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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Eduardo Cunha, o "malvado favorito" e os "300 picaretas"




Por Zezinho de Caetés

Ontem passei o dia dedicado ao Eduardo Cunha, o “malvado favorito”, do Roberto Jefferson. Tanto já se falou mal do Cunha que é muito difícil ouvi-lo sem esperar a próxima mentira. O que pude constatar, no entanto, é que ele, pelo menos nesta entrevista, mentiu menos do que a ex-presidenta na campanha.

O homem, como se diz lá no meu interior, e o Lula sabe disso porque também o faz, “dá nó em pingo d’água”. E hoje já sabemos que o grande erro da ex-presidenta, para o nosso gáudio e do Brasil, foi “peitar” o Cunha, na eleição para presidência da Câmara. Se não tivesse feito isto, possivelmente, ela ainda estaria no poder comandando a tropa, procurando a pança para balançar e levando este país para um buraco mais fundo do que o deixou.

Então, lá no fundo, temos uma dívida de gratidão com o “malvado favorito” e isto foi reconhecido até por aqueles deputados da comissão de ética, na reunião de ontem, cujos desejos eram o nosso e de quase todos os brasileiros de ver a Dilma e o Lula voltando para suas residências. Ou seja, sem ele não haveria impeachment, da mesma forma que sem o Joaquim Silvério dos Reis não teríamos o feriado de 21 de abril. Vai passar à História como o patrono dos mentirosos, mas está tentando dividir o patronato com a ex-presidente, o que é muito justo.

E, pelo que li, sobre suas peripécias, o monte de “nós em pingo d’água” que ele já deu no governo Temer, que ele nega, pois diz que “não indicou nem um alfinete” para ele (ver o vídeo lá embaixo, que tenta mostrar a destreza do Cunha lidando com um deputado incauto), com uma cara de pau que dá inveja ao Pinochio, quando está mobilizando quase 300 alfinetes, digo deputados,  para influenciar na nova administração. Pelo menos ele acertou no mesmo número do Lula quando disse que lá no Parlamento havia uns “300 picaretas”, o que mostra que não houve evolução nenhuma.

Ou seja, passar um dia ouvindo Eduardo Cunha, pode levar os incautos a achá-lo verdadeiro em tudo. Já, graças a Deus, se alguém gastar um dia ouvindo a Dilma, no final, ou estará morto de tédio, ou pedindo ao Altíssimo que ela se vá. Só quem aguenta mesmo isto são os petistas que ainda comem algum dinheiro do seu ex-governo, como os blogs que hoje a receberão em Minas Gerais, vinda a bordo de um avião por mim custeado. Tenha dó!

Como estamos falando de Cunha, fiquem com osdetalhes dados pelo Josias de Souza em seu blog, hoje, que tem o título auto descritivo de “Cunha impõe a Temer o mesmo cerco parlamentar que asfixiou gestão Dilma”, que eu vou continuar tentando contar quantos picaretas ainda nos restam.  

“Michel Temer imagina estar lutando por um lugar na história. Mas, por ora, cuida mesmo é da unidade dos partidos ditos aliados, que querem apenas as benesses do poder, não um bom verbete na enciclopédia. Filiado ao mesmo PMDB de Temer, Eduardo Cunha decidica-se a dificutar-lhe a vida. Repete agora a mesma estratégia que utilizara para sitiar a gestão de Dilma Rousseff na Câmara.

Afastado do mandato pelo STF, Cunha reuniu na última terça-feira (17), na residência oficial da Câmara, líderes dos partidos que integram sua infantaria parlamentar. Para elevar o poder de barganha, os comensais de Cunha decidiram se juntar num megabloco partidário. Têm potencial para colocar 225 votos no plenário. Juntando-se aos 66 deputados do PMDB, roçam os 300 votos.

Em fevereiro de 2014, quando ainda era apenas líder da bancada do PMDB, Eduardo Cunha formara um aglomerado partidário semelhante para cercar a gestão Dilma. A diferença está no nome. Há dois anos, o ajuntamento foi batizado de “blocão”. Hoje, chama-se “centrão”. Age com a mesma sutileza de elefante. O ato inaugural do grupo foi atravessar na traqueia de Temer um deputado indigesto: André Moura (PSC-SE).

Apinhado de deputados do baixíssimo clero, o centrão exigiu que Moura fosse nomeado por Temer líder do governo na Câmara. Ameaçou rebelar-se se o Planalto insistisse em entregar o posto para o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), como pretendia. Temer e seus operadores piscaram. A despeito de o preferido de Cunha arrastar correntes em oito processo no STF —de improbidade até uma tentativa de homicídio— Moura foi acomodado no posto de líder.

O grupo tem a grandeza da vista curta e é movido a interesses mesquinhos. Integram-no partidos que apoiaram os governos petistas e traíram Dilma no impeachment —legendas como PP, PR, PSD, PRB, PSC, PTB, SD, PHS, PROS, PSL, PTN, PEN… Isolados, piam pouco. Juntos, gritam muito. Sob Dilma, deixaram PT e PCdoB falando sozinhos no plenáro. Agora, tentam impedir que PSDB, DEM e PPS, recém-embarcados no ônibus governista, reivindiquem assentos na janelinha.”


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