segundo lugar – todos sabemos – essa é uma prática preconceituosa, cruel e comum a todas as gerações que antecederam a esta dos dias de hoje. Todos tivemos um apelido do qual não gostávamos e ‘bulimos’ com nossos colegas com os mais perversos comentários sobre sua aparência, religião, tom de voz, condição social ou característica física. Ser “bulido” por alguém causa muito sofrimento.

Crianças não têm o freio que impede que se “bula” com os magricelas ou gordinhos, os feios ou bonitos, os orelhudos ou orelhinhas, os de cabelo liso ou crespo e uma série de outras características que nos deixam diferentes uns dos outros – com o objetivo natural de nos tornarmos únicos.

Fato é que, nas escolas, pouco se trata de impedir que esta prática nada louvável se perpetue, tanto no plano real quanto nas redes sociais. No ambiente escolar, por exemplo, grupos instituem um dia para homenagear determinada marca de consumo – como o “Gap Day”, por exemplo – no qual todos devem exibir roupas com etiquetas da famosa marca. Ai de quem não se enquadrar a esta atitude colonizada e ridícula.

Outro ícone de consumo é o iPhone. Antes mesmo de ingressar na adolescência, os pirralhos já exibem o aparelho como símbolo de status – como se o telefone fosse um item fundamental para o bom desempenho escolar e o relacionamento interpessoal. Quem não tem iPhone torna-se, irremediavelmente, “pobre” ou “estranho”.

Fato é que toda campanha publicitária com mensagem que estimule agressões como bulir com alguém está em desacordo com o artigo 37, parágrafo 2°, do Código de Defesa do Consumidor, por incentivar a discriminação entre crianças e adolescentes. O cientista sueco Dan Olweus define assédio como um comportamento agressivo e negativo, executado repetidamente, num relacionamento no qual há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. Traduzindo do sueco para o Português: trata-se de agressão indesculpável com a qual os pais não devem compactuar.

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Duas décadas após o genocídio, Ruanda investe em tecnologia

7 de abril, 2014

Na próxima segunda-feira, 07, Ruanda dará início às cerimônias do 20º aniversário do genocídio de 1994, que em 100 dias deixou mais de 800 mil mortos. Na ocasião, líderes da etnia majoritária hutus começaram a matar representantes da minoria étnica tutsi, devastando famílias inteiras.

Hoje, duas décadas após o massacre, o governo se esforça para implantar mudanças econômicas e sociais no país. A meta do presidente, Paul Kagame, não é modesta: ele planeja transformar Ruanda em um “Vale do Silício africano”, para atrair investidores e multinacionais. Assim, o presidente espera acelerar a transição de Ruanda de um país de economia agrícola para um grande exportador de serviços, com uma classe média forte.

Kagame espera que com as mudanças, Ruanda deixe de ser um país dependente da ajuda internacional. Recentemente, os EUA e outros países ocidentais suspenderam o auxílio financeiro por suspeitar que Ruanda apoiou rebeldes em conflitos no Congo, o que Kagame nega. “Isso apenas reforça nosso desejo por independência”, disse o presidente.

Tecnologia é a chave

Algumas iniciativas do governo pretendem levar a tecnologia para áreas rurais. Entre elas estão os ICT Bus, ônibus adaptados e equipados com 20 laptops e um instrutor que durante duas semanas ensina trabalhadores rurais locais a usar programas da Microsoft, como Word e Excel, a acessar a internet e enviar e-mails.

Entre os beneficiados pelo programa está a trabalhadora rural Immaculee Mukamusoni, cuja família foi executada durante o genocídio. Hoje, ela e o marido trabalham em uma plantação para sustentar os cinco filhos. “Espero que esse conhecimento me ajude a melhorar de vida”, diz Immaculee.

Os ruandeses estão esperançosos. Eles acreditam que uma sociedade menos desigual e mais informada irá superar o ódio étnico que foi o combustível do genocídio de 1994.

“Um dos ingredientes do genocídio foi a pobreza. Solucionar isso é uma parte fundamental para a reconstrução do país. Para isso decidimos fazer da Tecnologia da Informação um componente chave para um novo modelo econômico”, diz Jean Philbert Nsengimana, ministro das Comunicações do país.

Apesar do otimismo, alguns países ainda veem com desconfiança o governo de Kagame. Nos últimos anos, o governo de Ruanda vem sendo criticado pelo aumento do autoritarismo. Segundo os Estados Unidos, o país vem reduzindo as liberdades individuais e aumentando a perseguição a membros da imprensa e opositores políticos.


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COLUNA ESPLANADA

Acusado de pedofilia, dono de escola alega que menina é ‘produto no mercado’

por Leandro Mazzini em 6 de abril, 2014

É tão assustadora quanto o escândalo de pedofilia no Amazonas a petição da defesa do empresário Waldery Areosa na tentativa de habes corpus preventivo. Em sua defesa, o dono de escola e faculdade alegou, no documento, que as menores são ‘produto no mercado’, e cita até a violência presumida consentida. Com o deputado estadual Fausto Souza também acusado, a Assembleia Legislativa do Amazonas vai abrir CPI. A denúncia foi feita pelo Ministério Público na Operação Estocolmo.

Memória

A denúncia no Fantástico de domingo passado foi considerada branda pelas autoridades do MP e policiais. O crime envolvendo poderosos é muito mais abrangente.

Fala, senadora

A senadora Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) avisou que não discursou sobre o escândalo na semana passada, mas tem protestado na tribuna e nas bases, pedindo justiça.

Pé no barro

Na tentativa de crescer nas pesquisas, o vice de Cabral que assumiu o governo, Luiz Pezão (PMDB), criou slogan: ‘Pezão na Estrada, no Asfalto e no Barro’.

Pressão total

Os sindicatos pressionam o Poder Executivo para equiparar os benefícios de seus servidores com os do Judiciário e Legislativo. Os valores estão muito defasados. Dois exemplos: um auxílio-creche no Executivo é de R$ 94 (que não deduz do IR!), mas para o Judiciário é R$ 780. Os vales-refeições são de R$ 373 e R$ 1.100, respectivamente.

Abusado Air

O novo ministro do Desenvolvimento Econômico, Mauro Borges, usou um jatinho da FAB de 18 lugares para o voo Brasília-Vitória-Brasília na quinta, em companhia de apenas um assessor. Foi visitar a sede da Samarco Mineração. Voos comerciais para dois passageiros no dia sairiam por menos de R$ 3 mil para os cofres públicos.


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Franklin Martins: o mal que nos aflige

por Percival Puggina em 5 de abril, 2014

A presidente Dilma convocou o camarada Franklin Martins novamente para a guerrilha da comunicação social. Ele vai comandar a campanha petista na imprensa e nas redes. Franklin havia dirigido a comunicação nos  governos petistas e é possível que tenha sido responsável por todas as perguntas não feitas – eu disse não feitas -  a Lula pelos jornalistas brasileiros nos últimos 12 anos. Coube-lhe, por bom tempo, lidar com a distribuição de verbas publicitárias federais à mídia nacional. Tal prática sempre se revelou excelente para estimular a auto-censura nos meios de comunicação. Coincidência ou não, as últimas semanas foram marcadas por demissões de conhecidos jornalistas que vinham merecendo destaque nacional e cujos comentários alcançam elevados índices de reprodução nos arquivos do YouTube.

Enquanto o PT viaja com a serenidade de uma pedra de curling, batedores à frente, preparando o terreno, a oposição fala em microfones de plenário que quase ninguém escuta. Digam o que disserem os parlamentares nas duas casas do Congresso, ninguém na mídia nacional dá bola para essas tribunas. E não é de hoje. Há bom tempo a oposição fala para paredes surdas e ouvidos moucos. Nada tem a oferecer. Não tem cargos, nem verbas, nem maioria. Em quase nada influi.

É muito provável que você, leitor, se surpreenda com a apatia oposicionista. Pois isso que constata é consequência do que acabei de descrever. A oposição parlamentar, política, partidária, raramente incomoda o PT. O partido quer calar é a oposição que se ouve e se vê. Ela está nas redes sociais, nessa miríade de mensagens, imagens e textos que circulam e recirculam, alcançando um universo ilimitado de pessoas. Ela está, também, na voz, na imagem e na palavra escrita de um número crescente de formadores de opinião, acadêmicos, escritores, intelectuais que chegam até você por diversas maneiras. É essa oposição não partidária, que é política mas não é alinhada, que incomoda o PT. É contra ela que se dirigem as tentativas de regular, regulamentar e, em palavras mais objetivas, controlar o que circula junto à opinião pública.

Para realizar tal tarefa surge no cenário o personagem mais macabro da comunicação social brasileira, o redator do tétrico manifesto divulgado durante o sequestro do embaixador Burke Elbrick, onde escreveu: “Este ato (…) se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a cabo: assaltos a bancos, nos quais se arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; ocupação de quartéis e delegacias, onde se conseguem armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários, para devolvê-los à luta do povo; explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores. Na verdade, o rapto do embaixador é apenas mais um ato da guerra revolucionária, que avança a cada dia e que ainda este ano iniciará sua etapa de guerrilha rural.”

Pois é esse mesmo personagem que, agora, transformado em próspero profissional da comunicação social, passa a trabalhar para a candidata Dilma Rousseff, com enorme influência nas verbas publicitárias do governo. Certamente não é por acaso que jornalistas não cabresteados pelo Planalto começam a bater pé nas calçadas em busca de novos locais de trabalho.

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COLUNA ESPLANADA

Baderneiros acuados

por Leandro Mazzini em 5 de abril, 2014

A Polícia Federal e a Interpol já fecharam acordos com as polícias de 31 países, que enviarão policiais para o Brasil durante a Copa da FIFA. Cada país enviará até sete policiais – e quatro deles poderão entrar nos estádios, com suas fardas de origem, mas sem armas, para intimidar torcedores problemáticos e até prendê-los. Os mapeamentos já avançam e a Interpol recebeu uma lista com os potenciais torcedores baderneiros que virão para a Copa. O foco são os hooligans da Europa e os argentinos, revela o chefe da Interpol, delegado Luiz Eduardo Navajas.



Cara a cara



A lista será enviada aos departamentos de imigração nos aeroportos, e eles serão identificados e revistados assim que desembarcarem.



Vistoria..



A Comissão de Segurança Pública da Câmara vai visitar as comunidades da Maré e Alemão, para verificar as políticas de segurança das UPPs.



..oficial



Segundo o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), presidente da Comissão, há relatos de que a ocupação policial não é seguida da social, e o tráfico continua forte.



Antipatia dá nisso



Na esteira da antipatia de Dilma com Obama, o Brasil ingressou como amicus curiae do governo da Argentina na Corte dos Estados Unidos, no litígio do país hermano contra credores americanos por causa do calote de anos atrás. Agora, a Câmara dos Deputados quer detalhes, se o Brasil vai ter custos para a mãozinha amiga ao governo Kirchner.



Na mira



O secretário do Tesouro, Arno Augustin, e o assessor para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, serão convidados para audiência pública na Comissão de Relações Exteriores. Marco Aurélio, de tanto defender trapalhadas de países encrencados na AL, ganhou alcunha de Assessor Especial para Assuntos Bolivarianos.





A todo gás



A CPI da Petrobras terá gás. Informação de bastidores garantida por diplomatas é de que, mesmo não precisando, o Brasil compra US$ 400 milhões a mais de gás líquido por mês, a mando do ex-presidente Lula, para ajudar o governo Evo Morales.



Dormiu no ponto



A assinatura do contrato com a Astra foi em 1º de setembro de 2006. Mas o conselho não teria feito nova análise das cláusulas desde a iniciativa de compra meses antes.



Crime sem fronteiras



Os dados da Comissão de Segurança da Câmara, que criou subcomissão especial, são assustadores: o tráfico humano e de órgãos rende US$ 12 bilhões por ano no mundo.



Silêncio no ar..



No programa de quarta, Jô Soares entrevistou um padre holandês. O vellho lembrou que na sua época de criança no seu país, durante a Segunda Guerra Mundial, não tinha água, luz… ‘E não era o governo Dilma, hein’, brincou o apresentador. E o velho o cortou: ‘Toda comparação é odiosa’.



Sert’arena



Para fugir do conceito ‘elefante branco’ extra-Copa, o governo do DF tem alugado o estádio nacional para shows. O desta semana é a gravação de um DVD de desconhecida dupla sertaneja. Anunciam o evento no ‘anel interno’ do Mané Garrincha.



No acostamento



Sem quatro diretores, a ANTT segue criando resoluções-tampão para dar celeridade às licitações. Desde o início do mês, todo veículo pirata apreendido vai para o depósito em até 72h, mais rápido que antes.



Fila não anda



Dia 18 vence o mandato do único diretor nomeado na ANTT. Para não ceder a pressão de partidos, a presidente Dilma segurou a nomeação de outros quatro diretores. Na Antaq, que cuidará da licitação dos portos, três das cinco diretorias estão vagas.



Lata de sardinha



Um vídeo sobre a superlotação do metrô do Rio circula nas redes. Os seguranças dão jeitinho para fechar a porta, travada: empurrar passageiros com toda a força.



Ponto Final



Com a Copa e as eleições, o governo está no acostamento da via engarrafada para o progresso.


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Estudantes de Medicina terão exame bienal obrigatório a partir de 2016

4 de abril, 2014

A partir de 2016, estudantes do curso de Medicina terão de prestar exames bienais para comprovar o conhecimento adquirido. O desempenho no exame será classificatório para o ingresso na residência.

As novas regras para a graduação de Medicina foram divulgadas na última quinta-feira, 03, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). A avaliação será de responsabilidade do Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem.

Os estudantes que já estão matriculados no curso não serão afetados pelas novas regras, mas podem optar por seguir o novo modelo.

A resolução ainda precisa ser assinada pelo ministro da Educação, Henrique Paim, o que deve ocorrer em breve. A nova regra faz parte da lei que criou o programa Mais Médicos, em outubro do ano passado.


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A caça aos carteis dos setores de bens e serviços

4 de abril, 2014

Para muitas pessoas carteis de preços querem dizer versões grandes e explícitas como o que a OPEP opera para o petróleo e o do diamante, hoje extinto. Mas pelo menos tão prejudiciais são os vários carteis em áreas pouco glamorosas como rolamentos mecânicos e taxas de transporte, os quais podem continuar por vários anos, discretamente aumentando o custo para os consumidores de todo tipo de bens e serviços.

O conluio entre produtores para determinar os preços e repartir mercados está em alta, com os carteis se desenvolvendo de maneira cada vez mais intricado e em uma escala global.

As agências reguladoras que zelam pela livre concorrência detectaram várias conspirações nos últimos anos, incluindo uma na qual mais de 20 empresas aéreas haviam fixado os preços de transportes de cargas que talvez tenham chegado a US$ 20 bilhões. Elas receberam uma multa de US$ 3 bilhões, e até agora as indenizações pagas a consumidores ludibriados já excedem US$ 1 bilhão.

Um estudo acadêmico verificou que o cartel típico aumenta o preço dos bens e serviços em questão em 20%. Outro sugeriu que os carteis subtraem bilhões de dólares por ano de consumidores de países pobres, o que, caso confirmado, drenaria o equivalente a todos os fundos provenientes de doações de auxílio humanitário realizadas pelos governos de países ricos.

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Elizabeth Bishop ─ Prosa

por Marisa Motta em 4 de abril, 2014

Este é um ótimo momento para a divulgação da obra da poetisa norte-americana Elizabeth Bishop (1911-1979) no Brasil. Depois de anos fora de catálogo, sua passagem pelo país foi filmada em 2013 por Bruno Barreto em Flores raras, sua poesia foi reeditada em 2012 pela Companhia das Letras, com Poemas escolhidos, na elogiada tradução de Paulo Henriques Britto. Agora, mais uma vez com tradução e notas de Paulo Henriques Britto, a Companhia das Letras lança Prosa com todos os textos publicados em Esforços do afeto e outras histórias (1996), mas também textos inéditos sobre o Brasil, a correspondência com a crítica Anne Stevenson (1963-5) e a análise da poesia de Gerard Manley Hopkins, feita quando Bishop era estudante universitária. Este livro apresenta também uma seleção do material divulgado em Prose organizado pelo crítico e poeta Lloyd Schwartz em 2011.

Alguns textos revelam a relação de amor e irritação que a autora mantinha com o Brasil. Como “Na ferrovia chamada Encantado”, escrito para o New York Times na década de 1960, em que narra o réveillon de 1965, quando o Rio comemorava 400 anos. Enquanto multidões se reuniam para homenagear Iemanjá, Bishop descreve a comemoração como “bem carioca”: latina e africana, católica e pagã. Para ela o Rio não era uma cidade linda, e sim “o cenário mais lindo do mundo” para uma cidade. E reclama de problemas tão cariocas, que, pelo visto, são crônicos. O trânsito a irritava. As ruas eram escuras e os prédios de Copacabana sujos.

A visão mais franca e mais dura sobre o Brasil surge nas cartas que Elizabeth Bishop trocou com a crítica literária Anne Stevenson. Nelas, aparece de forma muito clara seu apoio ao golpe político-militar de 1964. Bishop achava que João Goulart era um ladrão e que o novo governo do marechal Castelo Branco era honesto. Segundo ela, os brasileiros não tinham consciência cívica. Essa visão contundente jamais era expressa em público, porque se achava devedora por ter sido tão bem acolhida.

Em “Uma nova capital, Aldous Huxley e alguns índios” a autora relata a história pitoresca da viagem que fez com Huxley e a esposa e mais um grupo de oito pessoas a Brasília recém-construída, seguida de uma incursão pelo sertão, para conhecerem os índios iaualapitis. Ela acha os índios “cheirosos”, toma banho de rio com eles e os presenteia com fósforos e cigarros. Saiu ainda lisonjeada. Um dos índios disse que era viúvo e perguntou se ela não queria mudar para a tribo e ser sua mulher. Narra ainda o encontro com Claúdio Villas Bôas e a emoção dele diante de Huxley.

Elizabeth Bishop é considerada uma das maiores poetisas do século XX, mas sua prosa não é menos brilhante. Com a capacidade extraordinária de observação psicológica e subjetiva, Bishop descreveu a textura do mundo, lugares e animais, o tempo, a memória, a natureza e o amor. Para Schwartz, a poetisa tinha a capacidade de “ver o mundo com telescópio e microscópio ao mesmo tempo”.

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COLUNA ESPLANADA

Fogo no barril

por Leandro Mazzini em 4 de abril, 2014

Com maioria na composição, a base governista vai tentar esvaziar a CPI da Petrobras no Senado, sobre a suposta compra superfaturada da refinaria em Pasadena (Texas). A oposição vai questionar a atuação do conselho administrativo e a responsabilidade criminal com dinheiro público, visando o indiciamento e até a devolução dos jetons recebidos durante 2006, o ano do contrato. Foram pagos US$ 3 milhões a nove conselheiros e sete diretores. Os executivos eram José Sérgio Gabrielli, Almir Barbassa (Financeiro), Ildo Sauer (Gás), Guilherme Estrella (Exploração), Paulo Costa (Abastecimento), Nestor Cerveró (Internacional) e Renato Duque (Serviços).

Patotinha

Os conselheiros de 2006 eram Dilma Rousseff, Silas Rondeau, Guido Mantega, José Gabrielli, Gleuber Vieira, Arthur Sendas, Roger Agnelli, Fábio Barbosa e Jorge Gerdau.

Ôh, da prateleira!

Gabrielli era o então presidente da estatal; Dilma, presidente do conselho; Agnelli, o homem da Vale. Fica o mistério: o que Sendas, o homem dos supermercados, fazia ali.

Ela, de novo

Quem também figurava no Conselho Fiscal da Petrobras em 2006 era Erenice Guerra, braço da então chefe da Casa Civil, Dilma, demitida em 2010 por suspeita de lobby.

Até o PT quer saber

Se verídico que a Consultoria Projeto, de Antonio Palocci, também aconselhou a compra da refinaria à Petrobras pelo preço fechado (US$ 1,2 bilhão), como soprado na Esplanada, o mistério se junta a outro: por que Palocci fica mais em Londres que no Brasil, há meses, fazendo a ponte com São Paulo e conversando apenas com Lula.

‘Meu Paloccinho’

Palocci é ainda muito benquisto pelo mercado e por financiadores de campanha. Foi ele quem tocou o caixa da eleição da presidente Dilma. É ele quem deve voltar a operar para a tentativa de reeleição. Quando caiu, Dilma soltou: ‘Perdi meu Paloccinho’…

Silêncio ensurdecedor

A denúncia do Fantástico foi domingo, mas até ontem, a mais feminista e maior defensora dos direitos humanos no Senado, Vanessa Graziotin (PCdoB-AM), não deu pio na tribuna contra o escândalo da pedofilia entre políticos e empresários de Manaus.

Pé no chão

O DEM é mais realista que partidos da base na meta de eleição para a Câmara dos Deputados. Pretende eleger 40, com foco na Bahia, Minas e SP. Hoje tem 26.

Sheherazade sumiu

A apresentadora âncora do SBT Rachel Sheherazade entrou em férias forçadas, para delírio de uns, e saudade de outros. Especula-se: será que volta?

Evo cobra

O presidente Evo Morales determinou à Justiça da Bolívia ‘investigação exaustiva’ para descobrir se as obras das represas no rio Madeira, para as hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, motivaram a inundação de cinco povoados.

Na conta

Um juiz boliviano decidiu liminarmente obrigar as empreiteiras brasileiras a pagarem ajuda de custo a 60 mil famílias desabrigadas e as que perderam 60 vidas. Caso inédito nas relações com o Brasil. Foi um dos motivos que levou a presidente Dilma a Rondônia em março, e o seu cuidado para não criticar o governo aliado.

Menos, doutor…

Filho do apenado José Dirceu, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) publicou artigo desancando a mídia e o Judiciário, os acusando de injustiças e os comparando às decisões ditatoriais. Mas nenhuma linha do mensalão, crime comprovado.

Há 50 anos…

… Um presidente atrapalhado e indeciso, dominado por um cunhado agitador que queria o seu cargo, cercados por Forças Armadas sedentas pelo combate ao comunismo, apoiadas pela mídia e por grandes empresários com medo de perderem suas fortunas. Mas todos superados pelo povo que, gradativamente, acordou e retomou o poder.

Sorte é isso aí

Para quem duvida dos prêmios da Caixa, um casal americano (pelo menos lá aparecem acertadores) ganhou US$ 1,7 milhão em três sorteios em… apenas 16 dias.

Eu, hein!?

Circula que o militar marido de Ideli Salvatti foi a missão na Rússia como tradutor da Defesa. Então o que faz o Itamaraty com 17 departamentos na embaixada em Moscou?

Ponto Final

Nem foi inaugurado e o túnel de acesso ao aeroporto de Brasília vira uma piscina de lama em dias de chuva.

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Mianmar pode abrigar as maiores reservas de petróleo do mundo

4 de abril, 2014

Após uma longa espera e diversos atrasos o governo de Mianmar finalmente anunciará a quais empresas serão concedidos os direitos de exploração de grande parte das reservas nacionais de petróleo e gás. O resultado da concorrência para explorar 19 campos de águas profundas e rasas é um dos eventos mais ansiosamente esperados do setor de hidrocarbonetos. A competição atraiu quase todas as gigantes globais, como Total, Shell, Statoil e Chevron. As vencedoras esperam explorar algumas das áreas mais promissoras que restam na Ásia, e talvez no mundo todo.

O quão promissoras elas são, no entanto, é questão de intensas especulações e muitos exercícios de adivinhação. Devido às duradouras sanções econômicas impostas a Mianmar – iniciadas em meados da década de 90 e flexibilizadas há apenas dois anos – quase nenhuma avaliação foi feita para determinar a capacidade dos campos de petróleo e gás do país, o que faz com que as estimativas variem enormemente. As reservas energéticas provadas são modestas: 50 milhões de barris de petróleo e 283 bilhões de metros cúbicos de gás natural, sendo que estes valem US$ 75 bilhões a preços correntes.

Essa é a estimativa não oficial que atraiu empresas como Shell e Chevron. A Myanmar Oil and Gas Enterprise, uma empresa estatal, afirma que nas reservas há 226 milhões de barris de petróleo e 457 bilhões de metros cúbicos de gás. Petroleiros estrangeiros concordam que tais números parecem razoáveis. Esses dados equiparariam os campos de Mianmar aos do Mar do Norte, da Inglaterra, e aos do Brasil, antes de serem explorados. É possível até mesmo que eles estejam subestimando o total.


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Aversão brasileira ao rótulo ‘de direita’ pode estar prestes a mudar

3 de abril, 2014

 “Cinquenta tons de rosa” é como Luiz Felipe d’ Avila, do Centro de Liderança Pública, descreve o espectro político do Brasil. O país tem apenas 32 partidos, mas 26 têm nomes que combinam palavras como “social”, “democrata” e “trabalhadores”. Mesmo aqueles que não são de esquerda não se rotulam de direita.

A aversão ao rótulo “de direita” é um legado do regime militar que tomou o poder após um golpe há 50 anos e só o devolveu em 1985. Isso é compreensível, mas não é inteiramente justo. O regime militar adotou um conjunto de políticas que não seriam uma anomalia na França esquerdista, como por exemplo o apoio a “campeões nacionais”, a tolerância a cartéis, a proteção comercial, programas de transferência de renda e apenas uma pitada de ortodoxia macroeconômica para manter os mercados felizes.

Apesar de assumirem uma aura progressista, os partidos brasileiros da atualidade também seguem este modelo, diz Roberto Mangabeira Unger, professor da Universidade de Harvard. Por esse lado poderíamos até chamá-los de “conservadores”.

Esquerda superficial

Os próprios brasileiros não são um grupo particularmente de esquerda. Em novembro, uma pesquisa feita pelo Datafolha revelou que quase a metade tem opiniões de direita em questões sociais, tais como o controle de armas ou a pena de morte, e apenas pouco mais de um quarto expressam pontos de vista de esquerda. Em questões econômicas as proporções são invertidas, mas isso ainda deixa mais de um brasileiro em quatro cético em relação à intervenção do Estado, altos impostos e assim por diante .

“Os eleitores recuam do rótulo ‘conservador’, mas abraçam muitas ideias conservadoras”, diz Ronaldo Caiado, do Democratas, um de dois partidos de direita no Congresso (o outro se disfarça sob o nome de Partido Progressista). Caiado critica o inchaço do governo, é duro com o crime e prega a moral tradicional. Sua posição é solitária na legislatura brasileira.

Reforços podem estar a caminho. João Amoêdo é fundador e presidente do recém-formado Partido NOVO, que defende o livre mercado, o Estado mínimo, impostos baixos e liberdades individuais (incluindo o direito de portar armas), ao contrário do ideal político brasileiro de “Suécia tropical”, para usar uma frase de Mangabeira Unger. Amoêdo é banqueiro e até ousa pronunciar a palavra “privatização” e Petrobras na mesma frase. Faltam apenas 20 mil das 492 mil assinaturas que o Partido precisa para ser autenticado e participar de eleições. Isso deve acontecer em maio, tarde demais para participar das eleições em outubro deste ano, mas talvez não tarde demais para inserir uma discussão séria sobre o tamanho do Estado na pauta do Congresso.

Na medida em que os brasileiros enriquecem, mais deles poderão preferir guardar seus ganhos do que compartilhá-los. Adriano Codato, cientista político da Universidade Federal do Paraná, observa a ascensão de uma nova direita ideológica, especialmente entre blogueiros e colunistas. Eles foram eleitoralmente irrelevantes até agora, diz Codato, mas isso pode mudar.

O vídeo abaixo é uma entrevista que João Amoedo concedeu ao Instituto Liberal para explicar a iniciativa de se criar um novo partido no Brasil:



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GRITA BRASIL

E a Saúde vai mal, obrigado!

por Claudio Schamis

3 de abril, 2014

A cena choca. A cena revolta. A cena faz você pensar. A cena não acha respostas. A cena provoca inúmeras perguntas.

Como permitimos que a Saúde chegasse ao limbo?

E de que adianta esses relatórios produzidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) senão o de atestar o que todo mundo já sabe?

Segundo relatório do TCU, depois de visitarem 116 hospitais gerais e prontos-socorros em todos os estados e no Distrito Federal, chegou-se a conclusão de que 81% das unidades têm déficit de médicos e enfermeiros e que, em 56% delas, faltam remédios e ataduras em razão de falhas nas licitações.

Os números impressionam, ou pelo menos deveriam. Só que eles só impressionam mesmo quem sofre na pele o caos. Nossos deputados, senadores e governantes têm seus planos de saúde, tornando a questão não prioritária na gestão deles. Na verdade, a questão nunca foi uma prioridade.

O problema é até estranho, pois há dinheiro, isso é óbvio pra mim. Se há dinheiro para se fazer uma Copa, que segundo a presidente será a Copa das Copas, tem de haver dinheiro para a Saúde. O que não há é vontade política. Senão qual outra explicação? A burocracia das licitações? O que dizer das inúmeras obras começadas e esquecidas, das obras prometidas, dos aparelhos de tomografia e de ressonância magnética comprados e parados sem uso porque faltou um maldito documento ser assinado ou faltou uma guia?

Que administração é essa? Põe o aparelho para atender a população e depois resolve essa questão. Os pacientes podem não ter esse tempo para esperar.

Não podemos ser um país sério. Não podemos ser um país do século XXI. Não somos um país sério. E infelizmente estamos no século XXI com governantes com a cabeça na idade da pedra, onde o tratamento médico era na base da porrada.

Só muda de endereço

A foto acima é do Hospital Salgado Filho no Rio de Janeiro, onde a paciente aguarda atendimento deitada no chão da enfermaria. Mas ela poderia ter sido tirada em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, João Pessoa, no Acre, no Amapá, no Amazonas ou em Brasília. A única diferença seria o endereço. Mais nada. Absolutamente mais nada. O descaso, a falta de respeito à vida e ao ser humano são os mesmos.

Somos tratados como mercadoria que pode ser jogada no chão até chegar o nosso momento. Só que o nosso momento pode ser tarde demais.

Nenhum país sério obriga o paciente a enfrentar uma fila de horas, às vezes dias, para se conseguir apenas uma senha, para aí sim conseguir marcar uma consulta que será para daqui a meses. Existem pessoas que não têm esse tempo. A doença, essa não reconhece o tempo do governo. Ela é cruel. Assim como o governo também é. Aliás, uma das doenças é o próprio governo.

As palavras compaixão, respeito, apreço estão definitivamente banidas do vocabulário de Dilma & Cia.

Promessa de governo em que a Saúde é prioridade é conversa para boi, vaca, bezerro e porco dormirem.

Se somos conhecidos como um dos países mais hospitaleiros do mundo, somos também o lanterninha em quantidade de leitos por habitantes. Perdemos apenas para a Turquia.

Só para ilustrar, em 2013 o Brasil tinha apenas 2,51 leitos por mil habitantes. Já a média dos países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) era de 4,8 leitos por mil habitantes. Na União Europeia, de 5,3.

No país da Copa a saúde que se exploda

E enquanto isso a presidente vem ao Rio de Janeiro olhar como estão as obras da expansão do metrô e fazer ti-ti-ti blá-blá-blá com o governo do estado visando apoio à sua reeleição.

A saúde que espere. A saúde que se exploda.

E é isso que está acontecendo, nossa saúde está abandonada no país da Copa das Copas.

Quem vai pagar por mais esse malfeitos, presidente Dilma? Não vai ser você. Somos nós, só que dessa vez com nossas próprias vidas.

Sei que não é fácil administrar um país, ainda mais um da dimensão do Brasil, mas ao mesmo tempo eu sei que muita coisa poderia ser diferente se houvesse um real interesse da parte do governo para que essa parte da máquina funcionasse. O governo tem recursos, tira daqui um pouco, dá uma concessãozinha e tudo seria resolvido. É simples? Acho que não. Mas também não é um bicho de sete cabeças. Com a quantidade de impostos que pagamos e que vocês recolhem daria para ajeitar o país. Temos uma das cargas tributárias mais altas do planeta e parece que os benefícios que deveriam vir daí de volta para nós se perde no meio do caminho em compra de votos, desvio de verbas, em cuecas, meias, empresas fantasma, laranjas que fazem a mágica de sumir com o dinheiro, que nunca chega. É quase como o ditado: “Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”. É algo assim. O dinheiro até existe, mas ao mesmo tempo é como se não houvesse um tostão nos cofres públicos, pelo menos a parte do dinheiro que seria destinada ao povo e ao seu bem estar.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.

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Primeira Guerra Mundial: um fenômeno editorial

3 de abril, 2014

Quatro meses antes do centenário do início da Primeira Guerra Mundial, o bombardeio de novos livros de historiadores rivais está se acirrando. Diferentemente de muitos jovens que foram lutar em 1914, ninguém acha que tudo estará acabado até o Natal.

Isso não surpreende. A Grande Guerra sempre foi um fenômeno editorial. Cerca de 25.000 livros e artigos acadêmicos foram escritos sobre ela desde 1918. Os argumentos foram conduzidos com intensidade forense e convicção moral irredutível. A fascinação com a guerra, mais forte nos países anglófilos, é justificada. Pelo menos 10 milhões de homens morreram no conflito; mais do que o dobro foram gravemente feridos. Aqueles que guardaram cicatrizes mentais para o resto de suas vidas não são contados, assim como não o são os civis que morreram ou foram prejudicados pela remoção ou pelo luto.

A guerra destruiu impérios (alguns rapidamente, outros mais lentamente), criou novos estados-nações instáveis, deu uma sensação de identidade aos domínios britânicos, forçou os EUA a se tornarem uma potência mundial e teve como resultado direto o comunismo soviético, a ascensão de Hitler, a Segunda Guerra Mundial e o holocausto. A agitação no Oriente Médio tem suas raízes no mundo gerado por ela. Como descreve Fritz Stern, um historiador teuto-americano, o conflito foi a “primeira calamidade” do século XX, a partir da qual brotaram todas as outas calamidades”.

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COLUNA ESPLANADA

Petrobras pagou US$ 3 mi a conselheiros do caso Pasadena

por Leandro Mazzini em 3 de abril, 2014

Enquanto o trabalhador brasileiro tinha salário mínimo de R$ 350 em 2006, a Petrobras pagou muito bem os trapalhões do conselho administrativo e diretores que fizeram vistas grossas às cláusulas do contrato com a Astra Oil, que onerou a estatal em US$ 1,2 bilhão na compra da refinaria de Pasadena (Texas). O Annual Report de 2006, ano do contrato, informa que a petroleira desembolsou US$ 3 milhões de bônus e jetons para os 10 conselheiros e os sete diretores executivos. Cada um levou para casa US$ 176 mil — ou, em valores de hoje, cerca de R$ 401 mil naquele ano.

Benefício$

A revelação está na pág. 131 do report. Os sete diretores executivos ainda recebiam salário milionário. Os 17 tinham direito a auxílios-moradia, educação e plano de saúde.

Conselheiro$

Entre os conselheiros da compra estavam Dilma, Graças Foster, Nestor Cerveró, recém-demitido e de férias na Europa, e Paulo Pires, preso pela PF por ligação com doleiro.

Não largam o osso

Hoje, entre os conselheiros da petroleira estão Guido Mantega (Fazenda), Jorge Gerdau, a própria Graças Foster, Luciano Coutinho (BNDES), Miriam Belchior (Planejamento)…

Promissórias em risco

Com 6 a 1 no STF contra o financiamento por empresas para candidatos e partidos, os políticos estão em polvorosa. Muita gente no Congresso já tem promissória assinada. Das duas, uma: ou o caixa 2 vai rolar solto, em dinheiro vivo, ou os congressistas vão se unir em frente suprapartidária para driblar a norma dos ministros da Corte para este ano.

Drible na Corte

Um pemedebista indicou para a Coluna, meses atrás, que os congressistas articulam uma saída: aprovar uma emenda em PEC já em tramitação na CCJ da Câmara, que criaria brecha para financiamento privado este ano. A conferir.

Prévias…

Dois dos principais ex-diretores da Petrobras quando da aquisição da refinaria podem depor na Câmara antes da instalação da CPI do Senado. Dia 16, a Comissão de Fiscalização e Controle deve receber Nestor Cerveró, que deseja abrir o bico!

…do escândalo

Ontem, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou requerimentos para convidar Cerveró e Paulo Roberto Pires, o ex-diretor de Abastecimento.

Mistério do elevador

Num elevador do Senado ontem, juntos: Roberto Amaral (PSB) — Eduardo Campos de carteirinha — e os embaixadores Samuel Guimarães e José Viegas (de Roma).

Tratorou

O Senado aprovou projeto de lei do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) que extingue o emplacamento de tratores. Isso causava custos adicionais e desnecessários aos pequenos lavradores. Vai à sanção da presidente Dilma.

Convocação geral

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ontem à noite aos líderes do Congresso convite para audiência pública na próxima quinta, para debaterem a atuação da procuradoria eleitoral no combate aos crimes eleitorais durante a campanha.

Memória viva

Matéria do Paraná TV ontem revelou antigas ligações entre o deputado André Vargas (PT), hoje vice-presidente da Câmara, e o doleiro Alberto Yousseff. Nos anos 90, Vargas coordenou campanha do deputado Paulo Bernardo e foi acusado operar caixa 2.

Pisando em ovos

O ministro da Defesa, Celso Amorim, vai à Comissão de Relações Exteriores e Defesa na Câmara na quinta que vem falar sobre o pedido de reajuste do soldo militar. Prepara o suadouro. Ele soube que os comandantes Enzo Peri (Exército), Juniti Saito (Aeronáutica) e Julio Moura Neto (Marinha) estarão sentados na primeira fila.

Turma do poder

Os deputados Hugo Napoleão (PSD-PI), Eduardo Barbosa (PSDB-MG), Nelson Pellegrino e Hauly (PSDB-PR) vão compor a CCAI, a comissão de fiscalização da Abin e do GSI, com acesso aos relatórios de atividades de espionagem e gastos secretos.

Mineirinho

Depois de tanto relutar, o prefeito de BH, Marcio de Lacerda (PSB), deu sinais de que pode disputar o governo de Minas para dar palanque a Campos. Ele é aliado de… Aécio.

Ponto Final

No país que não preserva e não respeita sua memória: vândalos invadiram e incendiaram a casa onde Pelé viveu com a família em Bauru.

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Começa a busca pela sede da biblioteca e museu de Obama

3 de abril, 2014

Na semana passada a Fundação Barack Obama abriu o processo de seleção de instituições interessadas em ceder espaço para a 14ª biblioteca presidencial. Marty Nesbitt, membro do conselho de administração da fundação e amigo dos Obamas, afirma que uma lista preliminar será apresentada a Barack e Michelle Obama no início de 2015.

A Universidade Columbia, em Nova York, onde o presidente estudou, está preparando uma proposta, bem como o Havaí, seu estado natal. Mas Chicago, com seus fortes laços com Obama, parece estar na dianteira.

O dinheiro necessário para construir a biblioteca – provavelmente cerca de US$ 500 milhões – será angariado pela fundação e incluirá um fundo para cobrir parte dos custos de manutenção. O resto virá da Administração de Arquivos e Registros Nacionais (NARA, na sigla em inglês), que tem a responsabilidade de administrar todas as bibliotecas presidenciais, as quais custam US$ 70 milhões por ano.

No ano passado meros 10.660 acadêmicos recorreram às bibliotecas. Por outro lado, 730.000 pessoas frequentaram programas educacionais nas instituições, e 2,4 milhões de pessoas visitaram os museus associados. Cada nova biblioteca parece ser maior que a anterior, o que é compreensível dado que registros e artefatos estão sendo acumulados em um ritmo cada vez mais rápido. A libraria de Herbert Hoover guarda 500 presentes; a de Eisenhower 25.000; já a de Bill Clinton, mais de 150.000.


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O derretimento de Dilma

por Eugênio Bucci em 2 de abril, 2014

Em 2002, no auge de sua popularidade, com índices de aprovação batendo no teto, o então presidente Lula tinha tudo para ganhar sua terceira eleição consecutiva. Mas, como a Constituição não permite três mandatos seguidos a um chefe do Executivo, essa alternativa não existia. Lula tinha de se despedir de seu domicílio no Alvorada. Tudo o que podia fazer era indicar um nome para lhe suceder.

Foi assim que o nome de Dilma Rousseff entrou para a história do Brasil. Foi assim que a imagem de Dilma Rousseff começou a ser milimetricamente construída. Sem nunca ter passado por eleição alguma, sem liderar um único militante do PT, sem carisma dentro ou fora do partido, a então ministra da Casa Civil virou sinônimo de gestora genial, além de ter virado também a “mãe do PAC” (alguém ainda se lembra dessa sigla?). Sua figura austera e severa, avessa a conchavos, convescotes e tapinhas nas costas, ganhou a aura de suprassumo da competência administrativa, numa proeza notável do marketing político. Que funcionou direitinho. O eleitorado comprou essa imagem, e Dilma venceu o pleito de 2002, como a gerente ideal para tomar conta do Brasil.

A expressão “tomar conta” não é assim tão aleatória. Na cabeça de muita gente, aquele terceiro mandato vetado pela norma constitucional seria mais ou menos o mandato em que Lula sairia de férias. Alguém tomaria conta da casa, para que ele pudesse voltar quatro anos depois.

Agora, quando os quatro anos se passaram, o nome de Lula continua em alta (estratosférica) em todas as pesquisas. Ele tem tudo para regressar. Basta uma palavra, e o PT vai sagrá-lo candidato oficial. Não há nada a impedir esse caminho. Nada, a não ser a imagem de Dilma Rousseff. A titular da caneta que, no dizer de um jornalista arguto, é o mais poderoso partido político deste país quer permanecer no emprego. Se ninguém demovê-la dessa determinação, Lula, mesmo tendo tudo na mão, ficará de mãos atadas. A não ser…

A não ser que a imagem de Dilma derreta. Se sua fama de gerente ultracompetentíssima entrar em combustão, se ela não mais conseguir agregar os líderes da base aliada, se expoentes do PT aumentarem o volume das críticas que já fazem a ela, bem, nesse caso, ela poderia espontaneamente pedir para sair. Aí, então, abriria o caminho para Lula voltar nos braços dos cabos eleitorais. Sem desgaste. Ele estaria de volta não como um chefe ingrato e deselegante que desalojou do emprego a primeira mulher a presidir o Brasil, mas como o soldado que diz sim a uma convocação do povo. Ninguém lhe daria mais apoio que a própria Dilma.

A conjectura talvez pareça irrealista, mas é bom não desprezá-la. O cenário improvável começou a ganhar viabilidade concreta quando o PMDB se rebelou ferozmente contra ela. Bem se sabe que o PMDB, esse peculiar partido de centro no qual o centro está em toda parte, é o lastro da nau da governabilidade. Se ele pular fora, a coisa aderna. Por enquanto, os peemedebistas só ameaçaram, não produziram estragos maiores, mas já foi o suficiente para adensar o coro do “volta, Lula”. Em seguida, estourou o escândalo da Petrobras, que vem aniquilando a reputação de gestora eficientíssima que Dilma segurou até aqui, meio aos trancos. Ainda em seus tempos de ministra, quando presidia o Conselho da estatal, ela deu aprovação expressa a um negócio que custou à Petrobras mais de US$ 1 bilhão. Não poderia haver notícia pior para uma gerente competente. Estamos falando, portanto, de uma imagem em franco derretimento.

Quem ganha com isso? Não, não são os opositores. Quem ganha é a coalizão que já está no poder e que, em caso de necessidade, tem na manga a melhor carta de todas: Lula lá de novo. Eis a sinuca em que se encontra a oposição. Se o mundo sorrir para Dilma, ótimo para o governo. Se, no entanto, Dilma derreter, tanto melhor.

Por um caminho ou por outro, o isolamento é o que mais se fortalece na órbita dela. A solidão aumenta à medida que a temperatura sobe. Dilma olha para os lados e não vê ninguém – a não ser o rosto onipresente de seu maior apoiador, também seu maior pesadelo, o único que pode destroná-la.

Para encerrar a história, uma ironia (sempre existe uma): a imagem de Dilma vai se desfazendo não pelos defeitos que ela tem, mas pelas virtudes que ninguém lhe tira. Deixando de lado os erros administrativos, indiscutíveis, é por ter dito um ou outro não aos caciques narcisistas, de reputação pouco ilibada, que ela agora tem de gerenciar seu próprio derretimento.


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As amarras por trás do silêncio do Brasil

2 de abril, 2014

O Brasil, líder regional, tem se mantido em silêncio diante da crise na Venezuela. A presidente Dilma Rousseff fez poucos comentários públicos sobre o país vizinho até agora, e o Ministério das Relações Exteriores limitou-se a reafirmar sua solidariedade com o governo de Nicolás Maduro. Não é à toa. Embora devesse assumir uma postura mais clara e dura, o Brasil tem seus motivos para adotar uma postura discreta em relação à Venezuela .

A Venezuela é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. A escassez de produtos básicos na Venezuela significa que o país precisa importar cada vez mais bens manufaturados e agrícolas brasileiros.

Uma  intervenção diplomática, se percebida negativamente pelo governo Maduro, poderia romper o comércio bilateral e remover uma importante fonte de renda para os exportadores brasileiros.

Também poderia tornar mais difícil para as empresas brasileiras receber pagamentos da Venezuela. Em março, o jornal Valor Econômico estimou que a Venezuela deve a empresas brasileiras um total de  US $ 2,5 bilhões.

Já é difícil o suficiente extrair pagamentos da Venezuela devido ao seu complicado sistema cambial. Uma ruptura nas relações diplomáticas poderia impossibilitar a quitação de dívidas.

Além disso, o atual governo brasileiro de esquerda mantém certas afinidades ideológicas com a Venezuela, e Dilma não ousaria contrariar sua base de apoio esquerdista  criticando publicamente o governo de Maduro, tendo em vista que ela está mesmo é de olho na reeleição.

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Petrobras acertou na compra da refinaria de Pasadena, diz Mantega

2 de abril, 2014

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira, 02, que o Conselho de Administração da Petrobras acertou na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. A declaração foi dada durante uma entrevista ao programa da EBC, “Bom dia ministro”.

“O que se discute na Petrobras é a aquisição de Pasadena. Eu não estava no conselho de administração. Mas tenho certeza de que o conselho agiu corretamente na ocasião. O conselho é formado por pessoas da mais alta competência do setor público e privado. Analisou com toda discriminação e profundidade necessária”, disse o ministro.

Mantega disse que não teme “qualquer investigação” na Petrobras, pois a empresa é fiscalizada constantemente pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e por auditorias internas.

O ministro disse ainda que o caso vai ser esclarecido no Congresso pela presidente da empresa, Graça Foster, e pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. “Somos favoráveis à investigação. Vamos ver que a empresa trabalha na regularidade. É uma das maiores empresas do mundo. É a empresa que mais faz investimento no mundo, tirando as chinesas”, disse Mantega.

A pedido da oposição, o Congresso está avaliando a criação de uma CPI para investigar a empresa. Na última terça-feira, 01, uma manobra articulada pelo PT e pelo PMDB tentou inviabilizar a instalação da CPI. Primeiro, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) questionou a legalidade da CPI. Depois, o senador Humberto Costa (PT) apresentou outro pedido de CPI, solicitando a investigação da Petrobras, mas também de outros temas que afetam o PSDB, de Aécio Neves, e o PSB, de Eduardo Campos.

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Pesquisa: 76% dos chineses se sentem livres da vigilância do governo

2 de abril, 2014

Uma pesquisa realizada nos últimos meses em 17 países pela empresa GlobeScan, a pedido da BBC, revela algumas diferenças surpreendentes na forma como os chineses e muitos ocidentais veem suas liberdades. Alguns dos resultados não serão uma surpresa para ninguém que tenha ouvido falar de Edward Snowden: a maioria dos norte-americanos e alemães sente que não está livre da vigilância ou da fiscalização do governo, e apenas um terço dos norte-americanos e canadenses, 38% dos britânicos e 27% dos alemães acham que a internet é um lugar seguro para expressar suas opiniões.

A estatística verdadeiramente chocante é que 76% dos entrevistados na China disseram que se sentem livres da vigilância e do monitoramento do governo, a maior proporção entre todos os 17 países pesquisados (a Austrália ficou em segundo lugar, com 72%). A pesquisa também revela que 45% dos entrevistados chineses disseram que a internet é um lugar seguro para expressar suas opiniões, uma porcentagem maior do que na maioria dos países pesquisados (os franceses tem a pior avaliação nesse assunto, com 22%). Outra surpresa foi a proporção dos entrevistados na China, 47%, que acredita que a sua imprensa, que na verdade é rigidamente censurada, é livre. Esta proporção foi maior do que o resultado na França (24%), Espanha (28%), Alemanha (39%), EUA (42%), Austrália (42%) e Grã-Bretanha (45%).

Claramente, a pesquisa reflete, em parte, como o que as pessoas leem e assistem em seus meios de comunicação influenciam seu modo de pensar. A China não tem seu próprio Edward Snowden com que se preocupar, e sua imprensa não pode iniciar amplos debates públicos sobre a vigilância do governo. A pesquisa também nos diz algo sobre o que as pessoas esperam e exigem de suas sociedades tanto quanto ela reflete as condições reais. A pesquisa na China foi realizada em janeiro e fevereiro, por telefone, com uma amostra de 1.000 residentes urbanos em 18 cidades.

Outras respostas obtidas pela enquete revelam resultados menos surpreendentes para a China: há uma maior proporção de chineses do que em qualquer outro país, 45%, que discorda que a internet lhes dá mais liberdade (51% concordaram, empatando com a Alemanha). Uma pequena maioria de chineses também não pensa na internet como um lugar seguro para se expressar.


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A Crimeia na imaginação russa

2 de abril, 2014

Abecásia em 1998; Crimeia em 2014: ambos os territórios foram bruscamente tomados pela Rússia – a Abecásia da Geórgia e a Crimeia da Ucrânia. Vladimir Putin anexou formalmente a Crimeia, embora mantenha a Abecásia em um limbo de semi-independência. Mas os dois lugares têm algo a mais em comum: ambos eram destinos de férias da elite durante a existência da União Soviética. Isso pode ser mais do que uma coincidência trivial.

Quando a maior parte dos russos pensa na Crimeia o que lhe vem à mente são praias e estâncias termais do Mar Negro, os quais representavam para muitos cidadãos soviéticos algo próximo ao nirvana.

Para muitos russos do período soviético, as férias significavam uma temporada em estações de retiro próximas às suas cidades natais (ainda é possível visitar esses prédios no entorno de Moscou e em outros lugares, e imaginar como eram essas férias). Quinze dias na ensolarada Crimeia – ou na agradável Abecásia, do outro lado do Mar Negro – era um privilégio reservado na maior parte das vezes a autoridades de alto nível ou trabalhadores empenhados e bem comportados que recebiam tais viagens como prêmio. Havia acampamentos especiais para crianças nos quais os filhos de tais pessoas eram doutrinados de acordo com os fundamentos do materialismo dialético, mas onde também curtiam as delícias inebriantes do flerte da juventude e da liberação da supervisão paterna. Para todos eles, ambos os lugares significavam exotismo, calor e liberdade. Mesmo aqueles que nunca tinham ido à Crimeia ou à Abecásia conheciam a reputação desses lugares e desejavam frequentá-los.

Impressiona o fato de essa relação ter sobrevivido na era pós-soviética, quando russos abastados passam férias na Côte D’Azur e muitos outros na Turquia e Itália, onde as atrações costumam ser muito mais atraentes. Mesmo as pessoas mais sofisticadas ainda ficam com os olhos cheios de lágrimas quando descrevem como costumavam roubar tomates das instalações das autoridades do Partido Comunista na Crimeia dos anos 1970. Seus sentimentos em relação à península são determinados não pelas circunstâncias contemporâneas, mas sim pela escassez das alternativas na era soviética. Como outros objetos da nostalgia soviética – receitas queridas, músicas antigas e até a vitória contra os nazistas, a mais sagrada das conquistas russas – essa nostalgia da Crimeia revela o quão escassas são as boas memórias da Rússia do século XX. Em outras palavras, trata-se menos de uma reflexão sobre o passado distante e imperial da Rússia, com seus príncipes e conquistas, e mais sobre a aridez do passado recente.

E talvez haja outro aspecto mais universal para essa nostalgia, tanto pela Crimeia quanto pela Abecásia, algo íntimo e vulnerável por trás da retórica belicosa e dos homens ameaçadores de Putin: a saudade da infância perdida e o desejo de manter vivas as lembranças de lugares e tempos perdidos – até mesmo por meio do implante brusco dessas lembranças no presente russo.

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Catolicismo ganha fiéis nos EUA

2 de abril, 2014

Um quarto dos americanos se denomina católico, proporção que permaneceu constante mesmo diante da queda da parcela de batistas e outros protestantes. De acordo com uma estimativa, os EUA terão 100 milhões de católicos até o meio do século.

A resistência da proporção católica do país disfarça grandes mudanças. Os americanos gostam de trocar de religião. Dados do Pew Research Center sugerem que mais da metade dos americanos adultos mudaram de religião ou denominação em algum momento de suas vidas. A Igreja Católica se sai particularmente mal nesse contexto: para cada convertido, quatro fieis são perdidos. Como resultado, 10% dos americanos são ex-católicos. O abandono começou antes de serem divulgados os escândalos sobre abusos de crianças e o hábito da igreja de tentar ocultá-los, mas isso não ajudou na conversão de novos fieis.

O número de pessoas que abandonaram a religião no nordeste e no meio-oeste do país causou um encolhimento do catolicismo nos seus principais ex-redutos. No nordeste uma paróquia típica teve uma perda líquida de 167 fieis registrados entre 2008 e 2012, de acordo com o CARA, um instituto de pesquisa da Georgetown University. O encolhimento foi compensado pelo crescimento nas regiões sul e sudoeste do país. O número de católicos da arquidiocese de Atlanta, por exemplo, aumentou em 180% entre 2010 e 2011. Nessas áreas de crescimento dois terços do total de católicos são hispânicos.

A igreja dos latinos

Cerca de um terço dos católicos americanos são hispânicos, mas para aqueles com menos de 40 anos a proporção sobe para quase 50%. Os hispânicos católicos esperam um tipo diferente de prática religiosa. Procissões que incluem o carregamento de cruzes durante a Semana Santa se tornaram lugar comum. O modo como o sinal da cruz é feito pode ser diferente, bem como o uso da água benta e dos santos e altares escolhidos para a veneração – o crescente culto da Virgem de Guadalupe é o melhor exemplo. As missas também contam com mais música e pregação carismática.

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COLUNA ESPLANADA

Helicópteros Robinson: 42 mortes em 97 acidentes na década

por Leandro Mazzini em 2 de abril, 2014

Números assustadores colocam em xeque a eficiência e segurança do aparelho: com a revelação da Coluna dos sucessivos acidentes com os helicópteros Robinson no Brasil — os chamados ‘bolhas’ –, a Aeronáutica contabiliza, desde 2003, 42 mortes em 97 acidentes com três tipos de modelos da fabricante no País. Foram 41 ocorrências com 9 óbitos no modelo R22; 30 mortes em 53 registros com o R44; e 3 mortos em 3 acidentes com o R66. Muitos acidentes causados por imperícia ou imprudência dos pilotos.

Bruxa solta

Só neste ano foram seis mortes em três acidentes, dois com R22 e um com R44. Os modelos são muito usados para escola de pilotagem e por empresários e emissoras.

Aparelho da morte

O R44 prefixo PT-YMF caiu em Tracuateua (PA) em fevereiro. É caso reincidente. O mesmo aparelho já caíra em 2007, causando três óbitos, foi reformado e vendido…

Brasiiilll!

Esta aeronave reconstruída operava na escola de pilotagem de um dos envolvidos no tráfico de 452 kg de cocaína em outro helicóptero Robinson, o da família Perrella.

Tá bom…

A Robinson do Brasil informou que há mais de 500 aparelhos no País, e que muitas ocorrências são incidentes por imperícia, como ‘pouso brusco; colisão com obstáculo’.

Quantos vão entrar?

Esta pode ser a mais restrita associação do Brasil. O vereador Jorge Bento, de Guaxupé (MG), e o advogado Paulo Fernando Melo (PSDB-DF) fundam em Poços de Caldas (MG) no sábado a Abrapofil – Associação Brasileira dos Políticos Ficha Limpa. O advogado assessorou o então deputado Miguel Martini.

Homenagem

O deputado Martini presidiu a comissão especial que aprovou a criação da Lei da Ficha Limpa, há poucos anos. O parlamentar morreu em 2012, e será o homenageado como patrono da Abrapofil.

Fraude na web…

Um jovem com codinome Vinny Winchester postou na sua página no Facebook, e depois excluiu, a foto de celular do gabarito que marcou no concurso da Caixa domingo. É contra regra, pena de eliminação e até anulação de todo o concurso.

… e nada!

A denúncia chegou à Coluna na segunda-feira à tarde, e desde então procuramos a Caixa e o Cespe — responsável pelo concurso –, mas não houve resposta de nenhum.

Soltando o verbo

María Corina Machado, a deputada de oposição cassada pela Assembleia Nacional da Venezuela, chegou ao Brasil, conforme adiantou a Coluna, e foi convidada para audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado hoje, às 14h.

Na canetada

Corina perdeu o mandato por decreto do presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, e não por plenário. Ela teria violado regras parlamentares ao tentar discursar numa conferência da OEA, no Panamá, como representante da Assembleia sem autorização.

Cadê a espuma?!

O acidente com Fokker em Brasília sem trem de pouso lembra ocorrido em jatinho fretado por Garotinho em 2002, na campanha presidencial. O avião desceu em Viracopos, mas não havia espuma na pista. ‘Cadê!?’ gritavam passageiros. Tudo correu bem. Especialistas dizem que a espuma deve estar na pista, não jogada depois.

Os investigadores

A nata dos delegados da Polícia Federal estará reunida em Vitória (ES) e Vila Velha de hoje a sábado no VI Congresso Nacional da categoria. Autoridades federais e ministros das cortes superiores prestigiam. Os 700 delegados vão debater lei anticorrupção, questões ambientais, segurança na Copa, fronteiras etc, e vão elaborar documento.

Larica no ar…

O deputado Zequinha Marinho (PSC-PA) requereu (pedido 99/14) seminário para discutir os riscos sobre possível legalização da comercialização e consumo de maconha.

… e saúde à mesa

Já a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) requereu audiência (pedido 100/14) para realizar o 11º Seminário LGBT para debater DST/HIV/AIDS.

Ponto final

No mais, não às ditaduras: nem militar, tampouco civil!

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Balança comercial de março registra o pior superávit desde 2001

1 de abril, 2014

A balança comercial brasileira fechou março com superávit (exportações maiores que importações) de US$ 112 milhões. O valor é resultado de US$ 17,628 bilhões em exportações contra US$ 17,516 bilhões em importações. Trata-se do pior resultado para março desde 2001, quando a balança teve déficit de US$ 276,1 milhões. No primeiro trimestre, o déficit acumulado está em US$ 6 bilhões, pior resultado para o período desde o início da série histórica, em 1994.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 01, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No mês, a média diária das exportações, que corresponde ao volume financeiro vendido por dia útil, ficou em US$ 927,8 milhões, valor 4% inferior ao patamar de março de 2013, mas 16,5% superior ao registrado em fevereiro de 2014. A queda das exportações em relação ao ano passado foi puxada pelo recuo nas vendas externas de produtos semimanufaturados (-19,6%) e manufaturados (-15,3%).

No primeiro grupo, diminuíram os ganhos com ferro fundido, ouro, açúcar, alumínio e óleo de soja brutos, semimanufaturados de ferro e aço e celulose. No segundo, os responsáveis pelo recuo foram óleos combustíveis, açúcar refinado, motores e geradores elétricos, autopeças, motores para veículos e partes, máquinas para terraplanagem, bombas e compressores, automóveis, papel e cartão.

Os produtos básicos, por outro lado, impediram uma queda maior nas exportações. As vendas de itens não industrializados cresceram 9,5% na comparação com março do ano passado, principalmente em função de bovinos vivos, minério de cobre, soja em grão, farelo de soja, carne suína, carne bovina, café em grão e minério de ferro.

Do lado das importações, a média diária ficou em US$ 921,9 milhões, 3,8% inferior à registrada em março de 2013 e 2,1% superior à de fevereiro deste ano. Na comparação com 2013, caíram  os gastos com combustíveis e lubrificantes. Segundo nota do Ministério, o motivo foi o recuo nos preços e na quantidade embarcada de petróleo, óleos combustíveis, gás natural, carvão e gasolina. Diminuíram também as importações de bens de capital, utilizados na indústria, e bens de consumo, como máquinas de uso doméstico, bebidas, tabaco, vestuário, móveis e automóveis.

O diretor do Departamento de Estatística e Apoio ao Comércio Exterior, Roberto Dantas, dará coletiva à imprensa nesta terça-feira para comentar os resultados da balança comercial em março.


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Presidente da Petrobras America se opôs à compra de 100% da refinaria

1 de abril, 2014

O engenheiro Alberto Guimarães, presidente da Petrobras America entre 2007 e 2008, foi contra a proposta da estatal de comprar 100% da refinaria de Pasadena, no Texas, e criticou o valor astronômico oferecido à socia belga Astra Oil para fechar o negócio.

Como os jornais revelaram, a Petrobras, então sob o commando de José Sergio Gabrielli, comprou 50% da refinaria americana em 2006, por US$ 360 milhões. Em dezembro de 2007, a estatal ofereceu US$ 700 milhões ao belgas para ficar com a outra metade da refinaria.

A proposta foi assinada em tempo recorde pelo então diretor da área internacional da estatal, Néstor Cerveró. Antes da compra ser finalizada, entretanto, pelo menos um alto funcionário da estatal tentou alertar executivos brasileiros sobre o mau negócio. Em setembro, o então presidente da Petrobras America, Alberto Guimarães, enviou emails a executivos no Brasil se opondo à compra da refinaria por US$ 700 milhões.

“Acho pouco provável que, com este preço e mesmo com a indicação do que teremos este dinheiro em caixa num ano bom, iremos muito longe nessa negociação, mas ordens são ordens”, diz um trecho de um email em inglês enviado por Guimarães à alta cúpula da estatal no Brasil.

Guimarães não só não foi ouvido como ficou pouco tempo na presidência do braço americano da estatal. Após assumir o cargo em 1º de janeiro de 2007, ele foi substituído em outubro de 2008 pelo primo de Gabrielli, José Orlando Azevedo, funcionário de longa-data da Petrobras, mas que até aquele momento nunca havia ocupado um cargo no alto escalão da empresa.

Azevedo ficou no comando da Petrobras America até 2012, quando a Justiça dos EUA obrigou a Petrobras a pagar mais de US$1,2 bilhão pela compra dos outros 50% da refinaria que pertenciam a Astra Oil.

Na quinta-feira passada, um dia após os jornais revelarem seu parentesco com Gabrielli, Azevedo foi afastado do cargo que ocupava em uma subsidiária da Petrobras.

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Mensaleiro faz política mesmo atrás das grades

1 de abril, 2014

Uma equipe de reportagem do jornal Folha de S.Paulo acompanhou durante três semanas a rotina de mensaleiros que deixam a prisão para trabalhar e flagrou três deles burlando normas da Justiça do Distrito Federal.

O ex-deputado e ex-presidente do PR Valdemar Costa Neto, condenado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e que está trabalhando como gerente administrativo de um restaurante industrial, foi flagrado com o líder do PR, Bernardo Santana, e o deputado Vinícius Gurgel no seu local de trabalho.

A equipe da Folha também revelou que, além dos dois parlamentares, outras dez pessoas estiveram no local de trabalho de Valdemar em um único dia. Algumas saíram abraçadas pelo próprio mensaleiro.

Em outro dia, Valdemar esteve em uma consulta médica com autorização da chefia do presídio. Ao deixar o local, no entanto, o carro em que estava passou no “drive-thru” do McDonald’s.

Já o ex-tesoureiro do PT Jacinto Lamas, condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro, foi à Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, nos últimos dias 10 e 11 de março, antes de seguir para o trabalho.

Nestes dois dias, Lamas também fez caminhadas em frente ao local onde está empregado, e no dia 11 se encontrou com sua mulher no estacionamento do local.

Normas do Tribunal de Justiça do DF determinam que “excepcionalmente o sentenciado (em regime semiaberto) poderá se deslocar do local de trabalho até cem metros, durante o horário de almoço, para fazer suas refeições”.

Em entrevista à Folha, o diretor do Centro de Progressão Penitenciária, Carlos Henriques Gomes Lima, disse que “a autorização é para ir trabalhar e voltar. Qualquer outra movimentação precisa de autorização”.

Outro mensaleiro, o ex-deputado Bispo Rodrigues, condenado a seis anos e três meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, foi flagrado pela reportagem entrando em uma rádio ligada à Igreja Universal.


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O Japão está encolhendo rapidamente

1 de abril, 2014

Pode-se ouvir um tique discreto, mas constante, da bomba demográfica que jaz sob a terceira maior economia do mundo. Na semana passada ela emitiu um som mais alto que o comum: dados oficiais mostram que a população encolheu no ano passado em 244 mil habitantes, um recorde, equivalente ao bairro londrino de Hackney.

A população do Japão começou a encolher em 2004 e agora está envelhecendo mais rápido que a de qualquer outro país do mundo. Mais de 22% dos japoneses já tem 65 anos ou mais. Um relatório elaborado com a cooperação do governo há dois anos alertou que em 2060 o número de japoneses terá diminuído de 127 milhões para cerca de 87 milhões, dos quais 40% terão 65 anos ou mais.

O governo não está negando reportagens publicadas por jornais no início de março que afirmavam que os altos escalões estão levando em consideração uma possibilidade rechaçada até hoje: a imigração em massa. As matérias afirmam que o número em consideração é de 200 mil estrangeiros por ano. Um órgão consultivo do gabinete do primeiro-ministro, Shinzo Abe, afirmou que abrir as portas da imigração nessa escala ajudaria a estabilizar a população japonesa em cerca de 100 milhões (contra 126,7 milhões hoje em dia).

Mas mesmo assim há um grande porém. Para atingir essa meta o governo também teria que aumentar a taxa de natalidade, de 1,39, um das mais baixas do mundo, para 2,07. Especialistas afirmam que uma mudança nessa escala exigiria uma grande reforma de toda a arquitetura social do país. Uma das primeiras coisas que o Japão precisaria fazer é facilitar a vida de mães que trabalham.

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O problema da baixa produtividade na América Latina

1 de abril, 2014

Na edição desta semana, a revista Economist analisou os desafios econômicos da América Latina diante de um cenário econômico mundial menos favorável à exportação de commodities. A revista concluiu que o aumento da produtividade é a chave para o crescimento sustentável da região. Neste último fim de semana, um relatório anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ecoou a revista inglesa, destacando a importância do aumento da produtividade para o desenvolvimento econômico da região. De acordo com essas duas instituições respeitadas, a baixa produtividade é o calcanhar de Aquiles latino-americano.

O apêndice do relatório do BID analisa o papel da produtividade na trajetória econômica da regiao ao longo dos últimos 50 anos. Desde 1960, a América Latina e o Caribe passaram de regiões que estavam em uma situação vantajosa, em média, na comparação com o resto do mundo, a regiões em situação pior. A lacuna econômica entre países latino-americanos e os Estados Unidos também aumentou nos últimos 50 anos.

Segundo o relatório, a explicação para este declínio está na baixa produtividade. No gráfico abaixo, tirado do relatório do BID, a linha laranja mostra o desempenho da América Latina em termos de PIB por pessoa comparado ao desempenho dos Estados Unidos desde 1960. A baixa performance da região não se deve a alguma deficiência de capital humano, uma vez que a América Latina expandiu sua força de trabalho e seu capital mais rapidamente que os EUA no período analisado. O problema é o que se vê na linha vermelha, que mostra o declínio relativo do “fator de produtividade total” da região, um termo sofisticado para a eficácia com que uma economia consegue aproveitar seu capital e sua força de trabalho.

A produtividade latino-americana fica ainda pior na comparação com a Ásia. Entre 2001 e 2010, por exemplo, o BID revela que o crescimento do “fator de produtividade total” da América Latina foi responsável por apenas 58% do aumento da renda na região, enquanto o “fator de produtividade total” na China, por exemplo, representou 90% do aumento da renda por pessoa.

A resposta do relatório do BID para o problema da baixa produtividade latino-americana inclui melhorias na infraestrutura, redução da economia informal e a adoção mais eficiente de novas tecnologias. O relatório conclui que, se a região conseguir, nos próximos dez anos, reduzir pela metade a diferença entre a sua produtividade e a dos EUA, conseguirá dobrar a renda da população latino-americana neste período.

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COLUNA ESPLANADA

Pedofilia no Amazonas flagra figurões da política

por Leandro Mazzini em 1 de abril, 2014

É mais abrangente e aterradora a lista de empresários e autoridades envolvidos no crime de pedofilia descobertos na Operação Estocolmo, do Ministério Público do Amazonas, revelada em parte pelo ‘Fantástico’. Mais importantes que o deputado estadual acusado, pelo menos dois figurões da política no estado são citados por cafetões flagrados nos grampos. Foram preservados pela reportagem e pela polícia, por ora, porque não há provas contundentes de suas participações nos crimes. Mas as investigações continuam.

O Rapidinho

Com a matéria da TV sobre pedofilia, o deputado estadual Fausto Souza (PSD) ganhou alcunha à boca pequena de ‘Fausto, O Rapidinho’. Entregue pelo cafetão gravado…

Cinquentenário discreto

Militares celebraram ontem a Missa dos 50 anos da Revolução na paróquia São Camilo de Lellis, na 303 Sul de Brasília. Já ex-torturados e famílias protestaram na internet.

Mico internacional

A TV americana CNN ‘matou’ Pelé num post do Twitter na sexta, e o ressuscitou depois que o Rei ligou para a emissora e se disse vivo e disposto a dar entrevistas.

Drible…

O pedido da FIFA para que as 32 delegações (inclusive a do Brasil) usem as bases aéreas militares durante a Copa surgiu como presente para o governo, e foi acolhida de pronto. Como o movimento nos aeroportos vai aumentar, e muitos deles ainda estarão em obras (!) ou com puxadinhos em junho, o País não passará vergonha com incidentes.

…na vergonha

A cena seria desastrosa: uma seleção estrangeira inteira retida dentro de um avião à espera de finger para desembarque ou de esteira de reposição de bagagens — duas situações vividas diariamente pelos brasileiros comuns. Sobrou para as Forças Armadas.

Som eleitoral

Alguns artistas do Rio procuraram um grande escritório de advocacia para acionar a Presidência da República. É que a página de Dilma Rousseff no Facebook, no tópico ‘Bom dia, pra você’, tem veiculado canções sem autorização.

Detalhe técnico

Desde 2012, com a descoberta de óleo no pré-sal, a Petrobras reduziu sua participação em empresas de 24 para 17 países… E vendeu participações em sete nações da África.

Fim da espera

Toma posse no STJ na quinta-feira o novo ministro Nefi Ribeiro. Já figurava pela terceira vez na lista tríplice e era requerido pelos colegas e até presidentes de cortes.

Maldade

Após elogios e críticas do Papa à imprensa no geral, surgiu nas redes sociais montagem de texto maldoso com palavras não utilizadas por ele. Gente que detesta a mídia incluiu no discurso frases inventadas como ‘clima midiático’, ‘envenenamento’, ‘ar sujo’.

Maré braba

Um iate Ferretti de 76 pés é anunciado por uma pechincha de R$ 1 milhão na internet ( link http://bit.ly/1dLufoq ) em Brasília. Muitos pensaram ser do doleiro preso pela PF Fayed Trabousli, mas não é. O dele vale US$ 5 milhões, o mais caro do Brasil.

Tragédia anunciada

Em 19 de fevereiro, semanas antes do rompimento da barragem de represa que causou quatro mortes no Amapá, o Jornal do Dia alertou para o risco, com provas de que havia rachaduras com aumento das chuvas. A construtora admitiu o risco. O CREA nada fez.

Enxugando gelo

Não há dúvidas de que a política de ocupação policial e social do governo do Rio em favelas é sucesso, mas alvo de críticas de cariocas. Enquanto evita o confronto, a polícia esconde efeito paralelo que não resolve a violência: o traficante migra para o interior.

Rota de fuga

Há dados comprovados, pela própria imprensa, que as UPPs são avanço na capital, mas a violência recrudesceu na Baixada Fluminense, Niterói e Região dos Lagos.

Cadê a espuma?

Especialistas lembram que era para ter espuma na pista no pouso do Fokker da Avianca em Brasília, e não depois. A espuma evita que haja faísca e fogo no primeiro atrito.

Ponto Final

Não é 1º de abril: os congressistas vão trabalhar dobrado este mês… por causa das campanhas, claro!

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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A batalha pelo futuro da Turquia

1 de abril, 2014

Recep Tayyip Erdogan tem motivos para agradecer a Vladimir Putin, já que o ataque do presidente à Ucrânia capturou todas as manchetes nas últimas semanas. Isso fez com que o primeiro-ministro turco conseguisse não chamar muita atenção a uma série de leis repressivas que parecem ter sido criadas sobretudo para proteger seus aliados e a si mesmo de um escândalo de corrupção que já foi considerado por um informante como o maior da história moderna da Turquia.

Desde que o escândalo ganhou as páginas dos jornais no meio de dezembro, quando a polícia fez buscas em residências de vários filhos de ministros, foram divulgadas na internet gravações ilegais que supostamente ligam Erdogan, seus parentes e outros em negociações escusas. Erdogan acusou as gravações de terem sido fabricadas e culpou uma rede de juízes, promotores e policiais ligados a Fathullah Gulen, um poderoso sacerdote sunita que mora na Pensilvânia.

Erdogan realocou ou demitiu centenas de policiais, juízes e promotores, o que teve o efeito de sustar a investigação. Ele aprovou leis que dão ao governo maior controle sobre o judiciário e os serviços de segurança, reprimiu a mídia e arrochou a regulação da internet. O seu último movimento foi fazer com que o seu subordinado responsável pela regulação da internet, um ex-espião, interrompesse brevemente o funcionamento do Twitter, além de ameaçar outras mídias sociais com frequência.

Acima de tudo, Erdogan depende de uma afirmação grandiosa: a de que ele conta com o apoio dos eleitores. Desde que o seu partido Justiça e Desenvolvimento (AK, na sigla em inglês) foi catapultado para o poder em novembro de 2002, seu sucesso eleitoral tem sido impressionante. A parcela dos votos do AK subiu para 47% em 2007 e para quase 50% em 2011 (embora tenha caído a menos de 40% nas eleições municipais de 2009). Erdogan adotou uma atitude majoritária agressiva: enquanto os eleitores lhe apoiarem ele tem o direito de fazer o que bem entender, independente dos oponentes, manifestantes, juízes, promotores ou da Europa. Em um país com instituições fracas e poucos controles, tal visão inevitavelmente leva ao autoritarismo.


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O que Ronald Biggs e o caso Pasadena têm em comum

por Ney Carvalho em 31 de março, 2014

O famoso Ronald Biggs, que se celebrizou pelo assalto ao trem postal Glasgow – Londres em 1963 na Inglaterra, e depois passou longos anos no Brasil, era um fichinha. O golpe rendeu à época 2,6 milhões de libras algo que, mesmo corrigido, não passa a valores de hoje de 20 milhões de reais.

Bem mais notável foi o assalto aos cofres da Petrobrás com a operação Pasadena. A compra da refinaria de Petróleo custou um total de US$1,2 bilhão ou qualquer coisa perto de R$3 bilhões, e não chega a valer 10% disto. Arredondando é quase 150 vezes o valor do alcance de Ronald Biggs.

Tanto quanto a arremetida ao comboio dos correios de Sua Majestade Britânica, o avanço ao caixa da petroleira foi meticulosamente planejado. A diferença está nas sutilezas e ferramentas utilizadas. Uma coisa é estudar um trajeto, verificar as rotas de fuga, parar um trem e saqueá-lo sob a mira de armas de fogo. Outra é montar uma intrincada engenharia societária envolvendo filigranas jurídicas de compreensão bem mais complexa do que simplesmente sacar um revólver. Afinal de contas, no mundo dos negócios, foi necessário aparentar sofisticação, o que apenas disfarçava o objetivo de acessar os recursos da empresa.

Foram análises técnicas apressadas, prazos urgentes, contratos obscuros, cláusulas nebulosas, e até uma suposta e insanável divergência societária que, por certo, estava também previamente combinada para produzir o resultado pretendido.

A quadrilha de Biggs contava 15 membros para dividir o butim. A de Pasadena deve ser maior, mas o montante do roubo é muito superior. São conselheiros, diretores, gerentes, políticos, advogados, consultores, analistas, todos regiamente recompensados, alguns por dentro, mediante prestação de serviços profissionais e os principais por fora, em contas numeradas de paraísos fiscais.

O célebre assaltante inglês deve estar se revirando de inveja em seu túmulo no Reino Unido. Teria sido menos arriscado e mais proveitoso participar da gangue de Pasadena do que do bando que saqueou o trem postal.

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Copa do Mundo terá impacto insignificante na economia brasileira, diz Moody´s

31 de março, 2014

Os gastos do Brasil com a Copa do Mundo terão um impacto insignificante sobre a economia do país, ao contrário da percepção de grande parte dos brasileiros de que o torneio está custando muito caro ao país. As informações são de um novo estudo encomendado pela agência de risco Moody´s.

Os Jogos vão gerar um lucro de apenas 0,4% do PIB para o Brasil em um período de 10 anos. Já os gastos com infraestrutura representarão apenas 0,7% do investimento total previsto no país entre 2010 e 2014, informa o relatório da Moody´s.

“A economia brasileira é muito grande e, na medida em que a duração da Copa do Mundo é limitada e os investimentos também são limitados a determinadas cidades e estados, o impacto não será tão grande”, disse Barbara Mattos , analista da agência.

O governo tem feito promessas de ganhos econômicos extravagantes associados a sediar a Copa do Mundo , como a geração de 3,6 milhões de postos de trabalho, em uma tentativa de vender os benefícios do evento a um público cada vez mais cético.

O descontentamento no Brasil sobre a má qualidade do transporte público, saúde, educação e segurança transbordou no ano passado na forma de protestos em massa durante a Copa das Confederações, que serviu como um ensaio geral para o torneio deste ano.

O relatório da Moody´s, no entanto, poderia servir como um aviso para os governos e os eleitores em grandes economias para diminuir as suas expectativas em relação aos efeitos de hospedar grandes eventos esportivos.

No ano passado o ministro Esporte Aldo Rebelo listou uma série de benefícios esperados da Copa do Mundo, incluindo R$ 28 bilhões em investimentos no transporte urbano, portos, aeroportos, estádios e infraestrutura turística.

Citando um estudo da Ernst & Young, Rebelo disse que a Copa traria  um total de R $ 112 bilhões em atividade econômica adicional ao país entre 2010 e 2014. Mas ele admitiu que muitos dos projetos de infraestrutura, como as reformas em aeroporto, já estavam incluídas no PAC previsto pelo governo.

A Moody disse que a Copa do Mundo não afetará o  rating de crédito soberano do Brasil ou o da maioria de suas empresas.


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Quase metade dos brasileiros defende mudanças na Lei da Anistia

31 de março, 2014

Uma pesquisa feita pelo Datafolha em fevereiro deste ano mostra que a maior parte dos brasileiros é a favor da anulação da Lei da Anistia da forma como ela é aplicada atualmente. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira, 31, data em que o Golpe Militar de 1964 completa 50 anos.

De acordo com a pesquisa, 46% dos entrevistados defendem alterações na lei vigente. Os que são contra qualquer mudança na lei somaram um percentual de 37%. Outros 17% não souberam opinar.

Perguntados se os torturadores devem ser punidos pelos seus crimes, 46% dos entrevistados responderam que sim, contra 41% que não apoiam a proposta. Indiferentes ou que não souberam opinar somaram 13%.

O apoio à punição de torturadores é maior entre os mais escolarizados e aqueles com renda mais alta. Entre os que têm nível superior e renda mensal acima de R$ 7.240, por exemplo, 58% são a favor da punição.

O  instituto também perguntou se opositores do regime envolvidos em atentados também deveriam ser julgados e punidos. Dos entrevistados, 54% responderam que sim. Quando o instituto perguntou se todos, torturadores e opositores, deveriam ser julgados, 80% responderam que sim.

Criada em 1979, a Lei 6.683 concedeu anistia ampla, geral e irrestrita a todos aqueles que haviam cometido crimes políticos entre 1961 e 1979. Opositores e membros do regime foram perdoados e os exilados puderam retornar ao país.

O Datafolha entrevistou 2.614 pessoas em 161 municípios, entre os dias 19 e 20 de fevereiro. Para Mauro Paulino, diretor-geral do instituto, a pesquisa mostra uma sociedade dividida. “Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, as taxas são parecidas”, disse Mauro.

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Coreias trocam disparos nesta segunda-feira

31 de março, 2014

Autoridades sul-coreanas afirmaram nesta segunda-feira, 31, que trocaram disparos com a Coreia do Norte. As mais de cem rodadas de artilharia disparadas pelo Norte seriam uma resposta à condenação da ONU aos lançamentos de foguetes por Pyongyang na última semana  e contra os exercícios militares de forças norte-americanas na Coreia do Sul.

A Coreia do Sul também acionou caças F-15 do seu lado da fronteira. “Acreditamos que os disparos marítimos do Norte são uma provocação planejada e uma tentativa de testar a determinação de nossas Forças Armadas em defender a Linha Limite do Norte e de obter uma vantagem nas relações Sul-Norte”, disse um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

A Coreia do Norte também acusou o Sul de reter um de seus barcos pesqueiros e ameaçou retaliar. O Sul disse que a embarcação, na verdade, ficou à deriva em suas águas.


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Buenaventura: a cidade mais violenta da Colômbia

31 de março, 2014

Um novo relatório da ONG Human Rights Watch mostra por que Buenaventura, lar de 400 mil habitantes e a cidade mais violenta da Colômbia, é uma lembrança do passado negro daquele país. A maioria de seus habitantes é pobre e vive sob a égide do medo, acuados entre os conflitos de dois grupos criminosos rivais, os quais por sua vez são sucessores das organizações paramilitares formadas para lutar contra as FARC. Essas gangues rivais controlam redes de extorsão e o tráfico de drogas na região.

Mais de 50 mil habitantes da cidade foram forçados a abandonar suas casas nos últimos três anos, fugindo da extorsão, ameaças de morte ou do recrutamento forçado por parte de uma das gangues. Cerca de 150 pessoas foram oficialmente registradas como desaparecidas. Partes de corpos mutilados de pelo menos 12 pessoas foram encontradas na costa de Boaventura, de acordo com grupos de direitos humanos. Em seu relatório, a Human Rights Watch afirma que vítimas dos grupos criminosos costumam ter partes do corpo amputadas enquanto ainda estão vivas, em lugares conhecidos na região como “casas de corte”. A polícia descobriu quatro dessas casas nos bairros mais pobres da cidade no início do mês.

“A situação em Buenaventura está entre as piores que vimos em muitos anos de trabalho na Colômbia e na região”, afirma José Miguel Vivanco, diretor da Human Rights Watch para as Américas. “Simplesmente caminhar pela rua errada pode expôr o cidadão a uma abdução seguida de desmembramento, portanto não é surpreendente que os moradores estejam fugindo aos milhares”.

O governo enviou 700 soldados extras para tentar reduzir a violência na cidade, mas os moradores afirmam que precisam de mais do que tropas na área. Com mais de 80% da população vivendo em situação de pobreza, o desemprego acima de 30%, o fornecimento instável de eletricidade e água e uma infraestrutura rodoviária extremamente precária, esta é uma das cidades menos desenvolvidas do país.

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Medvedev vai à Crimeia para discutir prioridades econômicas

31 de março, 2014

O primeiro-ministro da Rússia, Dimitri Medvedev está em visita à Crimeia nesta segunda-feira para discutir as prioridades econômicas da região e discutir a liberação de recursos para o desenvolvimento.

Medvedev lidera uma comissão de ministros e irá presidir uma reunião sobre orçamento destinado à assistência social da população crimeniana.

Encontro com os EUA

Rússia e Estados Unidas não conseguiram entrar em um acordo quanto à crise da Crimeia. A reunião de quatro horas entre os dois países terminou em impasse neste domingo.

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse que os EUA ainda veem a intervenção russa na Crimeia como ilegal e ilegítima. Já o chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que a prioridade russa é garantir a neutralidade e a federalização da Ucrânia.

O secretário americano rebateu e disse que a eventual federalização deve ser decidida pelos ucranianos e que a presença de tropas russas na fronteira com a Ucrânia criam um clima de medo e intimidação.

Apesar do impasse, analistas avaliam como positivo o fato de os países estarem mantendo abertos os canais de diálogo.

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A revanche da manteiga

31 de março, 2014

Aqueles que administram minuciosamente suas dietas em vez de seguir as razoáveis regras práticas de Michael Pollan (coma comida, não muito e priorize os vegetais) podem se sentir confusos com os resultados de um artigo que acaba de ser publicado no periódico Annals of Internal Medicine.

Ele descreve uma meta-análise (uma técnica que usa estudos como pontos de dados únicos para uma análise estatística) de 72 pesquisas que envolveram mais de 600 mil pessoas. Algumas delas coletaram dados sobre o que as pessoas comeram, ou disseram que comeram. Algumas mediram os níveis de diversos tipos de gordura que circulavam no sistema sanguíneo das pessoas. Algumas fizeram ambas as coisas. Todas tentaram observar relações entre níveis e tipos de gordura no sangue e a saúde cardíaca das pessoas. A meta-análise chegou a conclusões que soarão contra-intuitivas para muitos.

Rajiv Chowdhury da Universidade de Cambridge e seus colegas dizem que, segundo a análise, somente a gordura trans está associada a doenças cardíacas. A gordura trans é formada por um processo no qual óleos vegetais líquidos são transformados em ácido graxo trans, uma gordura sólida (caso de alguns biscoitos recheados, margarina, glacês e pipoca de micro-ondas). Já a gordura saturada (manteiga, por exemplo) é aquela encontrada em animais que, em estado ambiente é solida. A insaturada (azeite), considerada a mais saudável, é a presente em vegetais e encontrada em estado líquido na temperatura ambiente.

Apesar de encontrar alguma relação entre a gordura trans e problemas cardíacos, outras crenças sobre os males da gordura saturada frente à gordura insaturada, no entanto, não foram confirmadas.

Não foram encontradas, por exemplo, evidências de que ingerir gordura saturada ou ter altos níveis de ácidos graxos saturados (produto da digestão de tais gorduras) circulando no sangue tenha qualquer efeito relacionado a doenças cardíacas. Assim como não se verificou que ácidos graxos e ômega 3, os atuais queridinhos da alimentação saudável, protejam contra doenças cardíacas.

Ter uma dieta relativamente espartana, com ingredientes variados, aliada à prática de exercícios moderados ainda parece a maneira mais segura de garantir uma vida saudável. Chowdhury e seus colegas não estão sugerindo que a quantidade de gordura ingerida não impacta os riscos de infarto. O que a pesquisa deles sugere é que, salvo as gorduras trans, o tipo de gordura pode não fazer tanta diferença.

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ONU diz que impacto do aquecimento global será grave e irreversível

31 de março, 2014

As mudanças climáticas terão um efeito “grave abrangente e irreversível. É o que diz o Painel Intergovernamental da ONU (IPCC, na sigla em inglês), divulgado nessa segunda-feira, 31. Os integrantes do painel, reunidos no Japão, afirmam que o aquecimento global terá cada vez mais impacto sobre a humanidade, ainda que, até agora, os efeitos só tenham sido sentidos de forma mais acentuada pela natureza.

De acordo com o documento, a alimentação, as condições de habitação, a saúde e a segurança da população serão afetadas pelas mudanças climáticas. O último relatório do IPCC foi lançado em 2007 e, desde então as provas científicas do impacto do aquecimento global dobraram.

O documento foi baseado em mais de 12 mil estudos. O secretário-geral da Associação Mundial de Meteorologia, Michel Jarraud, disse que esta é a “mais sólidas evidência que se pode ter em qualquer disciplina científica” e que se as pessoas destruíam o planeta por ignorância, não existe mais esta desculpa.


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Quatro escândalos que mancharam a imagem da Petrobras

29 de março, 2014

A maré de escândalos em acordo firmados pela Petrobras está prejudicando a imagem da estatal, assim como a da presidente Dilma Rousseff em pleno ano eleitoral. Veja abaixo os quatro escândalos recentes envolvendo a maior empresa do Brasil.

1) Compra da refinaria de Pasadena: antes de ser presidente do Brasil, Dilma Rousseff foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Em 2006, sob sua gestão, a empresa aprovou a compra de uma refinaria em Pasadena, no Texas. A refinaria pertencia à empresa belga Astra Oil, que pagou pouco mais de US$ 42 milhões na compra da refinaria.

A Petrobras comprou da Astra Oil 50% da refinaria por US$ 370 milhões. Posteriormente, a empresa brasileira desembolsou mais US$ 820 milhões pela outra metade da refinaria. No total, a operação custou US$ 1,8 bilhão aos cofres públicos.

2) Refinaria Abreu e Lima: uma parceria entre os governos do Brasil e da Venezuela se transformou em um grande problema para a Petrobras.

Em 2005, Hugo Chávez e Lula firmaram um “contrato de associação” para a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. A refinaria visava ajudar a refinar e distribuir o petróleo venezuelano para a América do Sul.

O acordo estabelecia que o Brasil garantiria 60% da refinaria, enquanto a petroleira venezuelana PDVSA ficaria com 40%. Porém, o governo venezuelano não cumpriu com a sua parte no acordo. O calote obrigou a Petrobras a bancar sozinha o investimento de mais de U$S 18 bilhões.

3) Suspeita de corrupção: a Petrobras está sendo investigada por suspeita de pagamento de propina a funcionários da petroleira holandesa SMB Offshore.

A denúncia veio à tona em 2012, quando uma auditória interna da SMB Offshore descobriu “indícios de pagamentos impróprios destinados a funcionários públicos”. Na semana passada, parlamentares aprovaram a criação de uma comissão externa que irá até a Holanda acompanhar de perto as investigações.

4) Má gestão: desde que o PT chegou ao poder, em 2003, a Petrobras vem sofrendo com o intervencionismo do governo. As receitas da empresa diminuem cada vez mais por conta da política de fixação de preços.

Além disso, o valor de mercado da Petrobras encolheu drasticamente nos últimos quatro anos. Em 2010, a Petrobras era avaliada em R$ 380,2 bilhões. Este mês está avaliado em R$ 169,9 bilhões.

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Cinquenta anos do golpe militar

30 de março, 2014

No dia 31 de março de 1964 o general Olímpio Mourão Filho deslocou 3 mil soldados do Destacamento Tiradentes, de Belo Horizonte, em direção ao Rio de Janeiro. Assim se iniciou o golpe militar que tirou o então presidente João Goulart do poder, dando início ao mais longo período de interrupção democrática no Brasil: 21 anos.

Apesar da consolidação do golpe em 1964, a história começa três anos antes, quando Jânio Quadros renuncia à presidência por motivos que até hoje geram polêmica. A hipótese mais plausível é que, devido ao apoio popular que recebeu quando foi eleito, Quadros achou que seria chamado novamente ao governo pelo povo. O que não aconteceu.

Quando Quadros renunciou, foi necessário uma campanha popular, a Campanha da Legalidade, liderada pelo então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, para que Jango pudesse assumir o cargo.

Jango tentou implementar diversas reformas de base, como a reforma agrária, que levava os setores mais influentes do país a temer uma “reviravolta comunista”. Com o decorrer do tempo,  greves constantes e pouco apoio da imprensa tornavam uma tomada de poder pelos militares cada vez mais provável. Foi o que aconteceu.

No dia seguinte à tomada de poder, no dia 1º de abril, João Goulart viaja do Rio para Brasília, e depois a Porto Alegre, onde Brizola tentava organizar a resistência ao golpe. Jango, porém, embarca para o Uruguai, exilando-se. Voltou ao Brasil apenas para ser sepultado, em 1976.


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Entre nós: um filme brasileiro que não tem cara de novela

por Demétrius Carvalho em 28 de março, 2014

1992. Um grupo de amigos. Quatro homens e três mulheres. Uns casais entre eles e variações sobre relacionamentos humanos. Dias felizes, esperanças, planos, uma celebração. Surge a ideia para se reencontrarem anos mais tarde. Cada um escreve uma carta que é colocada em uma caixa de madeira e enterrada para ser aberta em 2002. Um acidente marca o que seria um momento mágico, mas traz conseqüências nas vidas dos 6 que ficam.

2002. Hora de reencontrar o grupo. O tempo muda as pessoas e as relações entre elas e tudo pode se modificar ainda mais com a revelação das cartas. A tensão está no ar. Segredos que podem modificar as relações e mesmo o entendimento entre elas do passado do grupo.

A fotografia do filme é primorosa e pode remeter à algum filme europeu, trazendo uma estética diferente do que costumamos ver por aqui. A atuação do elenco é forte e convincente mesmo nas cenas mais densas. Além disso, sua trama é envolvente e a produção é impecável.

É tudo tão bom que fica difícil citar algum defeito. Simplesmente uma grata e maravilhosa surpresa do cinema brasileiro que foge dos padrões de filmes tupiniquins.

BEM NA FITA: Trama, produção e fotografia excelentes.

QUEIMOU O FILME: Bom chegar de um filme em que eu não tenha parte alguma da película para incinerar.

O filme é dirigido por Paulo Morelli, diretor de Cidade dos Homens, o filme e de alguns episódios da série de TV de mesmo nome. O longa representa o Brasil na 8ª edição do Festival de Cinema de Roma, e tem aio Blat, Maria Ribeiro, Paulo Vilhena e Carolina Dieckmann no elenco.

O filme também ganhou três prêmios no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, na última edição de 2014: melhor roteiro, que é do diretor Morelli, melhor atriz coadjuvante para Martha Nowill e melhor ator coadjuvante por menção honrosa do júri para Júlio Andrade.

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A polícia americana e suas exageradas táticas paramilitares

28 de março, 2014

Em uma manhã uma equipe de policiais altamente armados entraram abruptamente na casa de Eugene Mallory, engenheiro aposentado de 80 anos, em Los Angeles. O que aconteceu depois não está claro. O policial que disparou seis tiros contra Mallory com uma submetralhadora afirma que agiu em legítima defesa – Mallory também tinha uma arma, embora tenha permanecido na cama e nunca a tenha disparado. Operações armadas podem ser confusas: de acordo com uma investigação, o policial inicialmente acreditava que ele havia ordenado Mallory a “largar a arma no chão” antes de abrir fogo. No entanto um registro em áudio revelou que ele falou essas palavras imediatamente após atirar nele. Mallory morreu. Sua família está processando a polícia.

Tais tragédias são comuns demais nos EUA. Uma razão é que a polícia se tornou mais militarizada. Batidas realizadas por unidades de Armas e Táticas Especiais (SWAT, na sigla em inglês) costumavam ser raras: de acordo com Peter Kraska, da Eastern Kentucky University, havia apenas cerca de 3.000 por ano no início da década de 80. Hoje em dia elas se tornaram rotina e talvez cheguem a 50.000 por ano.

Essas equipes, cujos membros usam armaduras e são equipados com armas ao estilo militar, foram originalmente concebidas para enfrentar apenas os criminosos mais perigosos, tais como assassinatos ou sequestradores com reféns. Hoje em dia elas são frequentemente usadas para executar mandados de busca e apreensão em casos relacionados a drogas. A polícia fez uma batida na casa de Mallory, por exemplo, porque achou que encontrariam uma fábrica de metanfetamina lá. Ao invés disso eles encontraram duas plantas de maconha que pertenciam a um enteado que tinha uma licença de uso de maconha medicinal da Califórnia.

Dois fatores propiciaram a militarização da polícia americana. Primeiro, graças à “guerra ao terror”, há muito dinheiro disponível para armas pesadas. Entre 2002 e 2011 o Departamento de Segurança Nacional repassou a impressionante quantia de US$ 35 bilhões para forças policiais no nível estadual e municipal. Ademais, o Pentágono fornece equipamentos militares excedentes para essas mesmas forças praticamente de graça. Segundo, a guerra às drogas cria inventivos perversos. Quando a polícia encontra ativos que suspeitam estar relacionados à atividade criminosa ela pode apreendê-los. A polícia pode usar o dinheiro para incrementar seus próprios orçamentos, utilizando-o para comprar [veículos mais rápidos ou computadores mais modernos.

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Nova pista muda a área de busca do avião da Malaysia Airlines

28 de março, 2014

Novas pistas deslocaram a área de busca pelos destroços do avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde o dia 08 de março. De acordo com autoridades australianas, dados indicam que o avião estava acima da velocidade estimada anteriormente, o que fez com que o consumo de combustível aumentasse, diminuindo assim a distância percorrida pelo voo MH370. As buscas agora se concentram a  1.100 quilômetros a nordeste do local até então explorado.

As  informações que definiram o novo local são baseadas em uma análise contínua de dados de radares situados entre o Mar do Sul da China e o Estreito de Malaca, após a perda de contato com o voo MH370, como revelou a Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA, na sigla em inglês), em comunicado.

A nova zona de busca está a 1.850 quilômetros a oeste de Perth. A Austrália reposicionou seu satélite para esta nova área. A avaliação que definiu o novo local foi feita pela equipe de investigação internacional na Malásia, com colaboração da Australian Transport Safety Bureau (ATSB).

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Avaliação positiva do governo Dilma cai de 43% para 36%

27 de março, 2014

A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff caiu de 43% para 36% em relação a dezembro do ano passado. Os dados fazem parte da pesquisa CNI/Ibope e foram divulgados nesta quinta-feira, 27. Após o anúncio da queda na aprovação do governo, na manhã desta quinta-feira, 27, a Bovespa subiu mais de 2%, em movimento generalizado de alta, mas com destaque para ações das estatais Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil.

Segundo a pesquisa, o percentual daqueles que avaliam o governo da presidente como ruim ou péssimo aumentou de 20% para 27% desde dezembro do ano passado. Já a aprovação da maneira de governar de Dilma caiu de 56% para 51%.

Na semana passada, o Ibope divulgou uma pesquisa mostrando que Dilma tem 43% das intenções de votos entre os eleitores. O percentual garantiria à presidente a vitória logo no primeiro turno das eleições deste ano.

A pesquisa CNI/Ibope, a primeira deste ano, entrevistou 2002 pessoas em 141 municípios, entre os dias 14 e 17 de março. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais.


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Mensalão pode ser revisto por Tribunal Interamericano

27 de março, 2014

Uma sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, em San José, Costa Rica, divulgada na segunda-feira, 24, estabelece um precedente para os réus condenados no julgamento do mensalão contestarem suas condenações no Tribunal Internacional.

Em uma decisão envolvendo o ex-ministro das Finanças do pequeno país do Suriname, o Tribunal determinou que todos os países que se submetem à sua jurisdição, entre os quais o Brasil, devem dar uma oportunidade a réus com foro privilegiado de terem suas sentenças revistas pelo Tribunal. A possibilidade de recurso concedida ao ex-ministro do Suriname, acusado de falsificar documentos, abre a mesma possibilidade para os réus condenados no julgamento do mensalão.

Em sua decisão, a Corte Interamericana argumentou que é necessário um recurso que permita a revisão de todos os fatos que levaram a sentenças contra réus em foro privilegiado (julgados pela mais alta Corte de um país, sem possibilidade de recurso). No caso do mensalão, os 11 réus que conseguiram embargos infringentes para contestar parte de suas sentenças tiveram essa possibilidade, mas eles ainda teriam direito a rever as outras condenações mantidas pelo Supremo Tribunal Federal.  Os outros 13 réus envolvidos no esquema também poderiam rever a totalidade de suas sentenças, de acordo com a lógica da decisão de segunda-feira.

O caso do Suriname

O ex-ministro das Finanças do Suriname Liakat Ali Errol Alibux foi julgado e condenado por falsificação de documentos, mas resolveu recorrer ao Tribunal Internacional por falta de outras instâncias possíveis em seu país.

O Tribunal recebeu o caso do político, sendo o processo relatado por Roberto Caldas, o único juiz brasileiro entre os sete integrantes do Tribunal. No julgamento, a maioria concordou que dar um “direito de resposta” deveria virar uma garantia de todos os países que se submetem à Corte.

Na sentença, a Corte deu nova interpretação ao artigo 8º da Convenção Americana de Direitos Humanos, que diz que toda pessoa terá o direito a recorrer de sentença a juiz ou a tribunal superior. Os juízes acreditam que esse recurso deve ser passível de anular a totalidade da condenação.

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Marco Civil da Internet ainda tem pontos polêmicos

27 de março, 2014

Esta semana, a Câmara dos Deputados aprovou o texto do Marco Civil da Internet, que agora segue para votação no Senado. Para Tim Berners-Lee, britânico tido como o “pai da rede”, o texto é o melhor presente de aniversário que a internet poderia ganhar pelos seus recém-completos 24 anos.

Porém, o Marco Civil da Internet está longe de ser perfeito. Principalmente no que diz respeito ao Artigo 11, que estende o alcance da lei brasileira a qualquer serviço de internet no mundo que for acessado por brasileiros.

Por exemplo, uma firma com base nos Estados Unidos, cujo site for acessado por usuários brasileiros, pode ser penalizada se armazenar seus dados, como costuma acontecer. As penalidades vão de multa de até 10% das receitas geradas pela empresa no Brasil até a proibição das atividades da firma no país.

No ano passado, quando a União Europeia cogitou adotar uma medida semelhante por conta da espionagem praticada pela NSA, autoridades americanas do setor argumentaram que a medida era extraterritorial, ou seja, ela teria repercussões legais em países estrangeiros que não estão sob a jurisdição da UE.

As empresas de internet estão acompanhando de perto o caso brasileiro. Segundo elas, se outros países adotarem a mesma medida, muitas empresas seriam obrigadas a lidar com uma enorme gama de legislações de diferentes países. Isso levaria algumas empresas a suspender as atividades em mercados menores.

Para o advogado Ronaldo Lemos, um dos fundadores do primeiro texto do Marco Civil, em 2009, a melhor solução para o Brasil seria renegociar seus tratados de assistência jurídica mútua, que permitem a cooperação entre diferentes jurisdições. Mas isso é improvável de acontecer. O presente de aniversário do Brasil para a internet poderia ser muito melhor.


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Copa está por traz da ocupação da Maré, diz Guardian

27 de março, 2014

A pouco mais de dois meses para o início da Copa do Mundo, o governo do Rio de Janeiro pediu ajuda do Exército para ocupar o Complexo da Maré, o maior complexo de favelas da cidade, onde será implantada uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

A instalação desta UPP estava prevista para acontecer somente após a Copa, mas, segundo o governo, os planos foram adiantados diante dos recentes ataques de traficantes em outras comunidades pacificadas.

Nesta quinta-feira, 27, uma matéria publicada no jornal britânico Guardian diz que o governo omitiu o real motivo da ocupação da Maré. Sob o título “Como o Brasil faz para manter a festa da Copa? Chama o Exército”, a matéria diz que Maré está localizada na rota entre o aeroporto e o Centro da cidade. Ou seja, todo turista que for assistir a Copa irá passar pelo local.

De acordo com o jornal, o fluxo de turistas pela região é o verdadeiro motivo da ocupação do Complexo da Maré. A presença do Exército preveniria esse lapso na estratégia de segurança.

A matéria também ironiza as declarações do governo sobre a ocupação. Na última segunda-feira, 24, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, negou que a ocupação da Maré esteja ligada à Copa. Ele afirmou que o objetivo do governo é manter a comunidade pacificada pelo tempo que for preciso. “Ou melhor, enquanto for preciso para garantir que a Copa corra de forma pacífica”, diz a matéria.

Ao final do texto, a matéria critica a política das UPPs, afirmando que as favelas do Rio, sem dúvida, precisam de uma intervenção, mas substituir um grupo armado por outro não é a solução. “Enquanto isso, questões fundamentais que são a verdadeira raiz da violência, como educação, saneamento básico e saúde estão sendo deixadas de lado”, diz o texto.

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Avaliação positiva do governo Dilma cai de 43% para 36%

27 de março, 2014

A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff caiu de 43% para 36% em relação a dezembro do ano passado. Os dados fazem parte da pesquisa CNI/Ibope e foram divulgados nesta quinta-feira, 27.

Nesse mesmo período, o percentual daqueles que avaliam o governo da presidente como ruim ou péssimo aumentou de 20% para 27%. Já a aprovação da maneira de governar de Dilma caiu de 56% para 51%.

Na semana passada, o Ibope divulgou uma pesquisa mostrando que Dilma tem 43% das intenções de votos entre os eleitores. O percentual garantiria à presidente a vitória logo no primeiro turno das eleições deste ano.

A pesquisa CNI/Ibope, a primeira deste ano, entrevistou 2002 pessoas em 141 municípios, entre os dias 14 e 17 de março. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais.


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Europa precisa se livrar da energia russa

27 de março, 2014

A retaliação russa mais óbvia contra as sanções ocidentais seria cortar o fornecimento de energia, particularmente o de gás. O país fornece cerca de um quarto do gás utilizado na União Europeia, e quase o total consumido em muitos países, incluindo o trio báltico, Finlândia e Bulgária. Os europeus do leste estão instando a Alemanha a não depender mais do gás russo, e aos EUA a aumentar as exportações de gás de xisto. A Europa sentiu o gosto de uma guerra do gás primeiro em 2006 e depois em 2009, quando a Rússia fechou os gasodutos para a Ucrânia, deixando muitos países a jusante, a maioria no sudeste europeu, tremendo de frio no inverno. A Europa está menos vulnerável cinco anos depois?

No curto prazo, pelo menos, as perspectivas não são tão ruins. Após um inverno ameno, os reservatórios de armazenamento de gás ainda estão meio cheios e as empresas os estão completando enquanto o gás ainda flui. A rede de gás na UE ficou mais integrada com a instalação de interconectores e tecnologia de fluxo reverso. Isso significa que se o gás que passa pela Ucrânia for interrompido os países na Europa Central podem recebê-lo através da Alemanha. Boa parte dele ainda viria da Rússia através de gasodutos alternativos, tal com o Nord Stream, construído sob o Báltico e ligado diretamente à Alemanha.

Mas e se a Rússia decidir cortar o gás para toda a Europa? Através de uma combinação de encontrar fornecedores alternativos, trocar para a gasolina e racionamento, a maior parte (mas não todos) dos países conseguem suportar aproximadamente pelos próximos seis meses. O problema mais agudo começaria no próximo inverno, quando a demanda por aquecimento sobe acentuadamente. Ainda assim a maioria dos europeus considera que a Rússia não ousaria ir tão longe. Afinal, se a UE depende da Rússia como seu principal fornecedor de gás, a Rússia é ainda mais dependente da Europa, sua principal compradora, responsável por cerca de metade de suas exportações de gás. Devido à extensa rede de gasodutos instalada na Europa, encontrar outros compradores seria praticamente impossível, ao menos no curto prazo.

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GRITA BRASIL

Tudo acontece em ano de eleição!

por Claudio Schamis em 27 de março, 2014

No primeiro trimestre de 2013 não era ano de eleição. Não era ano de nada e, portanto, para marcar uma presença básica no setor agrícola, a presidente Dilma entregou 71 equipamentos com um custo de R$ 11,1 milhões em três eventos. De janeiro de 2014 até agora, ou seja, no primeiro trimestre de 2014, que é ano de eleição, a presidente decidiu que seria legal “marcar uma presença mais marcante” no setor agrícola e num piscar de olhos aconteceu um milagre, o milagre da multiplicação das máquinas, através do qual a presidente Dilma entregou 718 equipamentos, no valor total de R$ 215,7 milhões, em cinco eventos.

Fora isso Dilma deu, nos dois primeiros meses de 2014, 2.182 equipamentos, como retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões.Ou ela incorporou o Silvio Santos, num verdadeiro “quem quer máquina agrícola?”, ou resolveu que seria o momento propício para encarnar Mamãe Noel fora de época.

São atitudes assim que me irritam e me deixam cada vez mais desacreditado das ações de nossos políticos. Eles têm quatro anos de mandato e resolvem que é sempre melhor, nos minutos finais, tentar fazer o que não fizeram no resto do tempo.

Sinceramente, vou acabar achando que seria legal termos uma eleição por ano. Assim pelo menos talvez os políticos cumprissem suas promessas no intuito de continuar o seu trabalho no poder. Acho que no final das contas todos acabaríamos ganhando. Eles continuariam com o poder e nós continuaríamos recebendo as benesses de suas promessas.

Tanto é verdade que o discurso demagogo de Dilma numa dessas entregas não me deixa mentir: “O que rege a questão das máquinas agrícolas é o espírito de parceria republicano”. Agora vem a melhor parte: “Não quero saber quem é, e onde é que o prefeito tem seu coração político. Se o prefeito é de que partido. Não interessa. É direito do prefeito e da prefeita receber a máquina.”

E como a lei eleitoral prevê que candidatos não podem participar de inaugurações de obras e eventos a partir de 5 de julho, vamos correr com as entregas, né?

Essas doações de máquinas fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), que vai beneficiar cidades com até 50 mil habitantes. Para dar explicações, sobrou para o diretor do próprio PAC 2, Marco Antônio Viana, que disse que a política deles não é de governo, e sim de Estado, em que todos são beneficiados. Pode ser do PT, do PSDB, do PSB ou qualquer outro partido político. Não é lindo esse amor apartidário? E Marco Antônio já avisou que até o final do mês de março mais 900 máquinas serão entregues. E até junho deste ano, mais cinco mil máquinas agrícolas também serão doadas.

A Controladoria Geral da União (CGU) já investiga possíveis irregularidades na utilização dessas máquinas distribuídas pelo governo federal.

Quem viver verá! Ou não!

Enquanto isso doações apodrecem em Teresina…

De um lado, o governo se mostra preocupado em dar máquinas para agricultores, de outro, é incapaz de coordenar a entrega de doações feitas para as vítimas de enchentes no Piauí em 2008, que apodrecem em um depósito em Teresina seis anos depois. Qual a explicação para isso?

São dez mil colchões, sete mil lençóis, oito mil cobertores, nove mil toalhas e três mil filtros, produtos avaliados em R$ 3 milhões, mas existem vítimas dessas enchentes que até hoje não receberam absolutamente nada.

Quem explica isso? Por que esse descaso e essa desumanidade?

Não é só incompetência. Não é só descaso. É isso tudo e mais um pouco.

A Secretaria Estadual de Defesa Civil, responsável pelo material, declarou que ficou tudo guardado por se tratar de um excedente e que pelas regras deve permanecer guardado até  poder ser usado em outra emergência.

Tá, me engana que eu continuo gostando.

Como assim? E as vítimas que não receberam nada? E o que dizer de outras vítimas de outros estados que receberiam esse excedente de braços abertos, mas que esbarram nessa burocracia estúpida e inexplicável?

Realmente, os homens estão cada vez mais estúpidos na maneira de agir e pensar.

Enquanto isso o presidenciável Eduardo Campos…

Nada justifica que um governo gaste R$ 52 mil com bolo de rolo e mais R$ 388 mil com o bufê do camarote oficial no Carnaval do ano passado enquanto se tem 3.992 pacientes há mais de dois anos esperando por uma cirurgia. Pois o Ministério Público acionou o governo do presidenciável Eduardo Campos para que providências sejam tomadas.

A Secretaria de Saúde tentou justificar as longas filas com a demanda crescente da população, motivada em grande parte pela epidemia do trauma, causada por acidentes de trânsito e pelo envelhecimento da população. Mas cá entre nós, isso é papo para boi dormir. Se estão percebendo esse aumento da demanda, que tomem providências. E, cá entre nós de novo, esse aumento de demanda não se dá da noite para o dia. Ele ocorre gradualmente e deveria ser percebido a tempo de se evitar o colapso na saúde como está acontecendo em Pernambuco.

Se gastos assim fossem redirecionados para atender a população, seja com mais médicos, mais equipamentos, talvez essa lista fosse bem menor.

E é bom que assim vamos conhecendo nossos (provavelmente seus) candidatos para ocupar a cadeira que estará vaga (?) no Palácio do Planalto.

E já dizia Eduardo Campos, governador de Pernambuco: “O povo quer mudanças em 2014. Não há marketing, maquiagem ou tempo de TV que mude isso.”

Boa sorte para todos nós.

Enquanto isso, as pesquisas, mesmo depois do escândalo da Petrobras…

Apesar de tudo isso, o Ibope vem me dizer que Dilma venceria no 1º turno em qualquer um dos cenários.

Sinceramente, não sei se começo a tentar aceitar o inevitável, se começo a procurar algum outro país para morar e tentar recomeçar minha vida aos 46 anos ou se assalto um banco e vou morar no Caribe com meus livros.

Outras sugestões vocês podem mandar pelos comentários do site.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.

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COLUNA ESPLANADA

Relatório e sentença da Justiça dos EUA provam que Petrobras sabia de suas obrigações

por Leandro Mazzini em 27 de março, 2014

Batom no barril

Relatório da Astra Oil e cópia da sentença do 5º Distrito do Tribunal de Apelações em NY sobre o caso Pasadena, de posse da Coluna, evidenciam que a direção da Petrobras incorreu num dos erros graves: ou se fez de cega para a cláusula Put Option (a opção de venda da participação da Astra na joint venture), ou foi inexperiente no trato. O acordo de compra da refinaria começou a ser construído em 5 de dezembro de 2007, numa Letter Agreement (Carta de Acordo) – antes citada em relatório da Astra e reconhecida pelo tribunal americano na decisão desfavorável à Petrobas em 10 de abril de 2009.

Ou seja

A estatal já se comprometera a comprar o restante da refinaria por cláusula pré-definida 16 meses antes da decisão da Justiça dos EUA.

Tiro no barril

Mesmo sabendo da Put Option no contrato, o governo decidiu levar a questão à Justiça para se livrar da refinaria. Teve de pagar US$ 638,9 milhões mais 5% ao ano de multa.

Fica combinado

A oposição viu oportunidade de inflamar o palanque no caso Pasadena, e o governo usa o artifício de motivação eleitoral para esconder a incompetência na Petrobras.

Memorial da confusão

Quando a intenção de compra da refinaria foi anunciada em 3 de fevereiro de 2006, constava apenas a deliberação do conselho da petroleira. À época as cláusulas Put Option e Marlim não foram citadas porque só foram referendadas pelas partes dia 1º de setembro. Por isso Jaques Wagner disse que ninguém sabia do polêmico item.

Prevaricação

Em suma, faltou competência à direção do Conselho da Petrobras em ler com atenção todas as cláusulas assinadas pelas partes no contrato, no contrato finalizado, ou atropelaram os itens – situação que só a PF, o TCU e a estatal vão responder.

Dormiu no ponto

A Presidência da República, em nota oficial – depois retirada do site do Planalto – informara que a diretoria executiva da Petrobras só fora comunicada da polêmica cláusula em ‘03.03.2008’ – ou seja, mais de 18 meses depois.

Candidato?

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Elias, se despediu por email dos colegas, após oito anos no cargo.

Coisa tá feia

Alertou candidatos o último Ibope no Rio. Rejeição alta de César Maia (69%), Garotinho (60%) e Luiz Pezão (59%). Pesquisa registrada no TRE com nº 2/2014.

Navio-boiador

A construção de um novo porta-aviões para a Marinha do Brasil ficou para daqui a..15 anos. Há anos a Força requisita um, porque o único que tem, o porta-aviões São Paulo, apenas boia na Baía de Guanabara (Rio), após passar por reformas em 2010.

Gripen ao mar

A estratégia do governo é usar o futuro porta-aviões como base de operações da FAB na região do pré-sal da exploração do petróleo. Como adiantou a Coluna, os caças Gripen, que aterrissam aqui em 2018, serão adaptados para pousar no navio.

Avanço..

Os brasileiros podem comemorar a neutralidade da rede, na aprovação do marco civil da internet, mas há dados preocupantes endossados pela Câmara com aval do governo, que deixam o País e os usuários sob risco de espionagem cibernética.

..e retrocesso

Não haverá obrigatoriedade de instalação dos datacenters dos provedores no Brasil – item antes exigido pela presidente Dilma. E as redes sociais – incluindo WhatsApp e Skype – poderão armazenar por seis meses os dados postados pelos internautas, mesmo que apaguem ou excluam contas – situação inédita no mundo.

É campanha

Um movimento cada vez mais evidente: parlamentares chegam a Brasília na Terça, para assuntos pessoais, passam no Congresso na Quarta, marcam presença e somem.


Arquivos

Confira no site da Coluna mais documentos sobre o destaque de hoje, no imbróglio Petrobras x Astra Oil sobre a refinaria de Pasadena.

Ponto Final

No bordão popular, pode-se dizer que a Astra Oil jogou água no chope da Petrobras. Ou óleo!

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Streaming online: a nova aposta dos executivos da música

27 de março, 2014

A Pandora, uma empresa de rádio online, está na vanguarda da revolução na qual cada vez mais clientes estão acessando músicas pela internet sem a necessidade de baixá-las (método chamado de streaming) através de smartphones ou computadores em vez de acumular uma coleção de músicas. Pela primeira vez desde que a Apple popularizou o download pago em 2003, o setor musical está mudando de tom novamente. De cilindros de cera até o vinil, fitas cassetes, CDs e MP3s, o setor está passando por outra mudança de formato – talvez, especulam analistas da área, a sua última.

Serviços de streaming dão aos amantes da música acesso a milhões de canções, mas os serviços não são todos iguais. Versões de rádio online, que incluem a Pandora e o iTunes Radio, da Apple, escolhem o que os usuários ouvem, gerando receita por meio de anúncios. Outros, como o Spotify e o Deezer, permite que os clientes façam suas escolhas em um catálogo que inclui de 20 a 30 milhões de músicas, cobrando aos assinantes premium uma taxa mensal. Serviços gratuitos que fornecem streaming de videoclipes, tais como YouTube, também são muito acessados. Todas as variantes pagam às gravadoras alguma fração de centavo toda vez que alguém clica em uma música.

A ascensão do streaming está atordoando os chefões do setor musical. Os serviços de streaming estão começando a trazer o setor de volta para o azul em países nos quais houve um declínio acentuado. Os usuários pagantes de streaming já somam 28 milhões hoje em dia, e muito outros usam as versões gratuitas.

No ano passado, versões baseadas em assinaturas como o Spotify tiveram uma receita total de mais de US$ 1 bilhão, uma alta de mais de 50% em relação a 2012. Esse número não inclui empresas de rádio on-line, que no ano passado faturaram US$ 590 milhões apenas nos EUA, uma alta de 28% em relação ao ano anterior. Nos EUA, o maior mercado da música, 21% das receitas de 2013 do setor se devem ao streaming, cujo crescimento superou as perdas causadas pela queda da venda de CDs.


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Crise na Crimeia dá nova vida à Otan

26 de março, 2014

Até pouco tempo atrás a Otan lutava para manter sua relevância em um mundo onde a maioria dos europeus nunca se sentiu mais seguro. Agora, graças a Vladimir Putin, a Otan já não tem dificuldade para justificar a sua existência.

A anexação da Crimeia pela Rússia foi trágica para a Ucrânia e profundamente perturbadora para os países da Europa Central e do Leste, onde há um número considerável de falantes do russo, os quais Putin abraçou subitamente, declarando seu direito de intervir para resgatá-los das garras de outros países sempre que quiser. Assim, a crise na Crimeia deu nova vida à parceria atlântica.

Nesta quarta-feira, 26, após uma reunião de emergência do G7, na qual os países chegaram a um acordo sobre novas sanções contra a Rússia, o presidente dos EUA, Barack Obama, chegou em Bruxelas, onde a Otan tem a sua sede, com a missão de reavivar um importante pacto dos membros da aliança: aquele que determina que um ataque contra um membro do grupo deve ser considerado um ataque contra todos.

Não se fala em um retorno aos dias da Guerra Fria, quando a Otan era o baluarte da Europa contra um inimigo forte o suficiente para pôr em prática ideologias expansionistas de um determinado país, mas Putin conseguiu sacudir os membros da Otan de suas ilusões sobre a segurança territorial do continente. Graças a ele, a próxima cúpula da Otan em Cardiff, em setembro, terá um novo propósito e uma nova urgência.

Agora, o principal desafio para a Otan é conseguir que seus 28 membros cheguem a um acordo sobre a natureza da ameaça representada pela Rússia para a segurança da Europa e decidir como responder.

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Governo reage mal ao rebaixamento do ‘rating’ do Brasil

26 de março, 2014

Não é difícil adivinhar qual foi a reação da equipe econômica do governo ao rebaixamento do rating do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor´s, anunciado nesta terça-feira, 25. Como se para eliminar qualquer dúvida, o Ministério da Fazenda divulgou um comunicado forte desmerecendo a decisão da S&P´s ponto por ponto. O Ministério não fez nenhum favor a si mesmo.

Em primeiro lugar, o texto diz que a agência de classificação de risco “alegou” que o crescimento lento do Brasil foi uma das razões para o seu rebaixamento. O Ministério rebate que “durante o período da crise que começou em 2008″ o Brasil cresceu 17,8%. Deixando de lado a possibilidade de que isso poderia levar os desinformados a pensar que 17,8% foi a taxa anual de crescimento do Brasil a partir de 2008, esta afirmação olha para o passado inutilmente. Ninguém questiona que o PIB do Brasil cresceu 7,5% em 2010. O problema é que, este ano, a expectativa é de crescer apenas 1,7% — muito abaixo do potencial e das necessidades do Brasil.

Em segundo lugar, o Ministério diz que a S&P´s está errada em sua avaliação da situação fiscal do Brasil, “levando em consideração que o país tem gerado um dos maiores superávits primários no mundo nos últimos 15 anos”.

Isso é pedir para ser golpeado. Como o Financial Times observou no mês passado:

No ano passado, o Brasil não conseguiu cumprir sua meta de superávit primário, apesar de tê-la revisado para baixo, de 3,1% para 2,3%. O governo também tem recorrido a métodos duvidosos para sobreviver ao longo dos últimos anos, usando manobras de “contabilidade criativa” e colocando pressão sobre as autoridades fiscais para negociar acordos sobre litígios fiscais multibilionários.

Em seu terceiro ponto, o Ministério está em terreno mais firme: o Brasil continua a atrair grandes volumes de investimentos estrangeiros diretos. Um total de US$ 65.8 bilhões entrou no país nos últimos 12 meses (embora esses investimentos nem sempre tenham terminado bem).

Mas no quarto ponto o Ministério se coloca de novo em apuros. Diz que as contas externas do Brasil não são uma fonte de vulnerabilidade porque o país tem reservas cambiais equivalentes a 10 vezes a sua dívida de curto prazo. Dois comentários devem ser feitos aqui: primeiro, o Brasil não é tão bem protegido quanto pensa, e segundo, os números oficiais da dívida externa do Brasil ignoram uma pilha crescente de dívidas denominadas em dólares e asseguradas por receitas em moeda local.

O quinto ponto do Ministério é que a S&P´s está errada em reclamar da baixa taxa de investimentos do Brasil, pois o país embarcou em um ambicioso programa de investimentos de US$ 400 milhões. Bem, o Brasil embarca com frequência em programas de investimento de centenas de milhões de dólares, muitos dos quais nunca se materializam. O fato é que a sua taxa de investimento está presa em 18% do PIB, o que não é suficiente.

Por fim, o Ministério avalia as razões da S&P´s para manter o grau de investimento do Brasil. Aqui, os leitores poderão se sentir aliviados ao saber que a agência acertou tudo, de acordo com o governo. A esta altura do campeonato, no entanto, poucos leitores estarão levando o Ministério a sério.


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Câmara aprova Marco Civil da Internet

26 de março, 2014

Após três anos de tramitação, o Marco Civil da Internet foi aprovado pela Câmara dos deputados na noite de terça-feira, 26. A maioria dos partidos apoiou o projeto, com exceção do PPS. O governo conseguiu o apoio do PMDB na última semana, após longas conversas com os dirigentes do partido. O Senado agora tem 45 dias para votar o Projeto de Lei 2126/2011. O objetivo da presidente Dilma é apresentar a nova lei no encontro internacional sobre governança da internet, que acontece em São Paulo no fim de abril.

O relator do projeto, o petista Alessandro Molon (RJ), se diz confiante em relação à votação no Senado e afirma ter ouvido “coisas positivas” de membros da oposição. A proposta aprovada na Câmara manteve as cláusulas que preveem a chamada neutralidade da rede, mas retirou a que obrigava as grandes multinacionais da internet a manterem data centers no Brasil. Embora este último dispositivo fosse a principal resposta da presidente à espionagem americana, a ampla maioria dos deputados da base e da oposição eram contrários à proposta, que elevaria os gastos de empresas como Google e Facebook. A mudança sobre os data centers em solo nacional facilitou o acordo. O governo cedeu, autorizando o armazenamento de dados no exterior.

Quanto à neutralidade da rede, mantida na proposta aprovada na Câmara, as grandes empresas de telefonia eram contra, alegando que ela inviabilizava a comercialização de pacotes alternativos de internet. No entanto, o relator não abriu mão e a neutralidade foi mantida.

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, disse que a votação foi simbólica, já que o acordo com o governo já havia sido feito e todos votariam de forma “uniforme e unânime”. Cunha deixou claro, também, que sua posição não era favorável, mas que seguiu a vontade de sua bancada. “Isso só foi possível porque houve diálogo, recuo de alguma parte e convergência de alguns pontos mínimos”, disse. “Pessoalmente, acho que não deveria haver regulação, mas se é a vontade da maioria, o PMDB continuará acompanhando a questão”.

Já Arlindo Chignalia, líder do PT na Câmara, disse que o governo cumpriu o objetivo de aprovar e garantir a integridade dos “princípios brasileiros da internet” que são: neutralidade da rede, privacidade dos usuários e a liberdade de expressão garantida.

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Gabrielli nomeou primo para filial da Petrobras nos EUA

26 de março, 2014

José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras na época da compra da refinaria em Pasadena, nos EUA, nomeou seu primo para cuidar da Petrobras America. A nomeação foi aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras, na época presidido por Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil do governo Lula.

José Orlando Azevedo  esteve à frente da Petrobras America de outubro de 2008 ao final de 2012 e foi o responsável por conduzir a disputa judicial entre a petroleira e a empresa belga Astra Oil que culminou na vitória dos belgas e um gasto de US$ 820,5 milhões a mais para a Petrobras.

A refinaria de Pasadena custou aos cofres públicos brasileiros US$ 1,2 bilhão. O litígio com a companhia belga ajudou a encarecer o negócio. A Astra Oil comprou a planta da refinaria de Pasadena por US$ 42,5 milhões.

O parentesco entre Gabrielli e Azevedo foi informado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Security Exchange Commission (SEC). Por isso,  assessoria de imprensa de Gabrielli informou que não vê ilegalidade na nomeação de seu primo, que é “uma pessoa experiente”.

Azevedo estava na empresa há mais de 30 anos, mas o único cargo que ocupou na alta cúpula da petroleira foi justamente o da Petrobras America. Antes disso, foi apenas gerente. Ele foi afastado do cargo na Petrobras America pela atual presidente da estatal, Graça Foster.

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COLUNA ESPLANADA

Entidade investigada pelo TCU cancela evento com ministro

por Leandro Mazzini em 26 de março, 2014

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), autarquia cujos contratos estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), cancelou o seminário interno para funcionários que seria realizado hoje num hotel de Brasília. Alegou ‘motivos técnicos e operacionais’. Ontem, a Coluna revelou que o principal palestrante era o ministro-substituto do TCU André Luís de Carvalho, representante do tribunal que investiga o Cofen, e que ele receberia cachê. O evento seria num belo hotel campestre próximo a Brasília, de hoje a sexta, com tudo pago pelo Cofen. O ministro não via problemas.

Lupa

A investigação foi pedida pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. O processo no TCU que envolve o Cofen é o nº TC-018.588/2013-1.

O processo

O processo conta com dois apensos, um deles da Procuradoria-Geral da União, que não deu mole: exigiu uma auditagem em contratos do Cofen nos últimos cinco anos.

Na mira

O Cofen já foi alvo da Polícia Federal ano passado, que investiga indícios de crimes financeiros na diretoria. A entidade conta com orçamento anual de R$ 68 milhões.

Memorial da crise

A presidente Dilma avalizou a presidente da Petrobras, Graças Foster, a demitir todos os diretores políticos da estatal em fevereiro do ano passado, mas foi tarde. Dilma e Foster exoneraram apadrinhados pelo PP, PTB, PMDB e pelo próprio PT. Entre eles, à época, o agora preso pela PF Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento.

O leitor

O embaixador Samuel Pinheiro Guimarães foi visto no voo TAM 3886 Foz do Iguaçu-Brasília, na poltrona 1E, com um livro grosso e capa protegida com papel prateado. Era A Ideologia Alemão, de Karl Marx e Friedrich Engels.

A trabalho

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, recorreu a jatinho da FAB para o Mutirão Carcerário. Visitou presídios em três capitais. Já os colegas de Esplanada.. abusam de voos para ir para casa e voltar para Brasília como se pegassem um táxi.

Fala, doutor

O PIB capixaba se reúne hoje sob tutela da Vieira & Rosenberg para discutir economia. Palestra Fábio Ribeiro, colunista da Exame, Doutor em Política Internacional pela USP.

Fala, doutor 2

Surpresos os ex-donos de bingos com a declaração do ministro do STF, Marco Aurélio Mello, a favor do debate sobre cassinos: ‘O jogo do bicho é igual a qualquer loteria’.

Carro desgovernado

Fonte diz que o deputado Nelson Marchezan Jr (PSDB-RS) teria levado um soco do seu motorista em Porto Alegre, durante discussão no fim de semana. O parlamentar nega. Diz que dirigiu o próprio carro porque o motorista estava com a habilitação suspensa.

Proibido criticar

Depois de prender o opositor Leonardo López, por liderar protestos nas ruas, os chaviztas aprontaram mais uma, ontem. O presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, cassou o mandato da maior opositora do governo da Venezuela, deputada María Corina.

Corina vem aí

Ontem, em Lima, ela encontrou-se com o Fernando Tibúrcio e disse que pretende vir ao Brasil nos próximos dias. Tibúrcio é advogado do senador boliviano Roger Molina. Corina está surpresa com o silêncio do Brasil: ‘A indiferença é o mesmo que a cumplicidade’. Os senadores Ferraço e Aloysio Nunes também estavam em Lima.

Lei do silêncio

Maria Corína pediu a palavra no Panamá, em sessão da OEA, para criticar o governo. Foi proibida por comitiva venezuelana, em manobra regimental. Perdeu o mandato porque, segundo Diosdado, descumpriu duas normas da Assembleia.

Turma da cela

Pelo menos 13 mil detentos estão trabalhando em Minas Gerais, na tentativa de reinserção social. O governo lançou a Universidade Coorporativa do Sistema Prisional.

Seu Doutor..já era

O deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) apresentou projeto que veda o emprego de pronomes para autoridades ou na hierarquia funcional durante eventos.

Ponto Final

Então fica combinado assim, na Venezuela: abriu a boca, só para falar bem. Senão apanha.

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Satélite encontra 122 possíveis destroços do voo MH370

26 de março, 2014

Satélites franceses detectaram 122 possíveis destroços do voo MH370, da Malaysia Airlines. Os objetos foram encontrados no sul do Oceano Índico, a cerca de 2.557 km da cidade australiana de Perth, onde estão sendo feitas as buscas por aviões. Eles medem até 23 metros de comprimento e foram fotografados pelo satélite francês no último domingo, 23.

De acordo com o ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, os objetos são a pista mais concreta sobre o paradeiro do avião obtida até o momento. Nesta quarta-feira, 26, Hishammuddin convocou uma reunião com Zhang Yesui, enviado especial da China para a Malásia. Na última terça-feira, 25, Hishammuddin causou polêmica ao acusar a China de dificultar as investigações divulgando provas infundadas. Um dia depois, a China anunciou que estava abandonando as buscas.

A Austrália, que havia suspendido as buscas por conta do mau tempo, retomou as operações nesta quarta-feira. O país ainda não confirmou a existência dos destroços anunciados pela Malásia. O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, pediu cautela em relação à esperança de um avanço nas buscas.

As buscas estão divididas em duas áreas distintas, uma ao leste outra ao oeste. Cada área conta com um navio e seis aviões varrendo toda a localidade.

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A luta contra a corrupção na Índia

26 de março, 2014

Escândalos de corrupção estão assolando a Índia, a terceira maior economia da Ásia. Muitas transações que colocaram recursos públicos em mãos privadas na última década – concessões do espectro de rádio, por exemplo, e crédito concedido pelos bancos estatais – estão sob suspeita.

Dentre as dez maiores empresas familiares em termos de vendas, sete são suspeitas de falcatruas. Os arrojados magnatas que amadureceram durante os anos de boom, entre 2003 e 2010, estão sendo contestados. Antes de se tornar presidente do banco central indiano no ano passado, Raghuram Rajan externava publicamente a preocupação de que a Índia pudesse estar se tornando uma oligarquia semelhante à Rússia: “muitas pessoas ficaram ricas demais devido à sua proximidade com o governo”, lamentou.

Em uma pesquisa de opinião recente 96% dos indianos afirmaram que a corrupção estava prejudicando o seu país, e 92% consideravam que ela havia piorado nos últimos cinco anos. Uma autoridade experiente do Partido do Congresso, que está no poder,  se preocupa com o sentimento de que “a lei que vale para as pessoas comuns não é a mesma que se aplica à elite”.

A Índia precisa que o seu setor privado construa estradas, fábricas e cidades, mas a relação entre as empresas e o Estado precisa ser reformada. A corrupção gera decisões ruins, e a preocupação com a corrupção gera indecisão. A corrupção não funciona, como por vezes se afirma, como uma solução de mercado indecorosa, mas rápida, para a inércia da burocracia, azeitando as engrenagens emperradas da indústria. Ao contrário, ela joga areia nessas engrenagens.

Empréstimos para empresas de setores com problemas de corrupção são endêmicos no sistema bancário indiano, o qual é em grande parte estatal; pelo menos um décimo dos empréstimos são de má qualidade. Incompetentes “camaradas do governo” estragaram projetos de energia e estradas de vital importância. Minas e outros ativos jazem ociosos enquanto tribunais discutem quão desonestos são seus donos.


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Venezuela prende generais acusados de planejar golpe

25 de março, 2014

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira, 25, a prisão de três generais da aviação acusados de orquestrar um plano para colocar a Força Aérea do país contra o governo e realizar um golpe de Estado.

“Ontem à noite capturamos três generais que estávamos investigando graças à poderosa moral da nossa Força Armada bolivariana. São três generais que pretendiam levantar a Força Aérea contra o governo”, disse Maduro, ressaltando que o grupo capturado tem forte ligação com a oposição.

Segundo o presidente, a descoberta da tentativa só foi possível devido “à consciência de oficiais que denunciaram estar sendo convocados para um golpe de Estado”.

A prisão dos três generais é mais um indício de que há rusgas entre o governo de Maduro e alguns oficiais das Forças Armadas da Venezuela. Os generais detidos devem enfrentar julgamento em tribunais militares.

Repressão com cheiro brasileiro

Assim como ocorreu nos protestos realizados no Brasil, uma das cenas mais comuns nas manifestações venezuelanas é

Gás lacrimogêneo fabricado no Brasil

Segundo o site Caracas Chronicles, o Brasil é o maior fornecedor desse gás tóxico. Entre 2008 e 2011, o governo venezuelano comprou 143 toneladas dessa arma química a um custo de US$ 6,5 milhões. A empresa fornecedora foi a  Condor Tecnologias Não-Letais.

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OMS diz que poluição matou sete milhões de pessoas em 2012

25 de março, 2014

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a poluição se tornou o maior fator de risco ambiental no mundo. A instituição divulgou um relatório nesta terça-feira, 25, dizendo que a poluição foi responsável por mais de 7 milhões de mortes em 2012.

Segundo as estimativas divulgadas, a poluição do ar dentro de domicílios foi responsável por 4,3 milhões de mortes em 2012, em lares com fogões a carvão, lenha ou esterco. Essa prática é ainda muito comum em países pobres  da Ásia.

A poluição do ar atmosférico, emitida por transportes públicos, fábricas e usinas de carvão, causou 3,7 milhões de mortes em todo o mundo. Nestes casos, 90% dos óbitos ocorreram em países em desenvolvimento, como Índia e China.

Segundo os dados da OMS, 80% das mortes associadas à poluição do ar dentro de domicílios devem-se a doenças cardiovasculares, como a cardiopatia isquêmica (40%) e o acidente vascular cerebral (40%).

A doença pulmonar obstrutiva crônica é responsável por 11% das mortes ligadas à poluição em residências, enquanto o câncer de pulmão (6%) e as infeções respiratórias agudas em crianças (3%) respondem pelo restante.

No que diz respeito à poluição do ar atmosférico, 34% das mortes devem-se ao AVC, 26% à cardiopatia isquêmica, 22% à doença pulmonar obstrutiva crônica, 12% a infeções respiratórias agudas em crianças e 6% ao câncer de pulmão.


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Rebaixamento na Banana Republic

por Paulo Gurgel Valente em 25 de março, 2014

Há mais de 100 anos o escritor americano O. Henry, pseudônimo de William Porter (1862-1910), lançou a expressão Banana Republic para designar, em seu livro de contos, um país da América Central ficcional, mas sabidamente sendo Honduras.

A característica de um país com esta denominação frutífera tem, obviamente, como centro a monocultura, mas também está associada ao regime ditatorial caricato, a corrupção que o transforma numa verdadeira cleptocracia.

Mas parece que não precisamos voltar tanto tempo atrás e tampouco nos localizarmos na América Central para constatar a continuidade desta tragicomédia: podemos aqui e agora mesmo identificar, lamentavelmente, fatos e comportamentos semelhantes.

Se traçarmos uma linha de atividades da poderosa Casa Civil da Presidência da República, podemos verificar como este Ministério tem incumbências ligadas às empresas estatais, cujo controle precisa ser exercido de perto e as decisões principais serem respaldadas. Assim, consta sem dúvida, como sua a função “de avaliação e monitoramento da ação governamental e da gestão dos órgãos e entidades da administração pública federal”.

Ocorre que recentemente tivemos casos seguidos de grave descontrole nos Correios, no Banco do Brasil e Petrobrás; no primeiro caso, no setor de compras, no banco com despesas excessivas de publicidade, ligadas a Visanet, sem retorno para a instituição, e no caso do petróleo nos investimentos feitos em excesso por erro de avaliação em refinaria em Pasadena, Texas.

Segundo o Supremo Tribunal Federal, a Casa Civil foi também o cenário da Ação Penal 470, o julgamento do mensalão, que resultou na condenação de seu cacique máximo. Assim, verifica-se que associar a política com p minúsculo mesmo, com atividades empresariais, não dá o resultado esperado para os seus acionistas, nós os contribuintes e também os incautos que lá investem suas economias. Sob as ordens da Casa Civil, estão também a Eletrobrás, cuja ação não foi suficiente para evitar que um verão sem chuvas colocasse em risco a geração de energia elétrica no país.

Não é portanto, sem fundamento que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou de “BBB” para “BBB menos” as notas da Petrobras e  da Eletrobrás, controladas pela União, acompanhando a má nota do Brasil.

O governo está ciente que controlando artificialmente os reajustes da Petrobras e demagogicamente cortando as tarifas de energia da Eletrobrás segura o IPCA do IBGE, o que conta a seu favor na reeleição; sofre o efeito na avaliação internacional, mas a maioria que vota aqui desconhece o que é uma agência de rating. Assim, são favorecidas as contas privadas, escondendo debaixo do tapete das contas públicas seus erros.

Mas o governo insiste na politicagem: na chefia da Casa Civil está agora, segundo a imprensa, um dos organizadores dos dossiês falsos contra candidatos da oposição, comprados às vésperas de eleições. Nosso ex-presidente, diante do descoberto, denominou o grupo que divulgou os dossiês de “aloprados”.

A menos de três meses do jogo Brasil e Croácia, que inaugura a Copa do Mundo de Futebol, é desnecessário falar da lentidão e ineficiência da Infraero, cujos aeroportos não foram, infelizmente, preparados para ocasião de tanto uso. Possivelmente foi por não ter sido avisada com antecedência, ou ainda por se prever que os torcedores viriam todos de ônibus ou de navio. Ah, os portos e rodovias também parecem despreparados, restará a torcida eletrônica pela televisão, se não houver apagão, é claro (ou seria escuro?).

Com estes resultados, coloca-se em dúvida se a opção do partido da situação contra a privatização é uma opção ideológica ou seria mesmo um pragmatismo para financiar sua perpetuação no poder.


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O tombo da Petrobras: um espelho do Brasil

25 de março, 2014

Em 17 de março, o Ministério Público do Rio de Janeiro abriu uma investigação criminal sobre supostas propinas pagas a funcionários da Petrobras por uma empresa holandesa em troca de contratos de plataformas e perfuração. No dia seguinte, verificou-se que, em 2006, a presidente Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil do governo Lula e presidente do conselho da estatal, aprovou a aquisição superfaturada de uma refinaria de petróleo em Pasadena, no Texas. Para completar, em 20 de março a Polícia Federal prendeu um ex-executivo da Petrobras em uma investigação de lavagem de dinheiro.

As falcatruas da maior estatal do país e a resposta de Dilma sobre a compra da refinaria americana, dando conta de que sua decisão foi baseada em um “relatório falho”, prejudicam a imagem de gestora capaz que a presidente se esforça para vender à população neste ano de eleição. Prejudica seriamente também o desempenho financeiro da Petrobras.

A Petrobras encolheu

O valor de mercado da empresa passou de mais de US $ 300 bilhões em 2008 para US $ 76 bilhões atualmente, em parte porque o governo força a empresa a vender gasolina subsidiada aos motoristas brasileiros, numa tentativa de conter a alta da inflação. De acordo com o jornal Financial Times, a empresa, que já foi a 12ª maior do planeta há cinco anos, caiu para o 120º lugar atualmente.

O mercado está tão cansado das intromissões do governo na empresa que, não obstante a sequência de más notícia, as ações da Petrobras tiveram uma leve alta na semana passada, impulsionada por boatos de que uma pesquisa de intenção de votos indicaria que a liderança de Dilma nas próximas eleições estaria encolhendo.

Ao contrário, o Ibope revelou, em 20 de março, que Dilma permanece, por enquanto, confortavelmente à frente dos outros candidatos, com 47% das intenções de voto contra 22% recebidos por seus dois principais adversários somados. Enquanto isso a história da Petrobras — a promessa de grandes riquezas obscurecida por má gestão e a interferência do governo — é uma narrativa que se assemelha desconfortavelmente à trajetória do próprio Brasil nos últimos anos.

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Surto de ebola em Guiné mata 59 e ameaça países vizinhos

25 de março, 2014

Um surto de ebola em Guiné já deixou pelo menos 59 mortos e está se espalhando por outros países do oeste da África.

Segundo o Ministério da Saúde de Guiné, já foram registrados pelo menos 80 casos da doença em áreas próximas à fronteira com Serra Leoa e Libéria. Equipes dos Médicos sem Fronteiras estão atuando junto ao Ministério da Saúde do país para tentar conter o surto.

É o primeiro surto de ebola no oeste africano. A maioria dos casos da doença são registrados em países da África Central. O primeiro deles ocorreu em 1976 no Zaire, atual República Democrática do Congo. Na época, 280 morreram em decorrência da doença. O último surto registrado no continente ocorreu em Uganda, em 2012, matando quase 50 pessoas.

O ebola é causado por um vírus que provoca febre e hemorragia interna. A transmissão para humanos ocorre através da ingestão de carne de macaco contaminada pelo vírus. Depois, o vírus é transmitido pelo contato com fluídos corporais de pessoas infectadas.

O vírus que está causando o surto em Guiné é da mesma cepa do vírus encontrado no Congo, que tem uma taxa de letalidade de 90%.

Esta semana um canadense foi internado com sintomas de ebola em um hospital de Saskatoon, na província de Saskatchewan, Canadá. Ele havia retornado recentemente de uma viagem à Guiné.

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COLUNA ESPLANADA

Entidade investigada paga palestra de ministro do TCU

por Leandro Mazzini em 25 de março, 2014

Entidade investigada paga palestra de ministro do TCU

O ministro-substituto do Tribunal de Contas da União André Luís de Carvalho é o principal palestrante, amanhã, de um seminário promovido pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que lhe pagará cachê. Um dos temas será ‘Fiscalização e Gestão de Contratos na Administração Pública’. Ocorre que o Cofen é alvo de investigação do próprio TCU, a pedido do Congresso Nacional e da Procuradoria-Geral da União, por suspeita de malversação de verbas. O ministro indica que não vê conflito de interesses, porque não sabia da investigação e não é relator do caso, senão evitaria a palestra.

Pente-fino

O processo no TCU que envolve o Cofen é o nº TC-018.588/2013-1. Com dois apensos – um do Congresso e um da PGR – para auditagem em contratos nos últimos 5 anos.

O fiscal

A investigação foi pedida pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. O TCU enviará relatório para o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR).

Sim, senhor

O Cofen avisou que o evento é só para funcionários. O ministro solicitou que a resposta seja publicada na íntegra, mas por falta de espaço a publicamos no site da Coluna.

Memorial..

Enquanto petistas defendem o legado do ex-presidente Lula no social e na economia, a oposição o vê como inconsequente, e cita alguns casos: o anúncio da autossuficiência produtiva da Petrobras, em 2003, e até hoje a estatal importa óleo. O trem-bala, que não saiu do papel e o projeto já custou alguns milhões ao governo.

..da inconsequência

Lula disse que a Copa não teria dinheiro público, mas o BNDES financiou a maioria dos estádios. Como corinthiano, fez pressão para a abertura na arena do seu time em SP – o petista ainda exigiu que a Caixa e o BNDES injetassem dinheiro na obra privada.

Povo paga

Outra balela foi parceria com finado Hugo Chávez na Refinaria Abreu Lima. O Estadão revelou que o Brasil nem assinou contrato e perdoou a dívida pré-contratual. Há a refinaria da Petrobras na Bolívia, desapropriada a preço de banana por Evo Morales.

Bom exemplo

O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, é um dos que menos usa o direito a jatinhos da FAB. É visto muito em comerciais. Dever do ofício. Já colegas…

Santa Bronca

Do Papa Francisco, ao receber jornalistas de Roma, dia 22: ‘Os pecados da mídia são os que vão no caminho da mentira, falsidade: a desinformação, a calúnia e difamação’.

Quem te viu, OAB..

A OAB nega processo contra advogado que pediu cassação do registro de José Dirceu. Mas encaminhou à seccional DF ofício de Verificação de Possível Infração Disciplinar, porque o requerente teria criticado a demora na Ordem em avaliar o caso.

FIFAndo o Brasil

Circula na internet uma cartilha de orientação da FIFA para estrangeiros sobre maus comportamentos sociais dos brasileiros. Uma foto de praia mostra em destaque mulheres de biquínis e belos bumbuns. Um desrespeito às mulheres. Convite ao sexo?

Aliás..

A FIFA ganhou os estádios para o evento, sem custo, tem direito a publicidade no interior e ao redor das arenas, exigiu lei especial para o evento e investimentos em vias públicas e aeroportos. E seu evento é privado, cobra caro o ingresso. Nem dá nota fiscal.

Dança de índio

Ao brigarem por águas dos rios, os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Sérgio Cabral (RJ) escondem a incompetência das gestões. A Sabesp faturou R$ 1 bi em 2013 e torce por chuvas para abastecer a metrópole. O Rio conta com o rio Guandu, sem limpeza e dragagem, que passa pela Baixada e continua podre, cheio de lixos e despejo tóxico.

Ou seja

Resultado: no dia que faltar chuva de um lado e sobrar lixo de outro, São Paulo e Rio ficam sem água por falta de investimento, e de discurso sério.

Cafuné é pouco!

Ninguém da imprensa esportiva questionou ao COB como uma menina saudável como Laís Souza deixa da noite para o dia a ginástica artística pelo esqui de pirueta.

Ponto Final

‘O Brasil é o país dos conchavos, do tapinha nas costas’

Joaquim Barbosa, presidente do STF

Resposta do ministro do TCU sobre o destaque da Coluna de 25/03/14

Em resposta às indagações abaixo formuladas, informo que:

a) recebi a proposta de contratação para ministrar o curso no Cofen e aceitei, segundo as regras legais e mediante tratamento contratual uniforme;

b) não sou Relator desses processos no TCU: se fosse, ou eu não aceitaria a proposta de contratação, ou a aceitaria e me declararia impedido para conduzir o feito;

c) até o presente momento, eu não tinha conhecimento da existência desses processos no TCU, mas, mesmo se tivesse, não veria problemas técnicos ou legais em aceitar a proposta de contrato, até mesmo porque a discussão processual está focada nos contratos celebrados nos 5 anos anteriores, e não nos atuais;

d) eu adoto como conduta técnica não cobrar por palestras ou até, em alguns casos, por cursos ministrados perante a União (que é a minha fonte pagadora), podendo ser citados nesse sentido: a palestra por mim proferida sem remuneração para os Juízes Trabalhistas (no TST: cerca de 3 horas-aula) e o curso que eu ministrei junto à UnB sem remuneração, para uma turma de Pós-Graduação de servidores do TCU e da CGU (cerca de 16 horas-aula), para os quais eu renunciei ao direito patrimonial de receber os meus honorários, por não entender eticamente adequado cobrar da minha fonte pagadora para ministrar aulas para agentes públicos que trabalham para essa mesma fonte pagadora (Obs: não tenho nenhum vínculo laboral com o Cofen e por isso aceitei a proposta de contratação remunerada para o aludido evento);

e) até o presente momento não recebi a confirmação final do evento, mas, recebendo, pretendo participar normalmente do seminário, na esperança de que eu possa contribuir para uma melhor capacitação dos gestores públicos do Cofen; e

f) estou de férias desde a semana passada,  e até depois do evento, de modo que, ao ministrar o aludido curso, não haverá duplicidade de pagamentos dos meus honorários pelo evento com a percepção de meus subsídios como servidor público.

Enfim, ao tempo em que parabenizo toda a imprensa livre brasileira pelo importante trabalho de esclarecer a sociedade e de garantir a transparência na gestão pública,

SOLICITO que esta minha resposta seja sempre colocada – NA ÍNTEGRA – em eventual divulgação pela mídia, registrando, desde já, minhas escusas aos leitores por eventuais erros de linguagem contidos nessa rápida resposta.

Cordialmente,

André Luís de Carvalho

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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Governo contesta rebaixamento na nota de crédito pela S&P

25 de março, 2014

O governo criticou o rebaixamento do rating de classificação de risco da Standrd & Poor’s (S&P) dado ao Brasil. O Ministério da fazenda afirmou que a nova nota de crédito do Brasil que passou de “BBB” para “BBB-”, com perspectiva estável, não condiz com a economia e com a “solidez e os fundamentos do Brasil”.

A reação do Brasil foi demonstrada por meio de nota que destaca os indicadores positivos do país e que o Brasil tem feito superávits primários mais elevados que todos os outros países e que, por isso, tem diminuído a relação dívida/PIB. Além de destacar que o país, desde 2008, cresceu 17,8%, o que revela uma das maiores taxas acumuladas entre os países do G-20, mesmo no período da crise internacional.

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Parentes de passageiros protestam em Pequim

25 de março, 2014

Na manhã desta terça-feira, parentes dos passageiros chineses do voo MH370 protestaram em frente à Embaixada da Malásia. Eles exigiam maiores informações e acusavam o governo de causar destruição psicológica a eles que durante 18 dias mantiveram a esperança de encontrar seus parentes vivos.

O governo da Malásia informou na segunda-feira à noite que novas análises dos dados encontrados pelos satélites revelavam “além de toda dúvida razoável” que o avião caiu no Oceano Índico próximo à cidade de Perth, na Austrália.

A imprensa chinesa também cobrou do governo da Malásia provas mais concretas da queda do avião.


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A coisa tá feia na Petrobras


por Claudio Carneiro em 24 de março, 2014

Durante meses, o país assistiu à presidente da Petrobras Graça Foster pleitear o aumento do preço da gasolina. Isso parecia até estranho para nós leigos e desinformados cidadãos: “Como pode o país que se diz autossuficiente – e que, além de tudo, tem as reservas do pré-sal – ter uma gasolina tão cara e ainda querer tanto um aumento do valor do combustível?”

Ocorre leitor, que há vários anos – e estamos descobrindo isso agora – a Petrobras esteve envolvida em negociatas, como essa compra da refinaria de Pasadena – que custou a cabeça do executivo de carreira da estatal Nestor Cerveró.

E mais, o Brasil foi muito generoso com os países alinhados politicamente com algumas bobagens em que o partido do governo acredita. Coisas como a ditadura marxista cubana ou a “democracia” bolivariana da Venezuela.

De forma tola e impulsiva, o governo rasgou as promissórias de diversos países africanos acusados de corrupção – que nos deviam quase US$ 2 bilhões. Sem um motivo justificável, nossos irmãos do outro lado do Atlântico – de Congo-Brazzaville, Gabão, Guiné Equatorial e Sudão – foram simplesmente perdoados num planeta que reza pela cartilha do “business is business”. Pena que nosso Leão do Imposto de Renda, bancos e operadoras de cartões de crédito não tenham conosco tal condescendência. Ai de quem não pagar suas dívidas em dia.

Caridade ideológica

No caso venezuelano, estamos descobrindo agora – graças a documentos secretos da Petrobras aos quais o jornal O Estado de S Paulo teve acesso – que a estatal brasileira abriu mão de penalidades que exigiriam da Venezuela o pagamento de uma dívida contratual feita para o projeto e começo das obras na refinaria Abreu Lima, em Pernambuco. O perdão – coisa de “muy” amigos – foi, digamos, um gesto de camaradagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez.

Com seu jeito franco e seu espanhol tão irretocável quanto seu português, Lula teria dito – quem sabe – ao colega Hugo que ia pendurar “la cuenta” e, qualquer coisa, os brasileiros pagariam o chorinho.

Resultado, a estatal de petróleo entubou um calote de quase US$ 20 bilhões. A coisa tá feia na Petrobras.

Abre mão de um pagamento aqui, perdoa uma dívida ali e, é claro, a conta não fecha. Botequins não vendem fiado e bancos não fazem caridade. Governo e estatal deveriam, ao menos, ter a consciência de um dono de boteco – ou a gestão o pragmática de um banco.

O governo não fez questão de receber os valores que lhe deviam. A soberba é um pecado capital. Mas somos nós – eu, tu e ele – que vamos “socializar” esta dívida e pagar por tanta generosidade irresponsável.


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Premier da Malásia confirma queda de avião a 2.500 km da Austrália

24 de março, 2014

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, confirmou nesta segunda-feira, 24, que o Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu a 2.500 quilômetros da costa da Austrália. Segundo ele, não há sobreviventes.

Razak disse que a conclusão se baseia em uma nova análise de dados de um sistema de satélite automatizado no avião, realizada pela Inmarsat, uma empresa de satélites, juntamente com a agência nacional de segurança da aviação britânica. A análise reduziu os possíveis caminhos que o avião, desaparecido desde o último 8 de março, poderia ter tomado após perder o contato com controladores em terra.

O premier descartou a possibilidade de o avião ter caído em qualquer outro lugar além das águas remotas do sudoeste da Austrália, onde não há locais para um pouso seguro.

“Por isso, é com profunda tristeza e pesar que eu devo informá-los que, de acordo com estes novos dados, o voo MH370 terminou no sul do Oceano Índico”, disse.

Leia também: Navio australiano tenta recuperar objetos que podem ser de avião

Equipes de busca chinesas avistaram novos destroços nesta segunda-feira, 24, no sul do Oceano Índico, mas o premier não confirmou que os objetos detectados pertenciam ao avião.

Equipes da Malaysia Airlines estão conversando com parentes dos passageiros e tripulantes do voo MH370 antes de realizar uma nova coletiva de imprensa, prevista para acontecer na terça-feira, 25.

O premier disse que investigação segue em curso. A Austrália ampliou sua área de buscas no Oceano Índico.

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O petismo na prática

por Percival Puggina em 24 de março, 2014

Durante muitos anos, de boas lembranças para si, o PT dançou livre, leve e solto nas verdejantes planícies da oposição. Tornou-se comum, nos debates de então, que seus representantes emergissem sobranceiros de qualquer comparação porque o petismo era um ideal não experimentado, enquanto seus adversários haviam ralado as unhas nas escarpas e sujado os pés no exercício do poder. É sempre desigual o confronto em que o ideal de um lado é apresentado em oposição à prática do outro lado. Obviamente, o melhor discernimento é proporcionado quando se compara ideal com ideal e prática com prática. Durante longos anos, no entanto, o PT era apenas ideal em estado puro, com um apaixonado e combativo séquito de seguidores.

Foram estes seguidores que festejaram a chegada do PT ao Planalto como definitiva Proclamação da Moralidade na terra de Macunaíma. O país nunca mais seria o mesmo! Aquele ato merecia um Pedro Américo para representá-lo sobre tela, dando forma e cor à emoção popular, para admiração das gerações futuras. Dois anos mais tarde, o petismo idealista fora para o saco e as comparações desabaram para o terreno da prática. Era prática contra prática.

A partir daí acenderam-se outras luzes e novas realidades no tabuleiro do xadrez político. As estrelas que cobriam o território nacional com adesivos e bandeiras, sumiram envergonhadas. Os petistas remanescentes já se contentavam com discutir quem tinha o passado mais constrangedor. Como escrevi anteriormente, corruptos existem em todos os partidos. No entanto, na prática, o PT se revelou como o partido que defende incondicionalmente seus corruptos, sem o menor constrangimento. E se isso lhe parece pouco significativo, leitor, pondere os malefícios sobre o caráter nacional. É demolidor seu efeito quando se observa que para dezenas de milhões de brasileiros a corrupção deixou de ter importância. Convivemos com uma corrupção consentida por parcela imensa da população, cujo incondicional apoio é comprado com a versão popular do mensalão. Levado à prática, o petismo revelou-se um Midas bifronte, infame, que corrompe tudo que toca.

Ouvi, recentemente, que o Brasil não iria para os maus caminhos seguidos por outros queridos parceiros do petismo no entorno sul-americano. Por quê? perguntei. “Porque o Brasil é grande demais”, respondeu meu interlocutor. Era um otimista. A essas alturas asseguro-lhe, leitor: não há o que o PT não possa piorar e não possa quebrar. Veja a Petrobras. O petismo na prática não apenas privatizou a empresa em nome próprio como jogou seus papéis na sacola do lixo seletivo. E a Petrobras era grande demais, era uma companhia gigantesca, respeitadíssima, que agora vê seu nome nas manchetes e nas páginas policiais.

O petismo na prática passou a apresentar todas essas denúncias que saltitam qual pipoca na panela como coisa meritória. “Antes era muito pior, mas não se podia investigar”, dizem seus defensores, numa ligeira sugestão, impessoal e marota, sem endereço nem remetente, que não tem testemunha ou evidência a apresentar. E o não dito fica como se dito fosse. O que mais assusta é saber que já não podemos contar com as instituições da República. Também elas estão contaminadas pelo Midas bifronte que as colocou sob seu mando e manto.

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Petrobras perdoa ‘calote’ da Venezuela

24 de março, 2014

Documentos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo revelam que a Petrobras isentou a Venezuela de penalidades referentes ao pagamento de uma dívida feita pelo Brasil para a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

O chamado “contrato de associação” foi feito em 2005, pelos então presidentes Lula e Hugo Chávez. O acordo deixou para o Brasil a missão de garantir investimentos de cerca de US$ 20 bilhões. A Petrobras garantiria 60% da refinaria, enquanto a petroleira venezuelana PDVSA ficaria com 40%.

Os recursos de ambos os países seriam investidos aos poucos e, caso a Venezuela não garantisse a sua parte, a Petrobras poderia cobrir o investimento e cobrar a dívida em juros ou em ações da PDVSA.

Porém, essas penalidades somente valeriam se o contrato fosse assinado em definitivo, por acionistas. Como isso não chegou a acontecer, as penalidades nunca entraram em vigor.

Durante anos, a Petrobras tentou, sem sucesso, receber o dinheiro devido pela PDVSA. No ano passado, quando o investimento na refinaria já chegava aos US$ 18 bilhões, a Petrobras desistiu da parceria e resolveu tocar o projeto sozinha.

O projeto da refinaria Abreu e Lima partiu de Hugo Chávez. A Venezuela precisava de infraestrutura para refinar seu petróleo e distribuí-lo na América do Sul, mas não tinha recursos para bancar o projeto. Lula decidiu apoiar Chávez na empreitada, sem exigir da Venezuela garantias de que a dívida com a Petrobras seria quitada. A Petrobras se nega a comentar o calote.

Diplomacia bolivariana

A partir de terça-feira, 25, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) se reúne para discutir a crise na Venezuela. É uma boa oportunidade para o Brasil corrigir sua postura e fazer uma declaração forte em favor da democracia, e não do governo venezuelano, que vem se comportando como uma ditadura.

A Venezuela, no momento, não é democrática, mas utiliza a força policial e militar contra seus opositores. Até agora, 34 pessoas morreram e a população enfrenta uma escassez de produtos básicos, como papel higiênico e leite. Desde a época de Chávez, o governo bolivariano vem sabotando a imprensa livre, prendendo jornalistas, não liberando a compra de papel-jornal e praticando a censura de outras formas. O Brasil precisa urgentemente pressionar o país vizinho pela volta da democracia ao invés de se posicionar ao lado de um governo opressor.


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A sucessão de escândalos no país da impunidade

por Claudio Carneiro em 24 de março, 2014

Como um menino que é solto num quarto cheio de brinquedos novos e fica tonto de euforia sem saber com qual começa a brincar, o país vive às voltas com uma série de escândalos e não sabe qual deve investigar primeiro.

Em vez de perdermos mais tempo com os que vão ficar impunes, como o caso dos mensaleiros ou os PMs que fizeram carne moída da favelada Claudia Silva Ferreira, talvez devêssemos centrar todas as baterias em dois apenas, quem sabe, e ver a justiça finalmente ser feita.

Dois crimes bem investigados – e com responsáveis punidos – já seria um avanço. Assunto que a cada dia vai ficando mais esquecido é aquele do helicóptero do senador Zezé Perrella (PDT-MG) apreendido com 443 kg de pasta base de cocaína, assunto criminosamente abandonado pela grande imprensa. Conseguiria o leitor se livrar de problema semelhante se em seu carro fossem encontradas ao menos vinte gramas da mesma droga?

Outro episódio que merece uma atenção especial, para chegar às últimas consequências – é este escandaloso envolvimento da Petrobras na compra de uma refinaria por preço dez vezes mais caro que seu valor real. A presidente Dilma Rousseff se esquiva dos jornalistas mas não poderá driblar a verdade a vida toda. O caso é muito mais do que suspeito. Basta puxar um fio do novelo e ver o envolvimento de gente muito próxima ao Governo. A presidente – que foi alçada ao Planalto por sua suposta eficiência, não percebeu que o negócio era desastroso. E, se realmente foi enganada por um relatório falho, por que ainda não demitiu ninguém da estatal, como a presidente Graça Foster?

Não pense o leitor que o O&N faz pouco caso do episódio que matou a servente Claudia. Existe uma enorme caixa preta na relação da Justiça com a Polícia Militar em nosso estado. A juíza Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, não rezava pela cartilha. Foi assassinada em Piratininga, em Niterói, por policiais militares.

O PM Adir Serrano Machado, um dos três que deixaram o corpo desta mãe de família ralar no asfalto – tem treze registros de homicídio em sua ficha. Num país sério seria considerado um serial killer. Aqui, vai ganhar as ruas em breve,  mesmo diante da indignação popular, graças à decisão da juíza Ana Paula. Como resultado, os parentes da pobre Claudia terão de mudar de bairro, quiçá de estado para viver em paz.

E, amanhã, tudo será como antes.

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Tropas russas invadem última base de resistência ucraniana

24 de março, 2014

Um dos poucos símbolos de resistência ucraniana na Crimeia foi tomado pelas tropas russas nesta segunda-feira, 25. Uma base naval na cidade portuária de Feodosia foi invadida e as bandeiras trocadas.

A informação foi confirmada de dentro da base pelo primeiro-tenente ucraniano, Anatoly Mozgovoy, que de dentro da base concedeu entrevista via telefone à agência de notícia Reuters. Esta era a principal unidade militar da Ucrânia e parte dela já havia sido tomada no início do mês.

As forças russas e forças pró-Moscou assumiram, sem combate, o controle de vários navios de frota de guerra e ocuparam várias bases militares ucranianas nos últimos dias.

Desde o dia 21 deste mês a Crimeia foi oficializada a anexação da Crimeia à Rússia. Um fato não reconhecido pelo Ocidente que trouxe muitas sanções da comunidade internacional à Moscou.

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O problema da água entre Rio e São Paulo

24 de março, 2014

São Paulo passa por uma crise no abastecimento de água e a solução encontrada pelo governador, Geraldo Alckmin, desagradou Sérgio Cabral que elevou o tom das críticas.

Um projeto que interliga o sistema Cantareira à bacia do rio Paraíba do Sul, que também abastece os estados do Rio e Minas Gerais, foi apresentado pelo governador paulista e imediatamente criticado pelo governador do Rio. Cabral, disse no Twitter, que jamais permitirá que se retire água do povo fluminense.

O projeto propõe que se ligue o rio Jaguari, da bacia do Paraíba do Sul à represa Atibainha que integra o Cantareira. A operação do Cantareira tem tido o volume mais baixo de sua história, registrando no dia, 23 de março, 14,6% de sua capacidade.

Alckmin afirmou que o rio Jaguari pertence aos Paulistas e que o projeto feito por paulistas para paulistas. O governador se reuniu com a presidente Dilma Rousseff para apresentar a obra, que ficaria pronta em no máximo 18 meses e pedir autorização da Agência Nacional das Águas.

Cabral também visitou Dilma na última sexta-feira e afirmou à presidente que o Rio recorreria na Justiça caso o projeto seja aprovado e ainda afirmou à jornalistas que não toleraria a retirada de “uma gota” de água que pudesse prejudicar o Rio.

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Prazos e datas das eleições de 2014

24 de março, 2014

As regras eleitorais para a administração pública começaram a valer no dia 1º de janeiro de 2014. Veja, mês a mês, o que pode e o que não pode.

A partir de janeiro, o governo foi proibido de distribuir bens, valores e benefícios, exceto em casos de calamidade pública e de programas sociais previstos em lei.

Também ficaram vedados os programas sociais executados por entidade nominalmente vinculada a candidato ou por esse mantida.

A partir do dia 4 de abril, será proibido aumentar  salários de servidores públicos, bem como repor perdas causadas pela inflação.

Em maio, começam a valer os prazos para os eleitores: o dia 7 é o último para pedir registro eleitoral e também para pedir transferência do título de eleitor para outra cidade. É o prazo para alterar o endereço no cadastro eleitoral e para portadores de deficiência pedirem transferência para Seção Eleitoral Especial.

A partir do dia 26 de maio, é  permitido ao candidato a cargo eletivo realizar propaganda intra-partidária, vedado o uso de rádio, televisão e outdoor, observado o prazo de 15 dias que antecede a data definida pelo partido para a escolha dos candidatos.

A partir do dia 10 de junho é vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por candidato escolhido em convenção. A partir do dia 5 de julho fica proibida a contratação de shows com dinheiro público para inaugurações ou a presença de qualquer candidato nas inaugurações de obras públicas.

A propaganda eleitoral nas ruas e na internet será liberada no 6 de julho, quando passa a ser permitido o uso de carro de som, alto-falantes e comícios.

Até o dia 15 de julho, o eleitor que estiver ausente do seu domicílio eleitoral, no primeiro ou segundo turnos poderá requerer sua habilitação para votar em trânsito para presidente e vice-presidente da República, com a indicação da capital do estado onde estará presente, de passagem ou em deslocamento.

O dia 27 é o prazo para que os títulos dos eleitores que requereram inscrição ou transferência estejam prontos para entrega.

No dia 19 de agosto começa o  período da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

Dia 5 de setembro é o último dia para entrega dos títulos eleitorais resultantes dos pedidos de inscrição ou de transferência.

Dia 25 de setembro é o último dia para o eleitor requerer a segunda via do título eleitoral dentro do seu domicílio eleitoral.

No dia 5 de outubro, três dias antes das eleições, é proibida a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso, de propaganda eleitoral.

Um dia antes da eleição é a data limite para a entrega da segunda via do título de eleitor, para propaganda com alto-falantes e distribuição de material gráfico dos candidatos.


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Falta de bibliotecas nas escolas: um reflexo da cultura nacional

23 de março, 2014

A falta de espaços destinados à leitura em escolas brasileiras impede que os jovens desenvolvam gosto pela leitura. No país, cerca de 15 milhões de alunos estudam em escolas sem bibliotecas, equipamento básico para a formação educacional.

Em 2010, o percentual de escolas públicas e particulares com bibliotecas era de 35% no ensino fundamental e 75% no ensino médio. Nos últimos quatro anos foi registrado apenas um ponto percentual de melhora em cada nível de ensino.

Criada em 2011, a lei de universalização das bibliotecas prevê a instalação de bibliotecas em todas as instituições públicas de ensino. No entanto, a lei está longe de ser realidade.

Em 2010, era necessário construir 28 bibliotecas por dia para chegar a 2020 com 100% de cobertura. Dois anos depois esse número subiu para 34. Contudo, de acordo com o Censo Escolar, entre 2012 e 2014, foram construídas apenas 317 bibliotecas em escolas fundamentais e 650 em escolas de nível médio.

Embora seja o estado mais rico do país, São Paulo aparece como o mais carente de bibliotecas: no estado, apenas 433 das escolas de ensino fundamental têm bibliotecas, uma defasagem de 4.455. A rede estadual de São Paulo é a que apresenta o pior índice do país, com apenas 9% das escolas equipadas com bibliotecas.

Reflexo da cultura nacional

Para Ivete Pieruccini, professora do curso de biblioteconomia e coordenadora do laboratório de infoeducação da Universidade de São Paulo (USP), a carência de bibliotecas nas escolas é um reflexo do contexto sociocultural e do sistema de ensino adotado pelo Brasil.

“Nos países anglo-saxões, por razões históricas ligadas à religião e à leitura da Bíblia, o livro é visto como uma fonte de conhecimento e informação, assim como o professor. Aqui nós usamos as bibliotecas para preservação do patrimônio cultural escrito, dentro de uma outra lógica. A biblioteca não é vista como indispensável porque a educação não a incorporou como fonte de informação. O professor é a fonte única, que responde por todos os problemas de preenchimento de conteúdo”, explica Ivete.

Gustavo Gouveia, coordenador da Rede de Bibliotecas do Instituto Brasil Leitor (IBL) diz que a falta de incentivo à leitura atrapalha a formação de autonomia na aprendizagem. “Um aluno sem acesso a uma biblioteca fica impossibilitado de se habituar a esse espaço que concentra informações. Ele vai para a sala de aula, aos laboratórios, sempre coordenado, dirigido”, diz Gouveia.

Afastados do universo da leitura, os estudantes brasileiros enfrentam deficiência que não se resumem à vida escolar, mas sim a toda a sua formação como cidadão.

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Elefantes reconhecem grupos étnicos hostis pelo idioma

23 de março, 2014

Os elefantes na África lidam com pessoas desde que pessoas existem, uma vez que os primeiros humanos evoluíram naquela parte do mundo há 2 milhões de anos. E eles vêm lidando com abelhas por ainda mais tempo – já que esses insetos, que também evoluíram na África, já estão por lá há pelo menos 35 milhões de anos. As pessoas e as abelhas são praticamente os únicos animais dos quais um elefante adulto tem medo, portanto observar as nuances de suas reações pode ser intrigante. Dois estudos publicados nessa semana fazem justamente isso. Eles mostram que elefantes podem reconhecer as línguas de grupos étnicos propensos a serem hostis a eles, e daqueles que não o são, e também que os animais são capazes de alertar seus pares sobre a presença de abelhas de maneira diferente daquela utilizada para indicar a presença de pessoas.

Os masai, quenianos que costumam tirar o seu sustento da atividade de pastoreio, têm uma longa história de caçar elefantes, uma vez que os animais são tidos como competidores do seu gado por recursos como água e pasto.

No entanto, os vizinhos dos masai, os kamba, povo propenso à agricultura, raramente mata elefantes. E os elefantes conseguem distingui-los. Eles reconhecem os masai e kamba tanto por sua aparência como por seu cheiro. Uma equipe liderada por Karen McCom e Graeme Shannon da Universidade de Sussex, na Grã-Bretanha, resolveu investigar se eles também seriam capazes de distinguir as línguas de ambos os grupos.

Para descobrir, a Dra. McComb e o Dr. Shannon gravaram as vozes de homens masai e kamba falando calmamente “Olhe, olhe lá, um grupo de elefantes está se aproximando”. E em seguida tocaram as gravações para 48 grupos de elefantes para ver o que aconteceria. Eles acabam de publicar os resultados no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Quando os elefantes escutavam os homens masai, cheiravam ao redor à procura de perigo em 70% das vezes ou recuavam e se agrupavam em grupos protetores em 60% das vezes. Quando escutavam os kamba, fungavam em apenas 25% das vezes e recuavam ou se agrupavam em apenas 40% das vezes. Ademais, no caso dos masai, pelo menos, as vozes masculinas provocaram mais medo. Quando os dois pesquisadores repetiram os experimentos com gravações das mulheres e crianças masai, os elefantes tenderem a ignorá-las.

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Satélite chinês detecta possíveis destroços do avião desaparecido

23 de março, 2014

Mais aviões se juntaram às buscas por destroços do voo MH370, no sul do Oceano Índico neste domingo, 23, após a China divulgar imagens de satélite mostrando grandes objetos que poderiam ser partes do avião desaparecido em uma remota área do oceano a 2.500 km a sudoeste de Perth, Austrália.

As imagens capturadas pelo satélite mostram um objeto de cerca de 22 metros de comprimento por 13 de largura. O satélite capturou as imagens na última terça-feira, 18, dois dias após um satélite australiano divulgar imagens de dois objetos com medidas similares. Neste momento, oito aviões, divididos em dois grupos, sobrevoam a área de cerca de 59 mil km².

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, disse que as imagens divulgadas são um sinal positivo. “Temos sinais muito claros e uma crescente esperança de que estamos perto de descobrir o que aconteceu com esse avião”, disse Abbott.

Além da Austrália, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Nova Zelândia participam das buscas. Nas próximas horas, aviões da China e do Japão devem se juntar aos esforços.

Além dos aviões, especialistas alemães do Instituto Helmholtz de Oceanografia de Kiel, Alemanha, planejam empregar um minisubmarino não-tripulado na missão assim que os primeiros destroços forem localizados.

Batizado de Abyss, o minisubmarino é capaz de realizar buscas a 3 mil metros de profundidade. A ideia é cooperar com outros dois submarinos americanos, que também tem essa tecnologia. “Já combinados com os colegas americanos que faremos a busca conjuntamente”, disse o diretor do Instituto Helmholtz, Peter Herzing.


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COLUNA ESPLANADA

O contra-ataque comunista

por Leandro Mazzini em 23 de março, 2014

O PCdoB vai denunciar à PF os ataques e ameaças de morte que seus parlamentares têm recebido através de postagens anônimas nas redes sociais, em especial os direcionados às deputadas Jandira Feghali (RJ) e Manoela D’ávila (RS). Para Jandira, líder do partido na Câmara, há um neofascimo escancarado no Brasil através da internet, com foco nas ações da esquerda. Não intimidado, um internauta avisou ao partido que não teme ser rastreado, porque os provedores de seus sites são na Europa.

Eleições

A prioridade do PCdoB é a pauta trabalhista, como redução da carga horária de trabalho semanal para 40 horas, diz Jandira. Ela não descarta se candidatar ao Senado.

Planalto & Palácio

O tucano Aécio Neves nomeou cinco parlamentares do DF para definirem um conteúdo programático de campanha para o Centro-Oeste. A ciumeira entre o quinteto é grande.

Queimação online

Com Dilma protagonista, o Brasil recebe em abril o Encontro Multissetorial Global sobre o Futuro da Internet. Sem marco civil e ou lei de punição a crimes cibernéticos.

Quem te viu, OAB..

Ainda reverbera muito mal no meio acadêmico e nos escritórios de todo o Brasil a decisão do conselho federal da OAB de abrir processo administrativo para enquadrar o advogado Paulo Fernando Melo. Ele reclamou da demora de meses da Ordem em julgar pedido de cassação do registro do apenado José Dirceu. O caso de Dirceu foi para SP.

Até o Paraguai

Um editorial do diário paraguaio ABC Color desancou a presidente do Brasil. O título é ‘A Imperatriz Dilma’. Lembra que ela criticou a queda de Fernando Lugo e a crise passageira no país, mas se cala diante da violência na Venezuela.

Mídia.. partidária

O PCdoB reforçou aliança com o PT sobre a regulamentação da mídia. Os comunistas acham que o debate é essencial. Citam dois casos: o direito obrigatório de resposta para quem for atacado, e a equitativa distribuição de verbas publicitárias. Nada de censura.

Dois pesos..

A Câmara vai promover sessão solene a pedido do deputado militar Jair Bolsonoro (PP-RJ) para lembrar o que chama de aniversário da revolução , dia 31 de março.

.. Duas medidas

Mas a Casa também abrirá sessão a pedido de Luiza Erundina (PSB-SP) para lembrar a luta pelos direitos humanos, denúncias contra torturas e abuso do poder no regime.

Brazucas no comando

A despeito de não ter assento no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil tornou-se protagonista militar na MINUSTAH. O general José Jaborandy Jr. foi nomeado comandante das Forças no Haiti. No Congo, manda o Gal. Carlos Santos Cruz.

Top secret

Sabe o avião da Varig que teria caído no Pacífico, há 35 anos, e nunca mais apareceu? Militares consultados têm tese conspiratória de episódio que seria motivado pela Guerra Fria: caça russo abateu a aeronave comercial brasileira com seis tripulantes.

Mistério

Meses antes, um piloto soviético desertou para o Japão com caça de tecnologia inovadora. O avião foi desmontado e devolvido aos poucos para a Rússia, mas a KGB desconfiava de que o avião brasileiro levaria para os EUA peça com códigos secretos.

Pouso no Salão

Pelo menos 30 ex-funcionários da Varig e Transbrasil estão acampados – dormindo também – no Salão Verde da Câmara, em protesto pelo não pagamento de R$ 3 bilhões para os 10 mil beneficiários do fundo previdenciário Aerus. Mas a briga é judicial.

Memória..

Os advogados do fundo travam uma batalha inglória contra a AGU, que conseguiu liminar numa das muitas ações – a mais importante – para barrar decisão de 1ª instância, mesmo acolhida pelo STF, de pagamento para o grupo.

..e tragédia

Mais de 950 ex-empregados da antiga Varig faleceram sem. O aeroviário Miguel Ramos, 67, contribuiu 30 anos e hoje só recebe 8% do que tem direito.

Ponto Final

Será que a terceira guerra mundial será cibernética ? ou já ocorre ?

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP


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A diplomacia e a segurança no mundo após a Crimeia

22 de março, 2014

Nes[s]ta semana o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anexou a Crimeia em uma velocidade estonteante, apoiado por uma maioria considerável em um plebiscito local. Ele considera a anexação uma vitória da ordem e da legitimidade e um golpe contra a ingerência ocidental. A realidade é que Putin é uma força da instabilidade e do conflito.

O ato fundador de sua nova ordem foi redesenhar a fronteira usando argumentos que poderiam ser empregados para inflamar conflitos territoriais em diversos lugares do mundo. A conduta recente da Rússia costuma ser interpretada, de modo pouco sofisticado, como o começo de uma nova guerra fria com os EUA. Com efeito, ela oferece uma ameaça mais ampla a países de todo o mundo, já que Putin atropelou a ordem mundial existente com um tanque.

A política externa funciona em ciclos. O colapso soviético deu início a uma década de supremacia inconteste dos Estando Unidos e da afirmação agressiva dos valores americanos. Mas, inflado pela empáfia de George Bush, esse mundo “unipolar” foi soterrado pelos escombros do Iraque. Desde então Barack Obama tentou pôr em prática uma abordagem mais colaborativa, baseada na crença de que os EUA podem identificar questões comuns com outros países para confrontar problemas compartilhados e isolar regimes problemáticos.  Isso fracassou retumbantemente na Síria, mas parece estar funcionando no Irã. Mesmo em sua forma gentil, é a influência americana que mantém as rotas marítimas abertas, as fronteiras respeitadas e a lei internacional respeitada na maioria dos casos. Nessa medida a ordem pós-soviética é significante.

Putin agora se pôs a destruir isso. Ele fantasiou sua tomada da Crimeia com uma roupagem do direito internacional, argumentando, por exemplo, que a deposição do governo de Kiev quer dizer que ele não é mais limitado por um tratado garantindo as fronteiras da Ucrânia que a Rússia ratificou em 1994, quando a Ucrânia abriu mão de suas armas nucleares. Mas o direito internacional depende de governos herdarem os direitos e deveres de seus predecessores. Do mesmo modo, ele invocou o princípio de que deve proteger seus “compatriotas” – o que inclui qualquer um que decida se definir como russo – independentemente de onde essa pessoa esteja. Contra todas as evidências, ele negou que os soldados sem identificação que assumiram o controle da Crimeia fossem russos. Essa combinação de proteção e subterfúgios é uma fórmula para a intervenção em qualquer país com uma minoria – russa ou de qualquer nacionalidade.

Alardeando relatos fabricados sobre fascistas ucranianos ameaçando a Crimeia, ele desafiou o princípio de que a intervenção estrangeira deve ser o último recurso diante do sofrimento genuíno. Ele cita o bombardeio de Kosovo em 1999 realizado pela OTAN como um precedente, mas este ocorreu após episódios de violência extrema e esforços exaustivos da ONU – a qual foi impedida de agir pela Rússia. À época, mesmo Kosovo não foi, como a Crimeia, anexado imediatamente, mas sim separado nove anos depois.

A nova ordem de Putin, em suma, baseia-se em revanchismo, em um desprezo inconsequente pela verdade e pela distorção da lei para fazer com que ela sirva àqueles que se encontram no poder. Isso a torna uma desordem, não uma ordem. Infelizmente, poucas pessoas entendem isso.

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Apoio dos pobres a Maduro não é incondicional

22 de março, 2014

Nas últimas seis semanas a Venezuela foi tomada por protestos que causaram cerca de 30 mortes. Toda cidade grande contou com seus conflitos nas ruas, mas na maioria das cidades a violência e as barricadas se concentraram em bairros de classe média. “Trata-se de um país virado de cabeça para baixo”, afirma Kelvin Maldonado, um ativista chavista. “Os ricos estão protestando e os pobres estão satisfeitos”. A satisfação, contudo, é mais aparente que real.

“Os mesmos problemas que eles têm lá”, afirma Mercedes Rodríguez, aposentada da zona oeste de Caracas, “nós temos aqui também”. Há um mês Rodrígues tem procurado pelos remédios que precisa para controlar sua pressão. “Eu procurei em todos os lugares”, afirma. Ela recebe outra negativa na farmácia 4F, onde a mulher atrás do balcão afirma que o estoque não conta com 40% dos remédios que costuma ter. Indagada sobre por que não há barricadas na Avenida Sucre, a aposentada esboça um meio sorriso. “Talvez haja mais repressão aqui”, afirma.

Gangues de civis armados, leais à “revolução” e conhecidas pelo eufemismo colectivos atuam como fiscais comunitários. Desde que os conflitos se tornaram violentos no meio de fevereiro, supostos membros dos coletivos foram registrados em fotos e vídeos usando armas de fogo contra manifestantes. Alinhados com as forças de segurança, eles são acusados pela oposição de diversas mortes (as quais eles negam). Seu controle firme sobre comunidades mais pobres é uma das razões que explicam o fato dos barrios, ou favelas, terem permanecido quietos.

Outra é o medo generalizado de perder benefícios tais como moradias sociais, empregos ou alimentos subsidiados, os quais dependem de lealdade política. O boom do petróleo que começou em 2002 permitiu que Chávez criasse uma série de programas de bem estar social clientelistas, conhecidos como “missiones”. Saúde e educação foram o principal foco dessas iniciativas, as quais compensavam com qualidade o que lhes faltava em qualidade. A pobreza foi enormemente reduzida. Quando o preço do petróleo parou de subir, o mesmo ocorreu aos avanços sociais. Uma pesquisa recente da Datos, uma empresa de pesquisas, constatou a existência de insatisfação com o governo em todo o espectro social. Apenas 27,1% dos respondentes se descreveram como pró-governo; 43.7% apoiam a oposição. Mais de 7 a cada 10 têm uma opinião negativa da situação atual e mais da metade considera que as coisas estarão ainda pior daqui a seis meses.

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COLUNA ESPLANADA

Congresso requisita ao GSI dossiês de espionagem e gastos secretos

por Leandro Mazzini em 22 de março, 2014

O Congresso expediu os primeiros requerimentos sobre os dossiês de espionagem dos órgãos de inteligência e a relação dos gastos sigilosos da Presidência. A Coluna teve acesso em primeira mão aos ofícios, que ainda não foram enviados ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Pela primeira vez na História do País, os 12 parlamentares da Comissão de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) terão acesso aos relatórios ultrassecretos sobre quem foi espionado, como, e por que. Os políticos não poderão divulgar as informações.

Com prazo

O GSI é o gabinete militar. A Abin é a nossa CIA. Os órgãos terão de responder até 20 de abril à Comissão de Controle das Atividades de Inteligência, recém-regulamentada.

O árbitro

‘A CCAI é espécie de árbitro de futebol. Os Países precisam ter o serviço de inteligência. O mal pode estar nos excessos’, diz o senador Ferraço, líder da CCAI.

A equipe

Não haverá militares na secretaria da CCAI. Será composta por três servidores do Congresso e dois comissionados, supervisionados. Atuarão sob sigilo absoluto.

Relatórios

É emblemática a CCAI, regulamentada após 12 anos a sua criação. Até ano passado, era figurativa, apenas realizava audiências públicas. Agora terá acesso aos relatórios, instalações e gastos secretos. O ofício nº 8 /14, por ex., requer ao General José Elito, chefe do GSI, relatório das atividades de inteligência sobre o controle das fronteiras.

Segurança na Copa

São 10 ofícios no total. O de nº 6 requer informações detalhadas sobre as atividades de vigilância e monitoramento para segurança na Copa do Mundo. E o nº 9, sobre estrutura de espionagem e contraespionagem e a estratégia de defesa cibernética.

Velhos amigos

Marina Silva (PSB) fechou com os irmãos Tião e Jorge Viana (PT) para a eleição deste ano no Acre. A oposição terá candidato, mas ainda escolhe entre o deputado Henrique Afonso (PV) – evangélico como Marina – e o tucano Márcio Bittar.
Dois lados

O embaixador da Ucrânia no Brasil irá ao Senado na quinta para audiência pública na Comissão de Relações Exteriores. O da Rússia será convidado, mas para outro dia.

Ah, deputado..

Mestre e doutor em Educação, o federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) apenas marcou presença na sessão de leitura do relatório do PNE, na quinta, saiu e não mais voltou.

Batalha religiosa..

Os católicos, com presença de padres, iniciaram embate com feministas e sociólogos na comissão especial do Programa Nacional de Educação (PNE) na Câmara. Foi incluída no relatório a Ideologia de Gênero, combatida pelos cristãos. Relatório está em vista.

..e dos sexos

O deputado Izalci (PSDB-DF) vai apresentar destaque supressivo na tentativa de excluir o termo. ‘Ideologia de Gênero’ dará direito a professores de trabalharem a pedagogia de orientação de opção sexual para alunos. Cristãos dizem que isso será ‘direcionamento’.

Voo cego

Uma juíza do Rio ganhou apelido de comandante, porque faz ‘voo cego’, no bordão dos advogados. Despacha sentenças de homologação sem ler processos. Usa o verbo na condicional para escapar de eventuais improcedências de causas.

Prévias

O senador Benedito de Lira (PP) garante que é pré-candidato ao governo de Alagoas. Fez até balanço de mandato para mil pessoas sábado passado em Maceió. Não confirma nem desmente, mas há negociações abertas com Renan Calheiros para compor chapa. Viajaram no jatinho da FAB para Brasília há poucos dias e conversaram muito.

Pré-Copa

Confusão da TAM ontem no Aeroporto de Brasília. O voo 3827 Brasília-Rio (Galeão) estava previsto para decolar às 13h37, mas três horas depois nenhum sinal do Airbus. A companhia informou que trocou de avião por causa de problema no ar condicionado.

Volto já

Entre os passageiros, com cara de poucos amigos, o deputado Romário, irritado, desistiu de viajar. Foi para a sala VIP do Congresso, no terminal, e resolveu embarcar.

Ponto Final

E a vida imita a arte, e vice-versa. Na estreia do filme Alemão nos cinemas, sobre a ocupação de dois anos atrás, o Exército volta à comunidade para conter o crime.

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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O apartheid na literatura infantil

22 de março, 2014

As declaradas “missões” das grandes editoras estão repletas de compromissos com a diversidade, a imaginação e a pluralidade cultural. Em teoria, a intenção é dar às crianças a oportunidade de entenderem a importância de cada um e respeitar diferenças sociais, raciais e culturais. Na prática, porém, é difícil achar protagonistas negros nas histórias infantis.

Dos mais de três mil livros infantis publicados nos EUA em 2013, somente 93 eram sobre negros. Muitas vezes, os negros que aparecem são limitados às histórias que se preocupam com os legados de direitos civis e da escravidão, mas não é dada a chance de um personagem negro entrar de fato na terra da aventura, da curiosidade, da imaginação. Esse apartheid na literatura infantil tem dois efeitos.

Um deles é privar crianças negras da felicidade de se reconhecer em um texto e entender que a sua vida e a vida de pessoas como você é digna de ser reproduzida, pensada, discutida e celebrada. Acadêmicos e educadores destacam a importância da auto-estima que se adquire dos livros, que servem como espelhos para firmar as próprias identidades dos leitores.

Além disso, crianças, mais voltadas para o mundo exterior, também veem livros como mapas. Através da leitura, elas podem, na verdade, buscar seu lugar no mundo e decidir para onde querem ir. Elas criam, através das histórias que leem, um atlas de seu mundo, de suas relações com o outro e de seus possíveis destinos.

Neste sentido, a cartografia da literatura infantil é falha. Ela não demonstra o futuro para um segmento: as crianças negras. Isso significa que, quando as crianças de hoje enfrentam a realidades do mundo contemporâneo sem um mapa realista. Ou com um mapa desatualizado, o que pode deixá-las perdidas. Quantas crianças negras podem imaginar-se dentro das fronteiras de um personagem secundário? E o que pensam as crianças brancas sobre não encontrar negros nos livros, mas estar numa sociedade onde eles estão presentes? A representação da realidade está distorcida.

Em uma escola pública no sudeste de Washington, nos EUA, um aluno da quinta série disse recentemente o que ele quer fazer com a vida dele, qual mapa ele quer seguir. Ele disse que quer se juntar à liga de basquete profissional (NBA) e depois usar o dinheiro para comprar um estúdio de gravação, onde vai gravar um álbum de rap. Talvez esses não sejam realmente seus sonhos, mas somente os sonhos que foram oferecidos a ele, os lugares onde ele pode ir na geografia estreita que foi delineada para ele e onde ele se vê correspondido. Os livros infantis podem mudar isso, se o mercado editorial perceber sua importância.


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Baterias de lítio no bagageiro do avião poderiam ter provocado um acidente?

21 de março, 2014

Funcionários da Malaysia Airlines confirmaram que uma remessa de baterias de lítio estava a bordo de um compartimento de carga do voo MH370, que ainda está desaparecido. Segundo o presidente da empresa, Ahmad Jauhari Yahya, os itens não são considerados perigosos e foram embalados corretamente. Ainda sim, diversos incidentes com esse tipo de bateria já foram relatados dentro de aviões.

O Gabinete de Segurança e Materiais Perigosos da Administração Federal de Aviação dos EUA mantém uma lista de incidentes envolvendo essas baterias: um passageiro da Southwest Airlines ficou com as mãos queimadas quando uma dessas baterias de lítio de um celular derreteu um saco plástico onde estava guardada e colocou fogo na passagem do passageiro; um pacote de 18 baterias de lítio derreteu e colocou fogo em sua embalagem externa em um voo em Louisville, Kentucky; um piloto do FedEx em um voo de Memphis viu sua mochila pegar fogo quando uma bateria de lítio de uma lanterna explodiu.

Até agora pouca atenção tem sido dada ao que estava no compartimento de carga do avião, mas isso seria automaticamente de interesse para os investigadores de acidentes. Neste caso, a ênfase dada pelos investigadores às ações dos pilotos e as suspeitas de um sequestro parecem ter distorcido as prioridades.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (AITA) indicou que milhões de baterias de lítio são transportadas com segurança em aviões a cada ano. Os voos internacionais com maior probabilidade de estar carregando as baterias de lítio são aqueles originários dos países que as fabricam, que incluem Malásia, Taiwan e Japão. Até agora não se sabe o que mais estava sendo transportado.

Caso as baterias pegassem fogo e acontecesse um incêndio no avião, o primeiro passo dos pilotos seria desligar todos os equipamentos para descobrir o foco do incêndio e depois começar a reiniciá-los. No caso de um incêndio, a fumaça poderia ter deixado pilotos e tripulação inconscientes e, com o piloto automático ligado, seria possível que o avião voasse desgovernado por cerca de sete horas, o período que levaria para esvaziar seu tanque de combustível.

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Sanções à Rússia podem expulsá-la dos Brics?

21 de março, 2014

A Rússia tem tido o melhor desempenho entre os Brics, que também inclui Brasil, Índia, China e, mais recentemente, África do Sul. O ponto de partida deu certa vantagem ao país: depois de uma crise econômica nos anos 1990, seguida de uma moratória que possibilitou refinanciamento de dívidas, houve o boom das commodities. Mesmo assim, a Rússia sempre foi um membro que destoava em meio aos outros países do grupo. Sua demografia, por exemplo, é simplesmente terrível. A expectativa de vida é de apenas 64 para o sexo masculino e, com uma baixa taxa de fertilidade, o Banco Mundial diz que a população vai cair de 142 milhões para 124 milhões até 2050. Agora, diante de uma crise política que já começou a prejudicar sua economia, por quanto tempo será que a Rússia consegue se manter no “clube dos emergentes”?

No passado, investidores estrangeiros que se entusiasmaram com o país enfrentaram problemas. Empresas ocidentais de energia tiveram que lidar com decisões autoritárias, como a Shell, que teve que abrir mão do projeto de petróleo e gás Sakhalin em prol da estatal russa, a Gazprom. Agora, com a intensificação da retórica agressiva entre o Ocidente e a Rússia, a agência de risco Fitch mudou suas perspectivas do país de “estável” para “negativa”, antecipando a debandada de investidores.

Segundo a agência, essa mudança reflete o potencial impacto das sanções ocidentais sobre a economia e os negócios na Rússia. O crescimento econômico do país já havia caído para 1,3% em 2013 e os investimentos estão diminuindo. Como os bancos e os investidores dos EUA e da União Europeia irão se recusar a emprestar para a Rússia nas atuais circunstâncias, a economia deve desacelerar ainda mais, e o setor privado pode exigir apoio estatal.

Depois de suspender vínculos militares com Moscou os EUA divulgaram diversas sanções ao governo russo. Investidores temem, com razão, que suas participações em empresas russas possam se tornar reféns da política. E a possibilidade de a Rússia utilizar suas fontes de energia como uma arma será uma fraqueza a longo prazo, uma vez que só irá acelerar o desejo de outros países de reduzir sua dependência de recursos russos. Em termos de investimentos futuros, a Rússia pode estar bem perto de sair dos Brics.


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Dilma agiu por impulso e deu ‘tiro no pé’, diz Lula

21 de março, 2014

Conversas nos bastidores do governo reveladas pelo jornal Folha de S. Paulo mostram que o ex-presidente Lula reprova a forma como a presidente Dilma Rousseff está lidando com a polêmica sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, pela Petrobras, em 2006.

O ex-presidente criticou a estratégia de Dilma de afirmar que somente aprovou a compra da refinaria porque recebeu “informações técnicas e jurídicas incompletas”.

Segundo o ex-presidente, Dilma deu um “tiro no pé” ao atribuir a culpa à falta de informações. Para Lula, na tentativa de evitar um desgaste em pleno ano eleitoral, Dilma agiu por impulso e acabou trazendo para o governo uma crise que antes se resumia à Petrobras.

Aliados de Lula classificaram a ação de Dilma como “desastrosa” e disseram que a presidente abriu “um flanco de ataques para a oposição”. “Presidente não pode passar imagem de desleixo administrativo. Ela colocou no colo uma crise”, disse uma fonte próxima a Lula.

Apesar de reprovar a ação de Dilma, a cúpula do PT definiu que a estratégia a ser tomada agora é tentar blindar a presidente publicamente.


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Cabral pede ajuda de forças federais para conter ataques às UPPs

21 de março, 2014

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pedirá ajuda das forças federais em reunião nesta sexta-feira, 21, com a presidente Dilma Rousseff, para conter ataques às unidades de Polícia Pacificadora.

O encontro foi marcado em caráter de urgência, após traficantes atacarem tr~es UPPS na Zona Norte na noite de quinta-feira.

O governador afirma em nota que mantém o compromisso de não sair, em hipótese alguma das comunidades ocupadas e que irá manter a política de pacificação, apesar das tentativas da marginalidade de enfraquecer as UPPS.

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Senado russo ratifica incorporação da Crimeia

21 de março, 2014

O acordo de incorporação da Crimeia e Sebastopol à Rússia foi ratificado por unanimidade nesta sexta-feira pelo Conselho da Federação (Câmara Alta do parlamento russo). O acordo assinado na terça-feira pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin e os líderes da Crimeia, foi aprovado pelos 155 senadores presentes no Conselho. Agora para o processo de incorporação se encerrar falta apenas a promulgação das leis por parte de Putin.

Diante dos novos bloqueios econômicos dos EUA para punir a Rússia pela adesão da Crimeia, presidente russo, Vladimir Putin respondeu com ironia. Putin disse nesta sexta-feira, 21 que não há necessidade de a Rússia aumentar as sanções contra os Estados Unidos e que abriria uma conta no Bank Rossiya, que apoia o governo russo. As sanções impostas pelos EUA atingem diretamente colaboradores próximos a Putin.

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