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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Algum dia nos tornaremos um imenso Paraguai




Por Zezinho de Caetés

Como se dizia no interior “em cada enxadada uma minhoca”. E no caso do Brasil atual, com o novo governo tentando entender o que se passou nos últimos anos “em cada enxadada uma minhoca podre”. É quase inacreditável o que se vem encontrando de males que o PT fez ao país.

Transcrevo abaixo um texto da Miriam Leitão, de ontem, no O Globo (“Equipe de primeira”), onde ela trata da equipe econômica escolhida para ver se conserta o estrago petista, elogiando-a, enquanto minha missão aqui é de mostrar que para ter sucesso só mesmo uma equipe de pais de santo para exorcizar de uma vez os fantasmas do PT, da Dilma e, principalmente do Lula.

Aliás, vi ontem, em pleno Jornal Nacional, o resumo da denúncia do Lula feita pela Procuradoria Geral da República. É simplesmente demolidora de qualquer resquício de inocência do meu conterrâneo. Só faltou mesmo tocar aquela música do filme “The Godfather” (O Poderoso Chefão) e rememorar a figura do Marlon Brando. Lula era o chefe da quadrilha, sem dúvida.

E, ontem, que o Sérgio Moro condenou o Zé Dirceu a mais de 23 anos de prisão, reservou quantos anos para o chefe? Só isto já justifica aquela ânsia do Lula em ser ministro, pois já se sabe que no STF, além das coisas serem mais demoradas, as penas são mais brandas, com exceção do Marcos Valério, que no caso do mensalão, e agora se sabe disto, era apenas o mordomo.

Como diz o texto abaixo citando a equipe econômica: “Temos que colocar sol sobre esta herança recebida. Para entender e explicar as dificuldades que recebemos. ... O problema é que os números são voláteis e a cada momento há um novo esqueleto”.

Ou seja, o Brasil está assombrado com o que foi feito para ganhar eleições e se manter no poder por parte do lulopetismo. A maior dificuldade da equipe agora é saber qual o valor do rombo nas contas públicas deixado pelo governo. Eles mesmo disseram que era 96 bilhões de reais, hoje já se diz que pode chegar a 200 bilhões. É de arrepiar.

Por quantos anos mais, a população brasileira pagará pelos desmandos e mentiras da ex-presidenta mentirenta, que ainda continua dando entrevistas falando em golpe, para ser apoiada pelos mesmos bolivarianos de sempre? Ontem os Estados Unidos, Argentina e Paraguai, entre outros países, já reconheceram que o impeachment não foi golpe coisa nenhuma. E quem diria, se a equipe econômica for boa mesmo poderemos nos tornar um “imenso Paraguai”, que já sofreu muito com o bolivarianismo do Maduro e está destruindo completamente a Venezuela, terminando o que o Chávez, “mui amigo” de Lula, começou.

E, continuo vendo a TV Senado. Ontem vi o Humberto Costa, coitado, tentando arranjar motivos para “profetizar” que o governo Temer vai “dar com os burros n’água”, e só faltou dizer que isto acontecerá porque o Temer sabe falar português, e o povo não está desacostumado a ouvir esta língua da boca de presidentes por muitos anos. É simplesmente patético.

Agora fiquem com a Mirian, para saber um pouco mais dos nossos problemas econômicos, enquanto eu apertarei mais o cinto pela herança maldita que o PT nos deixou. Vade retro!

“Da nova equipe econômica, que vai se formando com a confirmação de alguns nomes e a escolha de outros, já se pode dizer que tem excelência técnica e experiência diversificada. Todos os que foram anunciados ontem ou são integrantes do governo ou já fizeram parte dele. A tarefa que enfrentarão é enorme e não depende apenas de que eles tenham bom desempenho.

O economista Ilan Goldfajn é considerado um dos melhores do país. Ele assumirá a presidência do Banco Central, onde já esteve como diretor, depois de ter passado pelo FMI. Trabalhou como consultor, antes de dirigir o Departamento Econômico do banco Itaú Unibanco.

Para o Ministério da Fazenda, o ministro Henrique Meirelles escolheu dois economistas que têm conhecimento profundo da crise fiscal brasileira. Marcelo Caetano, que será o secretário de Previdência, tem uma série de estudos sobre o tema como economista do Ipea, e Mansueto Almeida, ex-Ipea, que será o secretário de Acompanhamento Econômico, é grande especialista em finanças públicas. Carlos Hamilton, que será o secretário de política econômica do Ministério, já trabalhou com Henrique Meirelles no Banco Central. A equipe se reuniu neste fim de semana para avaliar a situação em que o país está e começar a pensar nas primeiras medidas. Meirelles decidiu manter dois secretários, o do Tesouro, Otávio Ladeira, e o da Receita, Jorge Rachid. Completa o time o secretário-executivo, Tarcísio Godoy, que já ocupou o mesmo cargo na época de Joaquim Levy.

O primeiro problema a resolver será o tamanho do déficit de 2016. E eles estão no seguinte dilema: se adotarem uma meta que não possam cumprir, pode haver o desgaste de ter que pedir nova alteração. Se elevarem muito a projeção do rombo, pode passar a ideia de que o governo se prepara para ampliar os gastos. E há diversos esqueletos aparecendo.

— Temos que colocar sol sobre esta herança recebida. Para entender e explicar as dificuldades que recebemos. E temos que passar a ideia de que daqui para a frente será diferente — disse um integrante da equipe.

Pela lei orçamentária, o governo tem que divulgar até o 20º dia útil do segundo mês de cada bimestre o relatório de receita e despesa. Como a meta ainda em vigor é a do Orçamento, que prevê superávit de R$ 24 bilhões, o governo teria que anunciar um contingenciamento para se adequar a esse objetivo. O problema é que a meta é irreal e não se sabe exatamente o tamanho do rombo para propor novo número. Como o governo Dilma previa déficit de R$ 96 bi, a nova equipe considera, diante de despesas já sabidas e não previstas, que se o déficit for de R$ 100 bilhões a meta será muito apertada, mas se for de R$ 150 bi pode parecer relaxada demais. O governo precisa definir a nova meta para que seja votada pelo Congresso até o fim do mês.

— O problema é que os números são voláteis e a cada momento há um novo esqueleto — disse um membro da equipe.

Um desses esqueletos é o da Eletrobras, que está desequilibrada pelas decisões tomadas pelo governo durante a crise de energia e foi vítima dos desvios em contratos como tem revelado a Lava-Jato. Ela não tem conseguido dimensionar as perdas com corrupção e por isso avisou que não vai apresentar a tempo seu relatório financeiro ao órgão regulador americano. Será retirada de lista da Bolsa de Nova York, o que pode produzir impacto fiscal. Outro problema é a negociação com os estados, que também vai produzir perda de receita.

Quando Meirelles anunciou os integrantes da equipe econômica, não tinha ainda os nomes dos presidentes dos bancos públicos. Para o BNDES, que responde ao Planejamento, foi escolhida a economista Maria Silvia Bastos Marques, que tem um currículo de bom desempenho tanto no setor público quanto no privado. Ela terá um duro trabalho pela frente. O banco funcionou nos últimos anos na base de enormes cheques enviados pelo Tesouro. Mas essa fonte secou. Hoje, deve R$ 500 bilhões ao Tesouro. Maria Silvia terá que dar nova forma à atuação no banco de desenvolvimento.


A estratégia no governo é de anunciar medidas de curto prazo, depois preparar reformas que serão divulgadas num segundo momento e que terão mais impacto na confiança, como a reforma da previdência. O jogo será duro, mas o que se pode dizer é que o time está bem escalado.”

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