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sexta-feira, 11 de março de 2016

O Lula vai ser Ministro da Educação ou Ministro da Justiça?




Por Zezinho de Caetés

É incrível que, ainda hoje, encontramos pessoas, cada vez em menor número, é claro, que pensam que o Lula é inocente, e que o tudo que estão dizendo dele é proveniente daqueles que defendem os ricos e poderosos.

É para se duvidar da sanidade ou da moralidade de pessoas que pensam assim, inclusive o Lula e a Dilma, nossa presidenta incompetenta. Esta, já não sabe mais o que fazer depois que foi empurrada planalto abaixo pela turma do Lula, que hoje casa e batiza no seu governo.

E agora falam que, para não cair nas mãos do juiz Sérgio Moro, o Lula vai assumir um ministério. Será que Dilma seria tão néscia ao ponto de fazer isto? Sei lá. Cada um sabe onde o calo aperta. Quando eu vi o meu conterrâneo Lula beijando a mão do Sarney et caterva, também pensei que isto seria impossível. Hoje é o Sarney que não quer beijar sua mão.

Se isto for verdade, para manter o Brasil como o país com suas jabuticabas, eu sugiro que ele seja nomeado Ministro da Educação. Ora, se já temos uma presidenta que não sabe falar português, por que não nomear logo um analfabeto para a Educação. O problema seria ele assinar o termo de posse, pois o discurso ele encarregará o Marco Aurélio Top Top Garcia para escrever.

Embora que, agora, com prisão preventiva decretada por lavar dinheiro e falsidade ideológica, talvez a Dilma queira nomeá-lo para Ministro da Justiça. De qualquer forma uma jabuticaba a mais ou menos não vai mudar a comédia de nossa vida política. 

Sei não, mas, mais uma vez, acredito no imortal Merval Pereira que, ainda sem saber do mandato de prisão expedido contra o Lula, em seu blog, escrevia um texto com título: “Fecha-se o cerco”, para dizer que o Lula, mesmo caindo na esparrela de ser ministro, o que seria um confissão de culpa e mostraria sua velocidade em correr da verdade, mostra detalhes do que diz a Polícia Federal a respeito. Eu também penso que o “cara”, como o chamou Obama, não tem saída, a não ser a educação. Ou seja voltar aos bancos escolares lá em Caetés, enquanto envergaria o fardão de nossa Academia. 

Fiquem com Merval, que eu vou me preparar para a manifestação de domingo. Como se dizia lá na minha terra: “O último a chegar é a mulher do padre”.

“A decisão do Ministério Público de São Paulo de denunciar Lula e familiares por ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, resultado da investigação sobre o triplex no Guarujá, é um sinal mais do que claro de que também o Ministério Público Federal que atua na Operação Lava-Jato está na fase final da investigação, que tem provas compartilhadas.

A preocupação de Lula e seus próximos com um possível desfecho das investigações contra ele, com a conseqüente denúncia ao juiz Sérgio Moro em Curitiba, é mais do que razoável, e por isso a insistência para que ele aceite ir para o ministério da Presidente Dilma, a fim de ganhar foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal.

 Mesmo que aceite, porém, além do fato de ter que assumir praticamente uma confissão de culpa, Lula e o governo teriam que passar por outro constrangimento, o de defender no STF a nomeação insólita.

Por certo, a nomeação de ministro, de acordo com a Constituição, é ato político do Presidente da República, que é quem decide quanto à conveniência e oportunidade da nomeação, imune, nestes aspectos, ao controle judicial, devido ao princípio da separação dos poderes.

Mas, seria essa imunidade absoluta, podendo se fazer tábula rasa do princípio constitucional da moralidade? Pode a Presidente, a pretexto de ser um ato político, nomear Lula ministro, com a finalidade escancarada de livrá-lo das investigações da Lava-Jato na primeira instância?

Ontem mesmo o Supremo impediu a nomeação do novo ministro da Justiça por ser ele membro do Ministério Público da Bahia. A preocupação com um desfecho iminente dos processos da Operação Lava-Jato em relação ao ex-presidente Lula tem base nos fatos. Quem ler o documento de 89 páginas em que o Ministério Público Federal requer ao Juiz Sérgio Moro as medidas cautelares de busca e apreensão e a condução coercitiva de várias pessoas, inclusive o ex-presidente Lula, ocorridas na última sexta-feira, ficará com a certeza de que os Procuradores encarregados do caso estão convencidos da culpabilidade do ex-presidente.

Ao longo de suas páginas, há trechos como o seguinte: (...) Mostrou-se, ainda, que esse esquema tinha como um de seus líderes JOSÉ DIRCEU, e que continuou a existir mesmo após este ser afastado por corrupção em esquema idêntico desvelado no Caso Mensalão, o que mostra que alguém de igual ou superior hierarquia comandava o esquema: e o elemento comum para esses esquemas todos, detentor do poder de nomeação e beneficiado com o apoio político era, particularmente, LULA.

(...) Nessa toada, considerando os dados colhidos no âmbito da Operação Lava Jato, há elementos de prova de que LULA tinha ciência do esquema criminoso engendrado em desfavor da PETROBRAS, e também de que recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa.

(...) Nesse âmbito, considerando que uma das formas de repasse de propina dentro do arranjo montado no seio da PETROBRAS era a realização de doações eleitorais (item “7” supra), impende destacar que, ainda em 2005, LULA admitiu ter conhecimento sobre a prática de “caixa dois” no financiamento de campanhas políticas recente depoimento prestado à Polícia Federal, reconheceu que, quanto à indicação de Diretores para a PETROBRAS “recebia os nomes dos diretores a partir de acordos políticos que havia um ávido loteamento de cargos públicos. Não é crível, assim, que LULA desconhecesse a motivação dos pagamentos de “caixa 2” nas campanhas eleitorais, o porquê da voracidade em assumir elevados postos na Administração Pública federal, e a existência de vinculação entre um fato e outro. Ou seja, LULA sabia que empresas realizavam doações eleitorais “por fora”.


  (...) Repise-se que a estrutura criminosa perdurou por, pelo menos, uma década. (...) Considerando que todas essas figuras, diretamente envolvidas no estratagema criminoso, orbitavam em volta de LULA e do PARTIDO DOS TRABALHADORES, não é crível que ele desconhecesse a existência dos ilícitos. (...) Além disso, é inegável a influência política que LULA continuou a ter no Governo Federal, mesmo após o término de seu mandato (encontrando-se até hoje, mais de cinco anos após o fim do seu mandato com a atual Presidente da República).”

Um comentário:

  1. NA REPÚBLICA DO PETROLÃO, COM LULA DE MINISTRO, QUALQUER MINISTÉRIO TERIA SEMPRE PELO MENOS DOIS GRANDES POBREMAS: UM SERIA DE PORTUGUÊS... QUAL SERIA O OUTRO PLOBEMA?!?!?! E POR FALAR EM MINISTÉRIO O MEU PALPITE SERIA, LULA, COMO MINISTU DA JUSTISSA...



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